Vozes do Verbo
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo
para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. São três as
vozes verbais:
a) Ativa: quando o sujeito é
agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
|
Ele
|
fez
|
o trabalho.
|
|
sujeito agente
|
ação
|
objeto (paciente)
|
b) Passiva: quando o sujeito é
paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
|
O trabalho
|
foi feito
|
por ele.
|
|
sujeito paciente
|
ação
|
agente da passiva
|
c) Reflexiva: quando o sujeito é ao
mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação.
Por exemplo:
O menino feriu-se.
Obs.: não confundir o emprego
reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade.
Por exemplo:
Os lutadores
feriram-se. (um ao outro)
Formação da Voz Passiva
A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.
1- Voz Passiva
Analítica
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER +
particípio do verbo principal.
Por exemplo:
A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele.
O trabalho é feito por ele.
Obs. : o agente da passiva geralmente
é acompanhado da preposição por, mas pode
ocorrer a construção com a preposição de.
Por exemplo:
A casa ficou cercada de soldados.
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não
esteja explícito na frase.
Por exemplo:
A exposição será aberta amanhã.
- A variação temporal é indicada pelo verbo
auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transformação das
frases seguintes:
|
a)
|
Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
|
|
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo)
|
|
|
b)
|
Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
|
|
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
|
|
|
c)
|
Ele fará o trabalho. (futuro
do presente)
|
|
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
|
- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER
assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Observe a
transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
Obs.: é menos frequente a construção
da voz passiva analítica com outros verbos que podem eventualmente funcionar
como auxiliares.
Por exemplo:
A moça ficou marcada pela doença.
2- Voz Passiva
Sintética
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se
com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
Por exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
Obs.: o agente não costuma vir
expresso na voz passiva sintética.
|
Curiosidade
A palavra passivo possui a mesma raiz latina de paixão (latim passio, passionis) e
ambas se relacionam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o
significado de voz passiva como sendo a voz que expressa a ação sofrida pelo
sujeito.
Na voz passiva temos dois elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE e AGENTE DA PASSIVA. |
Locução Verbal
Há situações em que encontramos dois verbos juntos. Se estes
verbos estiverem representando uma única ação verbal, então estamos lidando com
uma LOCUÇÃO VERBAL.
Leia a frase abaixo, retirada de um anúncio, e observe que há a
forma verbal está lendo.
Está lendo é uma expressão formada por dois verbos – está (verbo estar no presente do indicativo) + lendo (verbo ler nogerúndio) – com o
valor de um, pois equivale a lê.
Se você lê este anúncio, agradeça ao seu professor.
Obviamente, você vai questionar que o efeito semântico
não é o mesmo. Certamente, todas as escolhas que fazemos na língua
(escolha de palavras, pontuação, etc.) são aplicadas com um objetivo
específico, pois dependendo da escolha, resulta um efeito diferente na
mensagem.
Conceito de LOCUÇÃO
VERBAL
Quando dois ou mais verbos têm valor de um, eles formam uma locução
verbal, expressão que é sempre composta por verbo auxiliar + verbo
principal.
- Está
cantando = canta
- Ia
andando = andava
Nas locuções verbais, conjuga-se apenas o verbo auxiliar, pois
o verbo principal vem sempre em uma das formas nominais: infinitivo, gerúndio
ou particípio.
Quando a locução verbal é constituída de formas dos verbos
auxiliares ter e haver mais o particípio do verbo principal, temos
um tempo composto.
- Ele
já tinha saído para o trabalho quando você me telefonou.
- Ele
já saíra para o trabalho quando você me telefonou.
Como podemos distinguir as locuções verbais e os tempos compostos?
Formação dos tempos
compostos
Na voz ativa, como já exemplificamos acima, os tempos verbais são
compostos pelos verbos auxiliares ter ou haver + o verbo principal.
Já na voz passiva, os tempos compostos são formados pelos verbos
auxiliares ter ou haver + ser + verbo principal no particípio.
- Temos
sido beneficiados com o trabalho deste delegado.
- As
vendas têm aumentado bastante no último mês
Formação da Locução
verbal
A locução perifrástica, por sua vez, é formada pela junção de um verbo
auxiliar + um verbo no infinitivo ou no gerúndio.
- Estamos
fazendo o possível para terminar logo.
- Vou
vender todas as mercadorias e atingir a minha meta.
Fonte:
CEREJA, William Roberto. Português: Linguagens: volume 2: ensino médio / William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 5. ed. – São Paulo: Atual, 2005.
http://recantodasletras.uol.com.br/gramatica
CEREJA, William Roberto. Português: Linguagens: volume 2: ensino médio / William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 5. ed. – São Paulo: Atual, 2005.
http://recantodasletras.uol.com.br/gramatica
Objeto Direto e Objeto Indireto
O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que
completam o sentido dos verbos transitivos.
Objeto direto
- vem sempre associado a um verbo transitivo;
- liga-se ao verbo sem preposição, exigida por este;
- indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.
Ex.: Maria vendia doces.
sujeito v.trans. direto obj.direto
As crianças esperavam os pais.
sujeito v. trans.direto obj.direto
Objeto direto preposicionado
O objeto direto pode vir precedido de preposição: é chamado objeto direto preposicionado. Tal preposição ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.
Ex.: Estimo aos meus colegas. ( estimar: verbo transitivo direto, a preposição surge como um recurso enfático e não porque o verbo a exija.)
Objeto indireto
- vem sempre associado a verbo transitivo;
- liga-se ao verbo através de preposição exigida por este;
- indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.
Ex.: Davi gosta de música.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto
A professora não confia em seus alunos.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto
Núcleo do objeto
O núcleo do objeto é representado por um substantivo (ou palavra com valor de substantivo).
a) substantivo: Ana comprou chocolate.
sujeito v. trans. direto obj.direto
b) pronome substantivo: O chefe confia em nós.
sujeito v. trans.indireto obj.indireto
c) palavra substantivada: Ele esperava um tchau.
sujeito v. trans.direto obj. direto
O objeto pode ser constituído por pronome oblíquo:
- os pronomes o, a, os, as atuam como objeto direto.
v.trans.direto
Ex.: O pai deixou-as na escola.
obj.direto
- os pronomes lhe, lhes atuam como objeto indireto.
v.trans.indireto
Ex.: A notícia interessava-lhes.
obj.indireto
Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem atuar como objetos diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal.
v.trans.direto
Ex.: Elegeram-me representante da classe.
obj.direto
v. trans. direto e indireto
Mostraram-nos um mundo inacreditável.
obj.indireto obj.direto
Objeto direto
- vem sempre associado a um verbo transitivo;
- liga-se ao verbo sem preposição, exigida por este;
- indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.
Ex.: Maria vendia doces.
sujeito v.trans. direto obj.direto
As crianças esperavam os pais.
sujeito v. trans.direto obj.direto
Objeto direto preposicionado
O objeto direto pode vir precedido de preposição: é chamado objeto direto preposicionado. Tal preposição ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.
Ex.: Estimo aos meus colegas. ( estimar: verbo transitivo direto, a preposição surge como um recurso enfático e não porque o verbo a exija.)
Objeto indireto
- vem sempre associado a verbo transitivo;
- liga-se ao verbo através de preposição exigida por este;
- indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.
