segunda-feira, outubro 29, 2012

MATERIAL DE ESTUDOS PARA O ENEM - 2012



COLÉGIO ESTADUAL DE RIO SONO / ESCOLA ESTADUAL NOVO HORIZONTE







APOSTILA DE LÍNGUA PORTUGUESA







PROF.: EDNEI OLIVEIRA



BONS ESTUDOS!





RIO SONO – TO
2012




Semântica (do grego σημαντικός, sēmantiká, plural neutro de sēmantikós, derivado de sema, sinal), é o estudo do significado. Incide sobre a relação entre significantes, tais como palavras, frases, sinais e símbolos, e o que eles representam, a sua denotação.
A semântica linguística estuda o significado usado por seres humanos para se expressar através da linguagem. Outras formas de semântica incluem a semântica nas linguagens de programação, lógica formal, e semiótica.
A semântica contrapõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo é expresso (por exemplo, escritos ou falados). Dependendo da concepção de significado que se tenha, têm-se diferentes semânticas. A semântica formal, a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica cognitiva, fenômeno, mas com conceitos e enfoques diferentes.

Na língua portuguesa, o significado das palavras leva em consideração:
Sinonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos: Exemplos: Cômico - engraçado / Débil - fraco, frágil / Distante - afastado, remoto.
Antonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários, isto é, os antônimos: Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal / Bom - ruim.
Homonímia: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica, ou seja, os homônimos:
As homônimas podem ser:
§  Homógrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia. Exemplos: gosto (substantivo) - gosto / (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) - conserto (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo consertar);
§  Homófonas: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. Exemplos: cela (substantivo) - sela (verbo) / cessão (substantivo) - sessão (substantivo) / cerrar (verbo) - serrar ( verbo);
§  Perfeitas: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos: cura (verbo) - cura (substantivo) / verão (verbo) - verão (substantivo) / cedo (verbo) - cedo (advérbio);
§  Paronímia: É a relação que se estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos: Exemplos: cavaleiro - cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura (atmosfera) - áurea (dourada)/ conjectura (suposição) - conjuntura (situação decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar) - discriminar (diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear (passar as folhas de uma publicação)/ despercebido (não notado) - desapercebido (desacautelado)/ geminada (duplicada) - germinada (que germinou)/ mugir (soltar mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) - precursor (que antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) - subscrever (aprovar, assinar)/ veicular (transmitir) - vincular (ligar) / descrição - discrição / onicolor - unicolor.
§  Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados. Exemplos: Ele ocupa um alto posto na empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites eram de graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida.
§  Homonímia: Identidade fonética entre formas de significados e origem completamente distintos. Exemplos: São(Presente do verbo ser) - São (santo)
Conotação e Denotação:
§  Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo contexto. Exemplos: Você tem um coração de pedra.
§  Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original. Exemplos: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas.
Fonologia (do Grego phonos = voz/som e logos = palavra/estudo) é o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma, do ponto de vista de sua função no sistema de comunicação linguística. Esta é uma área muito relacionada com a Fonética, mas as duas têm focos de estudo diferentes. Enquanto a Fonética estuda a natureza física da produção e da percepção dos sons da fala (chamados de fones), a Fonologia preocupa-se com a maneira como eles se organizam dentro de uma língua, classificando-os em unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas.
Sintaxe
Nota: Análise sintática redire(c)ciona para este artigo. Se procura pelo artigo sobre computação, consulte Análise sintática (computação).
Sintaxe (pronunciação no AFI[sí'tasɨ]) (do grego clássico σύνταξις "disposição", de σύν, transl. syn, "juntos", e τάξις, transl. táxis, "ordenação") é o estudo das regras que regem a construção de frases nas línguas naturais. A sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e das frases no discurso, incluindo a sua relação lógica, entre as múltiplas combinações possíveis para transmitir um significado completo e compreensível. À inobservância das regras de sintaxe chama-se solecismo.[2]

Em linguística, no nível de análise morfológica encontramos duas unidades formais: a palavra e o morfema. Uma das questões centrais no estudo da morfologia é decidir se a abordagem será pela perspectiva do morfema ou se a partir da palavra, da formação e da classificação das palavras. A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. A Gramática Tradicional fez opção clara pela abordagem a partir da perspectiva da palavra, tanto que a morfologia tradicional é centrada no estudo das classes de palavras. Alguns linguistas sugerem que a abordagem a partir dos morfemas é mais sensata, dadas as dificuldades encontradas para delimitar o conceito de palavra.
Existem:
§  Radical;
§  Afixos (Sufixo e Prefixo);
§  Desinências (verbal e nominal);
§  Vogal Temática;
§  Vogal de Ligação; e
§  Consoante de Ligação.


Paráfrase

Uma paráfrase é uma reafirmação das ideias de um texto ou uma passagem usando outras palavras. O ato de paráfrase é também chamado de parafrasear.
Uma paráfrase tipicamente explica ou clarifica o texto que está sendo citado. Por exemplo, "O sinal estava vermelho" pode ser parafraseada como "O trem não estava autorizado a prosseguir." Quando acompanha a declaração original, uma paráfrase normalmente é introduzido com uma dicendi verbum - uma expressão declaratória para sinalizar a transição para a paráfrase. Por exemplo, em "O sinal estava vermelho, isto é, o trem não estava autorizado a proceder", o. Que é sinal a paráfrase que se segue.
Uma paráfrase não precisa acompanhar uma citação direta, mas quando é assim, a paráfrase normalmente serve para colocar a declaração da fonte em perspectiva ou para esclarecer o contexto em que apareceu. Uma paráfrase é tipicamente mais detalhada do que um resumo. Deve-se adicionar a fonte no final da frase, por exemplo: A calçada da rua estava suja ontem (Wikipedia).
A paráfrase pode tentar preservar o significado essencial do material a ser parafraseado. Assim, a reinterpretação (intencional ou não) de uma fonte para inferir um significado que não é explicitamente evidente na própria fonte qualificada como "pesquisa inédita", e não como paráfrase.
O termo é aplicado ao gênero das paráfrases bíblicas, que eram as versões de maior circulação da Bíblia disponíveis na Europa medieval. O objetivo não era o de tornar uma interpretação exata do significado ou o texto completo, mas para material presente na Bíblia em uma versão que era teologicamente ortodoxo e não está sujeita a interpretação herética, ou, na maioria dos casos, para tomar a Bíblia e presente a um material de grande público que foi interessante, divertida e espiritualmente significativa, ou, simplesmente para encurtar o texto.[1]
A frase "em suas próprias palavras" é frequentemente utilizado neste contexto para sugerir que o autor reescreveu o texto em seu próprio estilo de escrita - como teria escrito se eles tivessem criado a ideia.[2]

Estilística

Estilística (do alemão Stilistik, pelo francês stylistique) é o ramo da linguística que estuda as variações da língua e sua utilização, incluindo o uso estético da linguagem e as suas diferentes aplicações dependendo do contexto ou situação. O objeto preferencial de estudos estilísticos é a literatura, não exclusivamente a "alta literatura" mas outras formas de textos escritos, na publicidade, política ou religião.
Por exemplo, a língua de publicidade, política, religião, autores individuais, ou a língua de um certo período, todos pertencem a uma situação particular. Em outras palavras, todos possuem um "lugar". Na estilística, analisa-se a capacidade de provocar sugestões e emoções usando certas fórmulas e efeitos de estilo. Também tenta-se estabelecer os princípios capazes de explicar as escolhas particulares feitas por indivíduos e grupos sociais em seu uso da língua, tal como a socialização, a produção e a recepção do sentido, análise crítica do discurso e crítica literária. Outras características da estilística incluiem o uso do diálogo, incluindo acentos regionais e os dialetos desse determinado povo, língua descritiva, o uso da gramática, tal como a voz passiva ouvoz ativa, o uso da língua particular, etc. Muitos linguistas não gostam do termo "estilística". A própria palavra "estilo" possui diversas conotações que dificultam que o termo seja definido com precisão. Entretanto, no criticismo linguístico, Roger Fowler diz que, no uso não-teórico, a palavra estilística faz sentido e são úteis referindo-se a uma série de contextos literários, tais como o "grande estilo" de John Milton, "o estilo da prosa" de Henry James, o "épico" e "estilo da canção popular" da literatura clássica grega, etc. (Fowler. 1996, 185). Além disso, a estilística é um termo distintivo que pode ser usado para determinar conexões entre forma e efeitos dentro de uma variedade particular da língua. Consequentemente, a estilística visa ao que "acontece" dentro da língua; o que as associações linguísticas revelam do estilo da língua.







Numeral

Numeral é toda palavra que encerra a ideia de número.

Tipos de numerais

Os numerais podem Xsd classificados como cardinal, coletivo, ordinal, multiplicativo , fracionário, partitivo ou romanos.

]Numerais cardinais

Os numerais cardinais são aqueles que utilizam os números naturais para a contagem de objetos, ou até designam a abstração das quantidades: os números em si mesmos. Valem por adjetivos ou substantivos.
Exemplo : Dois mais dois é igual a quatro

]Numerais coletivos

Os numerais coletivos são aquelas palavras que designam uma quantidade específica de um conjunto de seres ou objetos. São termos variáveis em número e invariáveis em gênero.
§  Exemplos: dúzia(s),dezena(s),milheiro(s),milhar(es),dezena(s),centena(s),par(es),década(s),grosa(s).

Numerais multiplicativos

Os numerais multiplicativos são aqueles que indicam uma quantidade equivalente a uma multiplicação (uma duplicação, uma triplicação etc.).
§  Exemplos: Às vezes, as palavras possuem duplo sentido. Arrecadou-se o triplo dos impostos relativos ao ano passado.

Numerais ordinais

Os numerais ordinais são aqueles que indicam a ordenação ou a sucessão numérica de seres e objetos.
§  Exemplo: Recebeu os seus primeiros presentes agora mesmo.
§  Exemplo: Dumas está completando seu primeiro aniversário
§  Exemplo': Hoje foi a primeira vez que eu como sua mãe.
jhon

Numerais fracionários

Os numerais fracionários são aqueles que passam a ideia de parte de algo, fração.
§  Exemplo: terço, quinto
§  um terço do bolo por favor.
indicam a divisão de seres (usado muito em receitas de alimento) Exemplo : Ponha 1/4 da xícara de açúcar na massa.

Numerais partitivos

Os numerais partitivos são aqueles que passam ideia de partir, não deve se confundir com fracionários.
§  Exemplo: meio.

Numerais romanos

Os numerais romanos são usados para marcar o século muitas vezes em relógios e outros, são 7 símbolos que representam os números romanos: I (1),V (5),X (10),L(50), C (100),D (500),M(1000) Para ser formado um número romano é necessário fazer as combinações corretas, sempre em ordem decrescente.
Exemplo: \text{MDXXXII} (1532, 1000+500+30+2).
Cada letra só se pode repetir três vezes, porem é desnecessário, por exemplo, usar duas vezes a letra D, uma vez que repetida daria mil, M. Apesar de não parecer, os números romanos também são infinitos.Para fazer um número menor que uma letra, quando ele for impossível com outras combinações, podemos pôr uma letra na frente pra diminuir a segunda letra.
Exemplo: \text{XC = 90} (ou seja, 100 - 10).
Quando na numeração romana colocarmos um traço em cima da letra, estaremos multiplicando o valor da letra por mil, por isso, colocando dois traços multiplicamos por um milhão (1000x1000) e assim sucessivamente.
Exemplo: \bar{D} = 500 000,  \bar{M} = 1 000 000
Desta forma, torna-se possível escrever qualquer número natural na numeração romana...

Vogal é todo fonema em cuja emissão o ar passa livremente pela boca (ou também pelo nariz), sem obstrução.
Também é como se denominam as letras que representam os sons vocálicos. Na língua portuguesa são cinco as letras usadas para representar vogais: A, E, I, O e U.

