COLÉGIO ESTADUAL DE RIO
SONO / ESCOLA ESTADUAL NOVO HORIZONTE
APOSTILA DE LÍNGUA
PORTUGUESA
PROF.: EDNEI OLIVEIRA
BONS ESTUDOS!
RIO SONO – TO
2012
Semântica (do grego σημαντικός, sēmantiká, plural neutro de sēmantikós, derivado de sema, sinal), é o estudo do significado. Incide sobre a relação entre significantes, tais como palavras, frases, sinais e símbolos, e o que eles representam, a sua denotação.
A semântica linguística estuda o
significado usado por seres humanos para se expressar através da linguagem. Outras formas de semântica incluem a semântica nas linguagens de programação, lógica formal, e semiótica.
A semântica contrapõe-se com frequência
à sintaxe, caso em que a
primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda
se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo é expresso (por exemplo, escritos ou falados).
Dependendo da concepção de significado que se tenha, têm-se diferentes
semânticas. A semântica formal, a semântica da enunciação ou argumentativa e a
semântica cognitiva, fenômeno, mas com conceitos e enfoques diferentes.
Na língua portuguesa, o significado das palavras leva em consideração:
Sinonímia: É a relação que se
estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou
semelhantes, ou seja, os sinônimos: Exemplos: Cômico - engraçado / Débil -
fraco, frágil / Distante - afastado, remoto.
Antonímia: É a relação que se
estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes,
contrários, isto é, os antônimos: Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal /
Bom - ruim.
Homonímia: É a relação entre
duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem
a mesma estrutura fonológica, ou seja, os homônimos:
As homônimas podem ser:
§ Homógrafas: palavras iguais na
escrita e diferentes na pronúncia. Exemplos: gosto (substantivo) - gosto / (1ª
pessoa singular presente indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) -
conserto (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo consertar);
§ Homófonas: palavras iguais na
pronúncia e diferentes na escrita. Exemplos: cela (substantivo) - sela (verbo)
/ cessão (substantivo) - sessão (substantivo) / cerrar (verbo) - serrar (
verbo);
§ Perfeitas: palavras iguais na
pronúncia e na escrita. Exemplos: cura (verbo) - cura (substantivo) / verão
(verbo) - verão (substantivo) / cedo (verbo) - cedo (advérbio);
§ Paronímia: É a relação que se
estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados diferentes, mas
são muito parecidas na pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos: Exemplos:
cavaleiro - cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura
(atmosfera) - áurea (dourada)/ conjectura (suposição) - conjuntura (situação
decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar) - discriminar
(diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear (passar as
folhas de uma publicação)/ despercebido (não notado) - desapercebido
(desacautelado)/ geminada (duplicada) - germinada (que germinou)/ mugir (soltar
mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) - precursor (que
antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) - subscrever (aprovar, assinar)/
veicular (transmitir) - vincular (ligar) / descrição - discrição / onicolor -
unicolor.
§ Polissemia: É a propriedade que
uma mesma palavra tem de apresentar vários significados. Exemplos: Ele ocupa um
alto posto na empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites
eram de graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida.
§ Homonímia: Identidade fonética
entre formas de significados e origem completamente distintos. Exemplos:
São(Presente do verbo ser) - São (santo)
Conotação e Denotação:
§ Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo
contexto. Exemplos: Você tem um coração de pedra.
§ Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original. Exemplos: Pedra é um
corpo duro e sólido, da natureza das rochas.
Fonologia (do Grego phonos = voz/som
e logos = palavra/estudo) é o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma, do
ponto de vista de sua função no sistema de comunicação linguística. Esta é uma
área muito relacionada com a Fonética,
mas as duas têm focos de estudo diferentes. Enquanto a Fonética estuda a
natureza física da produção e da percepção dos sons da fala (chamados de fones),
a Fonologia preocupa-se com a maneira como eles se organizam dentro de uma
língua, classificando-os em unidades capazes de distinguir significados,
chamadas fonemas.
Sintaxe
Nota: Análise
sintática redire(c)ciona para este artigo. Se procura pelo
artigo sobre computação, consulte Análise sintática (computação).
Sintaxe (pronunciação
no AFI: [sí'tasɨ]) (do grego
clássico σύνταξις "disposição", de
σύν, transl. syn, "juntos", e τάξις,
transl. táxis, "ordenação") é o estudo das regras que
regem a construção de frases nas línguas naturais. A sintaxe é a
parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e
das frases no discurso, incluindo a sua relação lógica, entre as
múltiplas combinações possíveis para transmitir um significado completo e
compreensível. À inobservância das regras de sintaxe chama-se solecismo.[2]
Em linguística, no nível de análise morfológica encontramos duas
unidades formais: a palavra e o morfema.
Uma das questões centrais no estudo da morfologia é decidir se
a abordagem será pela perspectiva do morfema ou se a partir da palavra,
da formação e da classificação das palavras. A peculiaridade da morfologia é
estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua
participação na frase ou período. A Gramática
Tradicional fez opção clara pela abordagem a partir da perspectiva da palavra,
tanto que a morfologia tradicional é centrada no estudo das classes de
palavras. Alguns linguistas sugerem que a abordagem a partir dos morfemas é
mais sensata, dadas as dificuldades encontradas para delimitar o conceito de
palavra.
Existem:
§ Radical;
§ Afixos (Sufixo e Prefixo);
§ Desinências (verbal e nominal);
§ Vogal Temática;
§ Vogal de Ligação; e
§ Consoante de Ligação.
Paráfrase
Uma paráfrase é uma reafirmação das ideias de um texto ou
uma passagem usando outras palavras. O ato de paráfrase é também chamado de
parafrasear.
Uma
paráfrase tipicamente explica ou clarifica o texto que está sendo citado. Por
exemplo, "O sinal estava vermelho" pode ser parafraseada como "O
trem não estava autorizado a prosseguir." Quando acompanha a declaração
original, uma paráfrase normalmente é introduzido com uma dicendi verbum - uma
expressão declaratória para sinalizar a transição para a paráfrase. Por
exemplo, em "O sinal estava vermelho, isto é, o trem não estava autorizado
a proceder", o. Que é sinal a paráfrase que se segue.
Uma
paráfrase não precisa acompanhar uma citação direta, mas quando é assim, a
paráfrase normalmente serve para colocar a declaração da fonte em perspectiva
ou para esclarecer o contexto em que apareceu. Uma paráfrase é tipicamente mais
detalhada do que um resumo. Deve-se adicionar a fonte no final da frase, por
exemplo: A calçada da rua estava suja ontem (Wikipedia).
A paráfrase
pode tentar preservar o significado essencial do material a ser parafraseado.
Assim, a reinterpretação (intencional ou não) de uma fonte para inferir um
significado que não é explicitamente evidente na própria fonte qualificada como
"pesquisa inédita", e não como paráfrase.
O termo é
aplicado ao gênero das paráfrases bíblicas, que eram as versões de maior
circulação da Bíblia disponíveis na Europa medieval. O objetivo não era o de
tornar uma interpretação exata do significado ou o texto completo, mas para
material presente na Bíblia em uma versão que era teologicamente ortodoxo e não
está sujeita a interpretação herética, ou, na maioria dos casos, para tomar a
Bíblia e presente a um material de grande público que foi interessante,
divertida e espiritualmente significativa, ou, simplesmente para encurtar o texto.[1]
A frase
"em suas próprias palavras" é frequentemente utilizado neste contexto
para sugerir que o autor reescreveu o texto em seu próprio estilo de escrita -
como teria escrito se eles tivessem criado a ideia.[2]
Estilística
Estilística (do alemão Stilistik, pelo francês stylistique) é o ramo da linguística que estuda as variações da língua e sua utilização, incluindo o uso estético da linguagem e as suas diferentes aplicações dependendo do contexto ou
situação. O objeto preferencial de estudos estilísticos é a literatura, não
exclusivamente a "alta literatura" mas outras formas de textos
escritos, na publicidade, política ou religião.
Por exemplo,
a língua de publicidade, política, religião, autores individuais, ou a língua
de um certo período, todos pertencem a uma situação particular. Em outras
palavras, todos possuem um "lugar". Na estilística, analisa-se a
capacidade de provocar sugestões e emoções usando certas fórmulas e efeitos de estilo. Também
tenta-se estabelecer os princípios capazes de explicar as escolhas particulares
feitas por indivíduos e grupos sociais em seu uso da língua, tal como a socialização, a
produção e a recepção do sentido, análise crítica do discurso e crítica literária. Outras características da estilística incluiem o uso do diálogo, incluindo acentos regionais e os dialetos desse determinado povo, língua
descritiva, o uso da gramática, tal como a voz passiva ouvoz ativa, o uso da
língua particular, etc. Muitos linguistas não gostam do termo
"estilística". A própria palavra "estilo" possui diversas conotações que dificultam que o termo seja definido com
precisão. Entretanto, no criticismo linguístico, Roger Fowler diz que, no uso
não-teórico, a palavra estilística faz sentido e são úteis referindo-se a uma
série de contextos literários, tais como o "grande estilo" de John
Milton, "o estilo da prosa" de Henry James, o "épico" e
"estilo da canção popular" da literatura clássica grega, etc. (Fowler. 1996, 185). Além disso, a estilística é um termo distintivo que pode ser usado para determinar conexões
entre forma e efeitos dentro de uma variedade particular da língua. Consequentemente,
a estilística visa ao que "acontece" dentro da língua; o que as
associações linguísticas revelam do estilo da língua.
Numeral
Numeral é toda palavra que encerra a
ideia de número.
Tipos de numerais
Os numerais podem Xsd
classificados como cardinal, coletivo, ordinal, multiplicativo , fracionário, partitivo ou romanos.
]Numerais cardinais
Os numerais cardinais são
aqueles que utilizam os números naturais para a contagem de objetos, ou até
designam a abstração das quantidades: os números em si mesmos. Valem por
adjetivos ou substantivos.
Exemplo : Dois mais dois é igual a quatro
]Numerais coletivos
Os numerais coletivos são
aquelas palavras que designam uma quantidade específica de um conjunto de seres
ou objetos. São termos variáveis em número e invariáveis em gênero.
§
Exemplos:
dúzia(s),dezena(s),milheiro(s),milhar(es),dezena(s),centena(s),par(es),década(s),grosa(s).
Numerais multiplicativos
Os numerais multiplicativos
são aqueles que indicam uma quantidade equivalente a uma multiplicação (uma
duplicação, uma triplicação etc.).
§
Exemplos: Às vezes, as palavras possuem duplo sentido. Arrecadou-se o triplo dos impostos relativos ao ano passado.
Numerais ordinais
Os numerais ordinais são
aqueles que indicam a ordenação ou a sucessão numérica de seres e objetos.
§
Exemplo: Recebeu os seus primeiros presentes agora mesmo.
§
Exemplo: Dumas está completando seu primeiro aniversário
§
Exemplo': Hoje foi a primeira vez que eu como sua mãe.
jhon
Numerais fracionários
Os numerais fracionários são
aqueles que passam a ideia de parte de algo, fração.
§
Exemplo: terço, quinto
§
um terço do bolo por favor.
indicam a divisão de seres
(usado muito em receitas de alimento) Exemplo : Ponha 1/4 da xícara de
açúcar na massa.
Numerais partitivos
Os numerais partitivos são
aqueles que passam ideia de partir, não deve se confundir com fracionários.
§
Exemplo: meio.
Numerais romanos
Os numerais romanos são usados
para marcar o século muitas vezes em relógios e outros, são 7 símbolos que
representam os números romanos: I (1),V (5),X (10),L(50), C (100),D (500),M(1000) Para ser formado um número
romano é necessário fazer as combinações corretas, sempre em ordem decrescente.
Exemplo:
(1532, 1000+500+30+2).
Cada letra só se pode repetir
três vezes, porem é desnecessário, por exemplo, usar duas vezes a letra D, uma
vez que repetida daria mil, M. Apesar de não parecer, os números
romanos também são infinitos.Para fazer um número menor que uma letra, quando
ele for impossível com outras combinações, podemos pôr uma letra na frente pra
diminuir a segunda letra.
Exemplo:
(ou seja, 100 - 10).
Quando na numeração romana
colocarmos um traço em cima da letra, estaremos multiplicando o valor da letra
por mil, por isso, colocando dois traços multiplicamos por um milhão
(1000x1000) e assim sucessivamente.
Exemplo: 
Desta forma, torna-se possível
escrever qualquer número natural na numeração romana...
Vogal é todo fonema em cuja emissão o ar passa livremente
pela boca (ou também pelo nariz), sem
obstrução.
Também é como se denominam as letras que representam os sons vocálicos. Na língua portuguesa são
cinco as letras usadas para representar vogais: A, E, I, O e U.
Uma semivogal é
uma vogal ou uma consoante aproximante que se
assemelha a uma vogal, que são utilizados em conjunto com outras vogais na
mesma sílaba, podendo formar ditongos e tritongos.
Na língua portuguesa existem duas
semivogais que utilizam consoante aproximante:
A aproximante palatal (representada
por /j/ no AFI) é formada quando o pré-dorso da língua aproxima-se do palato anterior,
sem no entanto existir fricção de ar. Encontramos essa semivogal, por exemplo
em:
§ cai /ˈkaj/
§ dói /ˈdɔj/
§ foi /ˈfoj/
§ cuidado /kuj.ˈda.du/
A aproximante labiovelar (representada
por /w/ no AFI) é formada quando o pós-dorso da língua aproxima-se do palato posterior
ao mesmo tempo que existe um arredondamento dos lábios, sem no entanto existir
fricção de ar. Encontramos essa semivogal, por exemplo em:
§ viu /ˈviw/
§ meu /ˈmew/
§ céu /ˈsɛw/
§ mau /ˈmaw/
§ água /ˈa. ɡw ɐ
/
Parte da confusão que falantes da
língua portuguesa tem para diferenciar semivogal de vogal,
se deve a tênue diferença prevista nos critérios ou, na combinação destes para
diferenciá-las, muito embora amplos e distintos (lábios, palato, língua). A
principal característica percebida durante a pronúncia isolada das vogais (a,e,o)
e semivogais (i,u), está no movimento dos lábios que
gradativamente vão se contraindo à medida que se avança a fala sequenciada das
letras (a,e,i,o,u). Entre a pronúncia da primeira letra (vogal) "a" e
a última (semivogal) "u", nesta série, os lábios passam da forma
aberta a de um assobio.
Entretanto, é o fato do grafema não ter
simbologia própria, especialmente para fonemas semivocálicos "y" e "w", o principal
causador de confusão porque faz uso de letras semivogais " i " e " u " para
representá-lo. Apesar de acusticamente se aproximar de uma
vogal, a semivogal funcional da fonologia aproxima-se de uma
consoante. Não se deve confundir a letra, enquanto símbolo, com fonema porque
este é o som representado por aquela.
Em fonética, consoante é
qualquer fonema caracterizado
por alguma obstrução ou constrição em um ou mais pontos do tracto vocal. Deriva do latim consonante, que significa literalmente "soante + com =
consoante", que descreve outra característica das consoantes: elas não podem
aparecer sozinhas numa sílaba, pois devem estar acompanhadas de pelo menos
uma vogal. Essa característica, no entanto, não
é válida para todos os sons atualmente classificados como consoantes.