Ex.: Davi gosta de música.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto
A professora não confia em seus alunos.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto
Núcleo do objeto
O núcleo do objeto é representado por um substantivo (ou palavra com valor de substantivo).
a) substantivo: Ana comprou chocolate.
sujeito v. trans. direto obj.direto
b) pronome substantivo: O chefe confia em nós.
sujeito v. trans.indireto obj.indireto
c) palavra substantivada: Ele esperava um tchau.
sujeito v. trans.direto obj. direto
O objeto pode ser constituído por pronome oblíquo:
- os pronomes o, a, os, as atuam como objeto direto.
v.trans.direto
Ex.: O pai deixou-as na escola.
obj.direto
- os pronomes lhe, lhes atuam como objeto indireto.
v.trans.indireto
Ex.: A notícia interessava-lhes.
obj.indireto
Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem atuar como objetos diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal.
v.trans.direto
Ex.: Elegeram-me representante da classe.
obj.direto
v. trans. direto e indireto
Mostraram-nos um mundo inacreditável.
obj.indireto obj.direto
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola
Concordância Verbal e Nominal
Saiba tudo sobre concordância verbal e nominal e não tenha mais problemas!
De acordo com Mattoso Câmara “dá-se
em gramática o nome de concordância à circunstância de um adjetivo variar em
gênero e número de acordo com o substantivo a que se refere (concordância
nominal) e à de um verbo variar em número e pessoa de acordo com o seu sujeito
(concordância verbal). Há, não obstante, casos especiais que se prestam a
dúvidas”.
Então, observamos e podemos definir
da seguinte forma: concordância vem do verbo concordar, ou seja, é um acordo
estabelecido entre termos.
O caso da concordância verbal diz respeito ao verbo em relação ao
sujeito, o primeiro deve concordar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª,
2ª, 3ª) com o segundo.
Já a concordância
nominal diz respeito ao substantivo e seus termos referentes: adjetivo, numeral,
pronome, artigo. Essa concordância é feita em gênero (masculino ou feminino) e
pessoa.
Como vimos acima, na definição de
Mattoso Câmara, existem regras gerais e alguns casos especiais que devem ser
estudados particularmente, pois geram dúvidas quanto ao uso. Há muitos casos
que a norma não é definida e há resoluções diferentes por parte dos autores,
escritores ou estudantes da concordância.
Veja com mais detalhes esse assunto
nos links a seguir: Concordância Verbal – Regra geral e Concordância Verbal -
Os casos especiais.
Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Graduada em Letras
8 - SINTAXE DE REGÊNCIA
Regência Verbal e Nominal
Definição:
Dá-se o nome de regência à relação de
subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando frases não
ambíguas, que expressem efetivamente o sentido desejado, que sejam corretas e
claras.
REGÊNCIA VERBAL
|
Termo Regente: VERBO
|
A regência verbal estuda a relação que se
estabelece entre os verbos e os termos que os complementam(objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar
nossa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de conhecermos as
diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou
retirada de uma preposição. Observe:
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer", satisfazer.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer", satisfazer.
Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém".
|
Saiba que:
O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos
fundamentais do estudo da regência verbal (e também nominal). As preposições
são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo dito.
Veja os exemplos:
Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo caso, é o meio de transporte por mim
utilizado. A oração "Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de
indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem divergências entre a
regência coloquial, cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.
|
Para estudar a regência verbal, agruparemos os
verbos de acordo com sua transitividade. A transitividade,
porém, não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas
em frases distintas.
Ortografia
A ortografia se caracteriza por
estabelecer padrões para a forma escrita das palavras. Essa escrita está
relacionada tanto a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras)
quanto fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante
compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A forma de grafar as
palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os diversos países em
que a língua portuguesa é oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é
ler, escrever e consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
O Alfabeto
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26
letras. Cada letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
|
a A (á)
b B (bê)
c C (cê)
d D (dê)
e E (é)
f F (efe)
g G (gê ou guê)
h H (agá)
i I (i)
|
j J (jota)
k K (cá)
l L (ele)
m M (eme)
n N (ene)
o O (ó)
p P (pê)
q Q (quê)
r R (erre)
|
s S (esse)
t T (tê)
u U (u)
v V (vê)
w W (dáblio)
x X (xis)
y Y (ípsilon)
z Z (zê)
|
Observação: emprega-se também o ç,
que representa o fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas
palavras.
Emprego das letras K, W e Y
Utilizam-se nos seguintes casos:
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, taylorista.
b) Em topônimos
originários de outras línguas e seus derivados.
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como unidades de
medida de curso internacional.
Exemplos: K (Potássio), W
(West), kg (quilograma), km (quilômetro), Watt.
Emprego de X e Ch
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe
Exceção: recauchutar e seus derivados
2) Após a sílaba
inicial "en".
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
Exceção: palavras
iniciadas por "ch" que recebem o prefixo "en-"
Exemplos: encharcar
(de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), encher e seus derivados (enchente,
enchimento, preencher...)
3) Após a sílaba
inicial "me-".
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
Exceção: mecha
4) Em vocábulos de
origem indígena ou africana e nas palavras inglesas aportuguesadas.
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu
5) Nas seguintes
palavras:
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez,xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, etc.
Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes
vocábulos:
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
|
Guia Prático da
Nova Ortografia
Esteja atento às alterações previstas pelo Acordo Ortográfico da
Língua Portuguesa. A partir de 2009, as novas regras linguísticas entrarão em
vigor oficialmente.
O acento agudo desaparecerá em três casos:
a) Nos ditongos
(encontros de duas vogais proferidas em uma só sílaba) abertos ei e oi das palavras
paroxítonas (aquelas cuja sílaba pronunciada com mais intensidade é a
penúltima).
Exemplos:
Mais exemplos: alcaloide,
alcateia, apoio, assembleia, asteroide, celuloide, colmeia, Coreia, epopeia,
estreia, heroico, joia, odisseia, onomatopeia, paranoia, plateia, proteico,
etc.
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim,
continuam sendo acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus,
ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus, chapéu, chapéus,
anéis, dói, céu, ilhéu.
Exemplos:
b) Nas palavras paroxítonas com i e u tônicos formando hiato (sequência de duas vogais
que pertencem a sílabas diferentes), quando vierem após um ditongo. Veja:
Atenção: se a palavra for
oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, Piauí.
c) Nas formas verbais
que possuem o u tônico precedido
das letras g ou q e seguido de e ou i. Esses casos
ocorrem apenas nas formas verbais de arguir e redarguir. Observe:
|
Regras de Acentuação Gráfica
Baseiam-se na constatação de que, em
nossa língua, as palavras mais numerosas são as paroxítonas, seguidas pelas oxítonas. A maioria das paroxítonas termina em -a, -e, -o, -em, podendo ou não ser
seguidas de "s". Essas paroxítonas, por serem maioria, não são acentuadas graficamente. Já as proparoxítonas, por serem pouco numerosas, são sempre
acentuadas.
Proparoxítonas
Sílaba tônica:
antepenúltima
As proparoxítonas são todas acentuadas
graficamente. Exemplos:
trágico, patético, árvore
Paroxítonas
Sílaba tônica:
penúltima
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:
|
l
|
fácil
|
|
n
|
pólen
|
|
r
|
cadáver
|
|
ps
|
bíceps
|
|
x
|
tórax
|
|
us
|
vírus
|
|
i, is
|
júri, lápis
|
|
om, ons
|
iândom, íons
|
|
um, uns
|
álbum, álbuns
|
|
ã(s), ão(s)
|
órfã, órfãs, órfão, órfãos
|
|
ditongo oral
(seguido ou não de s)
|
jóquei, túneis
|
Observações:
1) As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas as que
terminam em "ens", não. (hifens, jovens)
2) Não são acentuados os prefixos
terminados em "i "e "r". (semi, super)
3) Acentuam-se as paroxítonas
terminadas em ditongos crescentes: ea(s),
oa(s), eo(s), ua(s), ia(s), ue(s), ie(s), uo(s),io(s).