Uma semivogal é uma vogal ou uma consoante aproximante que se assemelha a uma vogal, que são utilizados em conjunto com outras vogais na mesma sílaba, podendo formar ditongos e tritongos.
Na língua portuguesa existem duas semivogais que utilizam consoante aproximante:
aproximante palatal (representada por /j/ no AFI) é formada quando o pré-dorso da língua aproxima-se do palato anterior, sem no entanto existir fricção de ar. Encontramos essa semivogal, por exemplo em:
§  leite /ˈlej.ʧi/ (PB/ˈlɐj.tɨ/ (PE)
§  cai /ˈkaj/
§  i /ˈdɔj/
§  foi /ˈfoj/
§  cuidado /kuj.ˈda.du/
aproximante labiovelar (representada por /w/ no AFI) é formada quando o pós-dorso da língua aproxima-se do palato posterior ao mesmo tempo que existe um arredondamento dos lábios, sem no entanto existir fricção de ar. Encontramos essa semivogal, por exemplo em:
§  viu /ˈviw/
§  meu /ˈmew/
§  u /ˈsɛw/
§  mau /ˈmaw/
§  águ/ˈa. ɡw ɐ /
Parte da confusão que falantes da língua portuguesa tem para diferenciar semivogal de vogal, se deve a tênue diferença prevista nos critérios ou, na combinação destes para diferenciá-las, muito embora amplos e distintos (lábios, palato, língua). A principal característica percebida durante a pronúncia isolada das vogais (a,e,o) e semivogais (i,u), está no movimento dos lábios que gradativamente vão se contraindo à medida que se avança a fala sequenciada das letras (a,e,i,o,u). Entre a pronúncia da primeira letra (vogal) "a" e a última (semivogal) "u", nesta série, os lábios passam da forma aberta a de um assobio.
Entretanto, é o fato do grafema não ter simbologia própria, especialmente para fonemas semivocálicos "y" e "w", o principal causador de confusão porque faz uso de letras semivogais " i " e " u " para representá-lo. Apesar de acusticamente se aproximar de uma vogal, a semivogal funcional da fonologia aproxima-se de uma consoante. Não se deve confundir a letra, enquanto símbolo, com fonema porque este é o som representado por aquela.
Em fonéticaconsoante é qualquer fonema caracterizado por alguma obstrução ou constrição em um ou mais pontos do tracto vocal. Deriva do latim consonante, que significa literalmente "soante + com = consoante", que descreve outra característica das consoantes: elas não podem aparecer sozinhas numa sílaba, pois devem estar acompanhadas de pelo menos uma vogal. Essa característica, no entanto, não é válida para todos os sons atualmente classificados como consoantes.
O termo consoante também é usado para classificar as letras do alfabeto, por causa do som que elas representam. No alfabeto português, são chamadas de consoantes: BCDFGHJK,LMNPQRSTVWXYZ . A letra H não é propriamente denominada consoante por não possuír som ou ruído e por isso, se torna a única letra Letra Diacrítica. Dependendo da língua original do vocábulo, o Y pode ser consoante ou vogal.
Visto que o número de consontes em todas as línguas humanas é muito maior que o número de letras consoantes de qualquer alfabeto, os linguistas adotam sistemas como o alfabeto fonético internacional para representar por um único símbolo cada consoante. Realmente, o alfabeto latino, usado para escrever o português, tem menos letras consoantes que sons consoantes, e algumas letras representam mais que uma consoante.
Cada consoante pode ser distinguida de diversas maneiras:
§  modo de articulação é o método como a consoante é articulada, como nasaloclusiva ou aproximante, entre outros.
§  ponto de articulação é o lugar do trato vocal onde a consoante foi articulada, como bilabialalveolar e velar. Adicionalmente, pode haver influência de mais de um ponto de articulação, como a palatalização e a faringealização.
§  A modo de fonação é se as cordas vocais vibram ou não durante a articulação da consoante. Se vibrarem, então a consoante é sonora, caso contrário, é surda. A aspiração também é um característica da fonação.
§  mecanismo da passagem de ar é como o ar se move durante a articulação. A maioria das linguagens possui exclusivamente consoantes pulmônicas, mas há consoantes ejetivas,implosivas e os cliques, que possuem mecanismos diferentes.

Sílaba é o conjunto de um ou mais fonemas pronunciados numa única emissão de voz. Na língua portuguesa, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal.
As sílabas, agrupadas, formam vocábulos. De acordo com o número de sílabas que os formam, os vocábulos podem ser:
§  monossílabas - formados por uma única sílaba: é, há, ás, cá, mar, flor, quem, quão.
§  dissílabas - apresentam duas sílabas: a-í, a-li, de-ver, cle-ro, i-ra, sol-da, trans-por.
§  trissílabas - apresentam três sílabas: ca-ma-da, O-da-ir, pers-pi-caz, tungs-tê-nio, felds-pa-to,ca- va-lo
§  polissílabas - apresenta quatro ou mais sílabas: bra-si-lei-ro, psi-co-lo-gi-a, a-ris-to-cra-cia, o-tor-ri-no-la-rin-go-lo-gis-ta, pa-ra-le-le-pí-pe-do
A divisão silábica obedece a algumas regras básicas. O conhecimento das regras de divisão silábica é útil para a translineação das palavras, ou seja, para separá-las no final das linhas. Quando houver necessidade da divisão, ela deve ser feita de acordo com as regras abaixo. Por motivos estéticos e de clareza, devem-se evitar vogais isoladas no final ou no início de linhas, como a-sa ou Urugua-i.
§  ditongos e tritongos pertencem a uma única sílaba: au-tô-no-mo, ou-to-no, di-nhei-ro, U-ru-guai, i-guais.
§  os hiatos são separados em duas sílabas: du-e-to, pro-i-bi-do, ca-a-tin-ga.
§  os dígrafos ch, lh, nh, gu e qu pertencem a uma única sílaba: chu-va, mo-lha, es-ta-nho, guel-ra, a-que-la.
§  as letras que formam os dígrafos rr, ss, sc, , xs, e xc devem ser separadas: bar-ro, as-sun-to, des-cer, nas-ço, es-xu-dar, ex-ce-to.
§  os encontros consonantais que ocorrem em sílabas internas devem ser separados, excetuando-se aquelas em que a segunda consoante é l ou r: con-vic-ção, a-pli-ca-ção, as-tu-to, a-pre-sen-tar, ap-to, a-brir, cír-cu-lo, re-tra-to, ad-mi-tir, de-ca-tlo, ob-tu-rar. Exceção: ab-rup-to. Os grupos consonantais que iniciam palavras não são separáveis: gnós-ti-co, pneu-má-ti-co,mne-mô-ni-co.
Na gramática, as palavras podem ser classificadas segundo a posição da sílaba tônica. Assim, elas são agudas, graves ou esdrúxulas. Em alternativa, podem ser chamadas oxítonas,paroxítonas e proparoxítonas, respectivamente. No Brasil os segundos termos são os mais usados, em Portugal depende do contexto.

Um poema é uma obra literária geralmente apresentada em versos e estrofes (ainda que possa existir prosa poética, assim designada pelo uso de temas específicos e de figuras de estilopróprias da poesia). Efetivamente, existe uma diferença entre poesia e poema. Segundo vários autores, o poema é um objeto literário com existência material concreta, a poesia tem um carácter imaterial e transcendente.
Fortemente relacionado com a música, beleza e arte, o poema tem as suas raízes históricas nas letras de acompanhamento de peças musicais. Até a Idade Média, os poemas eram cantados. Só depois o texto foi separado do acompanhamento musical. Tal como na música, o ritmo tem uma grande importância.
Literatura de cordel também conhecida no Brasil como folheto, é um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos. Remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais, e mantém-se uma forma literária popular no Brasil. O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados comxilogravuras, também usadas nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. Para reunir os expoentes deste gênero literário típico do Brasil, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.

Verso é cada uma das linhas que constituem um poema na estrofe. Existe tanto a poesia prosaica, desprovida das características básicas, isto é, rima, métrica ou mesmo ritmo, quanto a prosa poética, impregnada na poesia. Precisamos, contudo, conhecer a técnica adotada pelos clássicos.
"Prosa" é uma palavra de duplo sentido, pois pode designar uma forma (um texto escrito sem divisões rítmicas intencionais -- alheias à sintaxe, e sem grandes preocupações com ritmo, métrica,rimas, aliterações e outros elementos sonoros), e pode designar também um tipo de conteúdo (um texto cuja função lingüística predominante não é a poética, como por exemplo, um livro técnico, um romance, uma lei, etc...). Na acepção relativa à forma, "prosa" contrapõe-se a "verso"; na acepção relativa ao conteúdo, "prosa" contrapõe-se a "poesia".
Um poema também faz parte de um sarau (reuniões em casas particulares para expressar artes, canções, poemas, poesias etc).
§  Poema: obra em verso em que há poesia.
§  Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade. Sugerir emoções por meio de uma linguagem.

Frase é todo enunciado linguístico capaz de transmitir uma ideia. A frase é uma palavra ou conjunto de palavras que constitui um enunciado de sentido completo. A frase começa com letra maiúscula e termina em um ponto.
Ex.: A casa é grande.
A frase se define pelo propósito de comunicação, e não pela sua extensão. O conceito de frase, portanto, abrange desde estruturas linguísticas muito simples até enunciados bastante complexos.
§  Frase verbal: Quando há presença do verbo.
Ex.: O Brasil é um país de dimensões continentais.
§  Frase nominal: Quando a frase não vem acompanhada por um verbo.
Ex.: Cuidado! (É uma frase, pois transmite uma ideia - a ideia de ter cuidado ou ficar atento - mas não há verbo ou sujeito explícitos.)
§  Frase de situação (ou de contexto): Quando fatores extralinguísticos ajudam a entendê-la. Não há presença de verbo.
Ex.: Silêncio! - criança recém-nascida.
Já a oração é todo conjunto linguístico que se estrutura em torno de um verbo ou locução verbal, apresentando sujeito e predicado. O que caracteriza a oração é o verbo, não importando se tal oração tenha sentido ou não sozinha.
§  Oração absoluta: Quando a oração representa uma frase completa que é, no caso, uma frase verbal.
Ex.: O menino sujou seu uniforme.
§  Oração coordenada: Quando há equivalência sintática entre as orações; elas podem ser separadas sem perder o sentido.
Ex.: Ele não concordou com a menina e a deixou.
§  Oração subordinada: Quando há uma hierarquia, uma dependência sintática entre as estruturas oracionais.
Ex.: Querendo ou não, ele aceitou as escolhas da esposa para que o casamento continuasse.
O período é uma frase que possui uma ou mais orações, podendo ser:
§  Simples: Quando constituído de uma só oração (um verbo ou locução verbal).
Ex.: João ofereceu um livro a Joana.
§  Composto: Quando é constituído de duas ou mais orações(dois ou mais verbos ou locuções verbais). Os períodos compostos são formados por coordenação ou por subordinação.
Ex.: O povo anseia que haja uma eleição justa.
§  Misto: Quando é constituído por três ou mais orações (três ou mais verbos ou locuções verbais), apresentando a mistura da coordenação e da subordinação.
Ex.: Ele amava e sufocava a vida da mulher que libertara da prisão. (1ª e 2ª orações --> coordenadas; 3ª oração --> subordinada à 2ª)

Tipos básicos de frases

§  Frases exclamativas: as que possuem exclamação;
§  Frases imperativas: as que expressam ordens, proibições ou conselhos;
§  Frases interrogativas: as que transmitem perguntas; e
§  Frases declarativas: as que anunciam qualquer fato.
E ainda há mais dois grupos secundários:
§  Frases optativas: o emissor expressa um desejo (Ex.: Quero comer picolé.);
§  Frases imprecativas: o emissor expressa uma súplica através de maldição. (Ex.: Que um raio caia sobre minha cabeça.).

Outros tipos de frases

§  Frase simples (frase não-idiomática): do ponto de vista de uma tradução, é a que pode ser traduzida literalmente para uma língua (nota: em alguns casos, frases simples têm uma diferença mínima em outra língua, geralmente de ordem gramatical.)
§  Frase Clichê: são frases que podem reproduzir formas de discriminação social e expressar um modo de pensar as relações sociais,utilizando às vezes fragmentos de provérbios. Exemplos:Lugar de Mulher é na Cozinha, Homem não presta, Ele é um Preto de Alma Branca.
§  Frase idiomática ou expressão idiomática: É a que não é traduzida literalmente para outro idioma. No caso, em cada língua a ideia da frase é expressa por palavras totalmente diferentes. Exemplo portuguesa-inglês: Ele está na pior. = He’s down and out. (Literalmente: Ele está abaixo e fora).
§  Frase feita: É a que, a fim de expressar determinada ideia, é dita sempre de forma invariável. Exemplo: Ele foi pego com a boca na botija. Note-se que às vezes uma frase feita é, ao mesmo tempo, uma expressão idiomática. Por exemplo, a frase feita acima citada é dita em inglês como He was caught red-handed., ou, literalmente: ele foi pego com as mãos vermelhas.
§  Frase formal (não-coloquial, não-popular) : É a dita segundo as normas da linguagem padrão ou formal. Esta é usada formalmente por escrito, e em circunstâncias formais também oralmente, em textos não raro mais longos (em relação a textos sinônimos coloquiais), às vezes com palavras difíceis (que não são do conhecimento da população em geral).
§  Frase coloquial (coloquialismo) : É a dita de forma coloquial, ou seja, usando-se uma linguagem simples, em geral oralmente, com textos resumidos e informais. Uma frase coloquial pode conter erros gramaticais (uma ou mais palavras não estão na linguagem padrão), mas costuma ser falada por qualquer pessoa, não importa o seu nível social. Exemplos:
Formal: Está certo (concordo).
Coloquial: Tá certo.

