terça-feira, outubro 28, 2014

CONFLITOS MUNDIAIS

Conflitos Étnicos

Os Conflitos Étnicos envolvem questões religiosas, territoriais, políticas e culturais. O embate entre grupos ou comunidades com características diferenciadas muitas das vezes resulta em genocídio.
Os Conflitos Étnicos são antigos na história da humanidade. Ainda na pré-história, segundo alguns antropólogos, osNeandertais foram extintos em função de um conflito causado por diferenças étnicas contra os Homo sapiens. Assim, vários outros povos também sofreram com aniquilações no decorrer do tempo. Na Idade Média, foram vários os conflitos ocorridos por interesses de um reino dominar o outro que possuía origens culturais diferentes. Houve também as Cruzadas, um dos casos mais emblemáticos do período. Em linhas gerais, tratavam-se do embate entre cristãos e muçulmanos.
Na Idade Moderna, houve um dos maiores genocídios da história humana. Em meio ao processo de expansão marítima, os Espanhóis chegaram até a América e encontraram um povo com características bem distintas, os índios. Com o intuito de colonizar as novas terras e enriquecer os cofres espanhóis com metais preciosos, cerca de 70 milhões de nativos foram mortos.
O termo Conflito Étnico identifica qualquer conflito que tenha em sua essência o choque de pessoas com origens religiosas, raciais, culturais ou geográficas. O enfrentamento violento está sempre presente e por vezes as ações são tão extremizadas que violam as determinações do Código de Guerra. É o caso do genocídio, que leva a morte milhares ou milhões de pessoas, sem distinção entre civis e militares, homens, mulheres ou crianças. Em alguns casos, especialmente no Oriente Médio, o termoConflito Religioso é usado no lugar de Conflito Étnico porque os motivos religiosos são bem mais destacados em relação aos demais.
A lista de Conflitos Étnicos é enorme. Para o continente europeu podemos citar: o Conflito nos Bálcãs, que colocou em choque as várias nacionalidades que compunham a Iugoslávia, levando ao seu esfacelamento; o processo de independência da Bósnia, que colocou croatas, sérvios e muçulmanos em conflito, resultando em uma limpeza étnica dos não sérvios na região; a Guerra do Kosovo, onde a população que ansiava por direitos para a população de origem albanesa foi massacrada; aQuestão Basca, no qual um povo com identidade e cultura própria no norte da Espanha luta por sua independência; aQuestão Irlandesa, que deseja conquistar a independência da Irlanda em relação ao Reino Unido; e os Conflitos no Cáucaso, que geram disputam entre as cerca de 50 etnias que vivem na região.
No continente Asiático há, por exemplo, o Conflito Étnico na Caxemira, onde há resquícios do fim do imperialismo inglês que colocam em confronto as etnias da região. O Sri Lanka é uma ilha habitada por diversas etnias que enfrentam-se, principalmente, por questões religiosas. A Indonésia vivencia a opressão que uma maioria muçulmana impõe sobre umaminoria católica. O mesmo tipo de confronto ocorre nas Filipinas. A China enfrenta os movimentos separatistas em aproximadamente 40% do território por causa das diferenças culturais e da insatisfação com as exigências impostas com a revolução socialista. E, por fim, os Curdos representam o maior povo sem Estado no mundo. Vivendo no Oriente Médio, buscam a independência de um território para seu povo.
Atualmente, o caso mais latente na América é o do Quebec, província canadense com uma cultura francesa. Diferentemente do restante do país que traz as marcas da colonização inglesa. A província de Quebec tentou ser independente, mas continua como parte do Canadá. Para amenizar a situação, o francês foi declarado oficialmente como segunda língua no país.
E, por fim, o continente africano que é marcado por uma série de Conflitos Étnicos. A maioria dos problemas africanos estão ligados a fatores desse tipo, o que é uma consequência da exploração que as potências capitalistas desenvolveram no continente. No século XIX, a África foi toda dividida entre os países imperialistas que buscavam suas matérias-primas e as zonas de influência no continente. A divisão do território foi toda feita sem se levar em consideração as diferenças étnicas em cada região, deixando, muitas vezes, grupos rivais, ou, pelo menos, de práticas culturais muito distintas vivendo em um mesmo território. As conseqüências desse processo são vistas até hoje, marcando os grandes problemas de instabilidade social e política no continente. No caso africano, podemos citar o Genocídio de Ruanda, no qual milhares de tutsis foram mortos por hutus; os conflitos no Chifre da África, ocasionando em devastação da região; e os Conflitos na Nigéria, onde há confrontos entre grupos religiosos e o governo do país.
Fonte:


A Geografia dos Conflitos do mundo atual ainda convive com inúmeras áreas de tensão espalhadas pelo globo. As causas principais são rivalidades étnicas, religiosas e nacionalistas e ainda os casos em o conflito envolve disputa entre estados ou mudanças de fronteiras. 
Um exemplo de conflito entre dois ou mais Estados é o que ocorre entre a Índia e Paquistão , duas potências nucleares. A Índia – de maioria hindu – e o Paquistão – muçulmano – onde o dois países disputam a região da Caxemira localizada ao norte da Índia. 
Outro exemplo de conflito é aquele que ocorre dentro de um país ( guerra civil – guerrilha ), onde grupos armados objetivam a tomada do poder, é o que ocorre na Colômbia, onde a Farc ( Forças Armadas Revolucionária da Colômbia ), controlam uma área de 42 mil km2 dentro do território colombiano, instalando uma guerra civil no país e um dos conflitos mais duradouros e sangrentos da América Latina. 
México: a luta do EZLN – Exército Zapatista de Libertação Nacional - .O EZLN controla o sul do país, o Departamento de Chiapas, a região mais pobre do território mexicano e luta contra a política neoliberal do governo mexicano, que exclui e marginaliza a população pobre. 
E inúmeros conflitos estão incluídos nesta Geografia. 