Exemplos:
várzea, mágoa, óleo, régua, férias,
tênue, cárie, ingênuo, início
Oxítonas
Sílaba tônica: última
Acentuam-se as oxítonas terminadas em:
|
a(s):
|
sofá, sofás
|
|
e(s):
|
jacaré, vocês
|
|
o(s):
|
paletó, avós
|
|
em, ens:
|
ninguém, armazéns
|
Sílaba
tônica
Oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas
Oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas
Os acentos
existem em nossa língua, têm sua lógica e devem ser usados. Vamos lembrar
rapidamente o que é palavra oxítona, paroxítona e proparoxítona.
Palavra
oxítona é aquela
cuja sílaba tônica é a última. Exemplo: "café".
Paroxítona é aquela palavra cuja sílaba tônica é a
penúltima. "Lata", por exemplo.
A lógica
das regras de acentuação é a exclusão. Acentua-se o que é mais raro.
Todas as paroxítonas terminadas em "r" são
acentuadas e, portanto, nenhuma oxítona terminada em "r" deve ser
acentuada. Nesse caso, basta lembrar que todos os verbos são terminados em
"r" (falar, beber, bater, ouvir, chorar, comer...). Todos são
palavras oxítonas.
Quanto às proparoxítonas, veja o exemplo que Chico Buarque
nos traz em "Construção".
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Observe
que os versos terminam sempre em palavras proparoxítonas,
ou seja, naquelas cuja sílaba tônica é a antepenúltima.
É o caso
de "última", "único", "tímido",
"máquina", "sólidas", "mágico", e
"lágrima". As proparoxítonas são as palavras mais raras da nossa
língua; por isso todas são acentuadas.
Chico
Buarque teve muito trabalho para escolher, entre palavras que já são raras,
aquelas que coubessem nos seus versos. O sistema de acentuação da nossa língua
é muito bem feito. Resta a você seguir as regras e não ser tímido em acentuar quando necessário.
|
6 - VERBO
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros processos:
ação (correr);
estado (ficar);
fenômeno (chover);
ocorrência (nascer);
desejo (querer).
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus possíveis
significados. Observe que palavras como corrida, chuva e nascimento têm
conteúdo muito próximo ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam,
porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
Estrutura das Formas Verbais
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apresentar os
seguintes elementos:
a) Radical: é a parte
invariável, que expressa o significado essencial do verbo.
Por exemplo:
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a conjugação a que
pertence o verbo.
Por exemplo:
fala-r
São três as conjugações:
1ª - Vogal Temática - A - (falar)
2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)
c) Desinência
modo-temporal: é o elemento que designa o tempo e o modo do verbo.
d) Desinência
número-pessoal: é o elemento que designa a pessoa do discurso (
1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou plural).
Observação: o verbo pôr,
assim como seus derivados ( compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª
conjugação, pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal "e", apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas
formas do verbo: põe, pões, põem, etc.
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos verbos com o
conceito de acentuação tônica, percebemos com facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no radical do
verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas
formas arrizotônicas, o acento tônico
não cai no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos.
|
||||||||||||
7 - ADVÉRBIO
Compare estes exemplos:
O ônibus chegou.
O ônibus chegou ontem.
A palavra ontem acrescentou ao verbo chegou uma circunstância de tempo: ontem é um advérbio.
Marcos jogou bem.
Marcos jogou muito bem.
A palavra muito intensificou o sentido do advérbio bem: muito, aqui, é um advérbio.
A criança é linda.
A criança é muito linda.
A palavra muito intensificou a qualidade contida no adjetivo linda: muito, nessa frase, é um
advérbio.
|
Advérbio é uma palavra invariável
que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.
|
Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração
inteira; nessa situação, normalmente transmitem a avaliação de quem fala ou
escreve sobre o conteúdo da oração.
Por exemplo:
As providências tomadas foram infrutíferas, lamentavelmente.
Quando modifica um verbo, o advérbio pode
acrescentar várias ideias, tais como:
Tempo: Ela chegou tarde.
Lugar: Ele mora aqui.
Modo: Eles agiram mal.
Negação: Ela não saiu de casa.
Dúvida: Talvez ele volte.
Observações:
- Os advérbios que se relacionam ao
verbo são palavras que expressam circunstâncias do processo verbal, podendo assim, ser classificados como determinantes.
Por exemplo:
Ninguém manda aqui!
mandar: verbo
aqui: advérbio de lugar = determinante do
verbo
- Quando modifica um adjetivo, o advérbio
acrescenta a ideia de intensidade.
Por exemplo:
O filme era muito bom.
- Na linguagem jornalística e publicitária atuais,
têm sido frequentes os advérbios associados a substantivos:
Por exemplo:
" Isso é simplesmente futebol" - disse o jogador.
"Orgulhosamente Brasil" é o que diz a nova campanha publicitária ufanista.
"Orgulhosamente Brasil" é o que diz a nova campanha publicitária ufanista.
Adjuntos: Adnominal e Adverbial
As orações são compostas
também por termos acessórios, a saber: adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto.
Este artigo pretende discorrer sobre as particularidades dos adjuntos.
Adjunto Adnominal
É entendido como o elemento da oração que sempre acompanha o
núcleo do substantivo de uma função sintática (objetos, sujeito, complemento
nominal etc.).
O adjunto adnominal vem representado por artigos, adjetivos,
locuções adjetivas, pronomes adjetivos e numerais. É importante ressaltar
que ele se liga ao nome com a presença ou não de preposição, sendo um
caracterizador do nome a que faz referência; portanto, tem valor adjetivo.
Exemplos:
1.
Minha amiga do colégio comprou duas blusas iguais.
(Repare que as palavras em destaque são adjuntos adnominais.)
(Repare que as palavras em destaque são adjuntos adnominais.)
2.
Criança atenciosa.
(adjetivo)
3.
Brinco de ouro.
(locução adjetiva)
4.
O caderno. (artigo)
5.
Quinze sapatos. (numeral)
6.
Nossa família. (pronome
possessivo)
7.
Alguns carros. (pronome
indefinido)
8.
Aquela casa. (pronome
demonstrativo)
9.
Quero-te comigo.
(pronome oblíquo com valor de possessivo)
Espero que você tenha
compreendido o conceito e as aplicações do adjunto adnominal e que este artigo
tenha contribuído para sua pesquisa. Bom estudo!
Adjunto Adverbial
É o elemento da oração que se refere ao adjetivo, verbo ou até mesmo outro advérbio. Possui a mesma
função do advérbio,
pois acrescenta uma referência ao verbo, entretanto, pode também se referir a
toda a oração.
Exemplos:
1.
Não terei tempo para
passeios. (O termo em destaque refere-se ao verbo terei.)
2.
A prova terminou muito tarde. (Muito se refere ao advérbio tarde.)