Uma crónica (português europeu) ou crônica (português brasileiro) é uma narração que segue uma ordem temporal. A palavra deriva do grego χρόνος ou chrónos (tempo). Na Wikipédia pode referir-se a:
§  Crónica (historiografia): relato de eventos históricos em ordem cronológica;
§  Crônica (literatura e jornalismo): narração curta frequente em revistas e jornais;
§  I Crônicas: um dos livros da Bíblia
§  II Crônicas: um dos livros da Bíblia

Em linguística, os pronomes são um conjunto fechado de palavras de uma língua que podem substituir substantivos variados, ou frases derivadas deles, na formação de sentenças.[1] Em geral, os empregos de cada pronome podem depender da natureza gramatical ou semântica do substantivo representado, de sua função gramatical na sentença, e das palavras próximas. A associação (dêixis) entre o pronome e a entidade que ele representa é geralmente definida pelo contexto e pode mudar ao longo do discurso.
Na língua portuguesa, em particular, há algumas dezenas de pronomes, como "eu", "lhe", "que", "cujo" e "isto", que podem substituir substantivos ou frases preposicionais derivadas deles. Pronomes podem portanto ter as funções típicas de substantivos (sujeito, objeto e complemento), de adjetivos (modificadores de substantivos) e de advérbios (modificadores de verbos e adjetivos). A escolha do pronome depende do número (singular ou plural) do substantivo representado e às vezes do seu [gênero (gramática)|gênero]] (masculino ou feminino); bem como de sua pessoa verbal (primeira, segunda, terceira) e sua função gramatical. Os pronomes do português são tradicionalmente classificados em 'pessoais', 'possessivos', 'demonstrativos'(incluindo nesta classificação também o artigo definido de acordo com o caso), 'indefinidos' (incluindo nesta classificação também o artigo indefinido de acordo com o caso), 'interrogativos' e 'relativo'. Frase na terceira pessoa João não gosta de pizza de queijo

Adjetivo é toda palavra que se refere a um substantivo indicando-lhe um atributo.[1] Flexionam-se em gênero, número e grau.
Sua função gramatical pode ser comparada com a do advérbio em relação aos verbos, aos adjetivos e a outros advérbios.
Exemplos: borboleta branca

Substantivo é toda a palavra que designa ser, coisa ou substância.[1]
De acordo com a gramática portuguesa, um substantivo dá nome aos seres em geral e pode variar em gênero, número e grau.

Verbo é toda palavra que encerra ideia de ação ou estado.[1] A palavra verbo vem do latim verbum, que significa palavra.

Locução Verbal

Há situações em que encontramos dois verbos  juntos. Se estes verbos estiverem representando uma única ação verbal, então estamos lidando com uma LOCUÇÃO VERBAL.
Leia a frase abaixo, retirada de um anúncio, e observe que há a forma verbal está lendo.
Se você  está lendo  este anúncio, agradeça ao seu professor.
Está  lendo é uma expressão formada por dois verbos – está (verbo estar no presente do indicativo) + lendo (verbo ler no gerúndio) – com o valor de um, pois equivale a lê.
Se você  lê este anúncio, agradeça ao seu professor.
Obviamente, você vai questionar que o efeito semântico não é  o mesmo. Certamente, todas as escolhas que fazemos na língua (escolha de palavras, pontuação, etc.) são aplicadas com um objetivo específico, pois dependendo da escolha, resulta um efeito diferente na mensagem.

Conceito de LOCUÇÃO VERBAL

Quando dois ou mais verbos têm valor de um, eles formam uma locução verbal, expressão que é sempre composta por verbo auxiliar + verbo principal.
  • Está  cantando = canta
  • Ia andando = andava
Nas locuções verbais, conjuga-se apenas o verbo auxiliar, pois o verbo principal vem sempre em uma das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Os verbos auxiliares de uso mais frequente são ter, haver, ser, estar e ir.
Quando a locução verbal é constituída de formas dos verbos auxiliares ter e haver mais o particípio do verbo principal, temos um tempo composto.
  • Ele já tinha saído para o trabalho quando você  me telefonou.
  • Ele já saíra para o trabalho quando você  me telefonou.
Como podemos distinguir as locuções verbais e os tempos compostos?

Formação dos tempos compostos

Na voz ativa, como já  exemplificamos acima, os tempos verbais são compostos pelos verbos auxiliares ter ou haver + o verbo principal.
Já na voz passiva, os tempos compostos são formados pelos verbos auxiliares ter ou haver + ser + verbo principal no particípio.
  • Temos sido beneficiados com o trabalho deste delegado.
  • As vendas têm aumentado bastante no último mês

Formação da Locução verbal

A locução perifrástica, por sua vez, é formada pela junção de um verbo auxiliar + um verbo no infinitivo ou no gerúndio.
  • Estamos fazendo o possível para terminar logo.
  • Vou vender todas as mercadorias e atingir a minha meta.

 

Concordância Verbal e Nominal

 De acordo com Mattoso Câmara “dá-se em gramática o nome de concordância à circunstância de um adjetivo variar em gênero e número de acordo com o substantivo a que se refere (concordância nominal) e à de um verbo variar em número e pessoa de acordo com o seu sujeito (concordância verbal). Há, não obstante, casos especiais que se prestam a dúvidas”.
 Então, observamos e podemos definir da seguinte forma: concordância vem do verbo concordar, ou seja, é um acordo estabelecido entre termos.
 O caso da concordância verbal diz respeito ao verbo em relação ao sujeito, o primeiro deve concordar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) com o segundo.
 Já a concordância nominal diz respeito ao substantivo e seus termos referentes: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Essa concordância é feita em gênero (masculino ou feminino) e pessoa.
Como vimos acima, na definição de Mattoso Câmara, existem regras gerais e alguns casos especiais que devem ser estudados particularmente, pois geram dúvidas quanto ao uso. Há muitos casos que a norma não é definida e há resoluções diferentes por parte dos autores, escritores ou estudantes da concordância.
 Veja com mais detalhes esse assunto nos links a seguir: Concordância Verbal – Regra geral e Concordância Verbal - Os casos especiais.

Artigos de "Concordância Verbal e Nominal "
·         Concordância Verbal
·         Dúvidas de Concordância

Artigos são palavras que precedem os substantivos para determiná-los ou indeterminá-los. Os artigos definidos (o, a, os, as), de modo geral, indicam seres determinados, conhecidos da pessoa que fala ou escreve.Para generalizar(não particularizar) ou Particularizar(deixar determinado,particular)
§  Falei com o médico.
§  Já encontramos os livros perdidos.
Os artigos indefinidos (um, uma , uns, umas) indicam os seres de modo vago, impreciso.
§  Uma pessoa lhe telefonou.
§  Uns garotos faziam barulho na rua.

O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o sentido dos verbos transitivos.

Objeto direto

- vem sempre associado a um verbo transitivo;
- liga-se ao verbo sem preposição, exigida por este;
- indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.

Ex.:    
 Maria         vendia            doces.
             sujeito      v.trans. direto     obj.direto
          As crianças     
 esperavam    os pais.
                sujeito           v. trans.direto    obj.direto

Objeto direto preposicionado
 

O objeto direto pode vir precedido de preposição: é chamado objeto direto preposicionado. Tal preposição ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.

Ex.:     Estimo
 aos meus colegas. ( estimar: verbo transitivo direto, a preposição surge como um recurso enfático e não porque o verbo a exija.)

Objeto indireto

- vem sempre associado a verbo transitivo;
- liga-se ao verbo através de preposição exigida por este;
- indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.

Ex.:   
 Davi    gosta                 de música.
        
 sujeito   v.trans. indireto     obj.indireto

         
 A professora não    confia            em seus alunos.
                 sujeito                  v.trans. indireto       obj.indireto


Núcleo do objeto

O núcleo do objeto é representado por um substantivo (ou palavra com valor de substantivo).

a)
 substantivo:   Ana     comprou           chocolate.
                                 sujeito   v. trans. direto     obj.direto

b)
 pronome substantivo:  O chefe      confia          em nós.
                                                 sujeito     v. trans.indireto   obj.indireto
 


c)
 palavra substantivada:  Ele       esperava       um tchau.
                                                  sujeito    v. trans.direto    obj. direto

O objeto pode ser constituído por pronome oblíquo:

- os pronomes o, a, os, as atuam como objeto direto.
                    v.trans.direto
Ex.:    O pai
 deixou-as na escola.
                                   obj.direto
 

- os pronomes lhe, lhes atuam como objeto indireto.
                          v.trans.indireto
 
Ex.:     A notícia
 interessava-lhes.
                                                   obj.indireto
 

Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem atuar como objetos diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal.

         v.trans.direto
 
Ex.:  
 Elegeram-me representante da classe.
                             obj.direto
v. trans. direto e indireto
 
Mostraram-nos              
 um mundo inacreditável.
                     obj.indireto      obj.direto


Atividades: Classificação das Sílabas
Instruções:
- Leia as questões abaixo e responda com uma das quatro palavras abaixo:
Monossílaba - Dissílaba - Trissílaba - Polissílaba
- Caso apareça o símbolo de errado, basta apagar e escrever novamente.
.
........
..
........
1-
A palavra "mesa"  é classificada como:


2-
A palavra "sol"  é classificada como:


3-
A palavra "orgulho"  é classificada como:


4-
A palavra "artista"  é classificada como:


5-
A palavra "educativo"  é classificada como:


6-
A palavra "carro"  é classificada como:


...
..
..

CLASSIFICAÇÃO DAS pALAVRAS QUANTO AO NÚMERO DE SÍLABAS

As palavras com mais de uma sílaba, conforme a tonicidade, classificam-se em:

Oxítonas

Quando a sílaba tônica é a última
·         Coração
·         São Tomé

Paroxítonas

Quando a sílaba tônica é a penúltima
·         Cadeira
·         Linha
·         Régua

Proparoxítonas

Quando a sílaba tônica é a antepenúltima
·         Ibérica
·         América
Os monossílabos podem ser tônicos ou átonos:

Tônicos

São autônomos, emitidos fortemente, como se fossem sílabas tônicas
Exemplo
·        
·         teu
·        

Átonos

Apóiam-se em outras palavras, pois não são autônomos, são emitidos fracamente, como se fossem sílabas átonas.
São palavras sem sentido quando estão isoladas:
·         Artigos
·         Pronomes oblíquos
·         Preposições
·         Junções de preposições e artigos
·         Conjunções
·         Pronome relativo que
Exemplos
·         o
·         lhe
·         nem

Acento tônico/ gráfico

1-Sílaba tônica
A sílaba proferida com mais intensidade que as outras é a sílaba tônica.
Esta possui o acento tônico, também chamado acento de intensidade ou prosódico:
·         cajá
·         caderno
·         lâmpada
2-Sílaba subtônica
Algumas palavras geralmente derivadas e polissílabas, além do acento tônico, possuem um acento secundário.A sílaba com acento secundário é chamada de subtônica.
Exemplos
·         terrinha
·         sozinho
3-Sílaba átona
As sílabas que não são tônicas nem subtônicas chamam-se átonas.
Podem ser pretônicas (antes da tônica) ou postônicas (depois da tônica),
Exemplos
·         barata (átona pretônica, tônica, átona postônica)
·         máquina (tônica, átona postônica, átona postônica)

Divisão silábica

A fala é o primeiro e mais importante recurso usado para a divisão silábica na escrita.

Regra geral

Toda sílaba, obrigatoriamente, possui uma vogal.

Regras práticas

Não se separam ditongos e tritongos.
Exemplos
·         mau
·         averigüei
Separam-se as letras que representam os hiatos.
Exemplos
·         sa-í-da
·         vô-o...
Separam-se somente os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc.
Exemplos
·         pas-se-a-ta
·         car-ro
·         ex-ce-to...
Separam-se os encontros consonantais pronunciados separadamente.
Exemplo
·         car-ta
Os elementos mórficos das palavras (prefixos, radicais, sufixos), quando incorporados à palavra, obedecem às regras gerais.
Exemplos
·         de-sa-ten-to
·         bi-sa-vô
·         tran-sa-tlân-ti-co...
Consoante não seguida de vogal permanece na sílaba anterior. Quando isso ocorrer em início de palavra, a consoante se anexa à sílaba seguinte.
Exemplos
·         ad-je-ti-vo
·         tungs-tê-nio
·         psi-có-lo-go


Advérbio
Advérbio é a classe gramatical das palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio. Nunca modificam um substantivo. É a palavra invariável que indica as circunstâncias em que ocorre a ação verbal.
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios é a de grau, a saber:
§  Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - inconstitucionalissimamente, etc;
§  Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho, etc.

Os advérbios "bem" e "mal" admitem ainda o grau comparativo de superioridade, respectivamente, "melhor" e "pior".

 

 

Locuções adverbiais

Atendo-nos ao vocábulo “locução”, este nos remete à noção da existência de duas palavras exercendo a função de uma só classe de palavras. Semelhantemente às conjuntivas, prepositivas, verbais e adjetivas, as locuções adverbiais também se ocupam da já mencionada atribuição – representar o valor de um advérbio somente.