Afeganistão: O grupo fundamentalista Taleban, durante o período que dominou o país promoveu uma guerra civil a outras etnias ( tadjique, uzbeque e hazará ). 
Sri Lanka: Conflito de origem religiosa onde Tâmeis ( hinduístas ) lutam contra cingaleses ( budistas ), estão em luta desde 1980 ( século xx ). 
África: Conflitos entre Ruanda e Burundi, na região dos Grandes Lagos Africanos, já deixaram 1(um) milhão de mortos, em consequência da antiga rivalidade entre as etnias tutsi e hutu. 

África: Nigéria, O conflito entre cristãos e muçulmanos faz parte do cotidiano da Nigéria. A Nigéria é o principal exportador de petróleo da àfrica, mas a esmagadora maioria da população, de 112 milhões de pessoas, vive na pobreza. As péssimas condições de vida são responsáveis por boa parte das tensões religiosas do país, composto de cerca de 250 grupos étnicos. 
África: Serra Leoa – é uma das nações mais pobres do mundo, a guerrilha luta contra o governo,com o objetivo de tomar o poder. 

Israel: Conflito Árabe-Israelense, onde os palestinos reivindicam o reconhecimento de um Estado independente nos territórios ocupados por Israel – Faixa de Gaza e Cisjordânia. 

Timor Leste: Essa ex-colônia portuguesa cuja população em sua maioria de religião católica, foi anexada ao território da Indonésia ( de maioria islâmica ) em 1975. Depois de um tenso e violento conflito separatista , onde morreu praticamente metade da população , em 1999, Timor Leste conseguiu sua independência, através da mediação da ONU, dos EUA e Portugal, junto ao governo da Indonésia. No dia 20 de maio de 2002, nasce a República Democrática de Timor Leste. 
Irlanda do Norte: A Irlanda ( República do Eire ), onde 75% da população é protestante de origem escocesa e inglesa, rompeu os laços com o Reino Unido da Inglaterra em 1937, tendo sua independência reconhecida somente em 1949. Porém esta separação desagradou os católicos que ficaram em minoria, sendo por isto discrimados política e economicamente, levando-os a lutar pela unificação da ilha e voltar ao domínio da Inglaterra, destacando-se o IRA ( Exército Republicano Irlandês ) entre as organizações que lutam pela reunificação da ilha. A violência do Ira diminuiu após a assinatura de um acordo de paz em 1988.

Espanha: A questão do País Basco.Um movimento nacionalista pela independência do País Basco – região ao norte da Espanha e sudoeste da França, que tem no grupo ETA ( Pátria Basca e Liberdade ) o seu braço mais violento, com atentados terroristas que abalam a nação espanhola. 

Argélia: Este país pobre do norte da África, vive uma guerra civil desde 1992, quando as eleições vencidas pela Frente Islâmica de Salvação ( FIS ) foram anuladas. Desde então este grupo luta pela criação de uma estado teocrático na Argélia, atacando cidades, onde já morreram mais de 100 mil pessoas. 

Turquia: Os Curdos querem a independência do Curdistão, e para isto guerrilheiros separatistas lutam pela independência desde os anos 80. A área em que habitam se encontra sob domínio da Turquia, do Iraque, da Síria e do Irã. 

Tibet: Esta área encontra-se sob domínio da China desde 1950. Acredita-se que mais de 1,2 milhão de tibetanos morreram durante a ocupação. 
QUEM PERDE E QUEM GANHA COM ESSES CONFLITOS :
Os confrontos dispersos pelo mundo fazem milhões de vitimas, sem contar os refugiados, pessoas que fogem da violência, o número de refugiados vem crescendo progressivamente desde as últimas décadas do século XX , que em 1995 já chegava a 27 milhões de pessoas. Nas diversas regiões do globo alguns povos se destacam , como no Oriente Médio ( curdos, palestinos e afegões), na Ásia Meridional ( indianos e paquistaneses ), na região dos Bálcãs ( refugiados das repúblicas da ex-Iugoslávia ) e na África Negra ( Ruanda, Sudão, Etiópia, Somália, Serra Leoa, etc.). Mas há também quem sai ganhando com tantos conflitos. As vendas de armas aumentaram 8% no ano passado ( 2000 ), chegando a 37 bilhões de dólares, confirmando a condição dos EUA como o maior fornecedor de armas ( US$ 26 bilhões ) para o mundo, principalmente para os países em desenvolvimento, na sequência os maiores fornecedores são, EUA, Rússia, França, Alemanha, Inglaterra, China e Itália.

As questões étnicas e religiosas adquirem importância significativa em grande parte dos conflitos pós-Guerra Fria. Eles são de quatro tipos diferentes . O primeiro envolve dois ou mais Estados, como a guerra entre Armênia e Azerbaidjão pela posse de Nagorno-Karabakh. Os conflitos separatistas podem resultar de uma ocupação estrangeira, por exemplo, a luta pela autonomia no Saara Ocidental, anexado pelo Marrocos . Também ocorrem dentro de Estados constituídos quando uma minoria, como os bascos na Espanha, ambiciona separar seu território do país ao qual pertence. Por último existem as guerras civis ou os movimentos guerrilheiros objetivando a mudança de regime. É o caso da Argélia, onde os fundamentalistas islâmicos reivindicam a implantação de um Estado teocrático.

