quarta-feira, outubro 31, 2012

31 de Outubro – Dia da Reforma Protestante e 30 de novembro é comemorado o Dia Nacional do Evangélico, o decreto de Lei Nº 12.328 .


31 de Outubro – Dia da Reforma Protestante

Assim como a fé bíblica é profundamente histórica, porque fundamentada em atos redentores realizados no tempo e no espaço, a fé reformada valoriza extraordinariamente a história da igreja. O nosso senso da história nos lembra que a igreja cristã não começou com a reforma protestante do século dezesseis. Foi por isso que reformadores como Lutero e Calvino não quiseram romper com tudo o que dizia respeito à igreja antiga e medieval. Por exemplo, eles fizeram questão de reconhecer a validade dos antigos concílios ecumênicos da igreja (séculos quarto e quinto) e das extraordinárias formulações teológicas produzidas pelos mesmos – os credos, especialmente o niceno e o de Calcedônia. Os reformadores magisteriais, Calvino entre eles, também tinham grande apreço pelos antigos mestres cristãos, os pais da igreja, e os citaram abundantemente em seus escritos. É por isso que devemos recitar esses credos, utilizar as antigas liturgias, cantar hinos de séculos passados. Não é questão de tradicionalismo: tudo isto nos coloca em contato com a igreja do passado, da qual somos herdeiros e continuadores.
No seu sentido mais amplo, “protestantismo” denomina todo o movimento dentro do cristianismo que se originou na reforma do século XVI e que mais tarde centrou-se nas principais tradições da igreja reformada – Luterana Reformada (Calvinista/Presbiteriana) e Anglicano-Episcopal (embora o anglicanismo alegue ser tanto católico quanto protestante) e Speyer, 1529, com os primeiros dissidentes de uma imposição religiosa, e continuando com os batistas, metodistas, pentecostais, até às igrejas Africanas Independentes dos nossos dias.
             O termo deriva-se do “protesto” entregue por uma minoria de autoridades luteranas e reformadas na Dieta Imperial Alemã em Speyer em 1529, numa dissidência causada por uma ordem imposta que proibia a renovação religiosa. O “protesto” era, ao mesmo tempo, uma objeção, um apelo e uma afirmação. Perguntava em tons urgentes: “Qual é a igreja verdadeira e santa?”; e asseverou: “Não há nenhuma pregação ou doutrina segura senão aquela que permanece fiel à Palavra de Deus. Segundo mandamento divino, nenhuma outra doutrina deve ser pregada. Todo texto das santas e divinas Escrituras deve ser elucidado e explicado por outros textos. Esse Livro Santo é necessário, em todas as coisas, para o cristão; brilha claramente na sua própria luz e é vista iluminando as trevas. Estando resolutos, pela graça de Deus e com a Sua ajuda, a permanecermos exclusivamente na Palavra de Deus, no santo evangelho contido nos livros bíblicos do Antigo e do Novo Testamento. Somente essa Palavra deve ser pregada, e nada que seja contrário a ela. É a única verdade. É o juiz certo de toda doutrina e conduta cristã. Não pode nos enganar nem lograr”.
Desse modo, os luteranos e outros defensores da reforma passaram a ser conhecidos como protestantes. A palavra tinha, originalmente, um sentido de “confissão resoluta, declaração solene”, tomando o partido da verdade do evangelho contra a corrupção romana. “Essencialmente, o protestantismo é um apelo a Deus em Cristo, às Sagradas Escrituras e à Igreja Primitiva, contra toda a degeneração e apostasia”. O estreitamento da palavra “protestante” para significar anti- ou não-romano tem levado alguns a preferirem “evangélico” (embora na Europa continental essa palavra normalmente designe os luteranos) e “reformado” (geralmente mais usada para os presbiterianos calvinistas).


PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

            Os princípios fundamentais do protestantismo do século XVI eram os seguintes: sola scriptura, solus christus, sola gratia, sola fides, soli Deo gloria, a igreja como o povo que crê em Deus e o sacerdócio universal dos fieis.
            Vejamos resumida e separadamente cada um desses princípios da Reforma Protestante:


SOLA SCRIPTURA

Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial.
Em tese, Sola Scriptura, significa reafirmar a Escritura como única fonte de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo àquilo que é suficiente e necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.
Esse princípio nega qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação. 
No Sola Scriptura, acredita-se na liberdade da Escritura para dominar como a Palavra de Deus na igreja, desembaraçada do magisterium (magistrados) e tradição papais e eclesiásticos. A Escritura é a única fonte da revelação cristã. Embora a tradição possa ajudar a sua interpretação, seu significado verdadeiro (i.e., espiritual) é seu sentido natural (i.e., literal), e não um significado alegórico.


SOLO CHRISTUS

À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.
Em tese, Solus Christus é reafirmar que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.
Esse princípio nega que o Evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. 


SOLA GRATIA

A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.
A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.
Em tese, Sola Gratia é reafirmar que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
Esse princípio nega que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada. 
A redenção como dom gratuito de Deus, realizada pela morte e ressurreição salvíficas de Cristo. Essa verdade foi articulada principalmente em termos paulinos, tais como a justificação somente pela fé, como consta na Confissão de Augsburgo: “Não podemos obter o perdão do pecado e a justiça diante de Deus pelos nossos próprios méritos, obras ou penitências, mas recebemos o perdão do pecado e nos tornamos justos diante de Deus pela graça, por causa de Cristo, mediante a fé, quando cremos que Cristo sofreu por nós e que por Sua causa o nosso pecado é perdoado e recebemos a justiça e a vida eterna”. A certeza da salvação, portanto, é uma marca distintiva da fé protestante, fundamentada na promessa do evangelho e desvinculada de qualquer busca de mérito.

SOLA FIDE

A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.
Em tese, Sola Fide é reafirmar que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.
Esse princípio nega que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima. 


SOLI DEO GLORIA

Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.
Em tese, Soli Deo Gloria é reafirmar que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.
Esse princípio nega que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.


A IGREJA COMO O POVO QUE CRÊ EM DEUS

Constituída não apenas pela hierarquia, sucessão ou instituição, mas pela eleição e chamada divinas em Cristo mediante o evangelho. Nas palavras da Confissão de Augsburgo, é “a assembléia de todos os crentes onde o evangelho é pregado na sua pureza e os santos sacramentos são administrados de acordo com o evangelho”. Os sacramentos ordenados por Cristo são apenas dois – o batismo e a ceia do Senhor – e podem ser chamados “palavras visíveis”, refletindo a primazia da pregação dentro da convicção protestante.


O SACERDÓCIO DE TODOS OS CRENTES

A liberdade privilegiada de todos os batizados de comparecerem diante de Deus em Cristo “sem intermediários humanos patenteados” e sua chamada para serem transmissores de julgamento e graça como “pequenos Cristos” aos seus vizinhos. O pastor e o pregador diferem dos outros cristãos pela sua função e nomeação, e não por status espiritual. (Este princípio fundamental tem sido esquecido pelo protestantismo posterior, talvez mais do que qualquer outros desses princípios.)
            A Santidade de Todos os Chamados ou Vocações: a rejeição das distinções medievais entre o secular e o sagrado ou “religioso” (i.e., monástico) com depreciação daquele, e o reconhecimento de todas as maneiras de ganhar a vida como vocações divinas. “As obras dos monges e dos sacerdotes, aos olhos de Deus, não são de modo algum superiores ao trabalho do agricultor no campo, nem ao serviço de uma mulher que cuida do seu lar” (Lutero). Nenhum chamado é intrinsecamente mais cristão do que outro – uma percepção que é obscurecida por frases tais como “o sagrado ministério”.    

             
FONTE BIBLIOGRÁFICA:

  • ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. [Tradução Gordon Chown]. São Paulo: Edições Vida Nova, reimpressão em 1993. Volumes 3 (pp. 194-195).
·         Os Cinco Solas da Reforma Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria, por Declaração de Cambridge. In: http://www.monergismo.com.
  • MATOSAlderi Souza de. Aspectos Essenciais Da Identidade Reformada. In: http://www.monergismo.org

Como surgiram as igrejas protestantes?

Elas surgiram a partir do inconformismo do padre alemão Martinho Lutero (1483-1546) em aceitar algumas práticas da Igreja Católica. Lutero atacava duramente a venda de indulgências, ou seja, a obtenção de perdão para um determinado pecado em troca de dinheiro. No dia 31 de outubro de 1517, Lutero pregou na porta de uma igreja de Wittenberg, na Alemanha, um manifesto com 95 teses em que atacava não só a venda de indulgências, como também outros procedimentos da Igreja Católica, como a negociação de cargos eclesiásticos. O papa Leão X exigiu uma retratação do padre, ameaçando condená-lo por heresia. Mas Lutero não voltou atrás e rompeu com a Igreja Católica, dando início à chamada Reforma Protestante, movimento que se espalhou pela Europa, impulsionado pela maior flexibilidade religiosa que oferecia.
Os inimigos dos reformistas passaram a se referir a seus seguidores como "luteranos". Estes, por sua vez, preferiam ser chamados de "evangélicos", termo hoje muito usado para se referir aos fiéis das igrejas protestantes. A liberdade pregada por Lutero acabaria abrindo espaço para o surgimento de várias correntes religiosas. "O protestantismo tem uma pedra fundamental: a autonomia. A idéia de que só Deus salva, a subjetividade do indivíduo e a possibilidade de assumir e viver as diferenças vai gerar uma variedade enorme de igrejas", diz o cientista da religião João Décio Passos, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Isso ajuda a entender por que hoje existem tantas ramificações entre os protestantes.
Crença na autonomiaLiberdade pregada por Lutero deu origem a várias correntes religiosas
Igreja Católica - Reforma Protestante
Luteranos
A ruptura de Luterano com os católicos, em 1517, lançou as bases para a expansão do protestantismo. Os luteranos condenavam o comportamento moral dos padres católicos e acreditavam que a salvação estava nas escrituras sagradas.
Presbiterianos
Inspirados no teólogo fracês João Calvino (1509-1564), pregavam a predestinação divina: ou seja, só os eleitos por Deus se salvariam. O teólogo holandês James Arminius (1560-1609) criaria depois outra vertente do presbiterianismo: o Arminianismo.
Anglicanos
O rei inglês Henrique VIII (1491-1547) queria anular seu primeiro casamento para se unir a outra mulher. Após a recusa do papa Clemente VII, ele rompeu com a Igreja Católica e criou a anglicana em 1534, ficando livre da interferência papal.
Batistas
O movimento anabatista já existia quando Lutero começou a questionar a Igreja Católica. Mas, como outras correntes protestantes, o movimento só ganhou expressão após a Reforma. Acabou dando origem à Igraja Batista
Metodistas
Surgiram na Inglaterra no século 18, propondo reformar a Igreja Anglicana. Baseadas na crença da salvação pela fé em Cristo, as idéias metodistas não conseguiram mudar os anglicanos, mas deram origem a uma nova corrente protestante.
Pentecostais
Começaram a aparecer no início do século 20 como uma dissidência dos metodistas. Em 1910, foi fundada a Congregação Cristã do Brasil; no ano seguinte, a Assebléia de Deus, e em 1962, Deus é Amor. Os pentecostais crêem na cura pela fé.
Neopentecostais
Fazendo parte do grupo a Igreja Universal do Reino de Deus, de 1977, e a Igreja Renascer em Cristo, de 1986. Os neopentecostais têm em comum a adoçãoda mídia para pregar aos fiéis, além dos cultos espetaculares e a realização de exorcismos.