Atribuição esta que se deve à única e exclusivamente circunstância que expressam, tais como estas identificadas mediante os seguintes casos:

O professor saiu às pressas.
                               (circunstância de modo)

Ficaremos por aqui nestes próximos dias.
                     (circunstância de lugar)

Com certeza não participarei de todos os eventos. 
(circunstância de afirmação)

Outro aspecto de notória relevância é que determinadas locuções já possuem seus respectivos advérbios a que se correspondem, outras não necessariamente, como é o caso de “com certeza” – certamente; “às claras” – claramente; “de repente” – repentinamente.
Já em outros exemplos, representados por “à esquerda”, “de vez em quando”, dentre outros, não há este pormenor.

De forma a fazer com que este assunto se torne um tanto quanto familiar, analisemos outros casos que representam a particularidade gramatical em questão. Eis que são:




às vezes
às claras
à esquerda
à direita
ao fundo
à distância
ao vivo
a pé
às pressas
de repente
de súbito
por dentro 
por fora
por perto
de propósito
com clama
com certeza
sem dúvida
de propósito
lado a lado
passo a passo
ao longo



Uma locução adverbial ocorre quando duas ou mais palavras exercem função de advérbio. São conjuntos de palavras, geralmente introduzidas por uma preposição, que exercem a função de advérbio.

]Classificação

de tempo: à noite; à tarde; às vezes; de dia; de manhã; de noite; de quando em quando; de vez em quando; de tempos a tempos; em breve; por vezes
de lugar: à direita; à esquerda; à distância; ao lado; ao largo; de cima; de dentro; de fora; de longe; de perto; embaixo; em cima; para dentro; para onde; por ali; por aqui; por dentro; por fora; por perto
de modo: a custo; à pressa; à toa; à vontade; às avessas; às claras; às direitas; às escuras; ao acaso; a torto e a direito; ao contrário; a sós; de bom grado; de cor; de má vontade; em geral; em silêncio; em vão; etc.
de intensidade: de muito; de pouco; de todo
de afirmação: com certeza; com efeito; de facto; na verdade; sem dúvida, claro que sim, sempre etc
de negação: de forma alguma; de maneira nenhuma; de modo algum
de dúvida: quem sabe; ao acaso; etc.
de meio ou instrumento: cortar à faca; escrever à mão; andar a pé; viajar de avião; andar de bicicleta, navegar na wikipedia

Conjunção é uma das dez classes de palavras definidas pela gramática. As conjunções são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática, estabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de simples coordenação.[1]
São exemplos de conjunções: portanto, logo, pois, como, mas, e, embora, porque, entretanto, nem, quando, ora, que, porém, todavia, quer, contudo, seja, conforme.
Quando duas ou mais palavras exercem função de conjunção, dá-se-lhes o nome de locução conjuntiva. São exemplos de locuções conjuntivas: à medida que, apesar de, a fim de que.
As conjunções são classificadas de acordo a relação de dependência sintática dos termos que ligam. Se conectarem orações ou termos pertencentes a um mesmo nível sintático, são ditas conjunções coordenativas.
Quando conectam duas orações que apresentem diferentes níveis sintáticos, ou seja, uma oração é um membro sintático da outra, são chamadas de conjunções subordinativas.
Apesar de ser uma classe de palavras com muitas classificações, são poucas as conjunções propriamente ditas existentes. A maioria delas é de locuções conjuntivas (mais de uma palavra com a função de conjunção) ou palavras de outras classes gramaticais que às vezes exercem a função de conjunção em um período.
As conjunções ditas "essenciais" (isto é, palavras que funcionam somente como conjunção) são as seguintes: e, nem, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, ou,pois, porque, portanto, se, ora, apesar e como.
O que é Apêndice 
s.m. Parte anexa, acréscimo, prolongamento de uma parte principal: apêndice em forma de bico.
Suplemento no fim de uma obra.
Anatomia. Parte acessória de um órgão. O apêncie é um tubo estreito fechado numa das extremidades.

Dígrafos

O dígrafo é um fenômeno gramatical e fonético que ocorre quando duas letras  estão juntas na mesma palavra, e formam um único fonema (som). A palavra dígrafo vem do grego e é formada por di (dois) + grafo (escrever).
Os dígrafos da língua portuguesa são classificados em:

Dígrafos Vocálicos

O encontro de duas letras que formam um som apenas, sendo este um som vocálico.
Exemplos:
  • am: amparar, campo, pampa
  • an: antigo, sangue, antes
  • em: lembrar, sempre, empatar
  • en: encontrar, tento, vento
  • im: importar, limpo, símbolo
  • in: indicar, tingir, lindo
  • om: ombro, rombo, ponpa
  • on: ontem, tonto, onda
  • um: umbigo, bumbo, algum
  • un: fundo, tonto, mundo

Dígrafos Consonantais

O encontro de duas letras que formam apenas um som, sendo este um som consonantal.
Exemplos:
  • lh: alho, milho
  • nh: ninho, sonho, venho, banho
  • ch: chuva, China
  • rr: carro, barro, birra, burro, arroz
  • ss: assistir, assunto, assento, isso, assar
  • qu e gu (seguidos de e ou i): aquilo, guerra, águia, questão, quilo, querido
  • sc: descer, nascer, ascensão, descendente
  • sç: nasço, cresça
  • xc: exceção, excesso
  • xs: exsurgir, exsudar, exsuar
Dígrafos versus Encontros Consonantais
O Encontro consonantal, como o nome já indica, é o encontro de duas consoantes na mesma palavra. Desta forma:
a) poderíamos dizer que na palavra “ponto” há um econtro consonantal das consoantes “nt”?
A resposta é NÃO!
Nestes casos, a consoante N não funciona como consoante, nem mesmo tem som de consoante. Ela fará parte do dígrafo vocálico “on” (õ), e não constituirá um encontro consonantal.
b) pode-se dizer, ainda que na palavra “excesso” há um encontro consonantal das consoantes “xc”?
A resposta também é NÃO.
Neste outro caso, as duas consoantes em questão formam apenas um som, o que faz delas um dígrafo e portanto não nos permite caracterizar um encontro consonantal, visto que representam apenas uma consoante.

Hiato é o nome que se dá quando dois sons vocálicos estão em sílabas vizinhas.[1] O hiato diferencia-se de um ditongo e de um tritongo pelo fato de ser constituído por duas vogais e, consequentemente, ser pronunciado em dois esforços de voz.

[editar]Hiatos na língua portuguesa

Nota: a descrição abaixo dá-se ao português brasileiro (PotBr) e/ou ao português europeu (PotEu).
Na língua portuguesa encontramos hiatos nas seguintes sílabas, por exemplo:
§  reo /a.ˈɛ.ɾe.u/ (PB) /ɐ.ˈɛ.ɾi.u/ (PE)
§  leal /le.ˈaw/ (PB) /lɨ.ˈal/ (PE)
§  pior /pi.ˈɔʀ/ (PB) /pi.ˈɔɾ/ (PE)
§  raiz /ʀɐ.ˈiz/ (PB) /ʀɐ.ˈiʒ/ (PE)
§  rdo /ʀu.ˈi.du/
No entanto, no discurso rápido, na linguagem informal ou em certos dialectos alguns hiatos são transformados em ditongos. Ex.:
§  árdua /ˈaʀ.du.a/ >> /ˈaʀ.dwa/ (PB) /ˈaɾ.du.ɐ/ >> /ˈaɾ.d/ (PE)
§  diabo /di.ˈa.bu/ >> /ˈdja.bu/
§  espécie /is.ˈpɛ.si.i/ >> /is.ˈpɛ.sji/ (PB) /ɨʃ.ˈpɛ.si.ɨ/ >> /ɨʃ.ˈpɛ.s/ (PE)
§  leal /lɨ.ˈal/ >> /ˈljal/ (PE)
§  pátio /ˈpa.ti.u/ >> /ˈpa.tju/
§  pátria /ˈpa.tɾi.a/ >> /ˈpa.tɾja/ (PB) /ˈpa.tɾi.ɐ/ >> /ˈpa.tɾ/ (PE)
§  rio /ˈʀi.u/ >> /ˈʀiw/
§  sno /su.ˈi.nu/ >> /ˈswi.nu/
§  tênue /ˈte.nu.i/ >> /ˈte.nwi/ (PB) ténue /ˈtɛ.nu.ɨ/ >> /ˈtɛ.n/
§  vácuo /ˈva.ku.u/ >> /ˈva.kwu/
A passagem de um hiato para ditongo chama-se sinérese. O processo inverso chama-se diérese. Quando a passagem de um hiato para ditongo é feito entre duas palavras diferentes chama-sesinalefa, recurso frequentemente usado na poesia.

Ditongo é o nome que se dá à combinação de um som vocálico com um som semivocálico emitidos num só esforço de voz. O ditongo diferencia-se do hiato pelo fato de este último ser constituído por duas vogais e ser pronunciado em sílabas diferentes.
Quando a vogal antecede a semivogal denomina-se ditongo decrescente. Na língua portuguesa temos os seguintes ditongos decrescentes.Ex.:
§  leite /ˈlej.ti/ (PB) /ˈlɐj.tɨ/ (PE)
§  cai /ˈkaj/
§  dói /ˈdɔj/
§  foi /ˈfoj/
§  cuidado /kuj.ˈda.du/
§  viu /ˈviw/
§  meu /ˈmew/
§  céu /ˈsɛw/
§  mau /ˈmaw/
§  sou /ˈsow/ (em muitos dialetos não é pronunciado como ditongo, mas sim como uma vogal: /ˈso/)
Em muitos dialetos brasileiros, devido à Vocalização do fonema /l/ em fim de sílaba, também são considerados ditongos decrescentes os seguintes casos. Ex.:
§  funil /fu.ˈniw/
§  feltro /few.tɾu/
§  mel /ˈmɛw/
§  mal /ˈmaw/
§  Sol /ˈsɔw/
§  soldado /sow.ˈda.du/
§  azul /aˈzuw/
Os ditongos podem ser denominados ditongos nasais, se a vogal que contiverem for uma vogal nasal.Ex.:
§  quem /ˈkẽj/ (PB) /ˈkɐ̃j/ (PE)
§  mãe /ˈmɐ̃j/
§  põe /ˈpõj/
§  não /ˈnɐ̃w/
Quando a semivogal antecede a vogal denomina-se ditongo crescente. Segundo as convenções da língua portuguesa apenas são considerados ditongos estáveis os ditongos cujo primeiro elemento é a semivogal /w/, e quando estão precedidos dos sons /k/ ou /ɡ/. Ex.:
§  aguardar /aɡwaʀˈdaʀ/ (PB) /ɐɡɾˈdaɾ/ (PE)
§  igual /iˈɡwaw/ (PB) /iˈɡwal/
§  quase /ˈkwazi/ (PB) /ˈkwazɨ/ (PE)
§  quanto /ˈktu/
Os outros casos que na escrita costumam estar representados por «i» + vogal ou «u» mais vogal (ou, no português europeu, «e» + vogal ou «o» + vogal), costumam ser considerados comohiatos.
No caso de ditongos formados por u + i antecedidos de g ou q, a escrita não permite saber se se trata de um ditongo crescente ou de um decrescente, podendo haver uma ambiguidade. Por exemplo, a 3ª pessoa do presente do verbo arguir, (ele) argui (outrora escrita argúi, com ditongo decrescente), é escrita de forma idêntica à 1ª pessoa do pretérito perfeito, (eu) argui (outrora argüi, com ditongo crescente). Esta última forma só pode levar acento (arguí) se, em vez de ditongo, houver hiato entre o U e o I, porque as regras ortográficas estabelecem que nesses casos o I só leva acento se não formar ditongo com a vogal anterior. Por isso, Suíça leva acento (U e I não formam ditongo, mas hiato), mas linguiça não (já que U e I formam ditongo).
Um tritongo é uma sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre nessa ordem. Segundo as convenções da língua portuguesa apenas são considerados tritongos estáveis os tritongos cujo primeiro elemento é a semivogal /w/, e quando estão precedidos por dos sons /k/ ou /ɡ/. Ex.:
§  enxaguei /ĩʃaˈɡwej/ (PB) enxaguei /ẽʃaˈɡwɐj/ (PE)
§  quaisquer /kwajsˈkɛʀ/ (PB) /kwajʃˈkɛɾ/ (PE)
Também os tritongos podem ser tritongos nasais:
§  saguão /saˈɡwɐ̃w/
§  delínquem /deˈlĩkwẽj/ (PB) delinquem /dɨˈlĩk

Encontro vocálico é a junção de duas ou mais vogais dentro das palavras.
O encontro consonantal ocorre quando duas ou mais consoantes se encontram em uma palavra. Ou melhor, é quando duas ou mais consoantes estão em sequência, sem uma vogal entre elas.

Há dois tipos de encontros consonantais:

São puros ou perfeitos quando ocorrem em uma mesma sílaba: prato (pra-to), palavra (pa-la-vra), psicologia (psi-co-lo-gia), pneumático (pneu-má-ti-co), encontrar (en-con-trar), blusa (blu-sa), atleta (a- tle-ta), Bíblia (Bí-blia), e assim por diante.
São disjuntos ou imperfeitos quando estão em sílabas diferentes, ou seja, quando na divisão de sílabas ficam separados: alcançar (al-can-çar), subsolo (sub-so-lo), advogado (ad-vo-ga-do), aspecto (as -pec-to), apto (ap-to), costa (cos-ta), etc.