ÁFRICA
A descolonização da África, entre 1950 e 1970, dá origem a sistemas políticos frágeis, que, em muitos países, acabam degenerando em ditaduras ou em sangrentas guerras civis envolvendo clãs e etnias rivais. A instabilidade do continente é uma herança do caótico processo de colonização. Muitos dos conflitos africanos se arrastam há anos sem perspectiva de se obter a paz, como as guerras civis que devastam a Nigéria, o Sudão e a Somália . As principais tensões na África contemporânea ocorrem nos Grandes Lagos e na porção norte do continente.
Grandes Lagos – O antagonismo entre as etnias hutu e tutsi - forçadas a conviver dentro das mesmas fronteiras nacionais traçadas pelos colonizadores - é a causa dos conflitos que eclodem em Ruanda e Burundi desde a independência. Um novo período de violência começa em abril 1994, quando um míssil derruba o avião em que viajavam os presidentes dos dois países, ambos hutus. O saldo total de mortes no genocídio - ora de tutsis , ora de hutus - é de mais de 1 milhão de pessoas nos últimos três anos. Atualmente, os tutsis governam tanto Ruanda (desde 1994) quanto Burundi (desde 1996), apesar de ser a etnia minoritária nos dois países (10%, enquanto os hutus são 90% da população). A guerra civil também provoca o êxodo de 2,3 milhões de ruandeses e 389 mil burundineses para outros países, segundo dados do Alto-Comissariado para Refugiados (UNHCR), da ONU, divulgados em 1995.
A emigração em massa de hutus ruandeses para o leste do vizinho Congo (ex-Zaire) é a origem da insurreição que ocorre nesse país entre 1996 e 1997. A minoria tutsi - os baniamulengues -, que vive há séculos nessa região, se sente ameaçada pela presença desses refugiados porque muitos deles são milicianos, responsáveis pelo massacre de tutsis em Ruanda. São os baniamulengues que, liderados por Laurent Kabila, integram as forças que depõem o presidente Mobutu Sese Seko, em maio, com o auxílio do regime tutsi de Ruanda e do governo de Uganda. Assim que assume o poder, Kabila dá um ultimato para que os hutus retornem a Ruanda dando início a uma operação de repatriação. A ONU denuncia as péssimas condições de transporte dos refugiados e também acusa o Exército de Kabila de executar hutus.
Norte da África – A região - ocupada pelos árabes desde o século VII - vem sendo convulsionada pelo crescimento do fundamentalismo islâmico, especialmente na Argélia . Em 1992, o governo argelino anula as eleições vencidas pela Frente Islâmica de Salvação (FIS), desencadeando uma guerra civil entre os fundamentalistas, partidários da instauração de um Estado islâmico, e as forças do presidente Liamine Zéroual. O conflito, que já matou cerca de 60 mil pessoas, se intensifica em 1997: os fundamentalistas são acusados de praticar uma série de massacres contra a população civil, fazendo centenas de vítimas fatais, muitas delas degoladas e mutiladas. Também há suspeitas de que forças do governo estejam envolvidas no massacre. No Egito, os fundamentalistas atuam contra o governo pró-Ocidente de Hosni Mubarak, atacando turistas e monumentos históricos. Em 1995, o próprio Mubarak é vítima de um atentado fracassado. O norte da África é palco de outro conflito: entre 1975 e 1979, Marrocos anexa o Saara Ocidental (ex-colônia espanhola), mas a maioria da população local contesta a ocupação e luta pela sua autonomia.

EUROPA

O continente abriga antigos movimentos separatistas na Irlanda do Norte, na Espanha e na França . Na década de 90 eclodem tensões étnicas e religiosas na ex-URSS e na ex-Iugoslávia, decorrentes do colapso do comunismo. Ao se libertar do domínio dos governos totalitários de Moscou e de Belgrado, os diversos povos iniciam um caótico processo de afirmação das particularidades nacionais.
Cáucaso – A desintegração da URSS abre um período de instabilidade política na região, até então subjugada pelo poder central soviético. Após a independência, em 1991, a Geórgia é ameaçada por rebeliões separatistas nas regiões de Ossétia do Sul (norte), cuja população quer se unir à Ossétia do Norte, na Rússia; e na Abkházia (noroeste), onde os muçulmanos lutam pela autonomia. Já a Armênia (cristã) e o Azerbaidjão (muçulmano) disputam desde 1988 a posse de Nagorno-Karabakh, região habitada por uma maioria armênia porém localizada dentro do Azerbaidjão . Ainda no Cáucaso, em 1995, a Federação Russa intervém na
Chechênia , numa reação a sua declaração de independência, e assim se estabelece um conflito que mata 30 mil pessoas. Em 1996 é acertado um cessar-fogo e, no ano seguinte, assinado um acordo que prorroga para 2001 a definição do status político dessa república.
Bálcãs – Os primeiros conflitos étnicos e religiosos na ex-Iugoslávia estouram após a morte de Josip Broz Tito , em 1980. A implosão do comunismo no Leste Europeu, de 1989 a 1990, faz agravar as tensões levando a Bósnia-Herzegóvina à guerra civil entre 1992 e 1995. O embate, que opõe sérvios, croatas e muçulmanos, deixa 200 mil mortos e 844 mil refugiados, segundo o UNHCR (dados de 1995).
Europa Ocidental – Desde o começo do século XX, o Exército Republicano Irlandês (IRA) luta contra a ocupação do Reino Unido na Irlanda do Norte (Ulster). O conflito entre os católicos do IRA e os britânicos, protestantes, se estende até 1994, quando o IRA anuncia um cessar-fogo. A trégua é interrompida em 1996 com uma nova onda de atentados. Em 1997, as negociações são retomadas. Na Espanha , o grupo separatista basco Pátria Basca e Liberdade (ETA) reivindica a independência da região do País Basco. A luta armada se acirra após 1983. Em 1997, o ETA assassina o político Miguel Ángel Blanco, provocando protestos em massa no país contra o terrorismo basco. No mar Mediterrâneo, os guerrilheiros da Frente de Libertação Nacionalista da Córsega (FLNC) mantêm, desde 1966, uma campanha terrorista pela independência dessa ilha pertencente à França.