CLASSIFICAÇÃO:
O adjunto adverbial é classificado como:
a) de afirmação: sim, deveras, com certeza etc.
b) de causa: por necessidade etc.
c) de companhia: com meus amigos, com meus pais etc.
d) de dúvida: talvez, acaso, porventura etc.
e) de concessão: apesar etc.
f) de lugar: aqui, lá, atrás, dentro, na rua etc.
g) de instrumento: com a ferramenta etc.
h) de meio: de carro, de moto, de
ônibus, de trem etc.
i) de modo: depressa, devagar, mal, bem etc.
j) de negação: não etc.
k) de intensidade: muito etc.
l) de tempo: ontem, hoje, cedo, agora etc.
Por: Miriã Lira
Conjunções
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes
de uma mesma oração.
CLASSIFICAÇÃO
- Conjunções Coordenativas
- Conjunções Subordinativas
- Conjunções Coordenativas
- Conjunções Subordinativas
CONJUNÇÕES
COORDENATIVAS
Dividem-se em:
Dividem-se em:
- ADITIVAS: expressam a idéia
de adição, soma.
Observe os exemplos:
- Ela foi ao cinema e ao teatro.
- Minha amiga é dona-de-casa e professora.
- Eu reuni a família e preparei uma surpresa.
- Ele não só emprestou o joguinho como também me ensinou a jogar.
- Minha amiga é dona-de-casa e professora.
- Eu reuni a família e preparei uma surpresa.
- Ele não só emprestou o joguinho como também me ensinou a jogar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também, não
só...como também.
- ADVERSATIVAS
Expressam idéias contrárias, de oposição, de compensação. Exemplos:
Expressam idéias contrárias, de oposição, de compensação. Exemplos:
- Tentei chegar na hora, porém me atrasei.
- Ela trabalha muito mas ganha pouco.
- Não ganhei o prêmio, no entanto dei o melhor de mim.
- Não vi meu sobrinho crescer, no entanto está um homem.
- Ela trabalha muito mas ganha pouco.
- Não ganhei o prêmio, no entanto dei o melhor de mim.
- Não vi meu sobrinho crescer, no entanto está um homem.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, no
entanto, entretanto.
ALTERNATIVAS
Expressam idéia de alternância.
Expressam idéia de alternância.
- Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
- Minha cachorra ora late ora dorme.
- Vou ao cinema quer faça sol quer chova.
- Minha cachorra ora late ora dorme.
- Vou ao cinema quer faça sol quer chova.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...quer,
já...já.
CONCLUSIVAS
Servem para dar conclusões às orações. Exemplos:
Servem para dar conclusões às orações. Exemplos:
- Estudei muito por isso mereço passar.
- Estava preparada para a prova, portanto não fiquei nervosa.
- Você me ajudou muito; terá, pois sempre a minha gratidão.
- Estava preparada para a prova, portanto não fiquei nervosa.
- Você me ajudou muito; terá, pois sempre a minha gratidão.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois (depois do
verbo), portanto, por conseguinte, assim.
EXPLICATIVAS
Explicam, dão um motivo ou razão:
Explicam, dão um motivo ou razão:
- É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
- Não demore, que o seu programa favorito vai começar.
- Não demore, que o seu programa favorito vai começar.
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes do verbo),
porquanto.
CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES
SUBORDINATIVAS
CAUSAIS
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como (= porque). Exemplos:
CAUSAIS
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como (= porque). Exemplos:
- Não pude comprar o CD porque estava em falta.
- Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
- Como não sabe dirigir, vendeu o carro que ganhou no sorteio.
- Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
- Como não sabe dirigir, vendeu o carro que ganhou no sorteio.
COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como, mais...do que, menos...do que.
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como, mais...do que, menos...do que.
- Ela fala mais que um papagaio.
CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que.
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado.Traz
em si uma idéia de “apesar de”.
- Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar cansada)
- Apesar de ter chovido fui ao cinema.
- Apesar de ter chovido fui ao cinema.
CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo, conforme, consoante
- Cada um colhe conforme semeia.
- Segundo me disseram a casa é esta.
- Segundo me disseram a casa é esta.
Expressam uma idéia de acordo, concordância, conformidade.
CONSECUTIVAS
Expressam uma idéia de conseqüência.
Expressam uma idéia de conseqüência.
Principais conjunções consecutivas: que ( após “tal”, “tanto”, “tão”,
“tamanho”).
- Falou tanto que ficou rouco.
- Estava tão feliz que desmaiou.
- Estava tão feliz que desmaiou.
FINAIS
Expressam idéia de finalidade, objetivo.
Expressam idéia de finalidade, objetivo.
- Todos trabalham para que possam sobreviver.
- Viemos aqui para que vocês ficassem felizes.
- Viemos aqui para que vocês ficassem felizes.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque (=para
que),
PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que.
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que.
- À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
- Quanto mais ela estudava, mais feliz seus pais ficavam.
- Quanto mais ela estudava, mais feliz seus pais ficavam.
TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo que.
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo que.
- Quando eu sair, vou passar na locadora.
- Chegamos em casa assim que começou a chover.
- Mal chegamos e a chuva desabou.
- Chegamos em casa assim que começou a chover.
- Mal chegamos e a chuva desabou.
Obs: Mal é conjunção subordinativa temporal quando equivale a "logo
que".
Exemplos: ainda que, se bem que, visto que, contanto que, à proporção
que.
Algumas pessoas confundem as circunstâncias de causa e conseqüência.
Realmente, às vezes, fica difícil diferenciá-las.
Observe os exemplos:
- Correram tanto, que ficaram cansados.
- Correram tanto, que ficaram cansados.
“Que ficaram cansados” aconteceu depois deles terem corrido, logo é uma
conseqüência.
Ficaram cansados porque correram muito.
Ficaram cansados porque correram muito.
“Porque correram muito” aconteceu antes deles ficarem cansados, logo é
uma causa.
Figuras de Linguagem
As figuras de linguagem ou de estilo são empregadas para valorizar o texto,
tornando a linguagem mais expressiva. É um recurso linguístico para expressar
experiências comuns de formas diferentes, conferindo originalidade, emotividade
ou poeticidade ao discurso.
As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as produz,
traduzindo particularidades estilísticas do autor. A palavra empregada em
sentido figurado, não-denotativo, passa a pertencer a outro campo de
significação, mais amplo e criativo.
As figuras de linguagem classificam-se em:
a) figuras de palavra;
b) figuras de harmonia;
c) figuras de pensamento;
d) figuras de construção
ou sintaxe.
FIGURAS DE PALAVRA
As figuras de palavra são figuras de linguagem que consistem no
emprego de um termo com sentido diferente daquele convencionalmente empregado,
a fim de se conseguir um efeito mais expressivo na comunicação.
São figuras de palavras:
a) comparação e) catacrese
b) metáfora f) sinestesia
c) metonímia g) antonomásia
d) sinédoque h) alegoria
Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece aproximação entre dois
elementos que se identificam, ligados por conectivos comparativos explícitos -
feito, assim como, tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem - e alguns
verbos - parecer, assemelhar-se e outros.
Exemplos: "Amou
daquela vez como se fosse máquina.
Beijou sua mulher como se fosse lógico.
Beijou sua mulher como se fosse lógico.
Metáfora: Ocorre metáfora quando um termo substitui outro através de uma
relação de semelhança resultante da subjetividade de quem a cria. A metáfora
também pode ser entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo não
está expresso, mas subentendido.
Exemplo: "Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrairpérolas, que é a razão."