O termo consoante também é usado para
classificar as letras do alfabeto, por causa do som que elas representam.
No alfabeto português, são chamadas de
consoantes: B, C, D, F, G, H, J, K,L, M, N, P, Q, R, S, T, V, W, X, Y, Z . A letra H não é propriamente denominada consoante por
não possuír som ou ruído e por isso, se torna a única
letra Letra Diacrítica. Dependendo da
língua original do vocábulo, o Y pode ser consoante ou vogal.
Visto que o número de consontes em
todas as línguas humanas é muito maior que o número de letras consoantes de
qualquer alfabeto, os linguistas adotam sistemas como o alfabeto fonético internacional para representar por um único
símbolo cada consoante. Realmente, o alfabeto latino, usado para escrever o português, tem
menos letras consoantes que sons consoantes, e algumas letras representam mais
que uma consoante.
Cada consoante pode ser distinguida de
diversas maneiras:
§ O modo de articulação é o método como
a consoante é articulada, como nasal, oclusiva ou aproximante, entre outros.
§ O ponto de articulação é o lugar do
trato vocal onde a consoante foi articulada, como bilabial, alveolar e velar. Adicionalmente, pode haver influência de mais de um ponto de
articulação, como a palatalização e a faringealização.
§ A modo de fonação é se as cordas vocais vibram ou não durante a
articulação da consoante. Se vibrarem, então a consoante é sonora, caso contrário, é surda. A aspiração também é um característica da
fonação.
§ O mecanismo da passagem de ar é como o ar se move durante a
articulação. A maioria das linguagens possui exclusivamente consoantes pulmônicas, mas há consoantes ejetivas,implosivas e os cliques, que possuem mecanismos diferentes.
Sílaba é o conjunto de um ou mais fonemas pronunciados numa única
emissão de voz. Na língua portuguesa, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal:
não existe sílaba sem vogal.
As sílabas, agrupadas, formam vocábulos. De acordo com o
número de sílabas que os formam, os vocábulos podem ser:
§
monossílabas - formados por uma única sílaba: é, há,
ás, cá, mar, flor, quem, quão.
§
dissílabas - apresentam duas sílabas: a-í, a-li,
de-ver, cle-ro, i-ra, sol-da, trans-por.
§
trissílabas - apresentam três sílabas: ca-ma-da,
O-da-ir, pers-pi-caz, tungs-tê-nio, felds-pa-to,ca- va-lo
§
polissílabas - apresenta quatro ou mais sílabas:
bra-si-lei-ro, psi-co-lo-gi-a, a-ris-to-cra-cia,
o-tor-ri-no-la-rin-go-lo-gis-ta, pa-ra-le-le-pí-pe-do
A divisão silábica obedece a
algumas regras básicas. O conhecimento das regras de divisão silábica é útil
para a translineação das palavras, ou
seja, para separá-las no final das linhas. Quando houver necessidade da
divisão, ela deve ser feita de acordo com as regras abaixo. Por motivos
estéticos e de clareza, devem-se evitar vogais isoladas no final ou no início de linhas, como a-sa ou Urugua-i.
§
ditongos e tritongos pertencem a uma única sílaba: au-tô-no-mo, ou-to-no, di-nhei-ro,
U-ru-guai, i-guais.
§
os dígrafos ch, lh, nh, gu e qu pertencem a uma única sílaba: chu-va, mo-lha, es-ta-nho, guel-ra, a-que-la.
§
as letras que formam os dígrafos rr, ss, sc, sç, xs, e xc devem ser separadas: bar-ro, as-sun-to,
des-cer, nas-ço, es-xu-dar, ex-ce-to.
§
os encontros consonantais que ocorrem em sílabas internas devem
ser separados, excetuando-se aquelas em que a segunda consoante é l ou r:
con-vic-ção, a-pli-ca-ção, as-tu-to, a-pre-sen-tar,
ap-to, a-brir, cír-cu-lo, re-tra-to, ad-mi-tir,
de-ca-tlo, ob-tu-rar. Exceção: ab-rup-to. Os grupos
consonantais que iniciam palavras não são separáveis: gnós-ti-co, pneu-má-ti-co,mne-mô-ni-co.
Na gramática, as palavras podem ser classificadas
segundo a posição da sílaba tônica. Assim, elas são agudas, graves ou esdrúxulas. Em alternativa,
podem ser chamadas oxítonas,paroxítonas e proparoxítonas,
respectivamente. No Brasil os segundos termos são os mais usados, em Portugal
depende do contexto.
Um poema é uma obra literária geralmente apresentada em versos e estrofes (ainda que possa existir prosa poética, assim
designada pelo uso de temas específicos e de figuras de estilopróprias da poesia).
Efetivamente, existe uma diferença entre poesia e poema. Segundo vários autores, o poema é um objeto
literário com existência material concreta, a poesia tem um carácter imaterial
e transcendente.
Fortemente relacionado com a
música, beleza e arte, o poema tem as suas raízes históricas nas letras de
acompanhamento de peças musicais. Até a Idade Média, os poemas eram
cantados. Só depois o texto foi separado do acompanhamento musical. Tal como na música, o ritmo tem uma
grande importância.
Literatura de
cordel também
conhecida no Brasil como folheto,
é um gênero
literário popular
escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois
impresso em folhetos. Remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais, e mantém-se uma forma
literária popular no Brasil.
O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para
venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. No Nordeste
do Brasil o nome
foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou: o folheto brasileiro
pode ou não estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados comxilogravuras, também usadas nas capas. As estrofes mais comuns são as de
dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de
viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas
para conquistar os possíveis compradores. Para reunir os expoentes deste gênero
literário típico do Brasil, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de
Janeiro.
Verso é cada uma das linhas que constituem um
poema na estrofe. Existe tanto a poesia prosaica, desprovida das características básicas, isto é, rima, métrica ou mesmo ritmo,
quanto a prosa poética, impregnada na poesia. Precisamos, contudo, conhecer a
técnica adotada pelos clássicos.
"Prosa"
é uma palavra de duplo sentido, pois pode designar uma forma (um texto escrito
sem divisões rítmicas intencionais -- alheias à sintaxe, e sem grandes
preocupações com ritmo, métrica,rimas, aliterações e outros elementos sonoros), e pode designar também um tipo de conteúdo (um texto cuja
função lingüística predominante não é a poética, como por exemplo, um livro
técnico, um romance, uma lei, etc...). Na acepção relativa à forma,
"prosa" contrapõe-se a "verso";
na acepção relativa ao conteúdo, "prosa" contrapõe-se a "poesia".
Um poema também faz parte de um sarau (reuniões em casas particulares para expressar artes, canções, poemas, poesias
etc).
§
Poema: obra em verso em que há poesia.
§
Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade. Sugerir
emoções por meio de uma linguagem.
Frase é todo enunciado linguístico
capaz de transmitir uma ideia. A frase é uma palavra ou conjunto de palavras que
constitui um enunciado de sentido completo. A frase começa com letra maiúscula
e termina em um ponto.
Ex.: A casa é grande.
A frase se define pelo
propósito de comunicação, e não pela sua extensão. O conceito de frase,
portanto, abrange desde estruturas linguísticas muito simples até enunciados
bastante complexos.
§
Frase
verbal: Quando há presença do verbo.
Ex.: O Brasil é um país de dimensões continentais.
Ex.: Cuidado! (É uma frase,
pois transmite uma ideia - a ideia de ter cuidado ou ficar atento - mas não há verbo ou sujeito explícitos.)
§
Frase
de situação (ou de contexto): Quando fatores extralinguísticos ajudam a
entendê-la. Não há presença de verbo.
Ex.: Silêncio! - criança
recém-nascida.
Já a oração é todo conjunto linguístico
que se estrutura em torno de um verbo ou locução verbal, apresentando sujeito e
predicado. O que caracteriza a oração é o verbo, não importando se tal oração
tenha sentido ou não sozinha.
§
Oração
absoluta: Quando a oração representa uma frase completa que é, no caso, uma
frase verbal.
Ex.: O menino sujou seu uniforme.
§
Oração
coordenada: Quando há equivalência sintática entre as orações; elas podem ser
separadas sem perder o sentido.
Ex.: Ele não concordou com a menina e a deixou.
§
Oração
subordinada: Quando há uma hierarquia, uma dependência sintática entre as
estruturas oracionais.
Ex.: Querendo ou não, ele aceitou as escolhas da esposa para que
o casamento continuasse.
O período é uma frase que possui uma ou
mais orações, podendo ser:
§
Simples:
Quando constituído de uma só oração (um verbo ou locução verbal).
Ex.: João ofereceu um livro a Joana.
§
Composto:
Quando é constituído de duas ou mais orações(dois ou mais verbos ou locuções
verbais). Os períodos compostos são formados por coordenação ou por subordinação.
Ex.: O povo anseia que haja uma eleição justa.
§
Misto:
Quando é constituído por três ou mais orações (três ou mais verbos ou locuções
verbais), apresentando a mistura da coordenação e da subordinação.
Ex.: Ele amava e sufocava a vida da mulher que libertara da prisão. (1ª e 2ª orações
--> coordenadas; 3ª oração --> subordinada à 2ª)
Tipos básicos de frases
§
Frases
exclamativas: as que possuem exclamação;
§
Frases
imperativas: as que expressam ordens, proibições ou
conselhos;
§
Frases
interrogativas: as que transmitem
perguntas; e
§
Frases
declarativas: as que anunciam qualquer fato.
E ainda há mais dois grupos
secundários:
§
Frases
optativas: o emissor expressa um desejo (Ex.: Quero
comer picolé.);
§
Frases
imprecativas: o emissor expressa uma súplica através de
maldição. (Ex.: Que um raio caia sobre minha cabeça.).
Outros tipos de frases
§
Frase
simples (frase não-idiomática): do
ponto de vista de uma tradução, é a que pode ser traduzida literalmente para uma língua
(nota: em alguns casos, frases simples têm uma diferença mínima em outra
língua, geralmente de ordem gramatical.)
§
Frase
Clichê: são frases que podem reproduzir formas de
discriminação social e expressar um modo de pensar as relações
sociais,utilizando às vezes fragmentos de provérbios. Exemplos:Lugar de
Mulher é na Cozinha, Homem
não presta, Ele é um Preto
de Alma Branca.
§
Frase
idiomática ou expressão
idiomática: É a que não é traduzida literalmente para
outro idioma. No caso, em cada língua a ideia da frase é expressa por palavras
totalmente diferentes. Exemplo portuguesa-inglês: Ele está na pior. = He’s
down and out. (Literalmente:
Ele está abaixo e fora).
§
Frase
feita: É a que, a fim de expressar determinada
ideia, é dita sempre de forma invariável. Exemplo: Ele foi pego com a boca na
botija. Note-se que às vezes uma frase feita é, ao mesmo tempo, uma expressão
idiomática. Por exemplo, a frase feita acima citada é dita em inglês como He was caught red-handed., ou,
literalmente: ele foi pego com as mãos vermelhas.
§
Frase
formal (não-coloquial, não-popular) : É a dita segundo as normas da linguagem padrão ou formal. Esta é usada formalmente por escrito, e
em circunstâncias formais também oralmente, em textos não raro mais longos (em
relação a textos sinônimos coloquiais), às vezes com palavras difíceis (que não
são do conhecimento da população em geral).
§
Frase
coloquial (coloquialismo) : É a dita de forma coloquial, ou seja, usando-se uma
linguagem simples, em geral oralmente, com textos resumidos e informais. Uma
frase coloquial pode conter erros gramaticais (uma ou mais palavras não estão
na linguagem padrão), mas costuma ser falada por qualquer
pessoa, não importa o seu nível social. Exemplos:
Formal: Está certo (concordo).
Coloquial: Tá certo.
Uma crónica (português europeu) ou crônica (português
brasileiro) é uma narração que segue uma ordem temporal. A
palavra deriva do grego χρόνος ou chrónos (tempo).
Na Wikipédia pode referir-se a:
Em linguística, os pronomes são um conjunto
fechado de palavras de uma língua que podem substituir substantivos variados, ou frases
derivadas deles, na formação de sentenças.[1] Em geral, os
empregos de cada pronome podem depender da natureza gramatical ou semântica do substantivo
representado, de sua função
gramatical na sentença, e das palavras próximas. A associação (dêixis) entre o pronome e a
entidade que ele representa é geralmente definida pelo contexto e pode mudar ao
longo do discurso.
Na língua portuguesa, em particular, há algumas dezenas de pronomes, como
"eu", "lhe", "que", "cujo" e
"isto", que podem substituir substantivos ou frases
preposicionais derivadas deles.
Pronomes podem portanto ter as funções típicas de substantivos (sujeito, objeto e complemento), de adjetivos (modificadores de substantivos) e de
advérbios (modificadores de verbos e adjetivos). A escolha do pronome depende
do número (singular ou plural) do substantivo representado e às vezes
do seu [gênero (gramática)|gênero]] (masculino ou feminino); bem como de sua pessoa
verbal (primeira, segunda, terceira) e sua função gramatical. Os pronomes do português são tradicionalmente
classificados em 'pessoais', 'possessivos', 'demonstrativos'(incluindo nesta
classificação também o artigo definido de acordo com o caso), 'indefinidos'
(incluindo nesta classificação também o artigo indefinido de acordo com o
caso), 'interrogativos' e 'relativo'. Frase na terceira pessoa João não gosta
de pizza de queijo
Adjetivo é toda palavra que se refere a um substantivo indicando-lhe um
atributo.[1] Flexionam-se em gênero, número e grau.
Sua função gramatical pode ser comparada
com a do advérbio em relação aos verbos, aos adjetivos e a outros advérbios.
Exemplos: borboleta branca
De acordo com a gramática portuguesa, um substantivo dá nome aos seres em geral e pode variar
em gênero, número e grau.
Verbo é toda palavra que encerra ideia de ação ou estado.[1] A palavra verbo vem do latim verbum, que significa palavra.
Locução Verbal
Há situações em que encontramos dois verbos
juntos. Se estes verbos estiverem representando uma única ação verbal, então estamos lidando com
uma LOCUÇÃO VERBAL.
Leia a frase abaixo, retirada de um
anúncio, e observe que há a forma verbal está lendo.
Está lendo é uma expressão formada por dois verbos – está (verbo estar no presente do indicativo) + lendo (verbo ler no gerúndio) – com o valor de um, pois equivale a lê.
Se você lê este
anúncio, agradeça ao seu professor.
Obviamente, você vai questionar
que o efeito semântico não é o mesmo. Certamente, todas as escolhas
que fazemos na língua (escolha de palavras, pontuação, etc.) são aplicadas com
um objetivo específico, pois dependendo da escolha, resulta um efeito diferente
na mensagem.
Conceito de LOCUÇÃO VERBAL
Quando dois ou mais verbos têm
valor de um, eles formam uma locução verbal, expressão que é sempre
composta por verbo auxiliar + verbo principal.
