MATERIAL PARA O ENEM E CONCURSOS.
BONS ESTUDOS!
Matriz de Referência –Língua Portuguesa – 3º ano do ensino médio
O 3º ano do ensino médio é avaliado apenas no Saeb. Em Língua Portuguesa (com foco em
leitura) são avaliadas habilidades e competências definidas em unidades chamadas descritores,
agrupadas em tópicos que compõem a Matriz de Referência dessa disciplina.
As matrizes de Língua Portuguesa do Saeb estão estruturadas em duas dimensões. Na primeira
dimensão, que é “objeto do conhecimento”, foram elencados seis tópicos, relacionados a
habilidades desenvolvidas pelos estudantes. A segunda dimensão da matriz de Língua Portuguesa
refere-se às “competências” desenvolvidas pelos estudantes. E dentro desta perspectiva, foram
elaborados descritores específicos para cada um dos seis tópicos.
Para o 3º ano do ensino médio, a Matriz de Referência completa, em Língua Portuguesa é
composta pelo conjunto dos seguintes descritores:
Descritores do Tópico I. Procedimentos de Leitura
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
D6 – Identificar o tema de um texto.
D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
Descritores do Tópico II. Implicações do Suporte, do Gênero e /ou do Enunciador na
Compreensão do Texto
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto,
etc.).
D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
DESCRITORES DE LÍNGUA PORTUGUESA--9º ano DO ENSINO FUNDAMENTAL
DESCRITORES DE LÍNGUA PORTUGUESA--8ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL
1. PRÁTICAS DE LEITURA DE TEXTOS
Espera-se que, ao terminar a oitava série do Ensino Fundamental, o aluno seja capaz de ler
textos:
a) ficcionais: conto, crônica, romance, poema, texto dramático, tira (história em
quadrinhos);
b) não-ficcionais: notícia, reportagem, editorial, artigo de opinião, crônica, texto
argumentativo, charge, propaganda, texto informativo, texto expositivo de outras áreas
e textos normativos, tais como estatutos, declarações de direito, etc.
Na elaboração da prova recomenda-se que sejam considerados os seguintes critérios para
seleção e apresentação dos textos:
a) critérios de seleção dos textos:
assegurar a presença dos textos ficcionais e não-ficcionais;
considerar a propriedade do tratamento temático e estilístico;
selecionar textos, ou fragmentos de texto, garantindo a unidade semântica e
estrutural;
para os textos ficcionais, considerar a representatividade dos autores;
para os textos não-ficcionais, considerar a diversidade de fontes em nível nacional,
bem como o caráter do tema (evitar temas muito perecíveis);
b) critérios de apresentação dos textos:
conservar as características do texto de origem, reproduzindo-o com a formatação
original (tipo e tamanho de letra, distribuição espacial no papel, etc.);
considerar as especificidades da reprodução gráfica da prova na elaboração das
questões;
indicar fonte e autoria de todos os textos.
1.1 Procedimentos de leitura
D1 - Localizar informações num texto. (B)
D2 - Relacionar uma informação identificada no texto com outras oferecidas no próprio
texto ou em outro(s) texto(s). (O)
D3 - Depreender de uma informação explícita outra afirmação implícita no texto. (G)
D4 - Relacionar uma informação identificada no texto com outras pressupostas pelo
contexto. (O)
D5 - Identificar o tema/tópico central de um texto. (B)
D6 - Relacionar, em um texto, assunto e finalidade com o tipo de texto. (O)
D7 - Inferir o sentido de uma palavra ou de uma expressão considerando o contexto e/ou
universo temático e/ou a estrutura morfológica da palavra (radical, afixos e flexões).(G)
D8 - Estabelecer, na construção de sentido do texto, articulações entre termos
pertencentes a uma família lexical ou de um mesmo campo semântico. (O)
D9 - Utilizar informações oferecidas por um verbete de dicionário e/ou de enciclopédia na
compreensão ou interpretação do texto. (O)
D10 - Relacionar informações oferecidas por figura, foto, gráfico e/ou tabela com as
constantes no corpo de um texto. (O)
1.2 Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto
D11 - Associar as características e estratégias de um texto ao gênero (ficcional ou nãoficcional)
e/ou locutor e interlocutor. (O)
D12 - Avaliar a força argumentativa com a finalidade do texto ou em função do interlocutor. (G)
D13 - Avaliar a adequação do texto considerando sua finalidade em função do gênero
(propaganda e persuasão; notícia e informação) e veículo de divulgação (jornal,
revista, livro). (G)-22
D14 - Reconhecer, em um texto, índices que permitam identificar características do
interlocutor ou da personagem. (B)
1.3 Relação entre textos: intertextualidade
D15 - Comparar paráfrases avaliando sua maior ou menor fidelidade ao texto original. (O)
D16 - Avaliar a intenção da paródia de um texto dado. (G)
D17 - Reconhecer referências ou remissões explícitas a outros textos. (B)
D18 - Comparar textos de diferentes gêneros quanto ao tratamento temático e aos recursos
formais utilizados pelo autor. (B)
D19 - Comparar o tratamento da informação em duas notícias sobre o mesmo fato. (O).
D20 - Comparar as opiniões/pontos de vista em dois textos sobre o mesmo tema. (O)
1.4 Coerência e coesão no processamento do texto
D21 - Correlacionar, em um texto dado, termos, expressões ou idéias que tenham o
mesmo referente. (O)
D22 - Estabelecer relação entre uma tese (global ou local) e os argumentos oferecidos para
sustentá-la. (O)
D23 - Estabelecer relação, em uma narrativa ficcional, entre a estratégia narrativa e o
desenvolvimento do enredo. (O)
D24 - Estabelecer relação, em uma narrativa ficcional, entre o desenvolvimento do enredo e
a organização espacial e temporal. (O)
D25 - Estabelecer relação, em um texto poético, entre aspectos formais (verso, rima,
disposição espacial; ritmo, assonância, aliteração) e a construção de sentido. (O)
D26 - Estabelecer relações sintático-semânticas na progressão temática (temporalidade,
causalidade, oposição, comparação). (O)
D27 - Avaliar a função argumentativa de operações como seleção lexical, formas de
tratamento e relações de co-referência (hiperonímia, expressões nominais definidas,
repetição, sinonímia). (G)
1.5 Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido
D28 - Analisar o efeito de sentido conseqüente do uso de pontuação expressiva
(interrogação, exclamação, reticências, aspas). (G)
D29 - Analisar o efeito de sentido conseqüente do uso de recursos gráficos (diagramação,
forma, tamanho e tipo de letras, disposição espacial, etc.). (G)
D30 - Analisar o efeito de sentido conseqüente do uso de recursos prosódicos (rima,
aliteração, onomatopéia, etc.). (G)
D31 - Analisar o efeito de sentido conseqüente de uma transgressão intencional ou
involuntária aos padrões ortográficos ou morfossintáticos da modalidade escrita. (G)
D32 - Analisar o efeito de sentido conseqüente do uso de linguagem figurada (metáfora,
hipérbole, eufemismo, repetição, gradação, etc.). (G)
1.6 Variação lingüística
D33 - Reconhecer, em um texto dado, marcas típicas da modalidade oral. (B)
D34 - Reconhecer níveis de registro (formal e informal). (B)
D35 - Reconhecer, em um texto, índices que permitam identificá-lo quanto à época. (B)
D36 - Aplicar os conhecimentos relativos a variação lingüística e diferenças entre oralidade
e escrita na produção de textos (G).
2. PRÁTICAS DE PRODUÇÃO DE TEXTOS
A partir das condições de produção estabelecidas pela própria tarefa (finalidade, gênero,
interlocutor), redigir um ou alguns dos seguintes textos:
narrativa ficcional (conto curto, crônica, paródia);
Tipologia Textual
1. Narração
Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e
lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de
anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos cercados
de narrações desde as que nos contam histórias infantis até às piadas do cotidiano. É o tipo
predominante nos gêneros: conto, fábula, crônica, romance, novela, depoimento, piada, relato,
etc.
2. Descrição
Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um
objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua
função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou
sentimentos. Não há relação de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a
imagem do objeto descrito. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a
que o texto se Pega. É um tipo textual que se agrega facilmente aos outros tipos em diversos
gêneros textuais. Tem predominância em gêneros como: cárdapio, folheto turístico, anúncio
classificado, etc.
3. Dissertação
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do
objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo.
3.1 Dissertação-Exposição
Apresenta um saber já construído e legitimado, ou um saber teórico. Apresenta informações
sobre assuntos, expõe, reflete, explica e avalia idéias de modo objetivo. O texto expositivo
apenas expõe ideias sobre um determinado assunto. A intenção é informar, esclarecer. Ex: aula,
resumo, textos científicos, enciclopédia, textos expositivos de revistas e jornais, etc.
3.1 Dissertação-Argumentação
Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de ideias ou um ponto de vista do autor. O texto,
além de explicar, também persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de algo.
Caracteriza-se pela progressão lógica de ideias. Geralmente utiliza linguagem denotativa. É tipo
predominante em: sermão, ensaio, monografia, dissertação, tese, ensaio, manifesto, crítica,
editorial de jornais e revistas.
Outros Tipos Textuais (menos importantes para concursos)
4. Dialogal / Conversacional
Caracteriza-se pelo diálogo entre os interlocutores. É o tipo predominante nos gêneros:
entrevista, conversa telefônica, chat, etc.
5. Injunção/Instrucional
Indica como realizar uma ação. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua
maioria, empregados no modo imperativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o uso
do futuro do presente do modo indicativo. Ex: ordens; pedidos; súplica; desejo; manuais e
instruções para montagem ou uso de aparelhos e instrumentos; textos com regras de
comportamento; textos de orientação (ex: recomendações de trânsito); receitas, cartões com
votos e desejos (de natal, aniversário, etc.).
6. Predição
Caracterizado por predizer algo ou levar o interlocutor a crer em alguma coisa, a qual ainda
estar por ocorrer. É o tipo predominante nos gêneros: previsões astrológicas, previsões
meteorológicas, previsões escatológicas/apocalípticas.
Gêneros textuais
Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou
escritos. Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito
parecidas, com características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes
e ocorrem em situações específicas. Pode-se dizer que se tratam das variadas formas de
linguagem que circulam em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero
textual tem seu estilo próprio, podendo então, ser identificado e diferenciado dos demais
através de suas características. Exemplos:
Notícia: podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato ocorrido que se deu
em um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas
personagens. Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas
vezes, minuciosamente descritos.
Reportagem: é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-expositivo. A reportagem
tem, por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem
direta.
Carta ao leitor: é um gênero do tipo dissertativo-argumentativo que possui uma linguagem
mais pessoal e leve, em que se escreve aos leitores.
Propaganda: é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há a o intuito de propagar
informações sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na
maioria das vezes, mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo.
Bula de remédio: é um gênero textual descritivo, dissertativo-expositivo e injuntivo que tem
por obrigação fornecer as informações necessárias para o correto uso do medicamento.
Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a fórmula
para preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, além disso, com
verbos no imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as
instruções.
Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da
empresa sobre determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade.
Tutorial: é um gênero injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor,
passo a passo e de maneira simplificada, como fazer algo.
Entrevista: é um gênero textual dialogal e dissertativo-expositivo que é representado pela
conversação de duas ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter
informações sobre ou do entrevistado ou de algum outro assunto.
História em quadrinhos: é um gênero narrativo que consiste em enredos contados em
pequenos quadros através de diálogos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie
de conversação.
Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de
caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre algum
acontecimento atual, em sua grande maioria.
Gêneros literários:
Gênero Narrativo:
Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o
dramático. Com o passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado apenas uma
variante do gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de prosa com
características diferentes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula. Porém, praticamente
todas as obras narrativas possuem elementos estruturais e estilísticos em comum e devem
responder a questionamentos, como: quem? o que? quando? onde? por quê? Vejamos a seguir:
Épico (ou Epopeia): os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de um povo ou
de uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens, gestos heroicos, etc. Normalmente
apresentam um tom de exaltação, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Três belos
exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisséia, de Homero.
Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos e de caráter
mais verossímil. Também conta as façanhas de um herói, mas principalmente uma história de
amor vivida por ele e uma mulher, muitas vezes, “proibida” para ele. Apesar dos obstáculos
que o separam, o casal vive sua paixão proibida, física, adúltera, pecaminosa e, por isso,
costuma ser punido no final. É o tipo de narrativa mais comum na Idade Média. Ex: Tristão e
Isolda.
Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a
brevidade do conto. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de
Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.
Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações
rotineiras, anedotas e até folclores (conto popular). Caracteriza-se por personagens
previamente retratados. Inicialmente, fazia parte da literatura oral. Boccaccio foi o primeiro a
reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão.
Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As personagens principais
são não humanos e a finalidade é transmitir alguma lição de moral.
Crônica: é uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial.
Pode ter um tom humorístico ou um toque de crítica indireta, especialmente, quando aparece
em seção ou artigo de jornal, revistas e programas da TV..
Crônica narrativo-descritiva: Apresenta alternância entre os momentos narrativos e manifestos
descritivos.
Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e
reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o
tratado. Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema
(humanístico, filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute
em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico.
Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago e Ensaio sobre a tolerância, de John Locke.
Gênero Dramático:
Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse tipo de texto, não há um narrador
contando a história. Ela “acontece” no palco, ou seja, é representada por atores, que
assumem os papéis das personagens nas cenas.
Tragédia: é a representação de um fato trágico, suscetível de provocar compaixão e terror.
Aristóteles afirmava que a tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma
extensão e completa, em linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando dó
e terror". Ex: Romeu e Julieta, de Shakespeare.
Farsa: é uma pequena peça teatral, de caráter ridículo e caricatural, que critica a sociedade e
seus costumes; baseia-se no lema latino ridendo castigat mores (rindo, castigam-se os
costumes). A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego de processos grosseiros,
como o absurdo, as incongruências, os equívocos, os enganos, a caricatura, o humor primário,
as situações ridículas.
Comédia: é a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil.
Sua origem grega está ligada às festas populares.
Tragicomédia: modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. Originalmente,
significava a mistura do real com o imaginário.
Poesia de cordel: texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo linguístico e
cultural nordestinos, fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por este povo.
Gênero Lírico:
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no poema e que nem sempre
corresponde à do autor) exprime suas emoções, ideias e impressões em face do mundo
exterior. Normalmente os pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da
função emotiva da linguagem.
Elegia: é um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a morte é elevada como o ponto
máximo do texto. O emissor expressa tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É
um poema melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e yufa, de william shakespeare.
Epitalâmia: é um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites românticas com poemas
e cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais.
Ode (ou hino): é o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à pátria (e aos seus
símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a alguém ou algo importante para ele. O hino é
uma ode com acompanhamento musical;
Idílio (ou écloga): é o poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à natureza, às
belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema bucólico, ou seja, que expressa o desejo
de desfrutar de tais belezas e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais a
paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com diálogos (muito rara);
Sátira: é o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém ou a algo, em tom sério ou
irônico.
Acalanto: ou canção de ninar;
Acróstico: (akros = extremidade; stikos = linha), composição lírica na qual as letras iniciais de
cada verso formam uma palavra ou frase;
Balada: uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas de amigo (elegias) com
ritmo característico e refrão vocal que se destinam à dança;
Canção (ou Cantiga, Trova): poema oral com acompanhamento musical;
Gazal (ou Gazel): poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio;
Haicai: expressão japonesa que significa “versos cômicos” (=sátira). E o poema japonês
formado de três versos que somam 17 sílabas assim distribuídas: 1° verso= 5 sílabas; 2° verso =
7 sílabas; 3° verso 5 sílabas;
Soneto: é um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quartetos e dois tercetos, com
rima geralmente em a-ba-b a-b-b-a c-d-c d-c-d.
Vilancete: são as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escárnio e de maldizer);
satíricas, portanto.
Exercícios resolvidos com gabarito:
http://portuguesxconcursos.blogspot.com.br/2013/02/tipologia-textual-exercicios-resolvidos.html
1 de março de 2013
Tipologia Textual: Exercícios Resolvidos
1) CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados
O texto pode ser classificado como didático por ser marcado pela repetição de
vocabulário e ausência de elementos subjetivos.
Certo Errado
2): CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados
É correto afirmar que o poema mimetiza características de outro gênero textual.
Certo Errado
3) CESPE - 2013 - TRE-MS
O texto é, essencialmente,
a) informativo.
b) prescritivo e normativo.
c) dissertativo-argumentativo.
d) narrativo.
e) descritivo.
4) CESPE - 2012 - ANAC
O texto, que se caracteriza como argumentativo, é utilizado para a defesa da
necessidade de modernização da ANAC.
Certo Errado
5) CESPE - 2007 - TRT-9R
Trata-se de um texto dissertativo composto a partir de segmentos narrativos e
descritivos.
Certo Errado
6) CESPE - 2012 - MPE-PI
O texto apresenta características narrativas e dissertativas.
Certo Errado
7) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
O texto apresenta, como comprovam as escolhas lexicais feitas pelo autor, as
principais características do texto dissertativo: pessoalidade e subjetividade.
Certo Errado
8) CESPE - 2012 - TJ-RR
O texto pode ser classificado como dissertativo, visto que nele se defende a ideia
da importância da ampla defesa e se desenvolve argumentação a partir dela.
Certo Errado
9) CESPE - 2012 - STJ
O emprego do vocábulo “chato”, cujo sentido é pejorativo, é inadequado ao
gênero do texto em questão.
Certo Errado
10) CESPE - 2007 - TRE-AP
Assinale a opção correta a respeito das idéias apresentadas no texto e da
tipologia textual.
a) O texto é fragmento de uma notícia e se estrutura em duas partes: uma
expositiva e outra argumentativa.
b) O texto é uma descrição retirada de um texto publicitário, destinado a
convencer os adolescentes a votarem.
c) O texto narra episódios políticos que aconteceram antes das eleições para a
chefia da UBES.
d) O texto tem estrutura dissertativa, sendo as passagens entre aspas
transcrições de discursos contrários às eleições aos 16 anos.
e) No primeiro parágrafo, predomina a estrutura descritiva, mas, no segundo,
sobressai a narrativa.
GABARITO
1) ERRADO
O texto apresenta inúmeros apontamentos e interpretações próprios do autor. Na
linha 20 o autor diz: "no meu modo de pensar".
2) CERTO
O poema mimetiza o gênero lei.
3) c)
Na frase "Essa não é, entretanto, uma verdade absoluta (linha 15)"... o autor deixa
claro sua discordância com que foi mencionado anteriormente. Ademais, expõe
as considerações de "José Afonso da Silva" para reforçar seu ponto de vista. Essas
são marcas de um texto dissertativo argumentativo.
4) ERRADO
A característica de um texto argumentativo é a defesa de uma ideia, de uma
opinião ou de um ponto de vista, uma tese, procurando fazer com que
seja aceita. Note que o texto não está preocupado em convencer ninguém
5) CERTO
Os segmentos narrativos encontram-se nos períodos com verbos no passado. Já
os segmentos descritivos estão na descrição da quantidade de RCEs e da
decomposição de material orgânico.
6) CERTO
Narrativas por conter o relato da ação da "personagem" no discurso. Dissertativas
por desenvolver ou explicar o tema proposto, discorrendo sobre ele com o fim de
produzir transmissão de conhecimento.
7) ERRADO
Há dois tipos de textos dissertativos: o expositivo/objetivo e o
argumentativo/subjetivo. No primeiro, texto dissertativo-expositivo, o autor não
se preocupa em defender sua opinião: ele apenas explica ideias ou informações,
sem intenção de convencer o leitor. No segundo, texto dissertativoargumentativo,
o autor expõe seus argumentos com a pretensão de persuadir o
leitor.
O erro da questão é afirmar que pessoalidade e subjetividade são inerentes a
todo texto dissertativo, quando na verdade apenas o dissertativo-argumentativo
possui tais características.
8) CERTO
Podemos chegar a esta conclusão a partir da parte introdutória do texto "...
pudessem ser condenados sumariamente sem defesa." O título do texto também
é sugestivo "Todo réu deve ter defesa." Devemos ficar atentos a todos os
elementos apresentados para certificarmos da resposta correta, incluindo o
rodapé.
9) ERRADO
O termo "chato" é adequado porque a fonte indica que o texto é de humor.
10)
a) CERTO
Expositiva - Quando narra e descreve a realização da campanha.
Argumentativa - Quando inclui e cita os argumentos do professor e da presidenta
da comissão de educação.
b) ERRADO
É uma narração. Observe o uso do pretérito perfeito e do presente, o objetivo de
relatar os fatos etc.
c) ERRADO
Não há nada no texto que possa levar a essa interpretação.
d) ERRADO
O texto possui a estrutura de uma narração. O objetivo é relatar um
acontecimento. Os discursos são favoráveis às eleições.
e) ERRADO
O texto integralmente é narrativo.
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Função referencial ou denotativa: transmite uma informação objetiva, expõe dados da
realidade de modo objetivo, não faz comentários, nem avaliação. Geralmente, o texto
apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade. A
linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está
exposta. Em alguns textos é mais predominante essa função, como: científicos, jornalísticos,
técnicos, didáticos ou em correspondências comerciais. Exemplos:
Bancos terão novas regras para acesso de deficientes”.
(O Popular, 16 out. 2008.)
"Nos vertebrados, esta resposta inclui uma série de alterações bioquímicas, fisiológicas e
imunológicas coletivamente denominadas inflamação." (Descrição da inflamação em um artigo
científico.)
Função emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A
realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no
emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. Não é o fato, mas o ponto de vista do
emissor que está em destaque, sua percepção dos acontecimentos. A pontuação (ponto de
exclamação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a
subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas
ou narrativas de teor dramático ou romântico. Exemplos:
“Porém meus olhos não perguntam nada. / O homem atrás do bigode é sério, simples e forte.
/ Quase não conversa. / Tem poucos, raros amigos / o homem atrás dos óculos e do bigode.”
(Poema de sete faces, Carlos Drummond de Andrade)
“Não só baseado na avaliação do Guia da Folha, mas também por iniciativa própria, assisti
cinco vezes a “Um filme falado”. Temia que a crítica brasileira condenasse o filme por não ser
convencional, mas tive uma satisfação imensa quando li críticas unânimes na imprensa.
Fantástico! Parabéns, Sérgio Rizzo, seus textos nunca me decepcionam.”
(Luciano Duarte. Guia da Folha, 10 a 16 de junho 2005.)
Função conativa ou apelativa: O objetivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma
coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da
função). Os verbos costumam estar no imperativo (compre! faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª
pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de função é muito
comum em textos publicitários, em discursos políticos, horóscopos e textos de auto-ajuda.
Exemplo:
“Não perca a chance de ir ao cinema pagando menos!”
Função metalinguística: Essa função refere-se à metalinguagem, que é quando o emissor
explica um código usando o próprio código. Por exemplo, quando um poema fala da própria
ação de se fazer um poema, ou quando um cartunista descreve o modo como ele faz seus
desenhos em um cartum. Exemplos:
“Lutar com palavras é a luta mais vã. Entretanto lutamos mal rompe a manhã. São muitas, eu
pouco. Algumas, tão fortes como o javali. Não me julgo louco. Se o fosse, teria poder de
encantá-las. Mas lúcido e frio, apareço e tento apanhar algumas para meu sustento num dia de
vida. Deixam-se enlaçar, tontas à carícia e súbito fogem e não há ameaça e nem há sevícia que
as traga de novo ao centro da praça.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Função fática: O interesse do emissor é testar ou chamar a atenção para o canal de
comunicação, isto é, verificar a "ponte" de comunicação e certificar-se sobre o contato
estabelecido, de forma a prolongá-lo. Os cacoetes de linguagem
como: alô?!, né?, certo?, afinal?, ahã! hum... São exemplos usados para verificar a comunicação
ou estendê-la.
Função poética ou estética: É aquela que põe em evidência a forma da mensagem. O foco recai
sobre o trabalho e a construção da mensagem. A mensagem é posta em destaque, chamando
a atenção para o modo como foi organizada. Há um interesse pela mensagem através do
arranjo e da estética, valorizando as palavras e suas combinações. Essa função aparece
comumente em textos publicitários, provérbios, músicas, ditos populares e linguagem
cotidiana. Quando a mensagem é elaborada de forma inovadora e imprevista, utilizando
combinações sonoras e rítmicas, jogos de imagem ou de ideias, temos a manifestação da
função poética da linguagem. Exemplo:
negócio/ego/ócio/cio/0.
(Na poesia acima, “Epitáfio para um banqueiro”, José de Paulo Paes faz uma combinação de
palavras que passa a ideia do dia a dia de um banqueiro.)
Canção
Ouvi cantar de tristeza,
porém não me comoveu.
Para o que todos deploram.
que coragem Deus me deu!
Ouvi cantar de alegria.
No meu caminho parei.
Meu coração fez-se noite.
Fechei os olhos. Chorei.
[...]
(Cecília Meireles)
Regras de Acentuação Gráfica:
Caso Quando
acentuar
Exemplo Observações
Proparoxítona
SEMPRE
simpática
lúcido
sólido
cômodo
Obs: O acento utilizado pode diferir
segundo a região:
acadêmico, amazônia (BR)
académico, amazónia (PT).
Paroxítonas
terminadas em:
R, X, N, L
PS
I(S), U(S)
UM, UNS
OM, ON(S)
Ã(S), ÃO(S)
ditongo(S)
*gua, guam
gue, guem
qua, quam
que, quem
caráter,
látex
hífen
fácil
bíceps
táxi
vírus
álbum(ns)
rádom
ímã
órfãos
árduos
*averíguam
1) Parox. com terminação [ENS] não levam
acento: jovens, polens, itens.
2) Prefixo parox. com terminação [I] ou [R]
não se acentua: arqui-inimigo,
semianalfabeto, antiterrorismo, superhomem,
inter-relação, hipertensão .
3) O acento utilizado pode diferir segundo
a região:
gêmeo, fêmea (Brasil)
gémeo, fémea (Portugal).
Bizu:
-Ditongon, PsIU!
-Um?
-NÃÃo, ReLaXe!
*Acentua-se quando a ênfase
for paroxítona, Ex: Ave-rí-guam. Caso seja
dada ênfase ao [U], não acentuar. Ex:
Averi-gu-am.
terminadas em:
vatapá 1. Terminadas em [I(S)], [U(S)] não
Oxítonas A(S)
E(S)
O(S)
EM, ENS
igarapé
avô
avós
refém
parabéns
possuem acentuação gráfica: cupuaçu,
caqui.
2. O acento utilizado pode diferir segundo
a região:
caratê, nenê (Brasil);
caraté, nené (Portugal).
Monossílabos
tônicos
terminados em:
A(S)
E(S)
O(S)
vá, pás
pé, mês
pó, pôs
Lembre-se de colocar acentos em verbos
na forma oxítona acrescidos de pronome:
lembrá-lo, colocá-lo, fazê-lo, etc.
Í(S) e Ú(S)
em hiatos
Í(S) e Ú(S) levam
acento quando
formam hiato
saída
saúde
aí
Araújo
Esaú
Luís
Itaú
baú
Piauí
Exceções:
1. Quando seguidos de 'nh': rainha,
ladainha, moinho.
2. Nas parox. precedidas de ditongo
decrescente: bai-u-ca, fei-u-ra, mao-is-mo,
tao-is-ta, sai-i-nha (saia pequena).
OBS: oxítona precedida de ditongo
acentua-se: teiú, Piauí.
3. Não acentuar se precedido de mesma
letra: vadiice, xiita, juuna.
OBS: Acentuadas se cair em outra regra :
friíssimo (proparox.), cardiídeo
(parox. terminada em ditongo).
Ditongos
abertos
ÉI(S)
ÓI(S)
ÉU(S)
papéis
herói
céu
Exceção:
1. Em parox. não mais levam acento:
Ex: paranoia, boia, colmeia, ideia.
OBS: Se cair em outra regra levará acento:
Méier, destróier (parox.terminadas em R).
OO, EE
Voo
Enjoo
Leem
Veem
A acentuação nos hiatos OO e EE foi
abolida.
Exceções:
Acento
diferencial
Não mais ocorre
acentuação
diferencial,
salvo algumas
exceções
PODER - para diferenciar passado e
presente.
Ex: Ele não pôde ir ontem, mas pode ir
hoje.
PÔR - Para diferenciar da preposição
"por":
Ex: Vamos por um caminho frio, então
vamos pôr casacos;
ARGUIR - Para diferenciar 1ª e 3ª pessoa
do presente do Indicativo.
Ex: Eu arguí que ele argui erroneamente.
FÔRMA (facultativo)
Ex: Compre a fôrma para pudim onde a
forma de pagamento seja parcelada.
DÊMOS (facultativo) - Para diferenciar
presente do subjuntivo de pretérito
perfeito do indicativo.
Ex: Esperam que nós dêmos tantos
brinquedos quanto demos ano passado.
Primeira pessoa do plural no modo
indicativo dos verbos terminados em
[AR] (facultativo):
Pretérito perfeito: amámos (amar),
pensámos (pensar), ligámos (ligar)
Presente do indicativo: amamos (amar),
pensamos (pensar), ligamos (ligar)
Acento
diferencial
Na terceira pessoa
do plural recebem
acento diferencial
ele:
tem,
vem,
detém,
intervém
Na terceira pessoa do singular, palavras
derivadas de TER e VIR,oxítonas com
terminação [EM], recebem acento agudo,
TER, VIR e seus
derivado
circunflexo
eles:
têm,
vêm,
detêm,
intervêm
conforme regra das oxítonas.
Dupla
pronúncia e
Silabada
(erro de
prosódia).
São oxítonas
ureter
mister
condor
Nobel
sutil
São paroxítonas
avaro
pudico
austero
látex
recorde
filantropo
misantropo
rubrica
ibero
biotipo
gratuito
fortuito
São proparoxítonas
aerólito
bávaro
ínterim
monólito
lêvedo
arquétipo
protótipo
ímprobo
Admitem dupla pronúncia
acróbata/acrobata
transístor/transistor
hieróglifo/hieroglifo
réptil/reptil
projétil/projetil
Oceânia/Oceania
xérox/xerox
dúplex/duplex
tríplex/triplex
clítoris/clitóris
Trema
Não mais ocorre.
Ainda é válido para palavras de língua
estrangeira: Dülsseldorf, Müler, Bündcher
(Gisele).
Obs: O Trema não é acento gráfico. É um
sinal diacrítico / notação léxica.
1 de janeiro de 2013
Acentuação Gráfica: Exercícios Resolvidos
Exercícios e Gabarito
1) CESPE - 2012 - TJ-AC - Conhecimentos Básicos
As palavras “negligência”, “reservatórios”, “espécie” e “equilíbrio”
apresentam acentuação gráfica em decorrência da mesma regra gramatical.
Certo Errado
2) CESPE - 2012 - PRF - Classe A Padrão I
As palavras “Polícia”, “Rodoviária” e “existência” recebem acento gráfico
porque são paroxítonas terminadas em ditongo crescente.
Certo Errado
3) CESPE - 2012 - ANAC - Técnico Administrativo
As palavras “início” e “série” recebem acento gráfico com base em regras
gramaticais distintas.
Certo Errado
4) CESPE - 2012 - ANATEL - Técnico Administrativo
Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego do acento gráfico tem
justificativas gramaticais diferentes.
Certo Errado
5) CESPE - 2012 - IBAMA - Técnico Administrativo
As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de acordo com a mesma regra
de acentuação gráfica.
Certo Errado
6) CESPE - 2012 - ANCINE - Técnico Administrativo
Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” recebem acento gráfico com
base na mesma regra de acentuação gráfica.
Certo Errado
7) CESPE - 2012 - MPE-PI - Cargos de Nível Superior
De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “órgãos” segue a mesma
regra de acentuação que o vocábulo “últimos”.
Certo Errado
8) CESPE - 2012 - MPE-PI - Cargos de Nível Médio
Os verbos “comunicar”, “ensinar” e “comandar”, quando complementados
pelo pronome a, acentuam-se da mesma forma que “constatá-las”, “designálas”
e “elevá-las”.
Certo Errado
9) CESPE - 2012 - TJ-RR - Nível Médio - Conhecimentos Básicos
Os vocábulos “jurídicas”, “econômicas” e “físico” recebem acento gráfico com
base em regras gramaticais diferentes.
Certo Errado
10) CESPE - 2011 - EBC - Conhecimentos Básicos
Levando-se em consideração o que está previsto na ortografia oficial vigente, é
correto afirmar que: o vocábulo “têxtil”, que segue o padrão de flexão do
vocábulo pênsil, é acentuado também na forma plural; “obsolescência” é vocábulo
que segue o padrão do vocábulo ciência, no que se refere ao emprego de sinal de
acentuação; a acentuação gráfica do vocábulo “déspotas” também é empregada
quando o vocábulo é grafado na forma singular.
Certo Errado
11) CESPE - 2007 - TCU - Técnico de Controle Externo
A palavra “têm” (L.5) é acentuada porque está no plural para concordar com
“moradores” (L.4).
Certo Errado
12) CESPE - 2006 - DATAPREV
As palavras “conteúdos” e “inúteis” são acentuadas com base na mesma regra
de acentuação gráfica.
Certo Errado
13) CESPE - 2011 - TJ-ES - Conhecimentos Básicos
Os vocábulos “países” e “áreas” são acentuados de acordo com a mesma regra
de acentuação gráfica.
Certo Errado
14) CESPE - 2009 - MMA - Agente Administrativo
O emprego do acento agudo nos vocábulos “país” e “aí” justifica-se pela
mesma regra de acentuação gráfica.
Certo Errado
15) CESPE - 2010 - Caixa - Técnico Bancário
O acento que distingue a forma verbal 'é' da conjunção 'e' estabelece diferença
morfológica, gráfica e fonética, tal como ocorre com pôr e por.
Certo Errado
16) CESPE - 2009 - ADAGRI-CE
Nas palavras "fitoterápico" (L.2), "líquido" (L.3) e "álcool" (L.5), foi empregada a
mesma regra de acentuação gráfica.
Certo Errado
17) CESPE - 2008 - Banco do Brasil
O acento circunflexo em "pôde" indica que, além de a pronúncia da vogal ser
fechada, como em ovo, por exemplo, o verbo está no pretérito.
Certo Errado
18) CESPE - 2004 - Instituto Rio Branco
A palavra "ordem" não recebe acento gráfico, assim como seu plural também não.
Isso ocorre porque as palavras paroxítonas terminadas em -em/-ens não se
acentuam, regra da qual a palavra hífens é exceção.
Certo Errado
19) CESPE - 2007 - TCU
A retirada do acento circunflexo na forma verbal "vêm" (L.7) provoca incorreção
gramatical no texto porque o sujeito a que essa forma verbal se refere tem dois
núcleos: "compreensão" (L.7) e "necessidade" (L.9).
Certo Errado
20) CESPE - 2008 - Banco do Brasil
O sinal de acentuação gráfica em "mantêm" (L.3) marca o plural do verbo, que assim é
acentuado para concordar com "trocas" (L.2).
Certo Errado
GABARITO
1) 2) 6) Certo
Trata-se de uma das regras de acentuação mais cobradas em provas do CESPE. Essas palavras são acentuadas por
serem paroxítonas terminadas em ditongo, seguidas ou não de "s".
3) ERRADO
Ambas são acentuadas segundo a mesma regra: paroxítonas terminadas em ditongo.
4) 9) ERRADO
Ambas são acentuadas segundo a mesma regra: proparoxítonas.
5) ERRADO
Segundo o velho acordo, as palavras “pó” e “só” pertencem à regra dos monossílabos tônicos e a palavra
“céu” à dos ditongos abertos. No novo acordo, ambas estão nas regras das oxítonas; mas em subitens
diferentes.
7) ERRADO
Últimos = proparoxítonas (acentuam-se todas).
Órgãos = paroxítona terminada em ditongo seguida ou não de (s).
8) CERTO
Quando verbos, ao se combinarem com PRONOMES OBLÍQUOS, produzem formas OXÍTONAS, ou monossilábicas,
terminadas em a(s), e(s), o(s) devem ser acentuados, pois estão na regra das oxítonas.
10) CERTO
Têxtil/têxteis e Pênsil/Pênseis: Paroxítonas terminadas em L ou ditongo oral são acentuadas;
Obsolescência e ciência: São paroxítonas terminadas em ditongo oral, por isso, são acentuadas.
Déspota ou déspostas: proparoxítonas, todas são acentuadas.
11) CERTO
"ao aproximar moradores urbanos e rurais, que falam dialetos variados, mas que têm apenas um tipo de..."
O pronome “que” é relativo, logo, moradores têm apenas....
Os verbos TER, VIR e derivados escreve-se com “ÊM” na 3ª pessoa do plural do Presente do Indicativo (regra
de acentuação diferencial). As demais pessoas desses verbos ficam sujeitas à regra das oxítonas e à dos
monossílabos.
12) ERRADO
com.te.ú.dos: O "i" e "u" quando estiverem na sílaba tônica, sozinhos ou acompanhados de "s", não seguidos de
"nh" e formarem hiato serão acentuados.
i.nú.teis: Toda palavra paroxítona terminada em ditongo (com ou sem "s") é acentuada.
13) ERRADO
pa.í.ses: O "i" e "u" quando estiverem na sílaba tônica, sozinhos ou acompanhados de "s", não seguidos de "nh" e
formarem hiato serão acentuados.
á.reas: Toda palavra paroxítona terminada em ditongo (com ou sem "s") é acentuada.
14) CERTO
A regra que a questão pede é a do hiato. Acentuam-se, via de regra, o "i" e "u" em hiato formando sílaba sozinhos
ou com s, não seguidos de nh.
15) ERRADO
Os vocábulos "e" e "é" são distinguidos quanto à morfologia, grafia e fonética. Os vocábulos “pôr” e “por” são
distinguidos quanto à morfologia e à grafia, mas não em relação à fonética.
16) CERTO
Estão na regra das proparoxítonas:
fi.to.te.rá.pi.co
lí.qui.do
ál.co.ol
17) CERTO
O acento circunflexo é utilizado para distinções como, por exemplo, entre o verbo pôr e a preposição por, e ainda
entre o verbo poder na terceira pessoa do presente do modo indicativo (pode) e o mesmo verbo na terceira
pessoa do pretérito perfeito do modo indicativo (pôde).
18) ERRADO
As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas não as que terminam em "ens". Ex: hifens, jovens
etc.
19) ERRADO
O sujeito composto da oração está posposto ao verbo. Então, nesse caso, o verbo concorda com ambos os
núcleos, ou com o núcleo mais próximo, sendo possível a utilização do termo "vem" sem acentuação.
20) CERTO
Os verbos TER, VIR e derivados escrevem-se com “ÊM” na 3ª pessoa do plural do Presente do
Indicativo, segundo regra de acentuação diferencial. As demais pessoas desses verbos ficam sujeitas à regra das
oxítonas e à dos monossílabos.
à s 1 0 : 3 2
Crase: Emprego e Exercícios
A crase é uma palavra com origem grega que denota "fusão". O sinal indicador deste fenômeno
gramático é o acento grave. A crase ocorre quando a preposição "a" funde-se com:
1) O artigo feminino "a" ou "as".
2) Os pronome relativos "a qual" e "as quais".
3) Os pronomes demonstrativos “a”, "aquele"(s), "aquela"(s), "aquilo", "aqueloutro"(s) e
"aqueloutra"(s).
Somos contrários (a+a) à guerra;
Esta é a pesquisa (a+a qual) à qual me dedico;
Referiu-se (a+aqueles) àqueles carros de luxo;
É uma ideia igual (a+a) à que eu tive;
A crase está diretamente relacionada à regência de verbos e nomes.
a) Enganei a população brasileira;
b) Agradei à população brasileira;
No primeiro caso, o verbo enganar não exige a preposição [a], quem engana "engana alguém"
é a regência do verbo enganar. No exemplo seguinte a crase ocorre, pois o verbo agradar é
transitivo indireto e exige esta preposição, a qual se contrai com o artigo a que determina
"população".
c) Saiu do campo em direção a cidade;
d) Saiu do campo em direção à cidade maravilhosa;
Não apenas verbos podem pedir a preposição [a], nomes também podem. No exemplo c), o
substantivo "direção" pede essa preposição. Uma vez que não há um artigo determinando
"cidade", não ocorre crase. Mas quando trata-se de uma cidade determinada - a cidade
maravilhosa - ocorre a fusão da preposição com o artigo, ocorre a crase.
Regras de verificação
1) Trocar o termo feminino após a preposição "a" por uma palavra masculina. Se aparecer a
combinação ao, então haverá crase. Ex:
Somos contrários à guerra.
Somos contrários ao terror.
São propostas relevantes à sociedade;
São propostas relevantes ao povo;
Farei daqui a uma hora;
Farei daqui a um minuto;
2) Em alguns casos, pode-se substituir a preposição a pela preposição para. Se o artigo
definido a permanecer, então a crase é aplicável. Ex:
Vou para Salvador.
Vou a Salvador.
Vou para a Salvador da alegria.
Vou à Salvador da alegria.
3) Alternativamente, ao invés de substituir o nome após a crase, pode-se substituir o termo
antes da crase, regente da preposição a, por outro que exija uma preposição diferente
(de, em, por). Se não resultar nas contrações da(s), na(s) ou pela(s), não haverá crase:
Refiro-me à sorveteria.
Gosto da sorveteria / Penso na sorveteria / Opto pela sorveteria.
Refiro-me a sorveterias.
Gosto de sorveterias / Penso em sorveterias / Opto por sorveterias.
Atenção!
Observe que palavras em sentido genérico, ainda que femininas, não admitem artigo definido.
Não vai a festa. (Não vai em nenhuma festa)
Um dia dedicado a mulher. (todas as mulheres)
Sujeito a multa.
Tudo cheirava a velhice
Embora "festa", "mulher", "multa" e "velhice" sejam substantivos femininos e estejam
antecedidos pela preposição a, não ocorre crase, pois estão em sentido genérico. Entretanto,
se o objetivo do interlocutor é justamente especificar estas palavras, usando o artigo, então
ocorrerá crase.
Não vai à (a+a) festa.
(uma festa específica, conhecida dos interlocutores)
Um dia dedicado à (a+a) mulher.
(uma mulher específica, por exemplo, a esposa)
Sujeito à (a+a) multa mais penosa.
Tudo cheirava à (a+a) velhice da alma.
Casos Obrigatórios
Caso 1)
Antes dos relativos qual e quais, quando o "à" ou "às" puderem ser substituídos por ao ou aos:
Essa é a pesquisa à qual me dedico; (dedico-me a + a pesquisa)
Esse é o assunto ao qual me dedico;
Citou as obras às quais se dedica; (dedica-se a + as obras)
Citou os trabalhos aos quais se dedica;
Esta é a casa sobre a qual falei; (falei sobre + a casa)
Este é o carro sobre o qual falei;
Caso 2)
Com os demonstrativos a, aquele(s), aquela(s) e aquilo. Para saber se ocorre crase, deve-se
verificar se devido à regência, alguma palavra pede a preposição "a". Uma dica é
trocar aquele(s) / aquela(s) poreste(s) / esta(s) e aquilo por isto. Se antes aparecer o “a”,
ocorre crase.
Dei tudo àquela mulher.
Dei tudo a esta mulher.
A notícia não se relaciona àqueles crimes.
A notícia não se relaciona a estes crimes.
Eu me refiro àquilo que fizestes.
Eu me refiro a isto que fizestes.
Comprarei aquele monumento.
Comprarei este monumento.
O pronome demonstrativo a(s) pode ser permutado por aquela(s). Pode-se usar a regra de
verificação que troca a palavra a qual o pronome faz referência por um masculino equivalente, e
verificar se aparece ao (s).
Era uma semelhante à que tínhamos em casa.
Era um semelhante ao que tínhamos em casa.
Caso 3)
Quando há um termo feminino subentendido.
Vou à [praça] Castro Alves;
Arroz à [maneira] grega;
Exceção- Segundo a normal culta, não há crase nas expressões "bife a cavalo" e "frango a
passarinho", pois não está subentendido "moda de" ou "maneira de" como poderia-se pensar.
Uma vez que antes de um nome masculino não há crase, então não ocorre em tais expressões.
Bife a cavalo: bife com um ou mais ovos fritos por cima.
Frango a passarinho: frango picado em pequenos pedaços.
Caso 4)
Ocorre crase em locuções adverbiais, prepositivas ou conjuntivas de base feminina.
Locuções Adverbiais: à francesa, à baiana, à milanesa, à beça, à beira-mar, à beira-rio, a belprazer,
à bruta, à deriva, à direita, à esquerda, à disparada, à disposição, à escuta, à espada, à
exaustão, à fantasia, à flor da pele, à livre escolha, à luz, à mão, à mão armada, à máquina, à
meia-noite, à mesma hora, à mesa, à mingua, à morte, à mostra, à noite, à noitinha, à paisana, à
parte, à porta, à prestação, à primeira vista, à prova, à queima-roupa, à ré, à rédea curta, à risca,
à vista, às avessas, às cambalhotas, às carreiras, às cegas, às dezenas/centenas, às claras, às
escondidas, às favas, às mil maravilhas, às moscas, à solta, à sombra, às pressas, às tantas, às
vezes, à tarde, à toa, à unha, à venda, à vontade, àquela hora, àquela época, à chegada.
Locuções Prepositivas: à custa de, às vésperas de, às margens de, à espera de, à altura de, à
feição de, à beira de, à espreita de, à semelhança de, à busca de, à procura de, à frente de, à base
de, à mercê de, à moda de, à revelia de, à maneira de, à caça de, à vista de, à escolha de, à
exceção de, à imitação de, à margem de, à prova de, às portas de.
Locuções Conjuntivas: à proporção que, à medida que.
Caso 5)
Nos casos de indicação de hora exata e intervalos.
Hora Exata:
Saiu às 7 horas, chegou à 1 hora...
Sairá à uma hora em ponto.
O aumento passa a valer à zero hora.
Veio à meia-noite.
OBS: A indeterminação afasta a crase:
Iremos a uma hora qualquer.
Intervalos (quando houver especificação por“de+artigo”):
A paralisação será das 08h às 18h.
Haverá pontuação da 1ª à 6ª colocação.
Estude da página 2 à 18.
Ficou fora do meio-dia à meia-noite. (de <o meio-dia> a <a meia-noite>)
Exceção- Intervalos em que haja preposição [de], [desde], [entre], [após] (caso 3 proibitivo). Ex:
As portas serão abertas após as 7h30.
As estradas estão fechadas desde a 0h de Sábado.
Tomar banho na praia somente entre as 6h e as 10h.
Não estarei em casa de 3 a 22 de junho.
Te amarei de janeiro a janeiro.
Casos Proibitivos
Caso 1)
Antes de substantivos masculinos, pois não haverá artigo feminino:
Podemos passear a Cavalo ou a pé.
Conseguirei chegar a tempo.
Exceção- Emprega-se crase quando estiver implícito “à moda de” / “à maneira de”, ou
palavra feminina.
Ex: A festa vai ser à antiga. (à moda antiga)
Vou à [praça] Castro Alves;
Arroz à [maneira] grega;
Caso 2)
Antes de plural, pois o plural generaliza a palavra.
Não podemos dar castigo a crianças. (qualquer criança)
Devemos muito a brilhantes cientistas de nossa história.
Exceção- Com o uso do artigo “as” ocorre especificação. Ex:
Não podemos dar castigo às crianças. (crianças específicas, ex: filhos)
Caso 3)
Junto a outra preposição:
Compareceu perante a juíza para esclarecimentos.
Exceção- Quando há elipse de palavras femininas.
Ex: Pobreza no Brasil iguala-se à [pobreza] de países mais pobres.
Caso 4)
Antes de números / numerais cardinais, pois não são determinados por artigo.
Uma variação de dez a vinte centímetros no tamanho da peça varia de R$120,00 a R$150,00 a
faixa de preço.
Exceção- Quando houver especificação.
Ex: Os pontos foram dados às três primeiras alunas.
Caso 5)
Antes do artigo indefinido “UMA”, pois não há artigo definido antes de um indefinido.
Apeguei-me a uma nova aluna.
Exceção - Com a locução adverbial “à uma” (uma => numeral, sentido de ao mesmo tempo).
Ex: Entoaram o hino à uma só voz.
Caso 6)
Antes de pronome (pessoais, indefinidos, interrogativos, de tratamento, relativos
ou demonstrativos):
Apelamos a Vossa Excelência. (Tratamento)
Entreguei o pedido a Dona Baratinha.
Exceção- com crase se for senhora/senhorita/madame
ou se houver especificação:
Ex: Desejo à senhora e à senhorita toda a sorte;
Referia-me à Dona Flor dos dois maridos;
Enviei o presente a ela pelo correio. (Pessoal)
Lá havia uma oliveira, a cuja sombra cochilávamos. (Relativo)
Não tinha energia a tomada a que ligamos o aparelho. (Relativo)
Declararei guerra a todas as pessoas. (Indefinido)
Tu serás leal a quem? (Interrogativo)
Nota dez a esta estudante. (Demonstrativo)
Exceção- Pronomes Possessivos (todos), Demonstrativos (todos) e alguns Relativos
(qual, quais) obedecem outras regras.
Caso 7)
Expressões com substantivos idênticos:
O tanque foi enchendo gota a gota.
Será doce quando te encontrar cara a cara.
Exceção- Quando não se tratar de expressão, haverá crase:
Ex: Movimento que declara guerra à guerra.
A tristeza dá menos vida à vida.
Crase facultativa
1) Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à / a Taiana.
(Só use crase se a mencionada for conhecida e próxima dos interlocutores)
Ele me comparou a Ana Néri.
(Sem crase pois é figura pública, não é próxima dos interlocutores)
2) Antes de pronome possessivo feminino (minha(s), tua(s), sua(s), nossa(s), vossa(s)):
O autor dedicou o livro a / à sua esposa;
(artigo antes de pronome possessivo é facultativo, logo a crase também é facultativa).
3) Depois da preposição até (pois o uso da preposição “a” após “até” é facultativo):
Dirija-se até à (a) porta.
Casos especiais
1) Possuem regra especial as palavras terra e casa.
Antes da palavra casa (significando "lar") haverá crase se houver especificação:
Chegamos cedo a casa.
Chegamos cedo à casa de meus pais.
Poucos têm acesso à Casa da Moeda.
Antes da palavra terra (chão firme, oposto de mar, ar e bordo) haverá crave se houver
especificação ou quando possuir sentido de terra natal ou planeta.
Os marujos desceram a terra. (terra firme)
Os jangadeiros retornaram a terra. (terra firme)
O que é jogado ao ar ou ao mar volta a terra. (terra firme)
Aqueles navegantes chegaram à terra prometida. (especificação)
Irei à terra de nossos pais. (especificação, terra natal)
O nordestino não tem mais apego à terra. (terra natal)
A espaçonave voltará à Terra em quatro anos. (planeta)
2) A palavra distância apresenta caso especial de crase.
Sem crase quando não há determinação:
A choque manteve-se a distância.
Vimos uma embarcação a distância.
Quando se define a distância, formando a locução "à distancia de", ocorre crase:
A choque ficou à distância de cinco metros dos manifestantes.
Vimos uma embarcação à distância de 500 metros da ilha.
3) Em locução adverbial com nome masculino o a não é acentuado. Ex: a pé, a gosto, a sanguefrio,
a caminho, , a tiracolo, a nado, a postos, a prazo, a sério etc. Entretanto, em locuções
adverbias femininas de instrumento ou circunstância onde existe apenas a
preposição a (diferentemente do caso 4 obrigatório), é de tradição no Brasil crasear o a por
motivo de clareza. Compare nos exemplos abaixo:
•Perseguida a bala (a bala foi perseguida?). –Perseguida à bala
•Quitou a prestação (encerrou a dívida?). –Pagou à prestação.
•Negociou a vista (negociou os olhos?). –Negociou à vista
•Pus a venda (nos olhos?). – Pus à venda
•Trancada a chave (a chave ficou presa?). –Trancada à chave
•Serrou a faca (a faca foi serrada?). –Serrou à faca
•Bateu a máquina (deu uma batida?). –Bateu à máquina
•Chegou a tarde. –Chegou à tarde
•Lavar a mão. –Lavar à mão.
•Combateremos a sombra. –Combateremos à sombra
Link para os exercícios de crase:
http://portuguesxconcursos.blogspot.com.br/2013/02/crase-exercicios-com-gabarito-resolvidos.html
Crase: Exercícios Resolvidos com Gabarito
Crase: Exercícios Resolvidos com Gabarito
A crase é uma palavra com origem grega que denota "fusão". O sinal indicador deste fenômeno
gramático é o acento grave. A crase ocorre quando a preposição "a" funde-se com:
1) O artigo feminino "a" ou "as".
2) Os pronome relativos "a qual" e "as quais".
3) Os pronomes demonstrativos “a”, "aquele"(s), "aquela"(s), "aquilo", "aqueloutro"(s) e
"aqueloutra"(s).
Somos contrários (a+a) à guerra;
Esta é a pesquisa (a+a qual) à qual me dedico;
Referiu-se (a+aqueles) àqueles carros de luxo;
É uma ideia igual (a+a) à que eu tive;
A crase está diretamente relacionada à regência de verbos e nomes.
a) Enganei a população brasileira;
b) Agradei à população brasileira;
No primeiro caso, o verbo enganar não exige a preposição [a], quem engana "engana alguém"
é a regência do verbo enganar. No exemplo seguinte a crase ocorre, pois o verbo agradar é
transitivo indireto e exige esta preposição, a qual se contrai com o artigo a que determina
"população".
c) Saiu do campo em direção a cidade;
d) Saiu do campo em direção à cidade maravilhosa;
Não apenas verbos podem pedir a preposição [a], nomes também podem. No exemplo c), o
substantivo "direção" pede essa preposição. Uma vez que não há um artigo determinando
"cidade", não ocorre crase. Mas quando trata-se de uma cidade determinada - a cidade
maravilhosa - ocorre a fusão da preposição com o artigo, ocorre a crase.
Regras de verificação
1) Trocar o termo feminino após a preposição "a" por uma palavra masculina. Se aparecer a
combinação ao, então haverá crase. Ex:
Somos contrários à guerra.
Somos contrários ao terror.
São propostas relevantes à sociedade;
São propostas relevantes ao povo;
Farei daqui a uma hora;
Farei daqui a um minuto;
2) Em alguns casos, pode-se substituir a preposição a pela preposição para. Se o artigo
definido a permanecer, então a crase é aplicável. Ex:
Vou para Salvador.
Vou a Salvador.
Vou para a Salvador da alegria.
Vou à Salvador da alegria.
3) Alternativamente, ao invés de substituir o nome após a crase, pode-se substituir o termo
antes da crase, regente da preposição a, por outro que exija uma preposição diferente
(de, em, por). Se não resultar nas contrações da(s), na(s) ou pela(s), não haverá crase:
Refiro-me à sorveteria.
Gosto da sorveteria / Penso na sorveteria / Opto pela sorveteria.
Refiro-me a sorveterias.
Gosto de sorveterias / Penso em sorveterias / Opto por sorveterias.
Atenção!
Observe que palavras em sentido genérico, ainda que femininas, não admitem artigo definido.
Não vai a festa. (Não vai em nenhuma festa)
Um dia dedicado a mulher. (todas as mulheres)
Sujeito a multa.
Tudo cheirava a velhice
Embora "festa", "mulher", "multa" e "velhice" sejam substantivos femininos e estejam
antecedidos pela preposição a, não ocorre crase, pois estão em sentido genérico. Entretanto,
se o objetivo do interlocutor é justamente especificar estas palavras, usando o artigo, então
ocorrerá crase.
Não vai à (a+a) festa.
(uma festa específica, conhecida dos interlocutores)
Um dia dedicado à (a+a) mulher.
(uma mulher específica, por exemplo, a esposa)
Sujeito à (a+a) multa mais penosa.
Tudo cheirava à (a+a) velhice da alma.
Casos Obrigatórios
Caso 1)
Antes dos relativos qual e quais, quando o "à" ou "às" puderem ser substituídos por ao ou aos:
Essa é a pesquisa à qual me dedico; (dedico-me a + a pesquisa)
Esse é o assunto ao qual me dedico;
Citou as obras às quais se dedica; (dedica-se a + as obras)
Citou os trabalhos aos quais se dedica;
Esta é a casa sobre a qual falei; (falei sobre + a casa)
Este é o carro sobre o qual falei;
Caso 2)
Com os demonstrativos a, aquele(s), aquela(s) e aquilo. Para saber se ocorre crase, deve-se
verificar se devido à regência, alguma palavra pede a preposição "a". Uma dica é
trocar aquele(s) / aquela(s) poreste(s) / esta(s) e aquilo por isto. Se antes aparecer o “a”,
ocorre crase.
Dei tudo àquela mulher.
Dei tudo a esta mulher.
A notícia não se relaciona àqueles crimes.
A notícia não se relaciona a estes crimes.
Eu me refiro àquilo que fizestes.
Eu me refiro a isto que fizestes.
Comprarei aquele monumento.
Comprarei este monumento.
O pronome demonstrativo a(s) pode ser permutado por aquela(s). Pode-se usar a regra de
verificação que troca a palavra a qual o pronome faz referência por um masculino equivalente, e
verificar se aparece ao (s).
Era uma semelhante à que tínhamos em casa.
Era um semelhante ao que tínhamos em casa.
Caso 3)
Quando há um termo feminino subentendido.
Vou à [praça] Castro Alves;
Arroz à [maneira] grega;
Exceção- Segundo a normal culta, não há crase nas expressões "bife a cavalo" e "frango a
passarinho", pois não está subentendido "moda de" ou "maneira de" como poderia-se pensar.
Uma vez que antes de um nome masculino não há crase, então não ocorre em tais expressões.
Bife a cavalo: bife com um ou mais ovos fritos por cima.
Frango a passarinho: frango picado em pequenos pedaços.
Caso 4)
Ocorre crase em locuções adverbiais, prepositivas ou conjuntivas de base feminina.
Locuções Adverbiais: à francesa, à baiana, à milanesa, à beça, à beira-mar, à beira-rio, a belprazer,
à bruta, à deriva, à direita, à esquerda, à disparada, à disposição, à escuta, à espada, à
exaustão, à fantasia, à flor da pele, à livre escolha, à luz, à mão, à mão armada, à máquina, à
meia-noite, à mesma hora, à mesa, à mingua, à morte, à mostra, à noite, à noitinha, à paisana, à
parte, à porta, à prestação, à primeira vista, à prova, à queima-roupa, à ré, à rédea curta, à risca,
à vista, às avessas, às cambalhotas, às carreiras, às cegas, às dezenas/centenas, às claras, às
escondidas, às favas, às mil maravilhas, às moscas, à solta, à sombra, às pressas, às tantas, às
vezes, à tarde, à toa, à unha, à venda, à vontade, àquela hora, àquela época, à chegada.
Locuções Prepositivas: à custa de, às vésperas de, às margens de, à espera de, à altura de, à
feição de, à beira de, à espreita de, à semelhança de, à busca de, à procura de, à frente de, à base
de, à mercê de, à moda de, à revelia de, à maneira de, à caça de, à vista de, à escolha de, à
exceção de, à imitação de, à margem de, à prova de, às portas de.
Locuções Conjuntivas: à proporção que, à medida que.
Caso 5)
Nos casos de indicação de hora exata e intervalos.
Hora Exata:
Saiu às 7 horas, chegou à 1 hora...
Sairá à uma hora em ponto.
O aumento passa a valer à zero hora.
Veio à meia-noite.
OBS: A indeterminação afasta a crase:
Iremos a uma hora qualquer.
Intervalos (quando houver especificação por“de+artigo”):
A paralisação será das 08h às 18h.
Haverá pontuação da 1ª à 6ª colocação.
Estude da página 2 à 18.
Ficou fora do meio-dia à meia-noite. (de <o meio-dia> a <a meia-noite>)
Exceção- Intervalos em que haja preposição [de], [desde], [entre], [após] (caso 3 proibitivo). Ex:
As portas serão abertas após as 7h30.
As estradas estão fechadas desde a 0h de Sábado.
Tomar banho na praia somente entre as 6h e as 10h.
Não estarei em casa de 3 a 22 de junho.
Te amarei de janeiro a janeiro.
Casos Proibitivos
Caso 1)
Antes de substantivos masculinos, pois não haverá artigo feminino:
Podemos passear a Cavalo ou a pé.
Conseguirei chegar a tempo.
Exceção- Emprega-se crase quando estiver implícito “à moda de” / “à maneira de”, ou
palavra feminina.
Ex: A festa vai ser à antiga. (à moda antiga)
Vou à [praça] Castro Alves;
Arroz à [maneira] grega;
Caso 2)
Antes de plural, pois o plural generaliza a palavra.
Não podemos dar castigo a crianças. (qualquer criança)
Devemos muito a brilhantes cientistas de nossa história.
Exceção- Com o uso do artigo “as” ocorre especificação. Ex:
Não podemos dar castigo às crianças. (crianças específicas, ex: filhos)
Caso 3)
Junto a outra preposição:
Compareceu perante a juíza para esclarecimentos.
Exceção- Quando há elipse de palavras femininas.
Ex: Pobreza no Brasil iguala-se à [pobreza] de países mais pobres.
Caso 4)
Antes de números / numerais cardinais, pois não são determinados por artigo.
Uma variação de dez a vinte centímetros no tamanho da peça varia de R$120,00 a R$150,00 a
faixa de preço.
Exceção- Quando houver especificação.
Ex: Os pontos foram dados às três primeiras alunas.
Caso 5)
Antes do artigo indefinido “UMA”, pois não há artigo definido antes de um indefinido.
Apeguei-me a uma nova aluna.
Exceção - Com a locução adverbial “à uma” (uma => numeral, sentido de ao mesmo tempo).
Ex: Entoaram o hino à uma só voz.