ÁSIA

A extinção da URSS também desencadeia conflitos na Ásia Central, onde estão algumas de suas ex-repúblicas. A guerra civil no Afeganistão aumenta ainda mais a instabilidade política nessa região. No Oriente Médio, as principais tensões envolvem israelenses e palestinos. Já o Subcontinente Indiano enfrenta movimentos separatistas e o Sudeste Asiático é conturbado por conflitos no Camboja.
Ásia Central – Com o fim do domínio soviético ocorre uma revitalização do islamismo nas antigas repúblicas da URSS, uma região habitada majoritariamente por muçulmanos. No Tadjiquistão as tensões levam à guerra civil, iniciada em 1992, entre o novo regime comunista e os grupos islâmicos que reclamam a implantação de um Estado teocrático. A Federação Russa, interessada em barrar a expansão islâmica, apóia o governo, enquanto os muçulmanos recebem ajuda do vizinho Afeganistão . Esse país, por sua vez, é assolado por uma guerra civil entre as várias etnias desde 1979. Em meados de 1997, a milícia fundamentalista Taliban, formada pela etnia patane, controla a maior parte do território apesar de ter sofrido derrotas no norte e perto de Cabul. Mais de 2 milhões de pessoas já morreram no conflito e cerca de 2,6 milhões estão refugiadas em outros países, segundo o UNHCR (dados de 1997). No Tibet , a população budista reivindica a autonomia desde 1950, quando a região é invadida pelo Exército comunista chinês.
Subcontinente Indiano – Após a descolonização, em meados do século, os Estados da região - Índia , Paquistão e Sri Lanka têm sido foco de conflitos étnicos e religiosos. A Índia, um país no qual os hindus são a imensa maioria, defronta com movimentos separatistas de algumas de suas minorias. Nos anos 70, os sikhs do Estado de Punjab começam uma campanha terrorista pela criação de seu próprio país, o Calistão. E, no estado de Jammu e Caxemira, os muçulmanos exigem a sua autonomia ou a sua anexação ao vizinho Paquistão. O Paquistão, país muçulmano, apóia os guerrilheiros separatistas da Caxemira indiana e já entrou em guerra com a Índia três vezes (1947-1948, 1965, 1971) pela posse da região. No Sri Lanka, a violência étnico-religiosa entre a minoria tâmil, seguidora do hinduísmo, e os cingaleses budistas (maioria) se agrava nos anos 70 com o início da revolta armada tâmil pela criação de um Estado independente no norte e no leste do país.
Oriente Médio – A implantação do Estado de Israel em 1948 é feita com a oposição dos palestinos que viviam na região. Desde então, eles vêm lutando pela criação do seu próprio Estado. Em 1993, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o Partido Trabalhista de Israel, então no governo israelense, firmam os primeiros acordos de paz para a região, que prevêem a devolução de territórios aos palestinos . As negociações, no entanto, são praticamente paralisadas com a ascensão, em 1996, do conservador Partido Likud ao poder em Israel. Atualmente, grupos fundamentalistas islâmicos contrários aos acordos de paz - com destaque para o Hamas - têm cometido uma série de atentados em Israel. Em julho de 1997 explodem uma bomba no mercado Mahane Yehuda, em Jerusalém, matando 13 pessoas. Outro foco de conflito no Oriente Médio contemporâneo é o Curdistão - região situada nas fronteiras da Turquia , do Irã, do Iraque , da Síria e da Armênia. É habitado pelos curdos, que reivindicam a formação de um Estado independente.
Sudeste Asiático – Uma nova fase de violência assola o Camboja em 1997: o primeiro-ministro Hun Sen depõe, em julho, o príncipe Norodom Ranariddh, que também exercia o cargo de primeiro-ministro. O sangrento golpe de Estado - organizações de defesa dos direitos humanos denunciam a execução sumária de civis e opositores - põe fim a quatro anos de convivência entre facções inimigas. Na Indonésia , a luta pela independência de Timor Leste se arrasta desde 1975-1976, quando o governo indonésio invade e anexa essa antiga colônia portuguesa .