DIA DO EVANGÉLICO
No dia 30 de novembro é comemorado o Dia Nacional do Evangélico, o decreto de Lei Nº 12.328 foi sancionado no ano de 2010 pelo presidente Lula, mas não institui um feriado nem ponto facultativo no Brasil.
A data já faz parte do calendário oficial de Brasília sendo que lá no Distrito Federal é feriado local, por isso vários órgãos deixam de prestar serviço, segundo informa alguns veículos noticiosos.
A instituição da data levanta polêmicas, de um lado pessoas que não aceitam que os evangélicos precisam de um dia no calendário oficial, já que outras religiões não possuem uma data para serem lembradas. De outro lado líderes cristãos que desejavam que o dia 30 se tornasse feriado nacional.
O tema Dia do Evangélico foi um dos mais comentados no Twitter, entre chacotas e discussões muitas pessoas se manifestaram a respeito do que significa a data. “Dia do Evangélico? Não deveríamos ter dia nenhum. Todos os nossos dias devem ser do Senhor Jesus Cristo! A Ele toda a honra e toda a glória!”, escreveu Ciro Sanches Zibordi.
“Dia do Evangélico é a coisa mais tosca que já vi. Vamos viver o evangelho”, escreveu Thiago Matso, que atualiza o perfil Profetirando.



O presidente Lula sancionou a Lei Nº 12.328 que torna o dia 30 de novembro o Dia Nacional do Evangélico. Líderes evangélicos criticaram.
Saiu no Diário Oficial desta quinta-feira (16/9), o decreto da Lei Nº 12.328 que torna o dia 30 de novembro, o Dia Nacional do Evangélico. No entanto, a data não significará mais um feriado no mês de novembro, nem sequer ponto facultativo no Brasil.
O Dia do Evangélico já faz parte do calendário oficial brasiliense e é considerada ponto facultativo no Distrito Federal. A data foi criada e garantida pela lei 893/95, a partir de um projeto do então deputado distrital Carlos Xavier.
Crítica
Líderes evangélicos se mostraram surpresos ao saber que a lei 12.328 — que institui o dia 30 de novembro como Dia do Evangélico — foi sancionada quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O decreto foi publicado nesta quinta-feira, 16 de setembro, no Diário Oficial da União. O projeto é do deputado do Partido Republicano Brasileiro (PRB-MA), Cléber Verde.
“É uma iniciativa simpática, mas, todavia, a República nasceu laica e precisa continuar laico. Defendo a separação entre Igreja e Estado para que haja democracia. O presidente precisa despertar para esse aspecto da Constituição”, explica o presidente da Catedral Presbiteriana do Rio e da Academia Evangélica de Letras do Brasil, Reverendo Guilhermino Cunha.
O diretor-geral da Convenção Batista Carioca, Pastor Walmir Vieira, concorda.”Não há necessidade disso. O dia do evangélico é todo dia, quando damos testemunho de uma vida cristã e bonita. Se existe um dia do evangélico, será preciso haver um para os católicos, para os espíritas”.
Teólogo e professor de Filosofia, o pastor Alexandre Marques também destaca a importância de não privilegiar nenhuma religião. ” Será preciso haver um dia para as tradições orientais e africanas, que foram demonizadas e atacadas”.
Diário Oficial da União
LEI N 12.328, DE 15 DE SETEMBRO DE 2010
Institui o Dia Nacional do Evangélico a ser comemorado no dia 30 de novembro de cada ano.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1 Fica instituído o Dia Nacional do Evangélico, a ser comemorado no dia 30 de novembro de cada ano.
Art. 2 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 15 de setembro de 2010; 189 da Independência e 122 da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
João Luiz Silva Ferreira
Fonte: ADIBERJ com informações do Correio Braziliense, Extra online e JusBrasil

Datas comemorativas







HALLOWEEN



PARA VOCÊS FICAREM ANTENADOS:



A palavra Halloween tem origem na Igreja católica. Vem de uma corrupção contraída do dia 1 de novembro, "Todo o Dia de Buracos" (ou "Todo o Dia de Santos"), é um dia católico de observância em honra de santos. Mas, no século V DC, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro. O feriado era Samhain, o Ano novo céltico.
Alguns bruxos acreditam que a origem do nome vem da palavra hallowinas - nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte (Escandinávia).

O Halloween marca o fim oficial do verão e o início do ano-novo. Celebra também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis. Era uma festa com vários nomes: Samhain (fim de verão), Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol. Mas o que ficou mesmo foi o escocês Hallowe'en.
Uma das lendas de origem celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte. Os celtas acreditaram em todas as leis de espaço e tempo, o que permitia que o mundo dos espíritos se misturassem com o dos vivos.
Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casa, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir, (Panati).
Os Romanos adotaram as práticas célticas, mas no primeiro século depois de Cristo, eles as abandonaram.
O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e passa ser conhecido como o Dia das Bruxas.

 Travessuras ou Gostosuras?(Trick-or-treat)


A brincadeira de "doces ou travessuras" é originária de um costume europeu do século IX, chamado de "souling" (almejar). No dia 2 de novembro, Dia de Todas as Almas, os cristãos iam de vila em vila pedindo "soul cakes" (bolos de alma), que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha.

Para cada bolo que ganhasse, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador. Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por um certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu.

Abóboras e velas: Jack O'Lantern (Jack da Lanterna)
A vela na abóbora provavelmente tem sua origem no folclore irlandês. Um homem chamado Jack, um alcoólatra grosseiro, em um 31 de outubro bebeu excessivamente e o diabo veio levar sua alma. Desesperado, Jack implora por mais um copo de bebida e o diabo concede. Jack estava sem dinheiro para o último trago e pede ao Diabo que se transforme em uma moeda. O Diabo concorda. Mal vê a moeda sobre a mesa, Jack guarda-a na carteira, que tem um fecho em forma de cruz. Desesperado, o Diabo implora para sair e Jack propõe um trato: libertá-lo em troca de ficar na Terra por mais um ano inteiro. Sem opção, o Diabo concorda. Feliz com a oportunidade, Jack resolve mudar seu modo de agir e começa a tratar bem a esposa e os filhos, vai à igreja e faz até caridade. Mas a mudança não dura muito tempo, não.
No próximo ano, na noite de 31 de outubro, Jack está indo para casa quando o Diabo aparece. Jack, esperto como sempre, convence o diabo a pegar uma maçã de uma árvore. O diabo aceita e quando sobe no primeiro galho, Jack pega um canivete em seu bolso e desenha uma cruz no tronco. O diabo promete partir por mais dez anos. Sem aceitar a proposta, Jack ordena que o diabo nunca mais o aborreça. O diabo aceita e Jack o liberta da árvore.
Para seu azar, um ano mais tarde, Jack morre. Tenta entrar no céu, mas sua entrada é negada. Sem alternativa, vai para o inferno. O diabo, ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada. Mas, com pena da alma perdida, o diabo joga uma brasa para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo. Jack põe a brasa dentro de um nabo para que dure mais tempo e sai perambulando. Os nabos na Irlanda eram usados como seu "lanternas do Jack" originalmente. Mas quando os imigrantes vieram para a América, eles acharam que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos. Então Jack O'Lantern (Jack da Lanterna). na América passa a ser uma abóbora, iluminada com uma brasa.

Sua alma penada passa a ser conhecida como Jack O'Lantern (Jack da Lanterna). Quem presta atenção vê uma luzinha fraca na noite de 31 de outubro. É Jack, procurando um lugar.
enganara Satã ao subir uma árvore. Jack então esculpiu uma imagem de uma cruz no tronco da árvore, prendendo o diabo para cima a árvore. Jack fez um acordo com o diabo, se ele nunca mais o tentasse novamente, ele o deixaria árvore abaixo.
De acordo com o conto de povo, depois de Jack morrer, ele a entrada dele foi negada no Céu, por causa de seus modos de malvado, mas ele teve acesso também negado ao Inferno, porque ele enganou o diabo. Ao invés, o diabo deu a ele uma brasa única para iluminar sua passagem para a escuridão frígida. A brasa era colocada dentro de um nabo para manter por mais tempo.
Os nabos na Irlanda eram usados como seu "lanternas do Jack" originalmente. Mas quando os imigrantes vieram para a América, eles acharam que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos. Então o Jack O'Lantern (Jack da Lanterna), na América, era em uma abóbora, iluminada com uma brasa.


Bruxas

As bruxas têm papel importantíssimo no Halloween. Não é à toa que ela é conhecida como "Dia das Bruxas" em português. Segundo várias lendas, as bruxas se reuniam duas vezes por ano, durante a mudança das estações: no dia 30 de abril e no dia 31 de outubro. Chegando em vassouras voadoras, as bruxas participavam de uma festa chefiada pelo próprio Diabo. Elas jogavam maldições e feitiços em qualquer pessoa, transformavam-se em várias coisas e causavam todo tipo de transtorno.

Diz-se também que para encontrar uma bruxa era preciso colocar suas roupas do avesso e andar de costas durante a noite de Halloween. Então, à meia-noite, você veria uma bruxa!
A crença em bruxas chegou aos Estados Unidos com os primeiros colonizadores. Lá, elas se espalharam e misturaram-se com as histórias de bruxas contadas pelos índios norte-americanos e, mais tarde, com as crenças na magia negra trazidas pelos escravos africanos.
O gato preto é constantemente associado às bruxas. Lendas dizem que bruxas podem transformar-se em gatos. Algumas pessoas acreditavam que os gatos eram os espíritos dos mortos. Muitas superstições estão associadas aos gatos pretos. Uma das mais conhecidas é a de que se um gato preto cruzar seu caminho, você deve voltar pelo caminho de onde veio, pois se não o fizer, é azar na certa.
Halloween pelo mundo

A festa de Halloween, na verdade, equivale ao Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados, como foi absorvido pela Igreja Católica para apagar os vínculos pagãos, origem da festa. Os países de origem hispânica comemoram o Dia dos Mortos e não o Halloween. No Oriente, a tradição é ligada às crenças populares de cada país.