- Está cantando = canta
- Ia andando = andava
Nas locuções verbais, conjuga-se
apenas o verbo auxiliar, pois o
verbo principal vem sempre em uma das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Os verbos auxiliares de uso mais
frequente são ter, haver, ser, estar e ir.
Quando a locução verbal é
constituída de formas dos verbos auxiliares ter e haver mais o
particípio do verbo principal, temos um tempo composto.
- Ele já tinha saído para o
trabalho quando você me telefonou.
- Ele já saíra para o trabalho
quando você me telefonou.
Como podemos distinguir as locuções
verbais e os tempos compostos?
Formação dos tempos compostos
Na voz ativa, como já
exemplificamos acima, os tempos verbais são compostos pelos verbos
auxiliares ter ou haver + o verbo principal.
Já na voz passiva, os tempos
compostos são formados pelos verbos auxiliares ter ou haver + ser +
verbo principal no particípio.
- Temos sido beneficiados com o
trabalho deste delegado.
- As vendas têm aumentado bastante no
último mês
Formação da Locução verbal
A locução perifrástica, por sua
vez, é formada pela junção de um verbo auxiliar + um verbo no infinitivo ou no
gerúndio.
- Estamos fazendo o possível para terminar logo.
- Vou vender todas as mercadorias e atingir a
minha meta.
Concordância Verbal e Nominal
De acordo com Mattoso Câmara “dá-se em gramática o nome
de concordância à circunstância de um adjetivo variar em gênero e número de
acordo com o substantivo a que se refere (concordância nominal) e à de um verbo
variar em número e pessoa de acordo com o seu sujeito (concordância verbal).
Há, não obstante, casos especiais que se prestam a dúvidas”.
Então, observamos e podemos definir da seguinte
forma: concordância vem do verbo concordar, ou seja, é um acordo estabelecido
entre termos.
O caso da concordância
verbal diz respeito ao verbo em relação ao sujeito, o primeiro
deve concordar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) com o
segundo.
Já a concordância
nominal diz respeito
ao substantivo e seus termos referentes: adjetivo, numeral, pronome, artigo.
Essa concordância é feita em gênero (masculino ou feminino) e pessoa.
Como vimos acima, na definição de Mattoso Câmara, existem
regras gerais e alguns casos especiais que devem ser estudados particularmente,
pois geram dúvidas quanto ao uso. Há muitos casos que a norma não é definida e
há resoluções diferentes por parte dos autores, escritores ou estudantes da
concordância.
Veja com mais detalhes esse assunto nos links a
seguir: Concordância Verbal – Regra geral e Concordância Verbal - Os casos
especiais.
Artigos de
"Concordância Verbal e Nominal "
Artigos são palavras
que precedem os substantivos para
determiná-los ou indeterminá-los. Os artigos definidos (o, a,
os, as), de modo geral, indicam seres determinados, conhecidos da pessoa que
fala ou escreve.Para generalizar(não particularizar) ou Particularizar(deixar
determinado,particular)
§ Falei com o médico.
§ Já encontramos os livros
perdidos.
Os artigos indefinidos (um,
uma , uns, umas) indicam os seres de modo vago, impreciso.
§ Uma pessoa lhe
telefonou.
§ Uns garotos faziam
barulho na rua.
O objeto
direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o sentido
dos verbos transitivos.
Objeto direto
- vem sempre associado a um verbo transitivo;
- liga-se ao verbo sem preposição, exigida por este;
- indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.
Ex.: Maria vendia doces.
sujeito v.trans. direto obj.direto
As crianças esperavam os pais.
sujeito v. trans.direto obj.direto
Objeto direto preposicionado
O objeto direto pode vir precedido de preposição: é chamado objeto direto preposicionado. Tal preposição ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.
Ex.: Estimo aos meus colegas. ( estimar: verbo transitivo direto, a preposição surge como um recurso enfático e não porque o verbo a exija.)
Objeto indireto
- vem sempre associado a verbo transitivo;
- liga-se ao verbo através de preposição exigida por este;
- indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.
Ex.: Davi gosta de música.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto
A professora não confia em seus alunos.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto
Núcleo do objeto
O núcleo do objeto é representado por um substantivo (ou palavra com valor de substantivo).
a) substantivo: Ana comprou chocolate.
sujeito v. trans. direto obj.direto
b) pronome substantivo: O chefe confia em nós.
sujeito v. trans.indireto obj.indireto
c) palavra substantivada: Ele esperava um tchau.
sujeito v. trans.direto obj. direto
O objeto pode ser constituído por pronome oblíquo:
- os pronomes o, a, os, as atuam como objeto direto.
v.trans.direto
Ex.: O pai deixou-as na escola.
obj.direto
- os pronomes lhe, lhes atuam como objeto indireto.
v.trans.indireto
Ex.: A notícia interessava-lhes.
obj.indireto
Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem atuar como objetos diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal.
v.trans.direto
Ex.: Elegeram-me representante da classe.
obj.direto
v. trans. direto e indireto
Mostraram-nos um mundo inacreditável.
obj.indireto obj.direto
Objeto direto
- vem sempre associado a um verbo transitivo;
- liga-se ao verbo sem preposição, exigida por este;
- indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.
Ex.: Maria vendia doces.
sujeito v.trans. direto obj.direto
As crianças esperavam os pais.
sujeito v. trans.direto obj.direto
Objeto direto preposicionado
O objeto direto pode vir precedido de preposição: é chamado objeto direto preposicionado. Tal preposição ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.
Ex.: Estimo aos meus colegas. ( estimar: verbo transitivo direto, a preposição surge como um recurso enfático e não porque o verbo a exija.)
Objeto indireto
- vem sempre associado a verbo transitivo;
- liga-se ao verbo através de preposição exigida por este;
- indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.
Ex.: Davi gosta de música.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto
A professora não confia em seus alunos.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto
Núcleo do objeto
O núcleo do objeto é representado por um substantivo (ou palavra com valor de substantivo).
a) substantivo: Ana comprou chocolate.
sujeito v. trans. direto obj.direto
b) pronome substantivo: O chefe confia em nós.
sujeito v. trans.indireto obj.indireto
c) palavra substantivada: Ele esperava um tchau.
sujeito v. trans.direto obj. direto
O objeto pode ser constituído por pronome oblíquo:
- os pronomes o, a, os, as atuam como objeto direto.
v.trans.direto
Ex.: O pai deixou-as na escola.
obj.direto
- os pronomes lhe, lhes atuam como objeto indireto.
v.trans.indireto
Ex.: A notícia interessava-lhes.
obj.indireto
Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem atuar como objetos diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal.
v.trans.direto
Ex.: Elegeram-me representante da classe.
obj.direto
v. trans. direto e indireto
Mostraram-nos um mundo inacreditável.
obj.indireto obj.direto
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CLASSIFICAÇÃO
DAS pALAVRAS QUANTO AO NÚMERO DE SÍLABAS
As palavras com mais de uma sílaba, conforme a tonicidade,
classificam-se em:
Oxítonas
Quando a sílaba tônica é a última
·
Coração
·
São Tomé
Paroxítonas
Quando a sílaba tônica é a penúltima
·
Cadeira
·
Linha
·
Régua
Proparoxítonas
Quando a sílaba tônica é a antepenúltima
·
Ibérica
·
América
Os monossílabos podem ser tônicos ou átonos:
Tônicos
São autônomos, emitidos fortemente, como se fossem sílabas tônicas
Exemplo
·
ré
·
teu
·
lá
Átonos
Apóiam-se em outras palavras, pois não são autônomos, são
emitidos fracamente, como se fossem sílabas átonas.
São palavras sem sentido quando estão isoladas:
·
Artigos
·
Pronomes oblíquos
·
Preposições
·
Junções de preposições e artigos
·
Conjunções
·
Pronome relativo que
Exemplos
·
o
·
lhe
·
nem
Acento
tônico/ gráfico
1-Sílaba
tônica
A sílaba proferida com mais intensidade que as outras é a
sílaba tônica.
Esta possui o acento tônico, também chamado acento de intensidade
ou prosódico:
·
cajá
·
caderno
·
lâmpada
2-Sílaba
subtônica
Algumas palavras geralmente derivadas e polissílabas,
além do acento tônico, possuem um acento secundário.A sílaba com acento
secundário é chamada de subtônica.
Exemplos
·
terrinha
·
sozinho
3-Sílaba
átona
As sílabas que não são tônicas nem subtônicas chamam-se
átonas.
Podem ser pretônicas (antes da tônica) ou postônicas
(depois da tônica),
Exemplos
·
barata (átona pretônica, tônica, átona
postônica)
·
máquina (tônica, átona postônica, átona
postônica)
Divisão
silábica
A fala é o primeiro e mais importante recurso usado para
a divisão silábica na escrita.
Regra
geral
Toda sílaba, obrigatoriamente, possui uma vogal.
Regras
práticas
Não se separam ditongos e tritongos.
Exemplos
·
mau
·
averigüei
Separam-se as letras que representam os hiatos.
Exemplos
·
sa-í-da
·
vô-o...
Separam-se somente os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc.
Exemplos
·
pas-se-a-ta
·
car-ro
·
ex-ce-to...
Separam-se os encontros consonantais pronunciados
separadamente.
Exemplo
·
car-ta
Os elementos mórficos das palavras (prefixos, radicais,
sufixos), quando incorporados à palavra, obedecem às regras gerais.
Exemplos
·
de-sa-ten-to
·
bi-sa-vô
·
tran-sa-tlân-ti-co...
Consoante não seguida de vogal permanece na sílaba
anterior. Quando isso ocorrer em início de palavra, a consoante se anexa à
sílaba seguinte.
Exemplos
·
ad-je-ti-vo
·
tungs-tê-nio
·
psi-có-lo-go
Advérbio
Advérbio é a classe
gramatical das palavras que
modificam um verbo, um adjetivo ou
um outro advérbio. Nunca modificam um substantivo. É a palavra invariável que indica as
circunstâncias em que ocorre a ação verbal.
Apenas os advérbios de
intensidade, de lugar e de modo são flexionados, sendo que os demais são todos
invariáveis. A única flexão propriamente dita que existe na categoria dos
advérbios é a de grau, a saber:
§ Superlativo: aumenta
a intensidade. Exemplos: longe - longíssimo, pouco - pouquíssimo,
inconstitucionalmente - inconstitucionalissimamente, etc;
§ Diminutivo: diminui
a intensidade. Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
devagarinho, etc.
Os advérbios "bem" e "mal" admitem
ainda o grau comparativo de superioridade,
respectivamente, "melhor" e "pior".
Locuções
adverbiais
Atendo-nos ao vocábulo “locução”, este nos remete à
noção da existência de duas palavras exercendo a função de uma só classe de
palavras. Semelhantemente às conjuntivas, prepositivas, verbais e adjetivas, as
locuções adverbiais também se ocupam da já mencionada atribuição – representar
o valor de um advérbio somente.
Atribuição esta que se deve à única e exclusivamente circunstância que expressam, tais como estas identificadas mediante os seguintes casos:
O professor saiu às pressas.
(circunstância de modo)
Ficaremos por aqui nestes próximos dias.
(circunstância de lugar)
Com certeza não participarei de todos os eventos.
(circunstância de afirmação)
Outro aspecto de notória relevância é que determinadas locuções já possuem seus respectivos advérbios a que se correspondem, outras não necessariamente, como é o caso de “com certeza” – certamente; “às claras” – claramente; “de repente” – repentinamente.
Já em outros exemplos, representados por “à esquerda”, “de vez em quando”, dentre outros, não há este pormenor.
De forma a fazer com que este assunto se torne um tanto quanto familiar, analisemos outros casos que representam a particularidade gramatical em questão. Eis que são:
Atribuição esta que se deve à única e exclusivamente circunstância que expressam, tais como estas identificadas mediante os seguintes casos:
O professor saiu às pressas.
(circunstância de modo)
Ficaremos por aqui nestes próximos dias.
(circunstância de lugar)
Com certeza não participarei de todos os eventos.
(circunstância de afirmação)
Outro aspecto de notória relevância é que determinadas locuções já possuem seus respectivos advérbios a que se correspondem, outras não necessariamente, como é o caso de “com certeza” – certamente; “às claras” – claramente; “de repente” – repentinamente.
Já em outros exemplos, representados por “à esquerda”, “de vez em quando”, dentre outros, não há este pormenor.
De forma a fazer com que este assunto se torne um tanto quanto familiar, analisemos outros casos que representam a particularidade gramatical em questão. Eis que são:
às vezes
às claras
à esquerda
à direita
ao fundo
à distância
ao vivo
a pé
às pressas
de repente
de súbito
por dentro
por fora
por perto
de propósito
com clama
com certeza
sem dúvida
de propósito
lado a lado
passo a passo
ao longo
às claras
à esquerda
à direita
ao fundo
à distância
ao vivo
a pé
às pressas
de repente
de súbito
por dentro
por fora
por perto
de propósito
com clama
com certeza
sem dúvida
de propósito
lado a lado
passo a passo
ao longo
Uma locução adverbial ocorre quando duas ou mais palavras exercem
função de advérbio. São
conjuntos de palavras, geralmente introduzidas por uma preposição, que
exercem a função de advérbio.
]Classificação
de tempo: à noite; à tarde; às vezes; de dia; de manhã;
de noite; de quando em quando; de vez em quando; de tempos a tempos; em breve;
por vezes
de lugar: à direita; à esquerda; à distância; ao lado;
ao largo; de cima; de dentro; de fora; de longe; de perto; embaixo; em cima;
para dentro; para onde; por ali; por aqui; por dentro; por fora; por perto
de modo: a custo; à pressa; à toa; à vontade; às
avessas; às claras; às direitas; às escuras; ao acaso; a torto e a direito; ao
contrário; a sós; de bom grado; de cor; de má vontade; em geral; em silêncio;
em vão; etc.
de
intensidade: de muito;
de pouco; de todo
de
afirmação: com
certeza; com efeito; de facto; na verdade; sem dúvida, claro que sim, sempre
etc
de
negação: de forma
alguma; de maneira nenhuma; de modo algum
de dúvida: quem sabe; ao acaso; etc.
de meio
ou instrumento: cortar à
faca; escrever à mão; andar a pé; viajar de avião; andar de bicicleta, navegar
na wikipedia
Conjunção é uma das dez classes de palavras definidas pela gramática. As conjunções
são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática, estabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de
simples coordenação.[1]
São exemplos de conjunções: portanto, logo, pois, como, mas, e, embora, porque, entretanto, nem, quando, ora, que, porém, todavia, quer, contudo, seja, conforme.
Quando duas ou mais palavras
exercem função de conjunção, dá-se-lhes o nome de locução conjuntiva. São
exemplos de locuções conjuntivas: à medida que, apesar de, a fim de que.
As conjunções são classificadas de
acordo a relação de dependência sintática dos termos que ligam. Se conectarem
orações ou termos pertencentes a um mesmo nível sintático, são ditas conjunções
coordenativas.
Quando conectam duas orações que
apresentem diferentes níveis sintáticos, ou seja, uma oração é um membro
sintático da outra, são chamadas de conjunções subordinativas.