As interjeições são palavras invariáveis que exprimem estados emocionais, ou mais abrangente: sensações e estados de espírito; ou até mesmo servem como auxiliadoras expressivas para o interlocutor, já que, lhe permitem a adoção de um comportamento que pode dispensar estruturas linguísticas mais elaboradas.

As interjeições podem ser classificadas de acordo com o sentimento que traduzem. Os principais tipos de interjeição são aqueles que exprimem:
a) afugentamento: arreda!, fora!, passa!, sai!, roda!, rua!, toca!, xô!, xô pra lá!
b) alegria/contentamento: oh!, ah!, olá!, olé!, eta!, eia!, oba!, eba!, viva!, uhu!, eh! , gol!, que bom!, iupi!
c) advertência: alerta!, cuidado!, alto lá!, calma!, olha!, Fogo!
d) admiração: puxa!, nossa!, que coisa!, ah!, chi!, ih!, oh!, uh!, ué!, puxa!, uau!, caramba!, caraca!, putz!, gente!, céus!, uai!, horra!, nossa! (francês: ou la la)
e) alívio: ufa!, uf!, arre!, ah!, ainda bem!
f) animação/estímulo: coragem!, eia!, avante!, upa!, vamos!, firme!
g) apelo: alô!, olá!, ó!
h) aplauso: bis!, bem!, bravo!, viva!, apoiado!, fiufiu!, hup!, hurra!, isso!, muito bem!, parabéns!
i) agradecimento: graças a Deus!, obrigado!, obrigada!, agradecido!
j) chamamento: Alô!, hei!, olá!, psiu!, pst!, socorro!
k) estímulo: ânimo!, adiante!, avante!, eia!, coragem!, firme!, força!, toca!, upa!, vamos!
l) desculpa: perdão! desculpe!, desculpa!, mal!, foi mal!
m) desejo: oh!, oxalá!, tomara!, pudera!, queira Deus!, quem me dera!
n) despedida: adeus!, até logo!, bai-bai!, tchau!
o) dor: ai!, ui!, ai de mim!
p) dúvida: hum?, hem?, hã?
q) cessação: basta!, para!
r) invocação: alô!, ô, olá!, psiu!, socorro!, ei!
s) espanto: uai!, hi!, ali!, ué!, ih!, oh!, poxa!, quê!, caramba!, nossa!, opa!, Virgem!, xi!, terremoto!, barrabás!, barbaridade!, meu Deus!, menino Jesus!
t) impaciência: arre!, hum!, puxa!, raios!, hem!, diabo!, pô!
u) saudação: ave!, oi!, olá!, ora viva!, salve!, viva!, adeus!, alô!
v) saudade: ah!, oh!
w) silêncio: psiu!, silêncio!, calada!, psiu! (bem demorado), psit!, alto! basta! chega! quietos!
x) suspensão: alto!, alto lá!
y) terror/medo: credo!, cruzes!, Jesus!, que medo!, uh!, ui!, fogo!, barbaridade!, socorro!
z) interrogação: hei!?…

A compreensão de uma interjeição depende da análise do contexto em que ela aparece. Quando a interjeição é expressada com mais de um vocábulo, recebe o nome de locução interjetiva. Ora bolas!, cruz credo!, puxa vida!, valha-me Deus!, se Deus quiser! Macacos me mordam!
A interjeição é considerada palavra-frase, caracterizando-se como uma estrutura à parte. Não desempenha função sintática.
 Aposto
Primeiramente, vejamos o que é aposto. Observe a frase a seguir:

Manoel,
 português casado com minha prima, é um ótimo engenheiro.

Veja que o trecho “português casado com minha prima” está explicando quem é o sujeito da oração “Manoel”. Esse trecho é o aposto da oração.

Observe a próxima:

Foram eles,
 os meninos, que jogaram a bola no seu quintal ontem.

Mais uma vez temos um trecho (aposto) “os meninos” explicando um termo anterior: Foram eles... Eles quem? Os meninos.

Podemos concluir que o aposto
 é uma palavra ou expressão que explica ou que se relaciona com um termo anterior com a finalidade de esclarecer, explicar ou detalhar melhor esse termo.

Há alguns tipos de apostos:

 Explicativo: usado para explicar o termo anterior: Gregório de Matos, autor do movimento barroco, é considerado o primeiro poeta brasileiro.

 Especificador: individualiza, coloca à parte um substantivo de sentido genérico: Cláudio Manuel da Costa nasceu nas proximidades de Mariana, situada no estado de Minas Gerais.

 Enumerador: sequência de termos usados para desenvolver ou especificar um termo anterior: O aluno dever ir à escola munido de todo material escolar:borracha, lápis, caderno, cola, tesoura, apontador e régua.

 Resumidor: resume termos anteriores: Funcionários da limpeza, auxiliares, coordenadores, professores, todos devem comparecer à reunião. 

Vocativo
 

Observe as orações:

1.
 Amigos, vamos ao cinema hoje?
2.
 Lindos, nada de bagunça no refeitório!

Os termos “amigos” e “lindos” são vocativos, usados para se dirigir a quem escuta de formas ou intenções diferentes, como nos períodos anteriores: a utilização de um substantivo na primeira frase e de um adjetivo na segunda. Podemos concluir que:

Vocativo:
 é a palavra, termo, expressão utilizada pelo falante para se dirigir ao interlocutor por meio do próprio nome, de um substantivo, adjetivo (característica) ou apelido.

Figuras de Linguagem
São recursos usados pelo falante para realçar a sua mensagem.
1) ELIPSE – ZEUGMA
Veja os exemplos:
1-Na estante, livros e mais livros.
2-Ele prefere um 
passeio pela praia; eu, cinema.
No 1º exemplo temos uma elipse, já no 2º, a figura que aparece é o zeugma.
A elipse consiste na omissão de um termo que é facilmente identificado.
No exemplo 1, percebemos claramente que o verbo “haver” foi omitido.
No exemplo 2, ocorre zeugma, que é a omissão de um termo que já fora expresso anteriormente.
“Ele prefere um passeio pela praia;eu, (prefiro) cinema.”(Não houve necessidade de repetir o verbo, pois entendemos o recado).
2) PLEONASMO
Na oração: “Ela cantou uma canção linda!”, houve o emprego de um termo desnecessário, pois quem canta, só pode cantar uma canção.
Na famosa frase: “Vi com meus próprios olhos.”, também ocorre o mesmo.
Pleonasmo é a repetição de idéias
Exemplos:
Correm pelo parque as crianças da rua.
Na escada subiu o pintor.
As duas orações estão na ordem inversa.
O hipérbato consiste na inversão dos termos da oração.
Na ordem direta ficaria:
As crianças da rua correm pelo parque.
O pintor subiu na escada.
4) ANACOLUTO
É a falta de nexo que existe entre o início e o fim de uma frase.
Dois gatinhos miando no muro, conversávamos sobre como é complicada a vida dos animais.
Novas espécies de tubarão no Japão, pensava em como é misteriosa a natureza.
5) SILEPSE
É a concordância com a idéia e não com a palavra dita.
Pode ser: de gênero, número ou pessoa.
SILEPSE DE GÊNERO (masc./fem.)Vossa Excelência está admirado do fato?
O pronome de tratamento “Vossa Execelência” é feminino, mas o adjetivo “admirado” está no masculino. Ou seja, concordou com a pessoa a quem se referia (no caso, um homem).
Aqui temos o feminino e o masculino, logo, silepse de gênero.
SILEPSE DE NÚMERO (singular/plural)
Aquela multidão gritavam diante do ídolo.
Multidão está no singular, mas o verbo está no plural.
“Gritavam” concorda com a idéia de plural que está em “multidão”.
Mais exemplos.
A maior parte fizeram a prova.
A grande maioria estudam uma língua.
SILEPSE DE PESSOA
Todos estávamos nervosos.
Esta frase levaria o verbo normalmente para a 3ª pessoa (estavam – eles) mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa(nós).
Temos aqui 2 pessoas ( eles e nós ) logo, silepse de pessoa.
Mais exemplos:
As duas comemos muita pizza.(elas – nós)
Todos compramos chocolates e balas.(eles – nós)
Os brasileiros sois um povo solidário. (eles – vós)
Os cariocas somos muito solidários.(eles – nós)
6) METÁFORA – COMPARAÇÃO
1-Aquele homem é um leão.
Estamos comparando um homem com um leão, pois esse homem é forte e corajoso como um leão.
2-A vida vem em ondas como o mar.
Aqui também existe uma comparação, só que desta vez é usado o conectivo comparativo: como.
O exemplo 1 é uma metáfora e o exemplo 2 é uma comparação.
Exemplos de matáfora.
Ele é um anjo.
Ela uma flor.
Exemplos de comparação.
A chuva cai como lágrimas.
A mocidade é como uma flor.
Metáfora: sem o conectivo comparativo.
Comparação: com o conectivo (como, tal como, assim como)
Aqui também existe a comparação, só que desta vez ela é mais objetiva.
Ele gosta de ler Agatha Christie.
Ele comeu uma caixa de chocolate.
(Ele comeu o que estava dentro da caixa)
A velhice deve ser respeitada.
Pão para quem tem fome.(“Pão” no lugar de “alimento”)
Não tinha teto em que se abrigasse.(“Teto” em lugar de “casa”)
8) PERÍFRASE – ANTONOMÁSIA
A Cidade Maravilhosa recebe muitos turistas durante o carnaval.
O Rei das Selvas está bravo.
A Dama do Suspense escreveu livros ótimos.
O Mestre do Suspense dirigiu grandes clássicos do cinema.
Nos exemplos acima notamos que usamos expressões especiais para falar de alguém ou de algum lugar.
Cidade Maravilhosa: Rio de Janeiro
Rei das Selvas: Leão
A Dama do Suspense: Agatha Christie
O Mestre do Suspense: Alfred Hitchcock
Quando usamos esse recurso estamos empregando a perífrase ou antonomásia.
Perífrase, quando se tratar de lugares ou animais.
Antonomásia, quando forem pessoas
9) CATACRESE
A catacrese é o emprego impróprio de uma palavra ou expressão por esquecimento ou ignorância do seu real sentido.
Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
A asa da xícara quebrou-se.
O pé da mesa estava quebrado.
Vou colocar um fio de azeite na sopa.
10) ANTÍTESE
Emprego de termos com sentidos opostos.
Ela se preocupa tanto com o passado que esquece o presente.
A guerra não leva a nada, devemos buscar a paz.
11) EUFEMISMO
Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu dinheiro.
Acho que não fui feliz nos exames.
O intuito dessas orações foi abrandar a mensagem, ou seja, ser mais educado.
No exemplo 1 o verbo “roubar” foi substituído por uma expressão mais leve.
O mesmo ocorre co o exemplo 2 , “reprovado “ também foi substituído por uma expressão mais leve.
12) IRONIA
Que homem lindo! (quando se trata, na verdade, de um homem feio.)
Como você escreve bem, meu vizinho de 5 anos teria feito uma redação melhor!
Que bolsa barata, custou só mil reais!
É o exagero na afirmação.
Já lhe disse isso um milhão de vezes.
Quando o filme começou, voei para casa.
14) PROSOPOPÉIA
Atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e inanimados.
A formiga disse para a cigarra: ” Cantou…agora dança!”

 

FIGURAS DE PALAVRA

As figuras de palavra são figuras de linguagem que consistem no emprego de um termo com sentido diferente daquele convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito mais expressivo na comunicação.
São figuras de palavras:
             a) comparação       e) catacrese
             b) metáfora             f) sinestesia 
             c) metonímia          g) antonomásia
             d) sinédoque          h) alegoria
Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados por conectivos comparativos explícitos - feito, assim como, tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem - e alguns verbos - parecer, assemelhar-se e outros.
Exemplos: "Amou daquela vez como se fosse máquina. 
                       
 Beijou sua mulher como se fosse lógico.
Metáfora: Ocorre metáfora quando um termo substitui outro através de uma relação de semelhança resultante da subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo não está expresso, mas subentendido.
Exemplo: "Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrairpérolas, que é a razão."
Metonímia: Ocorre metonímia quando há substituição de uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação mútua. Tal substituição fundamenta-se numa relação objetiva, real, realizando-se de inúmeros modos:
           http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gif a causa pelo efeito e vice-versa:
            "E assim o operário ia
            Com suor e com cimento 2
            Erguendo uma casa aqui
            Adiante um apartamento."
           
 2 Com trabalho.
          http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gif o lugar de origem ou de produção pelo produto:
            Comprei uma garrafa do legítimo
 porto 3.
           
 3 O vinho da cidade do Porto.
           http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gif o autor pela obra:
            Ela parecia ler
 Jorge Amado 4.
           