AMÉRICA

Nos anos 90, o continente vive um período de relativa tranqüilidade, com exceção da disputa de fronteira entre Peru e Equador, ocorrida em 1995, e dos grupos de extrema esquerda que atuam no Peru, na Colômbia e no México, mostrando que a luta armada prossegue na América Latina. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, (Farc), o Exército de Libertação Nacional (ELN) e os grupos paramilitares comandam a escalada de violência na Colômbia -atacando bases militares e realizando seqüestros - que ameaça o governo de Ernesto Samper. A ação das guerrilhas também persiste no Peru, apesar da intensa repressão ao terrorismo posta em prática pelo presidente Alberto Fujimori. O maior golpe contra o governo parte do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), que, entre dezembro de 1996 e abril de 1997, ocupa a Embaixada do Japão em Lima e mantém 71 reféns. O seqüestro termina com uma ação militar na qual morrem os 14 guerrilheiros. Já o grupo maoísta Sendero Luminoso ficou enfraquecido após a prisão de seu líder, Abimael Guzmán, em 1992. O México , por sua vez, é palco de rebelião indígena no estado de Chiapas, em 1994, liderada pelo Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) . Em 1996 surge o grupo guerrilheiro Exército Popular Revolucionário (EPR), que também se opõe ao governo do Partido Revolucionário Institucional (PRI), no poder desde 1929.

Os conflitos mundiais

Conflitos pelo Mundo

A Geografia dos Conflitos do mundo atual ainda convive com inúmeras áreas de tensão espalhadas pelo globo. As causas principais são rivalidades étnicas, religiosas e nacionalistas e ainda os casos em o conflito envolve disputa entre estados ou mudanças de fronteiras.
Um exemplo de conflito entre dois ou mais Estados é o que ocorre entre a Índia e Paquistão , duas potências nucleares. A Índia – de maioria hindu – e o Paquistão – muçulmano – onde o dois países disputam a região da Caxemira localizada ao norte da Índia.
Outro exemplo de conflito é aquele que ocorre dentro de um país ( guerra civil – guerrilha ), onde grupos armados objetivam a tomada do poder, é o que ocorre na Colômbia, onde a Farc ( Forças Armadas Revolucionária da Colômbia ), controlam uma área de 42 mil km2 dentro do território colombiano, instalando uma guerra civil no país e um dos conflitos mais duradouros e sangrentos da América Latina.
México: a luta do EZLN – Exército Zapatista de Libertação Nacional - .O EZLN controla o sul do país, o Departamento de Chiapas, a região mais pobre do território mexicano e luta contra a política neoliberal do governo mexicano, que exclui e marginaliza a população pobre.
E inúmeros conflitos estão incluídos nesta Geografia.

Afeganistão: O grupo fundamentalista Taleban, durante o período que dominou o país promoveu uma guerra civil a outras etnias ( tadjique, uzbeque e hazará ).
Sri Lanka: Conflito de origem religiosa onde Tâmeis ( hinduístas ) lutam contra cingaleses ( budistas ), estão em luta desde 1980 ( século xx ).
África: Conflitos entre Ruanda e Burundi, na região dos Grandes Lagos Africanos, já deixaram 1(um) milhão de mortos, em consequência da antiga rivalidade entre as etnias tutsi e hutu.

África: Nigéria, O conflito entre cristãos e muçulmanos faz parte do cotidiano da Nigéria. A Nigéria é o principal exportador de petróleo da àfrica, mas a esmagadora maioria da população, de 112 milhões de pessoas, vive na pobreza. As péssimas condições de vida são responsáveis por boa parte das tensões religiosas do país, composto de cerca de 250 grupos étnicos.
África: Serra Leoa – é uma das nações mais pobres do mundo, a guerrilha luta contra o governo,com o objetivo de tomar o poder.

Israel: Conflito Árabe-Israelense, onde os palestinos reivindicam o reconhecimento de um Estado independente nos territórios ocupados por Israel – Faixa de Gaza e Cisjordânia.

Timor Leste: Essa ex-colônia portuguesa cuja população em sua maioria de religião católica, foi anexada ao território da Indonésia ( de maioria islâmica ) em 1975. Depois de um tenso e violento conflito separatista , onde morreu praticamente metade da população , em 1999, Timor Leste conseguiu sua independência, através da mediação da ONU, dos EUA e Portugal, junto ao governo da Indonésia. No dia 20 de maio de 2002, nasce a República Democrática de Timor Leste.
Irlanda do Norte: A Irlanda ( República do Eire ), onde 75% da população é protestante de origem escocesa e inglesa, rompeu os laços com o Reino Unido da Inglaterra em 1937, tendo sua independência reconhecida somente em 1949. Porém esta separação desagradou os católicos que ficaram em minoria, sendo por isto discrimados política e economicamente, levando-os a lutar pela unificação da ilha e voltar ao domínio da Inglaterra, destacando-se o IRA ( Exército Republicano Irlandês ) entre as organizações que lutam pela reunificação da ilha. A violência do Ira diminuiu após a assinatura de um acordo de paz em 1988.

Espanha: A questão do País Basco.Um movimento nacionalista pela independência do País Basco – região ao norte da Espanha e sudoeste da França, que tem no grupo ETA ( Pátria Basca e Liberdade ) o seu braço mais violento, com atentados terroristas que abalam a nação espanhola.

Argélia: Este país pobre do norte da África, vive uma guerra civil desde 1992, quando as eleições vencidas pela Frente Islâmica de Salvação ( FIS ) foram anuladas. Desde então este grupo luta pela criação de uma estado teocrático na Argélia, atacando cidades, onde já morreram mais de 100 mil pessoas.

Turquia: Os Curdos querem a independência do Curdistão, e para isto guerrilheiros separatistas lutam pela independência desde os anos 80. A área em que habitam se encontra sob domínio da Turquia, do Iraque, da Síria e do Irã.

