O mundo atual passa por transformações diversas
que, causam impactos positivos e negativos aos sujeitos sociais.
É pensando nisso que, apesar das tentativas de
superação, ainda hoje é patente o confronto entre dois modelos pedagógicos, um
em que o aluno é comparado a um objeto a formar por uma ação exterior a exercer
sobre ele, outro em que o aluno tem consigo os meios necessários para ser
sujeito da sua formação. Como este conflito se arrasta há mais de um século,
correndo-se o risco de se perder em "exclusivismos", tornam-se
necessárias sínteses. Assim, o ensino-aprendizagem integrados às novas
tecnologias e à capacitação profissional que entenda os estudantes como
sujeitos de suas ações, firmará a educação nova.
A pedagogia contemporânea cumpre destacar a
tendência pedagógica reformadora sintetizada no movimento da “educação nova”.
Entendemos a corrente que trata de mudar o rumo da educação tradicional,
intelectualista e livresca, dando-lhe sentido vivo e ativo. Por esse motivo
pode também ser chamada de “escola ativa”. O movimento da educação nova é
próprio de nosso tempo e, mais precisamente, de nosso século. Sempre houve na
história da pedagogia, movimentos inovadores que tratam de reformar a educação
existente. Mas houve que chegar a nosso tempo para que essa educação inovadora
adquirisse todo o seu significado, e se desenvolvesse não já com personalidades
isoladas, individuais, mas em forma de tendências e correntes gerais métodos é
o da atividade ou trabalho. É nesse sentido que a educação nova se alinha, ou
seja, é uma nova forma de entender e sistematizar o mundo contemporâneo por
meio das tecnologias primando o seu cotidiano levando em consideração as
metodologias inovadoras para facilitar a interação sistêmica dos conteúdos
didáticos aos alunos.
Só existirá democracia no Brasil, no dia em
que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a
escola pública.
Para o educador o conhecimento das diferentes
realidades escolares poderia dar início a uma sociedade mais justa e
igualitária. E diante disso a figura do professor contribuiria de forma
definitiva, pois formaria o homem e permitiria sua relação com o mundo.
Sem os homens públicos que façam a máquina
andar não há como expandir os pensamentos modernos aos seus alvos (aqui de
educador a educando).
Diante de tudo isso, é preciso lutar em
defesa dos valores democráticos para a educação dos brasileiros
independentemente de raça, condição financeira ou credo. Uma educação em escola
pública da melhor qualidade para todos. E para a concretização desses valores
foi importante que ocupasse os cargos que ocupou onde defendeu a escola
pública, leiga, universal, gratuita e ótima para todas as crianças brasileiras.
Enfim, devemos buscar a inclusão digital e
social por meio da educação de forma a primar o alunado como sujeito de sujas
ações rumo ao preparo para o mercado de trabalho e para o sociointeracionismo.
E mais, trabalhar a criticidade e a cidadania rumo a uma educação inovada.
POR: EDNEI OLIVEIRA
RIO SONO-TO, 22/04/13
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