Caso 6)
Antes de pronome (pessoais, indefinidos, interrogativos, de tratamento, relativos
ou demonstrativos):
Apelamos a Vossa Excelência. (Tratamento)
Entreguei o pedido a Dona Baratinha.
Exceção- com crase se for senhora/senhorita/madame
ou se houver especificação:
Ex: Desejo à senhora e à senhorita toda a sorte;
Referia-me à Dona Flor dos dois maridos;
Enviei o presente a ela pelo correio. (Pessoal)
Lá havia uma oliveira, a cuja sombra cochilávamos. (Relativo)
Não tinha energia a tomada a que ligamos o aparelho. (Relativo)
Declararei guerra a todas as pessoas. (Indefinido)
Tu serás leal a quem? (Interrogativo)
Nota dez a esta estudante. (Demonstrativo)
Exceção- Pronomes Possessivos (todos), Demonstrativos (todos) e alguns Relativos
(qual, quais) obedecem outras regras.
Caso 7)
Expressões com substantivos idênticos:
O tanque foi enchendo gota a gota.
Será doce quando te encontrar cara a cara.
Exceção- Quando não se tratar de expressão, haverá crase:
Ex: Movimento que declara guerra à guerra.
A tristeza dá menos vida à vida.
Crase facultativa
1) Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à / a Taiana.
(Só use crase se a mencionada for conhecida e próxima dos interlocutores)
Ele me comparou a Ana Néri.
(Sem crase pois é figura pública, não é próxima dos interlocutores)
2) Antes de pronome possessivo feminino (minha(s), tua(s), sua(s), nossa(s), vossa(s)):
O autor dedicou o livro a / à sua esposa;
(artigo antes de pronome possessivo é facultativo, logo a crase também é facultativa).
3) Depois da preposição até (pois o uso da preposição “a” após “até” é facultativo):
Dirija-se até à (a) porta.
Casos especiais
1) Possuem regra especial as palavras terra e casa.
Antes da palavra casa (significando "lar") haverá crase se houver especificação:
Chegamos cedo a casa.
Chegamos cedo à casa de meus pais.
Poucos têm acesso à Casa da Moeda.
Antes da palavra terra (chão firme, oposto de mar, ar e bordo) haverá crave se houver
especificação ou quando possuir sentido de terra natal ou planeta.
Os marujos desceram a terra. (terra firme)
Os jangadeiros retornaram a terra. (terra firme)
O que é jogado ao ar ou ao mar volta a terra. (terra firme)
Aqueles navegantes chegaram à terra prometida. (especificação)
Irei à terra de nossos pais. (especificação, terra natal)
O nordestino não tem mais apego à terra. (terra natal)
A espaçonave voltará à Terra em quatro anos. (planeta)
2) A palavra distância apresenta caso especial de crase.
Sem crase quando não há determinação:
A choque manteve-se a distância.
Vimos uma embarcação a distância.
Quando se define a distância, formando a locução "à distancia de", ocorre crase:
A choque ficou à distância de cinco metros dos manifestantes.
Vimos uma embarcação à distância de 500 metros da ilha.
3) Em locução adverbial com nome masculino o a não é acentuado. Ex: a pé, a gosto, a sanguefrio,
a caminho, , a tiracolo, a nado, a postos, a prazo, a sério etc. Entretanto, em locuções
adverbias femininas de instrumento ou circunstância onde existe apenas a
preposição a (diferentemente do caso 4 obrigatório), é de tradição no Brasil crasear o a por
motivo de clareza. Compare nos exemplos abaixo:
•Perseguida a bala (a bala foi perseguida?). –Perseguida à bala
•Quitou a prestação (encerrou a dívida?). –Pagou à prestação.
•Negociou a vista (negociou os olhos?). –Negociou à vista
•Pus a venda (nos olhos?). – Pus à venda
•Trancada a chave (a chave ficou presa?). –Trancada à chave
•Serrou a faca (a faca foi serrada?). –Serrou à faca
•Bateu a máquina (deu uma batida?). –Bateu à máquina
•Chegou a tarde. –Chegou à tarde
•Lavar a mão. –Lavar à mão.
•Combateremos a sombra. –Combateremos à sombra
Link para os exercícios de crase resolvidos com gabarito:
http://portuguesxconcursos.blogspot.com.br/2013/02/crase-exercicios-com-gabarito-resolvidos.html
Ortografia Oficial
Todas as regras ortográficas da gramática portuguesa.
Caso x / ch
1) x / ch nas palavras provenientes do latim:
1.1) Emprego do ch:
Ao passar do latim para o português, as sequências "cl", "pl" e "fl", transformaram-se em "ch":
afflare > achar
flagrare > cheirar
flamma > chama
caplu > cacho
clamare > chamar
claven > chave
masclu > macho
planus > chão
plenus > cheio
plorare > chorar
plumbum > chumbo
pluvia > chuva
1.2) Emprego do x:
a) Proveniente do x latino:
exaguare > enxaguar
examen > exame
laxare > deixar
luxu > luxo
b) Palatização do S em grupos como ssi ou sce:
miscere > mexer
passione > paixão
pisce > peixe
2) Emprega-se a letra x:
x1) Após ditongo:
ameixa
caixa
peixe
Exceções:
recauchutar (do francês recaoutchouter)
guache (do francês gouache)
caucho (espécie de árvore. Tem origem na palavra cauchu "lágrimas da árvore", é de um
idioma indígena, mas está em nossa ortografia oficial)
x2) Em palavras iniciadas por ME:
Mexerica
México
Mexilhão
Mexer
Exceção: a exceção é o substantivo "mecha (de cabelos)", que tem sua origem no fracês mèche.
Não confundir com a forma verbal "mexa" do verbo mexer, que deve ser grafada com x.
X3) Em palavras iniciadas por EN:
Enxada
Enxerto
Enxurrada
Exceção1: enchova (regionalismo de anchova, que origina-se do genovês anciua);
Exceção2: Palavras formadas por prefixação de en + radical com ch:
enchente, encher e derivados = prefixo en + radical de cheio;
encharcar = en + radical de charco;
enchiqueirar = en + radical de chiqueiro;
enchapelar = en + radical de chapéu;
enchumaçar = en + radical de chumaço
x4) Em palavras com origem Tupi. As mais conhecidas são:
Araxá - lugar alto onde primeiro se avista o sol.
Abacaxi - de yá, ou ywa (fruta), e katy (que recende, cheira);
Capixaba - roça, roçado, terra limpa para plantação.
Caxumba
Pataxó - tribo.
Queixada - “o que corta”.
Xará - de xe rera, "meu nome".
Xavante - tribo.
Xaxim - do tupi-guarani Xá = cachoeira, Xim = pequena.
Ximaana – tribo.
Xingu - água boa, água limpa, na língua Kamayurá.
Exceção:
Chapecó – Cidade de SC. Derivação do tupi Xapecó (de donde se avista o caminho da roça).
x5) Em palavras com origem árabe. As mais conhecidas são:
Almoxarife
Almoxarifado
Elixir (al-Axir)
Enxaqueca (xaqiqa - meia cabeça)
Haxixe (hashish - maconha)
Oxalá (in sha allah ou inshallah - se Deus quiser)
Xarope
Xadrez (xatranj)
Xarope (xarab - bebida, poção)
Xeque
Xeque-mate
Exceções:
Alcachofra (Alkharshof - fruto do cardo manso)
Chafariz
x6) Em palavras com origem africana. As mais conhecidas são:
Afoxé
Axé
Borocoxô
Exu
Fuxico
Maxixe
Orixá
Xendengue (magro, franzino)
Xangô (Xa - Senhor; Ag + No - Fogo Oculto; Gô = Raio, Alma)
Xaxado
Xingar
XinXim
Xodó
Exceções:
Cachimbo (kixima)
Cachaça
Cochicho
Cochilar
Chilique
3) Emprega-se ch:
ch1) Em palavras com origem francesa. As mais conhecidas são:
Avalanche (Avalónch)
Cachê (Cachet)
Cachecol (Cacher)
Chalé (Chalet)
Chassi (Chânssis)
Champanhe (Champagne)
Champignon (Champignon)
Chantilly (Chantilly)
Chace (Chance)
Chapéu (Chapeau)
Chantagem (Chantage)
Charme (Charme)
Chefe (Chef)
Chique (Chic)
Chofer (Chauffeur)
Clichê (Cliché)
Creche (Crèche)
Crochê (Crochet)
Debochar (Débaucher)
Fetiche (Fétiche)
Guichê (Guichet)
Manchete (Manchette)
Pochete (Pochette)
Revanche (Revanche)
Voucher (Vocher)
Caso g / j
1) Palavras provenientes do latim e do grego:
1.1) O g português representa geralmente o g latino ou grego:
a) Latim:
agere > agir
agitare > agitar
digit(i) (raiz) > digitar
gestu > gesto
gelu > gelo
liturgia > liturgia
tegella > tigela
Magia < Magia (latim) < Mageia (grego) < Magush (persa)
b) Grego:
eksegesis > exegese
gymnastics > ginástica
hégemonikós > hegemônico
logiké > lógico
synlogismos > sologismo
Exceção:
aggelos > anjo (angeolatria é com g)
1.2) Não há j no grego e no latim clássico. O j provém:
a) Da consonantização do I semiconsoante latino:
iactu > jeito
iam > já
iocus > jogo
maiestate > majestade
b) Da palatalização do S + I, ou do grupo DI + Vogal:
basiu > beijo
casiu > queijo
hodie > hoje
radiare > rajar
2) Emprega-se a letra g:
g1) Nas palavras derivadas de outras grafadas com g:
engessar (de gesso)
faringite (de faringe)
selvageria (de selvagem)
Exceção:
coragem (fr. courage) => corajoso, encorajar
g2) Nas palavras terminadas em ágio, égio, ígio, ógio, úgio:
pedágio
sacrilégio
prestígio
relógio
refúgio
g3) Nas terminações: ege, oge
bege
foge
Exceção:
hoje (deriva do latim hodie, de hoc die, “este dia”.)
caboje (peixe)
g4) Os substantivos terminados em gem:
viagem
coragem
ferrugem
Exceção:
pajem
lambujem
g5) Nos verbos terminados em ger e gir:
eleger
mugir
g6) Em geral, após R:
aspergir
divergir
submergir
3) Emprega-se a letra j:
j1) As palavras derivadas de outras grafadas com j:
sarjeta (de sarja)
lojista (de loja)
canjica (de canja)
sarjeta (de sarja)
gorjeta (de gorja)
j2) Os verbos terminados em jar:
viajar
encorajar
enferrujar
j3) As palavras terminadas em aje:
laje
traje
ultraje
j4) Em palavras com origem árabe. As mais conhecidas são:
alforje (al hurj <sacola>)
azulejo (azzelij)
berinjela (badanjanah)
javali (djabali)
jaleco (jalikah)
jarra (djarrah)
laranja (narandja)
Exceções:
álgebra (al-jabr)
algema (al jamad <a pulseira>)
giz (jibs)
girafa (zarâfa (AR.) ->giraffa (IT.) -> girafa (PT.))
j5) Em palavras com origem tupi. As mais conhecidas são:
beiju
cajá
caju
canjica
carijó
guarajuba
itajuba
itajaí
jabaquara (rio do senhor do voo).
jabuti (o que come pouco, o cágado).
jabuticaba (comida de jabuti).
jaburu (a que é inchada, em alusão ao modo de andar da ave,).
jacarandá (o que tem o centro duro).
jacaré (o que olha torto, encurvado).
jaguar (o que devora).
jaguaruna (onça preta).
jaguatirica (onça medrosa).
jandaia
jararaca (o que tem bote venenoso).
jatobá
jequiriti
jequitibá
jerimum
jibóia (cobra d’água).
jumana (tribo).
jurubeba (planta espinhosa e fruta tida como medicinal).
jenipapo
jururu
maracujá
marajó
mucujê
pajé
Ubirajara
Exceção: Sergipe
J6) Em palavras com origem africana. As mais conhecidas são:
acarajé
Iemanjá
jabá
jagunço
jererê (cigarro de maconha)
jiló
jurema
Exceções:
bugiganga
ginga
Caso c ou ç / s ou ss
O c tem o valor de /s/ com as vogais E e I. Antes de A, O e U usa-se ç.
acetato
ácido
açafrão
aço
açúcar
Depois de consoante usa-se s. Entre vogais, usa-se ss:
manso
concurso
expulso
prosseguir
girassol
pessoa
s1) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em ERGIR, CORRER, PELIR:
aspergir = aspersão
compelir = compulsório
concorrer = concurso
discorrer = discurso
expelir = expulsão, expulso
imergir = imersão
impelir = impulsão, impulso
s2) Verbos terminados em DAR – DER – DIR – TER – TIR – MIR recebem s quando há perda das
letras “D – T – M”em suas derivações:
circuncidar (circumcidere) = circuncisão, circunciso
ascender (ascendere) = ascensão
suceder (succedere) = sucessão / sucesso
expandir (expandere) = expansão / expansível
iludir (illudere) = ilusão / ilusório
progredir (progredere) = progressão / progressivo / progresso
submeter (submittere) = submissão / submisso
discutir (discutere) = discussão
suprimir (supprimere) = supressão / supresso
redimir (redimere) = remissão / remisso
Observe também a origem latina:
excluir (de excludere) = exclusão
incluir (de includere) = inclusão...
c1) Verbos não terminados em DAR - DER - DIR - TER - TIR - MIR quando mudam o radical
recebem ç:
agir = ação
excetuar = exceção
proteger = proteção
promover = promoção
c2) Verbos que mantêm o radical recebem ç em derivações:
acomodar = acomodação
consolidar = consolidação
conter = contenção
fundar = fundação
fundir = fundição
remir = remição
reter = retenção
saudar = saudação
torcer = torção
distorcer = distorção
Observe também a origem latina:
manter (manutenere) = manutenção
nadar (natare) = natação
c3) Usa-se c ou ç após ditongo quando houver som de s:
eleição
traição
foice
c4) Nos sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, iço, nça, uça, uço.
barca = barcaça
rico = ricaço
cota = cotação
aguço = aguçar
merece = merecer
carne = carniça
canil = caniço
esperar = esperança
cara = carapuça
dente = dentuço
c5) Em palavras derivadas de vocábulos terminados em ce, te, to, tivo:
alcance = alcançar
lance = lançar
Marte = Marciano
intento = intenção
introspectivo = introspecção
relativo = relação
c6) Em palavras com origem árabe. As mais conhecidas são:
açafrão
açoite
açougue
açude
açúcar
açucena
alface
alvoroço
ceifa
celeste
cetim
cifra
Exceção:
arsenal
carmesim
safra
salada
sultão
c7) Em palavras com origem tupi. As mais conhecidas são:
araçá
açaí
babaçu
cacique
caiçara
camaçari
cipó
cupuaçu
Iguaçu
Iracema
juçara
maçaranduba
maniçoba
paçoca
piaçava
piraguaçu
Exceção (todas começam com som de s, menos cipó):
sabiá
sagui
saci
samanbaia
sariguê
savana
Sergipe
siri
suçuarana
sucuri
sururu
c8) Em palavras com origem africana. As mais conhecidas são:
bagunça
caçamba
cachaça
caçula
cangaço
jagunço
lambança
miçanga
Exceção (todas começam com som de s):
sapeca
samba
senzala
serelepe
songamonga
sova (pancada)
Caso z / s
1) Emprega-se a letra s:
s1) Em palavras derivadas de uma primitiva grafada com s:
análise = analisar, analisado
pesquisa = pesquisar, pesquisado.
Exceção: catequese = catequizar.
s2) Após ditongo quando houver som de z:
Creusa
coisa
maisena
s3) Na conjugação dos verbos PÔR e QUERER:
(Ele) pôs
(Ele) quis
(Nós) pusemos
(Nós) quisemos
(Se eu) puser
(Se eu) quiser
s4) Em palavras terminadas em OSO, OSA (que significa “cheio de”):
horrorosa
gostoso
Exceção: gozo
s5) Nos sufixos gregos ASE, ESE, ISE, OSE:
frase
tese
crase
crise
osmose
Exceções: deslize e gaze.
s6) Nos sufxos ÊS, ESA, ESIA e ISA, usados na formação de palavras que indicam nacionalidade,
profissão, estado social, títulos honoríficos.
chinês
chinesa
camponês
poetisa
burguês
burguesa
freguesia
Luísa
Heloísa
Exceção: Juíza (por derivar do masculino juiz).
z1) As terminadas em EZ e EZA serão escritas com z quando forem substantivos abstratos
provindos de adjetivos, ou seja, quando indicarem qualidade:
escasso / escassez
macio / maciez
rígido / rigidez
sensato / sensatez
surdo / surdez
avaro / avareza
certo / certeza
duro / dureza
nobre / nobreza
pobre / pobreza
rico / riqueza
z2) Grafam-se com "z" as palavras derivadas com os sufixos
"zada, zal, zarrão, zeiro, zinho, zito, zona, zorra, zudo". O "z", neste caso, é uma consoante de
ligação com o infixo.
pazada
cafezal
homenzarrão
açaizeiro
papelzinho
cãozito
mãezona
mãozorra
pezudo
Exceção (quando o radical das palavras de origem possuem o "s"):
asa = asinha
riso = risinho
casa = casinha
Inês = Inesita
Teresa = Teresinha
z3) Em derivações resultando em verbos terminados com som de IZAR:
útil = utilizar
terror = aterrorizar
economia = economizar
Exceção (quando o radical das palavras de origem possuem o "s"):
análise = analisar
pesquisa = pesesquisar
improviso = improvisar
Exceção: catequese = catequizar.
Caso ex / es
1) Como regra geral, as palavras que em latim se iniciavam por ex mantiveram a mesma grafia
ao passarem do latim clássico para o português.
expectorare > expectorar;
expansione > expansão;
expellere > expelir;
experimentu > experimento;
expiratione > expiração;
extrinsecu > extrínseco;
extensione > extensão;
Há, contudo, exceções. Algumas palavras que se escreviam com ex em latim evoluíram
para es ao passar do latim vulgar para o português.
excusare > escusar;
excavare > escavar;
exprimere > espremer;
extraneo > estranho;
extendere > estender;
O verbo "estender”, por exemplo, entrou para o léxico no século 13, originária do latim vulgar,
quando o “x” antes de consoante tornava-se “s”. O vocábulo “extensão” aparece no
léxico de nossa língua no século 18 e teve sua origem no latim clássico (extensione), quando a
regra era manter o “x” de sua origem (extensio). Tal como "extensão", escrevese
extenso, extensivo, extensibilidade, etc.
2) Já as palavras que se iniciavam por s em latim deram origem a derivados com es em
português:
scapula > escápula;
scrotu > escroto;
spatula > espátula;
spectru > espectro;
speculare > especular;
spiral > espiral;
spontaneu > espontâneo;
spuma > espuma;
statura > estatura;
sterile > estéril
stertore > estertor;
strutura > estrutura;
Os termos médicos derivados de palavras gregas iniciadas por s também se escrevem
com es em português. Ex:
escotoma
esclerótica
esfenoide
esplâncnico
estase
estenose
estroma
Um equívoco primário consiste na confusão entre estase (do gr. stásis, parada, estagnação)
e êxtase (do gr. ekstásis - ek = fora de; stasis = estado, pelo latim extase). Também se deve
distinguir estrato (do latim stratu), com o sentido de camada, de extrato (do latim extractu),
aquilo que se extraiu de alguma coisa.
Caso sc
Utiliza-se SC em termos eruditos latinos, isto é, cuja etimologia manteve o radical latino:
abscesso (abscessus);
acrescer (accrescere);
adolescente (adolescentis);
aquiescer (acquiescere);
ascender (ascendere);
consciência (conscientia);
crescer (crescere);
descer (descendere);
disciplina (disciplina);
fascículo (fasciculus);
fascinar (fascinare);
florescer (florescere);
lascivo (lascivu);
nascer (nascere);
oscilar (oscillare);
obsceno (obscenus);
rescindir (rescindere);
víscera (viscus);
Caso c / qu e Forma Variantes
Existem palavras que podemos escrever com "c" e também com qu:
catorze / quatorze
cociente / quociente
cota / quota
cotidiano / quotidiano
cotizar / quotizar
E existem variantes aceitas para outras palavras:
abdome e abdômen
açoitar e açoutar
afeminado e efeminado
aluguel ou aluguer
arrebitar e rebitar
arremedar e remedar
assoalho e soalho
assobiar e assoviar
assoprar e soprar
azalea e Azaléia
bêbado e bêbedo
bilhão e bilião
bílis e bile
bombo e bumbo
bravo e brabo
caatinga e catinga
cãibra e câimbra
carroçaria e carroceria
catucar e cutucar
chipanzé e chimpanzé
coisa e cousa
degelar e desgelar
dependurar e pendurar
derrubar e derribar
desenxavido e desenxabido
diabete e diabetes
embaralhar e baralhar
enfarte e infarto
entretenimento e entretimento
entoação e entonação
enumerar e numerar
espécime e espécimen
espuma e escuma
estalar e estralar
este e leste (pontos cardeais)
flauta e frauta
flecha e frecha
geringonça e gerigonça
homogeneizar e homogenizar
húmus e humo
impingem e impigem
imundícia, imundície e imundice
intrincado e intricado
lide e lida
louro e loiro
macaxeira e macaxera
maltrapilho e maltrapido
malvadeza e malvadez
maquiagem e maquilagem
marimbondo e maribondo
matracar e matraquear
mobiliar e mobilhar
neblina e nebrina
nenê e neném
parênteses e parêntesis
percentagem e porcentagem
pitoresco, pinturesco e pintoresco
plancha e prancha
pólen e polem
quadrênio e quatriênio
quatrilhão e quatrilião
radioatividade e radiatividade
rastro e rasto
relampear e relampejar
remoinho e redemoinho
salobra e salobre
taberna e taverna
tesoura e tesoira
toicinho e toucinho
transpassar, traspassar e trespassar
transvestir e travestir
treinar e trenar
tríade e triada
trilhão e trilião
vasculhar e basculhar
Xérox e Xerox
xeretar e xeretear
Caso o / u
1) Usa-se o na grafia dos seguintes vocábulos:
boteco
botequim
cortiço
engolir
goela
mochila
moela
mosquito
mágoa
moleque
nódoa
tossir
toalete
zoar
2) Usa-se u na grafia dos seguintes vocábulos:
amuleto
entupir
jabuti
mandíbula
supetão
tábua
Caso e / i
1) Os verbos terminados em -UIR e em -OER:
No Presente do Indicativo, as 2ª e 3ª pessoas do singular são grafadas com I. Exemplo (verbo
possuir):
tu possuis
ele possui
tu constróis
ele constrói
tu móis
ele mói
tu róis
ele rói
2) Os verbos terminados em -UAR e em -OAR:
No Presente do Subjuntivo, todas as pessoas da conjugação serão grafadas com e. Exemplo
(verbo entoar):
Que eu entoe
Que tu entoes
Que ele entoe
Que nós entoemos
Que vós entoeis
Que eles entoem
3) Todos os verbos que terminam em [-ear] (arrear, frear, alardear, amacear, passear...) fazem
um ditongo [-ei-] no presente do indicativo e do subjuntivo nas formas rizotônicas (1ª, 2ª, 3ª do
singular e 3ª do plural,):
PRESENTE DO
INTICATIVO
PRETÉRITO
PERFEITO
FUTURO PRESENTE DO
SUBJUNTIVO
(que…)
Eu freio Eu freei Eu frearei Eu freie
Tu freias Tu freaste Tu frearás Tu freies
Ele freia Ele freou Ele freará Ele freie
Nós freamos Nós freamos Nós frearemos Nós freemos
Vós freais Vós freastes Vós freareis Vós freeis
Eles freiam Eles frearam Eles frearão Eles freiem
4) Os verbos terminados em [-iar] (arriar, criar, odiar…) são regulares, exceto o (I)MARIO:
(Inter)Mediar, Ansiar, Remediar, Incendiar, Odiar, os quais são irregulares e formam ditongo [-
ei-] nas formas rizotônicas:
Observe a diferença entre Arriar (regular) e Mediar (irregular):
PRESENTE
DO
INTICATIVO
PRESENTE DO
SUBJUNTIVO
(que…)
PRESENTE DO
INTICATIVO
PRESENTE DO
SUBJUNTIVO
(que…)
Eu arrio Eu arrie Eu medeio Eu medeie
Tu arrias Tu arries Tu medeias Tu medeies
Ele arria Ele arrie Ele medeia Ele medeie
Nós arriamos Nós arriemos Nós mediamos Nós mediemos
Vós arriais Vós arrieis Vós mediais Vós medieis
Eles arriam Eles arriem Eles medeiam Eles medeiem
Ortografia Oficial: Exercícios Resolvidos
Regras e Dicas Ortográficas (confira aqui)
1) CESPE - 2012 - TRE-RJ
Julgue se os trechos abaixo, adaptados de O Globo de 17/7/2012, estão corretos e
adequados à língua escrita formal.
Esclarecemos, ainda, que a situação levou o presidente do Tribunal Regional
Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE/RJ) a constituir um grupo especial com a
Secretaria de Segurança, a Polícia Federal, o Comando Militar do Leste e a Polícia
Rodoviária Federal, para atuar na campanha deste ano. Neste contexto, de
invasão do mundo político pelo crime organizado, a Lei da Ficha Limpa ganha
ainda maior relevância.
Certo Errado
2) CESPE - 2011 - CBM-ES
Os itens a seguir apresentam fragmentos adaptados de textos diversos. Julgue-os
no que se refere à correção gramatical e ortográfica.
Caraguatatuba passará a exigir ficha criminal de quem quizer ocupar algum
imóvel na cidade na temporada.
Certo Errado
3) CESPE - 2011 - STM
Julgue o texto a seguir quanto à correção gramatical e ortográfica.
Que a suposta longevidade dos índios fosse efeito dos bons céus, bons ares, boas
águas de que desfrutavam eles, é o que a todos resulta patente.
Certo Errado
4) CESPE - 2011 - Correios
As opções a seguir contêm trechos adaptados de texto extraído do sítio dos
Correios na Internet. Assinale a opção em que o trecho apresentado está
gramaticalmente correto.
a) Exemplo de ação de caráter social que envolve os carteiros e tem tido
grande recepitividade é o Papai Noel nos Correios. Desde 1997, quando se
transformou em projeto corporativo, passou a ser desenvolvido em todas 28
diretorias regionais.
b) Em 2009, dois estados testaram um novo modelo para o projeto, segundo o
qual só podem participar crianças que cursam até o último ano da 1.ª etapa do
ensino fundamental (ou seja, até o 4.º ou 5.º ano) de instituições de ensino
públicas (municipais, estaduais ou federais), além de crexes e abrigos.
c) A intenção é contribuir para o alcance do 2.º objetivo de desenvolvimento
do milenio da ONU: educação basica de qualidade para todos.
d) Em 2009, os Correios receberam 1.981.000 cartas, de todos os estados
brasileiros, sendo que 21% foi adotado e atendido, por pessoas, que desejavam
colaborar para um Natal mais solidário.
e) Os presentes são recebidos nas agências e entregues, em regiões carentes
dos grandes centros urbanos, por carteiros ou outros empregados dos Correios,
às crianças que escreveram as cartas.
5) CESPE - 2011 - Correios
No tempo em que se andava a cavalo para entregar cartas, era preciso pôr arreios
no cavalo, ou seja, era preciso:
a) arriar-se o cavalo.
b) arreiar o cavalo.
c) arreiar-se no cavalo.
d) arrear o cavalo.
e) arriar no cavalo.
6) CESPE - 2006 - TJ-RR
Assinale a opção em que o fragmento contém erro de grafia.
a) Os membros do Grupo de Ação Social (GAS) já colocaram as mãos na massa
e realizaram o primeiro evento, que foi a semana do servidor, com várias
atividades.
b) A juíza Graciete disse ainda que, no segundo ano do projeto, será
elaborado um calendário de atividades.
c) Quanto às expectativas para o GAS, a juíza frizou serem as melhores
possíveis, mas é preciso levar em consideração que se está quebrando
paradigmas, ou seja, mudando a cultura.
d) Com o enfoque de trabalhar a interação entre servidores e família, a
magistrada acredita que, no Poder Judiciário, o TJ seja o primeiro a trabalhar com
esse foco.
7) CESPE - 2010 - UERN
As opções que se seguem apresentam trechos adaptados de um texto publicado
no Jornal do Comércio (PE) de 15/3/2010. Assinale a opção em que o trecho
adaptado apresenta grafia correta.
a) A ampla maioria dos mosquitos desenvolve-se nos rescipientes de água
parada localizados dentro dos quintais dos domicílios, e por isso o discurso oficial
repete o mantra de que o cidadão precisa acordar para o perigo, fazendo a sua
parte para previnir o surto.
b) No entanto, não se podem deixar em segundo plano, principalmente nas
áreas mais pobres, os terrenos e logradouros abandonados repletos de criatórios
do mosquito da dengue. As residências e construções abandonadas devem ser
vistoriadas regularmente
c) A responsabilidade pela saúde pública, em última instânscia, é dos
governantes, e não do cidadão. É para isso que existem autoridades eleitas pelo
povo.
d) O Brasil é vunerável à ação do mosquito da dengue por uma razão simples:
a precaridade das condições de vida, nos locais em que predomina o acúmulo de
lixo, somada às deficiências na educação, são o cenário ideal para a multiplicação
do inseto.
e) Neste cenário favorável à epidemia, será preciso mais do que campanhas
informativas para debelar o risco, já vislumbrado, de caus generalisado. Os postos
e hospitais da rede pública e privada não têm capacidade para dar conta da
demanda em momentos de crise epidemiológica.
8) CESPE - 2011 - STM
Julgue o texto a seguir quanto à correção gramatical e ortográfica.
Era coisa sabida que a ausência de tais enfermidades revelava não achar-se o ar
corrupto nestes lugares pela ação da humidade e da podridão.
Certo Errado
9) CESPE - 2010 - MPU
Julgue o texto a seguir quanto à correção gramatical e ortográfica.
Visto apenas pelo ângulo econômico, o problema da exploração da mão de obra
infantil, é ao mesmo tempo reflexo e impecílio para o desenvolvimento. Quando
crianças e adolescentes deixam de estudar para entrar precocemente no mercado
de trabalho, trocam um futuro mais promissor pelo ganho imediato.
Certo Errado
10) CESPE - 2008 - TJ-RJ
Os trechos abaixo são adaptados de O Globo de 19/3/2008. Assinale a opção que
apresenta erro de grafia de palavra.
a) A defesa e a preservação do meio ambiente são hoje uma preocupação
mundial, e o Brasil, dono de vastos recursos naturais, procura também avançar
nessa área.
b) Uma boa parte da população se conscientizou da necessidade de agir para
proteger fauna, flora, rios e outros bens da natureza.
c) Movimentos foram criados, até na política, e órgãos federais, estaduais e
municipais, além do Ministério Público, se mobilizaram.
d) Há dez anos, foi aprovada a Lei Contra Crimes Ambientais, dando respaudo
jurídico às ações de preservação e prevendo punições para os infratores.
e) Na prática, existe enorme dificuldade para que os transgressores sejam
punidos.
11) CESPE - 2008 - TRT
Com referência à ortografia oficial e às regras de acentuação de palavras, assinale
a opção incorreta.
a) Os vocábulos lágrima e Gênesis seguem a mesma regra de acentuação.
b) As palavras oásis e lápis são acentuadas pelo mesmo motivo.
c) A grafia correta do verbo correspondente a ressurreição é ressucitar.
d) Apesar de a grafia correta do verbo poetizar exigir o emprego da letra "z", o
feminino de poeta é grafado com s.
e) O vocábulo traz corresponde apenas a uma das formas do verbo trazer; a
forma trás é empregada na indicação de lugar (equivale a parte posterior).
12) CESPE - 2011 - PREVIC
O trecho “Mas os dados escondem um retrato brasileiro que pede atenção: os
homens continuam vivendo menos do que as mulheres.” pode ser reescrito,
mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto, da seguinte
forma:
Os dados porém, mascaram uma fasceta do país que devemos prestarmos
atenção: as mulheres tem apresentado mais longevidade que os homens.
Certo Errado
13) CESPE - 2010 - MPU
Julgue o texto a seguir quanto à correção gramatical e ortográfica.
A legislação brasileira proíbe que menores de catorze anos trabalhem, mas,
segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia, em
2008, um total de 993 mil crianças entre cinco e treze anos nessa situação. Em
uma faixa etária mais ampla, até dezessete anos, quando se espera que os jovens
ainda estejam estudando, foram contabilizados, ao todo, 4,5 milhões de crianças e
adolescentes no exercício de algum tipo de trabalho.
Certo Errado
14) CESPE - 2011 - STM
Julgue o texto a seguir quanto à correção gramatical e ortográfica.
Como explicar segundo as ideias do tempo, o fato de não graçarem aqui antes da
conquista, várias enfermidades já notórias ao europeu?
Certo Errado
15) CESPE - 2010 - DPU
As opções seguintes apresentam trechos adaptados do editorial do Jornal Zero
Hora (RS) de 20/4/2010. Assinale a opção em que o texto foi transcrito de forma
gramaticalmente correta:
a) O Tribunal Superior Eleitoral regulamentou o uso da Internet na campanha
eleitoral, permitindo a propaganda de candidatos a partir de 6 de julho. Promover
as candidaturas, por mais assirrada que seja a disputa, não significa nem baixar o
nível, nem faltar com a verdade.
b) A campanha eleitoral que se aproxima estará marcada definitivamente pelo
uso das facilidades de comunicação que a Internet põem à disposição de
partidos, candidatos e eleitores. Haverá a difícil e desafiadora obrigação de
manter todo o processo dentro de padrões civilizados, impedindo que os radicais
e irresponsáveis contaminem a disputa.
c) A capacidade de atingir milhões de pessoas em apenas alguns segundos
significa uma ferramenta de valor inestimavel, que já mostrou toda sua eficiência
na eleição norte-americana que levou Barack Obama a Casa Branca, em um
processo que foi visto como uma revolução na maneira de fazer campanha.
d) Esta ferramenta está disponível a custo mínimo para partidos candidatos
cabos eleitorais e cidadões comuns. A eleição de 2010 será também um teste para
a qualidade dos eleitores, para a obediência às leis do país e para o uso adequado
das novas tecnologias em favor da democracia.
e) Pelas características da Internet, cuja fiscalização efetiva é impossível, a
qualidade das campanhas terá de ser em primeiro lugar uma decisão dos
comandos partidários e dos próprios candidatos.
16) CESPE - 2011 - CBM-DF
A palavra “catorze” poderia ser corretamente grafada da seguinte forma:
quatorze.
Certo Errado
17) CESPE - 2012 - ANCINE
O vocábulo “cotidiana” (L. 3) pode ser corretamente substituído por
quotidiana.
Certo Errado
18) CESPE - 2004 - Banco da Amazônia
O nome da usina que produz eletricidade a partir da força da água exemplifica um
caso em que a língua portuguesa admite como corretas duas grafias: hidrelétrica
e hidroelétrica.
Certo Errado
19) CESPE - 2007 - TRT-9R
A ortografia da língua portuguesa considera incorreta a grafia percentagem no
lugar de "porcentagem".
Certo Errado
20) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
<O crescimento de pouco mais de 16% no crédito para 2012, projetado pela
Federação Brasileira de Bancos (FENABRAN), é um percentual "substancial e
significativo". >
Mantêm-se a correção gramatical do texto e suas informações originais ao se
substituir o termo “percentual” por percentil.
Certo Errado
21) CESPE - 2008 - TJ-RJ
Assinale a opção em que as palavras grifadas mantêm, entre si, a relação
semântica indicada entre parênteses.
a) Todos os réus foram julgados sem discriminação. Nos processos não houve
ato algum de descriminação. (paronímia)
b) A lei caracteriza algumas ações e as define como crimes. Esses delitos são
classificados de acordo com o tipo de bem que atingem, material ou imaterial.
(hiperonímia/ hiponímia)
c) O crime já foi definido como toda conduta humana que infringisse a lei
penal. Nesse sentido, o indivíduo que transgredisse essa lei deveria ser punido.
(homonímia)
d) A dissidência nem sempre impossibilita a conciliação. (sinonímia)
e) A delação constrangeu os jurados, o que motivou a dilação do julgamento
pelo juiz. (antonímia)
22) CESPE - 2010 - ANEEL
<Seria ingênuo pensar que esse mito desapareceu com a recente crise, mas, que
ele está mal das pernas, está.>
O sentido da expressão "mal das pernas", característica da oralidade, seria
prejudicado caso se substituísse "mal" por mau.
Certo Errado
23) CESPE - 2012 - PRF
A correção gramatical do texto seria mantida se, no trecho “posicionado a
alguns metros”, o termo “a” fosse substituído por há.
Certo Errado
24) CESPE - 2012 - TC-DF
Na linha 13, a substituição do vocábulo “senão” por se não, embora
gramaticalmente correta, prejudicaria o sentido do texto.
Certo Errado
25) CESPE - 2008 - ABIN
Na linha 15, estaria gramaticalmente correta a redação a cerca da atividade.
Certo Errado
26) CESPE - 2011 – EBC
Na linha 26, “por que” poderia, sem prejuízo para a correção gramatical, ser
grafado porque, em razão de estar empregado como conjunção causal, tal como
ocorre em “mas o mandamento de agir unicamente porque se trata de um
dever” (L.31-32).
Certo Errado
27) CESPE - 2011 - EBC
“Parece que sim, porque as descobertas científicas, os eventos que isso suscita e
as opiniões sobre eles, em um mundo também potencialmente globalizado em
seus aspectos econômicos, políticos, culturais e midiáticos, interessam às pessoas,
que dele receberão efeitos.”
No período acima a substituição do ponto final por ponto de interrogação
manteria a coerência do texto, mas, nesse caso, de acordo com a prescrição
gramatical, o vocábulo “porque” deveria ser grafado como por que.
Certo Errado
GABARITO
1) CERTO
2) ERRADO
Nos verbos pôr e querer emprega-se "s", nunca o "z".
3) CERTO
Em caso de dúvida sobre a grafia de “longevidade”, pode-se tentar encontrar
uma palavra da qual seria derivada:
longe =>longevidade
4)
a) Erro: receptividade
b) Erro: creches
c) Erro: básica, milênio
d) Erro: 21% foram adotadas
e) CERTO
5) d)
ARREAR: Pôr arreios em; aparelhar.
ARRIAR: Abaixar, descer.
6) c)
Na dúvida sobre a grafia correta de "frisar", lembre-se que esta palavra deriva de
friso ou frisa.
frisa => frisar
Sendo frisa um tecido grosso e crespo, frisar assume o significado de enrugar ou
encrespar. Exemplos:
Vou frisar meu cabelo para ir ao seu aniversário.
Por causa da chuva, o pelo do cachorro ficará todo frisado.
friso => frisar
Sendo friso uma faixa ou tira com fins decorativos, frisar assume o significado de
colocar um friso, destacar, salientar. Exemplos:
Volto a frisar: você tem que estudar todos os dias!
Eles estão a frisar o teto do quarto do bebê.
7)
a) A ampla maioria dos mosquitos desenvolve-se nos recipientes de água parada
localizados dentro dos quintais dos domicílios, e por isso o discurso oficial repete
o mantra de que o cidadão precisa acordar para o perigo, fazendo a sua parte
para prevenir o surto.
b) CERTO
c) A responsabilidade pela saúde pública, em última instância, é dos governantes,
e não do cidadão. É para isso que existem autoridades eleitas pelo povo.
d) O Brasil é vulnerável à ação do mosquito da dengue por uma razão simples:
a precariedade das condições de vida, nos locais em que predomina o acúmulo
de lixo, somada às deficiências na educação, são o cenário ideal para a
multiplicação do inseto.
e) Neste cenário favorável à epidemia, será preciso mais do que campanhas
informativas para debelar o risco, já vislumbrado, de caos generalizado . Os
postos e hospitais da rede pública e privada não têm capacidade para dar conta
da demanda em momentos de crise epidemiológica. (geral => generalizar, pois a
primitiva não tem s)
8) ERRADO
Umidade não tem H.
9) ERRADO
1) Erro ortográfico em “impecílio”. A correta escrita deve ser empecilho;
2) Vírgula depois de infantil (separação do sujeito e do verbo);
3) A expressão “ao mesmo tempo” deve estar entre vírgulas;
10) d)
Erro na grafia da palavra "respaudo". O certo é “respaldo”.
11)
a) CERTO.
lágrima e gênesis são palavras proparoxítonas.
b) CERTO.
oásis e lápis são palavras paroxítonas terminadas em i(s).
c) ERRADO.
A grafia correta é ressuscitar.
d) CERTO.
Para indicativo feminino usa-se o sufixo ISA. Portanto, poetisa.
e) CERTO
Traz: Verbo.
Trás: Advérbio de lugar.
12) ERRADO
"Os dados, porém, mascaram uma faceta do país a que devemos prestar atenção:
as mulheres têm apresentado mais longevidade que os homens."
13) CERTO
Possíveis dúvidas:
faixa => emprega-se x após ditongo.
contabilizar <= contábil: com z, pois primitiva não tem s.
catorze ou quatorze, ambas estão corretas.
14) ERRADO
1. O adjunto adverbial “segundo as ideias do tempo” deve ficar isolado por
vírgulas, ou sem nenhuma vírgula (no trecho foi registrada apenas uma);
2. Não há vírgula entre “conquista” e “várias”, pois não se separa o verbo
(“grassarem”) de seu sujeito (“várias enfermidades já notórias ao europeu”).
3. Há erro de grafia na forma verbal “graçarem”, que deve ser grafada
com”ss”: “grassarem”, que significa multiplicarem-se por reprodução,
espalharem.
A frase corrigida ficará com a seguinte redação:
“Como explicar, segundo as ideias do tempo, o fato de não grassarem aqui antes
da conquista várias enfermidades já notórias ao europeu?”
15)
a) O Tribunal Superior Eleitoral regulamentou o uso da Internet na campanha
eleitoral, permitindo a propaganda de candidatos a partir de 6 de julho. Promover
as candidaturas, por mais acirrada que seja a disputa, não significa nem baixar o
nível, nem faltar com a verdade.
b) A campanha eleitoral que se aproxima estará marcada definitivamente pelo uso
das facilidades de comunicação que a Internet põe à disposição de partidos,
candidatos e eleitores. Haverá a difícil e desafiadora obrigação de manter todo o
processo dentro de padrões civilizados, impedindo que os radicais e
irresponsáveis contaminem a disputa.
c) A capacidade de atingir milhões de pessoas em apenas alguns segundos
significa uma ferramenta de valor inestimável, que já mostrou toda sua eficiência
na eleição norte-americana que levou Barack Obama à Casa Branca, em um
processo que foi visto como uma revolução na maneira de fazer campanha.
d) Esta ferramenta está disponível a custo mínimo, para
partidos, candidatos, cabos eleitorais e cidadãos comuns. A eleição de 2010 será
também um teste para a qualidade dos eleitores, para a obediência às leis do país
e para o uso adequado das novas tecnologias em favor da democracia.
e) CERTO
16) CERTO
Ambas as formas estão oficializadas, embora "catorze" seja preferível e corrente.
Quatorze é uma variante e mais utilizada no Brasil.
17) CERTO
As duas palavras estão corretas e existem na língua portuguesa. No Brasil, a
variante quotidiano coexiste com a mais utilizada cotidiano.
18) CERTO
As duas formas estão corretas, sendo hidrelétrica a forma mais usual.
19) ERRADO
Trata-se de variantes da mesma palavra, sendopercentagem a mais antiga. O
termo percentagem, embora de origem latina, é uma adaptação do vocábulo
inglêspercentage, de per cent, derivado do latim per centum.A preposição
latina per, quando empregada isoladamente, foi substituída em português pela
preposição por e hoje sobrevive apenas na locução "per si", expressões como "per
capta", e na aglutinação com o artigo "o" resultando em "pelo(s), pela(s)".
20) ERRADO
Se é fácil mudar percentagem para porcentagem, o mesmo já não ocorre
com percentual e porcentual ou percentual epercentil, este último termo
consagrado em estatística. No primeiro caso, não existe a variante porcentual No
segundo caso, percentil difere de percentual e não podem ser aplicadas com o
mesmo significado. Exemplo: o 50º percentil dos dados de uma pesquisa equivale
ao valor mediano, enquanto 50% dos dados equivale à metade dos dados.
21) a)
a) PARÔNIMOS - palavras de escrita ou pronuncia parecidas e sentidos diferentes.
b) SINÔNIMOS - palavras com o mesmo significado
c) SINÔNIMOS
d) ANTÔNIMOS - palavras de sentidos opostos
e) PARÔNIMOS
22) CERTO
O vocábulo “mal”, no contexto, é o contrário de bem (advérbio) e não pode ser
trocado por mau, antônimo de bom (adjetivo).
23) ERRADO
Somente "a" implica em distância, conforme pede o contexto. "Há" pode ser
usado apenas para indicar quantidade ou tempo decorrido.
24) ERRADO
que não conheciam outro limite senão seu próprio poder.
"senão" => Nesse contexto, é uma preposição que equivale a "exceto".
que não conheciam outro limite se não seu próprio poder.
"Se não" => São duas palavras: conjunção 'se' & advérbio 'não'. O 'se' é uma conj.
condicional e implica oração subordinada adverbial condicional.
Portanto, se não existe uma oração subordinada, ocorre erro gramatical.
Lembrando que para estar gramaticalmente correto é necessário que esteja não
apenas escrito corretamente, mas sintaticamente correto também.
25) ERRADO
Acerca de (junto) é sinônimo de a respeito de, sobre.
A cerca de (separado) ou cerca de significamaproximadamente, mais ou menos.
Como no texto está escrito "(...)o aprofundamento das discussões acerca da
atividade de inteligência no Brasil. (...)"; escrever a cerca da atividade estaria
errado, pois só se usaria a cerca (separado) se estivesse com o significado
deaproximadamente, o que não é o caso.
26) ERRADO
No "por que" da frase, O "por" é preposição e o "que" é pronome relativo, pois
retoma o sentido do substantivo RAZÃO. Dessa forma, pode ser substituído por
PELA QUAL e não pode ser substituído por POIS que é o equivalente de PORQUE.
27) ERRADO
No trecho, o "porque" refere-se a causa ou explicação. Já o "por que"
(preposição por e pronome que) pode ser Interrogativo (por que motivo, por qual
razão) ou relativo (pelo qual, pela qual, pelos quais e pelas quais), assim, mudaria
a coerência do texto.
à s 1 2 : 4 2
Pontuação
1 - Ponto (.)
Quando utilizar o ponto simples:
a) Para indicar o fim de um período simples, de uma frase com sentido completo.
Nada mais tenho a dizer.
b) Para abreviar:
Sr., a.C., num., adj., etc.
2 – Ponto de Interrogação (?)
Quando utilizar a ponto de interrogação:
a) Para realizar perguntas.
Você quer perguntar alguma coisa?
b) Pode-se utilizar desta pontuação para indicar diversos sentimentos (surpresa,
indignação, expectativa):
Os alagoanos elegeram Renan Calheiros? (atitude de indignação)
Lula não sabia do mensalão? (surpresa)
O Brasil ganha a copa? (expectativa)
3 – Ponto de Exclamação (!)
Quando utilizar o ponto de exclamação:
a) Para expressar sentimentos tais como: empolgação, súplica, reclamação,
surpresa, horror:
Vamos sair do Brasil! (empolgação)
Por favor, votem direito! (súplica)
Mais rápido, amor! (reclamação)
Que negócio grande! (surpresa)
Que horror! (horror)
b) Para interjeições e locuções interjetivas:
Oh! Meu Deus! É só você e eu.
Eu te amo, porra!
c) Depois de vocativos:
Você consegue, garoto!
Se liga, pivete!
OBS: Para expressar, ao mesmo tempo, questionamento e admiração, pode-se
usar interrogação e exclamação juntos.
Que coisa, não?!
OBS: Para intensificar ainda mais a situação ou os sentimentos expressos, pode-se
repetir várias vezes estes sinais de pontuação.
-Você quer, mesmo???
-Quero sim!!!
4 - Reticências (…)
Quando utilizar as reticências:
a) Para suprimir trechos:
Era uma vez (...) e viveram felizes para sempre.
b) Para indicar interrupção ou continuidade:
E veio uma sensação de alegria, euforia, felicidade...
Eu gostei do novo técnico, mas dos novos jogadores...
5 - Parênteses ( )
Quando utilizar os parênteses:
a) Para indicar uma explicação.
Moshé Moshé, erés codó! (Eretz Kadóch – terra santa).
b) Na indicação de fontes bibliográficas.
E disse a Moisés: tira os sapatos, pois estás em terra santa (Êxodo 3:5).
c) Para isolar um comentário ou pensamento.
Votarei nulo (político nenhum me representa).
6 - Aspas (“ ”)
Quando utilizar aspas:
a) Para destacar transcrições de textos:
Dessa música todos lembram:“Para nooossa alegria!” (Galhos secos, banda
Êxodos).
b) Para destacar uma frase escrita ou dita por alguém.
É como ele dizia: “Só querem saber do venha a nós e nada do ao vosso reino”.
c) Para indicar expressões estrangeiras, neologismos, arcaísmos, gírias, apelidos
ou para dar ênfase a qualquer expressão:
Ao povo basta pão e “Reality Shows”.
Dei um "joinha" e "printei".
A plateia respondeu com um sonoro "não".
Também foi condenado Luiz Romão, o “Macarrão”.
d) Para indicar ironia.
Apertando várias vezes o botão, o elevador entra em “modo de urgência”.
e) Para relativizar o sentido de uma expressão.
A raça humana que é mais "inteligente", destrói seu próprio meio.
7 - Travessão (-)
Quando utilizar travessão:
a) Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo:
- Ôh mainha, leva eu pro circo?
- Não sinhô! Quem quiser lhe ver venha aquin.
- Armaria mainha, nãm!
b) Separar orações intercaladas, desempenhando as funções da vírgula e dos
parênteses:
Quanto à água no copo - disse o oportunista - enquanto vocês discutiam, eu a
bebi.
c) Colocar em evidência uma frase, expressão ou palavra:
Gostaria de agradecer a pessoa mais importante para mim – eu.
d) Expressar comentário ou opinião do autor do texto:
Quem já teve chance — e o privilégio — de presenciar filhotes de animais
brincando, sabe como são divertidos.
8 – Dois pontos (:)
Quando utilizar os dois pontos:
a) Para fazer uma citação ou introduzir uma fala:
Dilma foi vaiada porque declarou: “Me impressionou como a tecnologia pode
ajudar os portadores de deficiência”.
O policial disse:
- Mãos para cima:
E ele respondeu:
- Cintura solta, da meia volta, dança kuduro.
b) Para indicar explicação ou resumo do que foi dito:
- É o país do carnaval, bunda e futebol: Brasil.
c) Quando se quer indicar uma enumeração:
- O Brasil não progride porque só lhe interessa: carnaval, bunda e futebol.
d) Na introdução de exemplos, notas e observações.
Obs.: Não use linguagem coloquial em correspondências oficiais.
e) Antes de orações apositivas.
Viverás para Deus com uma condição: que morra para o mundo.
f) Em invocações de correspondências.
Prezados Senhores:
Convido-lhes para o meu aniversário dia 30 de Fevereiro.
g) Em citações e referências:
Parafraseando Vinícios de Moraes: “Tristeza não tem sim, felicidade não tem
fim”.
9 – Ponto e Vírgula (;)
Quando utilizar o ponto e vírgula:
a) Para separar itens:
Os cinco solas da reforma:
I – Só a escritura sagrada é veículo de revelação;
II – Só Jesus Cristo salva, mas nenhum outro(a);
III – Só o Espírito Santo nos leva a Deus, só a sua graça;
IV – A salvação vem pela fé dada pela graça;
V – Glória somente a Deus, a nada ou ninguém mais.
“Era um dia atípico: na Terra, os cavaleiros lutavam contra Marte; no céu, Athena
enfratava o deus Hades; no mar, Poseidon esbravejava possuído por maldade; e
na minha cama, um sonho épico”.
b) Este sinal de pontuação pode ser usado para evitar o excesso de vígulas
quando for preciso separar orações coordenadas que já possuem vírgulas:
Ela não comentou nada, apenas olhou nos meus olhos, sentou-se ao meu lado;
queria ficar comigo.
Quando criança, roubava queimado; moço, roubava armado; agora, adulto,
político formado.
Vote em quaquer um; fique, depois, arrependido.
c) Para separar antítese.
Muitos querem; poucos podem.
Uns mandam; outros trabalham.
d) Para dar maior pausa a conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia,
entretanto, etc.)
O time estava completo; porém, perdeu o jogo.
10 - Vírgula (,)
Quando utilizar a vírgula:
10.1 - Em estruturas específicas.
a) Para separar os nomes dos locais de datas:
Salvador, 11 de julho de 2009.
b) Em correspondências, após a saudação.
Atenciosamente,
Com amor,
10.2 - A vírgula no interior da oração.
a) Para separar termos com mesma função sintática:
O PT é ladrão, traidor e enganador. (vírgula separando predicativos)
A criança brincou, correu, pulou e, enfim, dormiu. (vírgula separando verbos.)
b) Para separar o vocativo:
Brasileiro, venha catar o cocô do seu cão!
c) Para separar o aposto:
O João, brasileiro típico, jogou seu lixo pela janela do carro.
d) Após termos deslocados:
1. Complemento do verbo deslocado:
Ela viu uma forte paixão naqueles olhos.
Uma forte paixão, ela viu naqueles olhos.
2. Antecipação de adjunto adverbial:
Ela viu uma forte paixão naqueles olhos.
Naqueles olhos, ela viu uma forte paixão .
OBS: Não é obrigatório o uso de vírgulas em adjuntos pequenos (no máximo três
palavras curtas), pois podem prejudicar a linearidade do texto:
Infelizmente o juiz marcou pênalti.
Infelizmente, o juiz marcou pênalti. (fornece realce)
Na ordem direta, em geral, não se usa vírgula para separar o adjunto adverbial.
Mas esta pode ser usada para fornercer ênfase, como em:
Limpamos e cozinhamos todo santo dia.
Limpamos e cozinhamos, todo santo dia.
e) Para separar conjunção, termo explicativo e termos que servem como
conectivos. (mas, contudo, logo, por exemplo, ou seja, aliás, etc.)
Nós viajamos para Madrid, aliás, para Vigo.
f) Para indicar um elemento elíptico no período:
Uma disse que era um urso, a outra disse que era um lobo.
Uma disse que era um urso, a outra, que era um lobo.
g) Quando um complemento pleonástico estiver antecipado.
O presente, eviei-o por correio. (Objeto Direto Pleonástico)
10.3 A vírgula entre orações:
a) Para separar oração intercalada.
Nenhuma pesquisa, que saibamos, explorou tal assunto.
Então publique um artigo, respondi prontamente.
Obs.: Orações intercaladas (ou interferentes), são independentes e acrescentam
esclarecimento, observação, ressalva, etc. Pode-se usar outro sinal de pontuação
para realizar este isolamento - o travessão.
b) Para separar o paralelismo de provérbios.
Ladrão de tostão, ladrão de milhão.
c) Para isolar elementos repetidos:
Estou morto, morto de cansado.
A massa, a massa foi amassada.
d) Em orações subordinada adjetiva:
I. Explicativa – Ficam isoladas por vírgula.
A cena do Hulk espancando Loki, que ocorre no filme “Avengers”, é muito
hilária.
II. Restritiva – Proibido anteceder com vírgula.
O Iron Man é o herói que mais cativou no filme.
e) Orações subordinadas substantivas são separadas por vírgula nos seguintes
casos:
I) Quando antepostas à principal.
"É necessário que pensem rápido."
"Que pensem rápido, é necessário."
II) Subordinada substantiva apositiva pode estar após dois pontos (comum) ou
após vírgula.
Lá vêm as três graças, a sem graça, a desgraça e a nem de graça.
f) Subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas): A pontuação obedece às
mesmas regras dos adjuntos adverbiais:
Tomará uma atitude quando mudar.
Tomará uma atitude, quando mudar. (realce, facultativo)
Quando mudar, tomará uma atitude. (deslocada, obrigatório)
Tomará, quando mudar, uma atitude. (deslocada, obrigatório)
g) Para separar orações coordenadas:
I. Assindéticas (não ligadas por conectivos).
Todos comeram, beberam, dividiram a conta, deu tudo certo.
II. Sindéticas (a conjunção [e] é um caso a parte):
Penso, logo desisto.
A oração foi perfeita, pois Deus a conduziu.
OBS0: No início de período, é facultativo usar vírgula após conjunção, exceto no
caso do [mas].
OBS1: Aditivas – Não antecedidas por vírgula: [e, nem, ou, mas] com valor aditivo.
OBS2: Adversativas – Antecedidas por vírgula e quando deslocadas ficam entre
vírgulas. Só use [mas] no início de oração e nunca seguido de vírgula (exceção se
houver termo ou oração deslocada).
OBS3: Alternativas – Separadas por vírgulas.
OBS4: Conclusivas – Antecedidas por vírgulas. Quando tem valor conclusivo,
[pois] é seguida por vírgula.
OBS5: Explicativas – Antecedidas por vírgula. Quando tem valor explicativo, [pois]
não é seguido por vírgula (exceção se houver termo ou oração deslocada).
Jamais vi um ovni. Logo não acredito. (OBS0)
Jamais vi um ovni. Logo, não acredito. (OBS0)
Nem eu nem ele vimos. (OBS1)
Não apenas eu mas também ele vimos. (OBS1)
Comprarei, mas quero desconto. (OBS2)
Comprarei, mas, sem desconto, não pago à vista. (OBS2)
Comprarei, porém quero um desconto. (OBS2)
Comprarei, quero, porém, um desconto. (OBS2)
Estava sempre ora trabalhando, ora estudando. (OBS3)
Tenho que conseguir, ou serei um fracasso. (OBS3)
Não se importa, logo é um insensível. (OBS4)
Não se importa, é, pois, um insensível. (OBS4)
Tente sempre, pois você é capaz. (OBS5)
Tente, pois, quando chegar a hora, você consegue. (OBS5)
A conjunção [e] apresenta casos específicos no uso da vírgula:
II. Quando as orações possuem sujeitos diferentes.
O silêncio engoliu o ego, e a escuridão engoliu o silêncio.
Conheça a si e ao inimigo, e ninguém vencerá você.
II. ) Quando houver repetição da conjunção (polissíndeto).
E canta, e dança, e imita, e tudo faz.
II.) Quando possuir valor não aditivo:
Treinou tanto, e ainda foi reprovado. (adversativo)
II.) Quando houver aposto, termo ou expressão deslocados ou intercalados.
Dilma, a presidenta, e seus 40 ladrões afundaram o país.
O atacante cobrou o pênalti e, implacável, converteu.
Tendo decidido, e nada mudaria tal decisão, desistiu.
II. ) Quando necessário pausa respiratória. Neste caso, o valor é entoativo, não
sintático.
A cidade de Salvador é uma das capitais que está localizada na região Nordeste
do Brasil, e é também a capital cultural do país.
h) Orações reduzidas:
I) Oração reduzida de gerúndio: Nas antecipadas, a vírgula é obrigatória. Quando
possuir valor de coordenada aditiva, deve estar isolada por vírgula. Quando
possuir valor de subordinada adjetiva ou adverbial, deve seguir a regra d) ou f)
respectivamente.
Liguei para o Palácio, tentando contactar Dilma. (aditiva)
Jogando granadas, você matará aquelas aranhas. (deslocada)
Você matará aquelas aranhas jogando granadas. (OSAdv.Cond. – caso jogue
granadas)
O homem, virando zumbi, suicidou-se. (OSAdj.E – que virava zumbi)
Gosto de mortos-vivos subindo pelas paredes. (OSAdj.R – que subam pelas
paredes)
II) Oração reduzida de particípio: Nas antecipadas, a vírgula é obrigatória. As
adverbiais são normalmente separadas por vírgulas. As subordinadas adjetivas
devem seguir a regra d).
A comida indicada pelo garçom estava ruim. (Adjetiva restritiva)
A lista de comidas, descrita no cardápio, era ruim. (Adjetiva explicativa)
Terminadas as provas, todos passaram. (OSAdv.T – quando terminou a aula)
III) Oração reduzida de infinitivo: Nas antecipadas, a vírgula é obrigatória. Se
possuir valor adjetivo, substantivo ou adverbial segue as regras d), e) ou f)
respectivamente.
A vender tudo, ele está disposto. (antecipada)
Ele está disposto a vender tudo. (OSSub.CN – que ele venda tudo)
Aquela, a dançar no palco, namorou comigo. (OSAdj.E – que dança no palco)
Fui um dos poucos a apreciar a dança. (OSAdj.R – que apreciou a dança)
Vendi tudo(,) para alimentar os pobres. (OSAdv.F – para que alimentasse os
pobres)
Vendi, para alimentar os pobres, tudo. (deslocada)
Para alimentar os pobres, vendi tudo. (deslocada)
Pontuação Exercícios Resolvidos
1) CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados
O emprego de vírgula logo após “Adorno” (L.19) é facultativo e justificado, no
texto, pela intenção da autora de enfatizar a menção desse filósofo.
Certo Errado
2) CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados
Na linha 4, o sinal de dois-pontos poderia ser substituído por pois, precedido de
vírgula, sem que houvesse prejuízo à coerência do texto.
Certo Errado
3) CESPE - 2012 - TCE-ES
<O Brasil é signatário de pelo menos quatro convenções internacionais que
tratam do combate à corrupção.>
A inserção de vírgula imediatamente após a palavra “internacionais” manteria a
correção gramatical e o sentido original do texto e ainda conferiria ênfase à ideia
expressa na oração subsequente, ou seja, ao fato de as convenções internacionais
versarem sobre o combate à corrupção.