 4 A obra de Jorge Amado.
           http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gif o abstrato pelo concreto e vice-versa:
            Não devemos contar com o seu
 coração 5.
               5
 Sentimento, sensibilidade.
Sinédoque: Ocorre sinédoque quando há substituição de um termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido usual da palavra numa relação quantitativa. Encontramos sinédoque nos seguintes casos:
http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gif o todo pela parte e vice-versa:
"
A cidade inteira 1 viu assombrada, de queixo caído, o pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos2 de seu cavalo."
 
 1 O povo.       2 Parte das patas.
http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gif o singular pelo plural e vice-versa:
O paulista 3 é tímido; o carioca 4, atrevido. 
 
 3 Todos os paulistas 4 Todos os cariocas.
http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gif o indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum):
Para os artistas ele foi um
 mecenas 5.
  
 5 Protetor.
Modernamente, a metonímia engloba a sinédoque.
Catacrese: A catacrese é um tipo de especial de metáfora, "é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente nenhum vestígio de inovação, de criação individual e pitoresca. É a metáfora tornada hábito lingüístico, já fora do âmbito estilístico."  (Othon M. Garcia)
Exemplos: folhas de livro, pele de tomate, dente de alho, montar em burro, céu da boca, cabeça de prego,mão de direção, ventre da terra, asa da xícara, sacar dinheiro no banco.
Sinestesia: A sinestesia consiste na fusão de sensações diferentes numa mesma expressão. Essas sensações podem ser físicas (gustação, audição, visão, olfato e tato) ou psicológicas (subjetivas).
Exemplo: "A minha primeira recordação é um muro velho, no quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha verde [sensação visual] e úmida, macia[sensações táteis], quase irreal."   (Augusto Meyer)
Antonomásia: Ocorre antonomásia quando designamos uma pessoa por uma qualidade, característica ou fato que a distingue.
Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, alcunha ou cognome, cuja origem é umaposto (descritivo, especificativo etc.) do nome próprio.
Exemplos:
"E ao
 rabi simples1, que a igualdade prega,
Rasga e enlameia a túnica inconsútil;
 1
 Cristo
Pelé (= Edson Arantes do Nascimento)
O poeta dos escravos (= Castro Alves)
O Dante Negro (= Cruz e Souza)
O Corso (= Napoleão)
 
Alegoria: A alegoria é uma acumulação de metáforas referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética que consiste em expressar uma situação global por meio de outra que a evoque e intensifique o seu significado. Na alegoria, todas as palavras estão transladadas para um plano que não lhes é comum e oferecem dois sentidos completos e perfeitos - um referencial e outro metafórico.
Exemplo: "A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a orquestra é excelente... (Machado de Assis)


FIGURAS DE HARMONIA 

Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos produzidos na linguagem quando há repetição de sons ou, ainda, quando se procura "imitar"sons produzidos por coisas ou seres.
As figuras de linguagem de harmonia ou de som são: 
            a) aliteração               c) assonância
            b) paronomásia           d) onomatopéia 
Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em posição inicial da palavra.
Exemplo: "Toda gente homenageia Januária na janela."
Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da mesma vogal ao longo de um verso ou poema.
Exemplo: "Sou Ana, da cama
               
 da cana, fulana, bacana
               
 Sou Ana de Amsterdam."
Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução de sons semelhantes em palavras de significados diferentes.
Exemplo: "Berro pelo aterro pelo desterro
               
 berro por seu berro pelo seu erro
                    
 quero que você ganhe que você me apanhe
                     
 sou o seu bezerro gritando mamãe."
Onomatopéia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído ou som.
Exemplo: "O silêncio fresco despenca das árvores.
               
 Veio de longe, das planícies altas,
               
 Dos cerrados onde o guaxe passe rápido...
               
 Vvvvvvvv... passou." 


FIGURAS DE PENSAMENTO

As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico.
São figuras de linguaem de pensamento: 
            a) antítese         d) apóstrofe      g) paradoxo
         
   b) eufemismo    e) gradação       h) hipérbole
           
 c) ironia             f) prosopopéia   i) perífrase
Antítese: Ocorre antítese quando há aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos.
Exemplo: "Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições trocadas. Uns nos querem mal, e fazem-nosbem. Outros nos almejam o bem, e nos trazem o mal." (Rui Barbosa)
Apóstrofe: Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e é utilizada para dar ênfase à expressão.
Exemplo: "Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?" (Castro Alves)
Paradoxo: Ocorre paradoxo não apenas na aproximação de palavras de sentido oposto, mas também na de idéias que se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade enunciada com aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é outra designação para paradoxo.
Exemplo: "Amor é fogo que arde sem se ver;
                É
 ferida que dói e não se sente;
                É um contentamento descontente;
                É dor que desatina sem doer;" (Camões)
Eufemismo: Ocorre eufemismo quando uma palavra ou expressão é empregada para atenuar uma verdade tida como penosa, desagradável ou chocante.
Exemplo: "E pela paz derradeira1 que enfim vai nos redimir Deus lhe pague" (Chico Buarque)
   
            1 paz derradeira: morte
Gradação: Ocorre gradação quando há uma seqüência de palavras que intensificam uma mesma idéia.
Exemplo: "Aqui... além... mais longe por onde eu movo o passo." (Castro Alves)
Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma idéia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de impacto.
Exemplo: "Rios te correrão dos olhos, se chorares!" (Olavo Bilac)
Ironia:  Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa ou sarcástica.
Exemplo: "Moça linda, bem tratada,
                três séculos de família,
                burra como uma porta:
    
            um amor." (Mário de Andrade)
Prosopopéia:  Ocorre prosopopéia (ou animização ou personificação) quando se atribui movimento, ação, fala, sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a seres inanimados ou imaginários.
Também a atribuição de características humanas a seres animados constitui prosopopéia o que é comum nas fábulas e nos apólogos, como este exemplo de Mário de Quintana: "O peixinho (...) silencioso e levemente melancólico..."
Exemplos: "... os rios vão carregando as queixas do caminho." (Raul Bopp)
                   Um frio inteligente (...) percorria o jardim..."  (Clarice Lispector)
Perífrase: Ocorre perífrase quando se cria um torneio de palavras para expressar algum objeto, acidente geográfico ou situação que não se quer nomear.
Exemplo: "Cidade maravilhosa
                 Cheia de encantos mil
     
            Cidade maravilhosa
                Coração do meu Brasil." (André Filho)


FIGURAS DE SINTAXE

As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a desvios em relação à concordância entre os termos da oração, sua ordem, possíveis repetições ou omissões.
Elas podem ser construídas por:
a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma;
b)
 repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto;
c)
 inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage;
d)
 ruptura: anacoluto;
e)
 concordância ideológica: silepse. 
Portanto, são figuras de linguagem de construção ou sintaxe: 
             a) assíndeto        e) elipse            i) zeugma 
             b) anáfora            f) pleonasmo     j) polissíndeto
  
           c) anástrofe         g) hiperbato       l) sínquise
            
 d) hipálage          h) anacoluto     m) silepse
Assíndeto: Ocorre assíndeto quando orações ou palavras deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, aparecem justapostas ou separadas por vírgulas.
Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato, por exigência das pausas rítmicas (vírgulas).
Exemplo: "Não nos movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, fundindo-se." (Machado de Assis)
Elipse: Ocorre elipse quando omitimos um termo ou oração que facilmente podemos identificar ou subentender no contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções, preposições ou verbos. É um poderoso recurso de concisão e dinamismo.
Exemplo: "Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias coloridas." 
                   1
 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de sandálias...)
Zeugma: Ocorre zeugma quando um termo já expresso na frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição.
Exemplo: "Foi saqueada a vida, e assassinados os partidários dos Felipes." 1
    
               1 Zeugma do verbo: "e foram assassinados..."
Anáfora: Ocorre anáfora quando há repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou verso.
Exemplo: "Depois o areal extenso...
                Depois o oceano de pó...
                Depois no horizonte imenso
                Desertos... desertos só..."
 (Castro Alves)
Pleonasmo: Ocorre pleonasmo quando há repetição da mesma idéia, isto é, redundância de significado.
a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para reforçar uma idéia, tanto do ponto de vista semântico quanto do ponto de vista sintático. Usado como um recurso estilístico, enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem.
Exemplo: "Iam vinte anos desde aquele dia
                Quando
 com os olhos eu quis ver de perto
     
            Quando em visão com os da saudade via." (Alberto de Oliveira)
                "Ó mar salgado, quando do teu sal
       
            São lágrimas de Portugal" (Fernando Pessoa)
b) Pleonasmo vicioso: É o desdobramento de idéias que já estavam implícitas em palavras anteriormente expressas. Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de reforço de uma idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do sentido real das palavras.
Exemplos: subir para cima, entrar para dentro, repetir de novo, ouvir com os ouvidos, hemorragia de sangue, monopólio exclusivo, breve alocução, principal protagonista 
Polissíndeto: Ocorre polissíndeto quando há repetição enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige a norma gramatical ( geralmente a conjunção e). É um recurso que sugere movimentos ininterruptos ou vertiginosos.
Exemplo: "Vão chegando as burguesinhas pobres,
                e as criadas das burguesinhas ricas
    
            e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza." (Manuel Bandeira)
Anástrofe: Ocorre anástrofe quando há uma simples inversão de palavras vizinhas (determinante / determinado).
Exemplo: "Tão leve estou 1 que nem sombra tenho." (Mário Quintana)
               
 1 Estou tão leve...
Hipérbato: Ocorre hipérbato quando há uma inversão completa de membros da frase.
Exemplo: "Passeiam à tarde, as belas na Avenida. " 1 (Carlos Drummond de Andrade)
              
 1 As belas passeiam na Avenida à tarde. 
Sínquise: Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta de distantes partes da frase. É um hipérbato exagerado.
Exemplo: "A grita se alevanta ao Céu, da gente. " 1  (Camões)
               
 1 A grita da gente se alevanta ao Céu.
Hipálage: Ocorre hipálage quando há inversão da posição do adjetivo: uma qualidade que pertence a uma objeto é atribuída a outro, na mesma frase. 
Exemplo: "... as lojas loquazes dos barbeiros." 2 (Eça de Queiros)
               
 2 ... as lojas dos barbeiros loquazes.
Anacoluto: Ocorre anacoluto quando há interrupção do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a seqüência lógica. A construção do período deixa um ou mais termos - que não apresentam função sintática definida - desprendidos dos demais, geralmente depois de uma pausa sensível.
Exemplo: "Essas empregadas de hoje, não se pode confiar nelas." (Alcântara Machado)
Silepse: Ocorre silepse quando a concordância não é feita com as palavras, mas com a idéia a elas associada.
a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino).
Exemplo: "Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito." (Guimarães Rosa) 
b) Silepse de número: Ocorre quando há discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural).
Exemplo: Corria gente de todos lados, e gritavam." (Mário Barreto) 
c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve se inclui no sujeito enunciado.
Exemplo: "Na noite seguinte estávamos reunidas algumas pessoas." (Machado de Assis)
Autoria: Norberto Gonçalves
Figuras de Estilo

Aliteração – Repetição de sons consonânticos.
Exemplo:
Fogem fluindo à fina-flor dos fenos.” (Eugénio de Castro)
“Na messe, que enlourece, estremece a quermesse.” (Eugénio de Castro)

Assonância – Repetição de sons vocálicos.
Exemplo:
“Sino de Belém, pelos que inda vêm!
Sino de Belém bate bem-bem-bem.
Sino da Paixão, pelos que lá vão!
Sino da Paixão bate bão-bão-bão.”
(Manuel Bandeira, Poesia Completa e Prosa)

Onomatopeia – Conjunto de sons que reproduzem ruídos do mundo físico. Este conjunto de sons pode formar palavras com sentido (palavras onomatopaicas).
Exemplo:
Bramindo o negro mar de longe brada.” (Camões)

Anáfora – Repetição de uma ou mais palavras no início de verso ou de período.
Exemplo:
Toda a manhã/fui a flor/impaciente/por abrir. /Toda a manhã/fui ardor/do sol/no teu telhado. “ (Eugénio de Andrade)
“É brando o dia, brando o vento.
É brando o Sol e brando o céu.” (Fernando Pessoa)

Assíndeto – Supressão das partículas de ligação (vírgula, virgula,)
Exemplo:
“Quero perder-me neste Pisão, nesta Pereiraneste Desterro.” (Vitorino Nemésio)
“Eu hoje estou cruel, frenéticoexigente.” (Cesário Verde)

Polissíndeto – Repetição dos elementos de ligação entre palavras.
Exemplo:
“Aqui no pátio na rua no vapor no comboio e no jardim onde quer que nos encontremos.” (Sebastião da Gama)
E crescer e saber e ser e haver
E perder e sofrer e ter terror.” (Vinicius de Morais)

Anástrofe – Inversão da ordem directa das palavras.
Exemplo:
“Tirar Inês ao mundo determina.” (Camões)