Metonímia: Ocorre metonímia quando há substituição de uma palavra por
outra, havendo entre ambas algum grau de semelhança, relação, proximidade de
sentido ou implicação mútua. Tal substituição fundamenta-se numa relação
objetiva, real, realizando-se de inúmeros modos:
"E assim o operário ia
Com suor e com cimento 2
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento."
2 Com trabalho.
Comprei uma garrafa do legítimo porto 3.
3 O vinho da cidade do Porto.
Ela parecia ler Jorge Amado 4.
4 A obra de Jorge Amado.
Não devemos contar com o seu coração 5.
5 Sentimento, sensibilidade.
Sinédoque: Ocorre sinédoque quando há substituição de um termo por outro,
havendo ampliação ou redução do sentido usual da palavra numa relação
quantitativa. Encontramos sinédoque nos seguintes casos:
"A cidade inteira 1 viu assombrada, de queixo caído, o pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos2 de seu cavalo."
1 O povo. 2 Parte das patas.
O paulista 3 é tímido; o carioca 4, atrevido.
3 Todos os paulistas. 4 Todos os cariocas.
Para os artistas ele foi um mecenas 5.
5 Protetor.
Modernamente, a metonímia engloba a sinédoque.
Catacrese: A catacrese é um tipo de especial de metáfora, "é uma
espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente nenhum vestígio de
inovação, de criação individual e pitoresca. É a metáfora tornada hábito
lingüístico, já fora do âmbito estilístico." (Othon M. Garcia)
Exemplos: folhas de livro, pele de tomate, dente de alho, montar em burro, céu da boca, cabeça de prego,mão de direção, ventre da terra, asa da xícara, sacar dinheiro no banco.
Sinestesia: A sinestesia consiste na fusão de sensações diferentes numa
mesma expressão. Essas sensações podem ser físicas (gustação, audição, visão,
olfato e tato) ou psicológicas (subjetivas).
Exemplo: "A
minha primeira recordação é um muro velho, no quintal de uma casa indefinível.
Tinha várias feridas no reboco e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha verde[sensação visual] e úmida, macia [sensações táteis], quase irreal." (Augusto Meyer)
Antonomásia: Ocorre antonomásia quando designamos uma pessoa por uma
qualidade, característica ou fato que a distingue.
Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido,
alcunha ou cognome, cuja origem é umaposto (descritivo, especificativo etc.) do
nome próprio.
Exemplos:
"E ao rabi simples1, que a igualdade prega,
Rasga e enlameia a túnica inconsútil;
1 Cristo
"E ao rabi simples1, que a igualdade prega,
Rasga e enlameia a túnica inconsútil;
1 Cristo
Pelé (= Edson Arantes do Nascimento)
O poeta dos escravos (= Castro Alves)
O Dante Negro (= Cruz e Souza)
O Corso (= Napoleão)
O poeta dos escravos (= Castro Alves)
O Dante Negro (= Cruz e Souza)
O Corso (= Napoleão)
Alegoria: A alegoria é uma acumulação de metáforas referindo-se ao mesmo
objeto; é uma figura poética que consiste em expressar uma situação global por
meio de outra que a evoque e intensifique o seu significado. Na alegoria, todas
as palavras estão transladadas para um plano que não lhes é comum e oferecem
dois sentidos completos e perfeitos - um referencial e outro metafórico.
Exemplo: "A vida é uma ópera, é uma grande
ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos
comprimários, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em
presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há coros numerosos, muitos
bailados, e a orquestra é excelente... (Machado
de Assis)
FIGURAS DE HARMONIA
Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos produzidos na
linguagem quando há repetição de sons ou, ainda, quando se procura
"imitar"sons produzidos por coisas ou seres.
As figuras de linguagem de harmonia ou de som são:
a) aliteração c) assonância
b) paronomásia d) onomatopéia
Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da mesma consoante ou de
consoantes similares, geralmente em posição inicial da palavra.
Exemplo: "Toda gente
homenageia Januária
na janela."
Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da mesma vogal ao longo de
um verso ou poema.
Exemplo: "Sou Ana, da cama
da cana, fulana, bacana
Sou Ana de Amsterdam."
da cana, fulana, bacana
Sou Ana de Amsterdam."
Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução de sons semelhantes em
palavras de significados diferentes.
Exemplo: "Berro pelo aterro pelo desterro
berro por seu berro pelo seu erro
quero que você ganhe que você me apanhe
sou o seu bezerro gritando mamãe."
berro por seu berro pelo seu erro
quero que você ganhe que você me apanhe
sou o seu bezerro gritando mamãe."
Onomatopéia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído
ou som.
Exemplo: "O silêncio fresco despenca das
árvores.
Veio de longe, das planícies altas,
Dos cerrados onde o guaxe passe rápido...
Vvvvvvvv... passou."
Veio de longe, das planícies altas,
Dos cerrados onde o guaxe passe rápido...
Vvvvvvvv... passou."
FIGURAS DE PENSAMENTO
As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se
referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico.
São figuras de linguaem de pensamento:
a) antítese d) apóstrofe g) paradoxo
b) eufemismo e) gradação h) hipérbole
c) ironia f) prosopopéia i) perífrase
b) eufemismo e) gradação h) hipérbole
c) ironia f) prosopopéia i) perífrase
Antítese: Ocorre antítese quando
há aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos.
Exemplo: "Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições trocadas. Uns nos querem mal,
e fazem-nosbem. Outros nos almejam o bem, e nos trazem o mal." (Rui Barbosa)
Apóstrofe: Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma pessoa ou algo, real
ou imaginário, que pode estar presente ou ausente. Corresponde ao vocativo na
análise sintática e é utilizada para dar ênfase à expressão.
Exemplo: "Deus! ó Deus!
onde estás, que não respondes?" (Castro
Alves)
Paradoxo: Ocorre paradoxo não
apenas na aproximação de palavras de sentido oposto, mas também na de idéias
que se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade enunciada com
aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é outra designação para paradoxo.
Exemplo: "Amor
é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;" (Camões)
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;" (Camões)
Eufemismo: Ocorre eufemismo quando
uma palavra ou expressão é empregada para atenuar uma verdade tida como penosa,
desagradável ou chocante.
Exemplo: "E
pela paz derradeira1 que enfim vai nos redimir Deus lhe pague" (Chico Buarque)
1 paz derradeira: morte
1 paz derradeira: morte
Gradação: Ocorre gradação quando há uma seqüência de palavras que
intensificam uma mesma idéia.
Exemplo: "Aqui... além... mais longe por onde eu movo o
passo." (Castro
Alves)
Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma idéia, a fim de
proporcionar uma imagem emocionante e de impacto.
Exemplo: "Rios te correrão dos olhos, se chorares!" (Olavo Bilac)
Ironia: Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, pela
contradição de termos, sugere-se o contrário do que as palavras ou orações
parecem exprimir. A intenção é depreciativa ou sarcástica.
Exemplo: "Moça
linda, bem tratada,
três séculos de família,
burra como uma porta:
um amor." (Mário de Andrade)
três séculos de família,
burra como uma porta:
um amor." (Mário de Andrade)
Prosopopéia: Ocorre prosopopéia (ou animização ou personificação) quando se
atribui movimento, ação, fala, sentimento, enfim, caracteres próprios de seres
animados a seres inanimados ou imaginários.
Também a atribuição de características humanas a seres animados
constitui prosopopéia o que é comum nas fábulas e nos apólogos, como este
exemplo de Mário de Quintana: "O peixinho (...) silencioso e levemente
melancólico..."