Certo Errado
4) CESPE - 2012 - ANAC
A supressão da vírgula logo depois de “América” (L.15) preservaria a correção
gramatical e o sentido original do texto.
Certo Errado
5) CESPE - 2012 - ANAC
Na linha 1, feitas as necessárias adaptações, a expressão “Três séculos depois do
descobrimento” poderia ser deslocada para logo depois do nome “Brasil”,
sem que houvesse prejuízo à correção gramatical do período. Nesse caso, a
referida expressão deveria ser isolada por vírgulas.
Certo Errado
6) CESPE - 2012 - ANAC
Sem que houvesse prejuízo para a correção gramatical, os dois períodos que
iniciam o segundo parágrafo poderiam ser ligados pelo sinal de dois-pontos, da
seguinte forma: (...) começaram a mudar: a vinda da Corte (...).
Certo Errado
7) CESPE - 2012 - TCU
A Constituição de 1891, a primeira republicana, ainda por influência de Rui
Barbosa, institucionalizou definitivamente o Tribunal de Contas de União,
inscrevendo-o em seu art. 89.
O segmento “a primeira republicana” está entre vírgulas por ser um vocativo.
Certo Errado
8) CESPE - 2012 - TCU
A Constituição de 1891, a primeira republicana, ainda por influência de Rui
Barbosa, institucionalizou definitivamente o Tribunal de Contas de União,
inscrevendo-o em seu art. 89.
O emprego de vírgula após “União” justifica-se porque a oração subsequente é
reduzida de gerúndio.
Certo Errado
9) CESPE - 2012 - ANATEL
Feitas as necessárias adaptações na grafia das palavras, o adjunto adverbial “em
1998” (L.2) poderia ser deslocado, seguido da vírgula, para o início do parágrafo,
sem que o sentido original e a correção gramatical do texto fossem prejudicados.
Certo Errado
10) CESPE - 2012 - PC-AL
A retirada das vírgulas que isolam a oração “que nascemos no século XX” (L.24)
prejudicaria a correção gramatical do texto.
Certo Errado
11) CESPE - 2012 - IBAMA
O consumo não gera apenas os impactos ambientais decorrentes da necessidade crescente de energia e do próprio processo
industrial, mas é causa de outro grave problema: o esgotamento dos recursos naturais não renováveis, isto é, daqueles que, uma
vez consumidos, não podem ser novamente repostos, como, por exemplo, o petróleo e os minérios em geral.
Não acarretaria prejuízo para a correção gramatical do texto a inserção de vírgula
imediatamente após a forma verbal “gera”, na linha 15, tendo o sinal de
pontuação, nesse caso, a função de realçar o advérbio “apenas”.
Certo Errado
12) CESPE - 2011 - CBM-DF
Nem pepino nem espinafre. A bactéria que pôs a Europa em estado de emergência médica,
tendo atingido catorze países do continente, além dos Estados Unidos da América e Canadá,
disseminou-se a partir de um cultivo orgânico de brotos e feijão.
A oração “que pôs a Europa em estado de emergência médica” (L.1-2) tem
caráter explicativo e, por isso, poderia ser empregada entre vírgulas, mantendo-se
a correção gramatical e o sentido original do texto.
Certo Errado
13) CESPE - 2012 - TRE-RJ
O emprego de sinal de ponto e vírgula nas linhas 13 e 14 justifica-se para isolar
segmentos de uma enumeração que contêm vírgulas.
Certo Errado
14) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
Prejudica-se a correção gramatical e alteram-se as informações originais do texto
ao se substituir por dois-pontos o ponto imediatamente após “subir” (L.14) e
eliminar o termo “disse” (L.17) e a vírgula que o antecede.
Certo Errado
15) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
Entre os esforços empreendidos para ampliar e melhorar o acesso da população
aos serviços bancários, o presidente do Banco Central do Brasil (BACEN) ressaltou
que a autoridade monetária prioriza três linhas de ação para aperfeiçoar a
inclusão financeira: a identificação da demanda por serviços financeiros, o
aprimoramento de marco regulatório e a promoção da educação financeira com
transparência.
A vírgula logo após “financeiros” (L.6) justifica-se porque isola elementos de
mesma função sintática componentes de uma enumeração de itens.
Certo Errado
16) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
A vírgula empregada logo após “6,4 mil” (L.21) justifica-se porque a oração
subsequente tem sujeito próprio e diferente daquele da oração anterior.
Certo Errado
17) CESPE - 2012 - MP
O emprego dos travessões, nas linhas 13 e 14, é suficiente para marcar a inserção
de trecho de caráter explicativo, razão por que a vírgula depois do segundo
travessão é de uso opcional e sua omissão não prejudicaria a correção do texto.
Certo Errado
18) CESPE - 2011 - PC-ES
Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue
os itens a seguir.
Em ‘um maneirista da própria sombra’ (L.5) e ‘chegou lá’ (L.11), as aspas são
empregadas com a função de realçar ironicamente as expressões.
Certo Errado
19) CESPE - 2012 - STJ
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do trecho acima, julgue os itens
a seguir.
O ponto final empregado logo após “imprensa” poderia ser corretamente
substituído por reticências.
Certo Errado
20) CESPE - 2012 - STJ
Com relação às estruturas linguísticas e à pontuação do texto, julgue os itens que
se seguem.
Na linha 23, o ponto final após “rolos” poderia ser substituído por ponto e
vírgula, desde que o termo “Quantas” fosse grafado com minúscula: quantas.
Certo Errado
21) CESPE - 2012 - TC-DF
Justifica-se o emprego da vírgula logo após “mas” (L.18) para enfatizar o
sentido de contraste introduzido por essa conjunção, razão por que a supressão
desse sinal de pontuação não acarretaria prejuízo gramatical ao texto.
Certo Errado
22) CESPE - 2008 - TST
No segundo parágrafo do texto, os dois travessões demarcam a inserção de uma
informação que define o que é “Per Capita” (L.6-7).
Certo Errado
23) CESPE - 2008 - TST
A respeito das estruturas lingüísticas do texto acima e dos
sentidos por ele produzidos, julgue os itens seguintes.
Por constituir uma expressão adverbial deslocada para depois do sujeito, seria
correto que a expressão “cada vez mais” (L.1) estivesse, no texto, escrita entre
vírgulas.
Certo Errado
24) CESPE - 2011 - AL-ES
Quanto ao emprego dos sinais de pontuação no texto, assinale a opção correta.
a) No segundo parágrafo, o emprego de ponto e vírgula justifica-se por marcar
a intercalação das orações que descrevem cada mito.
b) As vírgulas que isolam o trecho “com seu universo miscigenado” (l.6)
poderiam ser substituídas por travessões, sem prejuízo para a correção gramatical
do período e para o sentido do texto.
c) Na linha 13, o deslocamento do advérbio “intrinsecamente” para
imediatamente após “analisarmos” exigiria que esse advérbio fosse pontuado
entre vírgulas, para que se mantivessem o sentido e a correção gramatical do
texto.
d) A vírgula imediatamente anterior a “por mais que avanços” (l.21), apesar
de ser de uso facultativo, contribui para a concatenação das ideias do período em
que ocorre.
e) No segundo e no quarto parágrafos, o emprego de aspas em algumas
expressões sugere que o autor ratifica o sentido usual dessas expressões em
contextos semelhantes àqueles em que estão empregadas no texto.
25) CESPE - 2011 - EBC
Na linha 11, a vírgula que antecede “observou” poderia ser substituída por
travessão, sem prejuízo para o sentido original e para a correção gramatical do
texto.
Certo Errado
26) CESPE - 2011 - BRB
Na linha 9, para dar mais destaque ao complemento da forma verbal
“ganharam”, duas vírgulas poderiam ser inseridas no período: uma antes e
outra depois da expressão “voz e importância”.
Certo Errado
27) CESPE - 2008 - MPE-RR
A vírgula logo após “investidores” (L.15) é utilizada para separar orações
coordenadas.
Certo Errado
28) CESPE - 2010 - ANEEL
Os itens a seguir apresentam trechos, sucessivos e adaptados, de um texto
publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 30/3/2010.
Julgue-os com relação à correção gramatical.
A indústria siderúrgica, grande fornecedora das montadoras faz projeções
otimistas. No ano passado, as vendas internas das siderúrgicas nacionais,
encolheram 25%.
Certo Errado
29) CESPE - 2007 - TRE-AP
Em cada opção a seguir, é apresentado um trecho adaptado do quinto parágrafo
do texto apresentado. Assinale a opção em que a pontuação está incorreta.
a) Em quatro anos foram investidos mais de dois bilhões de reais em benefício
da qualidade dos assentamentos.
b) Os recursos foram aplicados, entre outros benefícios, na construção de
estradas, na educação e na oferta de luz elétrica.
c) O governo, também construiu, ou apenas reformou vários quilômetros de
estradas e pontes, em benefício dos milhares de assentados.
d) Além disso, em 2006, o número de famílias beneficiadas com assistência
técnica ultrapassou 555 mil.
e) Em síntese, os cuidados governamentais para com os assentados, nos
últimos quatro anos, foram de variada ordem: infra-estrutura, saúde, educação e
segurança.
30) CESPE - 2007 - TCU
Na linha 7, preservam-se a correção gramatical e a coerência textual ao se
retirarem os sinais de travessão, inserindo-se uma vírgula logo após “mundo”.
Certo Errado
31) CESPE - 2011 - Correios
Com relação a aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.
a) A oração “que controla os níveis do neurotransmissor nas células do
cérebro” (l.9-10) pode ser reescrita, com correção gramatical e sem prejuízo para
o sentido do texto, da seguinte forma: onde se retém os patamares
neurotransmissores das células cerebrais.
b) Os parênteses que delimitam a expressão “como imagens de chocolates”
(l.11-12) podem ser substituídos, sem prejuízo à correção do texto, por
travessões.
c) A substituição de “embora” (l.14) por ou não prejudicaria a correção nem
o sentido do texto.
d) Na linha 17, após o vocábulo “outras”, está subentendida a palavra
“terapeutas”.
e) O emprego de vírgula logo após o termo “Normalmente” (l.1) prejudicaria
a correção gramatical, mas não alteraria o sentido do texto.
32) CESPE - 2010 - TRE-BA
A supressão da vírgula que sucede a palavra “ordem” (L.15) não acarreta
prejuízo à correção gramatical do período em questão.
Certo Errado
33) CESPE - 2011 - Correios
Assinale a opção em que o texto de placa que alerta para a presença de cão
raivoso está corretamente pontuado.
a) Cão raivoso?
Cuidado?
b) Cuidado:
Cão raivoso !
c) Cão raivoso?
Cuidado!
d) Cuidado?
Cão raivoso!
e) Cuidado:
Cão raivoso?
34) CESPE - 2009 - TRE-GO
Assinale a proposta de alteração dos sinais de pontuação que preserva a
coerência e a correção gramatical de trecho do texto.
a) Substituir o sinal de dois-pontos depois de “igualdade” (L.1) pelo sinal de
ponto-e-vírgula.
b) Inserir uma vírgula depois de “monarcas” (L.6).
c) Substituir o ponto depois de “servos” (L.10) por vírgula, escrevendo-se
“Finalmente” com inicial minúscula.
d) Retirar a vírgula depois de “igualdade” (L.11).
35) CESPE - 2011 - TJ-ES
No trecho “a morte, da nossa” (L.11), a vírgula foi empregada para indicar a
omissão do vocábulo “vontade”.
Certo Errado
36) CESPE - 2009 - Instituto Rio Branco
No que se refere ao uso das estruturas linguísticas na organização das ideias no
texto acima, julgue os itens subsequentes.
O uso de duas vírgulas demarcando o adjetivo “novas” (L.16), gramaticalmente
opcional, sugere ênfase à qualidade da ideia expressa em importantes exigências.
Certo Errado
GABARITO
1) ERRADO
O emprego da vírgula não é facultativo, pois se trata de uma oração subordinada
adverbial conformativa anteposta à oração principal, ou seja, deve ser separada
por vírgula.
2)CERTO
A troca é de um aposto explicativo por uma conjunção explicativa, sem gerar
problemas de coerência.
3) ERRADO
Haveria mudança no sentido original do texto.
1. O Brasil é signatário de pelo menos quatro convenções internacionais que
tratam do combate à corrupção.
2. O Brasil é signatário de pelo menos quatro convenções internacionais, que
tratam do combate à corrupção.
No caso 1, há uma oração subordinada adjetiva restritiva restringindo as
convenções internacionais que o Brasil é signatário.
No caso 2, passaria a ser uma oração subordinada adjetiva explicativa que seria
aplicada a todas as convenções internacionais.
4) ERRADA.
A vírgula é necessária, pois isola uma expressão explicativa.
5) CERTO
A expressão “Três séculos depois do descobrimento” é uma oração
subordinada adverbial temporal. Sempre que estas estiverem deslocadas de sua
posição natural ao fim da frase, devem ser isoladas por vírgula(s).
6) CERTO
A oração, com os dois pontos, estabelece uma relação explicativa, o que é
perfeitamente aceitável no uso de dois pontos. Vale ressaltar que na proposta da
questão, após o dois pontos é utilizado corretamente letra minúscula.
7) ERRADO
Não se trata de 'vocativo', mas de APOSTO.
Vocativo: é a palavra, termo, expressão utilizada pelo falante para se dirigir ao
interlocutor por meio do próprio nome, de um substantivo, adjetivo
(característica) ou apelido.
8) CERTO
Usa-se a vírgula para separar as orações reduzidas de infinitivo, de gerúndio e de
particípio, quando equivalentes a orações adverbiais.
9) ERRADO
A mudança de lugar de adjuntos adverbiais pode alterar o sentido. Vamos à
análise.
Texto original:
A expansão da telefonia celular, impulsionada pela privatização do sistema
TELEBRAS, em 1998, está entre as maiores conquistas da economia brasileira nas
últimas duas décadas.
O entendimento aqui é que a privatização do sistema TELEBRAS ocorreu em 1998.
Texto modificado:
Em 1998, a expansão da telefonia celular, impulsionada pela privatização do
sistema TELEBRAS está entre as maiores conquistas da economia brasileira nas
últimas duas décadas.
Agora o entendimento é que a expansão ocorreu em 1998.
10) ERRADO
GRAMATICALMENTE não haveria prejuízo algum ao texto, pois haveria apenas a
troca da classificação da oração: de EXPLICATIVA (com vírgulas) passaria a ser
RESTRITIVA (sem vírgulas). Contudo, se a questão
perguntasseSEMANTICAMENTE, poderíamos dizer que a retirada das vírgulas
alteraria e prejudicaria o sentido do texto.
11) ERRADO
A forma correta de realçar a função do advérbio seria inserir uma vírgula antes e
outra depois de “apenas”, pois se encontra no meio da oração. Portanto, inserir
apenas uma das vírgulas acarreta erro de pontuação.
12) ERRADO
A oração “que pôs a Europa em estado de emergência médica”, tem
caráter restritivo. O Pronome relativo "que" introduz, nesse trecho, uma Oração
Subordinada Adjetiva Restritiva. Caso, sejam colocadas vírgulas, passaria a
caracterizar-se Oração Subordinada Adjetiva Explicativa.
13) CERTO
Ponto e vírgulas: seu emprego depende do contexto. Neste caso, foi usado para
evitar a abundância da vírgula, separando orações de mesma natureza sintática
que contém vírgulas.
14) ERRADO
Com a modificação proposta, o texto permanece inalterado semanticamente e
gramaticalmente. O uso dos dois pontos irá demarcar uma citação, tornando
desnecessário o uso do verbo dizer para demarcar a oralidade. A inicial maiúscula
logo após os dois pontos, como sugerido, se justifica porque introduz um
discurso direto.
15) CERTO
16) CERTO
1ª ORAÇÃO - "as cooperativas foram ampliadas de 2,6 mil para 6,4 mil,"
2ª ORAÇÃO - "e o número de cooperados aumentou de 1,5 milhão para 5,1
milhões."
Usa-se vírgula para separar orações coordenadas aditivas ligadas pela conjunção
'e' quando os seus sujeitos são diferentes.
17) ERRADO
A presença da vírgula é necessária e obrigatória por causa da anteposição da
Oração Subordinada Adverbial Causal: "se nossas empresas não estão preparadas
para a competição global” em relação à Oração Principal.
18) ERRADO
Em nenhum dos 2 casos as aspas têm função de realce.
Em "um maneirista da própria sombra", as aspas são empregados por se tratar de
uma citação da crítica escrita por Eusébio de Mattos.
Em "chegou lá", as aspas são empregadas por se tratar de uma expressão
idiomática (geralmente associadas às gírias, aos jargões e aos regionalismos).
19) CERTO
A banca não questiona se o uso de reticências altera o sentido ou qualquer outra
coisa, pergunta APENAS se ponto final pode ser trocado por reticências.
Reticências — Podem marcar uma interrupção de pensamento, indicando que o
sentido da oração ficou incompleto, ou uma introdução de suspense, depois da
qual o sentido será completado.
20) ERRADO
A oração que se segue após o ponto final não apresenta dependência sintática ou
semântica em relação à oração anterior.
21) ERRADO
Só se utiliza vírgula depois de "mas" para intercalar um termo deslocado ou
interferente na oração.
22) CERTO
Os travessões utilizados na proposição acima servem para isolar o APOSTO
(termo de caráter nominal que se junta a um substantivo, a um pronome, ou a um
equivalente destes, a título de explicação ou de esclarecimento).
23) CERTO
Os adjuntos adverbiais estarão deslocados quando estiverem no início ou no
meio do período. Em alguns casos, a vírgula não será obrigatória, pois, às vezes,
ela tira a linearidade, eliminando, assim, a clareza da frase.
24) d)
a) O objetivo do ponto-e-vírgula no parágrafo é de continuar a enumeraçãoexplicativa.
As vírgulas presentes é que fazem o papel de explicar cada mito,
intercalando as orações descritivas.
b) As vírgulas que estão separando o trecho "com seu universo miscigenado"
NÃO poderiam ser substituídas por travessões. Se substituíssemos ambas,
acabaríamos por dar um sentido incorreto ao trecho: de que a "cultura brasileira"
é que seria "tão criticada por perspectivas eugenistas". A primeira vírgula poderia
ser substituída por travessão, se a segunda permanecesse e a 3ª (lá depois de
século XX) passasse a ser um travessão também. "com seu universo miscigenado"
completa o sentido de "cultura brasileira": podemos ou não separá-lo por vírgula.
Todavia, como temos um outro termo interferente completando o sentido de
"universo miscingeado" - "tão criticado por perspectivas eugenistas do início do
século XX". - precisamos separá-los uns dos outros, para que mantenhamos o
sentido dos dois termos e da ideia central do período.
c) Advérbios e locuções adverbiais => as vírgulas são SEMPRE facultativas. A
mudança aí também mudaria o sentido do trecho.
d) CERTO. A vírgula é, de fato, facultativa, pois se trata de uma conjunção
concessiva. As vírgulas só se tornam obrigatórias ANTES das conjunções nestes
casos: I - antes de conjunções explicativas, conclusivas ou adversativas
(disjunções); II - se a conjunção estiver deslocada para o meio da segunda oração,
necessitando, nesse caso, de uma vírgula após, para isolá-lo da oração "Ela
chegou atrasada, perdeu, portanto, a moral com o chefe."
OBS: No caso da questão, não se trata de uma conjunção explicativa, mas
concessiva. A vírgula é, portanto, facultativa. Se fosse explicativa, seria obrigatória:
"Não vou morar mais em casas, pois está ficando muito perigoso com o aumento
da criminalidade."
e) A ideia é justamente a oposta: atribuir um sentido diferente do usual.
25) CERTO
Neste caso específico, o uso do travessão se justifica por colocar em evidência
frase, expressão ou palavra.
26) ERRADO
O verbo ganhar é VTD e pede OD. No caso, o OD é "voz e importância". O
complemento não deve ser separado do verbo por vírgulas, pois se perde o
sentido.
27) CERTO
A vírgula foi usada para separar uma ORAÇAO COORDENADA SINDÉTICA (com
conjunção) ADVERSATIVA (caracterizada por MAS).
28) ERRADO
A indústria siderúrgica, grande fornecedora das montadoras, faz projeções
otimistas. (uma vírgula separa, duas intercalam)
No ano passado, as vendas internas das siderúrgicas nacionais (sem vírgula)
encolheram 25%. (não se separa sujeito e predicado)
29) c)
Não se separa sujeito do verbo.
30) CERTO
Sem as alterações, os travessões isolam aposto explicativo e a vírgula separa
termos, porém, quando suprimidos os travessões e acrescentada uma vírgula, a
segunda vírgula acumula a função que até então era exercida pelo travessão.
31) b)
a) Ocorre alteração semântica;
b) travessão - serve para indicar mudança de interlocutor e para isolar palavras,
frases ou expressões parentéticas (como entre parênteses).
c) embora: Indica concessão, ou ausência de condição ou = alternância.
d) Na linha 17, após o vocábulo “outras”, está subentendida a palavra
“pessoas”.
e) Normalmente = Adjunto adverbial deslocado
Normalmente ( De modo normal; segundo as normas; segundo o uso) as pessoas
se mostram divididas - Normalmente, as pessoas se mostram divididas - não
houve alteração gramatical.
32) ERRADO
Houve uma inversão entre a oração subordinada adverbial condicional (iniciada
com conjunções como 'se, caso, salvo se, etc.) e sua oração principal. Em tal
situação a vírgula é obrigatória
33) b)
Dois pontos (:) — Marcam uma pausa para anunciar uma citação, uma fala, uma
enumeração, um esclarecimento ou uma síntese.
Ponto de exclamação (!) — Usa-se no final de qualquer frase que exprime
sentimentos, emoções, dor, ironia, surpresa e estados de espírito.
34)a)
a) Ponto e vírgula e os dois pontos são usados para se dar uma pausa maior e em
seguida vem uma determinada explicação.
b) A frase passaria a ser restritiva (NÃO preservaria a coerência do texto, mudaria
o sentido - gramaticalmente estaria correta)
Lembrando: Orações subordinadas adjetivas restritivas são aquelas que
delimitam, em um universo de seres, os que possuem determinadas
características.
c) "e levavam o mesmo tempo para se deslocarem de um lugar a 10 outro, por
mais que o fizessem sobre o ombro dos servos, finalmente, a imposição da
igualdade, em um tempo de graves problemas ecológicos, elimina a liberdade de
escolha que o mercado oferece e limita os sonhos de riqueza, mesmo que em
nome do fim da pobreza."
O ponto final está sendo usado para indicar o final de um período, marcando uma
pausa absoluta, não comportaria, portanto a vírgula. Prejudica a clareza, a
coerência...
d) Finalmente, a imposição da igualdade, em um tempo de graves problemas
ecológicos, elimina a liberdade de escolha 13 que o mercado oferece e limita os
sonhos de riqueza, mesmo que em nome do fim da pobreza.
Incoerente -> a igualdade está sendo aplicada ao tempo.
35) ERRADO
A vírgula indica a omissão de "depende".
36) CERTO
O uso na vírgula demarcando "novas" tem o papel de reiterar, reforçar a
informação destacada.
à s 1 8 : 1 7
Regência Nominal
A regência nominal estuda os casos em que nomes (substantivos,adjetivos e advérbios) exigem
uma outra palavra para completar-lhes o sentido. Em geral, a relação entre um nome e o seu
complemento é estabelecida por uma preposição.
É bacharel em direito.
Tenho aversão à altura.
É preciso ter amor à vida.
Fico feliz por você.
Quero sempre estar junto a ti.
O complemento de um nome (substantivos, adjetivos e advérbios) pode ser um "complemento
nominal" ou um "adjunto adnominal". Ambos introduzidos por preposição. Ex:
Ele é útil à comunidade.
Termo regente: útil.
Termo regido: à comunidade (complemento nominal).
Fiz uma casa de madeira.
Termo regente: casa.
Termo regido: de madeira (adjunto adnominal)
Cabe observar, que certos substantivos e adjetivos admitem mais de uma regência, ou seja,
mais de uma preposição. A escolha desta ou daquela preposição deve, no entanto, obedecer às
exigências da clareza, da eufonia e adequar-se às diferentes nuanças do pensamento.
Estou acostumado a correr todos os dias.
Não estou acostumado com o trânsito de São Paulo.
Dica: Ao aprender a regência do verbo, você estará praticamente aprendendo a regência
do nome cognato (que vem da mesma raiz doverbo). É o caso, por exemplo, do
verbo obedecer e do nome obediente. O verbo obedecer exige a preposição a, que é a mesma
exigida pelo nome obediente.
Devemos obedecer a lei.
Devemos ser obedientes a lei.
Regência de advérvios
Todos os advérbios formados de adjetivos + [mente], tendem a apresentar a mesma regência
dos adjetivos: Ex:
· compatível [com] => compativelmente [com]
· relativo [a] => relativamente [a]
· próximo [a, de] => proximamente [a, de]
Preposição + Conjunção Integrante
Quando uma conjunção integrante está ligada a um nome pedindocomplemento
nominal ou verbo pedindo um objeto indireto, o uso dapreposição é obrigatório. Ex:
Eu tenho esperança de que ela volte.
Eu gosto de que me agarre com força.
Neste caso, o que é conjunção integrante porque ele introduz uma oração subordinada
substantiva completiva nominal, no primeiro caso, e uma oração subordinada substantiva
objetiva indireta, no segundo caso. Nestes dois tipos de oração, o uso de preposição é
obrigatório.
Preposição + Pronome Relativo
1. O pronome relativo quem deve ser utilizado antecedido de preposição quando funcionar
como objeto direto. Nesse caso, haverá a anteposição obrigatória da preposição a, e o
pronome passará a exercer a função sintática de objeto direto preposicionado. Por exemplo:
A garota a quem conheci ontem está em minha sala.
1. A garota está em minha sala. Conheci a garota ontem.
2. A garota a quem conheci ontem está em minha sala.
No primeiro período, o termo <garota> funciona como sujeito na primeira oração e objeto
direto na segunda oração. No segundo período, funciona como sujeito. Como a oração do
segundo período é uma fusão das duas orações do primeiro período, falta algo que represente
o termo <garota> como objeto direto, esta é a função do quem para este caso. Como regra
prática, pode-se verificar se é adequado usar <o qual, a qual, os quais, as quais>.
A garota a quem onheci ontem está em minha sala.
A garota a qual conheci ontem está em minha sala.
O pronome quem não será precedido de preposição quando funcionar como sujeito. Veja no
exemplo seguinte que o termo <ele> funciona como objeto direto na primeira oração e como
sujeito na segunda oração do período 1. No período 2, funciona como objeto direto, faltando
um termo que o substitua e funcione como sujeito na fusão das duas orações, esta é a fução do
pronome relativo quem no exemplo seguinte.
1. Foi ele. Ele me disse a verdade.
2. Foi ele quem me disse a verdade.
Isso ocorrerá quando possuir o mesmo valor de o(s) que, a(s) que,aquele(s) que, aquela(s) que.
Ex:
Foi ele quem me disse a verdade.
Foi ele o que me disse a verdade.
Nesses casos o pronome quem será denominado de Pronome Relativo Indefinido.
OBS: Também não será precedido por preposição quando tratar-se de pronome interrogativo.
Ex:
Quem faltou hoje?
2. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome
relativo que. Com preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões).
Aquele é o machado com que trabalho.
Aquele é o empresário para o qual trabalho.
Erros Comuns
“Quanto você pagaria por um disco em vinil com uma música de grande sucesso?”
O emprego da preposição em onde ela não cabe é um erro comum. Com o verbo <resistir> e o
substantivo <resistência>, por exemplo, não se deve usar esta preposição. Em vez de
“resiste em fazer algo”, o correto é “resiste a fazer algo. Na situação do notícia acima, é
clara a necessidade da preposição de. Dizemos que um disco é feito de vinil, que um anel é
feito de ouro ou de prata etc. É um erro usar a preposição em indicando a matéria de que algo é
constituído. Logo, a frase correta é
"Quanto você pagaria por um disco de vinil com uma música de grande sucesso?"
Vejamos outro exemplo de erro comum:
“A intenção do governo em aumentar a arrecadação é absurda.”
Um caso relativamente corriqueiro é o de construções em que um substantivo comporta dois
complementos diferentes regidos pela mesma preposição, mas o redator troca um desses por
outra preposição para “evitar a repetição”. Atenção: evita-se a repetição de nomes, mas não
a de elementos de coesão, que têm função de articular sintaticamente as partes do texto. Não é
correta uma construção como a apresentada acima porque os dois complementos
(“governo” e “aumentar a arrecadação”), ambos ligados ao substantivo “intenção”,
devem ser introduzidos pela preposição de. Assim, a construção adequada é :
“A intenção do governo de aumentar a arrecadação é absurda.”
A regência nominal não é um assunto tão cobrado em provas, como a regência verbal. Mas
pode aparecer. Segue abaixo uma relação de erros comuns de nomes que pedem
complementos ou adjuntos com preposição e a forma que está de acordo com a norma culta.
TV (em)
Estamos na era da TV a cores. (errado)
Estamos na era da TV em cores.
Igual (a)
Outro igual eu você não encontrará. (errado)
Outro igual a mim você não encontrará.
Bacharel (em)
Se formou como bacharel de ciência da computação. (errado)
Se formou como bacharel em ciência da computação.
Alienado (de, a, para)
Estão todos alienados com os últimos acontecimentos. (errado)
Estão todos alienados dos últimos acontecimentos.
O veículo está alienado a um banco.
O veículo está alienado para um banco.
Curioso (de, sobre, por)
Fiquei curioso com o que aconteceu. (errado)
Fiquei curioso do que aconteceu.
Fiquei curioso sobre o que aconteceu.
Fiquei curioso pelo que aconteceu.
Recurso (de, contra)
Não cabe recurso à decisão. (errado)
Não cabe recurso contra a decisão.
Não cabe recurso da decisão.
Acostumado / Habituado (a, com)
Fiquei acostumado de lanches na hora do almoço. (errado)
Fiquei acostumado a lanches na hora do almoço.
Fiquei acostumado com lanches na hora do almoço.
Ansioso (por, para, de)
Estava ansioso em conhecê-la. (errado)
Estava ansioso de ver o cometa.
Está ansioso por uma nova oportunidade.
Permaneceu ansioso para falar.
Confiante (em)
Continuava confiante da vitória. (errado)
Continuava confiante em vitória.
Compatível (com, entre)
O doador tinha o sangue compatível ao da vítima. (errado)
O doador tinha o sangue compatível com o da vítima.
Os sangues de doador e vítima eram compatíveis entre si.
Entendido, Perito (em)
Era entendido de Mecânica. (errado)
Era entendido em Mecânica.
Era perito em construções.
Incluído (em, entre)
Foi incluído ao grupo. (errado)
Foi incluído no grupo.
Estava incluído entre os mais capacitados.
Morador / Residente / Situado/ Estabelecido (em, de)
Residente à rua Vila Bernadete. (errado)
Era morador na Rua do Lavradio.
Foi morador da Rua Santa Clara.
Junto (de, a)
A cadeira junto da porta estava desocupada. (correto)
A arma se encontrava junto ao corpo da vítima. (correto)
O ex-presidente foi nomeado embaixador junto ao (= adido ao) governo italiano.
O empresário não conseguiu quitar sua dívida junto ao banco. (errado)
O empresário não conseguiu quitar sua dívida com o banco.
Pediu vários empréstimos junto ao banco. (errado)
Pediu vários empréstimos ao banco.
A audiência da novela cresceu assustadoramente junto aos espectadores. (errado)
A audiência da novela cresceu assustadoramente entreos espectadores.
O Vasco prometeu a Serginho comprar seu passe junto à Portuguesa. (errado)
O Vasco prometeu a Serginho comprar seu passe da Portuguesa.
O advogado entrou com um recurso junto ao tribunal. (errado)
O advogado entrou com um recurso no tribunal.
Próximo (a, de)
Fiquei próximo ao muro.
Deixamos o carro próximo da árvore.
Apaixonado (por, de)
Era um apaixonado da natureza.
Estava apaixonada pelo colega de trabalho.
Apto/Aptidão (a, para)
Farei o teste de aptidão a pilotagem militar
Sempre teve aptidão para as artes
Sentia-se apto ao trabalho externo.
Considerei-o apto para exercer a profissão.
Conforme (a, com)
Assumiu uma postura conforme às suas raízes. (semelhante)
Essa atitude é mais conforme com seus ideais. (coerente)
Estudante, Estudioso (de)
O jornalista é estudioso de ufologia.
Parecido (com, a)
Era parecido com o avô.
Sendo parecido ao pai, foi aceito logo.
Grato (a, para, por)
Sou grato a todos neste dia especial.
Sua ajuda é sempre grata para meus filhos.
Mostrou-se grato pelo conselho que lhe dei.
Medo (de, a)
O menino tem medo do escuro.
Tive medo ao inspetor.
Regência verbal é a relação de subordinação que ocorre entre um verbo e seus
complementos.
Há pouco tempo foi exibido na televisão um anúncio cujo texto dizia:
“… a marca que o mundo confia.”
Acontece que quem confia, "confia em”. Logo, o correto seria dizer:
“… a marca em que o mundo confia.”
As pessoas falam “A rua que eu moro”, “Os países que eu fui”, “A comida
que eu mais gosto”. O correto seria dizer “A rua em que moro” (quem mora,
mora em...), “Os países a que fui” (quem vai, vai a...), “A comida de que mais
gosto” (quem gosta, gosta de...).
O problema também está presente em uma letra da dupla Roberto e Erasmo
Carlos, “Emoções”.
“… são tantas já vividas são momentos que eu não me esqueci…”
Se eu me esqueci, eu "me esqueci de". Quem esquece, "esquece algo".
Quem se esquece, "esquece-se de algo". Logo, o correto seria “são
momentos de que não me esqueci.” Pode-se, também, eliminar a
preposição de e o pronome me. Ficaria “são momentos que eu não esqueci”.
Em um jornal de grande circulação o texto de uma campanha afirmava:
"A gente nunca esquece do aniversário de um amigo.”
O que poderia ser corretamente escrito das seguintes formas:
“A gente nunca esquece o aniversário de um amigo.”
(quem esquece, esquece algo)
“A gente nunca se esquece do aniversário de um amigo.”
(quem se esquece, esquece-se de...)
Verbos Intransitivos
São os verbos que não necessitam ser completados. Sozinhos, indicam a ação ou
o fato.
Comparecer, Chegar, Ir, Vir, Voltar, Cair e Dirigir-se:
Estes verbos aparentam ter complemento, por exemplo, “Quem vai, vai a algum
lugar”. Porém a indicação de lugar é circunstância, não complementação.
Classificamos este complemento como Adjunto Adverbial de Lugar. É importante
observar que a regência destes verbos exige a preposição a na indicação de
destino e de na indicação de procedência. Só se usa a preposição em na indicação
de meio, instrumento.
Irei em Santiago de Cuba; (errado)
Irei a Santiago de Cuba;
Vou em São Paulo; (errado)
Vou a São Paulo;
Muitos não compareceram na prova do Enem; (errado)
Muitos não compareceram à prova do Enem;
Jesus dirigiu-se aos apóstolos andando sobre o mar;
A comida caiu no chão; (errado)
A comida caiu ao chão;
Você caiu do céu;
Voltei de lá;
Cheguei de Curitiba há meia hora;
OBS: O fenômeno denominado crase também ocorrerá quando houver um verbo
intransitivo regendo a preposição a, seguido de um substantivo feminino, que
exija o artigo a, como no terceiro exemplo acima.
Morar, Residir e Situar-se:
São intransitivos mas costumam estar acompanhados de adjunto adverbial,
regendo a preposição em.
Moro / Resido em Londrina;
Minha casa situa-se no Jardim Petrópolis;
Não utilize a preposição a para logradouros.
Minha casa situa-se à rua Pero Vaz; (errado)
Moro a cem metros da estrada;
Deitar-se e Levantar-se:
Deito-me às 22h e levanto-me bem cedo.
Verbos Transitivos Diretos
São verbos que indicam que o sujeito pratica a ação, sofrida por outro termo,
denominado <objeto direto>. Por essa razão, uma das maneiras mais fáceis de
analisar se um verbo é transitivo direto é passar a oração para a voz passiva, pois
somente verbo transitivo direto admite tal transformação, além dos
verbos (des)obedecer, pagar, perdoar, aludir, apelar, responder,
assistir(ver), que admitem a passiva mesmo não sendo VTD. (Motivo: eram diretos
antigamente.)
O objeto direto pode ser representado por um substantivo, palavra substantivada,
oração (oração subordinada substantiva objetiva direta) ou pronome oblíquo.
Uma vez que pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas) só
são usados com preposição, quando estes representam objeto direto, tem-se um
objeto direto preposicionado.
ENTENDENDO O OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO
Sabemos que objeto direto é o complemento que se liga ao verbo diretamente, isto é, sem o auxílio
de preposição. Assim, em “Devemos respeitar nossos pais”, nossos pais é objeto direto do verbo
respeitar porque se liga a ele sem a presença de preposição.(X respeita Y)
Entretanto, às vezes, o objeto direto pode aparecer precedido de preposição – e essa preposição,
geralmente, é “a” – sem que isso o transforme em objeto indireto (que, como você já sabe,
é complemento ligado ao verbo através de uma preposição). Neste caso, temos o objeto direto
preposicionado, como em “Amar a Deus sobre todas as coisas”. “Amar”, no contexto, é transitivo
direto (X ama Y), mas mesmo assim apareceu a preposição “a” (amar a Deus).
Como você vê, existem contextos em que podemos empregar a preposição em relação a complementos
que se ligam a verbos transitivos diretos. Normalmente, quando isso acontece, há razões semânticas por
trás do preposicionamento desse objeto direto. Há casos em que o uso do objeto direto preposicionado é
facultativo, e outros em que tal uso pode ser considerado até mesmo "obrigatório", uma vez que sua
função é promover a desambiguação da frase. Vejamos mais detalhadamente como isso se processa:
Uso facultativo:
• Com certos pronomes: “Márcia beneficiava a todos a sua volta”".
• Com verbos que exprimem sentimentos: “A garota amava aos que a rodeavam”; “Detesto a Paulo
e à sua corja.”;
• Nas antecipações do objeto, comuns em provérbios: “Ao boi, pega-se pelo corno e ao homem, pela
palavra".
• Como reforço à clareza: “Cumprimentei-o e aos que com ele estavam”; “Expulsou-o e aos comparsas”.
Sem a preposição, podemos imaginar ser o segundo elemento do objeto direto sujeito de algum verbo,
que na realidade não existe.
Uso obrigatório:
• Para evitar ambiguidade, mais precisamente, para não haver confusão entre o sujeito e o objeto: Como
em “A Daniel Mariana contratou” e “O urso ao caçador surpreendeu”. Sem a preposição, teríamos as
construções ambíguas “Daniel Mariana contratou” e “O urso o caçador surpreendeu”. Nelas, não se sabe
quem contratou quem nem quem surpreendeu quem. É claro que, como você já deve ter se questionado
a essa altura, a ordem direta das frases resolveria muito bem a dificuldade: “Mariana contratou Daniel” e
“O urso surpreendeu o caçador” –, mas se o escritor quiser manter a ordem inversa, a preposição
é indispensável para a clareza da frase.
• Quando o objeto direto é constituído de formas pronominais: “Viu-me e a si própria refletidos nas
águas da lagoa” e “Escolheu a eles seus conselheiros”. Sem a preposição, impõe-se o pronome oblíquo:
“Escolheu-os seus conselheiros”. Veja ainda que as formas a mim, a si, a nós, etc. podem,
pleonasticamente, reforçar os objetos representados pelos pronomes me, te, se, nos e vos, como em
“Concluí que me feri a mim mesmo” e “Prejudicou-se a si próprio com o ato”. Como se vê, é também
possível reforço adicional mediante o auxílio dos demonstrativos mesmo e próprio com propósito
enfático.
Outra particularidade é a que se refere a verbos como comer e beber. Em “Gertrudes comeu a torta” e
“Miguel bebeu o chá”, esses verbos são claramente transitivos diretos e consideramos que os
sujeitos consumaram a ação, ou seja, comeram e beberam tudo. O que dizer, porém, de “Gertrudes
comeu da torta” e “Miguel bebeu do chá”? Entendemos, nessas novas versões, que ambos os sujeitos
comeram e beberam parte da torta e um pouco do chá, funcionando o objeto direto preposicionado,
nesse caso, como um indicador de partitivo.
Vamos à lista, então, dos mais importantes verbos transitivos diretos:
Desfrutar e Usufruir:
São VTD, apesar de serem muito usados com a preposição de.
Desfrutei os bens deixados por meu pai.
Pagam o preço do progresso aqueles que menos ousufruem.
Desfrutaremos da aposentadoria na velhice.
Compartilhar:
É VTD, apesar de ser muito usado com a preposição de.
Berenice compartilhou o meu sofrimento.
Compartilharam de tudo durante a vida.
Verbos Transitivos Indiretos
São verbos que se ligam ao complemento por meio de umapreposição. O
complemento é denominado <objeto indireto>. O objeto indireto pode ser
representado por substantivo, palavra substantivada, oração (oração subordinada
substantiva objetiva indireta) ou pronome oblíquo.
OBS: Estes verbos admitem os pronomes lhe, lhes como objeto indireto; alguns,
porém, não.
Obedeceu ao chefe => Obedeceu a ele => Obedeceu-lhe.
Mas há exceções: assistir, aludir, referir-se, aspirar, recorrer, depender. Os
gramáticos não trazem as razões históricas para esse modo peculiar de
construção de alguns verbos. Nem precisariam fazê-lo, assim como não precisam
justificar o motivo de um determinado verbo ser hoje transitivo direto e outro,
transitivo indireto. Às vezes, os verbos são sinônimos, mas apresentam diferentes
transitividades. Em verdade, a função primordial da Gramática não é fixar regras
impositivas de cima para baixo, mas sistematizar os fatos e as condutas que
encontra na língua como manifestação.
Assistir(ver), Aspirar, Visar, Aludir, Referir-se (a):
Todos falam desse filme, mas eu não assiti a ele ainda.
Constar (de, em):
Quando se usa o verbo constar com o sentido de “estar escrito, registrado ou
mencionado” ou “fazer parte, incluir-se”, as preposições – de e em – são
corretas :
Seu nome consta da lista de aprovados.
Consta nos autos que...
Consta dos autos que...
Vou fazer constar o incidente em meu relatório.
Já quando constar tem o significado de “ser composto, constituído ou formado;
consistir em algo”, usa-se apenas a preposição de:
A casa consta de partes grandes e arejadas.
Seu relatório constava de 50 páginas.
Obedecer e Desobedecer (a):
Obedeço a todas as regras da empresa.
Revidar (a):
Ele revidou ao ataque instintivamente.
Responder (a):
Responda aos testes com atenção.
Simpatizar e Antipatizar (com):
Não são verbos pronominais, portanto não se deve dizer simpatizar-se,
nem antipatizar-se.
Sempre simpatizei com ele, mas antipatizo com seu irmão.
Sobressair (em):
Não é verbo pronominal, portanto não se deve usarsobressair-se.
No colegial, sobressaía em todas as matérias.
Torcer (por, para):
Pode ser também verbo intransitivo. Somente neste caso, usa-se com a
preposição para, que dará início a Oração Subordinada Adverbial de Finalidade.
Para ficar mais fácil, memorize assim:
Torcer por + substantivo ou pronome.
Torcer para + oração (com verbo).
Estamos torcendo por você.
Estamos torcendo para você conseguir seu intento.
Verbos bitransitivos
Também chamados de transitivo diretos e indiretos. São os verbos que possuem
os dois complementos - objeto direto e objeto indireto.
Agradecer, Pagar e Perdoar:
São VTDI, com a preposição a. O objeto direto sempre será a coisa, e o objeto
indireto, a pessoa.
Agradeci a ela o convite.
Paguei a conta ao Banco.
Se o time rival ganhasse, a torcida não perdoaria aosjogadores a derrota em casa.
Pedir:
É VTDI, com a preposição a. A frase deve ser sintaticamente estruturada assim:
“Quem pede, pede algo a/para alguém”;
“Quem pede, pede que alguém faça algo”;
Pedimos a todos que trouxessem os livros.
Pedimos que todos trouxessem os livros.
É inadequado ao padrão culto da língua:
"Pedir para que alguém faça algo".
Preferir:
É VTDI, com a preposição a. Não admite ênfase, como: mais, muito mais, mil
vezes.
Prefiro estar só a ficar mal acompanhado.
Informar, avisar, advertir, certificar, comunicar, lembrar,
noticiar, notificar, prevenir:
São VTDI, admitindo duas construções:
“Quem informa, informa algo a alguém”;
“Quem informa, informa alguém de/sobre algo.”
Informamos aos usuários que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.
Informamos os usuários de que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.
Regência oscilante / Mais de uma Regência
Aspirar:
Será VTD, quando significar sorver, absorver.
Como é bom aspirar a brisa da tarde.
Será VTI, com a preposição a, quando significar almejar, objetivar.
Aspiramos a uma vaga naquela universidade.
Agradar:
Será VTI, com a preposição a, quando significar ser agradável; satisfazer.
Para agradar ao pai, estudou com afinco o ano todo.
Será VTD, quando significar acariciar ou contentar.
A garotinha ficou agradando o cachorrinho por horas.
Assistir:
Pode ser VTD ou VTI com a preposição a quando significar ajudar, prestar
assistência.
Minha família sempre assistiu o Lar dos Velhinhos.
Minha família sempre assistiu ao Lar dos Velhinhos.
Será VTI com a preposição a quando significar ver ou ter direito.
Gosto de assistir aos jogos do Santos.
O descanso semanal remunerado assiste ao trabalhador.
Será VI quando implicar morada.
Assisto em Londrina desde que nasci.
O papa assiste no Vaticano.
Chamar:
Pode ser VTD ou VTI com a preposição a quando significar dar qualidade. A
qualidade pode vir precedida da preposição de, ou não.
Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo)
Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de bobo)
Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo)
Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo)
Será VTI com a preposição por quando significar invocar.
Chamei por você insistentemente, mas não me ouviu.
Será VTD, quando significar convocar.
Chamei todos os sócios para participarem da reunião.
Será VTDI, com a preposição a, quando significar repreender.
Chamei os meninos à atenção, pois conversavam na sala de aula.
Chamei-o à atenção.
Obs.: Não confundir com a express]ao sem crase “chamar a atenção”, que não
significa repreender, mas fazer ser notado.
O cartaz chamava a atenção de todos que por ali passavam.
Casar:
Será VI quando por si só apresentar sentido completo.
Eles casaram (ou se casaram – na qualidade de pronome reflexivo).
Será VTI quando requisitar um complemento regido pelo uso da preposição:
Ele se casou com a melhor amiga.
Será VTDI quando requisitar os dois complementos:
O vizinho casou sua filha com meu primo.
Custar:
Será VI quando significar ter preço.
Estes sapatos custaram muito.
Será VTDI, com a preposição a, quando significar causar trabalho, transtorno.
Sua irresponsabilidade custou sofrimento a toda a família.
Será VTI com a preposição a quando significar ser difícil. Nesse caso o verbo
custar terá como sujeito aquilo que é difícil. A pessoa a quem algo é difícil será
objeto indireto.
Custou-lhe acreditar em Maria.
Custou a ele acreditar em Maria.
Ele custou a acreditar... (está errado)
Atender:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Atenderam o meu pedido prontamente.
Atenderam ao meu pedido prontamente.
Anteceder:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
A velhice antecede a morte.
A velhice antecede à morte.
Esquecer e Lembrar:
Serão VTD quando não forem pronominais, ou seja, quando não forem
acompanhados de pronome oblíquo átono (esquecer-se, lembrar-se):
Esqueci que havíamos combinado sair.
Ela não lembrou o meu nome.
Esquecer-se e Lembrar-se:
Serão VTI, com a preposição de, quando forem pronominais:
Esqueci-me de que havíamos combinado sair.
Ela não se lembrou-se do meu nome.
Implicar:
Será VTD, quando significar fazer supor, dar a entender, produzir como
consequência, acarretar.
Os precedentes daquele juiz implicam grande honestidade.
Suas palavras implicam denúncia contra o deputado.
As despesas extras implicam em gastos desnecessários.
Será VTI, com a preposição com, quando significar antipatizar.
Não sei por que o professor implica comigo.
Os alunos implicaram com o professor.
Será VTDI, com a preposição em, quando significar envolver alguém em algo.
Implicaram o advogado em negócios ilícitos.
Ela implicou-se em atos ilícitos.
Namorar:
Apesar de ser muito usado com a preposição com, que só deveria ser usada para
iniciar adjunto adverbial de companhia, será VTD quando possuir os significados
de inspirar amor a, galantear, cortejar, apaixonar, seduzir, atrair, olhar com
insistência, cobiçar.
Joana namorava o filho do delegado.
O mendigo namorava a torta que estava sobre a mesa.
Eu estava namorando este cargo há anos.
Pode ser também VI:
Comecei a namorar muito cedo.
Presidir:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Presidir o país.
Presidir ao país.
Proceder:
Será VTI, com a preposição de, quando significar derivar-se, originar-se.
Esse mau humor de Pedro procede da educação que recebeu.
Será VTI, com a preposição a, quando significar dar início.
Os fiscais procederam à prova com atraso.
Será VI quando significar ter fundamento.
Suas palavras não procedem.
Renunciar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Nunca renuncie seus sonhos.
Nunca renuncie a seus sonhos.
Satisfazer:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Não satisfaça todos os seus desejos.
Não satisfaça a todos os seus desejos.
Abdicar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição de, e também VI.
O Imperador abdicou o trono.
O Imperador abdicou do trono.
O Imperador abdicou.
Gozar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição de.
Ele não goza sua melhor forma física.
Ele não goza de sua melhor forma física.
Atentar:
Pode ser VTD ou VTI, com as preposições em, para ou por.
Atente o ouvido.
Deram-se bem os que atentaram nisso.
Não atentes para os elementos supérfluos.
Atente por si, enquanto é tempo.
Cogitar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição em ou de:
Começou a cogitar uma viagem pelo litoral brasileiro.
Hei de cogitar no caso.
O diretor cogitou de demitir-se.
Consentir:
Pode se VTD ou VTI, com a preposição em.
Como o pai desse garoto consente tantos agravos?
Consentimos em que saíssem mais cedo.
Ansiar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição por:
Ansiamos dias melhores.
Ansiamos por dias melhores.
Almejar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição por, ou VTDI, com a preposição a.
Almejamos dias melhores.
Almejamos por dias melhores.
Almejamos dias melhores ao nosso país.
Faltar, Bastar e Restar:
Podem ser VI ou VTI, com a preposição a.
Muitos alunos faltaram hoje.
Três homens faltaram ao trabalho hoje.
Resta aos vestibulandos estudar bastante.
Pisar:
Pode ser VI ou VTD. Quando for VI, admitirá a preposição em, iniciando Adjunto
Adverbial de Lugar.
Pisei a grama para poder entrar em casa.
Não pise no tapete, menino!
Prevenir
Pode ser VTD fazendo referência a evitar dano:
A precaução previne acontecimentos inesperados.
Pode ser VTDI referindo-se ao ato de avisar com antecedência.
Prevenimos os moradores de que haveria corte de energia.
Querer:
Será VTI, com a preposição a, quando significar estimar.
Quero aos meus amigos, como aos meus irmãos.
Será VTD, quando significar desejar, ter a intenção ou vontade de, tencionar.
Sempre quis seu bem.
Quero que me digam quem é o culpado.
Visar:
Será VTI, com a preposição a, quando significar almejar, objetivar.
Sempre visei a uma vida melhor.
Será VTD, quando significar mirar, ou dar visto.
O atirador visou o alvo, mas errou o tiro.
O gerente visou o cheque do cliente.
Proibir:
Pode ser VTD. Proibir alguma coisa:
A lei brasileira proíbe o aborto.
Pode ser VTDI. Proibir alguém de alguma coisa / Proibir alguma coisa a alguém:
O pai proibiu o filho de viajar.
A ANVISA proíbe oferecer premios à indústria farmacêutica.
Verbos que podem ser usados como TD ou TI, sem alteração de sentido:
· abdicar (de)
· acreditar (em)
· almejar (por)
· ansiar (por)
· anteceder (a)
· atender (a)
· atentar (em, para)
· cogitar (de, em)
· consentir (em)
· crer (em)
· deparar (com)
· desfrutar (de)
· desdenhar (de)
· gozar (de)
· necessitar (de)
· preceder (a)
· precisar (de)
· presidir (a)
· renunciar (a)
· satisfazer (a)
· versar (sobre).
Exemplos:
· Precisamos pessoas honestas.
· Precisamos de pessoas honestas.
· Nunca cri pessoas que falam muito de si próprias.
· Nunca cri em pessoas que falam muito de si próprias.
Erros comuns
Existem algumas variáveis na conjugação de alguns verbos. Os linguistas os
chamam desvios de variáveis, enquanto os gramáticos tratam-nos como erros.
verbo VER e derivados.
Forma popular: se eu ver, se eu rever, se eu revesse.
Forma padrão: se eu vir, se eu revir, se eu revisse.
verbo VIR e derivados.
Forma popular: se eu vir, se eu intervir, eu intervi, eleinterviu, eles proviram.
Forma padrão: se eu vier, se eu intervier, eu intervim, eleinterveio,
eles provieram.
verbo TER e derivados.
Forma popular: quando eu obter, se eu mantesse, ele deteu.
Forma padrão: quando eu obtiver, se eu mantivesse, eledeteve.
verbo PÔR e derivados.
Forma popular: quando eu compor, se eu disposse, elesdisporam.
Forma padrão: quando eu compuser, se eu dispusesse, elesdispuseram.
verbo REAVER
Forma popular: eu reavi, eles reaveram, ela reavêu.
Forma padrão: eu reouve, eles reouveram, ela reouve.
Regência Exercícios Resolvidos Gabarito
1) CESPE - 2007 - ANVISA
Na linha 3, a inserção da preposição de logo após “farmacêutica” atenderia à
regência do verbo proibir, que exige complemento preposicionado.
Certo Errado
2) CESPE - 2012 - PC-AL
Seriam mantidos o sentido original do texto e a sua correção gramatical, caso a
preposição de fosse inserida logo após a forma verbal ‘difere’ (L.11).
Certo Errado
3) CESPE - 2012 - ANCINE
Na linha 2, a eliminação da preposição “com”, que se segue à forma verbal
“rompendo”, cujo significado no contexto é o de afastar; desfazer; eliminar,
prejudicaria a correção gramatical do período em que se encontra.
Certo Errado
4) Prova: CESPE - 2012 - ANCINE
As relações de coerência e a correção gramatical do texto seriam preservadas se a
preposição “a”, logo depois da forma verbal “limita-se” (L.6), fosse
substituída pela preposição de.
Certo Errado
5) CESPE - 2012 - MPE-PI
A respeito das ideias e das estruturas do texto acima, julgue os itens
subsequentes. Seria mantida a correção gramatical do período caso a preposição
“de”, em “chamado de ‘o filósofo que ri’” (L.4-5), fosse omitida.
Certo Errado
6) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
Na linha 8, o emprego da preposição em ‘do qual’ é exigido pela presença da
palavra ‘sistema’.
Certo Errado
7) CESPE - 2012 - Polícia Federal
Na linha 24, considerando-se a dupla regência do verbo impor e a presença do
pronome “mesmas”, seria facultado o emprego do acento indicativo de crase
na palavra “as” da expressão “as mesmas renúncias”.
Certo Errado
8) CESPE - 2011 - FUB
A retirada da preposição “de” em “A indicação inicial é a de que, sim, a
Internet está alterando a forma como pensamos(...)” não implicaria alteração do
texto, quer do ponto de vista semântico, quer sintático.
Certo Errado
9) CESPE - 2011 - Instituto Rio Branco
Os vocábulos “decorrência” (l.11), “condizente” (l.25) e “irreprimível” (l.26)
regem termos que lhes complementam, necessariamente, o sentido.
Certo Errado
10) CESPE - 2007 - TRE-AP
Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma adaptação de um trecho de
texto. Assinale a opção em que o trecho adaptado está gramaticalmente correto.
a) O voto materialisa às nossas concepções e maturidades, é resultante do
trato que queremos dar ao futuro da nação.
b) O arrependimento de cada eleitor é lícito, mas a teimosia alienada que
esquece os desvios de conduta dos representantes é imperdoável e
inconseqüente.
c) Sabe-se de que fica muito fácil apontar aos políticos, ou a elite dominante,
como quem não tira o país das constantes crises de confiança.
d) É hora de pensar-mos no voto não só a caminho da zona eleitoral, mas
sempre, deixando de lado os que enquadram a política no campo do
imponderável.
e) Cada vez mais os jovens são parte importante para à democracia e para à
soberania nacional.
11) CESPE - 2009 - TRE-GO
É correto afirmar que, no texto acima, a preposição no termo
a) “com que” (L.2) é exigida por “se defronta” (L.3).
b) “do que” (L.9) é exigida por “prazeres” (L.8).
c) “de que” (L.12) é exigida por “necessária” (L.12).
d) “de que” (L.14) é exigida por “Fundamo-nos” (L.14).
12) CESPE - 2008 - Instituto Rio Branco
Em “de que a OEA” (L.7), o emprego de preposição “de” se deve à regência
de “avisado” (L.6).
Certo Errado
13) CESPE - 2010 - TRE-BA
A preposição presente em “na” no trecho “cuja tecla deveria constar na
máquina utilizada para votação” (L.8-9) poderia ser alterada para de,
respeitando-se as normas de regência e mantendo-se a acepção do verbo.
Certo Errado
14) CESPE - 2010 - ABIN
Na linha 31, a preposição “de” empregada antes de “que” é exigência
sintática da forma verbal “dispõe”; portanto, sua retirada implicaria prejuízo à
correção gramatical do período.
Certo Errado
15) CESPE - 2010 - ABIN
Estaria gramaticalmente correto o emprego da preposição a antes de “toda a
população” (L.6) — a toda a população — visto que a forma verbal “afetam”
(L.5) apresenta dupla regência.
Certo Errado
16) CESPE - 2009 - DETRAN-DF
Nas linhas 6 e 7, o emprego de preposição “a” em “a que ainda se viam
submetidas” justifica-se pela regência de “submetidas”.
Certo Errado
17) CESPE - 2009 - Instituto Rio Branco
A preposição em “pelo elo” (L.11) é exigida pelo termo “organizada” (L.10); e
a preposição em “por aquele” (L.11-12) é exigida por “enquadrada” (L.11); o
que mostra o paralelismo que se estabelece entre as ideias de organizar e
“Medir” (L.1), por um lado, e enquadrar e “avaliar” (L.2), por outro.
Certo Errado
18) CESPE - 2009 - MMA
Na linha 5, o vocábulo "públicos" está no plural por se tratar de caso de regência
nominal.
Certo Errado
19) CESPE - 2010 - MPU
A repetição da preposição de em "do acréscimo" (L.3), "de bens materiais" (L.3) e
"de coisas" (L.4) indica que esses termos são empregados, no texto, como
complementos de "cultura" (L.2), vocábulo que tem como primeiro complemento
"do excesso" (L.2-3).
Certo Errado
20) CESPE – 2010 - MPU
O uso da preposição "em", na linha 16, é obrigatório para marcar a relação
estabelecida com a forma verbal "vivencia" (L.15); por isso, a omissão dessa
preposição provocaria erro gramatical e impossibilitaria a retomada do referente
do pronome "que" (L.16).
Certo Errado
21) CESPE - 2010 - AGU
Na linha 45, o termo "da" pode ser trocado por à, o que, embora altere a regência
do nome, mantém seu sentido no texto.
Certo Errado
22) CESPE - 2008 - STJ
Mantendo-se as idéias originalmente expressas no texto, assim como a sua
correção gramatical, o complemento da forma verbal "visam" (L.8) poderia ser
introduzido pela preposição a: ao controle.
Certo Errado
23) CESPE - 2010 - TRE-MT
Em relação às estruturas e às ideias do texto acima, assinale a opção correta.
a) O emprego do acento grave em "à informatização" (L.3) justifica-se pela
regência de "necessária" (L.1).
b) Altera-se a informação original do texto ao se substituir o trecho "A falta de"
(L.3) por Isso porque a falta de.
c) A forma verbal "acarretam" (L.4) está no plural porque concorda com
"trâmites" (L.5).
d) Na linha 5, o emprego de preposição em "aos trâmites" justifica-se pela
regência de "ineficiência".
e) Na linha 10, o emprego de preposição em "no funcionamento" justifica-se
pela regência de "melhorias".
24) CESPE - 2004 - Polícia Federal
Os fragmentos contidos nos itens seguintes, na ordem em que são apresentados,
constituem reescrituras sucessivas de parágrafos de notícia assinada por Julita
Lemgruber e publicada no Jornal do Brasil. Julgue-os quanto ao emprego do sinal
indicativo de crase, à regência, à concordância e à grafia.
Este trabalho que obriga a reflexão, provoca questionamento: ajuda a alguns
meninos e meninas a concluírem que na vida do crime eles e elas mais perdem
que ganham, acaba de ser suspenso. Foi determinado ao grupo de profissionais
que vinha trabalhando com os jovens, que, em futuras encenações, estaria
proibido o assunto de polícia, de tráfico de drogas, de violência, das lamentáveis
condições que são submetidos os adolescentes-infratores privados da liberdade,
enfim, de seu trágico cotidiano.