Espanha
Como no Brasil, comemora-se o Dia de Todos os Santos em 1º de novembro e Finados no dia seguinte. As pessoas usam as datas para relembrar os mortos, decorando túmulos e lápides de pessoas que já faleceram.
Irlanda
A Irlanda é considerada como o país de origem do Halloween. Nas áreas rurais, as pessoas acedem fogueiras, como os celtas faziam nas origens da festa e as crianças passeiam pelas ruas dizendo o famoso “tricks or treats” (doces ou travessuras).
México
No dia 1º comemora-se o Dia dos Anjinhos, ou Dia dos Santos Inocentes, quando as crianças mortas antes do batismo são relembradas.
O Dia dos Mortos (El Dia de los Muertos), 2 de novembro, é bastante comemorado no México. As pessoas oferecem aos mortos aquilo que eles mais gostavam: pratos, bebidas, flores. Na véspera de Finados, família e amigos enfeitam os túmulos dos cemitérios e as pessoas comem, bebem e conversam, esperando a chegada dos mortos na madrugada.
Uma tradição bem popular são as caveiras doces, feitas com chocolate, marzipã e açúcar.
Tailândia
Nesse país, existe o festival Phi Ta Khon, comemorado com música e desfiles de máscaras acompanhados pela imagem de Buda. Segundo a lenda, fantasmas e espíritos andam entre os homens. A festividade acontece no primeiro dia das festas budistas.

Alguns significados simbólicos
a abóbora: simboliza a fertilidade e a sabedoria
a vela: indica os caminhos para os espíritos do outro plano astral.
o caldeirão: fazia parte da cultura - como mandaria a tradição. Dentro dele, os convidados devem atirar moedas e mensagens escritas com pedidos dirigidos aos espíritos.
a vassoura: simboliza o poder feminino que pode efetuar a limpeza da eletricidade negativa. Equivocadamente, pensa-se que ela servia para transporte das bruxas.
as moedas: devem ser recolhidas no final da festa para serem doadas aos necessitados.
os bilhetes com os pedidos, devem ser incinerados para que os pedidos sejam mais rapidamente atendidos, pois se elevarão através da fumaça.
a aranha - simboliza o destino e o fio que tecem suas teias, o meio, o suporte para seguir em frente.
o morcego - simbolizam a clarividência, pois que vêem além das formas e das aparências, sem necessidades da visão ocular. Captam os campos magnéticos pela força da própria energia e sensibilidade.
o sapo - está ligado à simbologia do poder da sabedoria feminina, símbolo lunar e atributo dos mortos e de magia feminina.
gato preto - símbolo da capacidade de meditação e recolhimento espiritual, autoconfiança, independência e liberdade. Plena harmonia com o Unirverso
Cores:
Laranja - cor da vitalidade e da energia que gera força. Os druidas acreditavam que nesta noite, passagem para o Ano Novo, espíritos de outros planos se aproximavam dos vivos para vampirizar a energia vital encontrada na cor laranja.
Preto - cor sacerdotal das vestes de muitos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes em geral. Cor do mestre.
Roxo - cor da magia ritualística.


Edição e formatação: Lilian Russo - http://www.ilove.com.br/lili/palavrasesentimentos/

Fontes de Referência:

Folha de São Paulo
Estadinho (30/10/1999)
Guia dos curiosos http://www.guiadoscuriosos.com.br/






DIA DO LIVRO: CONFIRAM!




Caixa de texto:

                Dia Internacional do Livro


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Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região da Espanha.
A data começou a ser celebrada em 7 de outubro de 1926, em comemoração ao nascimento de Miguel de Cervantes, escritor espanhol. O escritor e editor valenciano, estabelecido em BarcelonaVicent Clavel Andrés, propôs este dia para a Câmara Oficial do Livro de Barcelona.
Em 6 de fevereiro de 1926, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera, aceitou a data e o rei Alfonso XIII assinou o decreto real que instituiu a Festa do Livro Espanhol.
No ano de 1930, a data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes.
Mais tarde, em 1996, a UNESCO instituiu 23 de abril como o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, em virtude de a 23 de abril se assinalar o falecimento de outros escritores, como Josep Pla, escritor catalão, eWilliam Shakespeare, dramaturgo inglês.
No caso do escritor inglês, tal data não é precisa, pois que em Inglaterra, naquele tempo, ainda utilizava o calendário juliano, pelo que havia uma diferença de 10 dias apara o calendário gregoriano usado em Espanha. Assim Shakespeare faleceu efectivamente 10 dias depois de Cervantes.



                Dia Nacional do Livro Infantil


Monteiro Lobato e alguns de seus personagens
O dia 18 de abril foi instituído como o dia nacional da literatura infantil, em homenagem à Monteiro Lobato.
“Um país se faz com homens e com livros”. Essa frase criada por ele demonstra a valorização que dava à leitura e sua forte influência no mundo literário.
Monteiro Lobato foi um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil brasileira. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto, época em que cursava a faculdade de direito.
Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio, assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso.
Depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infanto-juvenil: O Sítio do Picapau Amarelo, que foi transformado em obra televisiva nos anos oitenta, sendo regravado no final dos anos noventa.
Dentre seus principais personagens estão D. Benta, a avó; Emília, a boneca falante; Tia Nastácia, cozinheira que preparava famosos bolinhos de chuva, Pedrinho e Narizinho, netos de D. Benta; Visconde de Sabugosa, o boneco feito de sabugo de milho, Tio Barnabé, o caseiro do sítio que contava vários “causos” às crianças; Rabicó, o porquinho cor-de-rosa; dentre vários outros que foram surgindo através das diferentes histórias. Quem não se lembra do Anjinho da asa quebrada que caiu do céu e viveu grandes aventuras no sítio?
Dentre suas obras, Monteiro Lobato resgatou a imagem do homem da roça, apresentando personagens do folclore brasileiro, como o Saci Pererê, negrinho de uma perna só; a Cuca, uma jacaré fêmea muito malvada; e outros. Também enriqueceu suas obras com obras literárias da mitologia grega, bem como com personagens do cinema (Walt Disney) e das histórias em quadrinhos.
Na verdade, através de sua inteligência, mostrou para as crianças como é possível aprender através da brincadeira. Com o lançamento do livro “Emília no País da Gramática”, em 1934, mostrou assuntos como adjetivos, substantivos, sílabas, pronomes, verbos e vários outros. Além desse, criou ainda Aritmética da Emília, em 1935, com as mesmas intenções, porém com as brincadeiras se passando num pomar.
Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, no ano de 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
 
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As primeiras histórias infantis e sua influência na educação das crianças

DIA NACIONAL DO LIVRO

Dia Nacional do Livro
Hoje comemoramos o dia nacional do livro. Essa data é comemorada em 29 de outubro, pois foi uma homenagem a fundação da Biblioteca Nacional em 1810.

Você sabia que na Idade Média os livros eram feitos a mão e produzidos por monges que usavam tinta e bico de pena para escrever os textos? Um livro pequeno levava meses para ficar pronto. Imaginem só se não tivéssemos todos os recursos avançados que temos hoje para produzir os livros? Com toda a tecnologia que temos hoje, por maiores que sejam eles ficam prontos rapidamente.

O livro é um meio muito importante para adquirir conhecimento, e contribuir com o desenvolvimento da nossa linguagem e escrita. Além de ser muito gostoso ler! Hoje temos livros de todos os temas, assuntos, histórias, e idades. Escolha o seu preferido e comemore esta data, lendo um bom livro!


A LEITURA É A CHAVE PARA O SUCESSO!

terça-feira, outubro 30, 2012

NOVO ENEM


Novo Enem- Informações


OBRIGATORIEDADE
A partir de 2010, todos os estudantes da rede pública serão obrigados a fazer a nova prova, que pode servir também para certificar o curso

VESTIBULAR NAS FEDERAIS
A partir desse ano, a nota do Enem poderá ser utilizada no vestibular das universidades federais. São quatro as possibilidades: como fase única, como primeira fase, como fase única para as vagas remanescentes, após o vestibular, ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota a ser utilizado em uma média junto com a nota da prova do seu processo de seleção. Cada instituição de ensino superior divulgará em seus editais em qual formato participará e e se haverá diferenças entre os cursos.

CINCO CURSOS
Os candidatos que fizerem o Enem poderão inscrever-se em até cinco cursos oferecidos pelas instituições que aderirem ao sistema, em qualquer região do país. Alem disso, o estudante só escolherá o curso em que pretende se matricular após a divulgação dos resultados da prova. Nesse momento, o candidato informará ao MEC, por ordem de escolha, os cinco cursos que pretendem frequentar. Pode ser o mesmo curso - Direito, por exemplo - em cinco instituições diferentes ou cinco cursos na mesma instituição. Como o sistema será online, ao inscrever-se, o candidato saberá pela internet a nota dos demais interessados. Dessa forma, ele vai poder saber sua chance de ficar com a vaga. Se constatar que a quantidade de candidatos com notas mais altas supera o número de vagas, ele poderá escolher um novo curso.

NÚMERO DE QUESTÕES
O primeiro modelo divulgado pelo MEC – e utilizado pelo Simuladão GE 2009 – foi de que seriam 200 questões de múltipla escolha e uma redação, divididas em quatro grupos: 50 testes de linguagens e redação, 50 de ciências humanas, 50 de ciências da natureza e 50 de matemática. O estudante teria duas horas e meia para fazer cada prova, além de uma hora e meia para a redação, totalizando 11 horas e meia de provas em dois dias. Após críticas, no último dia 21/5, o ministério disse pretender diminuir o número para 160 ou 180 questões.
Além disso, o MEC informou que as questões de múltipla escolha poderão ter pesos diferentes conforme o nível de dificuldade dos testes.
Saiba mais acessando aluns sites abaixo:



BONS ESTUDOS, BOA SORTE E BOA PROVA! 
MUITA TRANQUILIDADE E PONTUALIDADE!
NÃO VACILEM!!!!!!

A HISTÓRIA MUNDO A FORA.


Jerusalém e a guerra dos deuses



Cidade sagrada para árabes, judeus e cristãos, Jerusalém, graças ao seu poder simbólico, tem sido historicamente palco de terríveis guerras e massacres entre os seguidores de Deus, de Jeová e de Alá. Leia a seguir uma síntese do milenar combate entre os deuses pela posse dos lugares santos.