Exemplos: "...
os rios vão carregando as queixas do
caminho." (Raul Bopp)
Um frio inteligente (...) percorria o
jardim..." (Clarice Lispector)
Perífrase: Ocorre perífrase quando se cria um torneio de palavras para
expressar algum objeto, acidente geográfico ou situação que não se quer nomear.
Exemplo: "Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil." (André Filho)
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil." (André Filho)
FIGURAS DE SINTAXE
As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a desvios
em relação à concordância entre os termos da oração, sua ordem, possíveis
repetições ou omissões.
Elas podem ser construídas por:
a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma;
b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto;
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage;
d) ruptura: anacoluto;
e) concordância ideológica: silepse.
b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto;
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage;
d) ruptura: anacoluto;
e) concordância ideológica: silepse.
Portanto, são figuras de linguagem de construção ou sintaxe:
a) assíndeto e) elipse i) zeugma
b) anáfora f) pleonasmo j) polissíndeto
c) anástrofe g) hiperbato l) sínquise
d) hipálage h) anacoluto m) silepse
b) anáfora f) pleonasmo j) polissíndeto
c) anástrofe g) hiperbato l) sínquise
d) hipálage h) anacoluto m) silepse
Assíndeto: Ocorre assíndeto quando
orações ou palavras deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, aparecem
justapostas ou separadas por vírgulas.
Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato, por
exigência das pausas rítmicas (vírgulas).
Exemplo: "Não nos movemos,
as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se,
apertando-se, fundindo-se." (Machado de Assis)
Elipse: Ocorre elipse quando omitimos um termo ou oração que facilmente
podemos identificar ou subentender no contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes,
conjunções, preposições ou verbos. É um poderoso recurso de concisão e
dinamismo.
Exemplo: "Veio sem pinturas,
em vestido leve, sandálias coloridas."
1 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de sandálias...)
1 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de sandálias...)
Zeugma: Ocorre zeugma quando um termo já expresso na frase é suprimido,
ficando subentendida sua repetição.
Exemplo: "Foi saqueada a vida, e assassinados
os partidários dos Felipes." 1
1 Zeugma do verbo: "e foram assassinados..."
1 Zeugma do verbo: "e foram assassinados..."
Anáfora: Ocorre anáfora quando há
repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou verso.
Exemplo: "Depois o areal extenso...
Depois o oceano de pó...
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só..." (Castro Alves)
Depois o oceano de pó...
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só..." (Castro Alves)
Pleonasmo: Ocorre pleonasmo quando
há repetição da mesma idéia, isto é, redundância de significado.
a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras
redundantes para reforçar uma idéia, tanto do ponto de vista semântico quanto
do ponto de vista sintático. Usado como um recurso estilístico, enriquece a
expressão, dando ênfase à mensagem.
Exemplo: "Iam
vinte anos desde aquele dia
Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quando em visão com os da saudade via." (Alberto de Oliveira)
Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quando em visão com os da saudade via." (Alberto de Oliveira)
"Ó mar salgado, quando do teu sal
São lágrimas de Portugal" (Fernando Pessoa)
São lágrimas de Portugal" (Fernando Pessoa)
b) Pleonasmo vicioso: É o desdobramento de
idéias que já estavam implícitas em palavras anteriormente expressas.
Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de reforço de uma
idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do sentido real das palavras.
Exemplos: subir
para cima, entrar para dentro, repetir
de novo, ouvir com os ouvidos, hemorragia
de sangue, monopólio exclusivo, breve
alocução, principal protagonista
Polissíndeto: Ocorre polissíndeto quando há repetição enfática de uma
conjunção coordenativa mais vezes do que exige a norma gramatical ( geralmente
a conjunção e). É um recurso que sugere movimentos ininterruptos ou
vertiginosos.
Exemplo: "Vão
chegando as burguesinhas pobres,
e as criadas das burguesinhas ricas
e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza." (Manuel Bandeira)
e as criadas das burguesinhas ricas
e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza." (Manuel Bandeira)
Anástrofe: Ocorre anástrofe quando há uma simples inversão de palavras vizinhas
(determinante / determinado).
Exemplo: "Tão leve estou 1 que nem sombra
tenho." (Mário Quintana)
1 Estou tão leve...
1 Estou tão leve...
Hipérbato: Ocorre hipérbato quando
há uma inversão completa de membros da frase.
Exemplo: "Passeiam à tarde, as belas na
Avenida. " 1 (Carlos Drummond de Andrade)
1 As belas passeiam na Avenida à tarde.
1 As belas passeiam na Avenida à tarde.
Sínquise: Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta de distantes
partes da frase. É um hipérbato exagerado.
Exemplo: "A grita se alevanta ao Céu, da
gente. " 1 (Camões)
1 A grita da gente se alevanta ao Céu.
1 A grita da gente se alevanta ao Céu.
Hipálage: Ocorre hipálage quando há inversão da posição do adjetivo: uma
qualidade que pertence a uma objeto é atribuída a outro, na mesma frase.
Exemplo: "... as lojas loquazes dos barbeiros." 2 (Eça de Queiros)
2 ... as lojas dos barbeiros loquazes.
2 ... as lojas dos barbeiros loquazes.
Anacoluto: Ocorre anacoluto quando há interrupção do plano sintático com
que se inicia a frase, alterando-lhe a seqüência lógica. A construção do
período deixa um ou mais termos - que não apresentam função sintática definida
- desprendidos dos demais, geralmente depois de uma pausa sensível.
Exemplo: "Essas empregadas de hoje, não se pode confiar
nelas." (Alcântara Machado)
Silepse: Ocorre silepse quando a
concordância não é feita com as palavras, mas com a idéia a elas associada.
a) Silepse de gênero: Ocorre quando há
discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino).
Exemplo: "Quando
a gente é novo,
gosta de fazer bonito." (Guimarães Rosa)
b) Silepse de número: Ocorre quando há
discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural).
Exemplo: Corria gente de todos lados, e gritavam." (Mário Barreto)
c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há
discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou
escreve se inclui no sujeito enunciado.
Exemplo: "Na
noite seguinte estávamos reunidas algumas pessoas." (Machado de Assis)
Por: Renan Bardine
As divisões da gramática
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Em virtude das peculiaridades inerentes aos fatos linguísticos, a
gramática opta por estudá-los separadamente
Muito se fala sobre morfologia,
sintaxe, fonologia, mas é bem provável que poucos conheçam suas reais
características. Pois bem, ao estabelecermos familiaridade com os fatos que
norteiam a língua, todos eles prescritos por uma infinidade de gramáticas, umas
mais complexas, outras nem tanto, constatamos que estes são dotados de certa
complexidade.
Cabe dizer também que estas gramáticas optam por estudá-los de maneira separada, tendo em vista os traços que os demarcam. Razão pela qual as gramáticas são divididas em partes específicas.
Até mesmo em se tratando dos ambientes de sala de aula, vale mencionar que os educadores não têm essa preocupação em repassar tal aspecto ao aluno, razão pela qual ele apenas apreende acerca dos conteúdos e não sabe distinguir a que divisão pertencem. Em virtude de tal ocorrência, no intuito de nortearmos nosso conhecimento no que diz respeito a esse assunto, o artigo em pauta tem por finalidade ressaltar algumas características pertinentes, apontando sobre essas divisões os respectivos traços que as delineiam. Observemos, pois:
Fonologia – Tem por objetivo estudar acerca dos fonemas ou sons da língua e as sílabas formadas por tais fonemas. Nesse ínterim, estão presentes aspectos relacionados à ortografia, à ortoepia (estudo da articulação e pronúncia dos vocábulos) e à prosódia (estudo da acentuação tônica dos vocábulos).