Tibet: Esta área encontra-se sob domínio da China desde 1950. Acredita-se que mais de 1,2 milhão de tibetanos morreram durante a ocupação.
 
QUEM PERDE E QUEM GANHA COM ESSES CONFLITOS :
Os confrontos dispersos pelo mundo fazem milhões de vitimas, sem contar os refugiados, pessoas que fogem da violência, o número de refugiados vem crescendo progressivamente desde as últimas décadas do século XX , que em 1995 já chegava a 27 milhões de pessoas. Nas diversas regiões do globo alguns povos se destacam , como no Oriente Médio ( curdos, palestinos e afegões), na Ásia Meridional ( indianos e paquistaneses ), na região dos Bálcãs ( refugiados das repúblicas da ex-Iugoslávia ) e na África Negra ( Ruanda, Sudão, Etiópia, Somália, Serra Leoa, etc.). Mas há também quem sai ganhando com tantos conflitos. As vendas de armas aumentaram 8% no ano passado ( 2000 ), chegando a 37 bilhões de dólares, confirmando a condição dos EUA como o maior fornecedor de armas ( US$ 26 bilhões ) para o mundo, principalmente para os países em desenvolvimento, na sequência os maiores fornecedores são, EUA, Rússia, França, Alemanha, Inglaterra, China e Itália.


Conflitos Mundiais Recentes

O processo de paz no Oriente Médio é paralisado em outubro de 2000, e a violência entre palestinos e o Exército israelense intensifica-se (Questão Palestina). Já na península coreana, as duas Coréias estão prestes a iniciar uma guerra nuclear.
A multiplicação dos conflitos internos é uma característica marcante da última década do século XX. A desintegração de Estados socialistas - principalmente a União Soviética (URSS) e a Iugoslávia - faz renascer rivalidades étnicas e religiosas que haviam sido congeladas por regimes totalitários.
Confrontos herdados da Guerra Fria, como a guerra civil em Angola, também resistem à passagem do milênio. A Federação Russa, que disputava a hegemonia mundial com os norte-americanos, atravessou os últimos anos mergulhada em uma grave crise interna. Já os Estados Unidos têm sua capacidade de intervenção militar nas zonas de conflitos aumentada, por causa da ausência de rivais geopolíticos de porte.
  Conflitos mundiais recentes:

Tipos de Conflito

Guerra entre Estados - Embate entre exércitos nacionais regulares. Até o final de 2000, o mais sério deles é a disputa entre Índia e Paquistão, duas potências nucleares, pela posse da região da Caxemira. Vários países do centro e do sul da África também intervêm na guerra civil em curso na República Democrática do Congo (RDC).
Guerra civil ou guerrilha - Conflito em que grupos armados ambicionam derrubar o governo de um determinado país. Um dos mais expressivos são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que controlam uma área desmilitarizada de 42 mil km2 na nação. Em Angola e Serra Leoa, os guerrilheiros da União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita) e da Frente Revolucionária Unida (FRU) intensificam, respectivamente, a luta contra o governo desses países.
Com o término da Guerra Fria e a conseqüente perda de suporte dos EUA e da URSS, as guerrilhas buscam novas formas de financiar a luta armada. As Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN) mantêm aceso o conflito na Colômbia graças aos recursos obtidos com o tráfico de cocaína e os seqüestros de civis; no Afeganistão, o governo da milícia fundamentalista Taliban é acusado de sustentar-se com um imposto de guerra cobrado dos plantadores e comerciantes de ópio e heroína; enquanto na África a principal fonte de receita para os grupos guerrilheiros é a venda de diamantes extraídos de minas sob seu controle. Com o objetivo de impedir o comércio de diamantes ilegais vindos das zonas de guerra - eles respondem por 10% a 15% da produção mundial -, as maiores empresas do setor anunciam, em meados de 2000, em Antuérpia (Bélgica), a adoção de medidas de controle sobre a origem das pedras.
Conflitos e  guerras
Separatismo por ocupação estrangeira - Confronto provocado por uma invasão militar externa. Nessa categoria, merece destaque a reivindicação dos palestinos pelo reconhecimento de um Estado independente nos territórios ocupados por Israel em 1967 - Faixa de Gaza e Cisjordânia. O conflito separatista em Timor Leste chega ao fim em 1999, com o reconhecimento da independência desta ex-colônia portuguesa pela Indonésia.

Separatismo no interior de um Estado - Choque entre forças oficiais e movimentos internos - em geral ligados a minorias étnicas ou religiosas - que tem como objetivo a formação de Estados independentes. É o caso da guerrilha separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade), partidária da soberania do País Basco, região encravada entre a Espanha e a França.


Ações Humanitárias

A década de 90 também registra a crescente participação da comunidade internacional em operações de caráter humanitário. Organizações como a Cruz Vermelha e a Médicos sem Fronteiras estão presentes em vários conflitos com o objetivo de dar alívio imediato a populações civis ameaçadas. É cada vez mais importante o papel de entidades como a Anistia Internacional ou a Human Rights Watch, que denunciam a perseguição política e a violação dos direitos humanos por regimes que cometem crimes contra seu próprio povo.