A cúpula dourada da grande mesquita
A garganta dos deuses
"Do lado em que o sol ilumina com seus primeiros raios, rolam as ondas ilustres e afortunadas do Jordão. Ao ocidente, o mar Mediterrâneo geme sobre a areia que o detém e o captura. Ao norte está Belém... Belém, o berço de um Deus."
Torquato Tasso (Jerusalém Libertada, 1575)
Imaginem um jardim situado entre dois desertos e próximo a um mar que não tem vida, o Mar Morto. Ao sul dele espalha-se o terrível Neguev e, ao oriente, as áridas areias avermelhadas da Judéia. A escassa água que por ele corre tornou-se através dos séculos motivo de lutas entre todos os povos vindos das terras escaldantes dos arredores. Além disso, entre os ciprestes e rochas que se espalham pelos Montes de Sion, Scopus, Moriah e Oliveiras, encontram-se inúmeras grutas e cavernas que todos supõem serem sagradas. De pedra cinza-claro, a beleza e mistério 
tela de Rafael
O triunfo de Davi
delas exerceu sempre um espantoso efeito de atração sobre os habitantes da antiga Canaã. Pensavam que por aquelas aberturas naturais feitas na rochas os deuses enviavam-lhes augúrios ou advertências. Eram, diziam, as gargantas dos deuses. Os ruídos e estranhos sons por elas omitidos somente cabia aos profetas e aos iluminados de Deus entender.
A capital das 12 tribos
Bem ali, em meio àquele desconsolo de pedras e areia que cercava um riacho, envolvida por um ar de magia e fé, formou-se Jerusalém! Num dos seus primeiros momentos, as lutas pela sua posse entre filisteus politeístas e monoteístas hebreus, conduziram a que o rei Davi, o sucessor de Saul, conquistasse-a dos jebusianos. Supõe-se que ao redor do ano 1000 a.C., o rei-pastor consagrou-a como a capital de todas as 12 tribos de Israel. Sucedido em 970 a.C. pelo seu magnífico filho, o sábio rei Salomão, com seus tributos de 666 talentos de ouro, com quatro mil estábulos para os seus 12 mil cavalos, Jerusalém tornou-se a digna morada de Jeová, em honra de quem o lendário rei, trazendo cedros do Líbano, reformou o Primeiro Templo. O deus dos hebreus deixava de ser uma divindade dos desertos para ir habitar um grande centro. Confirmação da magnificência do poder e da sabedoria do grande rei foi a visita que lhe fez a tão celebrada e bela rainha de Sabá.
Da idade do ouro ao cativeiro
Aqueles bons tempos idílicos do povo de Israel, quando Jeová reinou poderosamente sobre as terras da Palestina, vivem até hoje na memória dos judeus. Foi sua Era de Ouro. Mas então pairou sobre eles uma enorme nuvem vinda do Oriente. A era das delícias encerrou-se bruscamente em 597 a.C., quando o rei babilônio Nabucodonosor II marchou contra Jerusalém. Conforme as terríveis previsões do profeta Ezequiel, que prognosticou a catástrofe, Naburzadã, o general babilônico, para sufocar a revolta de Sedecias, destruiu o templo sagrado e pulverizou a capital no ano de 586 a.C.. Os seus habitantes viram-se reduzidos à escravidão. Os templos e os céus daquela Cidade Santa esvaziaram-se, enquanto a parte mais aquinhoada do povo hebreu foi levada em cativeiro para a Babilônia.

Posts da categoria ‘História’

omo o possível envenenamento de Yasser Arafat pode ser abordado no vestibular

Ana Prado | 13/07/2012
Por Carolina Vellei
Nos últimos dias, a morte do ex-líder palestino Yasser Arafat ganhou novamente destaque na mídia. Oito anos após seu falecimento, altas doses de um elemento radioativo raro, o polônio-210, foram encontradas nos pertences de Arafat. A descoberta foi feita pela rede de TV Al Jazeera em parceria com Instituto de Radiofísica de Lausanne, na Suíça. A família suspeita que o serviço secreto israelense seja o responsável pelo envenenamento. O Mossad, como é conhecido, já utilizou tóxicos para eliminar inimigos anteriormente (confira o quadro abaixo).
Com base nas novas notícias, a viúva do ex-líder, Suha Arafat pediu à Autoridade Palestina (AP) a exumação do corpo do falecido marido. Os médicos farão testes para encontrar a presença do polônio também nos ossos de Arafat. Morto em 2004, a razão da morte do ex-líder palestino permanece desconhecida, embora o comunicado oficial aponte a falência múltipla dos órgãos. O relatório das análises foi considerado sigiloso na época, o que gerou dezenas de teorias conspiratórias em torno de seu falecimento. Segundo alguns jornais, as especulações aumentaram também devido ao fato de Arafat ter adoecido subitamente. Em menos de um mês ele precisou ser transferido para a França a fim de fazer exames e procurar tratamento, mas não resistiu e morreu em 11 de novembro de 2004, aos 75 anos.
Na época, os médicos realizaram testes, mas não encontraram vestígios de substâncias tóxicas conhecidas. As suspeitas cresceram após o assassinato do ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko, em 2006, que, segundo dados da política britânica, foi morto envenenado por polônio.
O serviço secreto de Israel
A história do Mossad começa nos anos 30, devido à crescente tensão entre árabes e judeus da Palestina, que na época era uma colônia britânica. Antes de declarar sua independência, em 1948, Israel já tinha seu serviço secreto. Criado oficialmente em 1951, o Instituto de Inteligência e Operações Especiais tinha como foco inicial os países árabes hostis a Israel.
Outros casos do Mossad
Chocolates envenenados
Em 1976 um avião da Air France foi sequestrado por palestinos e levado para o aeroporto de Uganda. Mais de cem passageiros judeus ficaram reféns. Com uma mega operação de resgate, a Mossad conseguiu reaver as vítimas e matar os terroristas. O cérebro do sequestro, Wadi Haddad, chocólatra, recebeu doces envenenados de presente. Morreu no ano seguinte, vítima de uma doença misteriosa.
Guerra dos Seis Dias
Nos anos 60, o egípcio Eli Cohen, de uma família judaica ortodoxa, era um agente disfarçado que passou informações do ministério de defesa da Síria para Israel. Cohen enviou segredos militares cruciais para a vitória do país na Guerra de 1967, entre eles, a localização das tropas sírias nas Colinas de Golã.
Contra o Irã
Aparentemente, o Mossad é responsável pela morte de pelo menos 3 cientistas atônicos iranianos desde 2010. Agentes também teriam ajudado os EUA a fabricar vírus de computador usados para atrasar o programa nuclear iraniano.
Para saber mais sobre o Mossad, leia a matéria de capa da edição 108 da revista Aventuras na História, em julho nas bancas.
Quem foi Yasser Arafat?
Arafat nasceu em Jerusalém, em 1929. Após a criação do Estado de Israel, em 1948, mudou-se para o Egito. Durante o curso de Engenharia, tornou-se presidente da União dos Estudantes Palestinos. Em 1956, já no Kuwait, fundou o grupo Al Fatah, que tem como objetivo eliminar o controle do exército israelense na Palestina, com base na luta de guerrilhas com pequenas ações isoladas.
Em maio de 1964, durante o 1° Congresso Nacional Palestino, surge a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). O objetivo era centralizar a liderança de vários grupos clandestinos. No final da década de 1970, a Fatah ganha grande espaço na OLP e, em 1969, Yasser Arafat é nomeado presidente da organização.
Arafat iniciou sua carreira política com atos violentos. Na década de 70, o grupo Setembro Negro, conhecido como um braço extremista do Fatah, foi responsável por uma das tragédias internacionais mais famosas na história do conflito entre palestinos e israelenses. Nas Olimpíadas de 1972, 11 atletas israelenses foram sequestrados e mortos pelo grupo terrorista.
Na década de 70, o Mossad saiu à caça dos líderes do Setembro Negro e foi responsável por matá-los um a um. Alguns dos alvos eram representantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), da qual Arafat era presidente. A condenação internacional do Massacre de Munique, como ficou conhecido o ataque aos atletas, é geralmente descrito como um dos motivos para o líder palestino ter se distanciado oficialmente de grupos terroristas. Nos anos seguintes, Arafat assume uma postura mais moderada e reconhece a existência de Israel.
Como a questão pode ser abordado no vestibular
Ainda não é possível afirmar se Arafat foi assassinado ou mesmo quem teria cometido o ato. Segundo o professor Samuel Robes Loureiro, professor de História do Cursinho do XI, o vestibular não irá pedir para o estudante falar quem matou Arafat. “Essa questão é muito específica e não há provas de que ele foi mesmo assassinado. O que pode ser cobrado do aluno são as atitudes radicais de ambas as partes envolvidas no conflito: tanto de palestinos como de israelenses”, explica.
O professor dá outra dica sobre a questão: prestar atenção aos processos de paz de ambos os lados (israelense e palestino) e os desenrolares disso. “O que os avaliadores podem pedir também é que o estudante conecte essa morte com o assassinato de Yitzhak Rabin”. O primeiro-ministro de Israel foi morto em 1995 por um judeu, um jovem extremista ortodoxo, dois anos após iniciar um processo de paz com os palestinos. “O problema é que sempre que os dois lados dão um passo em direção à paz, sempre acontece algum ato violento de um grupo radical contrário a isso”, pontua Samuel.
Em 1993, Arafat e Rabin assinaram o Acordo de Oslo, que reconhecia o estabelecimento da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em parte da Faixa de Gaza e na cidade de Jericó. O acordo foi marcado pelo histórico aperto de mãos dos dois líderes, no gramado da Casa Branca. No ano seguinte, Israel estabeleceu relações diplomáticas com a Jordânia e com a Turquia. E pouco tempo depois, no dia 28 de setembro de 1995, novo acordo foi firmado (Oslo II), ampliando o controle da ANP sobre as grandes cidades da Cisjordânia, exceto Jerusalém.
Os radicais de ambos os lados começaram a agir. Ataques de grupos palestinos continuaram. Em Israel, a extrema direita considerou o ato de Rabin uma traição. Em novembro de 1995, Rabin levou três tiros no estômago e no peito, enquanto participava de uma passeata pela paz, com 100 mil manifestantes. Após a morte de Rabin, as tentativas de paz encabeçadas por Arafat se fragilizaram e o líder perdeu forças. A ocupação israelense continuou e, ao longo dos anos 90, os assentamentos judeus ilegais foram expandidos. Em 2000, novas tentativas de paz fracassaram, dessa vez lideradas pelo primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak.
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Alvo de ataque há alguns dias, como o Afeganistão pode ser cobrado no vestibular?