Morfologia – Compreende o estudo das palavras e os elementos que as constituem. São atribuídos a esse conjunto de informações: a análise da estrutura, a formação e os mecanismos de flexão referentes às palavras. Assim sendo, fica a cargo da morfologia apontar acerca de todos os aspectos relativos aos substantivos, adjetivos, advérbios, pronomes, conjunções, enfim, todas as chamadas classes de palavras.
Sintaxe – A sintaxe, por sua vez, tem como foco principal a análise estrutural dos termos que compõem as orações e os períodos, tendo em vista as relações que se estabelecem entre estes. Compreende, portanto, o estudo dos termos essenciais da oração (sujeito e predicado), termos integrantes desta (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva) e os termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto e vocativo).
Cabe dizer também que estas gramáticas optam por estudá-los de maneira separada, tendo em vista os traços que os demarcam. Razão pela qual as gramáticas são divididas em partes específicas.
Até mesmo em se tratando dos ambientes de sala de aula, vale mencionar que os educadores não têm essa preocupação em repassar tal aspecto ao aluno, razão pela qual ele apenas apreende acerca dos conteúdos e não sabe distinguir a que divisão pertencem. Em virtude de tal ocorrência, no intuito de nortearmos nosso conhecimento no que diz respeito a esse assunto, o artigo em pauta tem por finalidade ressaltar algumas características pertinentes, apontando sobre essas divisões os respectivos traços que as delineiam. Observemos, pois:
Fonologia – Tem por objetivo estudar acerca dos fonemas ou sons da língua e as sílabas formadas por tais fonemas. Nesse ínterim, estão presentes aspectos relacionados à ortografia, à ortoepia (estudo da articulação e pronúncia dos vocábulos) e à prosódia (estudo da acentuação tônica dos vocábulos).
Morfologia – Compreende o estudo das palavras e os elementos que as constituem. São atribuídos a esse conjunto de informações: a análise da estrutura, a formação e os mecanismos de flexão referentes às palavras. Assim sendo, fica a cargo da morfologia apontar acerca de todos os aspectos relativos aos substantivos, adjetivos, advérbios, pronomes, conjunções, enfim, todas as chamadas classes de palavras.
Sintaxe – A sintaxe, por sua vez, tem como foco principal a análise estrutural dos termos que compõem as orações e os períodos, tendo em vista as relações que se estabelecem entre estes. Compreende, portanto, o estudo dos termos essenciais da oração (sujeito e predicado), termos integrantes desta (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva) e os termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto e vocativo).
UOL Educação Reforma Ortográfica: Conheça as novas regras
Trema
Deixou de ser usado, mas
nada muda na
pronúncia
Atenção: Exceção para nomes próprios
estrangeiros
(como Müller e Bündchen)
bilíngue
pinguim
cinquenta
linguistico
delinquente
Antiguidade
quinquênio
tranquilo
sequestro
consequência
aguentar
sagui
arguir
linguiça
Ditongos
abertos
Os ditongos ‘éi’, ‘ói’ e
‘éu’ só continuam a ser
acentuados no final da
palavra
Atenção: O acento será mantido em destróier e
Méier, conforme a regra que manda acentuar
os
paroxítonos terminados em ‘r’
Mas céu, dói, chapéu,
anéis, lençóis não mudam
boia
paranoico
heroico
plateia
ideia
tipoia
Acento
diferencial de tonicidade
Não se acentuam mais
certos substantivos e
formas verbais para
distingui-los graficamente
de outras palavras
Atenção: Esta regra aplica-se também
às palavras
compostas: para-brisa, para-raios.
Para evitar confusões, foram mantidos
os acentos do
verbo pôr e da forma do pretérito perfeito pôde. O
acento de fôrma (distinto de forma) é facultativo
Vou para casa. (preposição)
Ela não para de chorar. (verbo)
Vou pelo morro/pela estrada. (contração de
preposição + artigo)
O pelo do gato. (substantivo)
Eu pelo/ele pela a cabeça. (verbo)
Acento
circunflexo
Os hiatos ‘oo’ e ‘ee’ não
recebem mais acento
Atenção: Continuam acentuados (ele) vê, (eles) vêm
[verbo vir], (eles) têm etc.
abençoo
perdoo
magoo
enjoo
leem
veem
deem
creem
Acento agudo
sobre o 'u'
1. Não se acentua mais o
‘u’ tônico das formas
verbais argui, apazigue,
averigue
2. Não se acentuam mais o
‘u’ e o ‘i’ tônicos
precedidos de ditongo em
palavras paroxítonas
Atenção: Feiíssimo e cheiíssimo continuam
acentuados porque são proparoxítonos;
bem como
Piauí e teiú, que são oxítonos
feiura
bocaiuva
baiuca
Sauipe
Hífen
O hífen é empregado:
1. Se o segundo elemento
começa por ‘h’
Atenção: Esta regra não se aplica às
palavras em
que se unem um prefixo terminado em
vogal e uma
palavra começada por ‘r’ ou ‘s’.
Quando isso
acontece, dobra-se o ‘r’ ou ‘s’:
microssonda
(micro + sonda), contrarregra,
motosserra,
ultrassom, infrassom, suprarregional
geo-história
giga-hertz
bio-histórico
super-herói
anti-herói
macro-história
mini-hotel
super-homem
2. Para separar vogais ou
consoantes iguais
inter-racial
micro-ondas
micro-ônibus
mega-apagão
sub-bibliotecário
sub-base
anti-imperialista
anti-inflamatório
contra-atacar
entre-eixos
hiper-real
infra-axilar
3. Prefixos ‘pan’ ou
‘circum’, seguidos de palavras
que começam por vogal,
‘h’, ‘m’ ou ‘n’
pan-negritude
pan-hispânico
circum-murados
pan-americano
pan-helenismo
circum-navegação
4. Com ‘pós’, ‘pré’ ‘pró’
pós-graduado
pré-operatório
pró-reitor
pós-auricular
pré-datado
pré-escolar
Fonte: José Carlos de Azeredo,
professor adjunto de língua portuguesa da Uerj
(Universidade do Estado do Rio de
Janeiro), autor de Gramática
Houaiss da língua
portuguesa e coordenador e consultor do
livro Escrevendo
pela nova ortografia (Instituto
Antônio
Houaiss/Publifolha)
Literatura
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A
Literatura é
a arte de compor escritos artísticos, em prosa ou
em verso, de acordo com princípios teóricos e
práticos, o exercício dessa arte ou da eloquência e poesia.1
A
palavra Literatura vem do latim "litteris" que significa
"Letras", e possivelmente uma tradução do grego
"grammatikee". Em latim, literatura significa uma instrução ou um
conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e se relaciona com as
artes da gramática, da retórica e da poética. Por extensão, se refere
especificamente à arte ou ofício de escrever de forma artística. O termo
Literatura também é usado como referência a um corpo ou um conjunto escolhido
de textos como, por exemplo, a literatura médica, a literatura inglesa,
literatura portuguesa, literatura japonesa etc.