Hipérbato – Inversão violenta da ordem dos elementos na frase.
Exemplo:
“Casos/Duros que Adamastor contou futuros.” (Camões)
“Estas sentenças tais o velho honrado Vociferando estava.” (Camões)

Paralelismo ou simetria – Repetição do esquema ou construção da frase ou do verso.
Exemplo:
Meu amor! Meu amante! Meu amigo!” (Florbela Espanca)
 “E agora José? A festa acabou/a apagou/o povo sumiu/a noite esfriou/e agora José? E agora Joaquim? /Está sem mulher/está sem discurso/está sem caminho…” (Carlos Drummond de Andrade)
 “Ondas do mar de Vigo,
Se vistes o meu amigo,
E ai Deus se virá cedo!
Ondas do mar levado,
Se vistes meu amado,
Ai Deus se virá cedo!” (Martim Codax)

Pleonasmo – Repetição de uma ideia já expressa.
Exemplo:
Vi, claramente visto, o lume vivo.” (Camões)
 “Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!” (Fernando Pessoa)

Quiasmo – Estrutura cruzada de quatro elementos, agrupados dois a dois. Assim, o segundo grupo apresenta os mesmos elementos do primeiro, mas invertendo a ordem (J.M. Castro Pinto).
Exemplo:
“Joana flores colhia/Joana colhia cuidado.” (Bernardim Ribeiro)
 “Mais dura, mais cruel, mais rigorosa,
(…)
Mais rigoroso, mais cruel, mais duro.” (Jerónimo Baía)

Antítese – Apresentação de um contraste entre duas ideias ou coisas. Repare-se nesta sequência de antíteses:
Exemplo:
Ganhe um momento o que perderam anos/Saiba morrer o que viver não soube!” (Bocage)
“Ali, àquela luz ténue e esbatida, ele exalava a sua paixão crescente e escondia o seu fato decadente.” (Eça de Queirós)
“O mito é o nada que é tudo.” (Fernando Pessoa)

Paradoxo – Um mesmo elemento produz efeitos opostos.
Exemplo:
“Que puderam tornar o fogo frio.”
Que saudade, gosto amargo.”

Apóstrofe ou Invocação – Interpelação a alguém ou a alguma coisa personificada.
Exemplo:
Ó glória de mandaró vá cobiça/Desta vaidade a quem chamamos fama. ” (Camões)
“Bem puderas, ó Sol, da vista destes…” (Camões)
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!” (Fernando Pessoa)

Comparação – Consiste na relação de semelhança entre duas ideias ou coisas, através de uma palavra ou expressão comparativa ou de verbos a ela equivalentes (parecer, lembrar, assemelhar-se, sugerir).
Exemplo:
“O génio é humilde como a natureza.” (M. Torga)
“A rua […] parece um formigueiro agitado.” (Érico Veríssimo)
 “Eu toco a solidão como uma pedra.” (Sophia de Mello Breyner Andresen)

Eufemismo – Dizer de uma forma suave uma ideia ou realidade desagradável.
Exemplo:
“…Só porque lá os velhos apanham de quando em quando uma folha de couve pelas hortas, fazem de nós uns Zés do Telhado!” (Aquilino Ribeiro)
Tirar Inês ao mundo determina.” (Camões)

Disfemismo – Dizer de forma violenta aquilo que poderia ser apresentada de uma forma mais suave.
Exemplo:
“Esticar o pernil.”
“ – Foi. Enfurecendo-se, estourou. É dos livros…
– Se não se tivesse zangado hoje…
– Estourava amanhã. Estava nas últimas… Deixa em paz a criatura.
Está começando a esta hora a apodrecer, não a perturbemos.” (Eça de Queirós)

Enumeração – Apresentação sucessiva de vários elementos.
Exemplo:
“Deu sinal a trombeta castelhana/Horrendoferoingente e temeroso.” (Camões)

Gradação – Disposição dos termos por ordem progressiva no seio de uma enumeração. Pode ser crescente oudecrescente.
Exemplo:
“Duro, seco, estéril monte…” (Camões)
”O Chico Avelar é bom moço; mas o pai é tacanho, um bana bóia…! Tem medo de tudo; é um capacho debaixo dos pés de certos senhores da cidade. Quanto á fortuna de dona Carolina Amélia, […] bem sabes como aquilo estava:capitais espalhadosrendas em atrasocasas a cair…” (Vitorino Nemésio)

Hipálage – Atribuição a um ser ou coisa de uma qualidade ou acção logicamente pertencente a outro ser.
Exemplo:
“As tias faziam meias sonolentas.” (Eça de Queirós)
 “Dá-me cá esses ossos honrados.” (Eça de Queirós)

Personificação – Atribuição de qualidades ou comportamentos humanos a seres que o não são.
Exemplo:
“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal.” (Fernando Pessoa)
 “Havia na minha rua/Uma árvore triste.” (Saúl Dias)
 “Também, choram [as ondas] todo o dia, /Também se estão a queixar. /Também, á luz das estrelas, / toda a noite asuspirar!” (Antero de Quental)

Hipérbole – Ênfase resultante do exagero.
Exemplo:
“Se aquele mar foi criado num só dia, eu era capaz de o escoar numa só hora.” (Agustina Bessa - Luís)
Ela só viu as lágrimas em fio/que duns e doutros olhos derivadas/se acrescentaram em grande e largo rio.” (Camões)

Ironia – Figura que sugere o contrário do que se quer dizer.
Exemplo:
Senhora de raro aviso e muito apontada em amanho da casa e ignorante mais que o necessário para ter juízo.” (Camilo Castelo Branco)
“A Câmara Municipal do Porto, com uma nobre solicitude pelo peixe, para quem parece ser uma extremosa mãe, ereceando com um carinho assustadoque o peixe se constipasse […] construiu-lhe uma praça fechada.” (Eça de Queirós)

Metáfora – Comparação de dois termos, seguida de uma identificação.
Exemplo:
“A menina Vilaça, A loura, vestida de branco, simples, fresca, com o seu ar de gravura colorida.” (Eça de Queirós)

Sinédoque – Variante de metonímia, pela qual se exprime o todo pela parte ou vice-versa.
Exemplo:
“…a Ocidental praia Lusitana.” (Camões)
“…novo temor da Moura lança.” (Camões)

Sinestesia – Fusão de percepções relativas a dados sensoriais de sentidos diferentes.
Exemplo:
“Da luz, do bem, doce clarão irreal.” (Camilo Pessanha)
 “…delicioso aroma selvagem.” (Almeida Garrett)
“Tinha um sorriso amargo.” (Eça de Queirós)

Rima – Repetição de sons (não de letras) no fim dos versos ou no seu interior.

Ritmo – Rápido, lento, melancólico, binário, ternário…

Métrica – Pode não ser indiferente o número de sílabas métricas (contadas até à última sílaba tónica). A métrica mais usada em Camões: redondilha maior e menor (versos de sete e cinco sílabas, respectivamente) e decassílabo(no soneto e n’Os Lusíadas).

Elipse – Omissão de uma palavra (um adjectivo, um verbo, etc.) que subentende.
Exemplo:
Quero perder-me neste Pisão, nesta Pereira, neste Desterro.” (Vitorino Nemésio)
Equivalente a: Quero perder-me neste Pisão, [quero perder-me] nesta Pereira, [quero perder-me] neste Desterro.

Alegoria – Coisificação de um conceito abstracto: «o polvo» (=a hipocrisia e traição), no Sermão de Santo António (Pe. António Vieira), é uma alegoria.
Exemplo:
“…tão grande sandice é […] desprezar o estado das virtudes, e escolher o estado dos pecados, como seria se algum quisesse passar algum rio perigoso e tormentoso e achasse duas barcasuma forte e segura e mui bem aparelhada, e em que raramente algum se perde, […] e outra velha, fraca, podre, rota em que todos se perdem, e alguns poucos se salvam”. (D.Duarte)

Animismo – Atribuição de vida a seres inanimados.
Exemplo:
“Plácida, a planície adormece, lavrada ainda de restos de calor.” (Virgílio Ferreira)

Imagem – Recurso a aspectos sensoriais para, a partir daí, provocar uma forte evocação afectiva (José M. de Castro Pinto).
Exemplo:
“Para os vales poderosamente cavados, desciam bandos de arvoredos, tão copados e redondos, de um verde tão moçoque eram como um musgo macio onde apetecia cair e rolar.” (Eça de Queirós)
“Um polvo de pânico desdobra-se pelos fios.” (José Gomes Ferreira)

Interrogação – Questão retórica, isto é, não visa uma resposta, antes procura dar ênfase e criar expectativa.
Exemplo:
“Sou por ele [retrato] possuído? /Ou ele me possui?” (Raul de Carvalho)

Metonímia – Emprego de um vocábulo por outro, com o qual estabelece uma relação de contiguidade (o continente pelo conteúdo; o lugar pelo produto, o autor pela sua obra, etc.).
Exemplo:
Tomar um copo (=um copo de vinho). Beber um Porto (=um cálice de vinho do Porto).
Ando a ler Eugénio de Andrade (=a obra de…)
[Os madeireiros] “trabalham nesta praça contra a clorofila.” (Carlos de Oliveira)
“O excomungado não tem queda para as letras.” (=estudo) (Aquilino Ribeiro)

Perífrase – Figura que consiste em dizer por muitas palavras o que poderia ser dito em algumas ou alguma.
Exemplo:
“Tenho estado doente. Primeiramente, estômago – e depois, um incómodo, um abcesso naquele sítio em que se levam os pontapés…” (Eça de Queirós)

O uso dos porquês é um assunto muito discutido e traz muitas dúvidas. Com a análise a seguir, pretendemos esclarecer o emprego dos porquês para que não haja mais imprecisão a respeito desse assunto.

Por que

O por que tem dois empregos diferenciados:

Quando for a junção da preposição
 por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:

Exemplos:
 Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
Não sei
 por que não quero ir. (por qual motivo)

Quando for a junção da preposição
 por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.

Exemplo:
 Sei bem por que motivo permaneci neste lugar. (pelo qual)

Por quê

Quando
 vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quêdeverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.

Exemplos:
 Vocês não comeram tudo? Por quê?
Andar cinco quilômetros, por quê?
 Vamos de carro.

Porque

É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, “para que”.

Exemplos:
 Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois)
Não vá fazer intrigas
 porque prejudicará você mesmo. (uma vez que)

Porquê

É
 substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.

Exemplos:
 O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrado. (motivo)
Diga-me um
 porquê para não fazer o que devo. (uma razão)

Ortografia – MAU ou MAL?

a)    MAU é um adjetivo e se opõe a BOM:
“Ele é um mau profissional.” (x bom profissional);
“Ele está de mau humor.” (x bom humor);
“Ele é um mau-caráter.” (x bom caráter);
“Tem medo do lobo mau.” (x lobo bom);
b)    MAL pode ser:
1.    advérbio (=opõe-se a BEM):
“Ele está trabalhando mal.” (x trabalhando bem);
“Ele foi mal treinado.” (x bem treinado);
“Ele está sempre mal-humorado.” (x bem-humorado);
“A criança se comportou muito mal.” (x se comportou muito bem);
2.    conjunção (=logo que, assim que, quando):
“Mal você chegou, todos se levantaram.” (=Assim que você chegou);
“Mal saiu de casa, foi assaltado.” (=Logo que saiu de casa);
3.    substantivo (=doença, defeito, problema):
“Ele está com um mal incurável.” (=doença);
“O seu mal é não ouvir os mais velhos.” (=defeito).
Na dúvida, use o velho “macete”:
MAL  x  BEM;
MAU  x  BOM.
Exercício – Complete as frases a seguir com MAL ou MAU:
1.
 Ele é um ______ profissional.
2.
 Ele está trabalhando ______.
3.
 O chefe está de ______  humor.
4.
 O chefe está sempre ______ -humorado.
5.
 O empregado foi ______ treinado.
6.
 ______ chegou ao escritório, teve o desprazer de encontrar a ex-esposa.
7.
 ______ saiu de casa, foi assaltado.
8.
 ______ foi contratado, já demonstrou suas qualidades.
9.
 Houve um terrível ______-estar.
10.
 Ele é um grande ______-caráter.
11.
 Comportou-se muito ______ durante a reunião.
12.
 Sempre foi um ______ aluno.
13.
 O seu ______ é não ouvir os mais velhos.
14.
 Você não sabe o ______ que ela me faz.
15.
 Ela está com um ______ incurável.
16.
 Sofreu um ______ súbito.
17.
 Ele ______ adivinha o que pode lhe acontecer.
18.
 A velhinha ______ saía de casa.
19.
 Um falava bem; o outro, muito ______.
20.
 Um era bom; o outro, muito ______.
Respostas
Exercício 2 – Complete as frases a seguir com MAL ou MAU:
1.
 Ele é um MAU profissional.
2.
 Ele está trabalhando MAL.
3.
 O chefe está de MAU humor.
4.
 O chefe está sempre MAL-humorado.
5.
 O empregado foi MAL treinado.
6.
 MAL chegou ao escritório, teve o desprazer de encontrar a ex-esposa.
7.
 MAL saiu de casa, foi assaltado.
8.
 MAL foi contratado, já demonstrou suas qualidades.
9.
 Houve um terrível MAL-estar.
10.
 Ele é um grande MAU-caráter.
11.
 Comportou-se muito MAL durante a reunião.
12.
 Sempre foi um MAU aluno.
13.
 O seu MAL é não ouvir os mais velhos.
14.
 Você não sabe o MAL que ela me faz.
15.
 Ela está com um MAL incurável.
16.
 Sofreu um MAL súbito.
17.
 Ele MAL adivinha o que pode lhe acontecer.
18.
 A velhinha MAL saía de casa.
19.
 Um falava bem; o outro, muito MAL.
20.
 Um era bom; o outro, muito MAU.
Teste de ORTOGRAFIA