Certo Errado
25) CESPE - 2005 - Instituto Rio Branco
Quanto à descrição gramatical de elementos do texto I, assinale a opção correta.
a) Em "por muito que isso pese a Fernando Pessoa" (l.5-6), a forma "pese"
remete a peso e está empregada como verbo transitivo direto.
b) É opcional a regência como transitivo direto ou transitivo indireto do verbo
chamar com o sentido empregado em "que vai chamando a todas as portas"
(L.12-13).
c) O emprego da conjunção alternativa em "todos os autores tiveram ou terão
de ser Luís de Camões" (L.20-21) implica alusão a fases do fenômeno temporal.
d) Os vocábulos "redondilhas" (L.22) e "antanho" (L.24) estão em desuso no
português contemporâneo.
e) No último parágrafo, a menção ao sofrimento de Luís de Camões está
construída por meio do paralelismo sintático introduzido pela forma "foi a este".
GABARITO
1) E
O erro da questão é que não cabe a preposiçao "de" regido pelo verbo proibir
porque ele já está regido pela preposição "a" (de: "à (a + a) indústria
farmacêutica") hipóteses de regência do verbo proibir:
a) Proibir alguma coisa: A lei brasileira proíbe o aborto.
b) Proibir alguém de alguma coisa: O pai proibiu o filho de viajar.
c) Proibir alguma coisa a alguém: Os médicos lhe proibiram as visitas.
No caso utilizou-se o caso nº 3 em vista que "a ANVISA proibe oferecer premios
(...) (alguma coisa) à indústria farmacêutica (a alguém).
2) E
Esse verbo, no mesmo sentido de dierenciar (e mesma regência nesse caso), será
transitivo direto e indireto. A falta de materialidade do corpo
difere o desaparecimento (OD) de qualquer outro crime(OI). Logo, não deve-se
colocar preposição no objeto direto.
3) E
Como o próprio enunciado diz: romper está no sentido de afastar, desfazer,
eliminar. Esses verbos são transitivos diretos e a preposição 'com' é estilística,
podendo ser suprimida do contexto sem prejuízo gramatical. Complementando
"com as pessoas..." é objeto direto preposicionado.
4) E
O verbo limitar pede como regência preposição "a" ou "com", não é correto
relacionar com a preposição "de".
5) E
O verbo chamar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto.
É transitivo direto quando significa “convocar”, “fazer vir” e exige
complemento sem preposição. Ex: - O professor chamou o aluno.
É transitivo indireto quando significa “invocar” e é usado com a preposição
“por”. Ex: - Ela chamava por Jesus.
Com o sentido de “apelidar” pode exigir ou não a preposição, ou seja, pode ser
transitivo direto ou transitivo indireto. Admite as seguintes construções:
- Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo)
- Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de bobo)
- Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo)
- Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo)
6) A preposição é exigência de todo nome que pede complemento. Na frase, o
nome “orgulho” pede complemento nominal (orgulho de algo, orgulho de o
sistema financeiro).
Obs.: A maior dificuldade da questão acontece porque o CN - complemento
nominal - de orgulho (o sistema financeiro) está deslocado na frase, ele antecede
o nome regente (orgulho), ficando logo adiante da palavra "sistema". Isso
confundi mesmo.
Frase em ordem normal e com repetição de CN: "Temos um sistema financeiro.
Devemos ter orgulho do sistema financeiro."
Frase com CN deslocado e com repetição dele: "Temos um sistema financeiro. Do
sistema financeiro devemos ter orgulho."
Frase com CN deslocado e sem repetição dele (substituição por pronome
relativo):"Temos um sistema financeiro do qual devemos ter orgulho."
Ou seja, a questão está errada ao afirmar que a preposição em "do qual" é
exigência da palavra "sistema", pois como vimos é exigência da palavra "orgulho".
7) E
Na redação do item, "as mesmas renúncias" funciona como objeto direto da
oração e " se impõem " funciona como objeto indireto. Com o emprego de crase,
o verbo passaria a reger dois objetos indiretos: "impõem a si" e " impõem às
mesmas renúncias". Por isso, o item está errado.
8) E
"A indicação inicial é a (indicação) de que, sim, a rede..." Oração Subordinada
Substantiva Completiva Nominal. Atua como complemento nominal do pronome
demonstrativo (a) que substitui a palavra indicação. Logo o “de” é exigido pela
regência de indicação e não pode ser suprimido. Mas poderia ocorrer se fosse da
seguinte forma:
"A indicação inicial é que sim, a rede..." Oração subordinada substantiva
Predicativa do Sujeito. " A indicação inicial é (Verbo de ligação) ESSA.
9) E
Quem decorre, decorre DE ALGO -> "É a decorrência natural DA SUA
CONSTITUIÇÃO..." Exige complemento!
Quem condiz, condiz COM ALGO -> "...a forma condizente COM SUA
MENSAGEM..." Exige complemento!
Irreprimível está caracterizando a voz dos fantasmas, portanto um adjetivo. Não
Exige complemento!
10)
a) O voto materialisa (materializa) às (as - materealizar é VTD não pede
preposição) nossas concepções e maturidades, é resultante do trato que
queremos dar ao futuro da nação.
b) O arrependimento de cada eleitor é lícito, mas a teimosia alienada que esquece
os desvios de conduta dos representantes é imperdoável e
inconseqüente.(correta)
c) Sabe-se de que fica muito fácil apontar aos (os) políticos, ou a elite dominante,
como quem não tira o país das constantes crises de confiança. (saber/apontar-
VTD)
d) É hora de pensar-mos (pensarmos) no voto não só a caminho da zona eleitoral,
mas sempre, (sem vírgula) deixando de lado os que enquadram a política no
campo do imponderável.
e) Cada vez mais os jovens são parte importante para à democracia e para
à soberania nacional (o PARA já é preposição, logo a ocorrência da crase é
errônea).
11) A
a) “com que” (L.2) é exigida por “se defronta” (L.3). CORRETO. Defrontar, no
sentido de estar situado defronte, é verbo transitivo indireto exigindo a
preposição “com”.
b) “do que” (L.9) é exigida por “prazeres” (L.8). Incorreto. A expressão “do
que” é exigida pelo adjetivo comparativo “maiores”;
c) “de que” (L.12) é exigida por “necessária” (L.12). Incorreto. A expressão
“de que” é exigida pela expressão “postulação”;
d) “de que” (L.14) é exigida por “Fundamo-nos” (L.14). Incorreto, a expressão
“de que” é exigida pela expressão crença.
12) C
Já fora (verbo) avisado (nome)
“Avisado” está como complemento do verbo ser, logo é um nome. Toda
regência nominal usa preposição. Nesse sentido: ele foi avisado, avisado DE que?
13) C
As duas preposições – de e em – são corretas quando se usa o verbo constar com
o sentido de “estar escrito, registrado ou mencionado” ou “fazer parte, incluirse”:
Seu nome consta da lista de aprovados.
Consta nos autos que...
Consta dos autos que...
Tal vocábulo nunca constou nos dicionários.
Vou fazer constar o incidente em meu relatório.
14) C
Quem dispõe, dispõe DE alguma coisa. Regência do verbo dispor.
15) E
Na questão, a forma verbal AFETAR está no sentido de causar, produzir lesão,
lesar. Dessa forma sua regência será transitiva direta.
16) C
Reescritura da oração.
"As regiões brasileiras ainda se viam submetidas aos problemas de isolamento..."
17) E
A regência da preposição "pelo elo" (linha 11) é exigida pelos termos
"organizada"e "enquadrada", pois se "algo é/foi organizado, então é ou foi
organizado por algo ou alguém. Regência idêntica se infere de
"enquadrada". Além disso, o erro se repete em "por aquele" em que também é
exigida regência por "organizada" e "enquadrada".
18) E
Trata-se de concordância nominal e não de caso de regência nominal.
19) E
pela cultura ......do excesso (linha 3)
pela cultura.....do acrescimo sempre quantitativo de bens materiais (linha 3)
pela cultura.... de coisas consumiveis e descartaveis (linha 4)
assim, a repetição da preposição DE em "DE bens materiais" nao se refere a
cultura mas sim ao termo "acrescimo".
20) E
A preposicao “em” é exigida pela palvra tempo e nao é facultativa. E não pela
palavra vivência, e muito menos afetar.
21) C
Embora altere a regência: defesa de, por, defesa a, mantém a sentido do texto.
Não muda o sentido pois ambas dizem a mesma coisa, só que no primeiro caso
"estagnação" é complemento nominal e na segunda é complemento verbal.
No primeiro caso ele reforça a defesa da estagnação, no segundo ele reforça a
própria estagnação, que no final quer dizer o mesmo.
22) C
O verbo visar no sentido de ter em vista, ter como objetivo, pretender, objetivar
rege objeto indireto (preposição a). Entretanto, os escritores mais modernos
também usam o verbo visar, nessa acepção, sem preposição, com objeto direto.
Resumindo, podemos usar o verbo nessa acepção tanto com preposição quanto
sem preposição.
23) E
a) errada: o acento grave justifica-se pela regência de "diz respeito".
DIZ RESPEITO À INFORMATIZAÇÃO.
b) errada: não altera-se a informação do texto.
c) errada: ACARRETAM está no plural pq concorda com FATORES.
d) errada: a preposição em "aos trâmites" justifica-se pela regência de
ACARRETAM.
24) E
O verbo ajudar nesse texto é VTDI. Entretanto, há emprego duplo da preposição
"a", o que torna a questão errada.
Ex: Eu ajudei você a pensar com mais critério.
você -> Objeto direto
a pensar com mais critério -> objeto indireto.
No período: "Ajuda(a)alguns meninos e meninas (a) concluírem que na vida do
crime eles e elas mais perdem que ganham" a primeira preposição destacada
deve ser retirada.
25) E
A) ERRADA: o verbo é transitivo indireto, observe a preposição "a" na frente de
Fernando Pessoa.
B) ERRADA: Não é opcional, o verbo é transitivo direito e indireito pelo fato da
preposilção "a" em a todas , e o O.D "as" em as portas.
C)Sinceramente, também acho correta.
D) ERRADA: não, são palavras usuais: Redondilhas são versos de 5 ou 7 sílabas e
antanho seria "nos tempos passados".
E) Correta, foi usado este paralelo sintático como elemento de coesão entre as
orações que a partir dele começa a contar sobre o sofrimento dele.
A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a
relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor procura transmitir um significado completo
e compreensível. Para isso, as palavras são relacionadas e combinadas entre si.
Frase
A frase se define pelo seu propósito comunicativo, ou seja, pela sua capacidade de, num intercâmbio linguístico,
transmitir um conteúdo satisfatório para a situação em que é utilizada. É todo enunciado de sentido completo, podendo
ser formada por uma só palavra ou por várias, podendo ter verbos ou não.
Exemplos:
O Brasil possui um grande potencial turístico.
Espantoso!
Rua!
Ai!
O telefone toca.
Na língua escrita, a entoação é representada pelos sinais de pontuação, os quais procuram sugerir a melodia frasal. O
contexto é fornecido pelo próprio texto, o que acaba tornando necessário que as frases escritas sejam linguisticamente
mais completas que as expressas pela fala auxiliada por gestos e outras formas de comunicação. Essa maior complexidade
linguística leva a frase a obedecer as regras gerais da língua. Portanto, a organização e a ordenação dos elementos
formadores da frase devem seguir os padrões da língua. Por isso é que:
As meninas estavam alegres.
constitui uma frase, enquanto:
Alegres meninas estavam as.
não é considerada uma frase da língua portuguesa.
De acordo com a construção, as frases classificam-se em:
Frase Nominal: é a frase construída sem verbos.
Exemplos:
Fogo!
Belo serviço o seu!
Trabalho digno desse feirante.
Frase Verbal: é a frase construída com verbo.
Exemplos:
O sol ilumina a cidade e aquece os dias.
Os casais saíram para jantar.
A bola rolou escada abaixo.
Oração
Uma frase verbal pode ser também uma oração. Para isso é necessário:
- que o enunciado tenha sentido completo;
- que o enunciado tenha verbo (ou locução verbal).
Por Exemplo:
Camila terminou a leitura do livro.
Uma frase pode conter uma ou mais orações. Veja:
Brinquei no parque. (uma oração)
Entrei na casa e sentei-me. (duas orações)
Cheguei, vi, venci. (três orações)
Período
Período é a frase constituída de uma ou mais orações, formando um todo, com sentido completo. O período pode
ser simples ou composto.
Período Simples: é aquele constituído por apenas uma oração, que recebe o nome de oração absoluta.
Exemplos:
O amor é eterno.
As plantas necessitam de cuidados especiais.
Quero aquelas rosas.
O tempo é o melhor remédio.
Período Composto: é aquele constituído por duas ou mais orações.
Exemplos:
Quando você partiu minha vida ficou sem alegrias.
Quero aquelas flores para presentear minha mãe.
Vou gritar para todos ouvirem que estou sabendo o que acontece aoanoitecer.
Cheguei, jantei e fui dormir.
Saiba que:
Como toda oração está centrada num verbo ou numa locução verbal, a maneira prática de saber quantas orações existem
num período é contar os verbos ou locuções verbais.
Estrutura de um Período
Observe:
Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando.
Ao analisarmos a estrutura do período acima, é possível identificar duas orações:Conhecemos mais pessoas e quando
estamos viajando.
Termos da Oração
No período "Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando", existem seis palavras. Cada uma delas exerce uma
determinada função nas orações. Em análise sintática, cada palavra da oração é chamada de termo da oração. Termo é a
palavra considerada de acordo com a função sintática que exerce na oração.
Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, os termos da oração podem ser:
1) Essenciais
Também conhecidos como termos "fundamentais", são representados pelo sujeito epredicado nas orações.
2) Integrantes
Completam o sentido dos verbos e dos nomes, são representados por:
complemento verbal - objeto direto e indireto;
complemento nominal;
agente da passiva.
3) Acessórios
Desempenham função secundária (especificam o substantivo ou expressam circunstância). São representados por:
adjunto adnominal;
adjunto adverbial;
aposto.
Obs.:
O vocativo, em análise sintática, é um termo à parte: não pertence à estrutura da oração.
Parágrafo
Um texto é um conjunto de enunciados significativos que se organizam em parágrafos. Os parágrafos, por sua vez, são
compostos de períodos. Os períodos são compostos de orações. O período é um conjunto frasal estruturado em torno de
uma ou mais orações. O período simples compreende uma única oração. O período composto estrutura‐se em torno de
duas ou mais orações. Em um parágrafo, os períodos são separados por pontos.
PERÍODO COMPOSTO
Coordenação e Subordinação
Quando um período é simples, a oração de que é constituído recebe o nome de oração absoluta.
Por Exemplo:
A menina comprou chocolate.
Quando um período é composto, ele pode apresentar os seguintes esquemas de formação:
a) Composto por Coordenação: ocorre quando é constituído apenas de orações independentes, coordenadas entre si, mas sem
nenhuma dependência sintática.
Por Exemplo:
Saímos de manhã e voltamos à noite.
b) Composto por Subordinação: ocorre quando é constituído de um conjunto de pelo menos duas orações, em que uma delas
(Subordinada) depende sintaticamente da outra (Principal).
Por Exemplo:
Não fui à aula porque estava doente.
Oração Principal Oração Subordinada
c) Misto: quando é constituído de orações coordenadas e subordinadas.
Por Exemplo:
Fui à escola e busquei minha irmã que estava esperando.
Oração Coordenada Oração Coordenada Oração Subordinada
Obs.: qualquer oração (coordenada ou subordinada) será ao mesmo tempo principal, se houver outra que dela dependa.
Por Exemplo:
Fui ao mercado e comprei os produtos que estavam faltando.
Oração Coordenada (1)
Oração Coordenada (2) (Com relação à
1ª.) e Oração Principal (Com relação à 3ª.)
Oração Subordinada (3)
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO
Já sabemos que num período composto por coordenação as orações são independentes e sintaticamente equivalentes.
Observe:
As luzes apagam-se, abrem-se as cortinas e começa o espetáculo.
O período é composto de três orações:
As luzes apagam-se;
abrem-se as cortinas;
e começa o espetáculo.
As orações, no entanto, não mantêm entre si dependência gramatical, são independentes. Existe entre elas, evidentemente, uma
relação de sentido, mas do ponto de vista sintático, uma não depende da outra. A essas orações independentes, dá-se o nome
de orações coordenadas, que podem ser assindéticas ou sindéticas.
A conexão entre as duas primeiras é feita exclusivamente por uma pausa, representada na escrita por uma vírgula. Entre a segunda
e a terceira, é feita pelo uso da conjunção "e". As orações coordenadas que se ligam umas às outras apenas por uma pausa, sem
conjunção, são chamadas assindéticas. É o caso de "As luzes apagam-se" e "abrem-se as cortinas". As orações coordenadas
introduzidas por uma conjunção são chamadas sindéticas. No exemplo acima, a oração "e começa o espetáculo" é coordenada
sindética, pois é introduzida pela conjunção coordenativa "e".
Obs.: a classificação de uma oração coordenada leva em conta fundamentalmente o aspecto lógico-semântico da relação
que se estabelece entre as orações.
Classificação das Orações Coordenadas Sindéticas
De acordo com o tipo de conjunção que as introduz, as orações coordenadas sindéticas podem ser: aditivas, adversativas,
alternativas, conclusivas ou explicativas.
a) Aditivas
Expressam ideia de adição, acrescentamento. Normalmente indicam fatos, acontecimentos ou pensamentos dispostos em
sequência. As conjunções coordenativas aditivas típicas são "e" e "nem" (= e + não). Introduzem as orações coordenadas
sindéticas aditivas.
Por Exemplo:
Discutimos várias propostas e analisamos possíveis soluções.
As orações sindéticas aditivas podem também estar ligadas pelas locuções não só... mas (também), tanto...como, e semelhantes.
Essas estruturas costumam ser usadas quando se pretende enfatizar o conteúdo da segunda oração. Veja:
Chico Buarque não só canta, mas também (ou como também) compõe muito bem.
Não só provocaram graves problemas, mas (também) abandonaram os projetos de reestruturação social do país.
Obs.: como a conjunção "nem" tem o valor da expressão "e não", condena-se na língua culta a forma "enem" para introduzir
orações aditivas.
Por Exemplo:
Não discutimos várias propostas, nem (= e não) analisamos quaisquer soluções.
b) Adversativas
Exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao que se declara na oração coordenada anterior,
estabelecendo contraste ou compensação. "Mas" é a conjunção adversativa típica. Além dela, empregam-se: porém, contudo,
todavia, entretanto e as locuções no entanto, não obstante, nada obstante. Introduzem as orações coordenadas
sindéticas adversativas.
Veja os exemplos:
"O amor é difícil, mas pode luzir em qualquer ponto da cidade." (Ferreira Gullar)
O país é extremamente rico; o povo, porém, vive em profunda miséria.
Tens razão, contudo controle-se.
Janaína gostava de cantar, todavia não agradava.
O time jogou muito bem, entretanto não conseguiu a vitória.
Saiba que:
- Algumas vezes, a adversidade pode ser introduzida pela conjunção "e". Isso ocorre normalmente em orações coordenadas
que possuem sujeitos diferentes.
Por Exemplo:
Deus cura, e o médico manda a conta.
Nesse ditado popular, é clara a intenção de se criar um contraste. Observe que equivale a uma frase do tipo: "Quem cura é
Deus, mas é o médico quem cobra a conta!"
- A conjunção "mas" pode aparecer com valor aditivo.
Por Exemplo:
Camila era uma menina estudiosa, mas principalmente esperta.
c) Alternativas
Expressam ideia de alternância de fatos ou escolha. Normalmente é usada a conjunção "ou". Além dela, empregam-se também
os pares: ora...ora, já...já, quer...quer..., seja...seja, etc. Introduzem as orações coordenadas sindéticas alternativas.
Exemplos:
Diga agora ou cale-se para sempre.
Ora age com calma, ora trata a todos com muita aspereza.
Estarei lá, quer você permita, quer você não permita.
Obs.: nesse último caso, o par "quer...quer" está coordenando entre si duas orações que, na verdade, expressam concessão
em relação a "Estarei lá". É como disséssemos: "Embora você não permita, estarei lá".
d) Conclusivas
Exprimem conclusão ou consequência referentes à oração anterior. As conjunções típicas são: logo, portantoe pois (posposto ao
verbo). Usa-se ainda: então, assim, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso, etc. Introduzem as orações
coordenadas sindéticas conclusivas.
Exemplos:
Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar.
A situação econômica é delicada; devemos, pois, agir cuidadosamente.
O time venceu, por isso está classificado.
Aquela substância é toxica, logo deve ser manuseada cautelosamente.
e) Explicativas
Indicam uma justificativa ou uma explicação referente ao fato expresso na declaração anterior. As conjunções que merecem
destaque são: que, porque e pois (obrigatoriamente anteposto ao verbo). Introduzem as orações coordenadas
sindéticas explicativas.
Exemplos:
Vou embora, que cansei de esperá-lo.
Vinícius devia estar cansado, porque estudou o dia inteiro.
Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversário.
Atenção:
Cuidado para não confundir as orações coordenadas explicativas com as subordinadas adverbiaiscausais. Observe a
diferença entre elas:
- Orações Coordenadas Explicativas: caracterizam-se por fornecer um motivo, explicando a oração anterior.
Por Exemplo:
A criança devia estar doente, porque chorava muito. (O choro da criança não poderia ser a causa de sua doença.)
- Orações Subordinadas Adverbiais Causais: exprimem a causa do fato.
Por Exemplo:
Henrique está triste porque perdeu seu emprego. (A perda do emprego é a causa da tristeza de Henrique.)
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
Forma das Orações Subordinadas
Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:
"Eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto."
Oração Principal Oração Subordinada
Observe que na Oração Subordinada temos o verbo "existe", que está conjugado na terceira pessoa do singular do presente do
indicativo. As orações subordinadas que apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tempos do modo do indicativo, subjuntivo
e imperativo), são chamadas de orações desenvolvidas ouexplícitas.
Podemos modificar o período acima. Veja:
Eu sinto existir em meu gesto o teu gesto.
Oração Principal Oração Subordinada
Observe que a análise das orações continua sendo a mesma: "Eu sinto" é a oração principal, cujo objeto direto é a oração
subordinada "existir em meu gesto o teu gesto". Note que a oração subordinada apresenta agora verbo no infinitivo. Além disso, a
conjunção que, conectivo que unia as duas orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo surge numa das formas
nominais (infinitivo - flexionado ou não - , gerúndio ou particípio) chamamos orações reduzidas ou implícitas.
Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventualmente,
introduzidas por preposição.
1) ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
A oração subordinada substantiva tem valor de substantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção integrante (que, se).
Por Exemplo:
Suponho que você foi à biblioteca hoje.
Oração Subordinada Substantiva
Você sabe se o presidente já chegou?
Oração Subordinada Substantiva
Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também introduzem as orações subordinadas substantivas, bem como os advérbios
interrogativos (por que, quando, onde, como). Veja os exemplos:
O garoto perguntou qual era o telefone da moça.
Oração Subordinada Substantiva
Não sabemos por que a vizinha se mudou.
Oração Subordinada Substantiva
Classificação das Orações Subordinadas Substantivas
De acordo com a função que exerce no período, a oração subordinada substantiva pode ser:
a) Subjetiva
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito do verbo da oração principal. Observe:
É fundamental o seu comparecimento à reunião.
Sujeito
É fundamental que você compareça à reunião.
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Atenção:
Observe que a oração subordinada substantiva pode ser substituída pelo pronome " isso". Assim, temos um período
simples:
É fundamental isso ou Isso é fundamental.
Sujeito
Dessa forma, a oração correspondente a "isso" exercerá a função de sujeito.
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração principal:
1- Verbos de ligação + predicativo, em construções do tipo:
É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo - É claro - Está evidente - Está comprovado
Por Exemplo:
É bom que você compareça à minha festa.
2- Expressões na voz passiva, como:
Sabe-se - Soube-se - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anunciado - Ficou provado
Por Exemplo:
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
3- Verbos como:
convir - cumprir - constar - admirar - importar - ocorrer - acontecer
Por Exemplo:
Convém que não se atrase na entrevista.
Obs.: quando a oração subordinada substantiva é subjetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª. pessoa do
singular.
b) Objetiva Direta
A oração subordinada substantiva objetiva direta exerce função de objeto direto do verbo da oração principal.
Por Exemplo:
Todos querem sua aprovação no vestibular.
Objeto Direto
Todos querem que você seja aprovado. (Todos querem isso)
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas desenvolvidas são iniciadas por:
1- Conjunções integrantes "que" (às vezes elíptica) e "se":
Por Exemplo:
A professora verificou se todos alunos estavam presentes.
2- Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
Por Exemplo:
O pessoal queria saber quem era o dono do carro importado.
3- Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
Por Exemplo:
Eu não sei por que ela fez isso.
Orações Especiais
Com os verbos deixar, mandar, fazer (chamados auxiliares causativos) e ver, sentir, ouvir, perceber(chamados auxiliares
sensitivos) ocorre um tipo interessante de oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. Observe:
Deixe-me repousar.
Mandei-os sair.
Ouvi-o gritar.
Nesses casos, as orações destacadas são todas objetivas diretas reduzidas de infinitivo. E, o que é mais interesante, os
pronomes oblíquos atuam todos como sujeitos dos infinitivos verbais. Essa é a única situação da língua portuguesa em que
um pronome oblíquo pode atuar como sujeito. Para perceber melhor o que ocorre, convém transformar as orações reduzidas
em orações desenvolvidas:
Deixe que eu repouse.
Mandei que eles saíssem.
Ouvi que ele gritava.
Nas orações desenvolvidas, os pronomes oblíquos foram substituídos pelas formas retas correspondentes. É fácil
compreender agora que se trata, efetivamente, dos sujeitos das formas verbais das orações subordinadas.
c) Objetiva Indireta
A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua como objeto indireto do verbo da oração principal. Vem precedida de
preposição.
Por Exemplo:
Meu pai insiste em meu estudo.
Objeto Indireto
Meu pai insiste em que eu estude. (Meu pai insiste nisso)
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na oração.
Por Exemplo:
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
d) Completiva Nominal
A oração subordinada substantiva completiva nominal completa um nome que pertence à oração principal e também vem marcada
por preposição.
Por Exemplo:
Sentimos orgulho de seu comportamento.
Complemento Nominal
Sentimos orgulho de que você se comportou. (Sentimos orgulho disso.)
Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal
Lembre-se:
Observe que as orações subordinadas substantivas objetivas indiretas integram o sentido de um verbo,enquanto que
orações subordinadas substantivas completivas nominais integram o sentido de um nome.Para distinguir uma da outra, é
necessário levar em conta o termo complementado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o complemento
nominal: o primeiro complementa um verbo, o segundo, um nome.
e) Predicativa
A oração subordinada substantiva predicativa exerce papel de predicativo do sujeito do verbo da oração principal e vem sempre
depois do verbo ser.
Por Exemplo:
Nosso desejo era sua desistência.
Predicativo do Sujeito
Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo era isso.)
Oração Subordinada Substantiva Predicativa
Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva "de" para realce. Veja o exemplo:
A impressão é de que não fui bem na prova.
f) Apositiva
A oração subordinada substantiva apositiva exerce função de aposto de algum termo da oração principal.
Por Exemplo:
Fernanda tinha um grande sonho: a chegada do dia de seu casamento.
Aposto
(Fernanda tinha um grande sonho: isso.)
Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu casamento chegasse.
Oração Subordinada Substantiva Apositiva
Saiba mais:
Apesar de a NGB não fazer referência, podem ser incluídas como orações subordinadas substantivas aquelas que
funcionam como agente da passiva iniciadas por "de" ou "por" , + pronome indefinido. Veja os exemplos:
O presente será dado por quem o comprou.
O espetáculo foi apreciado por quantos o assistiram .
2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As orações vêm
introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto adnominal do antecedente.Observe o exemplo:
Esta foi uma redação bem-sucedida.
Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal)
Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos outra construção,
a qual exerce exatamente o mesmo papel. Veja:
Esta foi uma redação que fez sucesso.
Oração Principal Oração Subordinada Adjetiva
Perceba que a conexão entre a oração subordinada adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita pelo pronome
relativo que. Além de conectar (ou relacionar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma função sintática na oração
subordinada: ocupa o papel que seria exercido pelo termo que o antecede.
Obs.: para que dois períodos se unam num período composto, altera-se o modo verbal da segunda oração.
Atenção:
Vale lembrar um recurso didático para reconhecer o pronome relativo que: ele sempre pode ser substituído por:
o qual - a qual - os quais -as quais
Por Exemplo:
Refiro-me ao aluno que é estudioso.
Essa oração é equivalente a:
Refiro-me ao aluno o qual estuda.
Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
Quando são introduzidas por um pronome relativo e apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as orações subordinadas
adjetivas são chamadas desenvolvidas. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas reduzidas, que não são
introduzidas por pronome relativo (podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o verbo numa das formas nominais
(infinitivo, gerúndio ou particípio).
Por Exemplo:
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
No primeiro período, há uma oração subordinada adjetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome relativo "que" e
apresenta verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo. No segundo, há uma oraçãosubordinada adjetiva reduzida de
infinitivo: não há pronome relativo e seu verbo está no infinitivo.
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas
Na relação que estabelecem com o termo que caracterizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de duas maneiras
diferentes. Há aquelas que restringem ou especificam o sentido do termo a que se referem, individualizando-o. Nessas orações não
há marcação de pausa, sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem também orações que realçam um detalhe
ou amplificam dados sobre o antecedente, que já se encontra suficientemente definido, as quais denominam-se subordinadas
adjetivas explicativas.
Exemplo 1:
Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um homem
que passava naquele momento.
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
Nesse período, observe que a oração em destaque restringe e particulariza o sentido da palavra "homem":trata-se de um homem
específico, único. A oração limita o universo de homens, isto é, não se refere a todos os homens, mas sim àquele que estava
passando naquele momento.
Exemplo 2:
O homem, que se considera racional, muitas vezes age animalescamente.
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
Nesse período, a oração em destaque não tem sentido restritivo em relação à palavra "homem": na verdade, essa oração apenas
explicita uma ideia que já sabemos estar contida no conceito de "homem".
Saiba que:
A oração subordinada adjetiva explicativa é separada da oração principal por uma pausa, que, na escrita, é representada
pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação seja indicada como forma de diferenciar as orações explicativas das
restritivas: de fato, as explicativas vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não.
Obs.: ao redigir um período escrito por outrem, é necessário levar em conta as diferenças de significado que as orações
restritivas e as explicativas implicam. Em muitos casos, a oração subordinada adjetiva será explicativa ou restritiva de
acordo com o que se pretende dizer.
Exemplo 1:
Mandei um telegrama para meu irmão que mora em Roma.
No período acima, podemos afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem, no mínimo, dois irmãos, um que mora em
Roma e um que mora em outro lugar. A palavra "irmão", no caso, precisa ter seu sentido limitado, ou seja, é preciso restringir seu
universo. Para isso, usa-se uma oração subordinada adjetiva restritiva.
Exemplo 2:
Mandei um telegrama para meu irmão, que mora em Roma.
Nesse período, é possível afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem apenas um irmão, o qual mora em Roma. A
informação de que o irmão more em Roma não é uma particularidade, ou seja, não é um elemento identificador, diferenciador, e sim
um detalhe que se quer realçar.
Observações:
As orações subordinadas adjetivas podem:
a) Vir coordenadas entre si;
Por Exemplo:
É uma realidade que degrada e assusta a sociedade.
e = conjunção
b) Ter um pronome como antecedente.
Por Exemplo:
Não sei o que vou almoçar.
o = antecedente
que vou almoçar = Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
Emprego e Função dos Pronomes Relativos
O estudo das orações subordinadas adjetivas está profundamente ligado ao emprego dos pronomes relativos. Por isso, vamos
aprofundar nosso conhecimento acerca desses pronomes.
1) Pronome Relativo QUE
O pronome relativo "que" é chamado relativo universal, pois seu emprego é extremamente amplo. Esse pronome pode ser usado
para substituir pessoa ou coisa, que estejam no singular ou no plural. Sintaticamente, o relativo "que" pode desempenhar várias
funções:
a) Sujeito: Eis os artistas que representarão o nosso país.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Eis os artistas.
Os artistas (= que) representarão o nosso país.
Sujeito
b) Objeto Direto: Trouxe o documento que você pediu.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Trouxe o documento
Você pediu o documento (= que)
Objeto Direto
c) Objeto Indireto: Eis o caderno de que preciso.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Eis o caderno.
Preciso do caderno (= de que)
Objeto Indireto
d) Complemento Nominal: Estas são as informações de que ele tem necessidade.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Estas são as informações.
Ele tem necessidade das informações (= de que)
Complemento nominal
e) Predicativo do Sujeito: Você é o professor que muitos querem ser.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Você é o professor.
Muitos querem ser o professor (= que)
Predicativo do Sujeito
f) Agente da Passiva: Este é o animal por que fui atacado.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Este é o animal.
Fui atacado pelo animal (= por que)
Agente da Passiva
g) Adjunto Adverbial: O acidente ocorreu no dia em que eles chegaram. (adjunto adverbial de tempo).
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
O acidente ocorreu no dia
Eles chegaram no dia. (= em que)
Adjunto Adverbial de Tempo
Observação:
Pelos exemplos citados, percebe-se que o pronome relativo deve ser precedido de preposiçãoapropriada de acordo
com a função que exerce. Na língua escrita formal, é sempre recomendável esse cuidado.
3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce a função de adjunto adverbial do verbo da oração
principal. Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo, modo, fim, causa, condição, hipótese, etc.
Quando desenvolvida, vem introduzida por uma das conjunções subordinativas (com exclusão das integrantes).
Classifica-se de acordo com a conjunção ou locução conjuntiva que a introduz.
Por Exemplo:
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
Oração Subordinada Adverbial
Observe que a oração em destaque agrega uma circunstância de tempo. É, portanto, chamada de oração
subordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos acessórios que indicam uma circunstância
referente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto adverbial depende da exata compreensão da
circunstância que exprime. Observe os exemplos abaixo:
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de minha vida.
Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de minha vida.
No primeiro período, "naquele momento" é um adjunto adverbial de tempo, que modifica a forma verbal "senti". No
segundo período, essse papel é exercido pela oração "Quando vi a estátua", que é, portanto, uma oração
subordinada adverbial temporal. Essa oração é desenvolvida, pois é introduzida por uma conjunção
subordinativa (quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicativo ("vi", do pretérito perfeito do indicativo).
Seria possível reduzi-la, obtendo-se:
Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de minha vida.
A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma das formas nominais do verbo ("ver" no infinitivo) e nãoé
introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma preposição ("a", combinada com o artigo "o").
Obs.: a classificação das orações subordinadas adverbiais é feita do mesmo modo que a classificação
dosadjuntos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela oração.
Circunstâncias Expressas pelas Orações Subordinadas Adverbiais
a) Causa
A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que provoca um determinado fato, ao motivo do que se declara
na oração principal. "É aquilo ou aquele que determina um acontecimento".
Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE
Outras conjunções e locuções causais: como (sempre introduzido na oração anteposta à oração principal),pois,
pois que, já que, uma vez que, visto que.
Exemplos:
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte.
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve alternativa a não ser cancelá-lo.
Já que você não vai, eu também não vou.
Por ter muito conhecimento (= Porque/Como tem muito conhecimento), é sempre consultado. (Oração
Reduzida de Infinitivo)
b) Consequência
As orações subordinadas adverbiais consecutivas exprimem um fato que é consequência, que é efeito do que se
declara na oração principal. São introduzidas pelas conjunções e locuções: que, de forma que, de sorte que,
tanto que, etc., e pelas estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que.
Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE (precedido de tal, tanto, tão, tamanho)
Exemplos:
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa dor.)
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou concretizando-os.
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida de Infinitivo)
Sua fome era tanta que comeu com casca e tudo.
c) Condição
Condição é aquilo que se impõe como necessário para a realização ou não de um fato. As orações subordinadas
adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocorrer para que se realize ou deixe de se realizar o fato
expresso na oração principal.
Principal conjunção subordinativa condicional: SE
Outras conjunções condicionais: caso, contanto que, desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos
que, sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).
Exemplos:
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, certamente o melhor time será campeão.
Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o contrato.
Caso você se case, convide-me para a festa.
Não saia sem que eu permita.
Conhecendo os alunos (= Se conhecesse os alunos), o professor não os teria punido. (Oração Reduzida
de Gerúndio)
d) Concessão
As orações subordinadas adverbiais concessivas indicam concessão às ações do verbo da oração principal, isto é, admitem uma
contradição ou um fato inesperado. A ideia de concessão está diretamente ligada aocontraste, à quebra de expectativa.
Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA
Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locuções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, posto que, apesar
de que.
Observe este exemplo:
Só irei se ele for.
A oração acima expressa uma condição: o fato de "eu" ir só se realizará caso essa condição for satisfeita.
Compare agora com:
Irei mesmo que ele não vá.
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: irei de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A oração destacada é,
portanto, subordinada adverbial concessiva.
Observe outros exemplos:
Embora fizesse calor, levei agasalho.
Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos metade da população continua à margem do mercado de consumo.
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / embora não estudasse). (reduzida de infinitivo)
e) Comparação
As orações subordinadas adverbiais comparativas estabelecem uma comparação com a ação indicada pelo verbo da oração
principal.
Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO
Por Exemplo:
Ele dorme como um urso.
Utilizam-se com muita frequência as seguintes estruturas que formam o grau comparativo dos adjetivos e dos
advérbios: tão...como (quanto), mais (do) que, menos (do) que. Veja os exemplos:
Sua sensibilidade é tão afinada quanto a sua inteligência.
O orador foi mais brilhante do que profundo.
Saiba que:
É comum a omissão do verbo nas orações subordinadas adverbiais comparativas.
Por exemplo:
Agem como crianças. (agem)
Oração Subordinada Adverbial Comparativa
No entanto, quando se comparam ações diferentes, isso não ocorre.
Por exemplo: Ela fala mais do que faz. (comparação do verbo falar e do verbo fazer).
f) Conformidade
As orações subordinadas adverbiais conformativas indicam ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma regra, um modelo
adotado para a execução do que se declara na oração principal.
Principal conjunção subordinativa conformativa: CONFORME
Outras conjunções conformativas: como, consoante e segundo (todas com o mesmo valor de conforme).
Exemplos:
Fiz o bolo conforme ensina a receita.
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm direitos iguais.
Segundo atesta recente relatório do Banco Mundial, o Brasil é o campeão mundial de má distribuição de renda.
g) Finalidade
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a intenção, a finalidade daquilo que se declara na oração principal.
Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE
Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a locução conjuntiva para que.
Por Exemplo:
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada entrasse.
h) Proporção
As orações subordinadas adverbiais proporcionais exprimem ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao expresso na
oração principal.
Principal locução conjuntiva subordinativa proporcional: À PROPORÇÃO QUE
Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior...(maior), quanto
maior...(menor), quanto menor...(maior), quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quanto mais...(menos), quanto
menos...(mais), quanto menos...(menos).
Exemplos:
À proporção que estudávamos, acertávamos mais questões.
Visito meus amigos à medida que eles me convidam.
Quanto maior for a altura, maior será o tombo.
Lembre-se:
À medida que é uma conjunção que expressa ideia de proporção; portanto, pode ser substituída por "à proporção que".
Na medida em que exprime uma ideia de causa e equivale a "tendo em vista que" e só nesse sentido deve ser usada.
Por Exemplo:
Na medida em que não há provas contra esse homem, ele deve ser solto.
Atenção: não use as formas “à medida em que” ou “na medida que”.
i) Tempo
As orações subordinadas adverbiais temporais acrescentam uma ideia de tempo ao fato expresso na oração principal, podendo
exprimir noções de simultaneidade, anterioridade ou posterioridade.
Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO
Outras conjunções subordinativas temporais: enquanto, mal e locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas as vezes que,
antes que, depois que, sempre que, desde que, etc.
Exemplos:
Quando você foi embora, chegaram outros convidados.
Sempre que ele vem, ocorrem problemas.
Mal você saiu, ela chegou.
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando terminou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)
ORAÇÕES REDUZIDAS
Sobre as Orações Reduzidas
Observe as frases abaixo:
Ao terminar a prova, todo candidato deve aguardar.
Ouvimos uma criança chorando na praça.
Comprada a casa, a família mudou-se.
Veja que as orações em destaque não são introduzidas por conjunção. Além disso, os verbos estão em suas formas nominais
(infinitivo, gerúndio e particípio). As orações que apresentam essa forma recebem o nome deOrações Reduzidas.
Para reconhecer mais facilmente o tipo de oração que está sob a forma reduzida, podemos desenvolvê-la da seguinte maneira:
1) Substitui-se a forma nominal do verbo por um tempo do indicativo ou do subjuntivo;
2) Inicia-se a oração com um conectivo adequado (conjunção ou pronome relativo), de modo que apenas a forma da frase seja
alterada, e não o seu sentido.
Observe agora como seria o desenvolvimento das orações já vistas:
Ao terminar a prova, todo candidato deve aguardar.
Forma Desenvolvida: quando terminar a prova, todo candidato deve aguardar.
Análise da Oração: oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo.
Ouvimos uma criança chorando na praça.
Forma Desenvolvida: ouvimos uma criança que chorava na praça.
Análise da Oração: oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de gerúndio.
Comprada a casa, a família mudou-se.
Forma Desenvolvida: Assim que comprou a casa, a família mudou-se.
Análise da Oração: oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio.
Obs.: dependendo do contexto, as orações reduzidas podem permitir mais de um tipo de desenvolvimento.
Orações Reduzidas Fixas
Esteja atento às orações reduzidas fixas, pois não são passíveis de desdobramento.
Exemplos:
Tenho muita vontade de comprar este vestido.
Este homem enriqueceu vendendo pastéis.
Orações Reduzidas de Infinitivo
Podem ser:
1 -Subordinadas Substantivas
a) Subjetivas: Não é conveniente comprar todos estes materiais.
b) Objetivas Diretas: Quanto ao José, dizem ter viajado para a Europa.
c) Objetivas Indiretas: O sucesso da tua carreira depende de teres dedicação.
d) Predicativas: A única alternativa é estudarmos no exterior.
e) Completivas Nominais: Jorge tinha grande necessidade de passar no concurso.
f) Apositivas: Diante deste vexame, só nos resta uma saída: ficarmos calados.
2 -Subordinadas Adjetivas
Quando saí de casa, encontrei o vizinho a tropeçar no meio da rua.
3 -Subordinadas Adverbiais
a) Causais: Não te procurei novamente por encontrar-me doente.
b) Concessivas: Apesar de ter chorado, sorriu a todos os convidados.
c) Consecutivas: O professor se atrasou tanto a ponto de não termos aula naquele período.
d) Condicionais: Meus filhos não ganham sobremesa sem almoçar direito.
e) Finais: Estamos aqui para convidá-la para nossa festa.
f) Temporais: Ao rever o amigo, deu-lhe um longo abraço.
Orações Reduzidas de Gerúndio
Podem ser:
1- Subordinadas Adjetivas
Encontramos alguns turistas andando perdidos pelo centro da cidade.
2 -Subordinadas Adverbiais
a) Temporais: Retornando ao museu, avise-me.
b) Causais: Notando seu desânimo, pensei em outra hipótese.
c) Concessivas: Embora cozinhando diariamente, o almoço não ficou bom.
d) Condicionais: Querendo uma amiga para conversar, conte comigo.
3 -Coordenadas Aditivas
Organizou os presentes, entregando-os às crianças carentes.
Orações Reduzidas de Particípio
Podem ser:
1 -Subordinadas Adjetivas
As orações subordinadas adjetivas podem ser consideradas simples adjuntos adnominais. Veja o exemplo:
Os documentos trazidos pela secretária serão arquivados.
2 -Subordinadas Adverbiais
a) Causais: Assustado com a situação, liguei para a polícia.
b) Concessivas: Mesmo cansado, tentou cumprir os compromissos.
c) Condicionais: Desvendado este mistério, o problema será resolvido.
d)Temporais: Terminada a palestra, alunos e professores aplaudiram.
Obsevação: o infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte de uma locução
verbal.
Exemplos:
Preciso estudar mais este semestre.
Os palhaços estão divertindo as crianças.
A viagem foi cancelada pela agência.
ESTUDO COMPLEMENTAR DO PERÍODO COMPOSTO
Sobre o Período Composto
No período composto, podemos encontrar:
a) Orações subordinadas justapostas (sem conectivo):
Por Exemplo:
Ana e Gustavo já se conheciam, mostravam-se muito amigos.
b) Orações cujo verbo encontra-se elíptico (subentendido):
Por Exemplo:
O candidato promete que, se eleito, transformará o país.
c) Orações intercaladas ou interferentes:
São sintaticamente independentes, se interpõem a outras orações expressando uma ressalva, um comentário ou uma opinião. Podem
vir de forma intercalada em apenas uma oração ou ainda no meio de outras.
Exemplos:
No dia da nossa formatura - como me lembro bem! - todos estavam deslumbrantes.
Este ano, disse a torcedora, o prêmio é do Brasil!
Nenhum destes artistas, que eu saiba, gosta de dar autógrafos.
Caso não me emprestasse os livros (Devo ter comprado aproximadamente dez já) estaria muito chateada.
Formação das Palavras
Para analisar a formação de uma palavra, deve-se procurar a origem dela. Caso
seja formada por apenas um radical, diremos que foi formada por derivação; por
dois ou mais radicais, composição. Os processos de formação de palavras são os
seguintes:
Derivação:
Formação de novas palavras a partir de apenas um radical.
Derivação Prefixal
Acréscimo de um prefixo à palavra primitiva; também chamado de prefixação:
antepasto
reescrever
infeliz
Derivação Sufixal
Acréscimo de um sufixo à palavra primitiva; também chamado de sufixação.
felizmente
igualdade
florescer
A derivação sufixal pode ser:
a) Nominal, formando nomes (substantivos e adjetivos).
papel - papelaria (subs.)
riso - risonho (adj.)
b) Verbal, formando verbos.
atual - atualizar
c) Adverbial, formando advérbios de modo.
feliz - felizmente
Derivação Prefixal e Sufixal
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo independentes (prefixação e sufixação)
feliz -> infeliz -> infelizmente -> felizmente
igual -> desigual -> desigualdade -> igualdade
flor -> florescer -> reflorescer
Derivação Parassintética
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, simultaneamente; também chamado
de parassíntese.
envernizar
enrijecer
anoitecer.
OBS: Exemplo de modo de se estabelecer a diferença entre Derivação Prefixal e
Sufixal e Derivação Parassintética: retire o prefixo de <envernizar>, não existe a
palavra <vernizar>; agora, retire o sufixo: também não existe a palavra
<enverniz>. Portanto, a palavra foi formada por Parassíntese.
Derivação Regressiva
É a mudança de uma classe gramatical para substantivo. Ocorre redução da
palavra derivada.
debater -> retira-se a desinência de infinitivo <r>: formou-se o
substantivo debate.
Derivação Imprópria
É a formação de uma nova palavra pela mudança de classe gramatical.
gelo: substantivo -> camisa gelo (adjetivo).
claro: adjetivo -> ela fala claro (advérbio)
Composição:
Formação de novas palavras a partir de dois ou mais radicais.
Composição por justaposição
Na união, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura.
ponta + pé = pontapé.
manda + chuva = mandachuva
rain + maker = rainmaker
passa + tempo = passatempo
guarda + pó = guarda-pó.
pé + de + moleque = pé-de-moleque
Composição por aglutinação
Na união, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura.
água + ardente = aguardente
em + boa + hora = embora
plano + alto = planalto
Hibridismo
É a formação de novas palavras a partir da união de radicais de idiomas diferentes.
automóvel => auto (grego) + móvel (latim)
burocracia => buro (francês) + cracia (grego)
surfista => surf (ingês) + ista (grego)
sambódromo => samba (quibundo) + dromo (grego)
Onomatopéia:
Consiste em criar palavras, tentando imitar sons da natureza.
zunzumzum
cricricri
tiquetaque
pingue-pongue.
Abreviação Vocabular
Consiste na eliminação de um segmento da palavra, a fim de se obter uma forma
mais curta.
telefone -> fone
fotografia -> foto
cinematografia -> cinema -> cine.
embora -> bora -> bó.
Siglas
As siglas são formadas pela combinação das letras iniciais de uma sequência de
palavras que constitui um nome.
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística);
IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano).
Neologismo semântico
Forma-se uma palavra por neologismo semântico, quando se dá um novo
significado, somado ao que já existe:
legal -> dentro da lei; a esse significado somamos outro: pessoa boa.
Empréstimo linguístico
É o aportuguesamento de palavras estrangeiras; se a grafia da palavra não se
modifica, deve ficar entre aspas.
estresse
futebol
bife
"show"
"shopping center"
HOMÔNIMOS
São palavras iguais na forma e diferentes na significação. Há três tipos de
homônimos:
HOMÔNIMOS PERFEITOS
Têm a mesma grafia e o mesmo som.
- A manga está uma delícia.
- A manga da camisa ficou perfeita.
HOMÔNIMOS HOMÓGRAFOS
Têm a mesma grafia, mas sons diferentes.
- Eu começo a trabalhar em breve.
- O começo do filme foi ótimo.
HOMÔNIMOS HOMÓFONOS
Têm o mesmo som, mas grafias diferentes.
-Os concertos são realizados nas maiores e mais importantes salas de Viena,
como a Ópera de Viena.
-O conserto do meu celular durou uma semana.
PARÔNIMOS:
São palavras parecidas, mas com pronúncia, grafia e significação diferentes.
-Jesus ascendeu aos céus.
-A inquisição católica acendeu fogueiras.
Emprego do C, Ç, S e SS
Acender atear fogo Ascender subir
Acento inflexão da voz; sinal
gráfico
Assento lugar onde a gente
se assenta
Acerto ajuste Asserto afirmação;
asserção;
Acessório que não é
fundamental
Assessório relativo ao assessor
Anticético oposto aos céticos Antissético desinfetante
Apreçar marcar ou ver o
preço
Apressar tornar rápido
Caçar perseguir a caça Cassar anular
Cessão doação;
anuência
Secção
ou
Seção
corte;
divisão
Sessão reunião
Cesta recipiente
aberto;
Sexta núm.
ordinal
Sesta hora de
descanso
Cético que ou quem duvida Sético que causa infecção
Cegar fazer perder a vista a Segar ceifar; cortar
Cela prisão Sela arreio de
cavalgadura
Celeiro depósito de
provisões
Seleiro fabricante de selas
Cenário decoração de teatro Senário que consta de seis
unidades
Censo recenseamento Senso juízo
Censual relativo ao censo Sensual relativo aos sentidos
Cerração nevoeiro espesso Serração ato de serrar
Cerrar fechar Serrar cortar
Cervo veado Servo servente
Cessação ato de cessar Sessação ato de sessar
Cessar interromper Sessar peneirar
Ciclo período Siclo moeda judaica
Cilício cinto para
penitências
Silício elemento químico
Cinemático relativo ao
movimento mecânico
Sinemático relativo aos estames
Círio vela grande de cera Sírio da síria
Concertar harmonizar; Consertar remendar; reparar
combinar
Corço cabrito selvagem Corso natural da Córsega
Empoçar formar poça Empossar dar posse a
Graça favor; elegância;
gracejo, que faz rir;
Grassa do verbo grassar;
difunde-se, propagase.
Incerto duvidoso Inserto inserido, incluído
indefeso sem defesa indefesso incansável
Incipiente principiante Insipiente ignorante
Intercessão rogo, súplica Interseção ponto em que duas
linhas se cortam
Laço laçada Lasso cansado, frouxo
Maça clava Massa quantidade de
matéria;
pasta;
Maçudo indigesto; monótono Massudo volumoso
Obcecação ato ou efeito de
obcecar, teimosia,
cegueira.
Obsessão impertinência,
perseguição, ideia
fixa.
Paço palácio Passo passada
Remição ato de remir (pagar),
resgate, quitação;
Remissão ato de remitir;
perdão, expiação.
Repressão ato de reprimir,
contenção,
impedimento,
proibição.
Repreensão ato de repreender,
enérgica
admoestação,
censura,
advertência.
Ruço pardacento; grisalho Russo natural da rússia
Sanção aprovação; pena
imposta pela lei ou
por contrato para
punir sua infração.
Sansão personagem bíblico;
certo tipo de
guindaste.
Sedento que tem sede;
sequioso;
Cedente que cede, que dá.
Tenção
Intenção
propósito Tensão intensidade
Emprego do S ou do Z
Ás exímio em sua atividade;
carta do baralho.
Az esquadrão, ala do
exército.
Asado que tem asas Azado oportuno
Asar guarnecer com asas Azar má sorte
Coser costurar Cozer cozinhar
Fúsil que pode
fundir
Fuzil carabina Fusível dispositivo
elétrico
Presar capturar, agarrar, apresar. Prezar respeitar, estimar
muito, acatar.
Revezar substituir alternadamente Revisar rever; corrigir
Traz do verbo trazer Trás advérbio de lugar
Vês forma do verbo ver Vez ocasião
Emprego do S ou X
Espectador aquele que assiste
qualquer ato ou
espetáculo, testemunha.
Expectador que tem expectativa,
que espera.
Esperto inteligente, ativo; Experto perito, entendido;
Espiar espreitar; Expiar sofrer pena ou
castigo;
Espirar respirar; soprar; Expirar expelir o ar; morrer;
Esterno osso do
peito;
Externo exterior; Hesterno relativo ao dia de
ontem;
Estrato camada sedimentar; tipo
de nuvem;
Extrato o que foi tirado de
dentro; fragmento;
Emprego do CH ou X
Arrochar apertar com arrocho, apertar muito. Arroxar
Arroxear
roxear: tornar roxo.
Brocha prego curto de cabeça larga e chata Broxa pincel
Bucho estômago de animais Buxo arbusto ornamental
Cachão borbotão; fervura Caixão caixa grande; féretro
Cachola cabeça; bestunto Caixola pequena caixa
Cartucho canudo de papel Cartuxo pertencente à ordem da cartuxa
Chá arbusto; infusão Xá título de soberano no oriente
Chácara quinta Xácara narrativa popular em verso
Chalé casa campestre em estilo suíço Xale cobertura para os ombros
Cheque ordem de pagamento Xeque incidente no jogo de xadrez;
contratempo
Cocha gamela Coxa parte da perna
Cocho vasilha feita com um tronco de madeira
escavada
Coxo aquele que manca
Luchar sujar Luxar deslocar; desconjuntar
Tacha brocha; pequeno prego Taxa imposto; preço
Tachar censurar; notar defeito em Taxar estabelecer o preço ou o imposto
Emprego do A ou I
Acidente acontecimento casual;
desastre
Incidente episódio; que
incide, que
ocorre
Amoral indiferente à moral Imoral contra a moral,
libertino, devasso
Estada ato de estar,
permanência
Estadia prazo para carga
e descarga de
navio ancorado
em porto
Induzir causar, sugerir,
aconselhar, levar a
Aduzir expor,
apresentar
Emprego do E ou I
Arrear pôr arreios Arriar abaixar
Carear atrair, ganhar,
granjear.
Cariar criar carie
Delatar
delação)
denunciar,
revelar crime ou
delito, acusar.
Dilatar (dilação) alargar, estender;
adiar, diferir
Deferir atender Diferir distinguir-se, divergir
Descrição ato de
descrever
Discrição ato de ser discreto
Descriminar inocentar Discriminar
diferenciar, distinguir
Dessecar secar bem,
enxugar, tornar
seco
Dissecar analisar
minuciosamente,
dividir
anatomicamente.
Despensa compartimento Dispensa desobrigação
Destratar insultar,
maltratar com
palavras.
Distratar desfazer um trato,
anular.
Distensão ato de
distender;
torção de
ligamento.
Distinção elegância,
nobreza;
diferença;
Dissensão desavença,
diferença
de opiniões
ou
interesses.
Elidir suprimir, eliminar. Ilidir contestar, refutar,
desmentir.
Emergir vir à tona Imergir mergulhar; adentrar
Emigrar deixar o país para
residir em outro.
Imigrar entrar em país
estrangeiro para nele
viver.
Eminente nobre, alto,
excelente
Iminente
prestes a
acontecer
Emitir
emissão)
produzir, expedir,
publicar.
Imitir
(imissão)
fazer entrar, introduzir,
investir.
Encrostar criar crosta. Incrustar cobrir de crosta,
adornar, revestir,
prender-se, arraigarse.
Entender compreender,
perceber,
deduzir.
Intender exercer vigilância,
superintender.
Enumerar numerar,
enunciar, narrar,
arrolar.
Inúmero inumerável, sem
conta, sem número.
Estância lugar onde se
está, morada,
recinto.
Instância solicitação, pedido,
rogo; foro, jurisdição,
juízo.
Elidir suprimir, eliminar. Ilidir contestar, refutar,
desmentir.
Emergir vir à tona Imergir mergulhar; adentrar
Emigrar deixar o país para
residir em outro.
Imigrar entrar em país
estrangeiro para nele
viver.
Eminente nobre, alto,
excelente
Iminente
prestes a
acontecer
Emitir
emissão)
produzir, expedir,
publicar.
Imitir
(imissão)
fazer entrar, introduzir,
investir.
Encrostar criar crosta. Incrustar cobrir de crosta,
adornar, revestir,
prender-se, arraigarse.
Entender compreender,
perceber,
deduzir.
Intender exercer vigilância,
superintender.
Enumerar numerar,
enunciar, narrar,
arrolar.
Inúmero inumerável, sem
conta, sem número.
Estância lugar onde se
está, morada,
recinto.
Instância solicitação, pedido,
rogo; foro, jurisdição,
juízo.
Evocar lembrar,
invocar
Avocar atribuirse;
chamar
Invocar pedir (a ajuda
de); chamar;
proferir
Incontinente imoderado, que
não se contém,
descontrolado.
Incontinenti imediatamente, sem
demora, logo, sem
interrupção.
Inquerir apertar (a carga
de animais),
encilhar.
Inquirir procurar informações
sobre, indagar,
investigar, interrogar.
Peão aquele que anda
a pé, domador de
cavalos
Pião
tipo de brinquedo
Prover providenciar,
dotar, abastecer,
nomear para
cargo
Provir originar-se, proceder;
resultar
Recrear proporcionar
recreio, divertir,
alegrar.
Recriar criar de novo.
Reincidir tornar a incidir,
recair, repetir.
Rescindir dissolver, invalidar,
romper, desfazer:
Subentender supor Subtender estender
por baixo
Subintender exercer
função de
subintendente
Tráfego trânsito de
veículos,
percurso,
transporte.
Tráfico negócio ilícito,
comércio, negociação.
Emprego do E ou O
Apóstrofe figura de linguagem Apóstrofo sinal gráfico
Lustre brilho, glória, fama;
abajur.
Lustro quinquênio;
polimento.
Preceder ir ou estar adiante de,
anteceder, adiantar-se.
Proceder originar-se, derivar,
provir; levar a
efeito, executar.
Preeminente que ocupa lugar elevado,
nobre, distinto.
Proeminente alto, saliente, que
se alteia acima do
que o circunda.
Preposição ato de prepor,
preferência; palavra
invariável que liga
constituintes da frase.
Proposição ato de propor,
proposta; máxima,
sentença;
afirmativa,
asserção.
Preposto aquele que representa e
tem conhecimento dos
fatos.
Proposto do verbo propor.
Prescrever
(Prescrito)
fixar limites, ordenar de
modo explícito,
determinar; ficar sem
efeito, anular-se
Proscrever
(Proscrito)
abolir, extinguir,
proibir, terminar;
desterrar.
Emprego do O ou U
Arrolhar tapar com rolha Arrulhar som feito por
rolas e pombos.
Assoar limpar nariz de
mucos;
Assuar insultar com
vaias;
Augurar prognosticar,
prever, auspiciar
Agourar pressagiar,
predizer
Bocal abertura de vaso
ou frasco;
Embocadura de
instrumento de
sopro;
Bucal relativo a boca;
Comprimento extensão Cumprimento saudação
Coro conjunto de vozes Couro pelo de animal
Costear navegar junto à
costa, contornar.
Custear pagar o custo de,
prover, subsidiar.
Florescente que floresce,
próspero, viçoso.
Fluorescente que tem a
propriedade da
fluorescência.
Poupa (Subst.) tufo de penas na
cabeça de
pássaros.
Polpa parte carnosa de
frutos. polpudo =
volumoso.
Poupa (Verbo) do verbo poupar;
economiza;
guardar em
poupança;
Popa parte posterior de
embarcação
Sortir abastecer Surtir originar
Soar produzir som Suar transpirar
Vultoso de grande vulto,
volumoso.
Vultuoso atacado de
vultuosidade
(congestão da
face).
Emprego do L ou R
Flagrante ato que surpreende
(flagrante delito); ardente,
acalorado;.
Fragrante que tem fragrância ou
perfume; cheiroso.
Inflação ato ou efeito de inflar;
aumento de preços.
Infração ato ou efeito de
infringir ou violar uma
norma.
Pleito questão em juízo, demanda,
litígio, discussão
Preito sujeição, respeito,
homenagem
Outros casos
Aderência característica
física; grudar;
Adesão fazer parte;
apoiar algo;
Aferir conferir com
padrões; avaliar,
medir
Auferir colher,
conseguir, ter
bons resultados
Cavaleiro que anda a cavalo,
cavalariano.
Cavalheiro indivíduo distinto,
gentil, nobre
Degradar deteriorar,
desgastar,
diminuir, rebaixar.
Degredar impor pena de
degredo,
desterrar, banir.
Derrogar revogar
parcialmente (uma
lei), anular.
Derrocar destruir, arrasar,
desmoronar.
Despercebido que não se notou,
para o que não se
atentou
Desapercebido desprevenido,
desacautelado
Discente relativo a alunos Docente relativo a
professores
Emenda correção de falta
ou defeito,
regeneração,
remendo
Ementa apontamento,
súmula de
decisão judicial
ou do objeto de
uma lei.
Folhar produzir folhas,
ornar com
folhagem, revestir
lâminas.
Folhear percorrer as
folhas de um
livro, compulsar,
consultar.