Ana Prado | 20/04/2012
No domingo, 15 de abril, o Afeganistão sofreu o maior ataque coordenado à sua capital, Cabul, em dez anos de guerra – desde que os talibãs foram expulsos do poder em uma invasão liderada pelos Estados Unidos, no fim de 2001, em retaliação aos ataques de 11 de setembro.
A autoria foi reivindicada por terroristas ligados à rede Haqqani, um ramo extremista do grupo talibã conhecido por ter ligações estreitas com a Al-Qaeda. O Talibã é um movimento fundamentalista islâmico nacionalista que se difundiu no Paquistão e, sobretudo, no Afeganistão, a partir de 1994.
O ataque serve como mote para falarmos sobre a situação daquela região, mas pode ficar tranquilo: dificilmente os vestibulares cobrarão detalhes ou informações sobre ataques específicos como esse. O professor de geopolítica Décio Cavalheiro, do Cursinho da Poli, acredita que, se aparecer no vestibular, a questão será abordada de uma forma mais superficial, sem exigir grandes detalhes.
Para ele, é importante que o vestibulando saiba de três aspectos da situação do país: a dificuldade de ser ocupado por países estrangeiros, sua localização estratégica e seu entorno.
Inconquistabilidade
O Afeganistão é um país do interior, sem saída para o mar, com um clima árido e um território difícil, cheio de montanhas e cavernas, que tornam a manutenção das ocupações estrangeiras do seu território algo sempre muito difícil para quem não conhece bem a região. A Inglaterra tentou fazer isso no século 19, a União Soviética, no século 20, e os Estados Unidos tentaram no século 21, todos sem sucesso.
Localização estratégica
O Afeganistão não tem recursos minerais nem saída para o mar. Qual é o interesse dos países que tentaram ocupá-lo? Basicamente, sua localização privilegiada – o país fica entre Irã, China, Paquistão e a extinta União Soviética.
Esse foi um fator chave ao longo de suas ocupações – e, como lembra o professor Décio, já foi tema de questão da primeira fase da Fuvest.
No século 19, o interesse da Inglaterra no Afeganistão se devia à tentativa de proteger seu império na Índia. A União Soviética cobiçava o território porque significava um caminho para o acesso ao Oceano Índico, mas foi expulsa com a ajuda dos Estados Unidos e de seus aliados ocasionais, como Osama Bin Laden. Com a saída dos russos, Bin Laden tomou conta do pedaço.
Para os EUA, o Afeganistão está em uma posição estratégica para a sua guerra ao terror, sendo esconderijo de muitos fugitivos de guerra ou casa de muitos terroristas. É aí que entra outro ponto importante…
Entorno
“As tensões entre os países localizados no entorno do Afeganistão representam uma verdadeira ameaça à paz mundial”, explica o professor Décio. O vizinho Paquistão é uma potência nuclear e está muito próximo militar e geograficamente da China e ainda disputa a região da Caxemira com a Índia, outro país que detém a tecnologia nuclear.
O Irã, outro vizinho, possui uma enorme reserva de petróleo e é conhecida pela oposição ferrenha ao ocidente. E o Iraque também possui enorme reserva de petróleo e desperta a cobiça mundial – especialmente a dos EUA.

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Entenda como a denúncia contra o coronel Sebastião Curió sobre o sequestro de guerrilheiros no Araguaia, durante a ditadura militar, pode cair no vestibular

Mariana Nadai | 21/03/2012
Em 14 de março, o Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Justiça Federal do Pará uma denúncia contra o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, acusado do sequestro qualificado de cinco militantes políticos capturados durante a repressão à guerrilha do Araguaia – um movimento armado contra a ditadura militar organizado pelo PC do B e reprimido pelo Exército, entre 1972 e 1975, no sul do Pará.
O militar foi acusado de comandar a chamada Operação Marajoara, que aconteceu em 1973, quando os cinco guerrilheiros foram levados às bases militares e submetidos a sofrimento físico e moral e nunca mais foram encontrados.
Para o MPF, o crime cometido pelo coronel delito tem um caráter permanente, pois os militantes ainda estão desaparecidos. Por isso, o delito não estaria coberto pela Lei de Anistia, de 1979, que permitiu o retorno dos exilados políticos e perdoou agentes do Estado que cometeram crimes durante a ditadura.
A medida foi elogiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e poderia ter sido primeira ação penal por crimes cometidos durante a guerrilha do Araguaia. Mas, em 16 de março, a Justiça Federal rejeitou a denúncia, com base na lei de anistia, afirmando que em 1995, o Estado já havia reconhecido as mortes dos guerrilheiros.
A denúncia ao coronel Curió pode mesmo cair nas provas?
A denúncia em si talvez não seja abordada, mas o contexto em que ela está inserida, a ditadura militar no Brasil, sim. O tema é recorrente nos processos seletivos. Nas provas de 2012, por exemplo, o assunto esteve presente em pelo menos uma questão dos vestibulares da Fuvest, daUniversidade Federal da Bahia e da Universidade Federal do Paraná. O Enem também cobra esse tipo de questão, como fez na prova de 2009.
Para o professor de atualidades e história, Samuel Loureiro, do Cursinho do XI, de São Paulo, ao ver uma notícia como essa, o estudante precisa entender como foi o golpe militar de 1964 e o regime militar brasileiro, que durou de 1964 a 1985. O que foi a guerrilha do Araguaia e, principalmente, a lei de anistia também merece atenção.
O fim do regime também precisa ser estudado. “É importante que os estudantes entendam que uma crise econômica, que assolava o Brasil e o mundo, foi a grande responsável pelo fim da ditadura militar, e não apenas os protestos contra o governo. Na década de 1970, o mundo vivenciou duas crises do petróleo (1973 e 1979), o que desestabilizou a economia e o governo de diversos países, inclusive do Brasil”, explica o professor.
Outra dica é conhecer as manifestações artísticas da época, bem representadas pelas músicas. “O estudante precisa saber reconhecer, por exemplo, os diferentes tipos de músicas que faziam naquela época. É importante, pois marcou a nossa cultura, muitos artistas, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, foram exilados pelas suas manifestações políticas”, diz Samuel loureiro.
O professor lista três tipos de músicas produzias, que merecem atenção: as de protesto, como “Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores”, de Geraldo Vandré; as músicas de alienação política, representada pela jovem guarda, como a música “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”; e as músicas ufanistas, que exaltavam o Brasil em um tempo de repressão, como a “Eu te amo meu Brasil”.
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Como a crise na Síria pode ser cobrada nas provas deste ano?

Mariana Nadai | 13/03/2012
Há cerca de um ano, a Síria ocupa quase que diariamente as notícias internacionais. Desde março de 2011, a população síria sai às ruas em protestos a favor da democracia no país, que há mais de quatro décadas vive em uma ditadura militar.
O levante popular, que exige a saída do ditador Bashar al-Assad do poder, começou no sul do país, mas logo alcançou todo o território. Em junho, mais de 100 mil pessoas manifestavam em cerca de 150 cidades e vilarejos, sempre às sextas-feiras, após as orações. O movimento avançou apesar das respostas, sempre violentas, do ditador.

As manifestações na Síria fazem parte da Primavera Árabe, tema que pode cair nas provas de vestibular
A crise na Síria começou a se encaminhar para um confronto militar, com a criação do Exército Livre da Síria (ELS), uma organização rebelde que ganhou adesão de muitos soldados desertores e da adesão voluntária de manifestantes. De lá para cá, os confrontos entre os opositores do governo e os militares se intensificou. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 7,5 mil pessoas morreram neste um ano de conflito.
Além das mortes, a repressão do regime de al-Assad levou ao isolamento da Síria, que hoje vive sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia – o país vende a maior parte do seu petróleo aos europeus.
Na última semana, a Síria mais uma vez ficou em evidência, por conta da visita, no último dia 10, do ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, enviado especial da ONU e da Liga Árabe. O objetivo de Annan era tentar iniciar um diálogo entre o regime e a oposição, evitando uma possível futura intervenção militar estrangeira no país.
Antes mesmo de chegar ao local, a proposta de Annan foi rejeitada pelos opositores de al-Assad, que alegaram que o diálogo é “sem sentido”, uma vez que as tropas do governo continuam massacrando a população. Do outro lado, durante a reunião do enviado da ONU com o ditador, al-Assad disse que qualquer diálogo ou processo político não poderá ter sucesso enquanto houver grupos terroristas armados trabalhando para espalhar o caos e desestabilizar o país, uma referência direta aos opositores do governo, principalmente o ELS.
Mas afinal de contas, a crise da Síria pode cair no vestibular?
Para o supervisor de geografia e professor de geopolítica do cursinho Anglo, Augusto Silva, sim. “O primeiro fato que o estudante deve prestar atenção é que a crise na Síria faz parte de uma questão social bem maior, que é a Primavera Árabe”, diz o professor.
A Primavera Árabe é o nome dado à onda de protestos e revoluções contra governos do mundo árabe, Oriente Médio e norte da África, que eclodiu em janeiro de 2011, pedindo democracia. A onde de manifestações já foi destaque nos vestibulares, aparecendo nas provas do Enem 2011, daFuvest 2012 e da Unesp 2012.
Além de atentar para os conflitos em toda a região, o estudante precisa saber localizar os países que estão envolvidos nele: Barein, Iêmen, Tunísia, Líbia, Egito e Síria. “Pode parecer simples, mas a maioria dos estudantes não sabe onde estão esses países,” comenta.

Fonte: GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM 2012
Outro ponto importante para ser estudado, é sobre a geopolítica da Síria. “O país tem uma proximidade política com o Irã, que está sendo investigado por ter armas nucleares e ter diversos problemas internacionais. Além disso, a Síria tem grandes distúrbios históricos com Israel. Dependendo do resultado dessa crise, se o ditador (que é próximo ao Irã) sair ou não, saberemos como ficará a posição política da Síria no Oriente Médio”, explica Augusto.
Segundo o professor, é justamente por conta das relações políticas da Síria que a comunidade internacional teme por uma intervenção militar internacional na região. “Muitos países repudiam o que acontece no país, existem manifestações internacionais, mas não há intervenção direta, militar mesmo, como aconteceu em outros países da primavera”, enfatiza.
Conhecer o regime político na Síria também é fundamental. “É importante o estudante saber sobre a política na Síria, um país que vive há muito tempo em uma ditadura com histórico de repressão contra a população”, diz o professor.
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Entenda como o programa nuclear iraniano pode cair no vestibular