Em cada questão, assinale a única opção que apresenta
 ERRO de grafia:
1) (a) Isso aconteceu agora há pouco;
(b) Ela chegará daqui há pouco;
(c) O hotel fica a poucos quilômetros do aeroporto;
(d) Há muita gente que não acredita no projeto;
(e) Há muitos anos que não nos vemos.
2) (a) Há cerca de dez mil manifestantes na Cinelândia;
(b) Não nos vemos há cerca de dez anos;
(c) Só nos veremos daqui a cerca de dois meses;
(d) O hotel fica a cerca de 20 quilômetros do aeroporto;
(e) Os diretores discutiam a cerca do novo projeto.
3) (a) Ele mora no andar de cima;
(b) Ela mora no andar de baixo;
(c) O cheque está debaixo da agenda;
(d) Ele se escondeu embaixo da mesa.
(e) O contrato ficou encima da sua mesa.
4) (a) Ele ocupa um cargo abaixo do meu;
(b) Ela me olhava de alto a baixo;
(c) Ela me olhava de baixo para cima;
(d) A temperatura estava abaixo de zero;
(e) A modelo não usava nada de baixo da saia.
5) (a) Vieram mais convidados que o esperado;
(b) Não eram más ideias;
(c) O projeto era muito interessante, mais a verba é insuficiente;
(d) E agora, diretamente de Congonhas, mais notícias;
(e) E agora más notícias, diretamente de Congonhas.
Respostas

1.
 B – Ele chagará daqui a pouco;
2.
 E – Os diretores discutiam acerca do novo projeto;
3.
 E – O contrato ficou em cima da mesa;
4.
 E – A modelo não usava nada debaixo da saia;
5.
 C – O projeto era muito interessante, mas a verba é insuficiente.

Antes de aprender como funciona a acentuação gráfica, é importante entender alguns dos termos utilizados na Língua Portuguesa.

Sílaba

Vogal ou conjunto de fonemas que se pronunciam numa só emissão de voz.
Toda sílaba na Língua Portuguesa possui uma vogal.


As sílabas podem ser classificadas como:


Átona: Pronunciada com menor intensidade. 


Tônica: Pronunciada com maior intensidade.

Encontros Vocálicos

Ditongo - duas vogais em uma única sílaba (não se separam).
  • Exemplo: oi, saudade, frei.
Tritongo - três vogais em uma única sílaba (não se separam).
  • Exemplo: Paraguai, Jóquei.
Hiato - duas vogais em sílabas vizinhas.
  • Exemplo: saúde, coordenar, faísca.

Classificação quanto ao número de sílabas

Monossílabo: vocábulo formado por uma só sílaba.
  • Exemplo: mar, eu, é.
Dissílabos: vocábulo formado por duas sílabas.
  • Exemplo: dedo, café, baú.
Trissílabos: vocábulo formado por três sílabas.
  • Exemplo: príncipe, lâmpada, óculos.
Polissílabos: vocábulo formado por quatro ou mais sílabas.
  • Exemplo: maravilhoso, atropelamento, estúpido.

A acentuação

Monossílabos Átonos


Nunca são acentuados graficamente.
  • Exemplo: o, a, os, as, um, uns, me, te, se, lhe, lhes, nos, que, com, de, por, sem, sob, mas, nem, e.

Acentuação Tônica

Toda palavra tem uma sílaba que é pronunciada com mais intensidade que as outras.
Essa sílaba é chamada de sílaba tônica.
A sílaba tônica pode ocupar diferentes posições e, de acordo com essa colocação, ser classificada como: oxítona, paroxítona, proparoxítona e monossílaba tônica.

Monossílabos Tônicos: acentuam-se os que terminam em a(s), e(s), o(s).

  • Exemplo: pó, fé, nós, vós, dá.




Os dissílabos, trissílabos e polissílabos tônicos



Oxítonos: sílaba tônica na última sílaba.

  • Exemplo: café, ralé, oposição, aparar.
Quando terminados em EM, ENS, A(S), E(S), O(S):
  • A, AS: está, atrás, fubá.
  • E, ES: café, você, vocês.
  • O, OS: avó, compôs, paletós.
  • EM: também, amém, armazém, alguém.
  • ENS: deténs, parabéns, armazéns. 


Quando a sílaba tônica é formada por ditongo aberto:
  • Exemplo: anéis, remóis, Ilhéus. 


Quando o I ou o U da sílaba tônica formam HIATO
  • Exemplo: baú, daí, Luís
Quando são seguidos pela letra S:
  • Exemplo: baús, egoísmo.
Quando há ditongo e o I ou o U estiverem no final da palavra:
  • Exemplo: Piauí, tuiuiú.
Atenção! Não são acentuados: 
  • Exemplo: juiz, raiz, Raul, ruim, caiu

Paroxítonos: sílaba tônica na penúltima sílaba.

  • Exemplo: cônsul, fusível, vulnerável, falo, escuto, mesa, cadeira, felicidade.
Quando terminados em L, N, R, X, PS, I, IS, U, US, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS,ON, ONS, UM, UNS.
  • I, IS: táxi, tênis, júri, cútis
  • U, US: ônus, bônus
  • Ã, ÃS: ímã, órfãs
  • ÃO, ÃOS: sótão, bênçãos
  • ON, ONS: cólon, nêutrons
  • UM, UNS: álbum, álbuns
  • L, N, R, X, PS: fácil, cônsul, éden, hífen, pólen, abdômen, bíceps, fórceps, mártir, caráter, ônix, tórax.
Quando o I ou o U da sílaba tônica, não sendo seguido por nh, faz hiato com a vogal anterior, formando, sozinho ou com um s, uma sílaba:
  • Exemplo: amiúde, arcaísmo, ruído, caíste, reúne, egoísmo, saída, viúva, ciúme, raízes, juízes
Quando é ditongo crescente, seguido ou não de s:
  • Exemplo: Flávia, Mário, cárie, gêmeo, óleo, tênue, água, régua, espontânea, crânio, mágoa, orquídea, árduo, mútuo, vídeo.
Atenção! Não são acentuados os que terminam em ens: edens, hifens, abdomens. 


Quando a sílaba tônica é formada por ditongo aberto (eu, ei, oi):
  • Exemplo: epopeica, celuloide, ovoide.
Quando o I ou o U tônico faz hiato com vogal anterior e é seguido por nh:
  • Exemplo: moinho, rainha, campainha.


Quando a primeira vogal dos hiatos oo, ee (vogais repetidas) é tônica:
  • Exemplo: veem, creem, leem, deem, releem, voo, abençoo.
Quando o prefixo paroxítono termina em I ou em R:
  • Exemplo: anti-herói,  super-herói

Proparoxítonos: sílaba tônica na antepenúltima sílaba.

  • Exemplo: pároco, próximo, trôpego, histérico, nêspera.
Todos, sem exceção, são acentuados.

Casos especiais

1. Acento Diferencial
Os acentos diferenciais só existem para os verbos Pôr, ter, vir e poder.
  • Vamos pôr aquela música.
  • Vamos por este caminho.
  • Eles têm medo de escuro.
  • Ele tem medo de escuro.
  • Elas vêm amanhã pela manhã.
  • Ela vem amanhã pela manhã.
  • Ele pode ir te buscar.
  • Ele não pôde ir te buscar.
2. Til Usado sobre "a" e o nasais:
  • não, vão, cãs, cãibra (ou câimbra), mãe, afã, ímã, fã;
  • nas formas verbais de pôr e seus compostos (põe, põem, depõe, compõem).
3. Trema

Na nova ortografia, o trema não é mais utilizado. Exceto para palavras estrangeiras ou nomes próprios.
4. Palavras compostas com elementos separados por hífen
Cada um tem autonomia fonética, morfológica e gráfica, seguindo as regras gerais:
  • anglo-itálico recém-chegado pós-homérico pré-história.
Obs.: Os prefixos anti, semi, super, circum, inter, nuper e arqui não são acentuados.



5. Abreviaturas
O acento original se mantém:
  • página = pág.
  • século = séc.
6. Formas verbais 
Considere cada parte como um todo e siga as regras gerais: 


  • amá-lo = oxítono terminado em a + monossílabo átono
  • desejá-lo-íamos = oxítono terminado em a + monossílabo átono + proparoxítono
Perceba que as formas verbais terminadas em a recebem acento agudo e as terminadas em e e o, acento circunflexo.
  • resolvê-las-ias; predispô-los-ão; compô-la-ei; compô-la-ás; pô-lo-íeis; desejá-lo-íamos.




Ortografia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ortografia deriva das palavras gregas ortho (ορθο no alfabeto grego) que significa "correto" e graphos (γραφος) que significa "escrita". A ortografia é a parte da gramática normativa que ensina a escrever corretamente as palavras de uma língua definindo, nomeadamente, o conjunto de símbolos (letras e sinais diacríticos), a forma como devem ser usados, a pontuação, o uso de maiúsculas, etc.
Apesar de oficialmente sancionada, a ortografia não é mais do que uma tentativa de transcrever os sons de uma determinada língua em símbolos escritos. Esta transcrição é sempre por aproximação e raramente é perfeita e isenta de incoerências.
Um dos sistemas ortográficos mais complexos é o da língua japonesa que usa uma combinação de várias centenas de caracteres ideográficos kanji, de origem chinesa, dois silabários, katakanae hiragana, e ainda o alfabeto latino, a que dão o nome romaji. Todas as palavras em japonês podem ser escritas em katakana, hiragana ou romaji. E a maioria delas também pode identificada por caracteres kanji. A escolha de um tipo de escrita depende de vários fatores, nomeadamente o uso mais habitual, a facilidade de leitura ou até as opções estilísticas de quem escreve.

[editar]Tipos

Analisando as línguas europeias podem identificar-se duas ortografias diferentes:
§  Ortografia fonética, em que a cada som corresponda uma letra ou grupo de letras únicos e a cada letra ou grupo de letras um som único, e, ainda, em que seja sempre assinalada a sílaba tónica.
§  Ortografia etimológica, em que a um mesmo som podem corresponder diversas letras e a cada letra ou grupo de letras diversos sons, dependendo da história, da gramática e dos usos tradicionais.
Tirando o caso do Alfabeto Fonético Internacional -- que consegue fazer a transcrição para caracteres alfabéticos de todos os sons -- não há sistemas ortográficos pura e exclusivamente fonéticos. No entanto, podemos dizer que são eminentemente fonéticas as ortografias das línguas búlgara, finlandesa, italiana, russa, turca, alemã e, até certo ponto, a da língua espanhola. No caso particular do espanhol, podemos admitir que se trata de uma ortografia fonética em relação ao espanhol padrão falado em Espanha, mas não tanto em relação aos falares americanos, nomeadamente os da Argentina e de Cuba, nos quais os princípios de a cada som corresponder uma letra ou grupo de letras nem sempre se verifica.
A ortografia atual do português é, também, bastante mais fonética do que etimológica. No entanto, antes da Reforma Ortográfica de 1911 em Portugal, a escrita oficialmente usada era marcadamente etimológica. Escrevia-se, por exemplo, pharmacia, lyrio, orthographia, phleugma, diccionario, caravella, estylo e prompto em vez dos actuais farmácia, lírio, ortografia, fleuma,dicionário, caravela, estilo e pronto. A ortografia tradicional etimológica perdurou no Brasil até à década de 1930.
Um exemplo típico de ortografia etimológica é a escrita do inglês. Em inglês um grupo de letras (por exemplo: ough) pode ter mais de quatro sons diferentes, dependendo da palavra onde está inserido. É também a etimologia que rege a escrita da grande maioria das palavras no francês, onde um mesmo som pode ter até nove formas de escrita diferentes, caso das palavras homófonasau, aux, haut, hauts, os, aulx, oh, eau, eaux.





Referências

http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%ADgrafo
http://www.mundovestibular.com.br/articles/5960/1/Digrafos/Paacutegina1.html
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/digrafo
http://www.graudez.com.br
http://www.grupoescolar.com/pesquisa/digrafo.html
Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola http://www.brasilescola.com/gramatica/aposto-vocativo.htm 


ACESSO EM 24/10/2012.

BONS ESTUDOS E BOA SORTE!

 UM FORTE ABRAÇO DO PROFESSOR 

EDNEI OLIVEIRA

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