Desde 1948, quando os primeiros "capacetes azuis" são enviados à Palestina, a ONU contabiliza 54 missões de paz - tropas militares que patrulham regiões em guerra ou em processo de pacificação. A grande maioria (41) é autorizada pelo Conselho de Segurança entre 1988 e 2000. Atualmente, 15 missões de paz (num total 37,8 mil militares e policiais) estão em atividade no mundo, cinco delas formadas em 1999 e 2000. Na Iugoslávia, a ONU assume interinamente a administração da província de Kosovo e em Timor Leste é responsável pela preparação da região para a independência.


Tribunais de guerra

A falha ou a omissão dos sistemas judiciários de cada país em punir acusados de crimes de guerra, genocídios e crimes contra a humanidade leva à formação, na década de 90, de tribunais em Haia, na Holanda (Países Baixos), para julgar os culpados pela limpeza étnica na ex-Iugoslávia (1991-1995); e em Arusha, na Tanzânia, encarregado de punir os responsáveis pelo genocídio de mais de 1 milhão de pessoas em Ruanda (1994).

São os primeiros desde Nüremberg, no qual foram julgados os líderes nazistas após a Segunda Guerra Mundial. Em 1998, representantes de 120 países aprovam o projeto de criação de um Tribunal Penal Internacional Permanente, com sede em Haia. A corte começará a funcionar dentro de um prazo máximo de nove anos, após a ratificação de seu estatuto por pelo menos 60 nações. Sete votam contra - EUA, China, Israel, Índia, Turquia, Filipinas e Sri Lanka - e outras 21 se abstêm.


Situação dos refugiados

Em conseqüência do aumento dos conflitos no mundo, principalmente nos países subdesenvolvidos, o número de refugiados atingiu o recorde de 27 milhões em 1995, em 1999 eram aproximadamente 22,2 milhões de refugiados. Deste total, 11,7 milhões são formalmente reconhecidos como refugiados - indivíduos que estão fora de seu país por temer perseguição racial, étnica, religiosa ou política.
A Ásia é o continente com o maior número de refugiados - 4,8 milhões. Somente a guerra civil no Afeganistão provoca o êxodo de 2,5 milhões de pessoas para o Irã, o Paquistão e a Índia, o maior contingente do mundo. Os ataques dos EUA aumentaram mais ainda o número de refugiados naquela região. Em seguida vêm os iraquianos foragidos em vários países do Oriente Médio desde o fim da Guerra do Golfo (1991), juntamente com os curdos.
Na África, onde há 3,5 milhões de refugiados, a guerra que começa com um acerto de contas entre hutus e tutsis, na região dos Grandes Lagos, causa um dos maiores movimentos de população da história. A maior parte dos ruandeses (mais de 2 milhões) já retornou, porém 519,6 mil burundineses permanecem em nações vizinhas. Conflitos em Serra Leoa, Sudão, Somália e Eritréia também geram grande número de refugiados.

Na Europa, com 2,6 milhões de refugiados, a guerra civil na antiga Iugoslávia (1991-1995) foi a causa do maior êxodo no continente desde a II Guerra Mundial: 3,5 milhões de pessoas. Deste total, a grande maioria já foi repatriada, com exceção de 337,6 mil sérvios da Croácia ainda refugiados na Bósnia-Herzegóvina e na Iugoslávia. Na mesma região da Iugoslávia, especificamente em Kosovo, a perseguição de Slobodan Milosevic aos albaneses daquela região causou a fuga de milhares de refugiados para Albânia e Macedônia. Existem 636 mil refugiados na América do Norte - vindos em sua maioria de países latino-americanos recém-saídos de conflitos internos - 61 mil na América Latina e 64,5 mil na Oceania.


Armamentos no mundo

Atualmente a questão do armamento é muito delicada, os EUA que pregam o desarmamento são o país que tem o maior arsenal de guerra do mundo e são o maior exportador de armas. A Rússia também possui um grande arsenal, mas grande parte dele está virando sucata.
Um dos principais problemas atuais é combater o uso de armas biológicas e atômicas, Paquistão e Índia (inimigos entre si pela disputa da Caxemira) possuem armas atômicas.
Outro problema é a questão do tráfico de armas, estas caem em mãos de organizações criminosas ou ainda organizações terroristas.
Fundamentais para a defesa dos Estados em situação de ameaça externa e interna e estratégicas como instrumentos de dissuasão no cenário internacional, as armas bélicas movimentam um comércio estimado em 53,4 bilhões de dólares em 1999, de acordo com o IISS. Os EUA lideram a exportação mundial de armas, respondendo por 49,1% deste mercado, seguido do Reino Unido (18,7%) e da França (17,6%). O maior importador mundial de armas é a Arábia Saudita (gastos de 6,1 bilhões de dólares), seguida de Taiwan (Formosa) (2,6 bilhões de dólares), que aumenta sua demanda por causa do crescimento das tensões com a China comunista - também uma grande compradora de armas no ano, ao lado da Índia e de alguns países africanos. Os gastos mundiais com defesa em 1999 chegam a 809 bilhões de dólares.
ARMAS NUCLEARES - Os EUA e a Federação Russa são as grandes potências nucleares do planeta, seguidos por França, China e Reino Unido. Os arsenais, porém, vêm diminuindo na última década com a assinatura dos Tratados de Redução de Armas Estratégicas (Start). Índia e Paquistão já realizaram testes com esse tipo de arma. Israel, embora não assuma oficialmente, também é considerado uma potência nuclear. Nos anos 90, Irã e Coréia do Norte chegam bem perto de obter a bomba atômica. Com adesagregação da URSS, cresce o temor de descontrole sobre os arsenais nucleares soviéticos.
MINAS TERRESTRES - Em contraste com os altos preços das armas mais sofisticadas, as minas terrestres são muito baratas - cada unidade custa de 3 a 30 dólares. Sua disseminação pelas zonas de guerra do mundo se tornou um problema grave para as populações civis. A Cruz Vermelha calcula que mais de 110 milhões de minas estejam espalhadas pelo planeta, principalmente em solo africano (Angola, Egito, Moçambique, Somália, Sudão e Eritréia), europeu (Bósnia-Herzegóvina, Croácia e Ucrânia) e asiático (Irã,Iraque, Afeganistão, China, Camboja e Vietnã). De acordo com a organização, esses artefatos já mataram ou mutilaram mais de 1 milhão de pessoas. Em Moçambique, Camboja, Bósnia e Croácia, eles continuam fazendo vítimas, apesar do fim dos conflitos, por causa do alto custo do processo de desarmamento.
 