Mariana Nadai | 01/03/2012
Na semana passada, dois fatos levaram o Irã a ser destaque das páginas dos principais jornais do Brasil e do mundo. O primeiro foi a declaração do general Mohammad Hejazi, vice comandante das Forças Armadas do país, que disse que o país poderia fazer um ataque preventivo caso se sinta ameaçado por outra nação. O segundo foi o anuncio do fracasso da missão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
As ameaças que o vice comandante se refere são de Israel. No começo do mês, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, informou que acredita na possibilidade real de que o governo israelense ataque o Irã entre abril e junho deste ano, em um esforço para destruir o programa nuclear iraniano.
Já a tentativa fracassada da AIEA ocorreu entre 20 e 21 de fevereiro esteve no Irã para investigar o programa nuclear do país. Após dois dias de negociações em Teerã, os inspetores da AIEA não receberam a permissão de visitar a instalação militar de Parchin – onde a comunidade internacional acredita haver atividades relacionadas com um possível programa nuclear militar.
Desde 2003, o governo iraniano vem enfrentando uma pressão internacional crescente devido a seu programa nuclear. Os Estados Unidos e as demais potências ocidentais acusam o Irã de desenvolver a tecnologia de enriquecimento de urânio com a intenção de fabricar armas nucleares. Entretanto, o país garante que sua atividade tem fins pacíficos e que pretende diversificar a matriz energética.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirma que o país enriquece urânio em níveis muito baixos, entre 3% e 5%, o suficiente para alimentar usinas na geração de eletricidade (para construir uma arma nuclear é preciso enriquecer urânio em 90%). Essa atividade é legitima e permitida pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), do qual o país faz parte. Segundo o tratado, nenhum país a partir de 1970, quando ele entrou em vigor, pode fornecer, produzir ou adquirir armas nucleares.
Contradizendo o governo do Irã, um documento da AIEA, publicado em novembro de 2011, informava que o país realiza atividades relevantes para o desenvolvimento de uma arma nuclear, como explosões simuladas por computador e experimentos com detonadores de bombas.
O programa nuclear do Irã e o vestibular
A exploração nuclear no Irã é um tema recorrente nos vestibulares. A Universidade Estadual Paulista (Unesp), por exemplo, nas provas de 2010 e 2011 cobrou pelo menos uma questão sobre o tema. AFuvest de 2011 também abordou o assunto.
Mas, o que estudar a respeito do tema? De acordo com o professor de atualidades e história, Samuel Loureiro, do Cursinho do XI, de São Paulo, são três as questões mais importantes que os estudantes devem prestar atenção. Uma das possíveis formas é uma abordagem mais histórica, que remete à Revolução Islâmica. “Em 1979, a revolução derrubou o xá Reza Phalevi, que era aliado dos EUA, e o governo norte-americano se colocou contra o novo regime iraniano, liderado pelos aiatolás. A partir daí começam as sanções internacionais contra o Irã”, explica o professor.
O professor lembra que por conta da Revolução Islâmica, o Irã suspendeu a produção de petróleo, ocasionando a segunda crise do petróleo (a primeira ocorreu em 1973). “É importante notar que quando se fala em petróleo, o estudante deve saber a diferença entre os países com grandes reservas de petróleo e aqueles que são grandes produtores. No caso, o Irã é os dois, ele é o segundo mais importante produtor de petróleo do Oriente Médio, atrás apenas da Arábia Saudita”.
“Outro ponto a ser levado em consideração é o próprio programa nuclear iraniano e as consequências que o país vem sofrendo por conta dele”, comenta Samuel. Há anos o Irã sofre sanções da comunidade internacional. A ONU, por exemplo, já realizou um pacote de sanções, que teve três fases – dezembro de 2006, março de 2007 e março de 2008. Entre as medidas, estava a proibição do país de comercializar armas e o veto a negociações com determinadas autoridades e instituições iranianas.
Mas, o país do Oriente Médio não fica calado frente aos vetos contra a sua nação. Em fevereiro deste ano, o governo iraniano interrompeu a venda de petróleo da França e da Grã-Bretanha. A medida foi uma retaliação contra a União Europeia e a decisão do bloco de interromper a importação do combustível iraniano a partir do início de julho.
O último ponto a ser observado pelos estudantes é a questão da ameaça de Israel em atacar o Irã. “O conflito entre mulçumanos e israelenses é grande e antigo. E o que o Irã espera ao dizer que atacará Israel é que se caso comece uma guerra, todos os estados islâmicos se unam contra o estado judeu”, comenta o professor.
Sobre essa questão, é importante o estudante saber que o governo do Irã se posiciona fortemente contra Israel e isso atrai a simpatia de palestinos e mulçumanos em geral. O país também mantém relações estreitas com a Síria. Além disso, Ahmadinejad, quando eleito, acirrou ainda mais a disputa entre Israel e Irã, ao fazer declarações violentas pelo fim do Estado israelense. “Para entender melhor sobre todo esse conflito, recomendo o filme Valsa com Bashir”, diz o professor Samuel.
Fonte: GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM 2011

Como a disputa entre Argentina e o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas pode cair no vestibular

Mariana Nadai | 16/02/2012
A Guerra das Malvinas foi um rápido conflito entre Reino Unido e Argentina pelo domínio das Ilhas Malvinas. O confronto começou em abril de 1982, quando o ditador argentino Leopoldo Galtieri, aproveitando uma briga histórica entre os dois países pelo território ocupado pelos ingleses desde 1883, invadiu a região.
Na época, a Argentina vivia em um regime de ditadura militar que estava em crise e a ideia de Galtieri era trazer um sentimento nacionalista à população. O que o ditador não contava era com a reação inglesa, que enviou às Malvinas uma força-tarefa com 28 mil combatentes – quase três vezes o tamanho da tropa rival. Em apenas três meses, os militares argentinos se renderam e a batalha acabou.
Contudo, em janeiro deste ano, trinta anos depois, o conflito voltou a ganhar destaque no noticiário de todo o mundo. E fique atento, porque a retomada do assunto não tem nada a ver com a data comemorativa. Desde o fim da guerra, a Argentina insiste pela soberania da Ilha e a questão entrou na pauta da presidente Cristina Kirchner no começo do ano. A postura da presidente foi considerada como “colonialista” pelo premiê britânico, David Cameron, que afirma que os moradores do arquipélago querem continuar sendo britânicos.
Mas a discussão ganhou mais espaço após a acusação de Kirchner sobre a militarização da região pelos britânicos. A denúncia foi feita após o Reino Unido enviar um navio de guerra, o destroier MS Dauntless, o mais moderno de sua frota naval, para a região. De acordo com David Cameron, o envio do navio faz parte das “manobras de rotina” que a Marinha Real britânica faz a cada seis meses. O que também incomodou o governo argentino foi o treinamento de seis semanas que o príncipe Willian fará nas Malvinas.
A discussão foi levada pela presidente da Argentina para a Organização das Nações Unidas (ONU) e o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, se disse esperançoso de que os dois países possam conversar e evitar mais tensões em torno da disputa.
As Ilhas Malvinas e o vestibular
Mas, afinal, toda a discussão atual em torno do domínio das Ilhas Malvinas pode mesmo cair no vestibular? Para o professor de atualidades e história, Samuel Loureiro, do Cursinho do XI, de São Paulo, sim! De acordo com Samuel, os estudantes devem ficar atentos aos momentos políticos que viviam os dois países na década de 1980 e o motivo deles terem entrado na Guerra das Malvinas.
“Em 1982, a Argentina, que vivia em uma ditadura militar, passava por uma crise econômica e governo teve que tomar algumas medidas que deixaram a população descontente. Para mudar essa situação, o ditador Leopoldo Galtieri pensou em reacender o orgulho nacional no país”, explica Samuel. Ao que parece, a invasão de um território que os argentinos diziam ser historicamente deles era a oportunidade certa. Mas, a estratégia deu errado. Para tentar vencer a guerra, a Argentina gastou muito dinheiro, deixando o país em uma crise maior.
O Reino Unido também vivia um momento ruim. Na década de 1980, a economia da região estava em recessão e o desemprego era grande. “No ano da guerra, o Reino Unido passava por eleições e, por conta da crise, os britânicos queriam um governante que mostrasse firmeza. E foi o que a premiê Margareth Thatcher, que concorria à reeleição, demonstrou ao não abrir mão do território da América do Sul”, diz o professor. A manobra da “Dama de Ferro” deu certo. A sua atitude foi muito bem vista pela opinião pública britânica e ela acabou ganhando as eleições.
Além dessas questões, o professor Samuel comenta que os vestibulandos precisam saber os motivos pela disputa das Ilhas Malvinas. “Existe a questão do orgulho nacional, nenhum dos países quer abrir mão da região. Afora isso, hoje se sabe que o arquipélago é rico em petróleo (os ingleses dizem ter encontrado uma reserva de cerca de 8,3 bilhões de barris de petróleo nas ilhas), então claro que também há interesse econômico na questão”, diz.
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20 anos do Impeachment de Collor

   Este ano comemora-se uma vitória da Democracia que foi o Impeachment do então Presidente Fernando Collor.Leia o texto abaixo e veja seu legado.
 Collor ensinou ao Brasil tudo o que não deve ser feito no poder

   Vinte anos depois do início da crise que o levou ao impeachment, a história não teve piedade com o governo de Fernando Collor. Se em muitos de seus aliados havia a esperança de alcançar um lugar de destaque pela abertura econômica do País ou por outras políticas adotadas pelo primeiro presidente eleito pelo povo após 29 anos, esse futuro nunca chegou. A maior herança dos anos Collor é a lição daquilo que não deve ser feito. E é pela sua face ora nefasta, ora arrogante, ora simplesmente equivocada que esse governo, paradoxalmente, acabou sendo positivo para o Brasil. Se hoje os brasileiros falam com orgulho da necessidade de se respeitar contratos, é porque famílias inteiras foram humilhadas pelo confisco de suas economias com os bloqueios na poupança e nas aplicações financeiras. Se os presidentes que o sucederam procuraram a todo custo (e alguns a um custo elevado demais) manter uma base aliada no Congresso, por pior que ela tenha sido em termos éticos e técnicos, é porque o governo Collor ensinou que não se governa sem Congresso. Se as CPIs que vieram depois do Caso PC trabalharam com autonomia e levaram à cassação de inúmeros parlamentares, é porque o episódio de Collor gerou um modelo de eficiência, se não jurídica, ao menos política. Se hoje a Polícia Federal promove operações de faxina dentro de ministérios, é porque a sociedade exigiu, no governo Collor, a abertura desse precedente. Se o Ministério Público atualmente estende seus galhos para os mais diversos setores da sociedade, é porque fincou raízes legais, de respeito e de credibilidade, lá atrás, nos embates da Era Collor. Se hoje algum figurão ganhar boladas por consultorias que nunca exigiram um parecer, é porque aprendeu com a EPC (a empresa do notório Paulo César Farias). E se hoje essas pessoas mal duram no cargo ao serem descobertas é porque o resto do Brasil sabe, há 20 anos, que a demissão é o mínimo que a opinião pública espera ver num caso desses. Se, depois de Collor, os comensais da Corte evitaram o exibicionismo de símbolos de novos ricos e recusaram a ostentação para afirmar uma imagem de modernidade, é porque a República de Alagoas, apesar de não se ver assim, era simplesmente ridícula com seu deslumbramento por grifes francesas de luxo e máquinas importadas. Veja aqui a página especial do iG com tudo sobre o impeachment de Collor e a história 20 anos depois 1992 foi um ano em que o Brasil viveu em perigo constante. De um lado estava o mais forte governo que o País poderia ter na época: nascido da vontade majoritária das urnas, após 21 anos de ditadura, eleito numa campanha que dividiu a sociedade ao meio, com cidadãos mobilizados e separados pelas emoções e pelas diferenças de propostas. Collor prometeu uma agenda de reformas que iria romper laços protecionistas, patrimonialistas e corporativos da elite nacional. Muita dessa força não tinha origem no presidente em si, mas no momento histórico: o Brasil vinha da frustração de ver eleito um presidente que nunca assumiu (Tancredo Neves), decepcionado pelo fracasso do Plano Cruzado e massacrado pelo recorde de 84% de inflação em um único mês. Ou seja, hoje seriam precisos mais de dez anos para chegar no descontrole de preços que o Brasil vivia em apenas três semanas. A juventude, o descompromisso e a personalidade intempestiva do presidente fizeram o resto e, em 1992, o Brasil era um país incrivelmente crispado: militares ressentidos com a crescente perda de influência, a população amargurada pela volta da inflação, os políticos abismados com a desenvoltura dos amigos do presidente, empresários fartos de ameaças, uma juventude absolutamente desiludida com a falta de empregos e perspectivas. Tudo poderia acontecer no Brasil, do retrocesso institucional à crise federativa, passando pela débâcle econômica (houve um dia em que o Banco Central chegou a ter somente 2 bilhões de dólares de reservas após um ataque especulativo contra a moeda). As denúncias de Pedro Collor, o caçula da família do presidente, deram a liga que faltava aos descontentes e colocaram o Brasil no caminho para a frente. E obrigaram as instituições recém-nascidas da Constituição de 1988 a serem fortes desde seu primeiro grande teste. Esse é o lado positivo do governo Collor. Se hoje a Constituição se faz respeitada em interpretações que vão das cotas raciais à união de pessoas do mesmo sexo, passando pela autorização para aborto de fetos anencéfalos, é porque ela foi o fio garantidor do impeachment do presidente. E se hoje o Brasil vive seu mais extenso período de liberdades e ninguém mais questiona o valor da democracia é porque, 20 anos atrás, o governo de Fernando Collor obrigou a sociedade a ir ao seu limite. Autor: Luciano Suassuna do Portal IG 