Fim
(substantivo)
contrário de início Final
(adjetivo)
contrário de
inicial
Friso tecido crespo;
moldura;
Frisa faixa decorativa;
Infligir aplicar pena ou
castigo
Infringir transgredir,
violar,
desrespeitar
Liberação ato de liberar,
quitação de dívida
ou obrigação.
Libertação ato de libertar ou
libertar-se.
Mandado ordem judicial Mandato procuração
Mau contrário de bom Mal contrário de bem
Ordinal numeral que indica
ordem ou série
(primeiro, segundo,
Ordinário comum,
frequente, trivial,
vulgar.
milésimo, etc.).
Original com caráter
próprio; inicial,
primordial.
Originário que provém de,
oriundo; inicial,
primitivo.
Percentual /
Porcentual
parte de um todo
de cem partes
Percentil uma das divisões
centesimais da
distribuição de
uma variável
observada
Prolatar proferir sentença,
promulgar.
Protelar adiar, prorrogar.
Retificar corrigir; deixar
exato;
Ratificar; confirmar
Sobrescritar endereçar,
destinar, dirigir.
Subscritar assinar,
subscrever.
Sustar interromper,
suspender; parar,
interromper-se
(sustar-se).
Suster sustentar,
manter; fazer
parar, deter.
Tapar fechar, cobrir,
abafar.
Tampar pôr tampa em.
Vestiário guarda-roupa; local
em que se trocam
roupas.
Vestuário as roupas que se
vestem, traje.
Emprego dos Porquês
<POR QUE>
A forma <por que> é a sequência de uma preposição (por) e um pronome
interrogativo (que). Equivale a "por qual razão", "por qual motivo".
Desejo saber por que você voltou tão tarde para casa.
Por que você comprou este casaco?
Há casos em que <por que> representa a sequência: preposição (por) + pronome
relativo (que), equivalendo a "pelo qual" (ou alguma de suas flexões (pela qual,
pelos quais, pelas quais).
Estes são os direitos por que estamos lutando.
O túnel por que passamos existe há muitos anos.
<POR QUÊ>
Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, de
interrogação, de exclamação) ou de reticências, a sequência deve ser grafada
<por quê>, pois, devido à posição na frase, o monossílabo "que" passa a ser
tônico, e recebe acentuação segundo regra dos monossílabos tônicos terminados
e A, E e O.
Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê?
Será deselegante se você perguntar novamente por quê!
<PORQUE>
A forma <porque> é uma conjunção, equivalendo a pois, já que, uma vez que,
como. Costuma ser utilizado em respostas, para explicação ou causa.
Vou ao supermercado porque não temos mais frutas.
Você veio até aqui porque não conseguiu telefonar?
<PORQUÊ>
A forma <porquê> representa um substantivo. Significa "causa", "razão", "motivo"
e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo, por
exemplo).
Não consigo entender o porquê de sua ausência.
Existem muitos porquês para justificar esta atitude.
Você não vai à festa? Diga-me ao menos um porquê.
a x há
Para marcar distância no espaço e no tempo, utiliza-se a preposição <a>.
A Lua está a vários anos luz da Terra.
Vimos o carro tombar a 30 metros de onde estávamos.
A propaganda começou a dois meses das eleições.
<Há>, do verbo haver, é utilizado para indicar existência de algo ou tempo
decorrido. Pode ser substituído por “existe” ou “faz”.
Eu nasci há (faz) dez mil anos atrás
Naquela sala, há (existem) quarenta estudantes.
Acerca de, (A) cerca de, Há cerca de
1. <Acerca de> é uma locução prepositiva, sinônimo de “a respeito de”.
Falei acerca da situação econômica do Brasil.
2. <Cerca de> é uma expressão adverbial, significa “aproximadamente”.
Seu salário é de cerca de R$ 3 mil.
3. <A cerca de> combina a preposição "a" com a expressão adverbial "cerca de",
implicando distância aproximada.
Estávamos a cerca de dois quarteirões do local do crime.
4. <Há cerca de> combina o verbo "haver" com a expressão adverbial "cerca de",
significando "existe / faz aproximadamente”.
Ele viajou há cerca de duas horas.
Não chove no Nordeste há cerca de dois meses
Nesta gaveta, há cerca de trinta revistas antigas.
Senão x Se não
1. <SENÃO> junto é principalmente conjunção alternativa, sinônimo de "do
contrário".
Coma, senão vai ficar de castigo.
Estuda, senão terás nota negativa no teste
2. <SENÃO> pode ser também conjunção adversativa, sinônimo de "mas, porém".
Não obteve aplausos nem respeito, senão vaias.
3. <SENÃO> ainda pode ser preposição, sinônimo de "com exceção de".
Todos, senão você, riram-se do tombo do Juvenal.
Não comeu nada senão chocolates.
Fazes outra coisa senão dormir?
4. Pode ainda ser substantivo, indicando “qualidade negativa”.
A casa tem apenas um senão: é muito fria no Inverno.
5. <SE NÃO> separado pode ser conjunção condicional <SE> + advérbio de
negação <NÃO>, sinônimo de "caso não".
Se não fizerem gol, vamos perder.
6. <SE NÃO> separado pode ser conjunção integrante <SE> + advérbio de
negação <NÃO>, sinônimo de "que não".
Verificou se não se esquecera de nada;
Perguntou se não havia outra solução;
7. <SE NÃO> pode ocorrer também na inversão da ordem normal do advérbio
<NÃO> e do pronome <SE>.
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas
que se não veem.
OBS: A confusão que alguns fazem entre estas construções advém
adicionalmente do fato de o uso como conjunção <senão> poder ocorrer
algumas vezes no mesmo contexto do uso da conjunção condicional <se>.
Senão eu, quem vai fazer você feliz?
Se não [for] eu, quem vai fazer você feliz?
Afim x A fim
Afim / Afim de
Sozinho, numa única palavra, corresponde a: que tem afinidade, ligação,
semelhança ou parentesco.
Eles são almas afins.
Ele é afim da Fernanda. (parente)
A fim de
No sentido de finalidade, objetivo, equivale a "para".
Chegou a fim de iniciar a reunião.
A fim de retomar a amizade, ele ligou para ela.
OBS: Coloquialmente é usado no sentido de <estar com vontade de> ou no
sentido amoroso.
Ele estava a fim de ir ao shopping.
João estava a fim dela.
Em vez de X Ao invés de
O termo <invés> é substantivo e variante de <inverso> e significa <lado
oposto>, <avesso>. Na expressão <ao invés>, o substantivo <invés> é utilizado
para indicar oposição, significa <ao contrário de>.
O Brasil importa alimentos, ao invés de exportá-los.
Amor, ao invés do ódio, eleva a alma.
Já a expressão <em vez de> é empregada com o significado de <em lugar de>,
quando há mais de uma possibilidade, podendo ser usado também com o
mesmo sentido de <ao invés de>. Sempre que se usar <em vez de> não haverá
erro, mas constitui erro usar <ao invés> quando não há oposição.
Em vez de falar, preferiu calar. (poderia usar <ao invés de>).
Viajou de carro em vez de avião. (não poderia usar <ao invés de>, pois há
multiplas possibilidades, não uma oposição de termos).
Onde x Aonde x Donde
Seja como advérbios interrogativos ou pronomes relativos, <onde> e <aonde>
são empregados da seguinte forma.
Onde = “em que lugar”. Indica permanência, lugar sem movimento. O lugar em
que se está ou em que se passa algum fato. É usado com verbos que expressam
estado ou permanência.
Onde está a mala? (= em que lugar está a mala?)
A mala está onde a viste ontem. (= no lugar em que)
Aonde = “a que lugar”, “para que lugar”. Aonde indica ideia de movimento
ou aproximação. Normalmente, empregado com verbos de movimento (ir, vir,
voltar, regressar, retornar, sair, subir, levar, etc.) e outros que pedem a preposição
[a].
Aonde vais? (= a que lugar vais?)
O lugar aonde vou não te diz respeito. (= ao qual vou)
Donde = “de que lugar”, é a junção da preposição [de] + [onde]. Usado apenas
quando se vem de algum lugar. De modo que pode ser substituído por “de que
lugar”.
Donde é que ele veio? (= De que lugar ele veio?)
Donde vens, aonde vais? (Castro Alves)
Ao encontro de X De encontro a
<Ao encontro de> tem significado de “para junto de”, “estar de acordo
com”, “favorável a”.
Vamos ao encontro de nossa turma. (para junto)
Essa lei vem ao encontro dos interesses do povo. (vem a favor)
<De encontro a> tem significado de “contra”, “em oposição a”, “para
chocar-se com”.
O jovem dirigiu bêbado e foi de encontro à árvore. (chocou-se com a árvore).
Esta questão está indo de encontro aos interesses da empresa. (contra os
interesses).
Aparte X À parte
<Aparte> é um substantivo masculino que designa um comentário à margem,
uma interrupção ou observação.
Os apartes dele são sempre muito inconvenientes.
<À parte> pode ser sinônima de “em particular” ou “exceto”.
O patrão chamou-o para uma conversa à parte.
A viagem correu bem, à parte um pequeno problema com malas;
A princípio X Em princípio
Ambas são locuções adverbiais que se parecem na forma e por isso são
frequentemente confundidas, mas têm empregos diferentes. <A princípio>
equivale a "no começo", "inicialmente". <Em princípio> significa "em tese",
"preliminarmente", "de modo geral".
A princípio, o time estava nervoso, mas surgiram os gols.
A princípio, a seleção peruana respeitou o Brasil, mas depois começou a gostar
do jogo.
Em princípio, concordo com o esquema tático da seleção.
Em princípio, o jogo foi equilibrado.
A ver x Haver
<A ver> é uma expressão formada pela preposição “a” e o verbo “ver”,
geralmente associada ao verbo “ter” (ter a ver com). Já o verbo <haver> é
sinônimo de “existir”, “acontecer”, “ter passado”.
Eu não tenho nada a ver com isso.
Haver muito desemprego é algo que nos preocupa.
Decerto x De certo
<DECERTO>: Quando tem o sentido de “certamente” ou "por certo" devemos
empregar o advérbio decerto. (=certamente)
O professor decerto aceitará nossa proposta de emprego.
<DE CERTO>: Preposição “de” e pronome indefinido “certo”. (=de
determinado)
Não gosto do ar de certo indivíduo que costuma passar aqui.
<DE CERTO>: Preposição de e substantivo certo. (=de certeza)
O que temos de certo nessa história é que ela não compareceu.
<DE CERTO>: Locução adverbial. (=modo)
De certo modo, tudo ocorreu bem.
À medida que X Na medida em que
<À medida que> é uma locução conjuntiva proporcional, expressa ideia de
proporção, pode ser substituída por “à proporção que”. Uma oração que
contenha “à medida que” é subordinada à principal e mantém uma
comparação com a mesma de igualdade, de aumento ou diminuição.
À medida que nós subimos, ficamos mais cansados.
À medida que convivemos com pessoas, tornamo-nos mais maduros. (Tornamonos
mais maduros à proporção que convivemos com pessoas.)
<Na medida em que> é uma locução conjuntiva causal, haverá noções de
causa/consequência ou efeito nas orações que tiverem tal expressão. Pode ser
substituída pelas equivalentes “uma vez que”, “porque”, “visto que”, “já
que” e “tendo em vista que”.
Nós precisamos ler mais na medida em quecrescemos, pois temos maior
entendimento ao passar dos anos. (visto que)
A pesquisa dever ser feita antes de dezembro na medida em que vamos estar de
férias nesse período. (porque)
Na medida em que convivemos com pessoas, tornamo-nos mais maduros.
(Tornamo-nos mais maduros porque convivemos com pessoas.)
De trás X detrás
A expressão <de trás> representa uma locução adverbial designativa de lugar
e/ou espaço, faz referência à “de onde”, com verbos expressando sempre
movimento.
O objeto foi retirado de trás do armário. (de onde o objeto foi retirado?)
Ela saiu de trás da porta. (de onde ela saiu?)
Já o vocábulo <detrás> se classifica como um advérbio, fazendo referência a
“lugar onde”, representando o sinônimo de “atrás”.
O garoto se escondeu detrás da porta. (onde o garoto se escondeu?)
As crianças devem viajar no banco detrás. (onde as crianças devem viajar?)
Polissemia – Valor dos Conectivos
O valor significativo dos conectivos é definido quando se consegue compreender
o caráter e o papel desempenhados por eles na estrutura oracional. As orações
conectadas traduzirão por si mesmas, com a presença do conector sintático, o
valor semântico, isto é, o significado do período por elas composto.
Valor semântico da conjunção “e”.
Valor aditivo:
Ele é aplicado e muito inteligente.
Valor adversativo:
Ela me deve um dinheirão, e não paga.
Estudou muito e foi reprovado.
“Tudo é mistério e tudo está cheio de significado.” (PESSOA, 1986)
Valor conclusivo:
Estudou muito e passou.
Valor final:
O garoto ia buscar o livro e entregá-lo à diretora.
Valor semântico da conjunção “mas”.
Valor aditivo:
Não só é aplicado, mas inteligente.
É um aluno estudioso, mas principalmente dedicado.
Valor de compensação:
Perdeu o ano, mas conheceu vários países.
Valor de não compensação:
Estudou muito, mas foi reprovada.
Valor de restrição:
Terás o dinheiro, mas apenas parte dele.
Valor de atenuação:
Estava triste, mas disfarçava.
Valor de retificação:
Super-heróis são famosos, mas os verdadeiros heróis poucos conhecem.
Valor semântico da conjunção “como”.
Valor aditivo:
Não apenas é aplicado, como inteligente.
Valor comparativo:
Simples e rápido como um passe de mágica.
Valor conformativo:
Faço o trabalho como o regulamento prescreve.
Valor causal:
Como estava chovendo, não fui ao trabalho.
Valor semântico da conjunção “se”.
Valor condicional:
Se você estudar, conseguirá seu intento. (equivale a "caso");
Valor causal:
Se você sabia que era proibido entrar lá, por que não me avisou. (equivale a "já
que");
Valor concessivo:
Se não ofendeu a todos, ainda assim insultou os mais velhos. (equivale a “apesar
de”)
Valor temporal
Se fala, irrita a todos. (equivale a “quando”)
Conjunção integrante:
Não sei se ficarei lá muito tempo. (se funciona como objeto direto do verbo
"saber".)
Valor da conjunção “que”.
a) QUE = CONJUNÇÃO COORDENATIVA
1. Conjunção coordenativa aditiva – O <que> como conjunção coordenativa
aditiva aparecerá sempre entre duas formas verbais de idêntico valor,
correspondendo ao conectivo e.
a) Reclama que reclama, mas não toma nenhuma atitude séria.
b) A mim que não a ti cabe intervir na empresa.
2. Conjunção coordenativa explicativa – O <que> como conjunção coordenativa
explicativa pode ser substituído por pois ou porque (também conjunções
coordenativas explicativas).
a) Levante-se, que o sol já vai alto.
b) Apressemos o passo, que a noite já vai chegar.
c) Ande na ponta dos pés, que os músculos serão reforçados.
3. Conjunção coordenativa adversativa – O <que> como conjunção coordenativa
adversativa corresponde a mas, porém.
a) Outros livros, que não estes aqui, poderiam ajudá-los na prova de vestibular.
b) Preciso de dinheiro, que não essa quantia exagerada.
c) Você pode chorar bem alto, que ninguém virá socorrê-lo.
b) QUE = CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
1. Conjunção subordinativa integrante – O <que> como conjunção subordinativa
integrante estará sempre iniciando uma oração subordinada substantiva, a qual
vai exercer, em relação à oração anterior, uma das funções do substantivo (sujeito,
predicativo do sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e
aposto).
a) Foi preciso que a polícia interviesse.
<que a polícia interviesse> é sujeito de <Foi preciso>.
que = Sujeito.
b) O importante é que façamos tudo com muita cautela.
<que façamos tudo com muita cautela> é predicativo do sujeito <O importante>.
que = Predicativo do sujeito.
c) Quero que você me perdoe.
<que você me perdoe> é objeto direto de <Quero>.
que = Objetdo direto.
d) É conveniente esquecer-se de que ela já foi sua esposa.
<de que ela já foi sua esposa> é objeto indireto de <esquecer-se>
que = Objeto indireto.
e) Sempre haverá necessidade de que o povo fiscalize as ações dos políticos.
<de que o povo fiscaliza as ações dos políticos> é complemento nominal de
<necessidade>.
que = Complemento nominal.
f) Só desejamos uma coisa: que a nova geração seja melhor que a anterior.
<que a nova geração seja melhor que a anterior> é amposto de <coisa>.
que = Aposto.
2. Conjunção subordinativa consecutiva - O <que> tem este valor, normalmente,
quando aparece nas expressões tão… que, tanto… que, tamanho… que e tal… que.
a) Tanto perseguiu o sonho que conseguiu realizá-lo.
Oração subordinada adverbial consecutiva: “que conseguiu realizá-lo”.
b) Ficou tão cansada de caminhar que prostrou-se no outro dia.
Oração subordinada adverbial consecutiva: “que prostrou-se no outro dia”.
3. Conjunção subordinativa comparativa - O <que> tem este valor, normalmente,
nas expressões <mais que, menos que>. Fora dessas expressões, corresponde a
<do que ou como>.
a) Em situação normal, ela corre mais que o irmão.
Oração subordinada adverbial comparativa: “mais que o irmão (corre)”.
b) Pegada em flagrante, ela ficou corada que nem pimentão maduro.
Oração subordinada adverbial comparativa: “que nem pimentão maduro (fica)”.
4. Conjunção subordinativa concessiva - O <que> tem este valor
quando corresponde a <embora> ou a <ainda que, por mais que>.
a) Boa que seja a moça, ela não é nenhuma santa.
Oração subordinada adverbial concessiva: “Boa que seja a moça”.
b) Algumas mudanças que fossem, ainda assim seria muita conquista para os
operários.
Oração subordinada adverbial concessiva: “Algumas mudanças que fossem”.
5. Conjunção subordinativa temporal – O <que> tem este valor
quando corresponde a <depois que, logo que, antes que, assim que, depois que,
sempre que>.
a) Convocados que fomos, dirigimo-nos à sala do diretor.
Oração subordinada adverbial temporal: “Convocados que fomos”.
b) Sempre que lhe conto uma história, ela adormece.
Oração subordinada adverbial temporal: “Sempre que lhe conto uma história”.
6. Conjunção subordinativa final – O <que> tem este valor quando corresponde a
<para que, a fim de que>.
a) Ganharam o matagal para que ninguém os perturbasse.
Oração subordinada adverbial final: “para que ninguém os perturbasse”.
b) Enxergando-a sobre a árvore, fez sinal que descesse.
Oração subordinada adverbial final: “fez sinal que descesse”.
7. Conjunção subordinativa causal – O <que> tem este valor quando corresponde
a <porque, visto que, já que>.
a) Desconfiado que era, mandou instalar câmeras até nos banheiros da residência.
Oração subordinada adverbial causal: “Desconfiado que era”.
b) Já que todos exigiam, candidatou-se a prefeito.
Oração subordinada adverbial causal: “Já que todos exigiam”.
8. Conjunção subordinativa modal – O <que> tem este
valor quando corresponde a <sem que>.
a) Farás tudo com normalidade sem que desconfiem de ti.
Oração subordinada adverbial modal: “sem que desconfiem de ti”.
b) Sem que percebas, ela irá subtraindo as tuas energias.
Oração subordinada adverbial modal: “sem que percebas”.
Valor semântico de A
A persistirem os sintomas, o médico deve ser consultado. (condição)
O filho puxou ao pai. (conformidade, semelhança)
Nas férias passadas, viajamos a Roma. (destino)
A prova deve ser feita a caneta. (instrumento)
Valor semântico de COM
Com as enchentes, eles perderam tudo. (causa)
Amanhã sairei com amigos. (companhia)
Na final, o Bahia jogará com o Vitória. (oposição)
A idosa bateu no ladrão com a bengala. (instrumento)
A moça estava atrasada, caminhava com pressa. (modo)
Com certeza, iremos ao teatro no feriado. (afirmação)
No sistema capitalista, as pessoas somente sobrevivem com recursos. (condição)
Valor semântico de DE
Saí de casa. (origem)
Falaram de você. (assunto)
Veio de táxi. (meio)
A menina chorou de raiva. (causa)
Os siris andam de lado. (modo)
Voltemos de noite. (tempo)
Comprei um relógio de ouro. (matéria)
Aquele livro é de Marcelo. (posse)
Ontem, bebemos dois copos de vinho. (conteúdo)
Escondeu-se embaixo de uma mesa. (lugar)
Valor semântico de EM
Hoje à noite, estarei em casa. (lugar)
Formou-se em Direito. (especialidade)
O relógio é feito em ouro. (matéria)
Tenho que apresentar o tema em quinze minutos. (tempo)
Valor semântico de PARA
O bombeiro veio para socorrê-lo. (finalidade)
Viajou para a Itália. (destino)
Para João, o Flamengo é o melhor time. (conformidade)
É proibida a venda de bebidas para menores. (restrição)
Chegarei lá para as oito da noite. (tempo)
Valor semântico de preposição POR
Soube por telefone. (meio)
Sofreu muito por amor. (causa)
“Eu sei que vou te amar por toda a minha vida” (tempo)
Viajamos por diversas cidades. (lugar)
Fiz isso por te querer muito. (finalidade)
Comprei o livro por cem reais. (preço)
O Brasil foi colonizado por portugueses. (agente da passiva)
Cuidado para não levar gato por lebre. (troca)
Significado das Palavras: Exercícios Resolvidos
1) CESPE - 2011 - EBC
O segmento “Ao analisar" (L.7) poderia ser substituído por Quando
analisou, sem prejuízo para o sentido original e para a correção gramatical do
texto.
Certo Errado
2) CESPE - 2011 - TJ-ES
Acerca das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue os próximos itens.
No texto, o valor semântico do sintagma "uma vez corrigidas" (L.7) corresponde ao de ao corrigi-las.
Certo Errado
3) CESPE - 2010 - TRT
<Ora, se o campo se encontra mais perto do natural, pode ser associado à paz, à inocência, à virtude, a cidade, então, por
sua vez, seria a expressão de "barbárie" - e isso deriva do entrelaçamento de significados que podem ser atribuídos aos
qualificativos, ou seja, aos polos, a depender do sentido que se lhes atribui ou ao sentimento a eles associado, ou, ainda, ao
que está, momentaneamente, sendo entrevisto.>
Mantêm-se a correção gramatical e o sentido original do texto ao se substituir “podem ser atribuídos aos qualificativos”
por atribuem aos qualificativos.
Certo Errado
4) CESPE - 2012 - TJ-AC - Analista Judiciário
Os elementos “bem vital” (L.4), “líquido precioso” (L.6) e “recurso” (L.10) referem-se a “água” (L.1).
Certo Errado
5) CESPE - 2006 - ANCINE
<O acesso equitativo a uma rica e diversificada gama de expressões culturais provenientes de todo o mundo e o acesso das
culturas aos meios de expressão e de difusão constituem importantes elementos para a valorização da diversidade cultural
e o incentivo ao entendimento mútuo.>
Com referência ao texto acima, julgue os itens a seguir.
A substituição de “equitativo” por equânime mantém a correção gramatical e as idéias originais do período.
Certo Errado
6) CESPE - 2005 - Instituto Rio Branco
Com base no texto acima, julgue os itens subseqüentes.
A expressão coloquial “em pé de igualdade” (L.10) significa o mesmo que regidas por equidade.
Certo Errado
7) CESPE - 2011 - FUB
O vocábulo “confluência” (L.27) é sinônimo de convergência.
Certo Errado
8) CESPE - 2011 - Instituto Rio Branco
Pelo emprego da expressão “todo mundo” (l.14), pressupõe-se que, além do embaixador, outros amigos e colegas de
trabalho de Vinicius de Moraes, sem que se possa saber quantos, telefonaram-lhe do Brasil.
Certo Errado
9) CESPE - 2012 - PRF
Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
Conforme os sentidos do texto, a palavra “acintosamente” (L.5) está sendo empregada com o sentido
de atenuadamente.
Certo Errado
10) CESPE - 2011 - STM
A inserção do artigo definido plural os imediatamente antes da palavra “policiais” (L.6) não alteraria o sentido original do
período.
Certo Errado
11) CESPE - 2011 - BRB
<A crise financeira mundial desencadeada no último trimestre de 2008 e que se estendeu ao ano seguinte contribuiu, e
muito, para uma forte mudança no cenário econômico.>
O texto acima período poderia ser reescrito, sem prejuízo semântico ao texto e sem erro gramatical, da seguinte forma: A
ocorrência de uma crise financeira mundial nos últimos três meses do ano de 2008 e sua extensão ao longo de 2009
constituíram fator preponderante na transfiguração do panorama econômico então vigente.
Certo Errado
12) CESPE - 2011 - Correios
No texto, há correspondência de sentido entre
a) “comportamento canino” (L.4) e “vida de cachorro” (L.7).
b) “alegria” (L.4) e “contentamento” (L.8).
c) “constante” (L.4) e “desmesurado” (L.8).
d) “impertinência” (L.8) e “desventura” (L.10).
e) “diariamente” (L.3) e “24 horas por dia” (L.6).
13) CESPE - 2010 - TRT
<(...) não previu que o desenvolvimento capitalista chegasse à sua atual etapa de globalização e de capitais voláteis
especulativos que, sem controle, entram e saem de diferentes paíse, gerando instabilidade permanente nas economias
periféricas. (...).>
Preservam-se a correção gramatical e o sentido original do texto ao se substituir “sem controle” por aleatoriamente.
Certo Errado
14) CESPE - 2012 - ANCINE
Acerca das ideias, dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto, julgue os próximos itens.
No texto, o vocábulo “metamorfose” (L.11) tem o sentido de alteração de forma, referindo-se, portanto, a
características corporais.
Certo Errado
15) CESPE - 2010 - TRT
<(...) Logo descobrimos que a tecnologia, na verdade, nos trazia um número maior de atribuições e, em lugar das 8 horas,
passamos a trabalhar muito mais. (...) >
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos gramaticais e semânticos do texto.
A expressão “em lugar” poderia ser substituída por em vez, sem prejuízo para o sentido e a clareza do texto.
Certo Errado
16) CESPE - 2012 - TC-DF
Julgue os itens subsequentes, relativos a aspectos gramaticais do texto.
A substituição das formas verbais “ordena” (L.13), “recomenda” (L.14), “deita” (L.14), “erige” (L.15) e “tilinta” (L.16)
por ordenou, recomendou, deitou, erigiu, e tilintou, respectivamente, não acarretaria prejuízo sintático nem
semântico ao texto.
Certo Errado
17) CESPE - 2008 - SERPRO
Preservam-se a correção gramatical do texto e as relações semânticas entre as expressões “sentido” (L.3) e “superfície
perceptual” (L.5), ao se retirar a preposição do termo “de onde” (L.7).
Certo Errado
18) CESPE - 2012 - TRE-RJ
Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue
os itens que se seguem.
A palavra “para” (L.9 e 13), nas suas duas ocorrências, expressa a noção de movimento, direção, destino.
Certo Errado
19) CESPE - 2011 - EBC
<Por princípio, todo o sistema de comunicação deveria ser público, uma vez que a sua missão é prestar um serviço
público.>
Com base no texto acima, julgue os itens a seguir.
Seria mantida a relação sintático-semântica entre as orações que compõem o terceiro período do texto ao se substituir
“uma vez que” por qualquer um dos termos a seguir: porque, porquanto, já que, visto que, conquanto.
Certo Errado
20) CESPE - 2012 - ANCINE
Acerca das ideias, dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto, julgue os próximos itens.
Na linha 2, a eliminação da preposição “com”, que se segue à forma verbal “rompendo”, cujo significado no contexto é o
de afastar; desfazer; eliminar, prejudicaria a correção gramatical do período em que se encontra.
Certo Errado
21) CESPE - 2011 - STM
Entre as orações que compõem o período “não é preciso trabalhar com esses temas, ou sequer saber que existem” (L.14-
15) estabelece-se uma relação sintático-semântica de alternância.
Certo Errado
22) CESPE - 2011 - FUB
<Há gente no Brasil interessada em importar dos Estados Unidos da América (EUA) o Teach for America.>
No texto acima, a preposição de, contida em “dos”, expressa ideia de procedência.
Certo Errado
23) CESPE - 2008 - SERPRO
Declaração sobre o uso do progresso científico e tecnológico no interesse da paz e em benefício da
humanidade
(...)
Proclama solenemente que:
Todos os Estados promoverão a cooperação internacional com o objetivo de garantir que os resultados do progresso
científico e tecnológico sejam usados para o fortalecimento da paz e da segurança internacionais, a liberdade e a
independência,assim como para atingir o desenvolvimento econômico e social dos povos e tornar efetivos os direitos e
liberdades humanas de acordo com a Carta das Nações Unidas.
(...)
Por causa das ocorrências da conjunção "e" no mesmo período sintático, o conectivo "assim como" tem a dupla função de
marcar a relação de adição entre as orações e deixar clara a hierarquia das relações semânticas.
Certo Errado
24) CESPE - 2011 - EBC
Com relação ao texto acima, julgue os itens a seguir.
O efeito coesivo causado pelo emprego de ‘mas’ (l.9) depende da recuperação semântica de “escrita colaborativa” (l.8)
como referente do sujeito implícito de ‘Pode parecer uma difícil realidade agora’ (l.9).
Certo Errado
25) CESPE - 2011 - EBC
Sem prejuízo para a correção gramatical do texto e o seu sentido original, feitas as necessárias adaptações na pontuação e
no emprego de maiúscula e minúscula, os dois últimos períodos do primeiro parágrafo do texto poderiam ser unidos
mediante o emprego da conjunção mas entre eles.
Certo Errado
26) CESPE - 2011 - Correios
No processo de formação dos vocábulos “integração”, “impulsiona”, “indefectivelmente” e “imprudências”, identifica-se o
prefixo in-, que neles expressa a noção de mudança de estado.
Certo Errado
27) CESPE - 2011 - Correios
Considerando palavras do texto, julgue os itens seguintes, com relação à estrutura e formação de palavras da língua
portuguesa.
Têm sentidos semelhantes o prefixo dos vocábulos “internacionalizados” (L.8) e “intertemporais” (L.19) e a preposição
“entre” (L.25).
Certo Errado
28) CESPE - 2011 - Correios
<Os textos não escondem o seu caráter de compromisso, diante das desavenças entre os representates dos emergentes e
dos desenvolvidos.>
Considerando palavras do texto, julgue os itens seguintes, com relação à estrutura e formação de palavras da língua
portuguesa.
O sufixo identificado na formação dos vocábulos “representantes” e “emergentes” expressa a noção de paciente das ações
de representar e emergir,respectivamente.
Certo Errado
29) CESPE - 2011 - Correios
Considerando palavras do texto, julgue os itens seguintes, com relação à estrutura e formação de palavras da língua
portuguesa.
Os vocábulos “responsabilidade”, “alternância”, “sucessão” e “efetividade” são exemplos de substantivos derivados de
verbos abstratos e indicam resultado de ação.
Certo Errado
30) CESPE - 2011 - CBM-ES
Os vocábulos “Repartição”, “reproduzidos” e “recebiam” são formados por prefixação.
Certo Errado
31) CESPE - 2011 - Correios
A palavra “trem-bala” é composta por justaposição, tal qual o vocábulo:
a) governança.
b) ilimitado.
c) passatempo.
d) superprodução.
e) faturamento.
Certo Errado
32) CESPE - 2005 - Instituto Rio Branco
A composição por justaposição, como processo de formação de palavras, tem como exemplos: “neoliberal”,
“multinacionais”, “terratenentes” e “terrapotentes”.
Certo Errado
33) CESPE - 2009 - Instituto Rio Branco
Vocábulos como “blogs, fotologs, videologs” (L.12) são exemplos de como a variedade de morfemas da língua portuguesa
é usada para formar novas unidades significativas, construídas a partir de unidades já existentes.
Certo Errado
GABARITO
1) CERTO
"Ao analisar" incita a idéia de temporalidade; refere-se a um momento determinado, sentido mantido pela espressão
quando analisou, restando, desta forma, correta a alternativa.
2) ERRADO
"uma vez" que = se corrigidas (idéia de condição)
ao corrigí-las = quando são corrigidas (idéia de tempo)
3) ERRADO
O sentido original do texto é alterado.
e isso deriva do entrelaçamento de significados que podem ser atribuídos aos qualificativos
(possibilidade)
e isso deriva do entrelaçamento de significados que atribuem aos qualificativos (certeza)
4) CERTO
5) CERTO
6) CERTO.
"em pé de igualdade" tem o sentido de "equivalente". Então, "regidas por equidade" teria o mesmo significado da
expressão do texto, sem prejuízo do entendimento do mesmo.
7) CERTO
A definição de Confluir é :
1 - Contribuir para aumentar uma corrente
2 - Correr para o mesmo ponto
3 - Convergir
8) ERRADO
Na verdade, subentende-se do texto que além do embaixador, outros amigos e colegas de trabalho de Vinicius de Moraes,
sem que se possa saber quantos, falaram com ele ao telefone.
9) ERRADO
Acintosamente: Propositalmente; de caso pensado.
Atenuadamente: Diminuído; enfraquecido.
10) ERRADA
Policiais apreenderam (quais policiais?)
Policiais da delegacia antipirataria apreenderam (alguns policiais, policiais que pertencem a ...)
Os policiais da delegacia antipirataria apreenderam (todos os policiais)
11) CERTO
12) b)
a) “comportamento canino” (Alegre e brincalhão) (L.4) e “vida de cachorro” (Vida de cão, vida difícil) (L.7). ERRADO.
b) “alegria” (L.4) e “contentamento” (L.8). CORRETO, pois é correspondente.
c) “constante” (invariável, estável) (L.4) e “desmesurado” (Colossal, enorme) (L.8).ERRADO.
d) “impertinência” (Insolência) (L.8) e “desventura” (Infortúnio) (L.10). ERRADO.
e) “diariamente” (Todos os dias da semana ou mês) (L.3) e “24 horas por dia” (Todas as horas do dia) (L.6). ERRADO.
13) ERRADO
O termo 'aleatoriamente' temo sentido de que os capitais entram e saem sem uma lógica, como se fosse uma questão de
sorte, deste modo, o sentido do texto é modificado.
14) ERRADO
A metamorfose aqui não se refere ao corpo humano estruturado fisicamente, mas sim ao ser da pessoa, ao modo de
pensar, sua experiência com o passar do tempo.
15) CERTOA expressão "em lugar" é equivalente a "em vez".
16) ERRADO
Os verbos ordenou, recomendou, deitou, erigiu, e tilintou estão conjugados na terceira pessoa do singular, no
pretérito perfeito do indicativo, indicando passado concluído, mudando completamente o sentido da frase. Além disso,
observe que:
Texto original:
Ordena (presente do indicativo) – compre (imperativo afirmativo)
Recomenda (presente do indicativo) – seja, deita, erige e tilinta (imperativo afirmativo)
Caso mude ordena por ordenou e recomenda por recomendou, pela correlação verbal, teria que ficar assim:
Texto alterado:
Ordenou (pretérito perfeito do indicativo) – comprasse (pretérito imperfeito do subjuntivo)
Recomendou (pretérito perfeito do indicativo) – fosse, deitasse, erigisse, tilintasse(pretérito imperfeito do subjuntivo).
17) CERTO
As relações semânticas são preservadas, pois com ou sem a preposição a idéia é a mesma.
Com relação a gramática, a preposição não é obrigatória, pois "de onde" não é objeto indireto, mas complemento verbal
(adjunto adverbial de lugar).
18) ERRADO
Na 1° ocorrência (l. 9) = finalidade
Na 2° ocorrência (l. 13) = destino.
19) ERRADA
As conjunções: 'uma vez que', 'porque', 'porquanto', 'já que', 'visto que', transmitiriam o sentido de causa. São Conjunções
Subordinadas Causais. Entretanto, 'conquanto' transmite o sentido de uma ressalva, conceção em relação à oração
princiapal. É uma Conjunção Subordinada Concessiva.
20) ERRADO
Como o próprio enunciado diz: romper está no sentido de afastar, desfazer, eliminar. Estes verbos são verbos transitivos
diretos - não necessitam de preposição. A preposição 'com' é estilística, podendo ser suprimida do contexto sem prejuízo
gramatical.
21) ERRADO
Quando o trecho diz "...ou sequer saber que existem" transmite uma ideia de adição. Percebam que a noção que é
transmitida é de que não é preciso "trabalhar com esses temas" e também não é preciso "saber que existem". Ou seja,
não é preciso aquilo E NEM isso. Tem-se, portanto, uma ideia de adição.
22) CERTO
Ideia de procedência significa ideia de origem, ou seja, o termo "importar dos Estados Unidos...", dá a ideia de importar
de algum lugar, de alguma origem.
23) CERTO
No primeiro conjunto de orações temos objetivos imediatos da cooperação internacional, objetivos aos quais os Estados
devem buscar atingir de forma mais urgente. Após o "assim como" (que nos dá uma idéia de "bem como", "e também") o
objetivo, apesar de importante, é mais amplo, figurando em um segundo plano de concretização de objetivos.
24) CERTO
A escrita colaborativa (sujeito implícito) de "Pode parecer uma difícil realidade agora..."
"...mas (conjunção adversativa referente à 'escrita colaborativa'), na Idade Média, os monges escreviam em conjunto os
livros para a posteridade".
25) ERRADO
No trecho há uma ideia de explicação, não de oposição. Consequentemente, teria que ser unida por
uma conjunção explicativa, vejamos:
Não eram jornalismo, porque eram manifestações oficiais de uma instituição política.Elas eram discurso oficial - e
discurso oficial é o oposto de jornalismo.
Percebam que a parte amarela é uma explicação da vermelha, então ficaria correta se fosse substituida da seguinte
forma, com as adaptações:
Não eram jornalismo, porque eram manifestações oficiais de uma instituição política,visto que elas eram discurso
oficial - e discurso oficial é o oposto de jornalismo.
O "mas" poderia configurar sentido de adição, uma vez que a questão não se restrigiu ao sentido adversativo. Então
devemos investigar a possibilidade d sua colocação tanto no sentido adversativo como no sentido aditivo. No caso, em
ambos não se faz possível.
26) ERRADO
Algumas palavras não existem sem o prefixo de negação. É o mesmo caso da palavraindefectivelmente.
Por isso o item esta errado, não podemos afirmar que em todos é mudança de estado.
27) CERTO
Internacional significa "entre nações".
Intertemporais significa "entre tempos".
28) ERRADO
Ao contrário do que é afirmado na questão, o sufixo usado nas palavras em questão denota um sentido de agente da ação.
29) ERRADO
Primeirmente, não existem "verbos abstratos". Os substantivos abstratos derivam de verbo e não o contrário. Em
segundo lugar, o sufixo “-dade” é acrescido a adjetivos para formar substantivos que expressam a idéia de estado,
situação ou quantidade, não indicam resultado de ação. ex: "responsabilidade" - “efetividade”
30) ERRADO
Re - patir (tem prefixo)
Re - produzir (tem prefixo)
Receber (não é formado por prefixo)
31) c)
Composição por justaposição:
Na união, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura.
Por exemplo: ao se unirem os radicais ponta e pé, obtém-se a palavra pontapé. O mesmo ocorre com passatempo.
32) CERTO
1. Composição por justaposição: os elementos de uma palavra composta estão justapostos, conservando cada qual
sua integridade: Ex: segunda-feira; chapéu-de-sol; passatempo.
Observe que "neo" e "multi" são considerados pseudoprefixos, ou seja, radicais que parecem prefixos. Como são
radicais, não há composição por prefixação. Junção de palavras ou radicais é composição, e como não sofreram alteração
fonética ou gráfica, é uma justaposição.
Alguns outros pseudoprefixos são: pseudo, retro, semi, tele, micro, uni, mono, tri, pluri.
33) ERRADO
São neologismos.
/ C0056/
MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS
1. ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL
O que é Redação Oficial
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder
Público redige atos normativos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de
vista do Poder Executivo.
A redação oficial deve caracterizar-se pelaimpessoalidade, uso do padrão
culto de linguagem,clareza, concisão, formalidade e uniformidade.
Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo
37: "A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios
de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)". Sendo
a publicidade e aimpessoalidade princípios fundamentais de toda administração
pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e
comunicações oficiais.
Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de
forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência do
sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio
Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos
cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.
Além de atender à disposição constitucional, a forma dos atos normativos
obedece a certa tradição. Há normas para sua elaboração que remontam ao período
de nossa história imperial, como, por exemplo, a obrigatoriedade – estabelecida por
decreto imperial de 10 de dezembro de 1822 – de que se aponha, ao final desses
atos, o número de anos transcorridos desde a Independência. Essa prática foi mantida
no período republicano.
Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso
de linguagem formal) aplicam-se às comunicações oficiais: elas devem sempre
permitir uma única interpretação e ser estritamente impessoais e uniformes, o que
exige o uso de certo nível de linguagem.
Nesse quadro, fica claro também que as comunicações oficiais são
necessariamente uniformes, pois há sempre um único comunicador (o Serviço
Público) e o receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso
de expedientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou
instituições tratados de forma homogênea (o público).
Outros procedimentos rotineiros na redação de comunicações oficiais foram
incorporados ao longo do tempo, como as formas de tratamento e de cortesia, certos
clichês de redação, a estrutura dos expedientes, etc. Mencione-se, por exemplo, a
fixação dos fechos para comunicações oficiais, regulados pela Portaria no 1 do
Ministro de Estado da Justiça, de 8 de julho de 1937, que, após mais de meio século
de vigência, foi revogado pelo Decreto que aprovou a primeira edição deste Manual.
Acrescente-se, por fim, que a identificação que se buscou fazer das
características específicas da forma oficial de redigirnão deve ensejar o entendimento
de que se proponha a criação – ou se aceite a existência – de uma forma específica
de linguagem administrativa, o que coloquialmente e pejorativamente se
chama burocratês. Este é antes uma distorção do que deve ser a redação oficial, e
se caracteriza pelo abuso de expressões e clichês do jargão burocrático e de formas
arcaicas de construção de frases.
A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à evolução da
língua. É que sua finalidade básica – comunicar com impessoalidade e máxima
clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa
daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular, etc.
Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial, passemos à
análise pormenorizada de cada uma delas.
A Impessoalidade
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que
haja comunicação, são necessários: a) alguém que comunique, b) algo a ser
comunicado, e c) alguém que receba essa comunicação. No caso da redação oficial,
quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério, Secretaria,
Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto
relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatário dessa comunicação ou
é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou
dos outros Poderes da União.
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos
que constam das comunicações oficiais decorre:
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate,
por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de determinada Seção, é
sempre em nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Obtém-se, assim,
uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em
diferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade;
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas
possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre concebido como público,
ou a outro órgão público. Nos dois casos, temos um destinatário concebido de forma
homogênea e impessoal;
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático
das comunicações oficiais se restringe a questões que dizem respeito ao interesse
público, é natural que não cabe qualquer tom particular ou pessoal.
Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as
que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de
jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta da
interferência da individualidade que a elabora.
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para
elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a
necessária impessoalidade.
A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais
A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e
expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público desses atos e
comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como
atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou
regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em sua
elaboração forempregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os
expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e
objetividade.
As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser
compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há
que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há
dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria,
os regionalismos vocabularesou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada.
Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a língua falada e a
escrita. Aquela é extremamente dinâmica, reflete de forma imediata qualquer
alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que
auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc., para mencionar
apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita
incorpora mais lentamente as transformações, tem maior vocação para a
permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar.
A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o
uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de
determinado padrão de linguagem que incorpore expressões extremamente pessoais
ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do
vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que
atende ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos.
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráterimpessoal, por sua
finalidade de informar com o máximo declareza e concisão, eles requerem o uso
do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que a)
se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum
ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do
uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das
diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares,
das idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida
compreensão por todos os cidadãos.
Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão,
desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso
do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos
sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária.
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um "padrão oficial de
linguagem"; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É
claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será
obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica,
necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem
burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá
sempre sua compreensão limitada.
A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam,
sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e
mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil entendimento por
quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitálos
em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em
expedientes dirigidos aos cidadãos.
Formalidade e Padronização
As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a
certas regras de forma: além das já mencionadas exigências de impessoalidade e
uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de
tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste
ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível (v. a esse
respeito 2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento); mais do que isso,
aformalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto
do qual cuida a comunicação.
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à
necessária uniformidade das comunicações. Ora, se aadministração federal é una, é
natural que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O
estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente
para todas as características da redação oficial e que se cuide, ainda, da
apresentação dos textos.
A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a
correta diagramação do texto são indispensáveis para a padronização.
Concisão e Clareza
A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial.
Conciso é o texto que conseguetransmitir um máximo de informações com um
mínimo de palavras. Para que se redija com essa qualidade, é fundamental que se
tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessário tempo
para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se
percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de idéias.
O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princípio de economia
linguística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras para
informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como economia de
pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de
reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras
inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já foi dito.
Procure perceber certa hierarquia de idéias que existe em todo texto de alguma
complexidade: idéias fundamentais e idéias secundárias. Estas últimas podem
esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas existem também
idéias secundárias que não acrescentam informação alguma ao texto, nem têm maior
relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas.
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial, conforme já
sublinhado na introdução deste capítulo. Pode-se definir como claro aquele texto que
possibilitaimediata compreensão pelo leitor. No entanto a clareza não é algo que se
atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação
oficial. Para ela concorrem:
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia
decorrer de um tratamento personalista dado ao texto;
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, deentendimento geral e
por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão;
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível
uniformidade dos textos;
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada
lhe acrescentam.
É pela correta observação dessas características que se redige com clareza.
Contribuirá, ainda, a indispensável releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em
textos oficiais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém principalmente da
falta da releitura que torna possível sua correção.
Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil
compreensão por seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser desconhecido
por terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos assuntos em decorrência de
nossa experiência profissional muitas vezes faz com que os tomemos como de
conhecimento geral, o que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça,
precise os termos técnicos, o significado das siglas e abreviações e os conceitos
específicos que não possam ser dispensados.
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são
elaboradas certas comunicações quase sempre compromete sua clareza. Não se
deve proceder à redação de um texto que não seja seguida por sua revisão. "Não há
assuntos urgentes, há assuntos atrasados", diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso,
com sua indesejável repercussão no redigir.
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS
2. Introdução
A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos
explicitados no Capítulo I, Aspectos Gerais da Redação Oficial. Além disso, há
características específicas de cada tipo de expediente, que serão tratadas em detalhe
neste capítulo. Antes de passarmos à sua análise, vejamos outros aspectos comuns a
quase todas as modalidades de comunicação oficial: o emprego dos pronomes de
tratamento, a forma dos fechos e a identificação do signatário.
2.1. Pronomes de Tratamento
2.1.1. Breve História dos Pronomes de Tratamento
O uso de pronomes e locuções pronominais de tratamento tem larga tradição na
língua portuguesa. De acordo com Said Ali, após serem incorporados ao português os
pronomes latinos tue vos, "como tratamento direto da pessoa ou pessoas a quem se
dirigia a palavra", passou-se a empregar, como expediente lingüístico de distinção e
de respeito, a segunda pessoa do plural no tratamento de pessoas de hierarquia
superior. Prossegue o autor:
"Outro modo de tratamento indireto consistiu em fingir que se dirigia a palavra a um
atributo ou qualidade eminente da pessoa de categoria superior, e não a ela própria.
Assim aproximavam-se os vassalos de seu rei com o tratamento de vossa
mercê, vossa senhoria (...); assim usou-se o tratamento ducal de vossa excelência e
adotaram-se na hierarquia eclesiástica vossa reverência, vossa paternidade, vossa
eminência, vossa santidade."
A partir do final do século XVI, esse modo de tratamento indireto já estava em
voga também para os ocupantes de certos cargos públicos. Vossa mercê evoluiu
para vosmecê, e depois para o coloquial você. E o pronome vós, com o tempo, caiu
em desuso. É dessa tradição que provém o atual emprego de pronomes de
tratamento indireto como forma de dirigirmo-nos às autoridades civis, militares e
eclesiásticas.
2.1.2. Concordância com os Pronomes de Tratamento
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas
peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se
refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se
dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo
concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático:
"Vossa Senhoria nomeará o substituto"; "Vossa Excelênciaconhece o assunto".
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de
tratamento são sempre os da terceira pessoa:
"Vossa Senhoria nomeará seu substituto" (e não "Vossa ... vosso...").
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve
coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que
compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é "Vossa
Excelência está atarefado", "Vossa Senhoria deve estarsatisfeito"; se for mulher,
"Vossa Excelência está atarefada", "Vossa Senhoria deve estar satisfeita".
2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento
Como visto, o emprego destes obedece a secular tradição. São de uso
consagrado:
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
a) do Poder Executivo;
Presidente da República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado;
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores;
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza
especial;
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.
b) do Poder Legislativo:
Deputados Federais e Senadores;
Ministro do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores;
Membros de Tribunais;
Juízes;
d) outros: Auditores da Justiça Militar.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder
é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.
As demais autoridades serão tratadas com o vocativoSenhor, seguido do cargo
respectivo:
Senhor Senador,
Senhor Juiz,
Senhor Ministro,
Senhor Governador,
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades
tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma:
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70.064-900 – Brasília. DF
A Sua Excelência o Senhor
Senador Fulano de Tal
Senado Federal
70.165-900 – Brasília. DF
Senhor Ministro,
Submeto a Vossa Excelência projeto (...)
Em comunicações oficiais, ESTÁ ABOLIDO O USO DO
TRATAMENTO DIGNÍSSMO (DD), às autoridades arroladas na lista anterior. A
dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo
desnecessária sua repetida evocação.
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares.
O vocativo adequado e o endereçamento que deve constar no envolope são:
Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua ABC, no 123
70.123 – Curitiba. PR
Senhor Fulano de Tal,
Escrevo a Vossa Senhoria (...)
Como se depreende do exemplo acima, FICA DISPENSADO O EMPREGO DO
SUPERLATIVOILUSTRÍSSIMO para as autoridades que recebem o tratamento
de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de
tratamento Senhor.
Acrescente-se que DOUTOR NÃO É FORMA DE TRATAMENTO, e sim título
acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas
em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído
curso universitário de doutorado. É costume indevido designar por doutor os
bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos,
o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da
tradição, em comunicações dirigidas areitores de universidade. Corresponde-lhe o
vocativo:
Magnífico Reitor,
Agradeço a Vossa Magnificência por (...)
Os pronomes de tratamento e vocativos para religiosos, de acordo com a
hierarquia eclesiástica, são:
Em comunicações dirigidas ao Papa:
Santíssimo Padre,
Rogo a Vossa Santidade que (...)
Em comunicações aos Cardeais:
Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,
Rogo a Vossa Eminência ( Reverendíssima ) que (...)
Em comunicações a Arcebispos e Bispos:
Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Arcebispo / Bispo,
Rogo a Vossa Excelência Reverendíssima que (...)
Em comunicações a Monsenhores, Côneco e superiores religiosos:
Reverendíssimo Senhor Monsenhor / Cônego / Superior religioso
Rogo a Vossa ( Senhoria ) Reverendíssima que (...)
Em comunicações a Sarcedotes, Clérigos e Demais religiosos:
Reverendo Sarcedote / Clérigo / Demais religiosos,
Rogo a Vossa Reverência que (...)
2.2. Fechos para Comunicações
O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar
o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo
utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministério da Justiça, de 1937, que
estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual
estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades
de comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:
Atenciosamente,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades
estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados
no Manual de Redação doMinistério das Relações Exteriores.
2.3. Identificação do Signatário
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as
demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as
expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a
seguinte:
(espaço para assinatura)
Nome
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
(espaço para assinatura)
Nome
Ministro de Estado da Justiça
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página
isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior
ao fecho.
3. O Padrão Ofício
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que
pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se
adotar uma diagramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício. As
peculiaridades de cada um serão tratadas adiante; por ora busquemos as suas
semelhanças.
3.1. Partes do documento no Padrão Ofício
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes:
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgãoque o expede. Ex::
Mem. 123/2013-MF
Aviso 123/2013-SG
Of. 123/2013-MME
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita. Ex:
Brasília, 15 de março de 1991.
c) assunto: resumo do teor do documento. Ex:
Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No
caso do ofício deve ser incluídotambém o endereço.
e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o
expediente deve conter a seguinte estrutura:
– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é
apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas: "Tenho a
honra de", "Tenho o prazer de", "Cumpre-me informar que", empregue a forma direta;
– desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de
uma idéia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que
confere maior clareza à exposição;
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição
recomendada sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, excetonos casos em que estes
estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos.
Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentosa estrutura é a
seguinte:
– introdução:
Se [remessa do documento foi solicitada] então
iniciar com referência ao expediente que solicitou;
"Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia do
Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral de Administração, que
trata da requisição do servidor Fulano de Tal."
Caso contrário
iniciar informando que o motivo da comunicação
éencaminhar documento, indicando a seguir os dados do documento encaminhado
(tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está
sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
"Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 12, de
1o de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a
respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste."
– desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a
respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos
de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em
aviso ou ofício de mero encaminhamento.
f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações);
g) assinatura do autor da comunicação; e
h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do Signatário).
3.2. Forma de diagramação
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma de
apresentação:
a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em
geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé;
b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-á utilizar as
fontes Symbol e Wingdings;
c) é obrigatória constar a partir da segunda página o número da página;
d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos em ambas as
faces do papel. Neste caso, as margens esquerda e direta terão as distâncias
invertidas nas páginas pares ("margem espelho");
e) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0 cm de
largura;
f) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem
esquerda;
g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;
h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após
cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma
linha em branco;
i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas,
sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete
a elegância e a sobriedade do documento;
j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A
impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos e ilustrações;
l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel
de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm;
m) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Text nos
documentos de texto;
n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de
texto preservado para consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos
análogos;
o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da
seguinte maneira:
tipo do documento + número do documento + palavras-chaves do conteúdo
Ex.: "Of. 123 - relatório produtividade ano 2002"
3.3. Aviso e Ofício
3.3.1. Definição e Finalidade
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A
única diferença entre eles é que oaviso é expedido exclusivamente por Ministros de
Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que
o ofícioé expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o
tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no
caso do ofício, também com particulares.
3.3.2. Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, com
acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento),
seguido de vírgula.
Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Senhora Ministra
Senhor Chefe de Gabinete
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações
do remetente:
– nome do órgão ou setor;
– endereço postal;
– telefone e e-mail.
OBS: Estas informações estão ausentes no memorando pois trata-se de comunicação
interna, destinatário e remetente possuem o mesmo endereço. No caso do aviso é de
um Ministério para outro Ministério, também não precisa especificar o endereço.
O ofício é enviado para outras instituições, logo, faz-se necessário as informações do
remetente e o endereço do destinatário para que o ofício possa ser entregue e o
remetente possa receber resposta.
Exemplo de Ofício
(297 x 210mm)
Exemplo de Aviso
3.4. Memorando
3.4.1. Definição e Finalidade
O memorando é a modalidade de comunicação entreunidades administrativas de
um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível
diferente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna.
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição
de projetos, idéias, diretrizes, etc. a serem adotados por determinado setor do serviço
público.
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em
qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos
burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações,
osdespachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de
falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma
espécie de processo simplificado, assegurando maior transparência à tomada de
decisões, e permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no
memorando.
3.4.2. Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a
diferença de que o seu destinatáriodeve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Ex:
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
Exemplo de Memorando
(297 x 210mm)
4. Exposição de Motivos
4.1. Definição e Finalidade
Exposição de motivos é o expediente dirigido aoPresidente da República ou
ao Vice-Presidente para:
a) informá-lo de determinado assunto;
b) propor alguma medida; ou
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um
Ministro de Estado.
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição
de motivos deverá ser assinada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa
razão, chamada de interministerial.
4.2. Forma e Estrutura
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão
ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo que acompanha a exposição de motivos que
proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normativo, segue o modelo
descrito adiante.
A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas
formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter
exclusivamente informativo e outra para a
queproponha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que
simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presidente da República, sua
estrutura segue o modelo antes referido para opadrão ofício.
Exemplo de Exposição de Motivos de caráter informativo
(297 x 210mm)
Já a exposição de motivos que submeta à consideração do Presidente da
República a sugestão de alguma medida a ser adotada ou a que lhe apresente projeto
de ato normativo – embora sigam também a estrutura do padrão ofício –, além de
outros comentários julgados pertinentes por seu autor, devem, obrigatoriamente,
apontar:
a) na introdução: o problema que está a reclamar a adoção da medida ou do ato
normativo proposto;
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou aquele ato normativo o
ideal para se solucionar o problema, e eventuais alternativas existentes para
equacioná-lo;
c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, ou qual ato normativo
deve ser editado para solucionar o problema.
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição de motivos,
devidamente preenchido, de acordo com o seguinte modelo previsto no Anexo II do
Decreto no 4.176, de 28 de março de 2002.
Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do Ministério ou órgão
equivalente) no YYY, de (dia) de (mês) de 20XX.
1. Síntese do problema ou da situação que reclama providências
2. Soluções e providências contidas no ato normativo ou na medida proposta
3. Alternativas existentes às medidas propostas
Mencionar:
se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
outras possibilidades de resolução do problema.
4. Custos
Mencionar:
se a despesa decorrente da medida está prevista na lei orçamentária anual; se não, quais as alternativas para
custeá-la;
se é o caso de solicitar-se abertura de crédito extraordinário, especial ou suplementar;
valor a ser despendido em moeda corrente;
5. Razões que justificam a urgência (a ser preenchido somente se o ato proposto for
medida provisória ou projeto de lei que deva tramitar em regime de urgência)
Mencionar:
se a despesa decorrente da medida está prevista na lei orçamentária anual; se não, quais as alternativas para
custeá-la;
se é o caso de solicitar-se abertura de crédito extraordinário, especial ou suplementar;
valor a ser despendido em moeda corrente;
6. Impacto sobre o meio ambiente (sempre que o ato ou medida proposta possa vir a
tê-lo)
7. Alterações propostas
Texto atual Texto proposto
8. Síntese do parecer do órgão jurídico
A falta ou insuficiência das informações prestadas pode acarretar, a critério da
Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, a devolução do projeto de ato
normativo para que se complete o exame ou se reformule a proposta.
O preenchimento obrigatório do anexo para as exposições de motivos que
proponham a adoção de alguma medida ou a edição de ato normativo tem como
finalidade:
a) permitir a adequada reflexão sobre o problema que se busca resolver;
b) ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do problema e dos
efeitos que pode ter a adoção da medida ou a edição do ato, em consonância com as
questões que devem ser analisadas na elaboração de proposições normativas no
âmbito do Poder Executivo (v. 10.4.3.).
c) conferir perfeita transparência aos atos propostos.
Dessa forma, ao atender às questões que devem ser analisadas na elaboração
de atos normativos no âmbito do Poder Executivo, o texto da exposição de motivos e
seu anexo complementam-se e formam um todo coeso: no anexo, encontramos uma
avaliação profunda e direta de toda a situação que está a reclamar a adoção de certa
providência ou a edição de um ato normativo; o problema a ser enfrentado e suas
causas; a solução que se propõe, seus efeitos e seus custos; e as alternativas
existentes. O texto da exposição de motivos fica, assim, reservado à demonstração da
necessidade da providência proposta: por que deve ser adotada e como resolverá o
problema.
Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal (nomeação, promoção,
ascensão, transferência, readaptação, reversão, aproveitamento, reintegração,
recondução, remoção, exoneração, demissão, dispensa, disponibilidade,
aposentadoria), não é necessário o encaminhamento do formulário de anexo à
exposição de motivos.
Ressalte-se que:
– a síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico não dispensa o
encaminhamento do parecer completo;
– o tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos pode ser alterado de
acordo com a maior ou menor extensão dos comentários a serem ali incluídos.
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que a atenção aos
requisitos básicos da redação oficial (clareza, concisão, impessoalidade, formalidade,
padronização e uso do padrão culto de linguagem) deve ser redobrada. A exposição
de motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida ao Presidente da
República pelos Ministros. Além disso, pode, em certos casos, ser encaminhada cópia
ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário ou, ainda, ser publicada no Diário
Oficial da União, no todo ou em parte.
5. Mensagem
5.1. Definição e Finalidade
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos,
notadamente as mensagensenviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder
Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública; expor oplano de
governo por ocasião da abertura de sessão legislativa;submeter ao Congresso
Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto;
enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes
públicos e da Nação.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência da
República, a cujas assessorias caberá a redação final.
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as
seguintes finalidades:
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou financeira.
Os projetos de lei ordinária ou complementar são enviados em regime normal
(Constituição, art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1o a 4o). Cabe lembrar
que o projeto pode ser encaminhado sob o regime normal e mais tarde ser objeto de
nova mensagem, com solicitação de urgência.
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do Congresso
Nacional, mas é encaminhada com aviso do Chefe da Casa Civil da Presidência da
República ao Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, para que tenha início
sua tramitação (Constituição, art. 64, caput).
Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem plano plurianual,
diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais), as mensagens de
encaminhamento dirigem-se aos Membros do Congresso Nacional, e os respectivos
avisos são endereçados ao Primeiro Secretário do Senado Federal. A razão é que o
art. 166 da Constituição impõe a deliberação congressual sobre as leis financeiras
em sessão conjunta, mais precisamente, "na forma do regimento comum". E à frente
da Mesa do Congresso Nacional está o Presidente do Senado Federal (Constituição,
art. 57, § 5o), que comanda as sessões conjuntas.
As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido no âmbito do
Poder Executivo, que abrange minucioso exame técnico, jurídico e econômicofinanceiro
das matérias objeto das proposições por elas encaminhadas.
Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos órgãos interessados no
assunto das proposições, entre eles o da Advocacia-Geral da União. Mas, na origem
das propostas, as análises necessárias constam da exposição de motivos do órgão
onde se geraram (v. 3.1. Exposição de Motivos) – exposição que acompanhará, por
cópia, a mensagem de encaminhamento ao Congresso.
b) encaminhamento de medida provisória.
Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presidente da
República encaminha mensagem ao Congresso, dirigida a seus membros, com aviso
para o Primeiro Secretário do Senado Federal, juntando cópia da medida provisória,
autenticada pela Coordenação de Documentação da Presidência da República.
c) indicação de autoridades.
As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de pessoas para
ocuparem determinados cargos (magistrados dos Tribunais Superiores, Ministros do
TCU, Presidentes e Diretores do Banco Central, Procurador-Geral da República,
Chefes de Missão Diplomática, etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52,
incisos III e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência privativa para
aprovar a indicação.
O curriculum vitae do indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem.
d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República
se ausentarem do País por mais de 15 dias.
Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, III, e 83), e a
autorização é da competência privativa do Congresso Nacional.
O Presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando a ausência é
por prazo inferior a 15 dias, faz uma comunicação a cada Casa do Congresso,
enviando-lhes mensagens idênticas.
e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de
concessão de emissoras de rádio e TV.
A obrigação de submeter tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta
no inciso XII do artigo 49 da Constituição. Somente produzirão efeitos legais a outorga
ou renovação da concessão após deliberação do Congresso Nacional (Constituição,
art. 223, § 3o). Descabe pedir na mensagem a urgência prevista no art. 64 da
Constituição, porquanto o § 1o do art. 223 já define o prazo da tramitação.
Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a mensagem o correspondente
processo administrativo.
f) encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior.
O Presidente da República tem o prazo de sessenta dias após a abertura da
sessão legislativa para enviar ao Congresso Nacional as contas referentes ao
exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da Comissão
Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1o), sob pena de a Câmara dos Deputados
realizar a tomada de contas (Constituição, art. 51, II), em procedimento disciplinado no
art. 215 do seu Regimento Interno.
g) mensagem de abertura da sessão legislativa.
Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País e
solicitação de providências que julgar necessárias (Constituição, art. 84, XI).
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidência da República.
Esta mensagem difere das demais porque vai encadernada e é distribuída a todos os
Congressistas em forma de livro.
.
h) comunicação de sanção (com restituição de autógrafos).
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Nacional, encaminhada por
Aviso ao Primeiro Secretário da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se
informa o número que tomou a lei e se restituem dois exemplares dos três autógrafos
recebidos, nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho de sanção.
i) comunicação de veto.
Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1o), a
mensagem informa sobre a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições
vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai publicado na íntegra no Diário Oficial da
União (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao contrário das demais mensagens, cuja
publicação se restringe à notícia do seu envio ao Poder Legislativo. (v. 19.6.Veto)
j) outras mensagens.
Também são remetidas ao Legislativo com regular freqüência mensagens com:
– encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos ou
compromissos gravosos (Constituição, art. 49, I);
– pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis às operações e
prestações interestaduais e de exportação (Constituição, art. 155, § 2o, IV);
– proposta de fixação de limites globais para omontante da
dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI);
– pedido de autorização para operações financeiras externas (Constituição, art.
52, V); e outros.
Entre as mensagens menos comuns estão as de:
– convocação extraordinária do Congresso Nacional(Constituição, art. 57, § 6o);
– pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geralda República (art. 52,
XI, e 128, § 2o);
– pedido de autorização para declarar guerra e decretarmobilização
nacional (Constituição, art. 84, XIX);
– pedido de autorização ou referendo para celebrar a paz(Constituição, art. 84,
XX);
– justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua prorrogação
(Constituição, art. 136, § 4o);
– pedido de autorização para decretar o estado de sítio(Constituição, art. 137);
– relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio ou de defesa
(Constituição, art. 141, parágrafo único);
– proposta de modificação de projetos de leis financeiras (Constituição, art. 166,
§ 5o);
– pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem despesas
correspondentes, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei
orçamentária anual (Constituição, art. 166, § 8o);
– pedido de autorização para alienar ou conceder terras públicas com área
superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, § 1o); etc.
5.2. Forma e Estrutura
As mensagens contêm:
a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmente, no início
da margem esquerda:
Mensagem no
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do
destinatário, horizontalmente, no início da margem esquerda;
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto,
e horizontalmente fazendo coincidir seu final com a margem direita.
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não
traz identificação de seu signatário.
Exemplo de Mensagem
(297 x 210mm)
6. Telegrama
6.1. Definição e Finalidade
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimentos
burocráticos, passa a receber o título de telegrama toda comunicação oficial expedida
por meio de telegrafia, telex, etc.
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públicos e
tecnologicamente superada, deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas
situações que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que a urgência
justifique sua utilização e, também em razão de seu custo elevado, esta forma de
comunicação deve pautar-se pelaconcisão (v. 1.4. Concisão e Clareza).
6.2. Forma e Estrutura
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos formulários
disponíveis nas agências dos Correios e em seu sítio na Internet.
7. Fax
7.1. Definição e Finalidade
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de
comunicação que está sendo menos usada devido ao desenvolvimento da Internet. É
utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o envio antecipado de
documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não há condições de envio
do documento por meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue
posteriormente pela via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não
com o próprio fax, cujo papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente.
7.2. Forma e Estrutura
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que lhes são
inerentes.
É conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de folha de rosto,
i. é., de pequeno formulário com os dados de identificação da mensagem a ser
enviada, conforme exemplo a seguir:
[Órgão Expedidor]
[setor do órgão expedidor]
[endereço do órgão expedidor]
Destinatário:____________________________________
No do fax de destino:_______________ Data:___/___/___
Remetente: ____________________________________
Tel. p/ contato:____________ Fax/correio eletrônico:____
No de páginas: ________No do documento:____________
Observações:___________________________________
______________________________________________________________________________
8. Correio Eletrônico
8.1 Definição e finalidade
O correio eletrônico ("e-mail"), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se
na principal forma de comunicação para transmissão de documentos.
8.2. Forma e Estrutura
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade.
Assim, não interessa definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar
o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial (v. 1.2 A Linguagem
dos Atos e Comunicações Oficiais).
O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem deve ser
preenchido de modo a facilitar a organização documental tanto do destinatário quanto
do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, preferencialmente, o
formato Rich Text. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer
informações mínimas sobre seu conteúdo.
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso
não seja disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de
recebimento.
8.3 Valor documental
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico
tenha valor documental, i. é, para que possa ser aceito como documento original, é
necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na
forma estabelecida em lei.
ELEMENTOS DE ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA
Introdução
Nesta seção aplicam-se os princípios da ortografia e de certos capítulos da
gramática à redação oficial. Em sua elaboração, levou-se em conta amplo
levantamento feito das dúvidas mais freqüentes com relação à ortografia, à sintaxe e à
semântica. Buscou-se, assim, dotar o Manual de uma parte eminentemente prática, à
qual se possa recorrer sempre que houver incerteza quanto à grafia de determinada
palavra, à melhor forma de estruturar uma frase, ou à adequada expressão a ser
utilizada.
As noções gramaticais apresentadas neste capítulo referem-se à gramática
formal, entendida como o conjunto de regras fixado a partir do padrão culto de
linguagem. Optou-se, assim, pelo emprego de certos conceitos da Gramática
dita tradicional (ou normativa). A aplicação de conceitos da Gramática gerativa
implicaria, forçosamente, em discussão de teoria lingüística, o que não parece
apropriado em um Manual que tem óbvia finalidade prática.
Sublinhemos, no entanto, que a Gramática tradicional, ou mesmo toda teoria
gramatical, são sempre secundárias em relação à gramática natural, ao saber intuitivo
que confere competência lingüística a todo falante nativo. Não há gramática que
esgote o repertório de possibilidades de uma língua, e raras são as que contemplam
as regularidades do idioma.
Saliente-se, por fim, que o mero conhecimento das regras gramaticais não é
suficiente para que se escreva bem. No entanto, o domínio da correção ortográfica, do
vocabulário e da maneira de estruturar as frases certamente contribui para uma
melhor redação. Tenha sempre presente que só se aprende ou se melhora a escrita
escrevendo.
SINTAXE
(do grego syntáxis ‘arranjo, disposição’)
É a parte da Gramática que estuda a palavra, não em si, mas em relação às
outras, que com ela se unem para exprimir o pensamento. É o capítulo mais
importante da Gramática, porque, ao disciplinar as relações entre as palavras,
contribui de modo fundamental para a clareza da exposição e para a ordenação do
pensamento.
É importante destacar que o conhecimento das regras gramaticais, sobretudo
neste capítulo da sintaxe, é condição necessária para a boa redação, mas não
constitui condição suficiente. A concisão, clareza, formalidade e precisão, elementos
essenciais da redação oficial, somente serão alcançadas mediante a prática da escrita
e a leitura de textos escritos em bom português.
Dominar bem o idioma, seja na forma falada, seja na forma escrita, não significa
apenas conhecer exceções gramaticais: é imprescindível, isso sim, conhecer em
profundidade as regularidades da língua. No entanto, como interessa aqui aplicar
princípios gramaticais à redação oficial, trataremos, forçosamente, das referidas
exceções e dos problemas sintáticos que com mais freqüência são encontrados nos
textos oficiais.
Veremos, a seguir, alguns pontos importantes da sintaxe, relativos à construção
de frases, concordância, regência, colocação pronominal e pontuação.
Problemas de Construção de Frases
A clareza e a concisão na forma escrita são alcançadas principalmente pela
construção adequada da frase, "a menor unidade autônoma da comunicação", na
definição de Celso Pedro Luft.
A função essencial da frase é desempenhada pelo predicado, que para Adriano
da Gama Kury pode ser entendido como "a enunciação pura de um fato
qualquer". Sempre que a frase possuir pelo menos um verbo, recebe o nome
de período, que terá tantas orações quantos forem os verbos não auxiliares que o
constituem.
Outra função relevante é a do sujeito – mas não indispensável, pois há orações
sem sujeito, ditas impessoais –, de quem se diz algo, cujo núcleo é sempre
um substantivo. Sempre que o verbo o exigir, teremos nas orações substantivos
(nomes ou pronomes) que desempenham a função de complementos (objetos direto e
indireto, predicativo e complemento adverbial). Função acessória desempenham os
adjuntos adverbiais, que vêm geralmente ao final da oração, mas que podem ser ou
intercalados aos elementos que desempenham as outras funções, ou deslocados para
o início da oração.
Temos, assim, a seguinte ordem de colocação dos elementos que compõem
uma oração (os parênteses indicam os elementos que podem não ocorrer):
(sujeito) - verbo - (complementos) - (adjunto adverbial).
Podem ser identificados seis padrões básicos para as orações pessoais (i. é,
com sujeito) na língua portuguesa (a função que vem entre parênteses é facultativa e
pode ocorrer em ordem diversa):
1. Sujeito - verbo intransitivo - (Adjunto Adverbial)
O Presidente - regressou - (ontem).
2. Sujeito - verbo transitivo direto - objeto direto - (adjunto adverbial)
O Chefe da Divisão - assinou - o termo de posse - (na manhã de terça-feira).
3. Sujeito - verbo transitivo indireto - objeto indireto - (adjunto adverbial).
O Brasil - precisa - de gente honesta - (em todos os setores).
4. Sujeito - verbo transitivo direto e indireto - obj. direto - obj. indireto - (adj. Adv.)
Os desempregados - entregaram - suas reivindicações - ao Deputado - (no
Congresso).
5. Sujeito - verbo transitivo indireto - complemento adverbial - (adjunto adverbial)
A reunião do Grupo de Trabalho - ocorrerá - em Buenos Aires - (na próxima
semana).
O Presidente - voltou - da Europa - (na sexta-feira)
6. Sujeito - verbo de ligação - predicativo - (adjunto adverbial)
O problema - será - resolvido - prontamente.
Esses seriam os padrões básicos para as orações, ou seja as frases que
possuem apenas um verbo conjugado. Na construção de períodos, as várias funções
podem ocorrer em ordem inversa à mencionada, misturando-se e confundindo-se.
Não interessa aqui análise exaustiva de todos os padrões existentes na língua
portuguesa. O que importa é fixar a ordem normal dos elementos nesses seis padrões
básicos. Acrescente-se que períodos mais complexos, compostos por duas ou mais
orações, em geral podem ser reduzidos aos padrões básicos (de que derivam).
Os problemas mais freqüentemente encontrados na construção de frases dizem
respeito à má pontuação, à ambigüidade da idéia expressa, à elaboração de falsos
paralelismos, erros de comparação, etc. Decorrem, em geral, do desconhecimento da
ordem das palavras na frase. Indicam-se, a seguir, alguns desses defeitos mais
comuns e recorrentes na construção de frases, registrados em documentos oficiais.
Sujeito
Como dito, o sujeito é o ser de quem se fala ou que executa a ação enunciada na
oração. Ele pode ter complemento, mas não ser complemento. Devem ser evitadas,
portanto, construções como:
Errado: É tempo do Congresso votar a emenda.
Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda.
Errado: Apesar das relações entre os países estarem cortadas, (...).
Certo: Apesar de as relações entre os países estarem cortadas, (...).
Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim.
Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim.
Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...).
Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...).
Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...).
Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo, (...).
Frases Fragmentadas
A fragmentação de frases "consiste em pontuar uma oração subordinada ou uma
simples locução como se fosse uma frase completa". Decorre da pontuação errada de
uma frase simples. Embora seja usada como recurso estilístico na literatura, a
fragmentação de frases devem ser evitada nos textos oficiais, pois muitas vezes
dificulta a compreensão. Ex.:
Errado: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional. Depois de ser
longamente debatido.
Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional, depois de ser
longamente debatido.
Certo: Depois de ser longamente debatido, o programa recebeu a aprovação do
Congresso Nacional.
Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da
República, que o aprovou. Consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto
legal.
Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da
República, que o aprovou, consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto
legal.
Erros de Paralelismo
Uma das convenções estabelecidas na linguagem escrita "consiste em
apresentar idéias similares numa forma gramatical idêntica" , o que se chama
de paralelismo. Assim, incorre-se em erro ao conferir forma não paralela a elementos
paralelos. Vejamos alguns exemplos:
Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministérios economizar energia e
que elaborassem planos de redução de despesas.
Nesta frase temos, nas duas orações subordinadas que completam o sentido da
principal, duas estruturas diferentes para idéias equivalentes: a primeira oração
(economizar energia) é reduzida de infinitivo, enquanto a segunda (que elaborassem
planos de redução de despesas) é uma oração desenvolvida introduzida pela
conjunção integrante que. Há mais de uma possibilidade de escrevê-la com clareza e
correção; uma seria a de apresentar as duas orações subordinadas como
desenvolvidas, introduzidas pela conjunção integrante que:
Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios que economizassem
energia e (que) elaborassem planos para redução de despesas.
Outra possibilidade: as duas orações são apresentadas como reduzidas de
infinitivo:
Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios economizar energia e
elaborar planos para redução de despesas.
Nas duas correções respeita-se a estrutura paralela na coordenação de orações
subordinadas.
Mais um exemplo de frase inaceitável na língua escrita culta:
Errado: No discurso de posse, mostrou determinação, não ser
inseguro, inteligência e ter ambição.
O problema aqui decorre de coordenar palavras (substantivos) com orações
(reduzidas de infinitivo).
Para tornar a frase clara e correta, pode-se optar ou por transformá-la em frase
simples, substituindo as orações reduzidas por substantivos:
Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, segurança, inteligência e
ambição.
Ou empregar a forma oracional reduzida uniformemente:
Certo: No discurso de posse, mostrou ser determinado e seguro, ter inteligência
e ambição.
Atentemos, ainda, para o problema inverso, o falso paralelismo, que ocorre ao se
dar forma paralela (equivalente) a idéias de hierarquia diferente ou, ainda, ao se
apresentar, de forma paralela, estruturas sintáticas distintas:
Errado: O Presidente visitou Paris, Bonn, Roma e o Papa.
Nesta frase, colocou-se em um mesmo nível cidades (Paris, Bonn, Roma) e uma
pessoa (o Papa). Uma possibilidade de correção é transformá-la em duas frases
simples, com o cuidado de não repetir o verbo da primeira (visitar):
Certo: O Presidente visitou Paris, Bonn e Roma. Nesta última capital, encontrouse
com o Papa.
Errado: O projeto tem mais de cem páginas e muita complexidade.
Aqui repete-se a equivalência gramatical indevida: estão em coordenação, no
mesmo nível sintático, o número de páginas do projeto (um dado objetivo,
quantificável) e uma avaliação sobre ele (subjetiva). Pode-se reescrever a frase de
duas formas: ou faz-se nova oração com o acréscimo do verbo ser, rompendo, assim,
o desajeitado paralelo:
Certo: O projeto tem mais de cem páginas e é muito complexo.
Ou se dá forma paralela harmoniosa transformando a primeira oração também
em uma avaliação subjetiva:
Certo: O projeto é muito extenso e complexo.
O emprego de expressões correlativas como não só ... mas (como) também;
tanto ... quanto (ou como); nem ... nem; ou ... ou; etc. costuma apresentar
problemas quando não se mantém o obrigatório paralelismo entre as estruturas
apresentadas.
Nos dois exemplos abaixo, rompe-se o paralelismo pela colocação do primeiro
termo da correlação fora de posição.
Errado: Ou Vossa Senhoria apresenta o projeto, ou uma alternativa.
Certo: Vossa Senhoria ou apresenta o projeto, ou propõe uma alternativa.
Errado: O interventor não só tem obrigação de apurar a fraude como também a
de punir os culpados.
Certo: O interventor tem obrigação não só de apurar a fraude, como também de
punir os culpados.
Mencionemos, por fim, o falso paralelismo provocado pelo uso inadequado da
expressão e que num período que não contém nenhum que anterior.
Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que tem sólida formação
acadêmica.
Para corrigir a frase, ou suprimimos o pronome relativo:
Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem sólida formação acadêmica.
Ou suprimimos a conjunção, que está a coordenar elementos díspares:
Certo: O novo procurador é jurista renomado, que tem sólida formação
acadêmica.
Outro exemplo de falso paralelismo com e que:
Errado: Neste momento, não se devem adotar medidas precipitadas, e que
comprometam o andamento de todo o programa.
Da mesma forma com que corrigimos o exemplo anterior aqui podemos ou
suprimir a conjunção:
Certo: Neste momento, não se devem adotar medidas precipitadas, que
comprometam o andamento de todo o programa.
Ou estabelecer forma paralela coordenando orações adjetivas, recorrendo ao
pronome relativo que e ao verbo ser:
Certo: Neste momento, não se devem adotar medidas que sejam precipitadas e
que comprometam o andamento de todo o programa.
Erros de Comparação
A omissão de certos termos ao fazermos uma comparação, omissão própria da
língua falada, deve ser evitada na língua escrita, pois compromete a clareza do texto:
nem sempre é possível identificar, pelo contexto, qual o termo omitido. A ausência
indevida de um termo pode impossibilitar o entendimento do sentido que se quer dar a
uma frase:
Errado: O salário de um professor é mais baixo do que um médico.
A omissão de termos provocou uma comparação indevida: "o salário de um
professor" com "um médico".
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o salário de um médico.
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o de um médico.
Errado: O alcance do Decreto é diferente da Portaria.
Novamente, a não repetição dos termos comparados confunde. Alternativas para
correção:
Certo: O alcance do Decreto é diferente do alcance da Portaria.
Certo: O alcance do Decreto é diferente do da Portaria.
Errado: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que os Ministérios
do Governo.
No exemplo acima, a omissão da palavra "outros" (ou "demais") acarretou
imprecisão:
Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que
os outros Ministérios do Governo.
Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que os
demais Ministérios do Governo.
Ambigüidade
Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em mais de um sentido.
Como a clareza é requisito básico de todo texto oficial (v. 1.4. Concisão e Clareza),
deve-se atentar para as construções que possam gerar equívocos de compreensão.
A ambigüidade decorre, em geral, da dificuldade de identificar-se a que palavra
se refere um pronome que possui mais de um antecedente na terceira pessoa. Pode
ocorrer com:
a) pronomes pessoais:
Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretariado que ele seria exonerado.
Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu secretariado.
Ou então, caso o entendimento seja outro:
Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exoneração deste.
b) pronomes possessivos e pronomes oblíquos:
Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da República, em seu discurso, e
solicitou sua intervenção no seu Estado, mas isso não o surpreendeu.
Observe-se a multiplicidade de ambigüidade no exemplo acima, as quais tornam
virtualmente inapreensível o sentido da frase.
Claro: Em seu discurso o Deputado saudou o Presidente da República. No
pronunciamento, solicitou a intervenção federal em seu Estado, o que não
surpreendeu o Presidente da República.
c) pronome relativo:
Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu costumava trabalhar.
Não fica claro se o pronome relativo da segunda oração se refere a mesa ou
a gabinete, essa ambigüidade se deve ao pronome relativo que, sem marca de
gênero. A solução é recorrer às formas o qual, a qual, os quais, as quais, que marcam
gênero e número.
Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu costumava trabalhar.
Se o entendimento é outro, então:
Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu costumava trabalhar.
Há, ainda, outro tipo de ambigüidade, que decorre da dúvida sobre a que se
refere a oração reduzida:
Ambíguo: Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o funcionário.
Para evitar o tipo de ambigüidade do exemplo acima, deve-se deixar claro qual o
sujeito da oração reduzida.
Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser este indisciplinado.
Ambíguo: Depois de examinar o paciente, uma senhora chamou o médico.
Claro: Depois que o médico examinou o paciente, foi chamado por uma senhora.
Redação Oficial Exercícios Resolvidos
1) CESPE - 2006 - MPE-TO
Com base nesse texto, julgue o próximo item.
Caso um chefe de departamento do serviço público resolvesse recomendar aos
funcionários o emprego da linguagem simples, sem floreios, o expediente de
comunicação oficial mais adequado e ágil para tal seria o parecer técnico
acompanhado da exposição de motivos.
Certo Errado
2) CESPE - 2012 - PC-AL
Os documentos do padrão ofício têm por finalidade exclusiva estabelecer
comunicação de temas oficiais de forma eminentemente interna a um órgão
público, primando pela agilidade e objetividade no trato de suas matérias.
Certo Errado
3) CESPE - 2012 - TJ-AC
Julgue os itens seguintes, acerca das correspondências oficiais.
O documento utilizado por ministro de Estado que desejar convidar outro
ministro para a mesa de abertura de um seminário é a mensagem.
Certo Errado
4) CESPE - 2012 - PC-AL
Caso o chefe do setor de comunicação social de uma autarquia federal vinculada
a determinado ministério queira comunicar-se com o ministro de Estado
respectivo, para tratar de assunto de interesse público, o documento oficial a ser
por ele utilizado para esse fim será a mensagem, cujo fecho deverá conter a
expressão Respeitosamente, por se dirigir a autoridade hierarquicamente
superior.
Certo Errado
5) CESPE - 2012 - ANCINE
Em memorando para o encaminhamento de informações ou para a solicitação de
providências, o destinatário deve ser identificado apenas pelo cargo que ocupa;
caso se trate de memorando que contenha documento anexo, o destinatário deve
ser identificado pelo nome e pelo cargo que ocupa.
Certo Errado
6) CESPE - 2012 - TCE-ES
Para que a mensagem de correio eletrônico, cada vez mais empregada no serviço
público, tenha valor documental, é necessário existir certificação digital que ateste
a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.
Certo Errado
7) CESPE - 2012 - TCE-ES
Avisos destinados unicamente a encaminhar documentos devem ser iniciados
com a referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se não tiver
havido solicitação da remessa, deve constar no campo Assunto a expressão Sem
solicitação prévia.
Certo Errado
8) CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO)
A impessoalidade e o emprego do padrão culto de linguagem garantem a clareza
textual, pois evitam que haja ambiguidade no texto.
Certo Errado
9) CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO)
O emprego de linguagem simples e vocabulário acessível denota coloquialidade,
razão por que deve ser evitado em correspondências oficiais.
Certo Errado
10) CESPE - 2012 - PC-AL
A redação da correspondência oficial deve se pautar pela correção gramatical e
pelo uso de linguagem clara; por isso, expressões de cunho regional devem ser
utilizadas em documentos expedidos pelo poder público.
Certo Errado
1) Errado
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um
Ministro de Estado. Nesse caso o meio mais adequado seria o memorando circular.
Memorando: É a modalidade de texto oficial utilizada para comunicação entre
unidades administrativas de um mesmo órgão.
Memorando Circular: Correspondência remetida ao mesmo tempo a vários
destinatários internos. Adota a mesma forma do memorando.
2) Errado.
A correspondência com finalidade eminentemente interna é o memorando.
3) Errado
A correspondência adequada é o Aviso.
Como rege no Manual da Redação Oficial: "o aviso é expedido exclusivamente por
Ministros de Estado, para autoridade de mesma hierarquia, ..."
4) Errado
O termo Respeitosamente seria corretamente empregado se não fosse o erro da
questão ao dizer que a mensagem seria o instrumento adequado para a comunicação
entre o chefe de comunicação social da autarquia e o ministro de Estado. O
instrumento correto a ser utilizado seria o OFÍCIO.
Mensagem: É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes
Públicos , notadamente as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao
Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública;
5) Errado
No memorando, a forma de se designar o destinatário é sempre a mesma,
independente do assunto a ser tratado ou de conter anexos. O destinatário será
mencionado apenas pelo cargo que ocupa.
6) Certo
O Certificado Digital serve para garantir a autenticidade do emissor do e-mail.
7) Errado
Quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte:
– introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o
encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar
com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os
dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e
assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte
fórmula:
8) Errado
O problema aqui está em "garantem". O emprego da impessoalidade e o emprego do
padrão culto de linguagem favorecem, certamente, a clareza textual, mas não podem
garantir que um texto estará livre de ambiguidade.
9) Errado
Linguagem simples e vocabulário acessível não implica em coloquialidade. A
coloquialidade é uma linguagem utilizada no cotidiano em que não se exige a
observância do padrão culto de linguagem. Lembre-se que o padrão culto nada tem
contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de
expressão.
10) Errado
As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas
por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso
de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida que um texto
marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos
vocabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada.
11) CESPE - 2012 - TJ-AC
Considere que um servidor de determinado tribunal tenha de redigir um ofício
dirigido a outro órgão do Judiciário. A respeito das características desse tipo de
documento, julgue os itens que se seguem.
O campo assunto pode ser dispensado caso o ofício seja de mero
encaminhamento de documento, uma vez que não há necessidade de resumir o
texto.
Certo Errado
12) CESPE - 2011 - PC-ESs
Julgue os itens seguintes, acerca das correspondências oficiais.
Os adjetivos referidos aos pronomes de tratamento concordam com o gênero do
interlocutor.
Certo Errado
13) CESPE - 2012 - PC-CE
Em um memorando expedido no primeiro dia do mês de fevereiro do corrente
ano, a forma correta de indicar a data seria “Em 1.º de fevereiro de 2012”.
Certo Errado
14) CESPE - 2010 - AGU - Contador
Todos os expedientes oficiais devem conter, após o fecho, a assinatura e a
identificação do signatário.
Certo Errado
15) CESPE - 2010 - TRT - 21ª Região (RN)
Memorando, ofício e aviso, expedientes da comunicação oficial que servem ao
mesmo propósito funcional, são usados, geralmente, no padrão formal
denominado "padrão ofício", em virtude de poderem adotar a mesma
diagramação na distribuição das partes.
Certo Errado
16) CESPE - 2009 - DETRAN-DF - Auxiliar de Trânsito
A troca de mensagens por correio eletrônico adquire valor documental, em
órgãos do Poder Executivo, a partir do momento em que o destinatário confirma
o recebimento da mensagem.
Certo Errado
17) CESPE - 2009 - DETRAN-DF
Utilizado para o envio antecipado de documentos, o fax pode ser arquivado tal
como recebido, desde que substituído pelo documento original no prazo de 3
meses.
Certo Errado
18) CESPE - 2013 - CNJ
Para que o ofício hipotético acima esteja de acordo com os padrões estabelecidos
no Manual de Redação da Presidência da República, a identificação do tipo e do
número do expediente deve ser alterada para: Ofício n.º 265/2013/GC-EAS.
Certo Errado
19) CESPE - 2013 - CNJ
Para que o ofício hipotético acima esteja de acordo com os padrões estabelecidos
no Manual de Redação da Presidência da República, o parágrafo e o fecho devem
ser numerados.
Certo Errado
20) CESPE - 2013 - CNJ
Para que o ofício hipotético acima esteja de acordo com os padrões estabelecidos
no Manual de Redação da Presidência da República, o nome do órgão em que
trabalha a pessoa que subscreve o documento deve ser retirado do espaço
destinado à identificação do signatário, permanecendo, nesse espaço, apenas o
nome e o cargo de quem assina o expediente.
Certo Errado
11) Errado
As correspondências oficiais do padrão ofício deverão ter o campo "assunto" sempre.
Observe que o campo "assunto" não é exigido em todas as correspondências oficiais,
como exemplo, temos a Exposição de Motivos (enviada por Ministro ao Presidente ou
Vice-Presidente da República), a qual não traz destinatário nem assunto.
12) Certo
Os adjetivos referidos aos pronomes de tratamento concordam com o gênero do
interlocutor e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se o interlocutor
for homem, o correto é "Vossa Excelência está atarefado"; se mulher, "Vossa Excelência
está atarefada".
13) Certo
14) Errado
Todas as comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as
expede, abaixo do local de sua assinatura, exceto as comunicações assinadas pelo
Presidente da República.
15) Errado
O que torna a questão errada é afirmar que atendem ao mesmo propósito funcional.
Possuem finalidades diferentes.
16) Errado
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha
valor documental, i. é, para que possa ser aceita como documento original, é necessário
existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida
em lei.
17) Errado
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com o
próprio fax, cujo papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente.
18) Certo
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes: tipo e número do
expediente, seguido da sigla do órgão que o expede
19) Errado
Nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve
conter em sua estrutura os parágrafos do texto numerados. Uma vez que o ofício é para
encaminhamento de documentos, não é exigida a numeração. Além disso, o fecho
nunca é enumerado.
20) Certo
O nome do órgão vem no cabeçalho de quem emiti o ofício. Por isso não é necessário
repetir novamente o nome do órgão após a identificação do signatário.
21) CESPE - 2012 - MPE-PI
No memorando, no aviso e no ofício, a presença do vocativo é imprescindível e,
neste último, o destinatário é mencionado pelo cargo que ocupa.
Certo Errado
22) CESPE - 2012 - MPE-PI
Recomenda-se não deixar em página isolada a assinatura de quem expede um
documento oficial, devendo-se, nesse caso, transferir para essa página a última
frase anterior ao fecho.
Certo Errado
23) CESPE - 2012 - PM-AL
Assinale a opção correta no que diz respeito à forma e à estrutura da mensagem,
conforme estabelece o Manual de Redação da Presidência da República.
a) A mensagem deve conter a indicação do tipo de expediente e de seu
número, horizontalmente, no início da margem esquerda.
b) Na mensagem, o local e a data de expedição do documento devem estar
alinhados, no início do texto, à margem direita.
c) Quando direcionada ao presidente do Congresso Nacional, a mensagem
deve indicar o vocativo “Excelentíssimo Presidente do Congresso Nacional”,
centralizado no início do expediente, logo após a data de expedição da
correspondência.
d) O texto do corpo da mensagem deve ser numerado, e deve estar
organizado em itens ou títulos e subtítulos.
e) A mensagem, assim como os demais expedientes oficiais, sobretudo os
emitidos pelo presidente da República, deve conter a identificação do signatário.
24) CESPE - 2012 - TJ-AL
Entre as ações necessárias para a adequação ou manutenção do documento
apresentado às normas gerais e específicas das correspondências oficiais se inclui
a) a substituição de “A Sua Excelência o Senhor” por A Vossa Excelência o Senhor.
b) a substituição de FIFA, no corpo do texto, por fifa.
c) a inserção, ao final do texto, do local e da data, em que o documento foi assinado,
com a seguinte forma: Em 10 de junho de 2012.
d) o detalhamento do teor do documento, que foi expresso de forma muito
resumida no item “Assunto”, em desacordo, portanto, com os princípios que orientam
a redação de correspondências oficiais.
e) o deslocamento do fecho, de modo a alinhá-lo com o início do parágrafo do corpo
do texto.
25) CESPE - 2012 - TJ-AL
Com base no exemplo de documento oficial apresentado, assinale a opção
correta acerca da redação de correspondências oficiais.
a) A referência à data atende às normas estabelecidas para a redação de
correspondências oficiais.
b) O vocativo está corretamente empregado, dado que a correspondência é
endereçada a autoridade do Poder Executivo.
c) O documento apresenta as características de um ofício, expediente a ser
utilizado para a comunicação entre autoridades de mesma hierarquia.
d) O fecho empregado no documento está adequado, considerando-se os
cargos ocupados pelo seu emissor e pelo seu destinatário.
e) O emprego da primeira pessoa em “Convido-o” não atende a exigência
de impessoalidade que deve caracterizar os expedientes oficiais.
26) CESPE - 2012 - PM-AL
Considerando as normas do Manual de Redação da Presidência da República
referentes às correspondências oficiais que adotam a diagramação do padrão
ofício, assinale a opção correta.
a) Em tais documentos, no campo assunto, deve-se apresentar
detalhadamente o assunto que motiva a comunicação; no caso de haver mais de
uma ideia a ser exposta, cada sentença deve ser separada da outra por ponto
final.
b) Em se tratando de memorando ou de aviso, devem ser incluídos, no campo
destinatário, o nome, o cargo e o endereço da pessoa a quem se direciona a
comunicação oficial.
c) No ofício, o alinhamento do vocativo coincide com o do endereço do
signatário.
d) A mensagem, o ofício e o memorando adotam a mesma diagramação,
diferenciando-se apenas porque, no memorando, a data e o local de expedição
do documento se encontram alinhados à direita, no início do documento.
e) Tipo e número do expediente seguidos da sigla do órgão expedidor,
assunto, texto, destinatário, assinatura e identificação do signatário são elementos
comuns às correspondências que seguem o padrão ofício.
27) CESPE - 2012 - TJ-AL
Acerca da redação de correspondências oficiais, assinale a opção correta.
a) Nas correspondências expedidas pelo Presidente da República, é
dispensável a assinatura do signatário logo após sua identificação, que deve ser
feita apenas pelo nome do cargo: Presidente da República Federativa do Brasil.
b) Deve constar do ofício o endereço da pessoa a quem é dirigido, que deve
ser identificada por nome e cargo.
c) Tanto no memorando quanto no aviso, é dispensável a inclusão do local em
que o documento foi assinado, haja vista que tal informação, referente ao local, já
consta no envelope de endereçamento do expediente.
d) A estrutura de um memorando cuja finalidade seja o encaminhamento de
documentos compõe-se de introdução, desenvolvimento e conclusão
e) Devem-se empregar na introdução das comunicações oficiais formas como
Tenho a honra de... e Tenho o prazer de..., em razão da cordialidade e cortesia que
devem pautar o tratamento pessoal na administração pública.
28) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
Considerando as características dos documentos oficiais, sobretudo a
impessoalidade, a clareza, a concisão, a formalidade e a uniformidade, julgue os
itens subsequentes.
A fim de simplificar e de tornar mais célere e ágil a tramitação do memorando, os
despachos a esse documento oficial devem ser dados no próprio documento, o
que assegura maior transparência à tomada de decisões e permite que se
mantenha um histórico do andamento do assunto tratado no expediente.
Certo Errado
29) CESPE - 2012 - TJ-AC
Considere que um servidor de determinado tribunal tenha de redigir um ofício
dirigido a outro órgão do Judiciário. A respeito das características desse tipo de
documento, julgue os itens que se seguem.
Caso o destinatário ocupe um cargo hierarquicamente inferior ao do remetente, o
fecho adequado para o documento será “Cordialmente”.
Certo Errado
30) CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO)
Em comunicações dirigidas a chefes de poder, o vocativo adequado é
“Excelentíssimo Senhor”, seguido do nome do cargo correspondente.
Certo Errado
21) Errado
O erro encontra-se na parte da afirmativa que diz que no ofício o destinatário é
mencionado pelo cargo que ocupa, o que está errado. Na modalidade memorando é
onde isto ocorre.
22) Certo
23) A)
a) Certo . Ex:
Mensagem n°
b) Deve estar alinhado à margem direita.
c) O correto é “Excelentíssimo Senhor”
d) O texto do corpo da mensagem NÃO deve ser numerado.
e) A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não traz
identificação de seu signatário.
24) E)
O fecho deve estar alinhado com o início do parágrafo.
25) A)
a) Certo
b) O vocativo correto é “Senhor”, apenas.
d) Trata-se de AVISO: Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial
praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido
exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao
passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como
finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública
entre si e, no caso do ofício, também com particulares.
d) Por se tratar de mesmo cargo, deveria ser “Atenciosamente”.
e) O uso da primeira pessoa do singular não fere, necessariamente, a impessoalidade
do texto. Embora tenha sido usada a primeira pessoa, foi usada em nome do Serviço
Público, sem passar impressões pessoais. Para verificar se há violação da
impessoalidade deve-se verificar o contexto. O uso da primeira pessoa não é incomum
em correspondências oficias, ex: “Submeto projeto...”, “Convido-o...”, etc.
26) E)
27) B)
a) Em comunicação oficial expedida pelo Presidente da República, o espaço relativo à
identificação deve conter apenas a assinatura.
b) Certo
c) O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes: local e data em
que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita.
d) Compõe-se de introdução e, opcionalmente, desenvolvimento, caso haja algo para
acrescentar no texto do encaminhamento. O manual não menciona “conclusão”.
e) Não deve-se empregar tais formas.
28) Certo
29) Errado
O fecho adequado é “Atenciosamente”.
30) Certo
AS DEZ CLASSES GRAMATICAIS:
1. Artigo
2. Numeral
3. Pronome
4. Substantivo
5. Adjetivo
6. Verbo
7. Advérbio
8. Preposição
9. Conjunção
10. Interjeição
Classes de Palavras
Por Ana Paula de Araújo
A Primeira gramática do Ocidente foi de autoria de Dionísio de Trácia, que identificava oito partes do discurso: nome,
verbo, particípio, artigo, preposição, advérbio e conjunção. Atualmente, são reconhecidas dez classes
gramaticais pela maioria dos gramáticos: substantivo, adjetivo, advérbio, verbo, conjunção, interjeição, preposição,
artigo, numeral e pronome.
Como podemos observar, houve alterações ao longo do tempo quanto às classes de palavras. Isso acontece porque
a nossa língua é viva, e portanto vem sendo alterada pelos seus falantes o tempo todo, ou seja, nós somos os
responsáveis por estas mudanças que já ocorreram e pelas que ainda vão ocorrer. Classificar uma palavra não é fácil,
mas atualmente todas as palavras da língua portuguesa estão incluídas dentro de uma das dez classes gramaticais
dependendo das suas características. A parte da gramática que estuda as classes de palavras é a MORFOLOGIA
(morfo = forma, logia = estudo), ou seja, o estudo da forma. Na morfologia, portanto, não estudamos as relações
entre as palavras, o contexto em que são empregadas, ou outros fatores que podem influenciá-la, mas somente a
forma da palavra.
Há discordância entre os gramáticos quanto a algumas definições ou características das classes gramaticais, mas
podemos destacar as principais características de cada classe de palavras:
SUBSTANTIVO – é dita a classe que dá nome aos seres, mas não nomeia somente seres, como também
sentimentos,estados de espírito, sensações, conceitos filosóficos ou políticos, etc.
Exemplo: Democracia, Andréia, Deus, cadeira, amor, sabor, carinho, etc.
ARTIGO – classe que abriga palavras que servem para determinar ou indeterminar os substantivos, antecedendo-os.
Exemplo: o, a, os, as, um, uma, uns, umas.
ADJETIVO – classe das características, qualidades. Os adjetivos servem para dar características aos substantivos.
Exemplo: querido, limpo, horroroso, quente, sábio, triste, amarelo, etc.
PRONOME – Palavra que pode acompanhar ou substituir um nome (substantivo) e que determina a pessoa do
discurso.
Exemplo: eu, nossa, aquilo, esta, nós, mim, te, eles, etc.
VERBO – palavras que expressam ações ou estados se encontram nesta classe gramatical.
Exemplo: fazer, ser, andar, partir, impor, etc.
ADVÉRBIO – palavras que se associam a verbos, adjetivos ou outros advérbios, modificando-os.
Exemplo: não, muito, constantemente, sempre, etc.
NUMERAL – como o nome diz, expressam quantidades, frações, múltiplos, ordem.
Exemplo: primeiro, vinte, metade, triplo, etc.
PREPOSIÇÃO – Servem para ligar uma palavra à outra, estabelecendo relações entre elas.
Exemplo: em, de, para, por, etc.
CONJUNÇÃO – São palavras que ligam orações, estabelecendo entre elas relações de coordenação ou subordinação.
Exemplo: porém, e, contudo, portanto, mas, que, etc.
INTERJEIÇÃO – Contesta-se que esta seja uma classe gramatical como as demais, pois algumas de suas palavras
podem ter valor de uma frase. Mesmo assim, podemos definir as interjeições como palavras ou expressões que
evocam emoções, estados de espírito.
Exemplo: Nossa! Ave Maria! Uau! Que pena! Oh!
Fonte:
DUARTE, Paulo Mosânio Teixeira. Classes e categorias em português. 2. ed. rev. E ampl. / Paulo Mosânio Teixeira
Duarte e Maria Claudete Lima. – Fortaleza: Editora UFC, 2003.
BONS ESTUDOS!
Matriz de Referência –Língua Portuguesa – 3º ano do ensino médio
O 3º ano do ensino médio é avaliado apenas no Saeb. Em Língua Portuguesa (com foco em
leitura) são avaliadas habilidades e competências definidas em unidades chamadas descritores,
agrupadas em tópicos que compõem a Matriz de Referência dessa disciplina.
As matrizes de Língua Portuguesa do Saeb estão estruturadas em duas dimensões. Na primeira
dimensão, que é “objeto do conhecimento”, foram elencados seis tópicos, relacionados a
habilidades desenvolvidas pelos estudantes. A segunda dimensão da matriz de Língua Portuguesa
refere-se às “competências” desenvolvidas pelos estudantes. E dentro desta perspectiva, foram
elaborados descritores específicos para cada um dos seis tópicos.
Para o 3º ano do ensino médio, a Matriz de Referência completa, em Língua Portuguesa é
composta pelo conjunto dos seguintes descritores:
Descritores do Tópico I. Procedimentos de Leitura
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
D6 – Identificar o tema de um texto.
D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
Descritores do Tópico II. Implicações do Suporte, do Gênero e /ou do Enunciador na
Compreensão do Texto
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto,
etc.).
D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
DESCRITORES DE LÍNGUA PORTUGUESA--9º ano DO ENSINO FUNDAMENTAL
DESCRITORES DE LÍNGUA PORTUGUESA--8ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL
1. PRÁTICAS DE LEITURA DE TEXTOS
Espera-se que, ao terminar a oitava série do Ensino Fundamental, o aluno seja capaz de ler
textos:
a) ficcionais: conto, crônica, romance, poema, texto dramático, tira (história em
quadrinhos);
b) não-ficcionais: notícia, reportagem, editorial, artigo de opinião, crônica, texto
argumentativo, charge, propaganda, texto informativo, texto expositivo de outras áreas
e textos normativos, tais como estatutos, declarações de direito, etc.
Na elaboração da prova recomenda-se que sejam considerados os seguintes critérios para
seleção e apresentação dos textos:
a) critérios de seleção dos textos:
assegurar a presença dos textos ficcionais e não-ficcionais;
considerar a propriedade do tratamento temático e estilístico;
selecionar textos, ou fragmentos de texto, garantindo a unidade semântica e
estrutural;
para os textos ficcionais, considerar a representatividade dos autores;
para os textos não-ficcionais, considerar a diversidade de fontes em nível nacional,
bem como o caráter do tema (evitar temas muito perecíveis);
b) critérios de apresentação dos textos:
conservar as características do texto de origem, reproduzindo-o com a formatação
original (tipo e tamanho de letra, distribuição espacial no papel, etc.);
considerar as especificidades da reprodução gráfica da prova na elaboração das
questões;
indicar fonte e autoria de todos os textos.
1.1 Procedimentos de leitura
D1 - Localizar informações num texto. (B)
D2 - Relacionar uma informação identificada no texto com outras oferecidas no próprio
texto ou em outro(s) texto(s). (O)
D3 - Depreender de uma informação explícita outra afirmação implícita no texto. (G)
D4 - Relacionar uma informação identificada no texto com outras pressupostas pelo
contexto. (O)
D5 - Identificar o tema/tópico central de um texto. (B)
D6 - Relacionar, em um texto, assunto e finalidade com o tipo de texto. (O)
D7 - Inferir o sentido de uma palavra ou de uma expressão considerando o contexto e/ou
universo temático e/ou a estrutura morfológica da palavra (radical, afixos e flexões).(G)
D8 - Estabelecer, na construção de sentido do texto, articulações entre termos
pertencentes a uma família lexical ou de um mesmo campo semântico. (O)
D9 - Utilizar informações oferecidas por um verbete de dicionário e/ou de enciclopédia na
compreensão ou interpretação do texto. (O)
D10 - Relacionar informações oferecidas por figura, foto, gráfico e/ou tabela com as
constantes no corpo de um texto. (O)
1.2 Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto
D11 - Associar as características e estratégias de um texto ao gênero (ficcional ou nãoficcional)
e/ou locutor e interlocutor. (O)
D12 - Avaliar a força argumentativa com a finalidade do texto ou em função do interlocutor. (G)
D13 - Avaliar a adequação do texto considerando sua finalidade em função do gênero
(propaganda e persuasão; notícia e informação) e veículo de divulgação (jornal,
revista, livro). (G)-22
D14 - Reconhecer, em um texto, índices que permitam identificar características do
interlocutor ou da personagem. (B)
1.3 Relação entre textos: intertextualidade
D15 - Comparar paráfrases avaliando sua maior ou menor fidelidade ao texto original. (O)
D16 - Avaliar a intenção da paródia de um texto dado. (G)
D17 - Reconhecer referências ou remissões explícitas a outros textos. (B)
D18 - Comparar textos de diferentes gêneros quanto ao tratamento temático e aos recursos
formais utilizados pelo autor. (B)
D19 - Comparar o tratamento da informação em duas notícias sobre o mesmo fato. (O).
D20 - Comparar as opiniões/pontos de vista em dois textos sobre o mesmo tema. (O)
1.4 Coerência e coesão no processamento do texto
D21 - Correlacionar, em um texto dado, termos, expressões ou idéias que tenham o
mesmo referente. (O)
D22 - Estabelecer relação entre uma tese (global ou local) e os argumentos oferecidos para
sustentá-la. (O)
D23 - Estabelecer relação, em uma narrativa ficcional, entre a estratégia narrativa e o
desenvolvimento do enredo. (O)
D24 - Estabelecer relação, em uma narrativa ficcional, entre o desenvolvimento do enredo e
a organização espacial e temporal. (O)
D25 - Estabelecer relação, em um texto poético, entre aspectos formais (verso, rima,
disposição espacial; ritmo, assonância, aliteração) e a construção de sentido. (O)
D26 - Estabelecer relações sintático-semânticas na progressão temática (temporalidade,
causalidade, oposição, comparação). (O)
D27 - Avaliar a função argumentativa de operações como seleção lexical, formas de
tratamento e relações de co-referência (hiperonímia, expressões nominais definidas,
repetição, sinonímia). (G)
1.5 Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido
D28 - Analisar o efeito de sentido conseqüente do uso de pontuação expressiva
(interrogação, exclamação, reticências, aspas). (G)
D29 - Analisar o efeito de sentido conseqüente do uso de recursos gráficos (diagramação,
forma, tamanho e tipo de letras, disposição espacial, etc.). (G)
D30 - Analisar o efeito de sentido conseqüente do uso de recursos prosódicos (rima,
aliteração, onomatopéia, etc.). (G)
D31 - Analisar o efeito de sentido conseqüente de uma transgressão intencional ou
involuntária aos padrões ortográficos ou morfossintáticos da modalidade escrita. (G)
D32 - Analisar o efeito de sentido conseqüente do uso de linguagem figurada (metáfora,
hipérbole, eufemismo, repetição, gradação, etc.). (G)
1.6 Variação lingüística
D33 - Reconhecer, em um texto dado, marcas típicas da modalidade oral. (B)
D34 - Reconhecer níveis de registro (formal e informal). (B)
D35 - Reconhecer, em um texto, índices que permitam identificá-lo quanto à época. (B)
D36 - Aplicar os conhecimentos relativos a variação lingüística e diferenças entre oralidade
e escrita na produção de textos (G).
2. PRÁTICAS DE PRODUÇÃO DE TEXTOS
A partir das condições de produção estabelecidas pela própria tarefa (finalidade, gênero,
interlocutor), redigir um ou alguns dos seguintes textos:
narrativa ficcional (conto curto, crônica, paródia);
Tipologia Textual
1. Narração
Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e
lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de
anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos cercados
de narrações desde as que nos contam histórias infantis até às piadas do cotidiano. É o tipo
predominante nos gêneros: conto, fábula, crônica, romance, novela, depoimento, piada, relato,
etc.
2. Descrição
Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um
objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua
função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou
sentimentos. Não há relação de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a
imagem do objeto descrito. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a
que o texto se Pega. É um tipo textual que se agrega facilmente aos outros tipos em diversos
gêneros textuais. Tem predominância em gêneros como: cárdapio, folheto turístico, anúncio
classificado, etc.
3. Dissertação
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do
objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo.
3.1 Dissertação-Exposição
Apresenta um saber já construído e legitimado, ou um saber teórico. Apresenta informações
sobre assuntos, expõe, reflete, explica e avalia idéias de modo objetivo. O texto expositivo
apenas expõe ideias sobre um determinado assunto. A intenção é informar, esclarecer. Ex: aula,
resumo, textos científicos, enciclopédia, textos expositivos de revistas e jornais, etc.
3.1 Dissertação-Argumentação
Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de ideias ou um ponto de vista do autor. O texto,
além de explicar, também persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de algo.
Caracteriza-se pela progressão lógica de ideias. Geralmente utiliza linguagem denotativa. É tipo
predominante em: sermão, ensaio, monografia, dissertação, tese, ensaio, manifesto, crítica,
editorial de jornais e revistas.
Outros Tipos Textuais (menos importantes para concursos)
4. Dialogal / Conversacional
Caracteriza-se pelo diálogo entre os interlocutores. É o tipo predominante nos gêneros:
entrevista, conversa telefônica, chat, etc.
5. Injunção/Instrucional
Indica como realizar uma ação. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua
maioria, empregados no modo imperativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o uso
do futuro do presente do modo indicativo. Ex: ordens; pedidos; súplica; desejo; manuais e
instruções para montagem ou uso de aparelhos e instrumentos; textos com regras de
comportamento; textos de orientação (ex: recomendações de trânsito); receitas, cartões com
votos e desejos (de natal, aniversário, etc.).
6. Predição
Caracterizado por predizer algo ou levar o interlocutor a crer em alguma coisa, a qual ainda
estar por ocorrer. É o tipo predominante nos gêneros: previsões astrológicas, previsões
meteorológicas, previsões escatológicas/apocalípticas.
Gêneros textuais
Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou
escritos. Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito
parecidas, com características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes
e ocorrem em situações específicas. Pode-se dizer que se tratam das variadas formas de
linguagem que circulam em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero
textual tem seu estilo próprio, podendo então, ser identificado e diferenciado dos demais
através de suas características. Exemplos:
Notícia: podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato ocorrido que se deu
em um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas
personagens. Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas
vezes, minuciosamente descritos.
Reportagem: é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-expositivo. A reportagem
tem, por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem
direta.
Carta ao leitor: é um gênero do tipo dissertativo-argumentativo que possui uma linguagem
mais pessoal e leve, em que se escreve aos leitores.
Propaganda: é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há a o intuito de propagar
informações sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na
maioria das vezes, mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo.
Bula de remédio: é um gênero textual descritivo, dissertativo-expositivo e injuntivo que tem
por obrigação fornecer as informações necessárias para o correto uso do medicamento.
Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a fórmula
para preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, além disso, com
verbos no imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as
instruções.
Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da
empresa sobre determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade.
Tutorial: é um gênero injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor,
passo a passo e de maneira simplificada, como fazer algo.
Entrevista: é um gênero textual dialogal e dissertativo-expositivo que é representado pela
conversação de duas ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter
informações sobre ou do entrevistado ou de algum outro assunto.
História em quadrinhos: é um gênero narrativo que consiste em enredos contados em
pequenos quadros através de diálogos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie
de conversação.
Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de
caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre algum
acontecimento atual, em sua grande maioria.
Gêneros literários:
Gênero Narrativo:
Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o
dramático. Com o passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado apenas uma
variante do gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de prosa com
características diferentes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula. Porém, praticamente
todas as obras narrativas possuem elementos estruturais e estilísticos em comum e devem
responder a questionamentos, como: quem? o que? quando? onde? por quê? Vejamos a seguir:
Épico (ou Epopeia): os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de um povo ou
de uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens, gestos heroicos, etc. Normalmente
apresentam um tom de exaltação, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Três belos
exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisséia, de Homero.
Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos e de caráter
mais verossímil. Também conta as façanhas de um herói, mas principalmente uma história de
amor vivida por ele e uma mulher, muitas vezes, “proibida” para ele. Apesar dos obstáculos
que o separam, o casal vive sua paixão proibida, física, adúltera, pecaminosa e, por isso,
costuma ser punido no final. É o tipo de narrativa mais comum na Idade Média. Ex: Tristão e
Isolda.
Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a
brevidade do conto. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de
Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.
Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações
rotineiras, anedotas e até folclores (conto popular). Caracteriza-se por personagens
previamente retratados. Inicialmente, fazia parte da literatura oral. Boccaccio foi o primeiro a
reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão.
Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As personagens principais
são não humanos e a finalidade é transmitir alguma lição de moral.
Crônica: é uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial.
Pode ter um tom humorístico ou um toque de crítica indireta, especialmente, quando aparece
em seção ou artigo de jornal, revistas e programas da TV..
Crônica narrativo-descritiva: Apresenta alternância entre os momentos narrativos e manifestos
descritivos.
Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e
reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o
tratado. Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema
(humanístico, filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute
em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico.
Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago e Ensaio sobre a tolerância, de John Locke.
Gênero Dramático:
Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse tipo de texto, não há um narrador
contando a história. Ela “acontece” no palco, ou seja, é representada por atores, que
assumem os papéis das personagens nas cenas.
Tragédia: é a representação de um fato trágico, suscetível de provocar compaixão e terror.
Aristóteles afirmava que a tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma
extensão e completa, em linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando dó
e terror". Ex: Romeu e Julieta, de Shakespeare.
Farsa: é uma pequena peça teatral, de caráter ridículo e caricatural, que critica a sociedade e
seus costumes; baseia-se no lema latino ridendo castigat mores (rindo, castigam-se os
costumes). A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego de processos grosseiros,
como o absurdo, as incongruências, os equívocos, os enganos, a caricatura, o humor primário,
as situações ridículas.
Comédia: é a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil.
Sua origem grega está ligada às festas populares.
Tragicomédia: modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. Originalmente,
significava a mistura do real com o imaginário.
Poesia de cordel: texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo linguístico e
cultural nordestinos, fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por este povo.
Gênero Lírico:
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no poema e que nem sempre
corresponde à do autor) exprime suas emoções, ideias e impressões em face do mundo
exterior. Normalmente os pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da
função emotiva da linguagem.
Elegia: é um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a morte é elevada como o ponto
máximo do texto. O emissor expressa tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É
um poema melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e yufa, de william shakespeare.
Epitalâmia: é um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites românticas com poemas
e cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais.
Ode (ou hino): é o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à pátria (e aos seus
símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a alguém ou algo importante para ele. O hino é
uma ode com acompanhamento musical;
Idílio (ou écloga): é o poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à natureza, às
belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema bucólico, ou seja, que expressa o desejo
de desfrutar de tais belezas e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais a
paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com diálogos (muito rara);
Sátira: é o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém ou a algo, em tom sério ou
irônico.
Acalanto: ou canção de ninar;
Acróstico: (akros = extremidade; stikos = linha), composição lírica na qual as letras iniciais de
cada verso formam uma palavra ou frase;
Balada: uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas de amigo (elegias) com
ritmo característico e refrão vocal que se destinam à dança;
Canção (ou Cantiga, Trova): poema oral com acompanhamento musical;
Gazal (ou Gazel): poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio;
Haicai: expressão japonesa que significa “versos cômicos” (=sátira). E o poema japonês
formado de três versos que somam 17 sílabas assim distribuídas: 1° verso= 5 sílabas; 2° verso =
7 sílabas; 3° verso 5 sílabas;
Soneto: é um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quartetos e dois tercetos, com
rima geralmente em a-ba-b a-b-b-a c-d-c d-c-d.
Vilancete: são as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escárnio e de maldizer);
satíricas, portanto.
Exercícios resolvidos com gabarito:
http://portuguesxconcursos.blogspot.com.br/2013/02/tipologia-textual-exercicios-resolvidos.html
1 de março de 2013
Tipologia Textual: Exercícios Resolvidos
1) CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados
O texto pode ser classificado como didático por ser marcado pela repetição de
vocabulário e ausência de elementos subjetivos.
Certo Errado
2): CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados
É correto afirmar que o poema mimetiza características de outro gênero textual.
Certo Errado
3) CESPE - 2013 - TRE-MS
O texto é, essencialmente,
a) informativo.
b) prescritivo e normativo.
c) dissertativo-argumentativo.
d) narrativo.
e) descritivo.
4) CESPE - 2012 - ANAC
O texto, que se caracteriza como argumentativo, é utilizado para a defesa da
necessidade de modernização da ANAC.
Certo Errado
5) CESPE - 2007 - TRT-9R
Trata-se de um texto dissertativo composto a partir de segmentos narrativos e
descritivos.
Certo Errado
6) CESPE - 2012 - MPE-PI
O texto apresenta características narrativas e dissertativas.
Certo Errado
7) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
O texto apresenta, como comprovam as escolhas lexicais feitas pelo autor, as
principais características do texto dissertativo: pessoalidade e subjetividade.
Certo Errado
8) CESPE - 2012 - TJ-RR
O texto pode ser classificado como dissertativo, visto que nele se defende a ideia
da importância da ampla defesa e se desenvolve argumentação a partir dela.
Certo Errado
9) CESPE - 2012 - STJ
O emprego do vocábulo “chato”, cujo sentido é pejorativo, é inadequado ao
gênero do texto em questão.
Certo Errado
10) CESPE - 2007 - TRE-AP
Assinale a opção correta a respeito das idéias apresentadas no texto e da
tipologia textual.
a) O texto é fragmento de uma notícia e se estrutura em duas partes: uma
expositiva e outra argumentativa.
b) O texto é uma descrição retirada de um texto publicitário, destinado a
convencer os adolescentes a votarem.
c) O texto narra episódios políticos que aconteceram antes das eleições para a
chefia da UBES.
d) O texto tem estrutura dissertativa, sendo as passagens entre aspas
transcrições de discursos contrários às eleições aos 16 anos.
e) No primeiro parágrafo, predomina a estrutura descritiva, mas, no segundo,
sobressai a narrativa.
GABARITO
1) ERRADO
O texto apresenta inúmeros apontamentos e interpretações próprios do autor. Na
linha 20 o autor diz: "no meu modo de pensar".
2) CERTO
O poema mimetiza o gênero lei.
3) c)
Na frase "Essa não é, entretanto, uma verdade absoluta (linha 15)"... o autor deixa
claro sua discordância com que foi mencionado anteriormente. Ademais, expõe
as considerações de "José Afonso da Silva" para reforçar seu ponto de vista. Essas
são marcas de um texto dissertativo argumentativo.
4) ERRADO
A característica de um texto argumentativo é a defesa de uma ideia, de uma
opinião ou de um ponto de vista, uma tese, procurando fazer com que
seja aceita. Note que o texto não está preocupado em convencer ninguém
5) CERTO
Os segmentos narrativos encontram-se nos períodos com verbos no passado. Já
os segmentos descritivos estão na descrição da quantidade de RCEs e da
decomposição de material orgânico.
6) CERTO
Narrativas por conter o relato da ação da "personagem" no discurso. Dissertativas
por desenvolver ou explicar o tema proposto, discorrendo sobre ele com o fim de
produzir transmissão de conhecimento.
7) ERRADO
Há dois tipos de textos dissertativos: o expositivo/objetivo e o
argumentativo/subjetivo. No primeiro, texto dissertativo-expositivo, o autor não
se preocupa em defender sua opinião: ele apenas explica ideias ou informações,
sem intenção de convencer o leitor. No segundo, texto dissertativoargumentativo,
o autor expõe seus argumentos com a pretensão de persuadir o
leitor.
O erro da questão é afirmar que pessoalidade e subjetividade são inerentes a
todo texto dissertativo, quando na verdade apenas o dissertativo-argumentativo
possui tais características.
8) CERTO
Podemos chegar a esta conclusão a partir da parte introdutória do texto "...
pudessem ser condenados sumariamente sem defesa." O título do texto também
é sugestivo "Todo réu deve ter defesa." Devemos ficar atentos a todos os
elementos apresentados para certificarmos da resposta correta, incluindo o
rodapé.
9) ERRADO
O termo "chato" é adequado porque a fonte indica que o texto é de humor.