Apesar de ser uma classe de
palavras com muitas classificações, são poucas as conjunções propriamente ditas
existentes. A maioria delas é de locuções conjuntivas (mais de uma palavra com
a função de conjunção) ou palavras de outras classes gramaticais que às vezes
exercem a função de conjunção em um período.
As conjunções ditas
"essenciais" (isto é, palavras que funcionam somente como conjunção)
são as seguintes: e, nem, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, ou,pois, porque, portanto, se, ora, apesar e como.
O que é Apêndice
s.m. Parte anexa, acréscimo, prolongamento de uma parte principal: apêndice em forma de bico.
Suplemento no fim de uma obra.
Anatomia. Parte acessória de um órgão. O apêncie é um tubo estreito fechado numa das extremidades.
s.m. Parte anexa, acréscimo, prolongamento de uma parte principal: apêndice em forma de bico.
Suplemento no fim de uma obra.
Anatomia. Parte acessória de um órgão. O apêncie é um tubo estreito fechado numa das extremidades.
Dígrafos
O dígrafo é um fenômeno
gramatical e fonético que ocorre quando duas letras
estão juntas na mesma palavra, e formam um único fonema (som). A palavra dígrafo vem do
grego e é formada por di (dois) + grafo (escrever).
Dígrafos Vocálicos
Exemplos:
- am: amparar,
campo, pampa
- an: antigo, sangue, antes
- em: lembrar,
sempre, empatar
- en: encontrar, tento, vento
- im: importar, limpo, símbolo
- in: indicar, tingir, lindo
- om: ombro, rombo, ponpa
- on: ontem, tonto, onda
- um: umbigo, bumbo, algum
- un: fundo, tonto, mundo
Dígrafos Consonantais
O encontro de duas letras que
formam apenas um som, sendo este um som consonantal.
Exemplos:
- lh: alho,
milho
- nh: ninho,
sonho, venho, banho
- ch: chuva, China
- rr: carro, barro, birra, burro,
arroz
- ss: assistir, assunto, assento,
isso, assar
- qu e gu (seguidos de e ou i):
aquilo, guerra, águia, questão, quilo, querido
- sc: descer, nascer, ascensão,
descendente
- sç: nasço, cresça
- xc: exceção, excesso
- xs: exsurgir, exsudar, exsuar
Dígrafos versus Encontros
Consonantais
O Encontro consonantal, como o nome
já indica, é o encontro de duas consoantes na mesma palavra. Desta forma:
a) poderíamos dizer que na palavra
“ponto” há um econtro consonantal das consoantes “nt”?
A resposta é NÃO!
Nestes casos, a consoante N não
funciona como consoante, nem mesmo tem som de consoante. Ela fará parte do
dígrafo vocálico “on” (õ), e não constituirá um encontro consonantal.
b) pode-se dizer, ainda que na
palavra “excesso” há um encontro consonantal das consoantes “xc”?
A resposta também é NÃO.
Neste outro caso, as duas
consoantes em questão formam apenas um som, o que faz delas um dígrafo e
portanto não nos permite caracterizar um encontro consonantal, visto que
representam apenas uma consoante.
Hiato é o nome que se dá quando dois sons vocálicos estão em sílabas vizinhas.[1] O hiato
diferencia-se de um ditongo e de um tritongo pelo fato de ser constituído por duas vogais e,
consequentemente, ser pronunciado em dois esforços de voz.
[editar]Hiatos na língua portuguesa
Na língua portuguesa encontramos
hiatos nas seguintes sílabas, por exemplo:
§ leal /le.ˈaw/ (PB) /lɨ.ˈal/
(PE)
§
pior /pi.ˈɔʀ/ (PB) /pi.ˈɔɾ/ (PE)
§
raiz /ʀɐ.ˈiz/ (PB) /ʀɐ.ˈiʒ/ (PE)
§
ruído /ʀu.ˈi.du/
No entanto, no discurso rápido, na
linguagem informal ou em certos dialectos alguns hiatos são transformados em
ditongos. Ex.:
§
árdua /ˈaʀ.du.a/
>> /ˈaʀ.dwa/ (PB) /ˈaɾ.du.ɐ/ >> /ˈaɾ.dwɐ/ (PE)
§
diabo /di.ˈa.bu/ >> /ˈdja.bu/
§
espécie /is.ˈpɛ.si.i/
>> /is.ˈpɛ.sji/ (PB) /ɨʃ.ˈpɛ.si.ɨ/ >> /ɨʃ.ˈpɛ.sjɨ/
(PE)
§
leal /lɨ.ˈal/ >> /ˈljal/ (PE)
§
pátio /ˈpa.ti.u/
>> /ˈpa.tju/
§
pátria /ˈpa.tɾi.a/
>> /ˈpa.tɾja/ (PB) /ˈpa.tɾi.ɐ/ >> /ˈpa.tɾjɐ/
(PE)
§
rio /ˈʀi.u/
>> /ˈʀiw/
§
suíno /su.ˈi.nu/ >> /ˈswi.nu/
§
tênue /ˈte.nu.i/
>> /ˈte.nwi/ (PB) ténue /ˈtɛ.nu.ɨ/ >> /ˈtɛ.nwɨ/
§
vácuo /ˈva.ku.u/
>> /ˈva.kwu/
A passagem de um hiato para ditongo
chama-se sinérese. O processo inverso chama-se diérese. Quando a passagem
de um hiato para ditongo é feito entre duas palavras diferentes chama-sesinalefa, recurso frequentemente
usado na poesia.
Ditongo é o nome que se dá à combinação de um som vocálico com um som semivocálico emitidos num só esforço
de voz. O ditongo diferencia-se do hiato pelo fato de este último ser constituído por duas vogais e
ser pronunciado em sílabas diferentes.
Quando a vogal antecede a semivogal
denomina-se ditongo decrescente.
Na língua portuguesa temos os seguintes ditongos decrescentes.Ex.:
§
cai /ˈkaj/
§
dói /ˈdɔj/
§
foi /ˈfoj/
§
cuidado /kuj.ˈda.du/
§
viu /ˈviw/
§
meu /ˈmew/
§
céu /ˈsɛw/
§
mau /ˈmaw/
Em muitos dialetos brasileiros,
devido à Vocalização do fonema /l/ em fim de sílaba, também são considerados ditongos
decrescentes os seguintes casos. Ex.:
§
funil /fu.ˈniw/
§
feltro /few.tɾu/
§
mel /ˈmɛw/
§
mal /ˈmaw/
§
Sol /ˈsɔw/
§
soldado /sow.ˈda.du/
§
azul /aˈzuw/
Os ditongos podem ser denominados ditongos nasais, se a vogal
que contiverem for uma vogal nasal.Ex.:
§
quem /ˈkẽj/
(PB) /ˈkɐ̃j/ (PE)
§
mãe /ˈmɐ̃j/
§
põe /ˈpõj/
§
não /ˈnɐ̃w/
Quando a semivogal antecede a vogal
denomina-se ditongo crescente.
Segundo as convenções da língua portuguesa apenas são considerados ditongos estáveis os ditongos cujo primeiro elemento é a semivogal /w/, e
quando estão precedidos dos sons /k/ ou /ɡ/. Ex.:
§
aguardar /aɡwaʀˈdaʀ/ (PB) /ɐɡwɐɾˈdaɾ/ (PE)
§
igual /iˈɡwaw/ (PB) /iˈɡwal/
§
quase /ˈkwazi/ (PB) /ˈkwazɨ/ (PE)
§
quanto /ˈkwãtu/
Os outros casos que na escrita
costumam estar representados por «i» + vogal ou «u» mais vogal (ou, no
português europeu, «e» + vogal ou «o» + vogal), costumam ser considerados comohiatos.
No caso de ditongos formados por u
+ i antecedidos de g ou q, a escrita não permite saber se se trata de um
ditongo crescente ou de um decrescente, podendo haver uma ambiguidade. Por
exemplo, a 3ª pessoa do presente do verbo arguir, (ele) argui (outrora escrita argúi, com ditongo
decrescente), é escrita de forma idêntica à 1ª pessoa do pretérito perfeito, (eu) argui (outrora argüi, com ditongo
crescente). Esta última forma só pode levar acento (arguí) se, em vez de
ditongo, houver hiato entre o U e o I, porque as regras ortográficas
estabelecem que nesses casos o I só leva acento se não formar ditongo com a
vogal anterior. Por isso, Suíça leva acento (U e I não formam ditongo, mas hiato), mas linguiça não (já que U e I
formam ditongo).
Um tritongo é uma sequência formada por uma semivogal, uma
vogal e uma semivogal, sempre nessa ordem. Segundo as convenções da língua
portuguesa apenas são considerados tritongos
estáveis os tritongos cujo primeiro elemento é a semivogal /w/, e
quando estão precedidos por dos sons /k/ ou /ɡ/. Ex.:
§
enxaguei /ĩʃaˈɡwej/
(PB) enxaguei /ẽʃaˈɡwɐj/
(PE)
§
quaisquer /kwajsˈkɛʀ/ (PB) /kwajʃˈkɛɾ/ (PE)
Também os tritongos podem ser tritongos nasais:
§
saguão /saˈɡwɐ̃w/
§
delínquem /deˈlĩkwẽj/
(PB) delinquem /dɨˈlĩk
Encontro
vocálico é a junção de duas ou mais vogais dentro das palavras.
O encontro consonantal ocorre quando duas ou mais
consoantes se encontram em uma palavra. Ou melhor, é quando duas ou mais
consoantes estão em sequência, sem uma vogal entre elas.
Há dois tipos de encontros consonantais:
São puros ou perfeitos quando ocorrem em uma mesma sílaba: prato (pra-to), palavra (pa-la-vra), psicologia (psi-co-lo-gia), pneumático (pneu-má-ti-co), encontrar (en-con-trar), blusa (blu-sa), atleta (a- tle-ta), Bíblia (Bí-blia), e assim por diante.
São disjuntos ou imperfeitos quando estão em sílabas diferentes, ou seja, quando na divisão de sílabas ficam separados: alcançar (al-can-çar), subsolo (sub-so-lo), advogado (ad-vo-ga-do), aspecto (as -pec-to), apto (ap-to), costa (cos-ta), etc.
Há dois tipos de encontros consonantais:
São puros ou perfeitos quando ocorrem em uma mesma sílaba: prato (pra-to), palavra (pa-la-vra), psicologia (psi-co-lo-gia), pneumático (pneu-má-ti-co), encontrar (en-con-trar), blusa (blu-sa), atleta (a- tle-ta), Bíblia (Bí-blia), e assim por diante.
São disjuntos ou imperfeitos quando estão em sílabas diferentes, ou seja, quando na divisão de sílabas ficam separados: alcançar (al-can-çar), subsolo (sub-so-lo), advogado (ad-vo-ga-do), aspecto (as -pec-to), apto (ap-to), costa (cos-ta), etc.
As interjeições são palavras invariáveis que exprimem estados emocionais, ou mais
abrangente: sensações e estados de
espírito; ou até mesmo servem como auxiliadoras expressivas para o
interlocutor, já que, lhe permitem a adoção de um comportamento que pode
dispensar estruturas linguísticas mais elaboradas.
As interjeições podem ser classificadas de acordo com o sentimento que traduzem. Os principais tipos de interjeição são aqueles que exprimem:
a) afugentamento: arreda!, fora!, passa!, sai!, roda!,
rua!, toca!, xô!, xô pra lá!
b) alegria/contentamento: oh!, ah!, olá!, olé!, eta!, eia!, oba!, eba!, viva!, uhu!, eh! , gol!, que bom!, iupi!
c) advertência: alerta!, cuidado!, alto lá!, calma!, olha!, Fogo!
d) admiração: puxa!, nossa!, que coisa!, ah!, chi!, ih!, oh!, uh!, ué!, puxa!, uau!, caramba!, caraca!, putz!, gente!, céus!, uai!, horra!, nossa! (francês: ou la la)
e) alívio: ufa!, uf!, arre!, ah!, ainda bem!
f) animação/estímulo: coragem!, eia!, avante!, upa!, vamos!, firme!
g) apelo: alô!, olá!, ó!
h) aplauso: bis!, bem!, bravo!, viva!, apoiado!, fiufiu!, hup!, hurra!, isso!, muito bem!, parabéns!
i) agradecimento: graças a Deus!, obrigado!, obrigada!, agradecido!
j) chamamento: Alô!, hei!, olá!, psiu!, pst!, socorro!
k) estímulo: ânimo!, adiante!, avante!, eia!, coragem!, firme!, força!, toca!, upa!, vamos!
l) desculpa: perdão! desculpe!, desculpa!, mal!, foi mal!
m) desejo: oh!, oxalá!, tomara!, pudera!, queira Deus!, quem me dera!
n) despedida: adeus!, até logo!, bai-bai!, tchau!
o) dor: ai!, ui!, ai de mim!
p) dúvida: hum?, hem?, hã?
q) cessação: basta!, para!
r) invocação: alô!, ô, olá!, psiu!, socorro!, ei!
s) espanto: uai!, hi!, ali!, ué!, ih!, oh!, poxa!, quê!, caramba!, nossa!, opa!, Virgem!, xi!, terremoto!, barrabás!, barbaridade!, meu Deus!, menino Jesus!
t) impaciência: arre!, hum!, puxa!, raios!, hem!, diabo!, pô!
u) saudação: ave!, oi!, olá!, ora viva!, salve!, viva!, adeus!, alô!
v) saudade: ah!, oh!
w) silêncio: psiu!, silêncio!, calada!, psiu! (bem demorado), psit!, alto! basta! chega! quietos!
x) suspensão: alto!, alto lá!
y) terror/medo: credo!, cruzes!, Jesus!, que medo!, uh!, ui!, fogo!, barbaridade!, socorro!
z) interrogação: hei!?…
b) alegria/contentamento: oh!, ah!, olá!, olé!, eta!, eia!, oba!, eba!, viva!, uhu!, eh! , gol!, que bom!, iupi!
c) advertência: alerta!, cuidado!, alto lá!, calma!, olha!, Fogo!
d) admiração: puxa!, nossa!, que coisa!, ah!, chi!, ih!, oh!, uh!, ué!, puxa!, uau!, caramba!, caraca!, putz!, gente!, céus!, uai!, horra!, nossa! (francês: ou la la)
e) alívio: ufa!, uf!, arre!, ah!, ainda bem!
f) animação/estímulo: coragem!, eia!, avante!, upa!, vamos!, firme!
g) apelo: alô!, olá!, ó!
h) aplauso: bis!, bem!, bravo!, viva!, apoiado!, fiufiu!, hup!, hurra!, isso!, muito bem!, parabéns!
i) agradecimento: graças a Deus!, obrigado!, obrigada!, agradecido!
j) chamamento: Alô!, hei!, olá!, psiu!, pst!, socorro!
k) estímulo: ânimo!, adiante!, avante!, eia!, coragem!, firme!, força!, toca!, upa!, vamos!
l) desculpa: perdão! desculpe!, desculpa!, mal!, foi mal!
m) desejo: oh!, oxalá!, tomara!, pudera!, queira Deus!, quem me dera!
n) despedida: adeus!, até logo!, bai-bai!, tchau!
o) dor: ai!, ui!, ai de mim!
p) dúvida: hum?, hem?, hã?
q) cessação: basta!, para!
r) invocação: alô!, ô, olá!, psiu!, socorro!, ei!
s) espanto: uai!, hi!, ali!, ué!, ih!, oh!, poxa!, quê!, caramba!, nossa!, opa!, Virgem!, xi!, terremoto!, barrabás!, barbaridade!, meu Deus!, menino Jesus!
t) impaciência: arre!, hum!, puxa!, raios!, hem!, diabo!, pô!
u) saudação: ave!, oi!, olá!, ora viva!, salve!, viva!, adeus!, alô!
v) saudade: ah!, oh!
w) silêncio: psiu!, silêncio!, calada!, psiu! (bem demorado), psit!, alto! basta! chega! quietos!
x) suspensão: alto!, alto lá!
y) terror/medo: credo!, cruzes!, Jesus!, que medo!, uh!, ui!, fogo!, barbaridade!, socorro!
z) interrogação: hei!?…
A compreensão de uma interjeição depende da análise do contexto em que ela aparece. Quando a interjeição é expressada com mais de um vocábulo, recebe o nome de locução interjetiva. Ora bolas!, cruz credo!, puxa vida!, valha-me Deus!, se Deus quiser! Macacos me mordam!