30 anos da Guerra da Malvinas



No dia 02 de abril de 1982 teve início a Guerra das Malvinas que envolveu a Argentina e a Inglaterra. O conflito foi motivado pelo controle das ilhas  e durou exatamente dez semanas.O início da guerra aconteceu em 1982 quando a Argentina, até então sob um governo ditatorial ,invadiu as ilhas e declarou sua propriedade devido a proximidade geográfica. Os ingleses praticamente cruzaram o oceano e lutaram pelo controle de uma região que tinha muitos migrantes e que "lhes pertencia" e que tinha o nome de Island Falkland. Os habitantes locais preferiam o controle inglês ao argentino devido a liberdade e respeito as instiuições que os ingleses faziam. O conflito foi sangrento e deixou um saldo de 655 soldados argentinos mortos e 255 ingleses. Além do custo da guerra para os argentinos.Para os igleses vitoriosos a guerra trouxe enorme popularidade da então ministra Margareth Tatcher. Esse confronto ainda desperta o nacionalismo portenho e uma guerra de recuperação do território é pouco provável.Veja o vídeo abaixo sobre o conflito.


DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO DE 2011


10 anos dos ataques terroristas nos EUA




   No ano de 2011 completou-se 10 anos dos ataques terroristas nas Torres Gêmeas do complexo do World Trade Center em Nova York e do Pentágono em Washington. Fato que levou a morte milhares de pessoas. Esse ataque foi feito por uma organização terrorista muçulmana chamada de Al Kaeda  e teve como mentor o líder Fundamentalista Osama Bin Laden. Esse fato foi considerado por muitos o maior ataque terrorista da história dos EUA. No entanto é importante olhar o passado e relembrar o ataque japonês em Pearl Harbor no Havaí em 1941 que deixou muitos mortos e que até hoje incomoda os norte-americanos. Foi um ataque surpresa e fulminante dentro do contexto da Segunda Guerra Mundial. Anos depois, como resposta, os norte-americanos foram o maiores protagonistas de um ataque brutal ocorrido no Japão que deixou um saldo de 180 mil mortos nas cidades de Hiroshima e Nagasaki O grande problema é que esse ataque teve um caráter experimental com o uso da radioatividade . Fato que deixou grandes sequelas na região até hoje .Sem esquecer o terrorismo norte americano na guerra do Vietnã com o uso do " Agente Laranja".Analisar o 11 de setembro a luz da história e destacar todo sensasionalismo que a imprensa traz, é observar somente um lado da moeda que  coloca os EUA como vítimas. Precisamos entender também a ação imperialista norte-americana no mundo , seu poder de intimidação e destruição.

QUARTA-FEIRA, 24 DE AGOSTO DE 2011


Os 50 anos da renúncia de Jânio Quadros


  Janio da Silva Quadros foi considerado um dos presidentes mais polêmicos da História do Brasil. Governou o país apenas sete meses e renunciou ao cargo alegando sofrer "forças ocultas". Acredita-se que teria sido uma tentativa mal sucedida de um golpe que aumentaria seu poder presidencial. Durante seu curto mandato de presidente foi polêmico. Adepto da política dos bilhetinhos e do excessivo moralismo, chegou a proibir brigas de galo, uso de maiôs decotados em concursos de miss e até a prática do hiponotismo. Antes de ser presidente usou como símbolo uma vassoura que dizia "varrer a corupção no Brasil". A renúncia de Jânio provocou uma grave crise política, principalmente para o seu sucessor João Goulart e abriu caminho para o surgimento da ditadura miltar no nosso país.

SEGUNDA-FEIRA, 21 DE MARÇO DE 2011


CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO

  O ano de 2011 foi marcado por uma série de conflitos ocorridos no Oriente Médio. Tudo começou em fevereiro no Egito quando a população saiu as ruas exigindo a deposição do ditador Inspirada na  Hosni Mubarak. Foram 18 dias de protestos intensos nas ruas para que o Egito visse a queda de Hosni Mubarak, que cedeu às pressões e renunciou no dia (11), pondo fim a um regime autoritário de três décadas.Os protestos no Egito sofreram a influência direta da chamada Revolução de Jasmim, na qual os jovens da vizinha Tunísia conseguiram forçar a derrubada do presidente Ben Ali, uma semana antes.
Tal movimento popular inspira outros países do norte da África e do Oriente Médio e pode modificar de forma irreversível toda a situação política e econômica daquela região.

A pílula anticoncepcional

   Em uma sociedade contemporânea em que a mulher exerce diversos papéis, seja como profissional, administradora do lar, estudante, solteira, esposa ou mãe, as influências comportamentais e a moda feminina que marcaram as décadas anteriores são visíveis no dia a dia. Com um ritmo de vida dinâmico, a mulher atual, a exemplo de alguns ícones femininos do passado, vive em constante busca por independência. Neste contexto, o surgimento da pílula anticoncepcional, no início da década de 60, permitiu que a mulher passasse a controlar sua fertilidade, conquistasse liberdade sexual com segurança e praticidade e, mais recentemente, aliasse a contracepção a outros benefícios propiciados pela pílula.
 Segundo a Organização Mundial de saúde revela que mais de 80 milhões de mulheres utilizam a pílula anticoncepcional no mundo. O maior percentual de consumidoras reside na Europa e nos Estados Unidos e utilizam o método para planejar o tamanho da família, se dedicar aos estudos e à carreira.
O atual índice elevado de utilização da pílula anticoncepcional contrasta com o período de seu lançamento, ocorrido quando o cenário mundial pregava uma conduta moral de castidade feminina - na época o método era receitado apenas para as mulheres casadas e com autorização dos maridos. A primeira pílula, lançada nos Estados Unidos, possuía formulação com altas doses de hormônio, que gerava alguns efeitos colaterais, e assim não conquistou as usuárias. Em 1961 importante empresa do mercado farmacêutico lança a primeira pílula disponibilizada em países da Europa, Austrália e Brasil, com formulação seis vezes maior que a quantidade de princípio ativo dos contraceptivos atuais.
No auge dos anos 70, surge a chamada segunda geração de pílulas, com redução significativa da quantidade de hormônios usados nas primeiras versões. No final dos anos 90 é inaugurada a terceira geração da pílula anticoncepcional, com formulações de baixas doses e princípios ativos mais modernos que proporcionam outros benefícios além da contracepção.
  “Com a opção de controlar a fertilidade, a mulher pode escolher o momento ideal para ingressar no mercado de trabalho em busca de sua independência financeira ou ampliação dos bens de consumo de toda a família”, afirma Flavio Gikovate, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor.
A expansão do ensino nas décadas de 60 e 70 permitiu que as mulheres aumentassem sua escolaridade e, com isso, passassem a pensar no desenvolvimento de uma carreira. “A pílula anticoncepcional surgiu em um momento já favorável para o início da ‘revolução de costumes’, período em que a sexualidade humana ganhou importância própria, desvinculando-a da necessidade de reprodução e permitindo que as mulheres pensassem em relações sexuais sem o pavor da gestação”, ressalta Gikovate. 
Observe como a evolução feminina no mercado de trabalho impactou os índices de fecundidade nas últimas décadas:

Ano
População brasileira            (em milhões)*
População economicamente ativa feminina*
Taxa de fecundidade brasileira*
Década de 70
93.139.037
28,8%
5,8 filhos
Década de 80
119.002.706
33,5%
4,4 filhos
Década de 90
146.825.475
35,5%
2,9 filhos
2000
169.799.170
-
2,3 filhos
 2007
183.987.291
43,6%
1,95 filho
* População recenseada no Brasil e taxa de fecundidade brasileira – dados do IBGE
* População economicamente ativa feminina – dados da Fundação Carlos Chagas

SEXTA-FEIRA, 16 DE ABRIL DE 2010


Os 50 anos da construção de Brasília




      No dia 21 de abril de 1960 foi inaugurada a cidade de Brasília. Até hoje , é uma obra moderna  e futurista ,elaborada  a partir de um  projeto ambicioso coordenado pelo presidente Juscelino Kubtscheck (1956-1960) , o urbanista Lúcio Costa e o arquiteto Oscar Niemayer. Brasília é a capital do Distrito Federal e sua construção foi cara e levou menos de quatro anos para ser construída. A  obra recrutou muitos trabalhadores e deixou  mortos pelo excesso de trabalho.No final da obra, nosso país  estava  endividado ,o povo sofrendo com a alta da inflação e o  contínuo descaso na saúde e educação. A idéia de transferir a capital do país não era nova e, desde o início da República já se cogitava isso. O objetivo maior era promover o desenvolvimento do centro do Brasil reordenando melhor os espaços geográficos  e também preservar o governo de movimentos oposicionistas organizados e guerras. Em 2010 comemora-se 50 anos de sua fundação e é mais um momento de refletir sobre os problemas, contrastes, sucessos e reflexões que existem naquela região e que afetam indiretamente todo o Brasil. Para saber mais e aprofundar seu conhecimento ,visite os links indicados e assista os vídeos. Bom estudo.