Estados Unidos e os Conflitos

Não se pode dizer em conflitos mundiais sem mencionar os EUA, que desde a 1ª Guerra Mundial marca presença em todos.
A luta pela independência norte-americana, no século XVIII, é um marco de afirmação da república e da democracia (no modelo capitalista liberal) no mundo contemporâneo. Ao lado disso, os EUA têm uma história de extermínio dos povos indígenas e de discriminação racial, que atinge em particular os negros descendentes de escravos e os hispânicos de origem latino-americana.
O PIB do país é o maior do mundo. Sozinha, a nação é responsável por mais de um quarto da produção econômica mundial, o que lhe garante posição central no comércio e no sistema financeiro internacionais. Também oferece um elevado padrão de vida à população, com o terceiro mais alto índice de desenvolvimento humano (IDH) - atrás apenas do Canadá e da Noruega - e uma das maiores rendas per capita do mundo. Com base em seu poderio, os EUA atuam em conflitos por todo o planeta.
Por: Fabio Mares dos Anjos

Primeira Guerra Mundial
Introdução 

A Primeira Guerra Mundial foi uma guerra ocorrida devido pretenções imperialistas entre 1914 até 1918, com conflitos principalmente em regiões europegias. 

Antecedentes 

Nas últimas décadas do século XX, o mundo assistiu à explosão de uma Guerra Civil na Iugoslávia que resultou no desmantelamento desse país e no surgimento da Eslovênia, Croácia e Bósnia-Herzegovina, como nações independentes. 
O conflito entre sérvios, croatas e bósnios irrompeu em função das diversas étnicas, religiosas e políticas existentes entre eles. 

As pretensões imperialistas ganharam profundos contornos a partir de 1870, pois, nessa época, a Europa Ocidental e também os Estados Unidos expandiram sua política econômica e organizaram poderosos impérios, devido à concentração de capitais procedentes do monopólio e da fusão das empresas. As indústrias pesadas exigiram a união das empresas, a fim de garantirem maiores lucros e bons preços. Por esse motivo, tornou-se acirrada a disputa de mercadoria e de fontes de matérias-primas. 

Desde o Congresso de Viena, em 1815, a preocupação dos principais paises europeus passou a ser a busca da estabilidade internacional. Para isso, as nações buscaram o prestígio nacional e o fortalecimento militar, mantendo constante vigilância para impedir o crescimento das forças contrárias e a formação de alianças entre países afins. Esta inquietação ocorria mediante o "equilíbrio de poder". 

Durante a metade do século XIX, as nações imperialistas dominaram povos e territórios em diversas partes do mundo. Assim, em poucas décadas, acumularam riquezas e aumentaram muito sua capacidade de produzir mercadorias. Da disputa por mercados consumidores entre essas nações nasceu a rivalidade. E desta, a Primeira Guerra Mundial. Além da disputa por mercados, existiram também outras razões para a eclosão da guerra. Abaixo, as mais importantes: 

A rivalidade anglo-alemã: A origem dessa rivalidade entre a Inglaterra e a Alemanha foi a competição industrial e comercial. Em apenas três décadas, a contar de sua unificação, a Alemanha tornou-se uma grande potência industrial. Os produtos de suas fábricas tornaram-se mundialmente conhecidos, inclusive com enorme aceitação no mercado inglês. Fortalecida, a Alemanha passou a pressionar para que houvesse uma nova repartição do mundo colonial. A Inglaterra, por sua, vez, mostrava disposição em manter suas conquistas a qualquer custo. 
A rivalidade franco-alemã: Na França, o antigermanismo também era muito forte, devido à derrota francesa na Guerra Franco-Prussiana e à perda da Alsácia e da Lorena para a Alemanha.
A rivalidade austro-russa: A Rússia desejava dominar o Império Turco-Otamano, a fim de obter uma saída para o mar Mediterrâneo, e, também, controlar a península Balcânica. Para justificar esse expansionismo, criou o pan-eslavismo movimente político segundo o qual a Rússia tinha o "direito" de defender e proteger as pequenas nações eslavas da península Balcânica. 
O nacionalismo da Sérvia: A Sérvia era uma pequena nação eslava independente, situada na região dos Bálcãs, que almejava libertar e unificar os territórios habitados pelos povos eslavos desta região. Opondo-se aos austríacos e aos turcos, a Sérvia aproximou-se cada vez mais da Rússia, que comprometeu-se a apoiá-la e a protegê-la militarmente. Quando, em 1908, a Áustria ocupou a Bósnia-Herzegovina, a Sérvia passou a conspirar abertamente contra a Áustria.


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