Definição
Mais
produtivo do que tentar definir Literatura talvez seja
encontrar um caminho para decidir o que torna um texto,
em sentido lato, literário. A definiçãode
literatura está comumente associada à ideia de estética, ou melhor,
da ocorrência de algum procedimento estético. Um textoé literário, portanto, quando consegue
produzir um efeito estético
e quando provoca catarse, o efeito de
definição aristótélica, no receptor. A própria
natureza do caráter estético, contudo, reconduz à dificuldade de elaborar
alguma definiçãoverdadeiriamente
estável para o texto literário.
Para simplificar, pode-se exemplificar através de uma comparação por oposição. Vamos opor
o texto científico ao texto artístico:
o texto científico emprega as palavras sem preocupação com
a beleza,
o efeitoemocional. No texto artístico,ao
contrário, essa será a preocupação maior do artista. É óbvio que
também o escritor busca instruir,
e perpassar ao leitor uma
determinada ideia; mas, diferentemente do texto científico, o texto literário
une essa instrução à necessidade estética que toda obra de arte exige. O texto científico emprega as
palavras no seu sentido dicionarizado, denotativamente, enquanto o texto artístico
busca empregar as palavras com liberdade,
preferindo o seu sentido conotativo,
figurado. O texto literário
é, portanto, aquele que pretende emocionar e que, para isso, emprega a língua
com liberdade ebeleza,
utilizando-se, muitas vezes, do sentido metafórico das palavras.
A
compreensão do fenômeno literário tende
a ser marcada por alguns sentidos, alguns
marcados de forma mais enfática nahistória da cultura ocidental,
outros diluídos entre os diversos usos que o termo assume nos circuitos de cada
sistema literário particular.
Assim
encontramos uma concepção "clássica", surgida durante o Iluminismo (que podemos
chamar de "definição moderna clássica", que organiza e estabelece as
bases de periodização usadas na estruturação do cânone ocidental); uma definição "romântica"
(na qual a presença de uma intenção estética do próprio autor torna-se
decisiva para essa caracterização); e, finalmente, uma "concepção
crítica" (na qual as definições estáveis tornam-se passíveis de confronto,
e a partir da qual se buscam modelos teóricos capazes de localizar o fenômeno
literário e, apenas nesse movimento, "defini-lo"). Deixar a cargo do leitor individual
a definição implica uma boa dose de subjetivismo, (postura identificada com
a matriz romântica do conceito de "Literatura"); a menos que se
queira ir às raias do solipsismo,
encontrar-se-á alguma necessidade para um diálogo quanto a esta
questão. Isto pode, entretanto, levar ao extremo oposto, de considerar como
literatura apenas aquilo que é entendido como tal por toda a sociedade ou por parte
dela, tida como autorizada àdefinição. Esta
posição não só sufocaria a renovação na arte literária,
como também limitaria excessivamente o corpus já reconhecido.
De
qualquer forma, destas três fontes (a "clássica", a
"romântica" e a "crítica") surgem conceitos de literatura,
cuja pluralidade não impede de prosseguir a classificações de gênero e
exposição de autores e obras.
Etimologia
O
termo provém do latim litteratura,
"arte de escrever, literatura", a partir da palavra latina littera,
"letra".
Alguns Conceitos
"Arte Literária é mimese
(imitação); é a arte que imita pela palavra." (Aristóteles, Grécia Clássica);
A Literatura obedece a leis
inflexíveis: a da herança, a do meio,
a do momento." (Hippolyte
Taine, pensador determinista, metade do século XIX);
"A Literatura é arte e
só pode ser encarada como arte." (Doutrina da arte pela arte, fins
do século XIX);
"O poeta sente
as palavras ou frases como
coisas e não como sinais, e a sua obra como
um fim e não como um meio; como uma arma decombate." (Jean-Paul Sartre, filósofo francês, século XX;
"A
distinção entre Literatura e as demais artes vai
operar-se nos seus elementos intrínsecos, a matéria e a forma do verbo." (LIMA,
Alceu Amoroso. A
estética literária e o crítico. 2. ed. Rio de Janeiro,
AGIR, 1954. p 54-5.)
"A Literatura,
como toda arte, é uma transfiguração do real, é a
realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida
através dalíngua para as formas,
que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa,
então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e
da experiência de realidade de onde proveio." (COUTINHO,
Afrânio. Notas
de teoria literária. 2. ed. Rio de Janeiro,
Civilização Brasileira, 1978. p. 9-10)
Formas literárias
Poesia
Provavelmente
a mais antiga das formas literárias, a poesia consiste
no arranjo harmônico das palavras. Geralmente, um poema organiza-se
em versos, caracterizados pela escolha precisa
das palavras em função de seus valores semânticos (denotativos e,
especialmente, conotativos) e sonoros. É possível a ocorrência da rima, bem como a construção em formas
determinadas como o soneto e
o haikai. Segundo características formais e
temáticas, classificam-se diversos gêneros poéticos adotados pelos poetas.
Peças de Teatro
O teatro, forma literária clássica, composta
basicamente de falas de um ou mais personagens,
individuais (atores e atrizes) ou
coletivos (coros), destina-se
primariamente a ser encenada e não apenas lida. Até um passado recente, não se
escrevia a não ser em verso. Na tradição ocidental, as origens do teatro datam
dos gregos, que
desenvolveram os primeiros gêneros: a tragédia e a comédia.
Mudanças
vieram: novos gêneros, como a ópera, que combinou
esta forma com (pelo menos) a música; inovações
textuais, como as peças em prosa; e novas finalidades, como os roteiros para o cinema.
A
imensa maioria das peças de teatro está baseada na dramatização, ou seja, na
representação de narrativas de ficção por atores encarnando
personagens.
Elas
podem ser:
·
Tragédia
·
Drama
·
Comédia
·
Ópera
Ficção em Prosa
A
literatura de ficção em prosa, cuja definição mais crua é o texto
"corrido", sem versificação, bem como suas formas, são de aparição
relativamente recente. Pode-se considerar que o romance, por
exemplo, surge no início do século XVII com Dom Quixote de La Mancha,
de Miguel
de Cervantes Saavedra.
Subdivisões,
aqui, dão-se em geral pelo tamanho e, de certa forma, pela complexidade do
texto. Entre o conto, "curto", e o romance,
"longo", situa-se por vezes a novela.
Gêneros Literários
A
linguagem é o veículo utilizado para se escrever uma obra literária. Escrever
obras literárias é trabalhar com a linguagem. Os Gêneros
Literários são
as várias formas de trabalhar a linguagem, de registrar a história, e fazer com
que a essa linguagem seja um instrumento de conexão entre os diversos contextos
literários que estão dispersos ao redor do mundo. Uma boa forma de se
familiarizar com os diversos gêneros literários - e assim criar hábitos sólidos
de leitura - é ter contato com o formato mais apropriado para cada idade,
passando desde a literatura infantil à infanto-juvenil até chegar à adulta2 .
Literatura
de informação: A Literatura de Informação é um segmento do Quinhentismo, que é
a denominação das manifestações literárias ocorridas em território brasileiro
durante o século XVI. Além da Literatura de Informação, foi de destaque ao
Quinhentismo a chamada Literatura dos Jesuítas. Iniciou-se no Brasil e durou de
1500 à 1601.
Referências
1.
Ir para cima↑ Dicionário de Português Michaelis -
UOL. Literatua. Página visitada em 18 de setembro
de 2012.









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