10)
a) CERTO
Expositiva - Quando narra e descreve a realização da campanha.
Argumentativa - Quando inclui e cita os argumentos do professor e da presidenta
da comissão de educação.
b) ERRADO
É uma narração. Observe o uso do pretérito perfeito e do presente, o objetivo de
relatar os fatos etc.
c) ERRADO
Não há nada no texto que possa levar a essa interpretação.
d) ERRADO
O texto possui a estrutura de uma narração. O objetivo é relatar um
acontecimento. Os discursos são favoráveis às eleições.
e) ERRADO
O texto integralmente é narrativo.
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Função referencial ou denotativa: transmite uma informação objetiva, expõe dados da
realidade de modo objetivo, não faz comentários, nem avaliação. Geralmente, o texto
apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade. A
linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está
exposta. Em alguns textos é mais predominante essa função, como: científicos, jornalísticos,
técnicos, didáticos ou em correspondências comerciais. Exemplos:
Bancos terão novas regras para acesso de deficientes”.
(O Popular, 16 out. 2008.)
"Nos vertebrados, esta resposta inclui uma série de alterações bioquímicas, fisiológicas e
imunológicas coletivamente denominadas inflamação." (Descrição da inflamação em um artigo
científico.)
Função emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A
realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no
emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. Não é o fato, mas o ponto de vista do
emissor que está em destaque, sua percepção dos acontecimentos. A pontuação (ponto de
exclamação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a
subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas
ou narrativas de teor dramático ou romântico. Exemplos:
“Porém meus olhos não perguntam nada. / O homem atrás do bigode é sério, simples e forte.
/ Quase não conversa. / Tem poucos, raros amigos / o homem atrás dos óculos e do bigode.”
(Poema de sete faces, Carlos Drummond de Andrade)
“Não só baseado na avaliação do Guia da Folha, mas também por iniciativa própria, assisti
cinco vezes a “Um filme falado”. Temia que a crítica brasileira condenasse o filme por não ser
convencional, mas tive uma satisfação imensa quando li críticas unânimes na imprensa.
Fantástico! Parabéns, Sérgio Rizzo, seus textos nunca me decepcionam.”
(Luciano Duarte. Guia da Folha, 10 a 16 de junho 2005.)
Função conativa ou apelativa: O objetivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma
coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da
função). Os verbos costumam estar no imperativo (compre! faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª
pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de função é muito
comum em textos publicitários, em discursos políticos, horóscopos e textos de auto-ajuda.
Exemplo:
“Não perca a chance de ir ao cinema pagando menos!”
Função metalinguística: Essa função refere-se à metalinguagem, que é quando o emissor
explica um código usando o próprio código. Por exemplo, quando um poema fala da própria
ação de se fazer um poema, ou quando um cartunista descreve o modo como ele faz seus
desenhos em um cartum. Exemplos:
“Lutar com palavras é a luta mais vã. Entretanto lutamos mal rompe a manhã. São muitas, eu
pouco. Algumas, tão fortes como o javali. Não me julgo louco. Se o fosse, teria poder de
encantá-las. Mas lúcido e frio, apareço e tento apanhar algumas para meu sustento num dia de
vida. Deixam-se enlaçar, tontas à carícia e súbito fogem e não há ameaça e nem há sevícia que
as traga de novo ao centro da praça.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Função fática: O interesse do emissor é testar ou chamar a atenção para o canal de
comunicação, isto é, verificar a "ponte" de comunicação e certificar-se sobre o contato
estabelecido, de forma a prolongá-lo. Os cacoetes de linguagem
como: alô?!, né?, certo?, afinal?, ahã! hum... São exemplos usados para verificar a comunicação
ou estendê-la.
Função poética ou estética: É aquela que põe em evidência a forma da mensagem. O foco recai
sobre o trabalho e a construção da mensagem. A mensagem é posta em destaque, chamando
a atenção para o modo como foi organizada. Há um interesse pela mensagem através do
arranjo e da estética, valorizando as palavras e suas combinações. Essa função aparece
comumente em textos publicitários, provérbios, músicas, ditos populares e linguagem
cotidiana. Quando a mensagem é elaborada de forma inovadora e imprevista, utilizando
combinações sonoras e rítmicas, jogos de imagem ou de ideias, temos a manifestação da
função poética da linguagem. Exemplo:
negócio/ego/ócio/cio/0.
(Na poesia acima, “Epitáfio para um banqueiro”, José de Paulo Paes faz uma combinação de
palavras que passa a ideia do dia a dia de um banqueiro.)
Canção
Ouvi cantar de tristeza,
porém não me comoveu.
Para o que todos deploram.
que coragem Deus me deu!
Ouvi cantar de alegria.
No meu caminho parei.
Meu coração fez-se noite.
Fechei os olhos. Chorei.
[...]
(Cecília Meireles)
Regras de Acentuação Gráfica:
Caso Quando
acentuar
Exemplo Observações
Proparoxítona
SEMPRE
simpática
lúcido
sólido
cômodo
Obs: O acento utilizado pode diferir
segundo a região:
acadêmico, amazônia (BR)
académico, amazónia (PT).
Paroxítonas
terminadas em:
R, X, N, L
PS
I(S), U(S)
UM, UNS
OM, ON(S)
Ã(S), ÃO(S)
ditongo(S)
*gua, guam
gue, guem
qua, quam
que, quem
caráter,
látex
hífen
fácil
bíceps
táxi
vírus
álbum(ns)
rádom
ímã
órfãos
árduos
*averíguam
1) Parox. com terminação [ENS] não levam
acento: jovens, polens, itens.
2) Prefixo parox. com terminação [I] ou [R]
não se acentua: arqui-inimigo,
semianalfabeto, antiterrorismo, superhomem,
inter-relação, hipertensão .
3) O acento utilizado pode diferir segundo
a região:
gêmeo, fêmea (Brasil)
gémeo, fémea (Portugal).
Bizu:
-Ditongon, PsIU!
-Um?
-NÃÃo, ReLaXe!
*Acentua-se quando a ênfase
for paroxítona, Ex: Ave-rí-guam. Caso seja
dada ênfase ao [U], não acentuar. Ex:
Averi-gu-am.
terminadas em:
vatapá 1. Terminadas em [I(S)], [U(S)] não
Oxítonas A(S)
E(S)
O(S)
EM, ENS
igarapé
avô
avós
refém
parabéns
possuem acentuação gráfica: cupuaçu,
caqui.
2. O acento utilizado pode diferir segundo
a região:
caratê, nenê (Brasil);
caraté, nené (Portugal).
Monossílabos
tônicos
terminados em:
A(S)
E(S)
O(S)
vá, pás
pé, mês
pó, pôs
Lembre-se de colocar acentos em verbos
na forma oxítona acrescidos de pronome:
lembrá-lo, colocá-lo, fazê-lo, etc.
Í(S) e Ú(S)
em hiatos
Í(S) e Ú(S) levam
acento quando
formam hiato
saída
saúde
aí
Araújo
Esaú
Luís
Itaú
baú
Piauí
Exceções:
1. Quando seguidos de 'nh': rainha,
ladainha, moinho.
2. Nas parox. precedidas de ditongo
decrescente: bai-u-ca, fei-u-ra, mao-is-mo,
tao-is-ta, sai-i-nha (saia pequena).
OBS: oxítona precedida de ditongo
acentua-se: teiú, Piauí.
3. Não acentuar se precedido de mesma
letra: vadiice, xiita, juuna.
OBS: Acentuadas se cair em outra regra :
friíssimo (proparox.), cardiídeo
(parox. terminada em ditongo).
Ditongos
abertos
ÉI(S)
ÓI(S)
ÉU(S)
papéis
herói
céu
Exceção:
1. Em parox. não mais levam acento:
Ex: paranoia, boia, colmeia, ideia.
OBS: Se cair em outra regra levará acento:
Méier, destróier (parox.terminadas em R).
OO, EE
Voo
Enjoo
Leem
Veem
A acentuação nos hiatos OO e EE foi
abolida.
Exceções:
Acento
diferencial
Não mais ocorre
acentuação
diferencial,
salvo algumas
exceções
PODER - para diferenciar passado e
presente.
Ex: Ele não pôde ir ontem, mas pode ir
hoje.
PÔR - Para diferenciar da preposição
"por":
Ex: Vamos por um caminho frio, então
vamos pôr casacos;
ARGUIR - Para diferenciar 1ª e 3ª pessoa
do presente do Indicativo.
Ex: Eu arguí que ele argui erroneamente.
FÔRMA (facultativo)
Ex: Compre a fôrma para pudim onde a
forma de pagamento seja parcelada.
DÊMOS (facultativo) - Para diferenciar
presente do subjuntivo de pretérito
perfeito do indicativo.
Ex: Esperam que nós dêmos tantos
brinquedos quanto demos ano passado.
Primeira pessoa do plural no modo
indicativo dos verbos terminados em
[AR] (facultativo):
Pretérito perfeito: amámos (amar),
pensámos (pensar), ligámos (ligar)
Presente do indicativo: amamos (amar),
pensamos (pensar), ligamos (ligar)
Acento
diferencial
Na terceira pessoa
do plural recebem
acento diferencial
ele:
tem,
vem,
detém,
intervém
Na terceira pessoa do singular, palavras
derivadas de TER e VIR,oxítonas com
terminação [EM], recebem acento agudo,
TER, VIR e seus
derivado
circunflexo
eles:
têm,
vêm,
detêm,
intervêm
conforme regra das oxítonas.
Dupla
pronúncia e
Silabada
(erro de
prosódia).
São oxítonas
ureter
mister
condor
Nobel
sutil
São paroxítonas
avaro
pudico
austero
látex
recorde
filantropo
misantropo
rubrica
ibero
biotipo
gratuito
fortuito
São proparoxítonas
aerólito
bávaro
ínterim
monólito
lêvedo
arquétipo
protótipo
ímprobo
Admitem dupla pronúncia
acróbata/acrobata
transístor/transistor
hieróglifo/hieroglifo
réptil/reptil
projétil/projetil
Oceânia/Oceania
xérox/xerox
dúplex/duplex
tríplex/triplex
clítoris/clitóris
Trema
Não mais ocorre.
Ainda é válido para palavras de língua
estrangeira: Dülsseldorf, Müler, Bündcher
(Gisele).
Obs: O Trema não é acento gráfico. É um
sinal diacrítico / notação léxica.
1 de janeiro de 2013
Acentuação Gráfica: Exercícios Resolvidos
Exercícios e Gabarito
1) CESPE - 2012 - TJ-AC - Conhecimentos Básicos
As palavras “negligência”, “reservatórios”, “espécie” e “equilíbrio”
apresentam acentuação gráfica em decorrência da mesma regra gramatical.
Certo Errado
2) CESPE - 2012 - PRF - Classe A Padrão I
As palavras “Polícia”, “Rodoviária” e “existência” recebem acento gráfico
porque são paroxítonas terminadas em ditongo crescente.
Certo Errado
3) CESPE - 2012 - ANAC - Técnico Administrativo
As palavras “início” e “série” recebem acento gráfico com base em regras
gramaticais distintas.
Certo Errado
4) CESPE - 2012 - ANATEL - Técnico Administrativo
Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego do acento gráfico tem
justificativas gramaticais diferentes.
Certo Errado
5) CESPE - 2012 - IBAMA - Técnico Administrativo
As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de acordo com a mesma regra
de acentuação gráfica.
Certo Errado
6) CESPE - 2012 - ANCINE - Técnico Administrativo
Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” recebem acento gráfico com
base na mesma regra de acentuação gráfica.
Certo Errado
7) CESPE - 2012 - MPE-PI - Cargos de Nível Superior
De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “órgãos” segue a mesma
regra de acentuação que o vocábulo “últimos”.
Certo Errado
8) CESPE - 2012 - MPE-PI - Cargos de Nível Médio
Os verbos “comunicar”, “ensinar” e “comandar”, quando complementados
pelo pronome a, acentuam-se da mesma forma que “constatá-las”, “designálas”
e “elevá-las”.
Certo Errado
9) CESPE - 2012 - TJ-RR - Nível Médio - Conhecimentos Básicos
Os vocábulos “jurídicas”, “econômicas” e “físico” recebem acento gráfico com
base em regras gramaticais diferentes.
Certo Errado
10) CESPE - 2011 - EBC - Conhecimentos Básicos
Levando-se em consideração o que está previsto na ortografia oficial vigente, é
correto afirmar que: o vocábulo “têxtil”, que segue o padrão de flexão do
vocábulo pênsil, é acentuado também na forma plural; “obsolescência” é vocábulo
que segue o padrão do vocábulo ciência, no que se refere ao emprego de sinal de
acentuação; a acentuação gráfica do vocábulo “déspotas” também é empregada
quando o vocábulo é grafado na forma singular.
Certo Errado
11) CESPE - 2007 - TCU - Técnico de Controle Externo
A palavra “têm” (L.5) é acentuada porque está no plural para concordar com
“moradores” (L.4).
Certo Errado
12) CESPE - 2006 - DATAPREV
As palavras “conteúdos” e “inúteis” são acentuadas com base na mesma regra
de acentuação gráfica.
Certo Errado
13) CESPE - 2011 - TJ-ES - Conhecimentos Básicos
Os vocábulos “países” e “áreas” são acentuados de acordo com a mesma regra
de acentuação gráfica.
Certo Errado
14) CESPE - 2009 - MMA - Agente Administrativo
O emprego do acento agudo nos vocábulos “país” e “aí” justifica-se pela
mesma regra de acentuação gráfica.
Certo Errado
15) CESPE - 2010 - Caixa - Técnico Bancário
O acento que distingue a forma verbal 'é' da conjunção 'e' estabelece diferença
morfológica, gráfica e fonética, tal como ocorre com pôr e por.
Certo Errado
16) CESPE - 2009 - ADAGRI-CE
Nas palavras "fitoterápico" (L.2), "líquido" (L.3) e "álcool" (L.5), foi empregada a
mesma regra de acentuação gráfica.
Certo Errado
17) CESPE - 2008 - Banco do Brasil
O acento circunflexo em "pôde" indica que, além de a pronúncia da vogal ser
fechada, como em ovo, por exemplo, o verbo está no pretérito.
Certo Errado
18) CESPE - 2004 - Instituto Rio Branco
A palavra "ordem" não recebe acento gráfico, assim como seu plural também não.
Isso ocorre porque as palavras paroxítonas terminadas em -em/-ens não se
acentuam, regra da qual a palavra hífens é exceção.
Certo Errado
19) CESPE - 2007 - TCU
A retirada do acento circunflexo na forma verbal "vêm" (L.7) provoca incorreção
gramatical no texto porque o sujeito a que essa forma verbal se refere tem dois
núcleos: "compreensão" (L.7) e "necessidade" (L.9).
Certo Errado
20) CESPE - 2008 - Banco do Brasil
O sinal de acentuação gráfica em "mantêm" (L.3) marca o plural do verbo, que assim é
acentuado para concordar com "trocas" (L.2).
Certo Errado
GABARITO
1) 2) 6) Certo
Trata-se de uma das regras de acentuação mais cobradas em provas do CESPE. Essas palavras são acentuadas por
serem paroxítonas terminadas em ditongo, seguidas ou não de "s".
3) ERRADO
Ambas são acentuadas segundo a mesma regra: paroxítonas terminadas em ditongo.
4) 9) ERRADO
Ambas são acentuadas segundo a mesma regra: proparoxítonas.
5) ERRADO
Segundo o velho acordo, as palavras “pó” e “só” pertencem à regra dos monossílabos tônicos e a palavra
“céu” à dos ditongos abertos. No novo acordo, ambas estão nas regras das oxítonas; mas em subitens
diferentes.
7) ERRADO
Últimos = proparoxítonas (acentuam-se todas).
Órgãos = paroxítona terminada em ditongo seguida ou não de (s).
8) CERTO
Quando verbos, ao se combinarem com PRONOMES OBLÍQUOS, produzem formas OXÍTONAS, ou monossilábicas,
terminadas em a(s), e(s), o(s) devem ser acentuados, pois estão na regra das oxítonas.
10) CERTO
Têxtil/têxteis e Pênsil/Pênseis: Paroxítonas terminadas em L ou ditongo oral são acentuadas;
Obsolescência e ciência: São paroxítonas terminadas em ditongo oral, por isso, são acentuadas.
Déspota ou déspostas: proparoxítonas, todas são acentuadas.
11) CERTO
"ao aproximar moradores urbanos e rurais, que falam dialetos variados, mas que têm apenas um tipo de..."
O pronome “que” é relativo, logo, moradores têm apenas....
Os verbos TER, VIR e derivados escreve-se com “ÊM” na 3ª pessoa do plural do Presente do Indicativo (regra
de acentuação diferencial). As demais pessoas desses verbos ficam sujeitas à regra das oxítonas e à dos
monossílabos.
12) ERRADO
com.te.ú.dos: O "i" e "u" quando estiverem na sílaba tônica, sozinhos ou acompanhados de "s", não seguidos de
"nh" e formarem hiato serão acentuados.
i.nú.teis: Toda palavra paroxítona terminada em ditongo (com ou sem "s") é acentuada.
13) ERRADO
pa.í.ses: O "i" e "u" quando estiverem na sílaba tônica, sozinhos ou acompanhados de "s", não seguidos de "nh" e
formarem hiato serão acentuados.
á.reas: Toda palavra paroxítona terminada em ditongo (com ou sem "s") é acentuada.
14) CERTO
A regra que a questão pede é a do hiato. Acentuam-se, via de regra, o "i" e "u" em hiato formando sílaba sozinhos
ou com s, não seguidos de nh.
15) ERRADO
Os vocábulos "e" e "é" são distinguidos quanto à morfologia, grafia e fonética. Os vocábulos “pôr” e “por” são
distinguidos quanto à morfologia e à grafia, mas não em relação à fonética.
16) CERTO
Estão na regra das proparoxítonas:
fi.to.te.rá.pi.co
lí.qui.do
ál.co.ol
17) CERTO
O acento circunflexo é utilizado para distinções como, por exemplo, entre o verbo pôr e a preposição por, e ainda
entre o verbo poder na terceira pessoa do presente do modo indicativo (pode) e o mesmo verbo na terceira
pessoa do pretérito perfeito do modo indicativo (pôde).
18) ERRADO
As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas não as que terminam em "ens". Ex: hifens, jovens
etc.
19) ERRADO
O sujeito composto da oração está posposto ao verbo. Então, nesse caso, o verbo concorda com ambos os
núcleos, ou com o núcleo mais próximo, sendo possível a utilização do termo "vem" sem acentuação.
20) CERTO
Os verbos TER, VIR e derivados escrevem-se com “ÊM” na 3ª pessoa do plural do Presente do
Indicativo, segundo regra de acentuação diferencial. As demais pessoas desses verbos ficam sujeitas à regra das
oxítonas e à dos monossílabos.
à s 1 0 : 3 2
Crase: Emprego e Exercícios
A crase é uma palavra com origem grega que denota "fusão". O sinal indicador deste fenômeno
gramático é o acento grave. A crase ocorre quando a preposição "a" funde-se com:
1) O artigo feminino "a" ou "as".
2) Os pronome relativos "a qual" e "as quais".
3) Os pronomes demonstrativos “a”, "aquele"(s), "aquela"(s), "aquilo", "aqueloutro"(s) e
"aqueloutra"(s).
Somos contrários (a+a) à guerra;
Esta é a pesquisa (a+a qual) à qual me dedico;
Referiu-se (a+aqueles) àqueles carros de luxo;
É uma ideia igual (a+a) à que eu tive;
A crase está diretamente relacionada à regência de verbos e nomes.
a) Enganei a população brasileira;
b) Agradei à população brasileira;
No primeiro caso, o verbo enganar não exige a preposição [a], quem engana "engana alguém"
é a regência do verbo enganar. No exemplo seguinte a crase ocorre, pois o verbo agradar é
transitivo indireto e exige esta preposição, a qual se contrai com o artigo a que determina
"população".
c) Saiu do campo em direção a cidade;
d) Saiu do campo em direção à cidade maravilhosa;
Não apenas verbos podem pedir a preposição [a], nomes também podem. No exemplo c), o
substantivo "direção" pede essa preposição. Uma vez que não há um artigo determinando
"cidade", não ocorre crase. Mas quando trata-se de uma cidade determinada - a cidade
maravilhosa - ocorre a fusão da preposição com o artigo, ocorre a crase.
Regras de verificação
1) Trocar o termo feminino após a preposição "a" por uma palavra masculina. Se aparecer a
combinação ao, então haverá crase. Ex:
Somos contrários à guerra.
Somos contrários ao terror.
São propostas relevantes à sociedade;
São propostas relevantes ao povo;
Farei daqui a uma hora;
Farei daqui a um minuto;
2) Em alguns casos, pode-se substituir a preposição a pela preposição para. Se o artigo
definido a permanecer, então a crase é aplicável. Ex:
Vou para Salvador.
Vou a Salvador.
Vou para a Salvador da alegria.
Vou à Salvador da alegria.
3) Alternativamente, ao invés de substituir o nome após a crase, pode-se substituir o termo
antes da crase, regente da preposição a, por outro que exija uma preposição diferente
(de, em, por). Se não resultar nas contrações da(s), na(s) ou pela(s), não haverá crase:
Refiro-me à sorveteria.
Gosto da sorveteria / Penso na sorveteria / Opto pela sorveteria.
Refiro-me a sorveterias.
Gosto de sorveterias / Penso em sorveterias / Opto por sorveterias.
Atenção!
Observe que palavras em sentido genérico, ainda que femininas, não admitem artigo definido.
Não vai a festa. (Não vai em nenhuma festa)
Um dia dedicado a mulher. (todas as mulheres)
Sujeito a multa.
Tudo cheirava a velhice
Embora "festa", "mulher", "multa" e "velhice" sejam substantivos femininos e estejam
antecedidos pela preposição a, não ocorre crase, pois estão em sentido genérico. Entretanto,
se o objetivo do interlocutor é justamente especificar estas palavras, usando o artigo, então
ocorrerá crase.
Não vai à (a+a) festa.
(uma festa específica, conhecida dos interlocutores)
Um dia dedicado à (a+a) mulher.
(uma mulher específica, por exemplo, a esposa)
Sujeito à (a+a) multa mais penosa.
Tudo cheirava à (a+a) velhice da alma.
Casos Obrigatórios
Caso 1)
Antes dos relativos qual e quais, quando o "à" ou "às" puderem ser substituídos por ao ou aos:
Essa é a pesquisa à qual me dedico; (dedico-me a + a pesquisa)
Esse é o assunto ao qual me dedico;
Citou as obras às quais se dedica; (dedica-se a + as obras)
Citou os trabalhos aos quais se dedica;
Esta é a casa sobre a qual falei; (falei sobre + a casa)
Este é o carro sobre o qual falei;
Caso 2)
Com os demonstrativos a, aquele(s), aquela(s) e aquilo. Para saber se ocorre crase, deve-se
verificar se devido à regência, alguma palavra pede a preposição "a". Uma dica é
trocar aquele(s) / aquela(s) poreste(s) / esta(s) e aquilo por isto. Se antes aparecer o “a”,
ocorre crase.
Dei tudo àquela mulher.
Dei tudo a esta mulher.
A notícia não se relaciona àqueles crimes.
A notícia não se relaciona a estes crimes.
Eu me refiro àquilo que fizestes.
Eu me refiro a isto que fizestes.
Comprarei aquele monumento.
Comprarei este monumento.
O pronome demonstrativo a(s) pode ser permutado por aquela(s). Pode-se usar a regra de
verificação que troca a palavra a qual o pronome faz referência por um masculino equivalente, e
verificar se aparece ao (s).
Era uma semelhante à que tínhamos em casa.
Era um semelhante ao que tínhamos em casa.
Caso 3)
Quando há um termo feminino subentendido.
Vou à [praça] Castro Alves;
Arroz à [maneira] grega;
Exceção- Segundo a normal culta, não há crase nas expressões "bife a cavalo" e "frango a
passarinho", pois não está subentendido "moda de" ou "maneira de" como poderia-se pensar.
Uma vez que antes de um nome masculino não há crase, então não ocorre em tais expressões.
Bife a cavalo: bife com um ou mais ovos fritos por cima.
Frango a passarinho: frango picado em pequenos pedaços.
Caso 4)
Ocorre crase em locuções adverbiais, prepositivas ou conjuntivas de base feminina.
Locuções Adverbiais: à francesa, à baiana, à milanesa, à beça, à beira-mar, à beira-rio, a belprazer,
à bruta, à deriva, à direita, à esquerda, à disparada, à disposição, à escuta, à espada, à
exaustão, à fantasia, à flor da pele, à livre escolha, à luz, à mão, à mão armada, à máquina, à
meia-noite, à mesma hora, à mesa, à mingua, à morte, à mostra, à noite, à noitinha, à paisana, à
parte, à porta, à prestação, à primeira vista, à prova, à queima-roupa, à ré, à rédea curta, à risca,
à vista, às avessas, às cambalhotas, às carreiras, às cegas, às dezenas/centenas, às claras, às
escondidas, às favas, às mil maravilhas, às moscas, à solta, à sombra, às pressas, às tantas, às
vezes, à tarde, à toa, à unha, à venda, à vontade, àquela hora, àquela época, à chegada.
Locuções Prepositivas: à custa de, às vésperas de, às margens de, à espera de, à altura de, à
feição de, à beira de, à espreita de, à semelhança de, à busca de, à procura de, à frente de, à base
de, à mercê de, à moda de, à revelia de, à maneira de, à caça de, à vista de, à escolha de, à
exceção de, à imitação de, à margem de, à prova de, às portas de.
Locuções Conjuntivas: à proporção que, à medida que.
Caso 5)
Nos casos de indicação de hora exata e intervalos.
Hora Exata:
Saiu às 7 horas, chegou à 1 hora...
Sairá à uma hora em ponto.
O aumento passa a valer à zero hora.
Veio à meia-noite.
OBS: A indeterminação afasta a crase:
Iremos a uma hora qualquer.
Intervalos (quando houver especificação por“de+artigo”):
A paralisação será das 08h às 18h.
Haverá pontuação da 1ª à 6ª colocação.
Estude da página 2 à 18.
Ficou fora do meio-dia à meia-noite. (de <o meio-dia> a <a meia-noite>)
Exceção- Intervalos em que haja preposição [de], [desde], [entre], [após] (caso 3 proibitivo). Ex:
As portas serão abertas após as 7h30.
As estradas estão fechadas desde a 0h de Sábado.
Tomar banho na praia somente entre as 6h e as 10h.
Não estarei em casa de 3 a 22 de junho.
Te amarei de janeiro a janeiro.
Casos Proibitivos
Caso 1)
Antes de substantivos masculinos, pois não haverá artigo feminino:
Podemos passear a Cavalo ou a pé.
Conseguirei chegar a tempo.
Exceção- Emprega-se crase quando estiver implícito “à moda de” / “à maneira de”, ou
palavra feminina.
Ex: A festa vai ser à antiga. (à moda antiga)
Vou à [praça] Castro Alves;
Arroz à [maneira] grega;
Caso 2)
Antes de plural, pois o plural generaliza a palavra.
Não podemos dar castigo a crianças. (qualquer criança)
Devemos muito a brilhantes cientistas de nossa história.
Exceção- Com o uso do artigo “as” ocorre especificação. Ex:
Não podemos dar castigo às crianças. (crianças específicas, ex: filhos)
Caso 3)
Junto a outra preposição:
Compareceu perante a juíza para esclarecimentos.
Exceção- Quando há elipse de palavras femininas.
Ex: Pobreza no Brasil iguala-se à [pobreza] de países mais pobres.
Caso 4)
Antes de números / numerais cardinais, pois não são determinados por artigo.
Uma variação de dez a vinte centímetros no tamanho da peça varia de R$120,00 a R$150,00 a
faixa de preço.
Exceção- Quando houver especificação.
Ex: Os pontos foram dados às três primeiras alunas.
Caso 5)
Antes do artigo indefinido “UMA”, pois não há artigo definido antes de um indefinido.
Apeguei-me a uma nova aluna.
Exceção - Com a locução adverbial “à uma” (uma => numeral, sentido de ao mesmo tempo).
Ex: Entoaram o hino à uma só voz.
Caso 6)
Antes de pronome (pessoais, indefinidos, interrogativos, de tratamento, relativos
ou demonstrativos):
Apelamos a Vossa Excelência. (Tratamento)
Entreguei o pedido a Dona Baratinha.
Exceção- com crase se for senhora/senhorita/madame
ou se houver especificação:
Ex: Desejo à senhora e à senhorita toda a sorte;
Referia-me à Dona Flor dos dois maridos;
Enviei o presente a ela pelo correio. (Pessoal)
Lá havia uma oliveira, a cuja sombra cochilávamos. (Relativo)
Não tinha energia a tomada a que ligamos o aparelho. (Relativo)
Declararei guerra a todas as pessoas. (Indefinido)
Tu serás leal a quem? (Interrogativo)
Nota dez a esta estudante. (Demonstrativo)
Exceção- Pronomes Possessivos (todos), Demonstrativos (todos) e alguns Relativos
(qual, quais) obedecem outras regras.
Caso 7)
Expressões com substantivos idênticos:
O tanque foi enchendo gota a gota.
Será doce quando te encontrar cara a cara.
Exceção- Quando não se tratar de expressão, haverá crase:
Ex: Movimento que declara guerra à guerra.
A tristeza dá menos vida à vida.
Crase facultativa
1) Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à / a Taiana.
(Só use crase se a mencionada for conhecida e próxima dos interlocutores)
Ele me comparou a Ana Néri.
(Sem crase pois é figura pública, não é próxima dos interlocutores)
2) Antes de pronome possessivo feminino (minha(s), tua(s), sua(s), nossa(s), vossa(s)):
O autor dedicou o livro a / à sua esposa;
(artigo antes de pronome possessivo é facultativo, logo a crase também é facultativa).
3) Depois da preposição até (pois o uso da preposição “a” após “até” é facultativo):
Dirija-se até à (a) porta.
Casos especiais
1) Possuem regra especial as palavras terra e casa.
Antes da palavra casa (significando "lar") haverá crase se houver especificação:
Chegamos cedo a casa.
Chegamos cedo à casa de meus pais.
Poucos têm acesso à Casa da Moeda.
Antes da palavra terra (chão firme, oposto de mar, ar e bordo) haverá crave se houver
especificação ou quando possuir sentido de terra natal ou planeta.
Os marujos desceram a terra. (terra firme)
Os jangadeiros retornaram a terra. (terra firme)
O que é jogado ao ar ou ao mar volta a terra. (terra firme)
Aqueles navegantes chegaram à terra prometida. (especificação)
Irei à terra de nossos pais. (especificação, terra natal)
O nordestino não tem mais apego à terra. (terra natal)
A espaçonave voltará à Terra em quatro anos. (planeta)
2) A palavra distância apresenta caso especial de crase.
Sem crase quando não há determinação:
A choque manteve-se a distância.
Vimos uma embarcação a distância.
Quando se define a distância, formando a locução "à distancia de", ocorre crase:
A choque ficou à distância de cinco metros dos manifestantes.
Vimos uma embarcação à distância de 500 metros da ilha.
3) Em locução adverbial com nome masculino o a não é acentuado. Ex: a pé, a gosto, a sanguefrio,
a caminho, , a tiracolo, a nado, a postos, a prazo, a sério etc. Entretanto, em locuções
adverbias femininas de instrumento ou circunstância onde existe apenas a
preposição a (diferentemente do caso 4 obrigatório), é de tradição no Brasil crasear o a por
motivo de clareza. Compare nos exemplos abaixo:
•Perseguida a bala (a bala foi perseguida?). –Perseguida à bala
•Quitou a prestação (encerrou a dívida?). –Pagou à prestação.
•Negociou a vista (negociou os olhos?). –Negociou à vista
•Pus a venda (nos olhos?). – Pus à venda
•Trancada a chave (a chave ficou presa?). –Trancada à chave
•Serrou a faca (a faca foi serrada?). –Serrou à faca
•Bateu a máquina (deu uma batida?). –Bateu à máquina
•Chegou a tarde. –Chegou à tarde
•Lavar a mão. –Lavar à mão.
•Combateremos a sombra. –Combateremos à sombra
Link para os exercícios de crase:
http://portuguesxconcursos.blogspot.com.br/2013/02/crase-exercicios-com-gabarito-resolvidos.html
Crase: Exercícios Resolvidos com Gabarito
Crase: Exercícios Resolvidos com Gabarito
A crase é uma palavra com origem grega que denota "fusão". O sinal indicador deste fenômeno
gramático é o acento grave. A crase ocorre quando a preposição "a" funde-se com:
1) O artigo feminino "a" ou "as".
2) Os pronome relativos "a qual" e "as quais".
3) Os pronomes demonstrativos “a”, "aquele"(s), "aquela"(s), "aquilo", "aqueloutro"(s) e
"aqueloutra"(s).
Somos contrários (a+a) à guerra;
Esta é a pesquisa (a+a qual) à qual me dedico;
Referiu-se (a+aqueles) àqueles carros de luxo;
É uma ideia igual (a+a) à que eu tive;
A crase está diretamente relacionada à regência de verbos e nomes.
a) Enganei a população brasileira;
b) Agradei à população brasileira;
No primeiro caso, o verbo enganar não exige a preposição [a], quem engana "engana alguém"
é a regência do verbo enganar. No exemplo seguinte a crase ocorre, pois o verbo agradar é
transitivo indireto e exige esta preposição, a qual se contrai com o artigo a que determina
"população".
c) Saiu do campo em direção a cidade;
d) Saiu do campo em direção à cidade maravilhosa;
Não apenas verbos podem pedir a preposição [a], nomes também podem. No exemplo c), o
substantivo "direção" pede essa preposição. Uma vez que não há um artigo determinando
"cidade", não ocorre crase. Mas quando trata-se de uma cidade determinada - a cidade
maravilhosa - ocorre a fusão da preposição com o artigo, ocorre a crase.
Regras de verificação
1) Trocar o termo feminino após a preposição "a" por uma palavra masculina. Se aparecer a
combinação ao, então haverá crase. Ex:
Somos contrários à guerra.
Somos contrários ao terror.
São propostas relevantes à sociedade;
São propostas relevantes ao povo;
Farei daqui a uma hora;
Farei daqui a um minuto;
2) Em alguns casos, pode-se substituir a preposição a pela preposição para. Se o artigo
definido a permanecer, então a crase é aplicável. Ex:
Vou para Salvador.
Vou a Salvador.
Vou para a Salvador da alegria.
Vou à Salvador da alegria.
3) Alternativamente, ao invés de substituir o nome após a crase, pode-se substituir o termo
antes da crase, regente da preposição a, por outro que exija uma preposição diferente
(de, em, por). Se não resultar nas contrações da(s), na(s) ou pela(s), não haverá crase:
Refiro-me à sorveteria.
Gosto da sorveteria / Penso na sorveteria / Opto pela sorveteria.
Refiro-me a sorveterias.
Gosto de sorveterias / Penso em sorveterias / Opto por sorveterias.
Atenção!
Observe que palavras em sentido genérico, ainda que femininas, não admitem artigo definido.
Não vai a festa. (Não vai em nenhuma festa)
Um dia dedicado a mulher. (todas as mulheres)
Sujeito a multa.
Tudo cheirava a velhice
Embora "festa", "mulher", "multa" e "velhice" sejam substantivos femininos e estejam
antecedidos pela preposição a, não ocorre crase, pois estão em sentido genérico. Entretanto,
se o objetivo do interlocutor é justamente especificar estas palavras, usando o artigo, então
ocorrerá crase.
Não vai à (a+a) festa.
(uma festa específica, conhecida dos interlocutores)
Um dia dedicado à (a+a) mulher.
(uma mulher específica, por exemplo, a esposa)
Sujeito à (a+a) multa mais penosa.
Tudo cheirava à (a+a) velhice da alma.
Casos Obrigatórios
Caso 1)
Antes dos relativos qual e quais, quando o "à" ou "às" puderem ser substituídos por ao ou aos:
Essa é a pesquisa à qual me dedico; (dedico-me a + a pesquisa)
Esse é o assunto ao qual me dedico;
Citou as obras às quais se dedica; (dedica-se a + as obras)
Citou os trabalhos aos quais se dedica;
Esta é a casa sobre a qual falei; (falei sobre + a casa)
Este é o carro sobre o qual falei;
Caso 2)
Com os demonstrativos a, aquele(s), aquela(s) e aquilo. Para saber se ocorre crase, deve-se
verificar se devido à regência, alguma palavra pede a preposição "a". Uma dica é
trocar aquele(s) / aquela(s) poreste(s) / esta(s) e aquilo por isto. Se antes aparecer o “a”,
ocorre crase.
Dei tudo àquela mulher.
Dei tudo a esta mulher.
A notícia não se relaciona àqueles crimes.
A notícia não se relaciona a estes crimes.
Eu me refiro àquilo que fizestes.
Eu me refiro a isto que fizestes.
Comprarei aquele monumento.
Comprarei este monumento.
O pronome demonstrativo a(s) pode ser permutado por aquela(s). Pode-se usar a regra de
verificação que troca a palavra a qual o pronome faz referência por um masculino equivalente, e
verificar se aparece ao (s).
Era uma semelhante à que tínhamos em casa.
Era um semelhante ao que tínhamos em casa.
Caso 3)
Quando há um termo feminino subentendido.
Vou à [praça] Castro Alves;
Arroz à [maneira] grega;
Exceção- Segundo a normal culta, não há crase nas expressões "bife a cavalo" e "frango a
passarinho", pois não está subentendido "moda de" ou "maneira de" como poderia-se pensar.
Uma vez que antes de um nome masculino não há crase, então não ocorre em tais expressões.
Bife a cavalo: bife com um ou mais ovos fritos por cima.
Frango a passarinho: frango picado em pequenos pedaços.
Caso 4)
Ocorre crase em locuções adverbiais, prepositivas ou conjuntivas de base feminina.
Locuções Adverbiais: à francesa, à baiana, à milanesa, à beça, à beira-mar, à beira-rio, a belprazer,
à bruta, à deriva, à direita, à esquerda, à disparada, à disposição, à escuta, à espada, à
exaustão, à fantasia, à flor da pele, à livre escolha, à luz, à mão, à mão armada, à máquina, à
meia-noite, à mesma hora, à mesa, à mingua, à morte, à mostra, à noite, à noitinha, à paisana, à
parte, à porta, à prestação, à primeira vista, à prova, à queima-roupa, à ré, à rédea curta, à risca,
à vista, às avessas, às cambalhotas, às carreiras, às cegas, às dezenas/centenas, às claras, às
escondidas, às favas, às mil maravilhas, às moscas, à solta, à sombra, às pressas, às tantas, às
vezes, à tarde, à toa, à unha, à venda, à vontade, àquela hora, àquela época, à chegada.
Locuções Prepositivas: à custa de, às vésperas de, às margens de, à espera de, à altura de, à
feição de, à beira de, à espreita de, à semelhança de, à busca de, à procura de, à frente de, à base
de, à mercê de, à moda de, à revelia de, à maneira de, à caça de, à vista de, à escolha de, à
exceção de, à imitação de, à margem de, à prova de, às portas de.
Locuções Conjuntivas: à proporção que, à medida que.
Caso 5)
Nos casos de indicação de hora exata e intervalos.
Hora Exata:
Saiu às 7 horas, chegou à 1 hora...
Sairá à uma hora em ponto.
O aumento passa a valer à zero hora.
Veio à meia-noite.
OBS: A indeterminação afasta a crase:
Iremos a uma hora qualquer.
Intervalos (quando houver especificação por“de+artigo”):
A paralisação será das 08h às 18h.
Haverá pontuação da 1ª à 6ª colocação.
Estude da página 2 à 18.
Ficou fora do meio-dia à meia-noite. (de <o meio-dia> a <a meia-noite>)
Exceção- Intervalos em que haja preposição [de], [desde], [entre], [após] (caso 3 proibitivo). Ex:
As portas serão abertas após as 7h30.
As estradas estão fechadas desde a 0h de Sábado.
Tomar banho na praia somente entre as 6h e as 10h.
Não estarei em casa de 3 a 22 de junho.
Te amarei de janeiro a janeiro.
Casos Proibitivos
Caso 1)
Antes de substantivos masculinos, pois não haverá artigo feminino:
Podemos passear a Cavalo ou a pé.
Conseguirei chegar a tempo.
Exceção- Emprega-se crase quando estiver implícito “à moda de” / “à maneira de”, ou
palavra feminina.
Ex: A festa vai ser à antiga. (à moda antiga)
Vou à [praça] Castro Alves;
Arroz à [maneira] grega;
Caso 2)
Antes de plural, pois o plural generaliza a palavra.
Não podemos dar castigo a crianças. (qualquer criança)
Devemos muito a brilhantes cientistas de nossa história.
Exceção- Com o uso do artigo “as” ocorre especificação. Ex:
Não podemos dar castigo às crianças. (crianças específicas, ex: filhos)
Caso 3)
Junto a outra preposição:
Compareceu perante a juíza para esclarecimentos.
Exceção- Quando há elipse de palavras femininas.
Ex: Pobreza no Brasil iguala-se à [pobreza] de países mais pobres.
Caso 4)
Antes de números / numerais cardinais, pois não são determinados por artigo.
Uma variação de dez a vinte centímetros no tamanho da peça varia de R$120,00 a R$150,00 a
faixa de preço.
Exceção- Quando houver especificação.
Ex: Os pontos foram dados às três primeiras alunas.
Caso 5)
Antes do artigo indefinido “UMA”, pois não há artigo definido antes de um indefinido.
Apeguei-me a uma nova aluna.
Exceção - Com a locução adverbial “à uma” (uma => numeral, sentido de ao mesmo tempo).
Ex: Entoaram o hino à uma só voz.
Caso 6)
Antes de pronome (pessoais, indefinidos, interrogativos, de tratamento, relativos
ou demonstrativos):
Apelamos a Vossa Excelência. (Tratamento)
Entreguei o pedido a Dona Baratinha.
Exceção- com crase se for senhora/senhorita/madame
ou se houver especificação:
Ex: Desejo à senhora e à senhorita toda a sorte;
Referia-me à Dona Flor dos dois maridos;
Enviei o presente a ela pelo correio. (Pessoal)
Lá havia uma oliveira, a cuja sombra cochilávamos. (Relativo)
Não tinha energia a tomada a que ligamos o aparelho. (Relativo)
Declararei guerra a todas as pessoas. (Indefinido)
Tu serás leal a quem? (Interrogativo)
Nota dez a esta estudante. (Demonstrativo)
Exceção- Pronomes Possessivos (todos), Demonstrativos (todos) e alguns Relativos
(qual, quais) obedecem outras regras.
Caso 7)
Expressões com substantivos idênticos:
O tanque foi enchendo gota a gota.
Será doce quando te encontrar cara a cara.
Exceção- Quando não se tratar de expressão, haverá crase:
Ex: Movimento que declara guerra à guerra.
A tristeza dá menos vida à vida.
Crase facultativa
1) Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à / a Taiana.
(Só use crase se a mencionada for conhecida e próxima dos interlocutores)
Ele me comparou a Ana Néri.
(Sem crase pois é figura pública, não é próxima dos interlocutores)
2) Antes de pronome possessivo feminino (minha(s), tua(s), sua(s), nossa(s), vossa(s)):
O autor dedicou o livro a / à sua esposa;
(artigo antes de pronome possessivo é facultativo, logo a crase também é facultativa).
3) Depois da preposição até (pois o uso da preposição “a” após “até” é facultativo):
Dirija-se até à (a) porta.
Casos especiais
1) Possuem regra especial as palavras terra e casa.
Antes da palavra casa (significando "lar") haverá crase se houver especificação:
Chegamos cedo a casa.
Chegamos cedo à casa de meus pais.
Poucos têm acesso à Casa da Moeda.
Antes da palavra terra (chão firme, oposto de mar, ar e bordo) haverá crave se houver
especificação ou quando possuir sentido de terra natal ou planeta.
Os marujos desceram a terra. (terra firme)
Os jangadeiros retornaram a terra. (terra firme)
O que é jogado ao ar ou ao mar volta a terra. (terra firme)
Aqueles navegantes chegaram à terra prometida. (especificação)
Irei à terra de nossos pais. (especificação, terra natal)
O nordestino não tem mais apego à terra. (terra natal)
A espaçonave voltará à Terra em quatro anos. (planeta)
2) A palavra distância apresenta caso especial de crase.
Sem crase quando não há determinação:
A choque manteve-se a distância.
Vimos uma embarcação a distância.
Quando se define a distância, formando a locução "à distancia de", ocorre crase:
A choque ficou à distância de cinco metros dos manifestantes.
Vimos uma embarcação à distância de 500 metros da ilha.
3) Em locução adverbial com nome masculino o a não é acentuado. Ex: a pé, a gosto, a sanguefrio,
a caminho, , a tiracolo, a nado, a postos, a prazo, a sério etc. Entretanto, em locuções
adverbias femininas de instrumento ou circunstância onde existe apenas a
preposição a (diferentemente do caso 4 obrigatório), é de tradição no Brasil crasear o a por
motivo de clareza. Compare nos exemplos abaixo:
•Perseguida a bala (a bala foi perseguida?). –Perseguida à bala
•Quitou a prestação (encerrou a dívida?). –Pagou à prestação.
•Negociou a vista (negociou os olhos?). –Negociou à vista
•Pus a venda (nos olhos?). – Pus à venda
•Trancada a chave (a chave ficou presa?). –Trancada à chave
•Serrou a faca (a faca foi serrada?). –Serrou à faca
•Bateu a máquina (deu uma batida?). –Bateu à máquina
•Chegou a tarde. –Chegou à tarde
•Lavar a mão. –Lavar à mão.
•Combateremos a sombra. –Combateremos à sombra
Link para os exercícios de crase resolvidos com gabarito:
http://portuguesxconcursos.blogspot.com.br/2013/02/crase-exercicios-com-gabarito-resolvidos.html
Ortografia Oficial
Todas as regras ortográficas da gramática portuguesa.
Caso x / ch
1) x / ch nas palavras provenientes do latim:
1.1) Emprego do ch:
Ao passar do latim para o português, as sequências "cl", "pl" e "fl", transformaram-se em "ch":
afflare > achar
flagrare > cheirar
flamma > chama
caplu > cacho
clamare > chamar
claven > chave
masclu > macho
planus > chão
plenus > cheio
plorare > chorar
plumbum > chumbo
pluvia > chuva
1.2) Emprego do x:
a) Proveniente do x latino:
exaguare > enxaguar
examen > exame
laxare > deixar
luxu > luxo
b) Palatização do S em grupos como ssi ou sce:
miscere > mexer
passione > paixão
pisce > peixe
2) Emprega-se a letra x:
x1) Após ditongo:
ameixa
caixa
peixe
Exceções:
recauchutar (do francês recaoutchouter)
guache (do francês gouache)
caucho (espécie de árvore. Tem origem na palavra cauchu "lágrimas da árvore", é de um
idioma indígena, mas está em nossa ortografia oficial)
x2) Em palavras iniciadas por ME:
Mexerica
México
Mexilhão
Mexer
Exceção: a exceção é o substantivo "mecha (de cabelos)", que tem sua origem no fracês mèche.
Não confundir com a forma verbal "mexa" do verbo mexer, que deve ser grafada com x.
X3) Em palavras iniciadas por EN:
Enxada
Enxerto
Enxurrada
Exceção1: enchova (regionalismo de anchova, que origina-se do genovês anciua);
Exceção2: Palavras formadas por prefixação de en + radical com ch:
enchente, encher e derivados = prefixo en + radical de cheio;
encharcar = en + radical de charco;
enchiqueirar = en + radical de chiqueiro;
enchapelar = en + radical de chapéu;
enchumaçar = en + radical de chumaço
x4) Em palavras com origem Tupi. As mais conhecidas são:
Araxá - lugar alto onde primeiro se avista o sol.
Abacaxi - de yá, ou ywa (fruta), e katy (que recende, cheira);
Capixaba - roça, roçado, terra limpa para plantação.
Caxumba
Pataxó - tribo.
Queixada - “o que corta”.
Xará - de xe rera, "meu nome".
Xavante - tribo.
Xaxim - do tupi-guarani Xá = cachoeira, Xim = pequena.
Ximaana – tribo.
Xingu - água boa, água limpa, na língua Kamayurá.
Exceção:
Chapecó – Cidade de SC. Derivação do tupi Xapecó (de donde se avista o caminho da roça).
x5) Em palavras com origem árabe. As mais conhecidas são:
Almoxarife
Almoxarifado
Elixir (al-Axir)
Enxaqueca (xaqiqa - meia cabeça)
Haxixe (hashish - maconha)
Oxalá (in sha allah ou inshallah - se Deus quiser)
Xarope
Xadrez (xatranj)
Xarope (xarab - bebida, poção)
Xeque
Xeque-mate
Exceções:
Alcachofra (Alkharshof - fruto do cardo manso)
Chafariz
x6) Em palavras com origem africana. As mais conhecidas são:
Afoxé
Axé
Borocoxô
Exu
Fuxico
Maxixe
Orixá
Xendengue (magro, franzino)
Xangô (Xa - Senhor; Ag + No - Fogo Oculto; Gô = Raio, Alma)
Xaxado
Xingar
XinXim
Xodó
Exceções:
Cachimbo (kixima)
Cachaça
Cochicho
Cochilar
Chilique
3) Emprega-se ch:
ch1) Em palavras com origem francesa. As mais conhecidas são:
Avalanche (Avalónch)
Cachê (Cachet)
Cachecol (Cacher)
Chalé (Chalet)
Chassi (Chânssis)
Champanhe (Champagne)
Champignon (Champignon)
Chantilly (Chantilly)
Chace (Chance)
Chapéu (Chapeau)
Chantagem (Chantage)
Charme (Charme)
Chefe (Chef)
Chique (Chic)
Chofer (Chauffeur)
Clichê (Cliché)
Creche (Crèche)
Crochê (Crochet)
Debochar (Débaucher)
Fetiche (Fétiche)
Guichê (Guichet)
Manchete (Manchette)
Pochete (Pochette)
Revanche (Revanche)
Voucher (Vocher)
Caso g / j
1) Palavras provenientes do latim e do grego:
1.1) O g português representa geralmente o g latino ou grego:
a) Latim:
agere > agir
agitare > agitar
digit(i) (raiz) > digitar
gestu > gesto
gelu > gelo
liturgia > liturgia
tegella > tigela
Magia < Magia (latim) < Mageia (grego) < Magush (persa)
b) Grego:
eksegesis > exegese
gymnastics > ginástica
hégemonikós > hegemônico
logiké > lógico
synlogismos > sologismo
Exceção:
aggelos > anjo (angeolatria é com g)
1.2) Não há j no grego e no latim clássico. O j provém:
a) Da consonantização do I semiconsoante latino:
iactu > jeito
iam > já
iocus > jogo
maiestate > majestade
b) Da palatalização do S + I, ou do grupo DI + Vogal:
basiu > beijo
casiu > queijo
hodie > hoje
radiare > rajar
2) Emprega-se a letra g:
g1) Nas palavras derivadas de outras grafadas com g:
engessar (de gesso)
faringite (de faringe)
selvageria (de selvagem)
Exceção:
coragem (fr. courage) => corajoso, encorajar
g2) Nas palavras terminadas em ágio, égio, ígio, ógio, úgio:
pedágio
sacrilégio
prestígio
relógio
refúgio
g3) Nas terminações: ege, oge
bege
foge
Exceção:
hoje (deriva do latim hodie, de hoc die, “este dia”.)
caboje (peixe)
g4) Os substantivos terminados em gem:
viagem
coragem
ferrugem
Exceção:
pajem
lambujem
g5) Nos verbos terminados em ger e gir:
eleger
mugir
g6) Em geral, após R:
aspergir
divergir
submergir
3) Emprega-se a letra j:
j1) As palavras derivadas de outras grafadas com j:
sarjeta (de sarja)
lojista (de loja)
canjica (de canja)
sarjeta (de sarja)
gorjeta (de gorja)
j2) Os verbos terminados em jar:
viajar
encorajar
enferrujar
j3) As palavras terminadas em aje:
laje
traje
ultraje
j4) Em palavras com origem árabe. As mais conhecidas são:
alforje (al hurj <sacola>)
azulejo (azzelij)
berinjela (badanjanah)
javali (djabali)
jaleco (jalikah)
jarra (djarrah)
laranja (narandja)
Exceções:
álgebra (al-jabr)
algema (al jamad <a pulseira>)
giz (jibs)
girafa (zarâfa (AR.) ->giraffa (IT.) -> girafa (PT.))
j5) Em palavras com origem tupi. As mais conhecidas são:
beiju
cajá
caju
canjica
carijó
guarajuba
itajuba
itajaí
jabaquara (rio do senhor do voo).
jabuti (o que come pouco, o cágado).
jabuticaba (comida de jabuti).
jaburu (a que é inchada, em alusão ao modo de andar da ave,).
jacarandá (o que tem o centro duro).
jacaré (o que olha torto, encurvado).
jaguar (o que devora).
jaguaruna (onça preta).
jaguatirica (onça medrosa).
jandaia
jararaca (o que tem bote venenoso).
jatobá
jequiriti
jequitibá
jerimum
jibóia (cobra d’água).
jumana (tribo).
jurubeba (planta espinhosa e fruta tida como medicinal).
jenipapo
jururu
maracujá
marajó
mucujê
pajé
Ubirajara
Exceção: Sergipe
J6) Em palavras com origem africana. As mais conhecidas são:
acarajé
Iemanjá
jabá
jagunço
jererê (cigarro de maconha)
jiló
jurema
Exceções:
bugiganga
ginga
Caso c ou ç / s ou ss
O c tem o valor de /s/ com as vogais E e I. Antes de A, O e U usa-se ç.
acetato
ácido
açafrão
aço
açúcar
Depois de consoante usa-se s. Entre vogais, usa-se ss:
manso
concurso
expulso
prosseguir
girassol
pessoa
s1) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em ERGIR, CORRER, PELIR:
aspergir = aspersão
compelir = compulsório
concorrer = concurso
discorrer = discurso
expelir = expulsão, expulso
imergir = imersão
impelir = impulsão, impulso
s2) Verbos terminados em DAR – DER – DIR – TER – TIR – MIR recebem s quando há perda das
letras “D – T – M”em suas derivações:
circuncidar (circumcidere) = circuncisão, circunciso
ascender (ascendere) = ascensão
suceder (succedere) = sucessão / sucesso
expandir (expandere) = expansão / expansível
iludir (illudere) = ilusão / ilusório
progredir (progredere) = progressão / progressivo / progresso
submeter (submittere) = submissão / submisso
discutir (discutere) = discussão
suprimir (supprimere) = supressão / supresso
redimir (redimere) = remissão / remisso
Observe também a origem latina:
excluir (de excludere) = exclusão
incluir (de includere) = inclusão...
c1) Verbos não terminados em DAR - DER - DIR - TER - TIR - MIR quando mudam o radical
recebem ç:
agir = ação
excetuar = exceção
proteger = proteção
promover = promoção
c2) Verbos que mantêm o radical recebem ç em derivações:
acomodar = acomodação
consolidar = consolidação
conter = contenção
fundar = fundação
fundir = fundição
remir = remição
reter = retenção
saudar = saudação
torcer = torção
distorcer = distorção
Observe também a origem latina:
manter (manutenere) = manutenção
nadar (natare) = natação
c3) Usa-se c ou ç após ditongo quando houver som de s:
eleição
traição
foice
c4) Nos sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, iço, nça, uça, uço.
barca = barcaça
rico = ricaço
cota = cotação
aguço = aguçar
merece = merecer
carne = carniça
canil = caniço
esperar = esperança
cara = carapuça
dente = dentuço
c5) Em palavras derivadas de vocábulos terminados em ce, te, to, tivo:
alcance = alcançar
lance = lançar
Marte = Marciano
intento = intenção
introspectivo = introspecção
relativo = relação
c6) Em palavras com origem árabe. As mais conhecidas são:
açafrão
açoite
açougue
açude
açúcar
açucena
alface
alvoroço
ceifa
celeste
cetim
cifra
Exceção:
arsenal
carmesim
safra
salada
sultão
c7) Em palavras com origem tupi. As mais conhecidas são:
araçá
açaí
babaçu
cacique
caiçara
camaçari
cipó
cupuaçu
Iguaçu
Iracema
juçara
maçaranduba
maniçoba
paçoca
piaçava
piraguaçu
Exceção (todas começam com som de s, menos cipó):
sabiá
sagui
saci
samanbaia
sariguê
savana
Sergipe
siri
suçuarana
sucuri
sururu
c8) Em palavras com origem africana. As mais conhecidas são:
bagunça
caçamba
cachaça
caçula
cangaço
jagunço
lambança
miçanga
Exceção (todas começam com som de s):
sapeca
samba
senzala
serelepe
songamonga
sova (pancada)
Caso z / s
1) Emprega-se a letra s:
s1) Em palavras derivadas de uma primitiva grafada com s:
análise = analisar, analisado
pesquisa = pesquisar, pesquisado.
Exceção: catequese = catequizar.
s2) Após ditongo quando houver som de z:
Creusa
coisa
maisena
s3) Na conjugação dos verbos PÔR e QUERER:
(Ele) pôs
(Ele) quis
(Nós) pusemos
(Nós) quisemos
(Se eu) puser
(Se eu) quiser
s4) Em palavras terminadas em OSO, OSA (que significa “cheio de”):
horrorosa
gostoso
Exceção: gozo
s5) Nos sufixos gregos ASE, ESE, ISE, OSE:
frase
tese
crase
crise
osmose
Exceções: deslize e gaze.
s6) Nos sufxos ÊS, ESA, ESIA e ISA, usados na formação de palavras que indicam nacionalidade,
profissão, estado social, títulos honoríficos.
chinês
chinesa
camponês
poetisa
burguês
burguesa
freguesia
Luísa
Heloísa
Exceção: Juíza (por derivar do masculino juiz).
z1) As terminadas em EZ e EZA serão escritas com z quando forem substantivos abstratos
provindos de adjetivos, ou seja, quando indicarem qualidade:
escasso / escassez
macio / maciez
rígido / rigidez
sensato / sensatez
surdo / surdez
avaro / avareza
certo / certeza
duro / dureza
nobre / nobreza
pobre / pobreza
rico / riqueza
z2) Grafam-se com "z" as palavras derivadas com os sufixos
"zada, zal, zarrão, zeiro, zinho, zito, zona, zorra, zudo". O "z", neste caso, é uma consoante de
ligação com o infixo.
pazada
cafezal
homenzarrão
açaizeiro
papelzinho
cãozito
mãezona
mãozorra
pezudo
Exceção (quando o radical das palavras de origem possuem o "s"):
asa = asinha
riso = risinho
casa = casinha
Inês = Inesita
Teresa = Teresinha
z3) Em derivações resultando em verbos terminados com som de IZAR:
útil = utilizar
terror = aterrorizar
economia = economizar
Exceção (quando o radical das palavras de origem possuem o "s"):
análise = analisar
pesquisa = pesesquisar
improviso = improvisar
Exceção: catequese = catequizar.
Caso ex / es
1) Como regra geral, as palavras que em latim se iniciavam por ex mantiveram a mesma grafia
ao passarem do latim clássico para o português.
expectorare > expectorar;
expansione > expansão;
expellere > expelir;
experimentu > experimento;
expiratione > expiração;
extrinsecu > extrínseco;
extensione > extensão;
Há, contudo, exceções. Algumas palavras que se escreviam com ex em latim evoluíram
para es ao passar do latim vulgar para o português.
excusare > escusar;
excavare > escavar;
exprimere > espremer;
extraneo > estranho;
extendere > estender;
O verbo "estender”, por exemplo, entrou para o léxico no século 13, originária do latim vulgar,
quando o “x” antes de consoante tornava-se “s”. O vocábulo “extensão” aparece no
léxico de nossa língua no século 18 e teve sua origem no latim clássico (extensione), quando a
regra era manter o “x” de sua origem (extensio). Tal como "extensão", escrevese
extenso, extensivo, extensibilidade, etc.
2) Já as palavras que se iniciavam por s em latim deram origem a derivados com es em
português:
scapula > escápula;
scrotu > escroto;
spatula > espátula;
spectru > espectro;
speculare > especular;
spiral > espiral;
spontaneu > espontâneo;
spuma > espuma;
statura > estatura;
sterile > estéril
stertore > estertor;
strutura > estrutura;
Os termos médicos derivados de palavras gregas iniciadas por s também se escrevem
com es em português. Ex:
escotoma
esclerótica
esfenoide
esplâncnico
estase
estenose
estroma
Um equívoco primário consiste na confusão entre estase (do gr. stásis, parada, estagnação)
e êxtase (do gr. ekstásis - ek = fora de; stasis = estado, pelo latim extase). Também se deve
distinguir estrato (do latim stratu), com o sentido de camada, de extrato (do latim extractu),
aquilo que se extraiu de alguma coisa.