A interjeição é considerada palavra-frase,
caracterizando-se como uma estrutura à parte. Não desempenha função sintática.
Aposto
Primeiramente, vejamos o que é aposto. Observe a frase a
seguir:
Manoel, português casado com minha prima, é um ótimo engenheiro.
Veja que o trecho “português casado com minha prima” está explicando quem é o sujeito da oração “Manoel”. Esse trecho é o aposto da oração.
Observe a próxima:
Foram eles, os meninos, que jogaram a bola no seu quintal ontem.
Mais uma vez temos um trecho (aposto) “os meninos” explicando um termo anterior: Foram eles... Eles quem? Os meninos.
Podemos concluir que o aposto é uma palavra ou expressão que explica ou que se relaciona com um termo anterior com a finalidade de esclarecer, explicar ou detalhar melhor esse termo.
Há alguns tipos de apostos:
• Explicativo: usado para explicar o termo anterior: Gregório de Matos, autor do movimento barroco, é considerado o primeiro poeta brasileiro.
• Especificador: individualiza, coloca à parte um substantivo de sentido genérico: Cláudio Manuel da Costa nasceu nas proximidades de Mariana, situada no estado de Minas Gerais.
• Enumerador: sequência de termos usados para desenvolver ou especificar um termo anterior: O aluno dever ir à escola munido de todo material escolar:borracha, lápis, caderno, cola, tesoura, apontador e régua.
• Resumidor: resume termos anteriores: Funcionários da limpeza, auxiliares, coordenadores, professores, todos devem comparecer à reunião.
Vocativo
Observe as orações:
1. Amigos, vamos ao cinema hoje?
2. Lindos, nada de bagunça no refeitório!
Os termos “amigos” e “lindos” são vocativos, usados para se dirigir a quem escuta de formas ou intenções diferentes, como nos períodos anteriores: a utilização de um substantivo na primeira frase e de um adjetivo na segunda. Podemos concluir que:
Vocativo: é a palavra, termo, expressão utilizada pelo falante para se dirigir ao interlocutor por meio do próprio nome, de um substantivo, adjetivo (característica) ou apelido.
Manoel, português casado com minha prima, é um ótimo engenheiro.
Veja que o trecho “português casado com minha prima” está explicando quem é o sujeito da oração “Manoel”. Esse trecho é o aposto da oração.
Observe a próxima:
Foram eles, os meninos, que jogaram a bola no seu quintal ontem.
Mais uma vez temos um trecho (aposto) “os meninos” explicando um termo anterior: Foram eles... Eles quem? Os meninos.
Podemos concluir que o aposto é uma palavra ou expressão que explica ou que se relaciona com um termo anterior com a finalidade de esclarecer, explicar ou detalhar melhor esse termo.
Há alguns tipos de apostos:
• Explicativo: usado para explicar o termo anterior: Gregório de Matos, autor do movimento barroco, é considerado o primeiro poeta brasileiro.
• Especificador: individualiza, coloca à parte um substantivo de sentido genérico: Cláudio Manuel da Costa nasceu nas proximidades de Mariana, situada no estado de Minas Gerais.
• Enumerador: sequência de termos usados para desenvolver ou especificar um termo anterior: O aluno dever ir à escola munido de todo material escolar:borracha, lápis, caderno, cola, tesoura, apontador e régua.
• Resumidor: resume termos anteriores: Funcionários da limpeza, auxiliares, coordenadores, professores, todos devem comparecer à reunião.
Vocativo
Observe as orações:
1. Amigos, vamos ao cinema hoje?
2. Lindos, nada de bagunça no refeitório!
Os termos “amigos” e “lindos” são vocativos, usados para se dirigir a quem escuta de formas ou intenções diferentes, como nos períodos anteriores: a utilização de um substantivo na primeira frase e de um adjetivo na segunda. Podemos concluir que:
Vocativo: é a palavra, termo, expressão utilizada pelo falante para se dirigir ao interlocutor por meio do próprio nome, de um substantivo, adjetivo (característica) ou apelido.
Figuras de Linguagem
São recursos usados pelo falante para realçar a sua mensagem.
1) ELIPSE – ZEUGMA
Veja os exemplos:
No 1º exemplo temos uma elipse, já no 2º, a figura que aparece é o
zeugma.
A elipse consiste na omissão de um termo que é facilmente identificado.
No exemplo 1, percebemos claramente que o verbo “haver” foi omitido.
No exemplo 2, ocorre zeugma, que é a omissão de um termo que já fora expresso anteriormente.
No exemplo 2, ocorre zeugma, que é a omissão de um termo que já fora expresso anteriormente.
“Ele prefere um passeio pela praia;eu, (prefiro)
cinema.”(Não houve necessidade de repetir o verbo, pois entendemos o recado).
2) PLEONASMO
Na oração: “Ela cantou uma canção linda!”, houve o emprego de um termo
desnecessário, pois quem canta, só pode cantar uma canção.
Na famosa frase: “Vi com meus próprios olhos.”, também ocorre o mesmo.
Pleonasmo é a repetição de idéias
Pleonasmo é a repetição de idéias
Exemplos:
Correm pelo parque as crianças da rua.
Na escada subiu o pintor.
Correm pelo parque as crianças da rua.
Na escada subiu o pintor.
As duas orações estão na ordem inversa.
O hipérbato consiste na inversão dos termos da oração.
O hipérbato consiste na inversão dos termos da oração.
Na ordem direta ficaria:
As crianças da rua correm pelo parque.
O pintor subiu na escada.
O pintor subiu na escada.
4) ANACOLUTO
É a falta de nexo que existe entre o início e o fim de uma frase.
Dois gatinhos miando no muro, conversávamos sobre como é complicada a
vida dos animais.
Novas espécies de tubarão no Japão, pensava em como é misteriosa a natureza.
Novas espécies de tubarão no Japão, pensava em como é misteriosa a natureza.
5) SILEPSE
É a concordância com a idéia e não com a palavra dita.
Pode ser: de gênero, número ou pessoa.
Pode ser: de gênero, número ou pessoa.
SILEPSE DE GÊNERO (masc./fem.)Vossa Excelência está admirado do fato?
O pronome de tratamento “Vossa Execelência” é feminino, mas o adjetivo
“admirado” está no masculino. Ou seja, concordou com a pessoa a quem se referia
(no caso, um homem).
Aqui temos o feminino e o masculino, logo, silepse de gênero.
Aqui temos o feminino e o masculino, logo, silepse de gênero.
SILEPSE DE NÚMERO (singular/plural)
Aquela multidão gritavam diante do ídolo.
Multidão está no singular, mas o verbo está no plural.
“Gritavam” concorda com a idéia de plural que está em “multidão”.
“Gritavam” concorda com a idéia de plural que está em “multidão”.
Mais exemplos.
A maior parte fizeram a prova.
A grande maioria estudam uma língua.
A grande maioria estudam uma língua.
SILEPSE DE PESSOA
Todos estávamos nervosos.
Esta frase levaria o verbo normalmente para a 3ª pessoa (estavam – eles)
mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa(nós).
Temos aqui 2 pessoas ( eles e nós ) logo, silepse de pessoa.
Temos aqui 2 pessoas ( eles e nós ) logo, silepse de pessoa.
Mais exemplos:
As duas comemos muita pizza.(elas – nós)
Todos compramos chocolates e balas.(eles – nós)
Os brasileiros sois um povo solidário. (eles – vós)
Os cariocas somos muito solidários.(eles – nós)
Todos compramos chocolates e balas.(eles – nós)
Os brasileiros sois um povo solidário. (eles – vós)
Os cariocas somos muito solidários.(eles – nós)
1-Aquele homem é um leão.
Estamos comparando um homem com um leão, pois esse homem é forte e
corajoso como um leão.
2-A vida vem em ondas como o mar.
Aqui também existe uma comparação, só que desta vez é usado o conectivo
comparativo: como.
O exemplo 1 é uma metáfora e o exemplo 2 é uma comparação.
Exemplos de matáfora.
Ele é um anjo.
Ela uma flor.
Ela uma flor.
Exemplos de comparação.
A chuva cai como lágrimas.
A mocidade é como uma flor.
A mocidade é como uma flor.
Metáfora: sem o conectivo comparativo.
Comparação: com o conectivo (como, tal como, assim como)
Comparação: com o conectivo (como, tal como, assim como)
Aqui também existe a comparação, só que desta vez ela é mais objetiva.
Ele gosta de ler Agatha Christie.
Ele comeu uma caixa de chocolate.
(Ele comeu o que estava dentro da caixa)
A velhice deve ser respeitada.
Pão para quem tem fome.(“Pão” no lugar de “alimento”)
Não tinha teto em que se abrigasse.(“Teto” em lugar de “casa”)
Ele comeu uma caixa de chocolate.
(Ele comeu o que estava dentro da caixa)
A velhice deve ser respeitada.
Pão para quem tem fome.(“Pão” no lugar de “alimento”)
Não tinha teto em que se abrigasse.(“Teto” em lugar de “casa”)
8) PERÍFRASE – ANTONOMÁSIA
A Cidade Maravilhosa recebe muitos turistas durante o carnaval.
O Rei das Selvas está bravo.
A Dama do Suspense escreveu livros ótimos.
O Mestre do Suspense dirigiu grandes clássicos do cinema.
O Rei das Selvas está bravo.
A Dama do Suspense escreveu livros ótimos.
O Mestre do Suspense dirigiu grandes clássicos do cinema.
Nos exemplos acima notamos que usamos expressões especiais para falar de
alguém ou de algum lugar.
Cidade Maravilhosa: Rio de Janeiro
Rei das Selvas: Leão
A Dama do Suspense: Agatha Christie
O Mestre do Suspense: Alfred Hitchcock
Rei das Selvas: Leão
A Dama do Suspense: Agatha Christie
O Mestre do Suspense: Alfred Hitchcock
Quando usamos esse recurso estamos empregando a perífrase ou
antonomásia.
Perífrase, quando se tratar de lugares ou animais.
Antonomásia, quando forem pessoas
Perífrase, quando se tratar de lugares ou animais.
Antonomásia, quando forem pessoas
9) CATACRESE
A catacrese é o emprego impróprio de uma palavra ou expressão por
esquecimento ou ignorância do seu real sentido.
Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
A asa da xícara quebrou-se.
O pé da mesa estava quebrado.
Vou colocar um fio de azeite na sopa.
A asa da xícara quebrou-se.
O pé da mesa estava quebrado.
Vou colocar um fio de azeite na sopa.
10) ANTÍTESE
Emprego de termos com sentidos opostos.
Ela se preocupa tanto com o passado que esquece o presente.
A guerra não leva a nada, devemos buscar a paz.
A guerra não leva a nada, devemos buscar a paz.
Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu dinheiro.
Acho que não fui feliz nos exames.
Acho que não fui feliz nos exames.
O intuito dessas orações foi abrandar a mensagem, ou seja, ser mais
educado.
No exemplo 1 o verbo “roubar” foi substituído por uma expressão mais leve.
O mesmo ocorre co o exemplo 2 , “reprovado “ também foi substituído por uma expressão mais leve.
No exemplo 1 o verbo “roubar” foi substituído por uma expressão mais leve.
O mesmo ocorre co o exemplo 2 , “reprovado “ também foi substituído por uma expressão mais leve.
12) IRONIA
Que homem lindo! (quando se trata, na verdade, de um homem feio.)
Como você escreve bem, meu vizinho de 5 anos teria feito uma redação melhor!
Que bolsa barata, custou só mil reais!
Como você escreve bem, meu vizinho de 5 anos teria feito uma redação melhor!
Que bolsa barata, custou só mil reais!
É o exagero na afirmação.
Já lhe disse isso um milhão de vezes.
Quando o filme começou, voei para casa.
Quando o filme começou, voei para casa.
14) PROSOPOPÉIA
Atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e
inanimados.
A formiga disse para a cigarra: ” Cantou…agora dança!”
FIGURAS DE
PALAVRA
As figuras de palavra são figuras
de linguagem que consistem no emprego de um termo com sentido diferente daquele
convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito mais expressivo na
comunicação.
São figuras de palavras:
a) comparação e) catacrese
b) metáfora f) sinestesia
c) metonímia g) antonomásia
d) sinédoque h) alegoria
Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece aproximação entre
dois elementos que se identificam, ligados por conectivos comparativos
explícitos - feito, assim como, tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem -
e alguns verbos - parecer, assemelhar-se e outros.
Exemplos: "Amou daquela
vez como se fosse máquina.
Beijou sua mulher como se fosse lógico.
Beijou sua mulher como se fosse lógico.
Metáfora: Ocorre metáfora
quando um termo substitui outro através de uma relação de semelhança resultante
da subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser entendida como uma
comparação abreviada, em que o conectivo não está expresso, mas subentendido.
Exemplo: "Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr.
Soares, é ver se posso extrairpérolas, que é a razão."
Metonímia: Ocorre metonímia
quando há substituição de uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau
de semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação mútua. Tal
substituição fundamenta-se numa relação objetiva, real, realizando-se de
inúmeros modos:
"E assim o operário ia
Com suor e com cimento 2
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento."
2 Com trabalho.
Comprei uma garrafa do legítimo porto 3.
3 O vinho da cidade do Porto.
Ela parecia ler Jorge Amado 4.
4 A obra de Jorge Amado.
Não devemos contar com o seu coração 5.
5 Sentimento, sensibilidade.
Sinédoque: Ocorre sinédoque
quando há substituição de um termo por outro, havendo ampliação ou redução do
sentido usual da palavra numa relação quantitativa. Encontramos sinédoque nos
seguintes casos:
"A cidade inteira 1 viu assombrada, de queixo caído, o pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos2 de seu cavalo."
1 O povo. 2 Parte das patas.
O paulista 3 é tímido; o carioca 4, atrevido.