Links:
http://www.universia.com.br/preuniversitario/materia.jsp?materia=10089

Terremoto




     O ano de 2010 começou com vários acontecimentos ligados a terremotos. Os mais terríveis ocorreram no Haiti e no Chile, mais recentemente na Turquia e no México.Mas, o que são terremotos?
Terremoto ou sismo são tremores bruscos e passageiros que acontecem na superfície da Terra causados por choques subterrâneos de placas rochosas da crosta terrestre a 300m abaixo do solo. Outros motivos considerados são deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas. Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os induzidos.
As maiorias dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a astenosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra. Com essas forças as rochas vão se alterando até seu ponto de elasticidade, após isso as rochas começam a se romper e libera uma energia acumulada durante o processo de elasticidade. A energia é liberada através de ondas sísmicas pela superfície e interior da Terra.

Calcula-se que 10% ou menos da energia de um sismo se reproduz por ondas sísmicas. Existem também sismos induzidos, que são compatíveis à ação antrópica. Originam-se de explosões, extração de minérios, de água ou fósseis, ou até mesmo por queda de edifícios; mas apresentam magnitudes bastante inferiores dos terremotos tectônicos.

As conseqüências de um terremoto são:
• Vibração do solo,
• Abertura de falhas,
• Deslizamento de terra,
• Tsunamis,
• Mudanças na rotação da Terra.

Além de efeitos prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções etc. As regiões mais sujeitas a terremotos são regiões próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se forma novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o Cinturão de Fogo. O comprimento de uma falha causada por um terremoto pode variar de centímetros a milhões de quilômetros como, por exemplo, a falha de San Andreas na Califórnia, Estados Unidos.


20 anos da queda do Muro de Berlin

No dia 9 de novembro comemorou-se 20 anos da queda do muro de Berlim. Não foi apenas um movimento físico, mas a coroação de lutas em defesa da liberdade e da democracia. A sua construção foi o símbolo da Guerra Fria que se arrastou por anos depois do término da Segunda Guerra Mundial. As duas grandes potências de então, Estados Unidos e Rússia, se digladiavam cada uma querendo estender sua influência sobre partes do mundo. Era a democracia contra o totalitarismo. O desenvolvimento entre as duas áreas tornou-se bastante desigual O contraste era evidente. Enquanto em Berlim ocidental vivia-se já uma vida de alegria, com belo comércio e distrações, a parte oriental, debaixo de cruel ditadura, apresentava aspecto lriste O povo cabisbaixo. Até as construções eram maciças e pesadas, marcos da era comunista. Pouco comércio. Em 1989, na própria Rússia, já se prenunciava a desintegração do bloco soviético. Gorbatchov tinha assumido o poder e lançado a Perestroika (reformas) e a Glasnost (abertura). As repúblicas soviéticas começavam seus movimentos de independência. Na Hungria, a própria fronteira com a Áustria tinha sido aberta com a destruição da cerca de arame farpado que tentava impedir a fuga para o ocidente. Por ali passavam diariamente centenas de berlinenses que procuravam fugir da tirania da ocupação comunista. A construção do muro foi o ápice da Guerra Fria. Reagan de um lado com seu programa Guerra nas Estrelas encurralou a União Soviética que, já com a sua economia combalida pela ineficiência do regime comunista, não teve “cacife” para acompanhar os Estados Unidos. Emblemático o discurso de Reagan em Berlim: “Senhor Gorbatchov, derrube este muro.” A lição da queda do muro de Berlim e suas consequências ressaltam, principalmente, que nenhum país pode progredir sem respeito às liberdades e o pleno exercício da democracia.A queda do muro de Berlim foi a revanche do indivíduo contra o despotismo comunista. E sua derrubada só foi possível porque o povo alemão tinha a educação necessária para compreender isto. Lição que falta ao nosso país.
Texto adaptado de José Celso de Macedo Soares

40 anos do AI-5


O Ato Institucional nº 5, AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais acabada da ditadura militar brasileira (1964-1985). Vigorou até dezembro de 1978 e produziu um elenco de ações arbitrárias de efeitos duradouros. Definiu o momento mais duro do regime, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados. A gota d'água para a promulgação do AI-5 foi o pronunciamento do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, na Câmara, nos dias 2 e 3 de setembro, lançando um apelo para que o povo não participasse dos desfiles militares do 7 de Setembro e para que as moças, "ardentes de liberdade", se recusassem a sair com oficiais. Na mesma ocasião outro deputado do MDB, Hermano Alves, escreveu uma série de artigos no Correio da Manhã considerados provocações. O ministro do Exército, Costa e Silva, atendendo ao apelo de seus colegas militares e do Conselho de Segurança Nacional, declarou que esses pronunciamentos eram "ofensas e provocações irresponsáveis e intoleráveis". O governo solicitou então ao Congresso a cassação dos dois deputados. Seguiram-se dias tensos no cenário político, entrecortados pela visita da rainha da Inglaterra ao Brasil, e no dia 12 de dezembro a Câmara recusou, por uma diferença de 75 votos (e com a colaboração da própria Arena), o pedido de licença para processar Márcio Moreira Alves. No dia seguinte foi baixado o AI-5, que autorizava o presidente da República, em caráter excepcional e, portanto, sem apreciação judicial, a: decretar o recesso do Congresso Nacional; intervir nos estados e municípios; cassar mandatos parlamentares; suspender, por dez anos, os direitos políticos de qualquer cidadão; decretar o confisco de bens considerados ilícitos; e suspender a garantia do habeas-corpus. No preâmbulo do ato, dizia-se ser essa uma necessidade para atingir os objetivos da revolução, "com vistas a encontrar os meios indispensáveis para a obra de reconstrução econômica, financeira e moral do país". No mesmo dia foi decretado o recesso do Congresso Nacional por tempo indeterminado - só em outubro de 1969 o Congresso seria reaberto, para referendar a escolha do general Emílio Garrastazu Médici para a Presidência da República.Ao fim do mês de dezembro de 1968, 11 deputados federais foram cassados, entre eles Márcio Moreira Alves e Hermano Alves. A lista de cassações aumentou no mês de janeiro de 1969, atingindo não só parlamentares, mas até ministros do Supremo Tribunal Federal. O AI-5 não só se impunha como um instrumento de intolerância em um momento de intensa polarização ideológica, como referendava uma concepção de modelo econômico em que o crescimento seria feito com "sangue, suor e lágrimas".




A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.
Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros.
Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.
A Petrobras, uma das empresas pioneiras nesse tipo de perfuração profunda, porém, não sabe exatamente o quanto de óleo e gás pode ser extraído de cada campo e quando isso começaria a trazer lucros ao país. Ainda no rol de perguntas sem respostas, a Petrobras não descarta que toda a camada pré-sal seja interligada, e suas reservas sejam unitizadas, formando uma reserva gigantesca.



A escassez de água


A escassez de água na Terra é um assunto que vem ganhando cada vez mais destaque em pesquisas, grupos de debate e na mídia. O último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) colocou o tema em foco e desviou um pouco as atenções que estavam todas voltadas para as emissões de carbono na atmosfera responsáveis pelo agravamento do efeito estufa e do aquecimento global. Apesar de agora estar em evidência, a questão da falta de recursos hídricos não é uma ameaça futura. "Já enfrentamos o problema da escassez e do mau uso, com doenças e sérios comprometimentos sócio-econômicos", afirma o biólogo e pesquisador da UFF Marcelo Bernardes. "Até mesmo em países com grande disponibilidade de recursos hídricos há sérios problemas de escassez", alerta a engenheira Heloisa Firmo. A maior parte da água no planeta é salgada: 97,5%. Os 2,5% do total que são constituídos água doce e podem parecer pouco, mas seriam suficientes para a população humana, se bem utilizados. No entanto, algumas regiões que um dia já tiveram água em abundância e de qualidade hoje vivem a baixa oferta do recurso, comprometido por um crescimento populacional elevado no último século e uma demanda exponencial desprovida de uso racional – conforme explica Bernardes, acrescentando que se pode relacionar as causas de uma escassez não apenas à intensificação da demanda gerada pelo intenso crescimento mas principalmente ao mau uso, que inclui consumo em excesso e o descarte impróprio da água não tratada."O problema da oferta de água é que ela é muito mal distribuída no planeta, ou seja, onde há muita disponibilidade, há poucos habitantes, e nas grandes cidades, onde há maior concentração populacional, a água está tão poluída que é caro demais recuperá-la. Há regiões onde a escassez se dá por razões de clima e morfologia do solo, que não retém a umidade", explica Heloisa, que aponta outra dificuldade particularmente associada aos recursos hídricos. "O mau uso da água está diretamente relacionado ao mau uso da terra. Hoje podemos ver regiões em processo de desertificação relacionada ao desmatamento excessivo; elevados índices de mortalidade vinculados ao lançamento de efluentes domésticos; escassez devido ao excesso na captação ou desvio de água entre bacias, entre outros", afirma o biólogo.É preciso atenção ainda ao fato de que a humanidade já vem lançando mão da água presente nos lençóis subterrâneos – que representa 29,9% do total de água doce do planeta, sendo que 68,9% estão nas calotas e geleiras, 0,3% nos rios e lagos e 0,9% em outros reservatórios – e essa utilização traz alguns riscos. "Os aqüíferos subterrâneos são mais protegidos, portanto, é mais difícil serem contaminados. Por outro lado, uma vez contaminados, é muito mais difícil tratar suas águas. Eles são reservas estratégicas de água para um futuro não muito distante", diz Heloisa, lembrando que iniciativas já estão sendo tomadas em direção à resolução de problemas relacionados a essa questão. "Há um esforço conjunto feito pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina para o estudo, coleta de informações e adoção de medidas de preservação e uso sustentável do aqüífero Guarani, maior reserva de água doce da América do Sul e cujas águas cobrem mais de 1 milhão de km2, sendo 80% dele no Brasil".Para a água ser utilizada da melhor maneira, seu aproveitamento deve ser projetado de forma integrada, atendendo ao maior número e tipo de usuários possível – explica Heloisa, lembrando que a prioridade no Brasil é melhorar as condições de saneamento. A pesquisadora aponta iniciativas mais fáceis e práticas, que todos podem tomar: a diminuição do desperdício, a não-utilização de mangueiras como "vassouras hidráulicas" para a lavagem de calçadas; evitar banhos demorados, lavagem excessiva de roupas, fechar a torneira enquanto se escova os dentes. "É importante também a educação quanto ao respeito ao meio ambiente no sentido de não se jogar detritos nem lixo nos nossos rios, já tão deteriorados".


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