Vivemos
na era da modernidade, porém, muitos ainda não a incorporaram muitas das vezes,
não por opção, mas por mera exclusão.
Nos
dias de hoje, o sistema educacional brasileiro vêm sofrendo muitas
transformações, isso para que a educação se adeque à realidade dos estudantes. O
que não está acontecendo.
A
educação do século XXI prima a civilidade frente ao processo de integração de
sociedades e economias, Globalização, sempre enfatizando a ética e a cidadania
que são comportamentos individuais que refletem no coletivo. Sendo assim, a
educação é o cargo chefe de uma sociedade inclusiva e sociointeracionista que, prepara
os estudantes para o cooperativismo, para o entendimento, para acordo
comunicativo e para o mercado de trabalho sempre levando em consideração a
diversidade.
É
sabido que, a prática difere da teoria por isso, na maioria das escolas, muitas
das vezes o que se teoriza não sai do papel e sim, é distorcido e transformado
em pontos extremamente negativos, tato para o individual, quanto para o
coletivo. É o que acontece na maioria dos municípios tocantinenses. Por estarem
afastados das áreas metropolitanas ficam largados, ou seja, jogados à própria
sorte.
No que se
refere às novas tecnologias advindas da modernidade e dos anseios das
sociedades,
devem ser utilizadas como meio de buscar o
desenvolvimento humano e a melhoria da qualidade de vida de todos os atores da
comunidade escolar. Só que para isso ocorrer é necessário que a maioria
concorde com essa inclusão digital. Entretanto, não basta apenas do interesse
da população, mas também do governo. Sendo assim, além da população, os
governos precisam de vontade política para fazer as mudanças necessárias para
uma adoção ampla da tecnologia, com base em forte apoio da população. Isso,
para que realmente haja a efetivação prática e que primem realmente, os
sujeitos da educação de forma democrática e sociointeracionista.
Assim, é preciso não só
equipar com recursos tecnológicos, mas sim disponibilizar recursos humanos
capacitados e que sejam contínuos. Ainda, como foi dito anteriormente, a teoria
difere da prática e muitos sofrem do descaso e da exclusão digital e social. É
o caso de municípios afastados que, sequer estrutura física adequada dispõe,
muito menos de energia elétrica e tecnologia. É uma vergonha!
Portanto,
a nova educação que surge, antes mesmo de ser implementada, está ameaçada pelo
próprio sistema educacional brasileiro e mais ainda, pelos recursos humanos
nele inserido por falta de preparo e por mero egoísmo e individualismo
característicos do sistema capitalista e da nova ordem mundial.
Diante
das indagações do título conclui-se que, a escola nova é formada de teoria,
prática, ficção e realidade. Um misto de verdades e mentiras que têm como
produto um faz de contas que acontece.
Pergunta-se:
Escola nova para quê e para quem? Existe realmente ética e cidadania? E a ética
governamental, onde está?
POR: EDNEI OLIVEIRA
RIO SONO-TO, 22/04/13
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