3 Todos os paulistas. 4 Todos os cariocas.
Para os artistas ele foi um mecenas 5.
5 Protetor.
Modernamente, a metonímia engloba
a sinédoque.
Catacrese: A catacrese é um
tipo de especial de metáfora, "é uma espécie de metáfora desgastada, em
que já não se sente nenhum vestígio de inovação, de criação individual e
pitoresca. É a metáfora tornada hábito lingüístico, já fora do âmbito
estilístico." (Othon M.
Garcia)
Exemplos: folhas de livro, pele de tomate, dente de alho, montar em burro, céu da boca, cabeça de prego,mão de direção, ventre da terra, asa da xícara, sacar dinheiro no
banco.
Sinestesia: A sinestesia consiste na fusão de sensações diferentes
numa mesma expressão. Essas sensações podem ser físicas (gustação, audição,
visão, olfato e tato) ou psicológicas (subjetivas).
Exemplo: "A minha
primeira recordação é um muro velho, no quintal de uma casa indefinível. Tinha
várias feridas no reboco e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha verde [sensação
visual] e úmida, macia[sensações
táteis], quase irreal." (Augusto Meyer)
Antonomásia: Ocorre antonomásia quando designamos uma pessoa por uma
qualidade, característica ou fato que a distingue.
Na linguagem coloquial,
antonomásia é o mesmo que apelido, alcunha ou cognome, cuja origem é umaposto (descritivo, especificativo etc.) do nome próprio.
Exemplos:
"E ao rabi simples1, que a igualdade prega,
Rasga e enlameia a túnica inconsútil;
1 Cristo
"E ao rabi simples1, que a igualdade prega,
Rasga e enlameia a túnica inconsútil;
1 Cristo
Pelé (= Edson Arantes do
Nascimento)
O poeta dos escravos (= Castro Alves)
O Dante Negro (= Cruz e Souza)
O Corso (= Napoleão)
O poeta dos escravos (= Castro Alves)
O Dante Negro (= Cruz e Souza)
O Corso (= Napoleão)
Alegoria: A alegoria é
uma acumulação de metáforas referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética
que consiste em expressar uma situação global por meio de outra que a evoque e
intensifique o seu significado. Na alegoria, todas as palavras estão
transladadas para um plano que não lhes é comum e oferecem dois sentidos
completos e perfeitos - um referencial e outro metafórico.
Exemplo: "A vida é
uma ópera, é uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em
presença do baixo e dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto
que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há
coros numerosos, muitos bailados, e a orquestra é excelente... (Machado de Assis)
FIGURAS DE HARMONIA
Chamam-se figuras de som ou de
harmonia os efeitos produzidos na linguagem quando há repetição de sons ou,
ainda, quando se procura "imitar"sons produzidos por coisas ou seres.
As figuras de linguagem de
harmonia ou de som são:
a) aliteração c) assonância
b) paronomásia d) onomatopéia
Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da mesma consoante
ou de consoantes similares, geralmente em posição inicial da palavra.
Exemplo: "Toda gente homenageia Januária na janela."
Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da mesma vogal ao
longo de um verso ou poema.
Exemplo: "Sou Ana, da cama
da cana, fulana, bacana
Sou Ana de Amsterdam."
da cana, fulana, bacana
Sou Ana de Amsterdam."
Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução de sons
semelhantes em palavras de significados diferentes.
Exemplo: "Berro pelo aterro pelo desterro
berro por seu berro pelo seu erro
quero que você ganhe que você me apanhe
sou o seu bezerro gritando mamãe."
berro por seu berro pelo seu erro
quero que você ganhe que você me apanhe
sou o seu bezerro gritando mamãe."
Onomatopéia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras imita
um ruído ou som.
Exemplo: "O silêncio
fresco despenca das árvores.
Veio de longe, das planícies altas,
Dos cerrados onde o guaxe passe rápido...
Vvvvvvvv... passou."
Veio de longe, das planícies altas,
Dos cerrados onde o guaxe passe rápido...
Vvvvvvvv... passou."
FIGURAS DE PENSAMENTO
As figuras de pensamento são
recursos de linguagem que se referem ao significado das palavras, ao seu
aspecto semântico.
São figuras de linguaem de
pensamento:
a) antítese d) apóstrofe g) paradoxo
b) eufemismo e) gradação h) hipérbole
c) ironia f) prosopopéia i) perífrase
b) eufemismo e) gradação h) hipérbole
c) ironia f) prosopopéia i) perífrase
Antítese: Ocorre
antítese quando há aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos.
Exemplo: "Amigos ou inimigos estão, amiúde,
em posições trocadas. Uns nos querem mal, e fazem-nosbem. Outros nos
almejam o bem, e nos trazem o mal." (Rui Barbosa)
Apóstrofe: Ocorre
apóstrofe quando há invocação de uma pessoa ou algo, real ou imaginário, que
pode estar presente ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e
é utilizada para dar ênfase à expressão.
Exemplo: "Deus! ó Deus! onde estás, que não
respondes?" (Castro Alves)
Paradoxo: Ocorre
paradoxo não apenas na aproximação de palavras de sentido oposto, mas também na
de idéias que se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade
enunciada com aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é outra designação
para paradoxo.
Exemplo: "Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;" (Camões)
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;" (Camões)
Eufemismo: Ocorre
eufemismo quando uma palavra ou expressão é empregada para atenuar uma verdade
tida como penosa, desagradável ou chocante.
Exemplo: "E pela paz derradeira1 que enfim vai nos redimir Deus lhe pague" (Chico Buarque)
1 paz derradeira: morte
1 paz derradeira: morte
Gradação: Ocorre
gradação quando há uma seqüência de palavras que intensificam uma mesma idéia.
Exemplo: "Aqui... além... mais longe por onde eu movo
o passo." (Castro Alves)
Hipérbole: Ocorre
hipérbole quando há exagero de uma idéia, a fim de proporcionar uma imagem
emocionante e de impacto.
Exemplo: "Rios te correrão dos olhos,
se chorares!" (Olavo Bilac)
Ironia: Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, pela
contradição de termos, sugere-se o contrário do que as palavras ou orações
parecem exprimir. A intenção é depreciativa ou sarcástica.
Exemplo: "Moça
linda, bem tratada,
três séculos de família,
burra como uma porta:
um amor." (Mário de Andrade)
três séculos de família,
burra como uma porta:
um amor." (Mário de Andrade)
Prosopopéia: Ocorre prosopopéia (ou animização ou personificação)
quando se atribui movimento, ação, fala, sentimento, enfim, caracteres próprios
de seres animados a seres inanimados ou imaginários.
Também a atribuição de
características humanas a seres animados constitui prosopopéia o que é comum
nas fábulas e nos apólogos, como este exemplo de Mário de Quintana: "O
peixinho (...) silencioso e levemente melancólico..."
Exemplos: "... os rios vão carregando as queixas do
caminho." (Raul Bopp)
Um frio inteligente (...) percorria
o jardim..." (Clarice
Lispector)
Perífrase: Ocorre
perífrase quando se cria um torneio de palavras para expressar algum objeto,
acidente geográfico ou situação que não se quer nomear.
Exemplo: "Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil." (André Filho)
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil." (André Filho)
FIGURAS DE SINTAXE
As figuras de sintaxe ou de construção
dizem respeito a desvios em relação à concordância entre os termos da oração,
sua ordem, possíveis repetições ou omissões.
Elas podem ser construídas por:
a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma;
b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto;
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage;
d) ruptura: anacoluto;
e) concordância ideológica: silepse.
b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto;
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage;
d) ruptura: anacoluto;
e) concordância ideológica: silepse.
Portanto, são figuras de
linguagem de construção ou sintaxe:
a) assíndeto e) elipse i) zeugma
b) anáfora f) pleonasmo j) polissíndeto
c) anástrofe g) hiperbato l) sínquise
d) hipálage h) anacoluto m) silepse
b) anáfora f) pleonasmo j) polissíndeto
c) anástrofe g) hiperbato l) sínquise
d) hipálage h) anacoluto m) silepse
Assíndeto: Ocorre
assíndeto quando orações ou palavras deveriam vir ligadas por conjunções
coordenativas, aparecem justapostas ou separadas por vírgulas.
Exigem do leitor atenção maior no
exame de cada fato, por exigência das pausas rítmicas (vírgulas).
Exemplo: "Não nos
movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se,
apertando-se, fundindo-se." (Machado de
Assis)
Elipse: Ocorre elipse
quando omitimos um termo ou oração que facilmente podemos identificar ou
subentender no contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções, preposições ou verbos. É um poderoso
recurso de concisão e dinamismo.
Exemplo: "Veio sem pinturas, em vestido leve,
sandálias coloridas."
1 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de sandálias...)
1 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de sandálias...)
Zeugma: Ocorre
zeugma quando um termo já expresso na frase é suprimido, ficando subentendida
sua repetição.
Exemplo: "Foi saqueada a vida, e assassinados os
partidários dos Felipes." 1
1 Zeugma do verbo: "e foram assassinados..."
1 Zeugma do verbo: "e foram assassinados..."
Anáfora: Ocorre
anáfora quando há repetição intencional de palavras no início de um período,
frase ou verso.
Exemplo: "Depois o areal
extenso...
Depois o oceano de pó...
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só..." (Castro Alves)
Depois o oceano de pó...
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só..." (Castro Alves)
Pleonasmo: Ocorre
pleonasmo quando há repetição da mesma idéia, isto é, redundância de
significado.
a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para reforçar uma idéia,
tanto do ponto de vista semântico quanto do ponto de vista sintático. Usado
como um recurso estilístico, enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem.
Exemplo: "Iam vinte
anos desde aquele dia
Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quando em visão com os da saudade via." (Alberto de Oliveira)
Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quando em visão com os da saudade via." (Alberto de Oliveira)
"Ó mar salgado, quando do teu
sal
São lágrimas de Portugal" (Fernando Pessoa)
São lágrimas de Portugal" (Fernando Pessoa)
b) Pleonasmo vicioso: É o desdobramento de idéias que já estavam implícitas em
palavras anteriormente expressas. Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois
não têm valor de reforço de uma idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do
sentido real das palavras.
Exemplos: subir para cima,
entrar para dentro, repetir de novo,
ouvir com os ouvidos, hemorragia de
sangue, monopólio exclusivo, breve alocução,
principal protagonista
Polissíndeto: Ocorre polissíndeto quando há repetição enfática de uma
conjunção coordenativa mais vezes do que exige a norma gramatical ( geralmente
a conjunção e). É um recurso que sugere movimentos ininterruptos ou
vertiginosos.
Exemplo: "Vão
chegando as burguesinhas pobres,
e as criadas das burguesinhas ricas
e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza." (Manuel Bandeira)
e as criadas das burguesinhas ricas
e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza." (Manuel Bandeira)
Anástrofe: Ocorre
anástrofe quando há uma simples inversão de palavras vizinhas (determinante /
determinado).
Exemplo: "Tão leve estou 1 que nem sombra tenho." (Mário Quintana)
1 Estou tão leve...
1 Estou tão leve...
Hipérbato: Ocorre
hipérbato quando há uma inversão completa de membros da frase.
Exemplo: "Passeiam à tarde, as belas na Avenida. " 1 (Carlos Drummond
de Andrade)
1 As belas passeiam na Avenida à tarde.
1 As belas passeiam na Avenida à tarde.
Sínquise: Ocorre sínquise
quando há uma inversão violenta de distantes partes da frase. É um hipérbato
exagerado.
Exemplo: "A grita se alevanta ao Céu, da gente. " 1 (Camões)
1 A grita da gente se alevanta ao Céu.
1 A grita da gente se alevanta ao Céu.
Hipálage: Ocorre hipálage
quando há inversão da posição do adjetivo: uma qualidade que pertence a uma
objeto é atribuída a outro, na mesma frase.
Exemplo: "... as lojas loquazes dos barbeiros." 2 (Eça de Queiros)
2 ... as lojas dos barbeiros loquazes.
2 ... as lojas dos barbeiros loquazes.
Anacoluto: Ocorre
anacoluto quando há interrupção do plano sintático com que se inicia a frase,
alterando-lhe a seqüência lógica. A construção do período deixa um ou mais
termos - que não apresentam função sintática definida - desprendidos dos
demais, geralmente depois de uma pausa sensível.
Exemplo: "Essas empregadas de hoje,
não se pode confiar nelas." (Alcântara
Machado)
Silepse: Ocorre
silepse quando a concordância não é feita com as palavras, mas com a idéia a
elas associada.
a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre os gêneros
gramaticais (feminino ou masculino).
Exemplo: "Quando a gente é novo, gosta de fazer
bonito." (Guimarães Rosa)
b) Silepse de número: Ocorre quando há discordância envolvendo o número
gramatical (singular ou plural).
Exemplo: Corria gente de todos lados,
e gritavam." (Mário Barreto)
c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e
a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve se inclui no sujeito enunciado.
Exemplo: "Na noite
seguinte estávamos reunidas algumas
pessoas." (Machado de Assis)
Autoria: Norberto Gonçalves
Figuras de Estilo
Aliteração – Repetição de sons consonânticos.
Exemplo:
“Fogem fluindo à fina-flor
dos fenos.” (Eugénio de Castro)
“Na messe, que enlourece, estremece a quermesse.”
(Eugénio de Castro)
Assonância – Repetição de sons vocálicos.
Exemplo:
“Sino de Belém, pelos que inda vêm!
Sino de Belém bate bem-bem-bem.
Sino da Paixão, pelos que lá vão!
Sino da Paixão bate bão-bão-bão.”
(Manuel Bandeira, Poesia Completa e Prosa)
Onomatopeia – Conjunto de sons que reproduzem ruídos do
mundo físico. Este conjunto de sons pode formar palavras com sentido (palavras
onomatopaicas).
Exemplo:
“Bramindo o negro mar de longe brada.” (Camões)
Anáfora – Repetição de uma ou mais palavras no início de verso ou de
período.
Exemplo:
“Toda a manhã/fui a flor/impaciente/por abrir. /Toda a manhã/fui
ardor/do sol/no teu telhado. “ (Eugénio de Andrade)
“É brando o dia, brando o vento.
É brando o Sol e brando o céu.”
(Fernando Pessoa)
Assíndeto – Supressão das partículas de ligação
(vírgula, virgula,)
Exemplo:
“Quero perder-me neste Pisão, nesta Pereira, neste
Desterro.” (Vitorino Nemésio)
“Eu hoje estou cruel, frenético, exigente.”
(Cesário Verde)
Polissíndeto – Repetição dos elementos de ligação entre
palavras.
Exemplo:
“Aqui e no pátio e na rua e no
vapor e no comboio e no jardim e onde
quer que nos encontremos.” (Sebastião da Gama)
“E crescer e saber e ser e haver
E perder e sofrer e ter terror.”
(Vinicius de Morais)
Anástrofe – Inversão da ordem directa das palavras.
Exemplo:
“Tirar Inês ao mundo determina.” (Camões)
Hipérbato – Inversão violenta da ordem dos elementos na
frase.
Exemplo:
“Casos/Duros que Adamastor contou futuros.” (Camões)
“Estas sentenças tais o velho honrado Vociferando estava.” (Camões)
Paralelismo ou simetria – Repetição do
esquema ou construção da frase ou do verso.
Exemplo:
“Meu amor! Meu amante! Meu amigo!”
(Florbela Espanca)
“E agora José? A festa acabou/a apagou/o povo sumiu/a
noite esfriou/e agora José? E agora Joaquim? /Está
sem mulher/está sem discurso/está sem caminho…” (Carlos Drummond de Andrade)
“Ondas do mar de Vigo,
Se vistes o meu amigo,
E ai Deus se virá cedo!
Ondas do mar levado,
Se vistes meu amado,
Ai Deus se virá cedo!” (Martim Codax)
Pleonasmo – Repetição de uma ideia já expressa.
Exemplo:
“Vi, claramente visto, o lume vivo.” (Camões)
“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!” (Fernando Pessoa)
Quiasmo – Estrutura cruzada de quatro elementos, agrupados dois a dois.
Assim, o segundo grupo apresenta os mesmos elementos do primeiro, mas
invertendo a ordem (J.M. Castro Pinto).
Exemplo:
“Joana flores colhia/Joana colhia cuidado.”
(Bernardim Ribeiro)
“Mais dura, mais cruel, mais rigorosa,
(…)
Mais rigoroso, mais cruel, mais duro.” (Jerónimo
Baía)
Antítese – Apresentação de um contraste entre duas
ideias ou coisas. Repare-se nesta sequência de antíteses:
Exemplo:
“Ganhe um momento o que perderam anos/Saiba morrer o
que viver não soube!” (Bocage)
“Ali, àquela luz ténue e esbatida, ele exalava a sua paixão
crescente e escondia o seu fato decadente.” (Eça de
Queirós)
“O mito é o nada que é tudo.” (Fernando
Pessoa)
Paradoxo – Um mesmo elemento produz efeitos opostos.
Exemplo:
“Que puderam tornar o fogo frio.”
Que saudade, gosto amargo.”
Apóstrofe ou Invocação – Interpelação
a alguém ou a alguma coisa personificada.
Exemplo:
“Ó glória de mandar, ó vá cobiça/Desta vaidade a quem
chamamos fama. ” (Camões)
“Bem puderas, ó Sol, da vista destes…” (Camões)
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!” (Fernando Pessoa)
Comparação – Consiste na relação de semelhança entre
duas ideias ou coisas, através de uma palavra ou expressão comparativa ou de
verbos a ela equivalentes (parecer, lembrar, assemelhar-se, sugerir).
Exemplo:
“O génio é humilde como a natureza.” (M.
Torga)
“A rua […] parece um formigueiro agitado.” (Érico Veríssimo)
“Eu toco a solidão como uma pedra.”
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
Eufemismo – Dizer de uma forma suave uma ideia ou
realidade desagradável.
Exemplo:
“…Só porque lá os velhos apanham de quando em quando uma folha
de couve pelas hortas, fazem de nós uns Zés do Telhado!” (Aquilino Ribeiro)
Tirar Inês ao mundo determina.” (Camões)
Disfemismo – Dizer de forma violenta aquilo que poderia
ser apresentada de uma forma mais suave.
Exemplo:
“Esticar o pernil.”
“ – Foi. Enfurecendo-se, estourou. É dos livros…
– Se não se tivesse zangado hoje…
– Estourava amanhã. Estava nas últimas… Deixa em paz a
criatura.
Está começando a esta hora a apodrecer, não a perturbemos.”
(Eça de Queirós)
Enumeração – Apresentação sucessiva de vários elementos.
Exemplo:
“Deu sinal a trombeta castelhana/Horrendo, fero, ingente e temeroso.”
(Camões)
Gradação – Disposição dos termos por ordem progressiva
no seio de uma enumeração. Pode ser crescente oudecrescente.
Exemplo:
“Duro, seco, estéril monte…” (Camões)
”O Chico Avelar é bom moço; mas o pai é tacanho, um bana
bóia…! Tem medo de tudo; é um capacho debaixo
dos pés de certos senhores da cidade. Quanto á fortuna de dona Carolina Amélia,
[…] bem sabes como aquilo estava:capitais espalhados, rendas em
atraso, casas a cair…” (Vitorino Nemésio)
Hipálage – Atribuição a um ser ou coisa de uma
qualidade ou acção logicamente pertencente a outro ser.
Exemplo:
“As tias faziam meias sonolentas.”
(Eça de Queirós)
“Dá-me cá esses ossos honrados.” (Eça de Queirós)
Personificação – Atribuição de qualidades ou
comportamentos humanos a seres que o não são.
Exemplo:
“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal.” (Fernando Pessoa)
“Havia na minha rua/Uma árvore triste.” (Saúl Dias)
“Também, choram [as ondas] todo o dia, /Também se
estão a queixar. /Também, á luz das estrelas, / toda a noite asuspirar!”
(Antero de Quental)
Hipérbole – Ênfase resultante do exagero.
Exemplo:
“Se aquele mar foi criado num só dia, eu era capaz de o
escoar numa só hora.” (Agustina Bessa - Luís)
Ela só viu as lágrimas em fio/que duns e doutros olhos
derivadas/se acrescentaram em grande e largo rio.” (Camões)
Ironia – Figura que sugere o contrário do que se quer dizer.
Exemplo:
“Senhora de raro aviso e muito apontada em amanho da casa e
ignorante mais que o necessário para ter juízo.” (Camilo Castelo Branco)
“A Câmara Municipal do Porto, com uma nobre solicitude pelo
peixe, para quem parece ser uma extremosa mãe, ereceando com um
carinho assustado, que o peixe se constipasse […]
construiu-lhe uma praça fechada.” (Eça de Queirós)
Metáfora – Comparação de dois termos, seguida de uma
identificação.
Exemplo:
“A menina Vilaça, A loura, vestida de branco, simples, fresca, com o seu
ar de gravura colorida.” (Eça de Queirós)
Sinédoque – Variante de metonímia, pela qual se exprime
o todo pela parte ou vice-versa.
Exemplo:
“…a Ocidental praia Lusitana.” (Camões)
“…novo temor da Moura lança.” (Camões)
Sinestesia – Fusão de percepções relativas a dados
sensoriais de sentidos diferentes.
Exemplo:
“Da luz, do bem, doce clarão irreal.” (Camilo Pessanha)
“…delicioso aroma selvagem.” (Almeida Garrett)
“Tinha um sorriso amargo.” (Eça de Queirós)
Rima – Repetição de sons (não de letras) no fim dos versos ou no seu
interior.
Ritmo – Rápido, lento, melancólico, binário, ternário…
Métrica – Pode não ser indiferente o número de sílabas métricas (contadas
até à última sílaba tónica). A métrica mais usada em Camões: redondilha
maior e menor (versos de sete e cinco sílabas,
respectivamente) e decassílabo(no soneto e n’Os Lusíadas).
Elipse – Omissão de uma palavra (um adjectivo, um verbo, etc.) que
subentende.
Exemplo:
“Quero perder-me neste Pisão, nesta Pereira, neste
Desterro.” (Vitorino Nemésio)
Equivalente a: Quero perder-me neste Pisão, [quero
perder-me] nesta Pereira, [quero perder-me] neste Desterro.
Alegoria – Coisificação de um conceito abstracto: «o
polvo» (=a hipocrisia e traição), no Sermão de Santo António (Pe. António
Vieira), é uma alegoria.
Exemplo:
“…tão grande sandice é […] desprezar o estado das virtudes,
e escolher o estado dos pecados, como seria se algum quisesse
passar algum rio perigoso e tormentoso e achasse duas barcas: uma
forte e segura e mui bem aparelhada, e em que raramente algum se perde,
[…] e outra velha, fraca, podre, rota em que todos se perdem,
e alguns poucos se salvam”. (D.Duarte)
Animismo – Atribuição de vida a seres inanimados.
Exemplo:
“Plácida, a planície adormece, lavrada ainda de restos de
calor.” (Virgílio Ferreira)
Imagem – Recurso a aspectos sensoriais para, a partir daí, provocar uma
forte evocação afectiva (José M. de Castro Pinto).
Exemplo:
“Para os vales poderosamente cavados, desciam bandos de
arvoredos, tão copados e redondos, de um verde tão moço, que
eram como um musgo macio onde apetecia cair e rolar.” (Eça de Queirós)
“Um polvo de pânico desdobra-se pelos fios.” (José Gomes
Ferreira)
Interrogação – Questão retórica, isto é, não visa uma
resposta, antes procura dar ênfase e criar expectativa.
Exemplo:
“Sou por ele [retrato] possuído? /Ou ele me possui?” (Raul de Carvalho)
Metonímia – Emprego de um vocábulo por outro, com o
qual estabelece uma relação de contiguidade (o continente pelo conteúdo; o
lugar pelo produto, o autor pela sua obra, etc.).
Exemplo:
Tomar um copo (=um copo de vinho). Beber um Porto (=um
cálice de vinho do Porto).
Ando a ler Eugénio de Andrade (=a obra de…)
[Os madeireiros] “trabalham nesta praça contra a clorofila.”
(Carlos de Oliveira)
“O excomungado não tem queda para as letras.” (=estudo)
(Aquilino Ribeiro)
Perífrase – Figura que consiste em dizer por muitas
palavras o que poderia ser dito em algumas ou alguma.
Exemplo:
“Tenho estado doente. Primeiramente, estômago – e depois, um incómodo,
um abcesso naquele sítio em que se levam os pontapés…” (Eça de
Queirós)
O uso dos porquês é um assunto muito discutido e traz muitas dúvidas. Com a
análise a seguir, pretendemos esclarecer o emprego dos porquês para que não
haja mais imprecisão a respeito desse assunto.
Por que
O por que tem dois empregos diferenciados:
Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:
Exemplos: Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)
Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.
Exemplo: Sei bem por que motivo permaneci neste lugar. (pelo qual)
Por quê
Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quêdeverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
Exemplos: Vocês não comeram tudo? Por quê?
Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
Porque
É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, “para que”.
Exemplos: Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois)
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma vez que)
Porquê
É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Exemplos: O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrado. (motivo)
Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão)
Por que
O por que tem dois empregos diferenciados:
Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:
Exemplos: Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)
Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.
Exemplo: Sei bem por que motivo permaneci neste lugar. (pelo qual)
Por quê
Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quêdeverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
Exemplos: Vocês não comeram tudo? Por quê?
Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
Porque
É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, “para que”.
Exemplos: Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois)
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma vez que)
Porquê
É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Exemplos: O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrado. (motivo)
Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão)
Ortografia – MAU ou MAL?
a) MAU é um adjetivo e se opõe a BOM:
“Ele é um mau profissional.” (x bom profissional);
“Ele está de mau humor.” (x bom humor);
“Ele é um mau-caráter.” (x bom caráter);
“Tem medo do lobo mau.” (x lobo bom);
“Ele é um mau profissional.” (x bom profissional);
“Ele está de mau humor.” (x bom humor);
“Ele é um mau-caráter.” (x bom caráter);
“Tem medo do lobo mau.” (x lobo bom);
b) MAL pode ser:
1. advérbio (=opõe-se a BEM):
“Ele está trabalhando mal.” (x trabalhando bem);
“Ele foi mal treinado.” (x bem treinado);
“Ele está sempre mal-humorado.” (x bem-humorado);
“A criança se comportou muito mal.” (x se comportou muito bem);
2. conjunção (=logo que, assim que, quando):
“Mal você chegou, todos se levantaram.” (=Assim que você chegou);
“Mal saiu de casa, foi assaltado.” (=Logo que saiu de casa);
3. substantivo (=doença, defeito, problema):
“Ele está com um mal incurável.” (=doença);
“O seu mal é não ouvir os mais velhos.” (=defeito).
Na dúvida, use o velho “macete”:
MAL x BEM;
MAU x BOM.
1. advérbio (=opõe-se a BEM):
“Ele está trabalhando mal.” (x trabalhando bem);
“Ele foi mal treinado.” (x bem treinado);
“Ele está sempre mal-humorado.” (x bem-humorado);
“A criança se comportou muito mal.” (x se comportou muito bem);
2. conjunção (=logo que, assim que, quando):
“Mal você chegou, todos se levantaram.” (=Assim que você chegou);
“Mal saiu de casa, foi assaltado.” (=Logo que saiu de casa);
3. substantivo (=doença, defeito, problema):
“Ele está com um mal incurável.” (=doença);
“O seu mal é não ouvir os mais velhos.” (=defeito).
Na dúvida, use o velho “macete”:
MAL x BEM;
MAU x BOM.
Exercício – Complete as frases a seguir com MAL ou MAU:
1. Ele é um ______ profissional.
2. Ele está trabalhando ______.
3. O chefe está de ______ humor.
4. O chefe está sempre ______ -humorado.
5. O empregado foi ______ treinado.
6. ______ chegou ao escritório, teve o desprazer de encontrar a ex-esposa.
7. ______ saiu de casa, foi assaltado.
8. ______ foi contratado, já demonstrou suas qualidades.
9. Houve um terrível ______-estar.
10. Ele é um grande ______-caráter.
11. Comportou-se muito ______ durante a reunião.
12. Sempre foi um ______ aluno.
13. O seu ______ é não ouvir os mais velhos.
14. Você não sabe o ______ que ela me faz.
15. Ela está com um ______ incurável.
16. Sofreu um ______ súbito.
17. Ele ______ adivinha o que pode lhe acontecer.
18. A velhinha ______ saía de casa.
19. Um falava bem; o outro, muito ______.
20. Um era bom; o outro, muito ______.
1. Ele é um ______ profissional.
2. Ele está trabalhando ______.
3. O chefe está de ______ humor.
4. O chefe está sempre ______ -humorado.
5. O empregado foi ______ treinado.
6. ______ chegou ao escritório, teve o desprazer de encontrar a ex-esposa.
7. ______ saiu de casa, foi assaltado.
8. ______ foi contratado, já demonstrou suas qualidades.
9. Houve um terrível ______-estar.
10. Ele é um grande ______-caráter.
11. Comportou-se muito ______ durante a reunião.
12. Sempre foi um ______ aluno.
13. O seu ______ é não ouvir os mais velhos.
14. Você não sabe o ______ que ela me faz.
15. Ela está com um ______ incurável.
16. Sofreu um ______ súbito.
17. Ele ______ adivinha o que pode lhe acontecer.
18. A velhinha ______ saía de casa.
19. Um falava bem; o outro, muito ______.
20. Um era bom; o outro, muito ______.
Respostas
Exercício 2 – Complete as frases a seguir com MAL ou MAU:
1. Ele é um MAU profissional.
2. Ele está trabalhando MAL.
3. O chefe está de MAU humor.
4. O chefe está sempre MAL-humorado.
5. O empregado foi MAL treinado.
6. MAL chegou ao escritório, teve o desprazer de encontrar a ex-esposa.
7. MAL saiu de casa, foi assaltado.
8. MAL foi contratado, já demonstrou suas qualidades.
9. Houve um terrível MAL-estar.
10. Ele é um grande MAU-caráter.
11. Comportou-se muito MAL durante a reunião.
12. Sempre foi um MAU aluno.
13. O seu MAL é não ouvir os mais velhos.
14. Você não sabe o MAL que ela me faz.
15. Ela está com um MAL incurável.
16. Sofreu um MAL súbito.
17. Ele MAL adivinha o que pode lhe acontecer.
18. A velhinha MAL saía de casa.
19. Um falava bem; o outro, muito MAL.
20. Um era bom; o outro, muito MAU.
1. Ele é um MAU profissional.
2. Ele está trabalhando MAL.
3. O chefe está de MAU humor.
4. O chefe está sempre MAL-humorado.
5. O empregado foi MAL treinado.
6. MAL chegou ao escritório, teve o desprazer de encontrar a ex-esposa.
7. MAL saiu de casa, foi assaltado.
8. MAL foi contratado, já demonstrou suas qualidades.
9. Houve um terrível MAL-estar.
10. Ele é um grande MAU-caráter.
11. Comportou-se muito MAL durante a reunião.
12. Sempre foi um MAU aluno.
13. O seu MAL é não ouvir os mais velhos.
14. Você não sabe o MAL que ela me faz.
15. Ela está com um MAL incurável.
16. Sofreu um MAL súbito.
17. Ele MAL adivinha o que pode lhe acontecer.
18. A velhinha MAL saía de casa.
19. Um falava bem; o outro, muito MAL.
20. Um era bom; o outro, muito MAU.
Teste de ORTOGRAFIA
Em cada questão, assinale a única opção que apresenta ERRO de grafia:
Em cada questão, assinale a única opção que apresenta ERRO de grafia:
1) (a) Isso
aconteceu agora há pouco;
(b) Ela chegará daqui há pouco;
(c) O hotel fica a poucos quilômetros do aeroporto;
(d) Há muita gente que não acredita no projeto;
(e) Há muitos anos que não nos vemos.
(b) Ela chegará daqui há pouco;
(c) O hotel fica a poucos quilômetros do aeroporto;
(d) Há muita gente que não acredita no projeto;
(e) Há muitos anos que não nos vemos.
2) (a) Há cerca de
dez mil manifestantes na Cinelândia;
(b) Não nos vemos há cerca de dez anos;
(c) Só nos veremos daqui a cerca de dois meses;
(d) O hotel fica a cerca de 20 quilômetros do aeroporto;
(e) Os diretores discutiam a cerca do novo projeto.
(b) Não nos vemos há cerca de dez anos;
(c) Só nos veremos daqui a cerca de dois meses;
(d) O hotel fica a cerca de 20 quilômetros do aeroporto;
(e) Os diretores discutiam a cerca do novo projeto.
3) (a) Ele mora no
andar de cima;
(b) Ela mora no andar de baixo;
(c) O cheque está debaixo da agenda;
(d) Ele se escondeu embaixo da mesa.
(e) O contrato ficou encima da sua mesa.
(b) Ela mora no andar de baixo;
(c) O cheque está debaixo da agenda;
(d) Ele se escondeu embaixo da mesa.
(e) O contrato ficou encima da sua mesa.
4) (a) Ele ocupa um
cargo abaixo do meu;
(b) Ela me olhava de alto a baixo;
(c) Ela me olhava de baixo para cima;
(d) A temperatura estava abaixo de zero;
(e) A modelo não usava nada de baixo da saia.
(b) Ela me olhava de alto a baixo;
(c) Ela me olhava de baixo para cima;
(d) A temperatura estava abaixo de zero;
(e) A modelo não usava nada de baixo da saia.
5) (a) Vieram mais
convidados que o esperado;
(b) Não eram más ideias;
(c) O projeto era muito interessante, mais a verba é insuficiente;
(d) E agora, diretamente de Congonhas, mais notícias;
(e) E agora más notícias, diretamente de Congonhas.
(b) Não eram más ideias;
(c) O projeto era muito interessante, mais a verba é insuficiente;
(d) E agora, diretamente de Congonhas, mais notícias;
(e) E agora más notícias, diretamente de Congonhas.
Respostas
1. B – Ele chagará daqui a pouco;
2. E – Os diretores discutiam acerca do novo projeto;
3. E – O contrato ficou em cima da mesa;
4. E – A modelo não usava nada debaixo da saia;
5. C – O projeto era muito interessante, mas a verba é insuficiente.
1. B – Ele chagará daqui a pouco;
2. E – Os diretores discutiam acerca do novo projeto;
3. E – O contrato ficou em cima da mesa;
4. E – A modelo não usava nada debaixo da saia;
5. C – O projeto era muito interessante, mas a verba é insuficiente.
Antes de aprender como funciona a
acentuação gráfica, é importante entender alguns dos termos utilizados na Língua Portuguesa.
Sílaba
Vogal ou conjunto de
fonemas que se pronunciam numa só emissão de voz.
Toda sílaba na Língua Portuguesa
possui uma vogal.
As sílabas podem ser classificadas
como:
Átona: Pronunciada com menor intensidade.
Tônica: Pronunciada com maior intensidade.
Encontros Vocálicos
Ditongo - duas vogais em uma única sílaba (não se separam).
-
Exemplo:
oi, saudade, frei.
Tritongo - três vogais em uma única sílaba (não se separam).
- Exemplo: Paraguai, Jóquei.
Hiato - duas vogais em sílabas vizinhas.
- Exemplo: saúde, coordenar, faísca.
Classificação quanto ao número de sílabas
Monossílabo: vocábulo formado por uma só sílaba.
- Exemplo: mar, eu, é.
Dissílabos: vocábulo formado por duas sílabas.
- Exemplo: dedo, café, baú.
Trissílabos: vocábulo formado por três sílabas.
- Exemplo: príncipe, lâmpada, óculos.
Polissílabos: vocábulo formado por quatro ou mais sílabas.
- Exemplo: maravilhoso,
atropelamento, estúpido.
A acentuação
Monossílabos Átonos
Nunca são acentuados graficamente.
- Exemplo: o, a, os, as, um, uns, me,
te, se, lhe, lhes, nos, que, com, de, por, sem, sob, mas, nem, e.
Acentuação Tônica
Toda palavra tem uma
sílaba que é pronunciada com mais intensidade que as outras.
Essa sílaba é chamada de sílaba
tônica.
A sílaba tônica pode ocupar
diferentes posições e, de acordo com essa colocação, ser classificada como: oxítona, paroxítona, proparoxítona e monossílaba tônica.
Monossílabos Tônicos: acentuam-se os que terminam em a(s), e(s),
o(s).
- Exemplo: pó, fé, nós, vós, dá.
Os dissílabos, trissílabos e polissílabos tônicos
Oxítonos: sílaba
tônica na última sílaba.
- Exemplo: café, ralé, oposição,
aparar.
Quando terminados em EM, ENS, A(S),
E(S), O(S):
- A, AS: está, atrás, fubá.
- E, ES: café, você, vocês.
- O, OS: avó, compôs, paletós.
- EM: também, amém, armazém, alguém.
- ENS: deténs, parabéns, armazéns.
Quando a sílaba tônica é formada
por ditongo aberto:
- Exemplo: anéis, remóis, Ilhéus.
Quando o I ou o U da
sílaba tônica formam HIATO
- Exemplo: baú, daí, Luís
Quando são seguidos pela letra S:
- Exemplo: baús, egoísmo.
Quando há ditongo e o I ou o U
estiverem no final da palavra:
- Exemplo: Piauí, tuiuiú.
Atenção! Não são acentuados:
- Exemplo: juiz, raiz, Raul, ruim,
caiu
Paroxítonos: sílaba tônica na penúltima sílaba.
- Exemplo: cônsul, fusível,
vulnerável, falo, escuto, mesa, cadeira, felicidade.
Quando terminados em
L, N, R, X, PS, I, IS, U, US, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS,ON, ONS, UM, UNS.
- I, IS: táxi, tênis, júri, cútis
- U, US: ônus, bônus
- Ã, ÃS: ímã, órfãs
- ÃO, ÃOS: sótão, bênçãos
- ON, ONS: cólon, nêutrons
- UM, UNS: álbum, álbuns
- L, N, R, X, PS: fácil, cônsul, éden, hífen,
pólen, abdômen, bíceps, fórceps, mártir, caráter, ônix, tórax.
Quando o I ou o U da sílaba tônica,
não sendo seguido por nh, faz hiato com a vogal anterior, formando, sozinho ou
com um s, uma sílaba:
- Exemplo: amiúde, arcaísmo, ruído,
caíste, reúne, egoísmo, saída, viúva, ciúme, raízes, juízes
Quando é ditongo crescente, seguido
ou não de s:
- Exemplo: Flávia, Mário, cárie,
gêmeo, óleo, tênue, água, régua, espontânea, crânio, mágoa, orquídea,
árduo, mútuo, vídeo.
Atenção! Não são
acentuados os que terminam em ens: edens, hifens, abdomens.
Quando a sílaba tônica é formada por ditongo aberto (eu,
ei, oi):
- Exemplo: epopeica, celuloide,
ovoide.
Quando o I ou o U
tônico faz hiato com vogal anterior e é seguido por nh:
- Exemplo: moinho, rainha, campainha.
Quando a primeira
vogal dos hiatos oo, ee (vogais repetidas) é tônica:
- Exemplo: veem, creem, leem, deem,
releem, voo, abençoo.
Quando o prefixo
paroxítono termina em I ou em R:
- Exemplo: anti-herói,
super-herói
Proparoxítonos: sílaba
tônica na antepenúltima sílaba.
- Exemplo: pároco, próximo, trôpego,
histérico, nêspera.
Todos, sem exceção,
são acentuados.
Casos especiais
1. Acento
Diferencial
Os acentos diferenciais só existem
para os verbos Pôr, ter, vir e poder.
- Vamos pôr aquela música.
- Vamos por este caminho.
- Eles têm medo de escuro.
- Ele tem medo de escuro.
- Elas vêm amanhã pela manhã.
- Ela vem amanhã pela manhã.
- Ele pode ir te buscar.
- Ele não pôde ir te buscar.
2. Til
Usado sobre "a" e o nasais:
- não, vão, cãs, cãibra (ou câimbra), mãe, afã,
ímã, fã;
- nas formas verbais de pôr e seus compostos
(põe, põem, depõe, compõem).
3. Trema
Na nova ortografia, o trema não é mais utilizado. Exceto para palavras estrangeiras ou nomes próprios.
4. Palavras compostas com
elementos separados por hífen
Cada um tem
autonomia fonética, morfológica e gráfica, seguindo as regras gerais:
- anglo-itálico recém-chegado
pós-homérico pré-história.
Obs.: Os prefixos
anti, semi, super, circum, inter, nuper e arqui não são acentuados.
5. Abreviaturas
O acento original se
mantém:
- página = pág.
- século = séc.
6. Formas verbais
Considere cada parte como um todo e
siga as regras gerais:
- amá-lo = oxítono terminado em a +
monossílabo átono
- desejá-lo-íamos = oxítono terminado
em a + monossílabo átono + proparoxítono
Perceba que as formas verbais
terminadas em a recebem acento agudo e as terminadas em e e o, acento
circunflexo.
- resolvê-las-ias; predispô-los-ão;
compô-la-ei; compô-la-ás; pô-lo-íeis; desejá-lo-íamos.
Ortografia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ortografia deriva das palavras gregas ortho (ορθο no alfabeto grego) que significa
"correto" e graphos (γραφος) que significa
"escrita". A ortografia é a parte da gramática
normativa que ensina a escrever corretamente as
palavras de uma língua definindo, nomeadamente, o
conjunto de símbolos (letras e sinais diacríticos), a forma como devem ser
usados, a pontuação, o uso de maiúsculas, etc.
Apesar de oficialmente
sancionada, a ortografia não é mais do que uma tentativa de transcrever os sons
de uma determinada língua em símbolos escritos. Esta transcrição é sempre por
aproximação e raramente é perfeita e isenta de incoerências.
Um dos sistemas ortográficos
mais complexos é o da língua japonesa que usa uma combinação de
várias centenas de caracteres ideográficos kanji, de origem chinesa, dois silabários, katakanae hiragana, e ainda o alfabeto latino, a que dão
o nome romaji. Todas as palavras em japonês podem ser escritas em
katakana, hiragana ou romaji. E a maioria delas também pode identificada por
caracteres kanji. A escolha de um tipo de escrita depende de vários fatores,
nomeadamente o uso mais habitual, a facilidade de leitura ou até as opções
estilísticas de quem escreve.
[editar]Tipos
Analisando as línguas
europeias podem identificar-se duas ortografias diferentes:
§
Ortografia
fonética, em que a cada som corresponda uma letra ou
grupo de letras únicos e a cada letra ou grupo de letras um som único, e,
ainda, em que seja sempre assinalada a sílaba tónica.
§
Ortografia
etimológica, em que a um mesmo som podem corresponder
diversas letras e a cada letra ou grupo de letras diversos sons, dependendo da
história, da gramática e dos usos tradicionais.
Tirando o caso do Alfabeto Fonético Internacional -- que consegue fazer a
transcrição para caracteres alfabéticos de todos os sons -- não há sistemas
ortográficos pura e exclusivamente fonéticos. No entanto, podemos dizer que são
eminentemente fonéticas as ortografias das línguas búlgara, finlandesa, italiana, russa, turca, alemã e, até certo ponto, a da língua
espanhola. No
caso particular do espanhol, podemos admitir que se trata de uma ortografia
fonética em relação ao espanhol padrão falado em Espanha, mas não tanto em relação aos falares
americanos, nomeadamente os da Argentina e de Cuba, nos quais os princípios de a cada
som corresponder uma letra ou grupo de letras nem sempre se verifica.
A ortografia atual do português é, também, bastante mais
fonética do que etimológica. No entanto, antes da Reforma Ortográfica de 1911 em Portugal, a escrita oficialmente usada era
marcadamente etimológica. Escrevia-se, por exemplo, pharmacia, lyrio, orthographia, phleugma, diccionario, caravella, estylo e prompto em vez dos actuais farmácia, lírio, ortografia, fleuma,dicionário, caravela, estilo e pronto. A ortografia tradicional
etimológica perdurou no Brasil até à década de 1930.
Um exemplo típico de
ortografia etimológica é a escrita do inglês. Em inglês um grupo de letras
(por exemplo: ough) pode ter mais de quatro sons
diferentes, dependendo da palavra onde está inserido. É também a etimologia que
rege a escrita da grande maioria das palavras no francês, onde um mesmo som pode ter
até nove formas de escrita diferentes, caso das palavras homófonasau, aux, haut, hauts, os, aulx, oh, eau, eaux.
Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%ADgrafo
http://www.mundovestibular.com.br/articles/5960/1/Digrafos/Paacutegina1.html
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/digrafo
http://www.graudez.com.br
http://www.grupoescolar.com/pesquisa/digrafo.html
Sabrina Vilarinho Graduada em
Letras Equipe Brasil Escola http://www.brasilescola.com/gramatica/aposto-vocativo.htm
ACESSO EM 24/10/2012.
BONS ESTUDOS E BOA SORTE!
UM FORTE ABRAÇO DO PROFESSOR
EDNEI OLIVEIRA
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