Caso sc
Utiliza-se SC em termos eruditos latinos, isto é, cuja etimologia manteve o radical latino:
abscesso (abscessus);
acrescer (accrescere);
adolescente (adolescentis);
aquiescer (acquiescere);
ascender (ascendere);
consciência (conscientia);
crescer (crescere);
descer (descendere);
disciplina (disciplina);
fascículo (fasciculus);
fascinar (fascinare);
florescer (florescere);
lascivo (lascivu);
nascer (nascere);
oscilar (oscillare);
obsceno (obscenus);
rescindir (rescindere);
víscera (viscus);
Caso c / qu e Forma Variantes
Existem palavras que podemos escrever com "c" e também com qu:
catorze / quatorze
cociente / quociente
cota / quota
cotidiano / quotidiano
cotizar / quotizar
E existem variantes aceitas para outras palavras:
abdome e abdômen
açoitar e açoutar
afeminado e efeminado
aluguel ou aluguer
arrebitar e rebitar
arremedar e remedar
assoalho e soalho
assobiar e assoviar
assoprar e soprar
azalea e Azaléia
bêbado e bêbedo
bilhão e bilião
bílis e bile
bombo e bumbo
bravo e brabo
caatinga e catinga
cãibra e câimbra
carroçaria e carroceria
catucar e cutucar
chipanzé e chimpanzé
coisa e cousa
degelar e desgelar
dependurar e pendurar
derrubar e derribar
desenxavido e desenxabido
diabete e diabetes
embaralhar e baralhar
enfarte e infarto
entretenimento e entretimento
entoação e entonação
enumerar e numerar
espécime e espécimen
espuma e escuma
estalar e estralar
este e leste (pontos cardeais)
flauta e frauta
flecha e frecha
geringonça e gerigonça
homogeneizar e homogenizar
húmus e humo
impingem e impigem
imundícia, imundície e imundice
intrincado e intricado
lide e lida
louro e loiro
macaxeira e macaxera
maltrapilho e maltrapido
malvadeza e malvadez
maquiagem e maquilagem
marimbondo e maribondo
matracar e matraquear
mobiliar e mobilhar
neblina e nebrina
nenê e neném
parênteses e parêntesis
percentagem e porcentagem
pitoresco, pinturesco e pintoresco
plancha e prancha
pólen e polem
quadrênio e quatriênio
quatrilhão e quatrilião
radioatividade e radiatividade
rastro e rasto
relampear e relampejar
remoinho e redemoinho
salobra e salobre
taberna e taverna
tesoura e tesoira
toicinho e toucinho
transpassar, traspassar e trespassar
transvestir e travestir
treinar e trenar
tríade e triada
trilhão e trilião
vasculhar e basculhar
Xérox e Xerox
xeretar e xeretear
Caso o / u
1) Usa-se o na grafia dos seguintes vocábulos:
boteco
botequim
cortiço
engolir
goela
mochila
moela
mosquito
mágoa
moleque
nódoa
tossir
toalete
zoar
2) Usa-se u na grafia dos seguintes vocábulos:
amuleto
entupir
jabuti
mandíbula
supetão
tábua
Caso e / i
1) Os verbos terminados em -UIR e em -OER:
No Presente do Indicativo, as 2ª e 3ª pessoas do singular são grafadas com I. Exemplo (verbo
possuir):
tu possuis
ele possui
tu constróis
ele constrói
tu móis
ele mói
tu róis
ele rói
2) Os verbos terminados em -UAR e em -OAR:
No Presente do Subjuntivo, todas as pessoas da conjugação serão grafadas com e. Exemplo
(verbo entoar):
Que eu entoe
Que tu entoes
Que ele entoe
Que nós entoemos
Que vós entoeis
Que eles entoem
3) Todos os verbos que terminam em [-ear] (arrear, frear, alardear, amacear, passear...) fazem
um ditongo [-ei-] no presente do indicativo e do subjuntivo nas formas rizotônicas (1ª, 2ª, 3ª do
singular e 3ª do plural,):
PRESENTE DO
INTICATIVO
PRETÉRITO
PERFEITO
FUTURO PRESENTE DO
SUBJUNTIVO
(que…)
Eu freio Eu freei Eu frearei Eu freie
Tu freias Tu freaste Tu frearás Tu freies
Ele freia Ele freou Ele freará Ele freie
Nós freamos Nós freamos Nós frearemos Nós freemos
Vós freais Vós freastes Vós freareis Vós freeis
Eles freiam Eles frearam Eles frearão Eles freiem
4) Os verbos terminados em [-iar] (arriar, criar, odiar…) são regulares, exceto o (I)MARIO:
(Inter)Mediar, Ansiar, Remediar, Incendiar, Odiar, os quais são irregulares e formam ditongo [-
ei-] nas formas rizotônicas:
Observe a diferença entre Arriar (regular) e Mediar (irregular):
PRESENTE
DO
INTICATIVO
PRESENTE DO
SUBJUNTIVO
(que…)
PRESENTE DO
INTICATIVO
PRESENTE DO
SUBJUNTIVO
(que…)
Eu arrio Eu arrie Eu medeio Eu medeie
Tu arrias Tu arries Tu medeias Tu medeies
Ele arria Ele arrie Ele medeia Ele medeie
Nós arriamos Nós arriemos Nós mediamos Nós mediemos
Vós arriais Vós arrieis Vós mediais Vós medieis
Eles arriam Eles arriem Eles medeiam Eles medeiem
Ortografia Oficial: Exercícios Resolvidos
Regras e Dicas Ortográficas (confira aqui)
1) CESPE - 2012 - TRE-RJ
Julgue se os trechos abaixo, adaptados de O Globo de 17/7/2012, estão corretos e
adequados à língua escrita formal.
Esclarecemos, ainda, que a situação levou o presidente do Tribunal Regional
Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE/RJ) a constituir um grupo especial com a
Secretaria de Segurança, a Polícia Federal, o Comando Militar do Leste e a Polícia
Rodoviária Federal, para atuar na campanha deste ano. Neste contexto, de
invasão do mundo político pelo crime organizado, a Lei da Ficha Limpa ganha
ainda maior relevância.
Certo Errado
2) CESPE - 2011 - CBM-ES
Os itens a seguir apresentam fragmentos adaptados de textos diversos. Julgue-os
no que se refere à correção gramatical e ortográfica.
Caraguatatuba passará a exigir ficha criminal de quem quizer ocupar algum
imóvel na cidade na temporada.
Certo Errado
3) CESPE - 2011 - STM
Julgue o texto a seguir quanto à correção gramatical e ortográfica.
Que a suposta longevidade dos índios fosse efeito dos bons céus, bons ares, boas
águas de que desfrutavam eles, é o que a todos resulta patente.
Certo Errado
4) CESPE - 2011 - Correios
As opções a seguir contêm trechos adaptados de texto extraído do sítio dos
Correios na Internet. Assinale a opção em que o trecho apresentado está
gramaticalmente correto.
a) Exemplo de ação de caráter social que envolve os carteiros e tem tido
grande recepitividade é o Papai Noel nos Correios. Desde 1997, quando se
transformou em projeto corporativo, passou a ser desenvolvido em todas 28
diretorias regionais.
b) Em 2009, dois estados testaram um novo modelo para o projeto, segundo o
qual só podem participar crianças que cursam até o último ano da 1.ª etapa do
ensino fundamental (ou seja, até o 4.º ou 5.º ano) de instituições de ensino
públicas (municipais, estaduais ou federais), além de crexes e abrigos.
c) A intenção é contribuir para o alcance do 2.º objetivo de desenvolvimento
do milenio da ONU: educação basica de qualidade para todos.
d) Em 2009, os Correios receberam 1.981.000 cartas, de todos os estados
brasileiros, sendo que 21% foi adotado e atendido, por pessoas, que desejavam
colaborar para um Natal mais solidário.
e) Os presentes são recebidos nas agências e entregues, em regiões carentes
dos grandes centros urbanos, por carteiros ou outros empregados dos Correios,
às crianças que escreveram as cartas.
5) CESPE - 2011 - Correios
No tempo em que se andava a cavalo para entregar cartas, era preciso pôr arreios
no cavalo, ou seja, era preciso:
a) arriar-se o cavalo.
b) arreiar o cavalo.
c) arreiar-se no cavalo.
d) arrear o cavalo.
e) arriar no cavalo.
6) CESPE - 2006 - TJ-RR
Assinale a opção em que o fragmento contém erro de grafia.
a) Os membros do Grupo de Ação Social (GAS) já colocaram as mãos na massa
e realizaram o primeiro evento, que foi a semana do servidor, com várias
atividades.
b) A juíza Graciete disse ainda que, no segundo ano do projeto, será
elaborado um calendário de atividades.
c) Quanto às expectativas para o GAS, a juíza frizou serem as melhores
possíveis, mas é preciso levar em consideração que se está quebrando
paradigmas, ou seja, mudando a cultura.
d) Com o enfoque de trabalhar a interação entre servidores e família, a
magistrada acredita que, no Poder Judiciário, o TJ seja o primeiro a trabalhar com
esse foco.
7) CESPE - 2010 - UERN
As opções que se seguem apresentam trechos adaptados de um texto publicado
no Jornal do Comércio (PE) de 15/3/2010. Assinale a opção em que o trecho
adaptado apresenta grafia correta.
a) A ampla maioria dos mosquitos desenvolve-se nos rescipientes de água
parada localizados dentro dos quintais dos domicílios, e por isso o discurso oficial
repete o mantra de que o cidadão precisa acordar para o perigo, fazendo a sua
parte para previnir o surto.
b) No entanto, não se podem deixar em segundo plano, principalmente nas
áreas mais pobres, os terrenos e logradouros abandonados repletos de criatórios
do mosquito da dengue. As residências e construções abandonadas devem ser
vistoriadas regularmente
c) A responsabilidade pela saúde pública, em última instânscia, é dos
governantes, e não do cidadão. É para isso que existem autoridades eleitas pelo
povo.
d) O Brasil é vunerável à ação do mosquito da dengue por uma razão simples:
a precaridade das condições de vida, nos locais em que predomina o acúmulo de
lixo, somada às deficiências na educação, são o cenário ideal para a multiplicação
do inseto.
e) Neste cenário favorável à epidemia, será preciso mais do que campanhas
informativas para debelar o risco, já vislumbrado, de caus generalisado. Os postos
e hospitais da rede pública e privada não têm capacidade para dar conta da
demanda em momentos de crise epidemiológica.
8) CESPE - 2011 - STM
Julgue o texto a seguir quanto à correção gramatical e ortográfica.
Era coisa sabida que a ausência de tais enfermidades revelava não achar-se o ar
corrupto nestes lugares pela ação da humidade e da podridão.
Certo Errado
9) CESPE - 2010 - MPU
Julgue o texto a seguir quanto à correção gramatical e ortográfica.
Visto apenas pelo ângulo econômico, o problema da exploração da mão de obra
infantil, é ao mesmo tempo reflexo e impecílio para o desenvolvimento. Quando
crianças e adolescentes deixam de estudar para entrar precocemente no mercado
de trabalho, trocam um futuro mais promissor pelo ganho imediato.
Certo Errado
10) CESPE - 2008 - TJ-RJ
Os trechos abaixo são adaptados de O Globo de 19/3/2008. Assinale a opção que
apresenta erro de grafia de palavra.
a) A defesa e a preservação do meio ambiente são hoje uma preocupação
mundial, e o Brasil, dono de vastos recursos naturais, procura também avançar
nessa área.
b) Uma boa parte da população se conscientizou da necessidade de agir para
proteger fauna, flora, rios e outros bens da natureza.
c) Movimentos foram criados, até na política, e órgãos federais, estaduais e
municipais, além do Ministério Público, se mobilizaram.
d) Há dez anos, foi aprovada a Lei Contra Crimes Ambientais, dando respaudo
jurídico às ações de preservação e prevendo punições para os infratores.
e) Na prática, existe enorme dificuldade para que os transgressores sejam
punidos.
11) CESPE - 2008 - TRT
Com referência à ortografia oficial e às regras de acentuação de palavras, assinale
a opção incorreta.
a) Os vocábulos lágrima e Gênesis seguem a mesma regra de acentuação.
b) As palavras oásis e lápis são acentuadas pelo mesmo motivo.
c) A grafia correta do verbo correspondente a ressurreição é ressucitar.
d) Apesar de a grafia correta do verbo poetizar exigir o emprego da letra "z", o
feminino de poeta é grafado com s.
e) O vocábulo traz corresponde apenas a uma das formas do verbo trazer; a
forma trás é empregada na indicação de lugar (equivale a parte posterior).
12) CESPE - 2011 - PREVIC
O trecho “Mas os dados escondem um retrato brasileiro que pede atenção: os
homens continuam vivendo menos do que as mulheres.” pode ser reescrito,
mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto, da seguinte
forma:
Os dados porém, mascaram uma fasceta do país que devemos prestarmos
atenção: as mulheres tem apresentado mais longevidade que os homens.
Certo Errado
13) CESPE - 2010 - MPU
Julgue o texto a seguir quanto à correção gramatical e ortográfica.
A legislação brasileira proíbe que menores de catorze anos trabalhem, mas,
segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia, em
2008, um total de 993 mil crianças entre cinco e treze anos nessa situação. Em
uma faixa etária mais ampla, até dezessete anos, quando se espera que os jovens
ainda estejam estudando, foram contabilizados, ao todo, 4,5 milhões de crianças e
adolescentes no exercício de algum tipo de trabalho.
Certo Errado
14) CESPE - 2011 - STM
Julgue o texto a seguir quanto à correção gramatical e ortográfica.
Como explicar segundo as ideias do tempo, o fato de não graçarem aqui antes da
conquista, várias enfermidades já notórias ao europeu?
Certo Errado
15) CESPE - 2010 - DPU
As opções seguintes apresentam trechos adaptados do editorial do Jornal Zero
Hora (RS) de 20/4/2010. Assinale a opção em que o texto foi transcrito de forma
gramaticalmente correta:
a) O Tribunal Superior Eleitoral regulamentou o uso da Internet na campanha
eleitoral, permitindo a propaganda de candidatos a partir de 6 de julho. Promover
as candidaturas, por mais assirrada que seja a disputa, não significa nem baixar o
nível, nem faltar com a verdade.
b) A campanha eleitoral que se aproxima estará marcada definitivamente pelo
uso das facilidades de comunicação que a Internet põem à disposição de
partidos, candidatos e eleitores. Haverá a difícil e desafiadora obrigação de
manter todo o processo dentro de padrões civilizados, impedindo que os radicais
e irresponsáveis contaminem a disputa.
c) A capacidade de atingir milhões de pessoas em apenas alguns segundos
significa uma ferramenta de valor inestimavel, que já mostrou toda sua eficiência
na eleição norte-americana que levou Barack Obama a Casa Branca, em um
processo que foi visto como uma revolução na maneira de fazer campanha.
d) Esta ferramenta está disponível a custo mínimo para partidos candidatos
cabos eleitorais e cidadões comuns. A eleição de 2010 será também um teste para
a qualidade dos eleitores, para a obediência às leis do país e para o uso adequado
das novas tecnologias em favor da democracia.
e) Pelas características da Internet, cuja fiscalização efetiva é impossível, a
qualidade das campanhas terá de ser em primeiro lugar uma decisão dos
comandos partidários e dos próprios candidatos.
16) CESPE - 2011 - CBM-DF
A palavra “catorze” poderia ser corretamente grafada da seguinte forma:
quatorze.
Certo Errado
17) CESPE - 2012 - ANCINE
O vocábulo “cotidiana” (L. 3) pode ser corretamente substituído por
quotidiana.
Certo Errado
18) CESPE - 2004 - Banco da Amazônia
O nome da usina que produz eletricidade a partir da força da água exemplifica um
caso em que a língua portuguesa admite como corretas duas grafias: hidrelétrica
e hidroelétrica.
Certo Errado
19) CESPE - 2007 - TRT-9R
A ortografia da língua portuguesa considera incorreta a grafia percentagem no
lugar de "porcentagem".
Certo Errado
20) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
<O crescimento de pouco mais de 16% no crédito para 2012, projetado pela
Federação Brasileira de Bancos (FENABRAN), é um percentual "substancial e
significativo". >
Mantêm-se a correção gramatical do texto e suas informações originais ao se
substituir o termo “percentual” por percentil.
Certo Errado
21) CESPE - 2008 - TJ-RJ
Assinale a opção em que as palavras grifadas mantêm, entre si, a relação
semântica indicada entre parênteses.
a) Todos os réus foram julgados sem discriminação. Nos processos não houve
ato algum de descriminação. (paronímia)
b) A lei caracteriza algumas ações e as define como crimes. Esses delitos são
classificados de acordo com o tipo de bem que atingem, material ou imaterial.
(hiperonímia/ hiponímia)
c) O crime já foi definido como toda conduta humana que infringisse a lei
penal. Nesse sentido, o indivíduo que transgredisse essa lei deveria ser punido.
(homonímia)
d) A dissidência nem sempre impossibilita a conciliação. (sinonímia)
e) A delação constrangeu os jurados, o que motivou a dilação do julgamento
pelo juiz. (antonímia)
22) CESPE - 2010 - ANEEL
<Seria ingênuo pensar que esse mito desapareceu com a recente crise, mas, que
ele está mal das pernas, está.>
O sentido da expressão "mal das pernas", característica da oralidade, seria
prejudicado caso se substituísse "mal" por mau.
Certo Errado
23) CESPE - 2012 - PRF
A correção gramatical do texto seria mantida se, no trecho “posicionado a
alguns metros”, o termo “a” fosse substituído por há.
Certo Errado
24) CESPE - 2012 - TC-DF
Na linha 13, a substituição do vocábulo “senão” por se não, embora
gramaticalmente correta, prejudicaria o sentido do texto.
Certo Errado
25) CESPE - 2008 - ABIN
Na linha 15, estaria gramaticalmente correta a redação a cerca da atividade.
Certo Errado
26) CESPE - 2011 – EBC
Na linha 26, “por que” poderia, sem prejuízo para a correção gramatical, ser
grafado porque, em razão de estar empregado como conjunção causal, tal como
ocorre em “mas o mandamento de agir unicamente porque se trata de um
dever” (L.31-32).
Certo Errado
27) CESPE - 2011 - EBC
“Parece que sim, porque as descobertas científicas, os eventos que isso suscita e
as opiniões sobre eles, em um mundo também potencialmente globalizado em
seus aspectos econômicos, políticos, culturais e midiáticos, interessam às pessoas,
que dele receberão efeitos.”
No período acima a substituição do ponto final por ponto de interrogação
manteria a coerência do texto, mas, nesse caso, de acordo com a prescrição
gramatical, o vocábulo “porque” deveria ser grafado como por que.
Certo Errado
GABARITO
1) CERTO
2) ERRADO
Nos verbos pôr e querer emprega-se "s", nunca o "z".
3) CERTO
Em caso de dúvida sobre a grafia de “longevidade”, pode-se tentar encontrar
uma palavra da qual seria derivada:
longe =>longevidade
4)
a) Erro: receptividade
b) Erro: creches
c) Erro: básica, milênio
d) Erro: 21% foram adotadas
e) CERTO
5) d)
ARREAR: Pôr arreios em; aparelhar.
ARRIAR: Abaixar, descer.
6) c)
Na dúvida sobre a grafia correta de "frisar", lembre-se que esta palavra deriva de
friso ou frisa.
frisa => frisar
Sendo frisa um tecido grosso e crespo, frisar assume o significado de enrugar ou
encrespar. Exemplos:
Vou frisar meu cabelo para ir ao seu aniversário.
Por causa da chuva, o pelo do cachorro ficará todo frisado.
friso => frisar
Sendo friso uma faixa ou tira com fins decorativos, frisar assume o significado de
colocar um friso, destacar, salientar. Exemplos:
Volto a frisar: você tem que estudar todos os dias!
Eles estão a frisar o teto do quarto do bebê.
7)
a) A ampla maioria dos mosquitos desenvolve-se nos recipientes de água parada
localizados dentro dos quintais dos domicílios, e por isso o discurso oficial repete
o mantra de que o cidadão precisa acordar para o perigo, fazendo a sua parte
para prevenir o surto.
b) CERTO
c) A responsabilidade pela saúde pública, em última instância, é dos governantes,
e não do cidadão. É para isso que existem autoridades eleitas pelo povo.
d) O Brasil é vulnerável à ação do mosquito da dengue por uma razão simples:
a precariedade das condições de vida, nos locais em que predomina o acúmulo
de lixo, somada às deficiências na educação, são o cenário ideal para a
multiplicação do inseto.
e) Neste cenário favorável à epidemia, será preciso mais do que campanhas
informativas para debelar o risco, já vislumbrado, de caos generalizado . Os
postos e hospitais da rede pública e privada não têm capacidade para dar conta
da demanda em momentos de crise epidemiológica. (geral => generalizar, pois a
primitiva não tem s)
8) ERRADO
Umidade não tem H.
9) ERRADO
1) Erro ortográfico em “impecílio”. A correta escrita deve ser empecilho;
2) Vírgula depois de infantil (separação do sujeito e do verbo);
3) A expressão “ao mesmo tempo” deve estar entre vírgulas;
10) d)
Erro na grafia da palavra "respaudo". O certo é “respaldo”.
11)
a) CERTO.
lágrima e gênesis são palavras proparoxítonas.
b) CERTO.
oásis e lápis são palavras paroxítonas terminadas em i(s).
c) ERRADO.
A grafia correta é ressuscitar.
d) CERTO.
Para indicativo feminino usa-se o sufixo ISA. Portanto, poetisa.
e) CERTO
Traz: Verbo.
Trás: Advérbio de lugar.
12) ERRADO
"Os dados, porém, mascaram uma faceta do país a que devemos prestar atenção:
as mulheres têm apresentado mais longevidade que os homens."
13) CERTO
Possíveis dúvidas:
faixa => emprega-se x após ditongo.
contabilizar <= contábil: com z, pois primitiva não tem s.
catorze ou quatorze, ambas estão corretas.
14) ERRADO
1. O adjunto adverbial “segundo as ideias do tempo” deve ficar isolado por
vírgulas, ou sem nenhuma vírgula (no trecho foi registrada apenas uma);
2. Não há vírgula entre “conquista” e “várias”, pois não se separa o verbo
(“grassarem”) de seu sujeito (“várias enfermidades já notórias ao europeu”).
3. Há erro de grafia na forma verbal “graçarem”, que deve ser grafada
com”ss”: “grassarem”, que significa multiplicarem-se por reprodução,
espalharem.
A frase corrigida ficará com a seguinte redação:
“Como explicar, segundo as ideias do tempo, o fato de não grassarem aqui antes
da conquista várias enfermidades já notórias ao europeu?”
15)
a) O Tribunal Superior Eleitoral regulamentou o uso da Internet na campanha
eleitoral, permitindo a propaganda de candidatos a partir de 6 de julho. Promover
as candidaturas, por mais acirrada que seja a disputa, não significa nem baixar o
nível, nem faltar com a verdade.
b) A campanha eleitoral que se aproxima estará marcada definitivamente pelo uso
das facilidades de comunicação que a Internet põe à disposição de partidos,
candidatos e eleitores. Haverá a difícil e desafiadora obrigação de manter todo o
processo dentro de padrões civilizados, impedindo que os radicais e
irresponsáveis contaminem a disputa.
c) A capacidade de atingir milhões de pessoas em apenas alguns segundos
significa uma ferramenta de valor inestimável, que já mostrou toda sua eficiência
na eleição norte-americana que levou Barack Obama à Casa Branca, em um
processo que foi visto como uma revolução na maneira de fazer campanha.
d) Esta ferramenta está disponível a custo mínimo, para
partidos, candidatos, cabos eleitorais e cidadãos comuns. A eleição de 2010 será
também um teste para a qualidade dos eleitores, para a obediência às leis do país
e para o uso adequado das novas tecnologias em favor da democracia.
e) CERTO
16) CERTO
Ambas as formas estão oficializadas, embora "catorze" seja preferível e corrente.
Quatorze é uma variante e mais utilizada no Brasil.
17) CERTO
As duas palavras estão corretas e existem na língua portuguesa. No Brasil, a
variante quotidiano coexiste com a mais utilizada cotidiano.
18) CERTO
As duas formas estão corretas, sendo hidrelétrica a forma mais usual.
19) ERRADO
Trata-se de variantes da mesma palavra, sendopercentagem a mais antiga. O
termo percentagem, embora de origem latina, é uma adaptação do vocábulo
inglêspercentage, de per cent, derivado do latim per centum.A preposição
latina per, quando empregada isoladamente, foi substituída em português pela
preposição por e hoje sobrevive apenas na locução "per si", expressões como "per
capta", e na aglutinação com o artigo "o" resultando em "pelo(s), pela(s)".
20) ERRADO
Se é fácil mudar percentagem para porcentagem, o mesmo já não ocorre
com percentual e porcentual ou percentual epercentil, este último termo
consagrado em estatística. No primeiro caso, não existe a variante porcentual No
segundo caso, percentil difere de percentual e não podem ser aplicadas com o
mesmo significado. Exemplo: o 50º percentil dos dados de uma pesquisa equivale
ao valor mediano, enquanto 50% dos dados equivale à metade dos dados.
21) a)
a) PARÔNIMOS - palavras de escrita ou pronuncia parecidas e sentidos diferentes.
b) SINÔNIMOS - palavras com o mesmo significado
c) SINÔNIMOS
d) ANTÔNIMOS - palavras de sentidos opostos
e) PARÔNIMOS
22) CERTO
O vocábulo “mal”, no contexto, é o contrário de bem (advérbio) e não pode ser
trocado por mau, antônimo de bom (adjetivo).
23) ERRADO
Somente "a" implica em distância, conforme pede o contexto. "Há" pode ser
usado apenas para indicar quantidade ou tempo decorrido.
24) ERRADO
que não conheciam outro limite senão seu próprio poder.
"senão" => Nesse contexto, é uma preposição que equivale a "exceto".
que não conheciam outro limite se não seu próprio poder.
"Se não" => São duas palavras: conjunção 'se' & advérbio 'não'. O 'se' é uma conj.
condicional e implica oração subordinada adverbial condicional.
Portanto, se não existe uma oração subordinada, ocorre erro gramatical.
Lembrando que para estar gramaticalmente correto é necessário que esteja não
apenas escrito corretamente, mas sintaticamente correto também.
25) ERRADO
Acerca de (junto) é sinônimo de a respeito de, sobre.
A cerca de (separado) ou cerca de significamaproximadamente, mais ou menos.
Como no texto está escrito "(...)o aprofundamento das discussões acerca da
atividade de inteligência no Brasil. (...)"; escrever a cerca da atividade estaria
errado, pois só se usaria a cerca (separado) se estivesse com o significado
deaproximadamente, o que não é o caso.
26) ERRADO
No "por que" da frase, O "por" é preposição e o "que" é pronome relativo, pois
retoma o sentido do substantivo RAZÃO. Dessa forma, pode ser substituído por
PELA QUAL e não pode ser substituído por POIS que é o equivalente de PORQUE.
27) ERRADO
No trecho, o "porque" refere-se a causa ou explicação. Já o "por que"
(preposição por e pronome que) pode ser Interrogativo (por que motivo, por qual
razão) ou relativo (pelo qual, pela qual, pelos quais e pelas quais), assim, mudaria
a coerência do texto.
à s 1 2 : 4 2
Pontuação
1 - Ponto (.)
Quando utilizar o ponto simples:
a) Para indicar o fim de um período simples, de uma frase com sentido completo.
Nada mais tenho a dizer.
b) Para abreviar:
Sr., a.C., num., adj., etc.
2 – Ponto de Interrogação (?)
Quando utilizar a ponto de interrogação:
a) Para realizar perguntas.
Você quer perguntar alguma coisa?
b) Pode-se utilizar desta pontuação para indicar diversos sentimentos (surpresa,
indignação, expectativa):
Os alagoanos elegeram Renan Calheiros? (atitude de indignação)
Lula não sabia do mensalão? (surpresa)
O Brasil ganha a copa? (expectativa)
3 – Ponto de Exclamação (!)
Quando utilizar o ponto de exclamação:
a) Para expressar sentimentos tais como: empolgação, súplica, reclamação,
surpresa, horror:
Vamos sair do Brasil! (empolgação)
Por favor, votem direito! (súplica)
Mais rápido, amor! (reclamação)
Que negócio grande! (surpresa)
Que horror! (horror)
b) Para interjeições e locuções interjetivas:
Oh! Meu Deus! É só você e eu.
Eu te amo, porra!
c) Depois de vocativos:
Você consegue, garoto!
Se liga, pivete!
OBS: Para expressar, ao mesmo tempo, questionamento e admiração, pode-se
usar interrogação e exclamação juntos.
Que coisa, não?!
OBS: Para intensificar ainda mais a situação ou os sentimentos expressos, pode-se
repetir várias vezes estes sinais de pontuação.
-Você quer, mesmo???
-Quero sim!!!
4 - Reticências (…)
Quando utilizar as reticências:
a) Para suprimir trechos:
Era uma vez (...) e viveram felizes para sempre.
b) Para indicar interrupção ou continuidade:
E veio uma sensação de alegria, euforia, felicidade...
Eu gostei do novo técnico, mas dos novos jogadores...
5 - Parênteses ( )
Quando utilizar os parênteses:
a) Para indicar uma explicação.
Moshé Moshé, erés codó! (Eretz Kadóch – terra santa).
b) Na indicação de fontes bibliográficas.
E disse a Moisés: tira os sapatos, pois estás em terra santa (Êxodo 3:5).
c) Para isolar um comentário ou pensamento.
Votarei nulo (político nenhum me representa).
6 - Aspas (“ ”)
Quando utilizar aspas:
a) Para destacar transcrições de textos:
Dessa música todos lembram:“Para nooossa alegria!” (Galhos secos, banda
Êxodos).
b) Para destacar uma frase escrita ou dita por alguém.
É como ele dizia: “Só querem saber do venha a nós e nada do ao vosso reino”.
c) Para indicar expressões estrangeiras, neologismos, arcaísmos, gírias, apelidos
ou para dar ênfase a qualquer expressão:
Ao povo basta pão e “Reality Shows”.
Dei um "joinha" e "printei".
A plateia respondeu com um sonoro "não".
Também foi condenado Luiz Romão, o “Macarrão”.
d) Para indicar ironia.
Apertando várias vezes o botão, o elevador entra em “modo de urgência”.
e) Para relativizar o sentido de uma expressão.
A raça humana que é mais "inteligente", destrói seu próprio meio.
7 - Travessão (-)
Quando utilizar travessão:
a) Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo:
- Ôh mainha, leva eu pro circo?
- Não sinhô! Quem quiser lhe ver venha aquin.
- Armaria mainha, nãm!
b) Separar orações intercaladas, desempenhando as funções da vírgula e dos
parênteses:
Quanto à água no copo - disse o oportunista - enquanto vocês discutiam, eu a
bebi.
c) Colocar em evidência uma frase, expressão ou palavra:
Gostaria de agradecer a pessoa mais importante para mim – eu.
d) Expressar comentário ou opinião do autor do texto:
Quem já teve chance — e o privilégio — de presenciar filhotes de animais
brincando, sabe como são divertidos.
8 – Dois pontos (:)
Quando utilizar os dois pontos:
a) Para fazer uma citação ou introduzir uma fala:
Dilma foi vaiada porque declarou: “Me impressionou como a tecnologia pode
ajudar os portadores de deficiência”.
O policial disse:
- Mãos para cima:
E ele respondeu:
- Cintura solta, da meia volta, dança kuduro.
b) Para indicar explicação ou resumo do que foi dito:
- É o país do carnaval, bunda e futebol: Brasil.
c) Quando se quer indicar uma enumeração:
- O Brasil não progride porque só lhe interessa: carnaval, bunda e futebol.
d) Na introdução de exemplos, notas e observações.
Obs.: Não use linguagem coloquial em correspondências oficiais.
e) Antes de orações apositivas.
Viverás para Deus com uma condição: que morra para o mundo.
f) Em invocações de correspondências.
Prezados Senhores:
Convido-lhes para o meu aniversário dia 30 de Fevereiro.
g) Em citações e referências:
Parafraseando Vinícios de Moraes: “Tristeza não tem sim, felicidade não tem
fim”.
9 – Ponto e Vírgula (;)
Quando utilizar o ponto e vírgula:
a) Para separar itens:
Os cinco solas da reforma:
I – Só a escritura sagrada é veículo de revelação;
II – Só Jesus Cristo salva, mas nenhum outro(a);
III – Só o Espírito Santo nos leva a Deus, só a sua graça;
IV – A salvação vem pela fé dada pela graça;
V – Glória somente a Deus, a nada ou ninguém mais.
“Era um dia atípico: na Terra, os cavaleiros lutavam contra Marte; no céu, Athena
enfratava o deus Hades; no mar, Poseidon esbravejava possuído por maldade; e
na minha cama, um sonho épico”.
b) Este sinal de pontuação pode ser usado para evitar o excesso de vígulas
quando for preciso separar orações coordenadas que já possuem vírgulas:
Ela não comentou nada, apenas olhou nos meus olhos, sentou-se ao meu lado;
queria ficar comigo.
Quando criança, roubava queimado; moço, roubava armado; agora, adulto,
político formado.
Vote em quaquer um; fique, depois, arrependido.
c) Para separar antítese.
Muitos querem; poucos podem.
Uns mandam; outros trabalham.
d) Para dar maior pausa a conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia,
entretanto, etc.)
O time estava completo; porém, perdeu o jogo.
10 - Vírgula (,)
Quando utilizar a vírgula:
10.1 - Em estruturas específicas.
a) Para separar os nomes dos locais de datas:
Salvador, 11 de julho de 2009.
b) Em correspondências, após a saudação.
Atenciosamente,
Com amor,
10.2 - A vírgula no interior da oração.
a) Para separar termos com mesma função sintática:
O PT é ladrão, traidor e enganador. (vírgula separando predicativos)
A criança brincou, correu, pulou e, enfim, dormiu. (vírgula separando verbos.)
b) Para separar o vocativo:
Brasileiro, venha catar o cocô do seu cão!
c) Para separar o aposto:
O João, brasileiro típico, jogou seu lixo pela janela do carro.
d) Após termos deslocados:
1. Complemento do verbo deslocado:
Ela viu uma forte paixão naqueles olhos.
Uma forte paixão, ela viu naqueles olhos.
2. Antecipação de adjunto adverbial:
Ela viu uma forte paixão naqueles olhos.
Naqueles olhos, ela viu uma forte paixão .
OBS: Não é obrigatório o uso de vírgulas em adjuntos pequenos (no máximo três
palavras curtas), pois podem prejudicar a linearidade do texto:
Infelizmente o juiz marcou pênalti.
Infelizmente, o juiz marcou pênalti. (fornece realce)
Na ordem direta, em geral, não se usa vírgula para separar o adjunto adverbial.
Mas esta pode ser usada para fornercer ênfase, como em:
Limpamos e cozinhamos todo santo dia.
Limpamos e cozinhamos, todo santo dia.
e) Para separar conjunção, termo explicativo e termos que servem como
conectivos. (mas, contudo, logo, por exemplo, ou seja, aliás, etc.)
Nós viajamos para Madrid, aliás, para Vigo.
f) Para indicar um elemento elíptico no período:
Uma disse que era um urso, a outra disse que era um lobo.
Uma disse que era um urso, a outra, que era um lobo.
g) Quando um complemento pleonástico estiver antecipado.
O presente, eviei-o por correio. (Objeto Direto Pleonástico)
10.3 A vírgula entre orações:
a) Para separar oração intercalada.
Nenhuma pesquisa, que saibamos, explorou tal assunto.
Então publique um artigo, respondi prontamente.
Obs.: Orações intercaladas (ou interferentes), são independentes e acrescentam
esclarecimento, observação, ressalva, etc. Pode-se usar outro sinal de pontuação
para realizar este isolamento - o travessão.
b) Para separar o paralelismo de provérbios.
Ladrão de tostão, ladrão de milhão.
c) Para isolar elementos repetidos:
Estou morto, morto de cansado.
A massa, a massa foi amassada.
d) Em orações subordinada adjetiva:
I. Explicativa – Ficam isoladas por vírgula.
A cena do Hulk espancando Loki, que ocorre no filme “Avengers”, é muito
hilária.
II. Restritiva – Proibido anteceder com vírgula.
O Iron Man é o herói que mais cativou no filme.
e) Orações subordinadas substantivas são separadas por vírgula nos seguintes
casos:
I) Quando antepostas à principal.
"É necessário que pensem rápido."
"Que pensem rápido, é necessário."
II) Subordinada substantiva apositiva pode estar após dois pontos (comum) ou
após vírgula.
Lá vêm as três graças, a sem graça, a desgraça e a nem de graça.
f) Subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas): A pontuação obedece às
mesmas regras dos adjuntos adverbiais:
Tomará uma atitude quando mudar.
Tomará uma atitude, quando mudar. (realce, facultativo)
Quando mudar, tomará uma atitude. (deslocada, obrigatório)
Tomará, quando mudar, uma atitude. (deslocada, obrigatório)
g) Para separar orações coordenadas:
I. Assindéticas (não ligadas por conectivos).
Todos comeram, beberam, dividiram a conta, deu tudo certo.
II. Sindéticas (a conjunção [e] é um caso a parte):
Penso, logo desisto.
A oração foi perfeita, pois Deus a conduziu.
OBS0: No início de período, é facultativo usar vírgula após conjunção, exceto no
caso do [mas].
OBS1: Aditivas – Não antecedidas por vírgula: [e, nem, ou, mas] com valor aditivo.
OBS2: Adversativas – Antecedidas por vírgula e quando deslocadas ficam entre
vírgulas. Só use [mas] no início de oração e nunca seguido de vírgula (exceção se
houver termo ou oração deslocada).
OBS3: Alternativas – Separadas por vírgulas.
OBS4: Conclusivas – Antecedidas por vírgulas. Quando tem valor conclusivo,
[pois] é seguida por vírgula.
OBS5: Explicativas – Antecedidas por vírgula. Quando tem valor explicativo, [pois]
não é seguido por vírgula (exceção se houver termo ou oração deslocada).
Jamais vi um ovni. Logo não acredito. (OBS0)
Jamais vi um ovni. Logo, não acredito. (OBS0)
Nem eu nem ele vimos. (OBS1)
Não apenas eu mas também ele vimos. (OBS1)
Comprarei, mas quero desconto. (OBS2)
Comprarei, mas, sem desconto, não pago à vista. (OBS2)
Comprarei, porém quero um desconto. (OBS2)
Comprarei, quero, porém, um desconto. (OBS2)
Estava sempre ora trabalhando, ora estudando. (OBS3)
Tenho que conseguir, ou serei um fracasso. (OBS3)
Não se importa, logo é um insensível. (OBS4)
Não se importa, é, pois, um insensível. (OBS4)
Tente sempre, pois você é capaz. (OBS5)
Tente, pois, quando chegar a hora, você consegue. (OBS5)
A conjunção [e] apresenta casos específicos no uso da vírgula:
II. Quando as orações possuem sujeitos diferentes.
O silêncio engoliu o ego, e a escuridão engoliu o silêncio.
Conheça a si e ao inimigo, e ninguém vencerá você.
II. ) Quando houver repetição da conjunção (polissíndeto).
E canta, e dança, e imita, e tudo faz.
II.) Quando possuir valor não aditivo:
Treinou tanto, e ainda foi reprovado. (adversativo)
II.) Quando houver aposto, termo ou expressão deslocados ou intercalados.
Dilma, a presidenta, e seus 40 ladrões afundaram o país.
O atacante cobrou o pênalti e, implacável, converteu.
Tendo decidido, e nada mudaria tal decisão, desistiu.
II. ) Quando necessário pausa respiratória. Neste caso, o valor é entoativo, não
sintático.
A cidade de Salvador é uma das capitais que está localizada na região Nordeste
do Brasil, e é também a capital cultural do país.
h) Orações reduzidas:
I) Oração reduzida de gerúndio: Nas antecipadas, a vírgula é obrigatória. Quando
possuir valor de coordenada aditiva, deve estar isolada por vírgula. Quando
possuir valor de subordinada adjetiva ou adverbial, deve seguir a regra d) ou f)
respectivamente.
Liguei para o Palácio, tentando contactar Dilma. (aditiva)
Jogando granadas, você matará aquelas aranhas. (deslocada)
Você matará aquelas aranhas jogando granadas. (OSAdv.Cond. – caso jogue
granadas)
O homem, virando zumbi, suicidou-se. (OSAdj.E – que virava zumbi)
Gosto de mortos-vivos subindo pelas paredes. (OSAdj.R – que subam pelas
paredes)
II) Oração reduzida de particípio: Nas antecipadas, a vírgula é obrigatória. As
adverbiais são normalmente separadas por vírgulas. As subordinadas adjetivas
devem seguir a regra d).
A comida indicada pelo garçom estava ruim. (Adjetiva restritiva)
A lista de comidas, descrita no cardápio, era ruim. (Adjetiva explicativa)
Terminadas as provas, todos passaram. (OSAdv.T – quando terminou a aula)
III) Oração reduzida de infinitivo: Nas antecipadas, a vírgula é obrigatória. Se
possuir valor adjetivo, substantivo ou adverbial segue as regras d), e) ou f)
respectivamente.
A vender tudo, ele está disposto. (antecipada)
Ele está disposto a vender tudo. (OSSub.CN – que ele venda tudo)
Aquela, a dançar no palco, namorou comigo. (OSAdj.E – que dança no palco)
Fui um dos poucos a apreciar a dança. (OSAdj.R – que apreciou a dança)
Vendi tudo(,) para alimentar os pobres. (OSAdv.F – para que alimentasse os
pobres)
Vendi, para alimentar os pobres, tudo. (deslocada)
Para alimentar os pobres, vendi tudo. (deslocada)
Pontuação Exercícios Resolvidos
1) CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados
O emprego de vírgula logo após “Adorno” (L.19) é facultativo e justificado, no
texto, pela intenção da autora de enfatizar a menção desse filósofo.
Certo Errado
2) CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados
Na linha 4, o sinal de dois-pontos poderia ser substituído por pois, precedido de
vírgula, sem que houvesse prejuízo à coerência do texto.
Certo Errado
3) CESPE - 2012 - TCE-ES
<O Brasil é signatário de pelo menos quatro convenções internacionais que
tratam do combate à corrupção.>
A inserção de vírgula imediatamente após a palavra “internacionais” manteria a
correção gramatical e o sentido original do texto e ainda conferiria ênfase à ideia
expressa na oração subsequente, ou seja, ao fato de as convenções internacionais
versarem sobre o combate à corrupção.
Certo Errado
4) CESPE - 2012 - ANAC
A supressão da vírgula logo depois de “América” (L.15) preservaria a correção
gramatical e o sentido original do texto.
Certo Errado
5) CESPE - 2012 - ANAC
Na linha 1, feitas as necessárias adaptações, a expressão “Três séculos depois do
descobrimento” poderia ser deslocada para logo depois do nome “Brasil”,
sem que houvesse prejuízo à correção gramatical do período. Nesse caso, a
referida expressão deveria ser isolada por vírgulas.
Certo Errado
6) CESPE - 2012 - ANAC
Sem que houvesse prejuízo para a correção gramatical, os dois períodos que
iniciam o segundo parágrafo poderiam ser ligados pelo sinal de dois-pontos, da
seguinte forma: (...) começaram a mudar: a vinda da Corte (...).
Certo Errado
7) CESPE - 2012 - TCU
A Constituição de 1891, a primeira republicana, ainda por influência de Rui
Barbosa, institucionalizou definitivamente o Tribunal de Contas de União,
inscrevendo-o em seu art. 89.
O segmento “a primeira republicana” está entre vírgulas por ser um vocativo.
Certo Errado
8) CESPE - 2012 - TCU
A Constituição de 1891, a primeira republicana, ainda por influência de Rui
Barbosa, institucionalizou definitivamente o Tribunal de Contas de União,
inscrevendo-o em seu art. 89.
O emprego de vírgula após “União” justifica-se porque a oração subsequente é
reduzida de gerúndio.
Certo Errado
9) CESPE - 2012 - ANATEL
Feitas as necessárias adaptações na grafia das palavras, o adjunto adverbial “em
1998” (L.2) poderia ser deslocado, seguido da vírgula, para o início do parágrafo,
sem que o sentido original e a correção gramatical do texto fossem prejudicados.
Certo Errado
10) CESPE - 2012 - PC-AL
A retirada das vírgulas que isolam a oração “que nascemos no século XX” (L.24)
prejudicaria a correção gramatical do texto.
Certo Errado
11) CESPE - 2012 - IBAMA
O consumo não gera apenas os impactos ambientais decorrentes da necessidade crescente de energia e do próprio processo
industrial, mas é causa de outro grave problema: o esgotamento dos recursos naturais não renováveis, isto é, daqueles que, uma
vez consumidos, não podem ser novamente repostos, como, por exemplo, o petróleo e os minérios em geral.
Não acarretaria prejuízo para a correção gramatical do texto a inserção de vírgula
imediatamente após a forma verbal “gera”, na linha 15, tendo o sinal de
pontuação, nesse caso, a função de realçar o advérbio “apenas”.
Certo Errado
12) CESPE - 2011 - CBM-DF
Nem pepino nem espinafre. A bactéria que pôs a Europa em estado de emergência médica,
tendo atingido catorze países do continente, além dos Estados Unidos da América e Canadá,
disseminou-se a partir de um cultivo orgânico de brotos e feijão.
A oração “que pôs a Europa em estado de emergência médica” (L.1-2) tem
caráter explicativo e, por isso, poderia ser empregada entre vírgulas, mantendo-se
a correção gramatical e o sentido original do texto.
Certo Errado
13) CESPE - 2012 - TRE-RJ
O emprego de sinal de ponto e vírgula nas linhas 13 e 14 justifica-se para isolar
segmentos de uma enumeração que contêm vírgulas.
Certo Errado
14) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
Prejudica-se a correção gramatical e alteram-se as informações originais do texto
ao se substituir por dois-pontos o ponto imediatamente após “subir” (L.14) e
eliminar o termo “disse” (L.17) e a vírgula que o antecede.
Certo Errado
15) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
Entre os esforços empreendidos para ampliar e melhorar o acesso da população
aos serviços bancários, o presidente do Banco Central do Brasil (BACEN) ressaltou
que a autoridade monetária prioriza três linhas de ação para aperfeiçoar a
inclusão financeira: a identificação da demanda por serviços financeiros, o
aprimoramento de marco regulatório e a promoção da educação financeira com
transparência.
A vírgula logo após “financeiros” (L.6) justifica-se porque isola elementos de
mesma função sintática componentes de uma enumeração de itens.
Certo Errado
16) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
A vírgula empregada logo após “6,4 mil” (L.21) justifica-se porque a oração
subsequente tem sujeito próprio e diferente daquele da oração anterior.
Certo Errado
17) CESPE - 2012 - MP
O emprego dos travessões, nas linhas 13 e 14, é suficiente para marcar a inserção
de trecho de caráter explicativo, razão por que a vírgula depois do segundo
travessão é de uso opcional e sua omissão não prejudicaria a correção do texto.
Certo Errado
18) CESPE - 2011 - PC-ES
Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue
os itens a seguir.
Em ‘um maneirista da própria sombra’ (L.5) e ‘chegou lá’ (L.11), as aspas são
empregadas com a função de realçar ironicamente as expressões.
Certo Errado
19) CESPE - 2012 - STJ
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do trecho acima, julgue os itens
a seguir.
O ponto final empregado logo após “imprensa” poderia ser corretamente
substituído por reticências.
Certo Errado
20) CESPE - 2012 - STJ
Com relação às estruturas linguísticas e à pontuação do texto, julgue os itens que
se seguem.
Na linha 23, o ponto final após “rolos” poderia ser substituído por ponto e
vírgula, desde que o termo “Quantas” fosse grafado com minúscula: quantas.
Certo Errado
21) CESPE - 2012 - TC-DF
Justifica-se o emprego da vírgula logo após “mas” (L.18) para enfatizar o
sentido de contraste introduzido por essa conjunção, razão por que a supressão
desse sinal de pontuação não acarretaria prejuízo gramatical ao texto.
Certo Errado
22) CESPE - 2008 - TST
No segundo parágrafo do texto, os dois travessões demarcam a inserção de uma
informação que define o que é “Per Capita” (L.6-7).
Certo Errado
23) CESPE - 2008 - TST
A respeito das estruturas lingüísticas do texto acima e dos
sentidos por ele produzidos, julgue os itens seguintes.
Por constituir uma expressão adverbial deslocada para depois do sujeito, seria
correto que a expressão “cada vez mais” (L.1) estivesse, no texto, escrita entre
vírgulas.
Certo Errado
24) CESPE - 2011 - AL-ES
Quanto ao emprego dos sinais de pontuação no texto, assinale a opção correta.
a) No segundo parágrafo, o emprego de ponto e vírgula justifica-se por marcar
a intercalação das orações que descrevem cada mito.
b) As vírgulas que isolam o trecho “com seu universo miscigenado” (l.6)
poderiam ser substituídas por travessões, sem prejuízo para a correção gramatical
do período e para o sentido do texto.
c) Na linha 13, o deslocamento do advérbio “intrinsecamente” para
imediatamente após “analisarmos” exigiria que esse advérbio fosse pontuado
entre vírgulas, para que se mantivessem o sentido e a correção gramatical do
texto.
d) A vírgula imediatamente anterior a “por mais que avanços” (l.21), apesar
de ser de uso facultativo, contribui para a concatenação das ideias do período em
que ocorre.
e) No segundo e no quarto parágrafos, o emprego de aspas em algumas
expressões sugere que o autor ratifica o sentido usual dessas expressões em
contextos semelhantes àqueles em que estão empregadas no texto.
25) CESPE - 2011 - EBC
Na linha 11, a vírgula que antecede “observou” poderia ser substituída por
travessão, sem prejuízo para o sentido original e para a correção gramatical do
texto.
Certo Errado
26) CESPE - 2011 - BRB
Na linha 9, para dar mais destaque ao complemento da forma verbal
“ganharam”, duas vírgulas poderiam ser inseridas no período: uma antes e
outra depois da expressão “voz e importância”.
Certo Errado
27) CESPE - 2008 - MPE-RR
A vírgula logo após “investidores” (L.15) é utilizada para separar orações
coordenadas.
Certo Errado
28) CESPE - 2010 - ANEEL
Os itens a seguir apresentam trechos, sucessivos e adaptados, de um texto
publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 30/3/2010.
Julgue-os com relação à correção gramatical.
A indústria siderúrgica, grande fornecedora das montadoras faz projeções
otimistas. No ano passado, as vendas internas das siderúrgicas nacionais,
encolheram 25%.
Certo Errado
29) CESPE - 2007 - TRE-AP
Em cada opção a seguir, é apresentado um trecho adaptado do quinto parágrafo
do texto apresentado. Assinale a opção em que a pontuação está incorreta.
a) Em quatro anos foram investidos mais de dois bilhões de reais em benefício
da qualidade dos assentamentos.
b) Os recursos foram aplicados, entre outros benefícios, na construção de
estradas, na educação e na oferta de luz elétrica.
c) O governo, também construiu, ou apenas reformou vários quilômetros de
estradas e pontes, em benefício dos milhares de assentados.
d) Além disso, em 2006, o número de famílias beneficiadas com assistência
técnica ultrapassou 555 mil.
e) Em síntese, os cuidados governamentais para com os assentados, nos
últimos quatro anos, foram de variada ordem: infra-estrutura, saúde, educação e
segurança.
30) CESPE - 2007 - TCU
Na linha 7, preservam-se a correção gramatical e a coerência textual ao se
retirarem os sinais de travessão, inserindo-se uma vírgula logo após “mundo”.
Certo Errado
31) CESPE - 2011 - Correios
Com relação a aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.
a) A oração “que controla os níveis do neurotransmissor nas células do
cérebro” (l.9-10) pode ser reescrita, com correção gramatical e sem prejuízo para
o sentido do texto, da seguinte forma: onde se retém os patamares
neurotransmissores das células cerebrais.
b) Os parênteses que delimitam a expressão “como imagens de chocolates”
(l.11-12) podem ser substituídos, sem prejuízo à correção do texto, por
travessões.
c) A substituição de “embora” (l.14) por ou não prejudicaria a correção nem
o sentido do texto.
d) Na linha 17, após o vocábulo “outras”, está subentendida a palavra
“terapeutas”.
e) O emprego de vírgula logo após o termo “Normalmente” (l.1) prejudicaria
a correção gramatical, mas não alteraria o sentido do texto.
32) CESPE - 2010 - TRE-BA
A supressão da vírgula que sucede a palavra “ordem” (L.15) não acarreta
prejuízo à correção gramatical do período em questão.
Certo Errado
33) CESPE - 2011 - Correios
Assinale a opção em que o texto de placa que alerta para a presença de cão
raivoso está corretamente pontuado.
a) Cão raivoso?
Cuidado?
b) Cuidado:
Cão raivoso !
c) Cão raivoso?
Cuidado!
d) Cuidado?
Cão raivoso!
e) Cuidado:
Cão raivoso?
34) CESPE - 2009 - TRE-GO
Assinale a proposta de alteração dos sinais de pontuação que preserva a
coerência e a correção gramatical de trecho do texto.
a) Substituir o sinal de dois-pontos depois de “igualdade” (L.1) pelo sinal de
ponto-e-vírgula.
b) Inserir uma vírgula depois de “monarcas” (L.6).
c) Substituir o ponto depois de “servos” (L.10) por vírgula, escrevendo-se
“Finalmente” com inicial minúscula.
d) Retirar a vírgula depois de “igualdade” (L.11).
35) CESPE - 2011 - TJ-ES
No trecho “a morte, da nossa” (L.11), a vírgula foi empregada para indicar a
omissão do vocábulo “vontade”.
Certo Errado
36) CESPE - 2009 - Instituto Rio Branco
No que se refere ao uso das estruturas linguísticas na organização das ideias no
texto acima, julgue os itens subsequentes.
O uso de duas vírgulas demarcando o adjetivo “novas” (L.16), gramaticalmente
opcional, sugere ênfase à qualidade da ideia expressa em importantes exigências.
Certo Errado
GABARITO
1) ERRADO
O emprego da vírgula não é facultativo, pois se trata de uma oração subordinada
adverbial conformativa anteposta à oração principal, ou seja, deve ser separada
por vírgula.
2)CERTO
A troca é de um aposto explicativo por uma conjunção explicativa, sem gerar
problemas de coerência.
3) ERRADO
Haveria mudança no sentido original do texto.
1. O Brasil é signatário de pelo menos quatro convenções internacionais que
tratam do combate à corrupção.
2. O Brasil é signatário de pelo menos quatro convenções internacionais, que
tratam do combate à corrupção.
No caso 1, há uma oração subordinada adjetiva restritiva restringindo as
convenções internacionais que o Brasil é signatário.
No caso 2, passaria a ser uma oração subordinada adjetiva explicativa que seria
aplicada a todas as convenções internacionais.
4) ERRADA.
A vírgula é necessária, pois isola uma expressão explicativa.
5) CERTO
A expressão “Três séculos depois do descobrimento” é uma oração
subordinada adverbial temporal. Sempre que estas estiverem deslocadas de sua
posição natural ao fim da frase, devem ser isoladas por vírgula(s).
6) CERTO
A oração, com os dois pontos, estabelece uma relação explicativa, o que é
perfeitamente aceitável no uso de dois pontos. Vale ressaltar que na proposta da
questão, após o dois pontos é utilizado corretamente letra minúscula.
7) ERRADO
Não se trata de 'vocativo', mas de APOSTO.
Vocativo: é a palavra, termo, expressão utilizada pelo falante para se dirigir ao
interlocutor por meio do próprio nome, de um substantivo, adjetivo
(característica) ou apelido.
8) CERTO
Usa-se a vírgula para separar as orações reduzidas de infinitivo, de gerúndio e de
particípio, quando equivalentes a orações adverbiais.
9) ERRADO
A mudança de lugar de adjuntos adverbiais pode alterar o sentido. Vamos à
análise.
Texto original:
A expansão da telefonia celular, impulsionada pela privatização do sistema
TELEBRAS, em 1998, está entre as maiores conquistas da economia brasileira nas
últimas duas décadas.
O entendimento aqui é que a privatização do sistema TELEBRAS ocorreu em 1998.
Texto modificado:
Em 1998, a expansão da telefonia celular, impulsionada pela privatização do
sistema TELEBRAS está entre as maiores conquistas da economia brasileira nas
últimas duas décadas.
Agora o entendimento é que a expansão ocorreu em 1998.
10) ERRADO
GRAMATICALMENTE não haveria prejuízo algum ao texto, pois haveria apenas a
troca da classificação da oração: de EXPLICATIVA (com vírgulas) passaria a ser
RESTRITIVA (sem vírgulas). Contudo, se a questão
perguntasseSEMANTICAMENTE, poderíamos dizer que a retirada das vírgulas
alteraria e prejudicaria o sentido do texto.
11) ERRADO
A forma correta de realçar a função do advérbio seria inserir uma vírgula antes e
outra depois de “apenas”, pois se encontra no meio da oração. Portanto, inserir
apenas uma das vírgulas acarreta erro de pontuação.
12) ERRADO
A oração “que pôs a Europa em estado de emergência médica”, tem
caráter restritivo. O Pronome relativo "que" introduz, nesse trecho, uma Oração
Subordinada Adjetiva Restritiva. Caso, sejam colocadas vírgulas, passaria a
caracterizar-se Oração Subordinada Adjetiva Explicativa.
13) CERTO
Ponto e vírgulas: seu emprego depende do contexto. Neste caso, foi usado para
evitar a abundância da vírgula, separando orações de mesma natureza sintática
que contém vírgulas.
14) ERRADO
Com a modificação proposta, o texto permanece inalterado semanticamente e
gramaticalmente. O uso dos dois pontos irá demarcar uma citação, tornando
desnecessário o uso do verbo dizer para demarcar a oralidade. A inicial maiúscula
logo após os dois pontos, como sugerido, se justifica porque introduz um
discurso direto.
15) CERTO
16) CERTO
1ª ORAÇÃO - "as cooperativas foram ampliadas de 2,6 mil para 6,4 mil,"
2ª ORAÇÃO - "e o número de cooperados aumentou de 1,5 milhão para 5,1
milhões."
Usa-se vírgula para separar orações coordenadas aditivas ligadas pela conjunção
'e' quando os seus sujeitos são diferentes.
17) ERRADO
A presença da vírgula é necessária e obrigatória por causa da anteposição da
Oração Subordinada Adverbial Causal: "se nossas empresas não estão preparadas
para a competição global” em relação à Oração Principal.
18) ERRADO
Em nenhum dos 2 casos as aspas têm função de realce.
Em "um maneirista da própria sombra", as aspas são empregados por se tratar de
uma citação da crítica escrita por Eusébio de Mattos.
Em "chegou lá", as aspas são empregadas por se tratar de uma expressão
idiomática (geralmente associadas às gírias, aos jargões e aos regionalismos).
19) CERTO
A banca não questiona se o uso de reticências altera o sentido ou qualquer outra
coisa, pergunta APENAS se ponto final pode ser trocado por reticências.
Reticências — Podem marcar uma interrupção de pensamento, indicando que o
sentido da oração ficou incompleto, ou uma introdução de suspense, depois da
qual o sentido será completado.
20) ERRADO
A oração que se segue após o ponto final não apresenta dependência sintática ou
semântica em relação à oração anterior.
21) ERRADO
Só se utiliza vírgula depois de "mas" para intercalar um termo deslocado ou
interferente na oração.
22) CERTO
Os travessões utilizados na proposição acima servem para isolar o APOSTO
(termo de caráter nominal que se junta a um substantivo, a um pronome, ou a um
equivalente destes, a título de explicação ou de esclarecimento).
23) CERTO
Os adjuntos adverbiais estarão deslocados quando estiverem no início ou no
meio do período. Em alguns casos, a vírgula não será obrigatória, pois, às vezes,
ela tira a linearidade, eliminando, assim, a clareza da frase.
24) d)
a) O objetivo do ponto-e-vírgula no parágrafo é de continuar a enumeraçãoexplicativa.
As vírgulas presentes é que fazem o papel de explicar cada mito,
intercalando as orações descritivas.
b) As vírgulas que estão separando o trecho "com seu universo miscigenado"
NÃO poderiam ser substituídas por travessões. Se substituíssemos ambas,
acabaríamos por dar um sentido incorreto ao trecho: de que a "cultura brasileira"
é que seria "tão criticada por perspectivas eugenistas". A primeira vírgula poderia
ser substituída por travessão, se a segunda permanecesse e a 3ª (lá depois de
século XX) passasse a ser um travessão também. "com seu universo miscigenado"
completa o sentido de "cultura brasileira": podemos ou não separá-lo por vírgula.
Todavia, como temos um outro termo interferente completando o sentido de
"universo miscingeado" - "tão criticado por perspectivas eugenistas do início do
século XX". - precisamos separá-los uns dos outros, para que mantenhamos o
sentido dos dois termos e da ideia central do período.
c) Advérbios e locuções adverbiais => as vírgulas são SEMPRE facultativas. A
mudança aí também mudaria o sentido do trecho.
d) CERTO. A vírgula é, de fato, facultativa, pois se trata de uma conjunção
concessiva. As vírgulas só se tornam obrigatórias ANTES das conjunções nestes
casos: I - antes de conjunções explicativas, conclusivas ou adversativas
(disjunções); II - se a conjunção estiver deslocada para o meio da segunda oração,
necessitando, nesse caso, de uma vírgula após, para isolá-lo da oração "Ela
chegou atrasada, perdeu, portanto, a moral com o chefe."
OBS: No caso da questão, não se trata de uma conjunção explicativa, mas
concessiva. A vírgula é, portanto, facultativa. Se fosse explicativa, seria obrigatória:
"Não vou morar mais em casas, pois está ficando muito perigoso com o aumento
da criminalidade."
e) A ideia é justamente a oposta: atribuir um sentido diferente do usual.
25) CERTO
Neste caso específico, o uso do travessão se justifica por colocar em evidência
frase, expressão ou palavra.
26) ERRADO
O verbo ganhar é VTD e pede OD. No caso, o OD é "voz e importância". O
complemento não deve ser separado do verbo por vírgulas, pois se perde o
sentido.
27) CERTO
A vírgula foi usada para separar uma ORAÇAO COORDENADA SINDÉTICA (com
conjunção) ADVERSATIVA (caracterizada por MAS).
28) ERRADO
A indústria siderúrgica, grande fornecedora das montadoras, faz projeções
otimistas. (uma vírgula separa, duas intercalam)
No ano passado, as vendas internas das siderúrgicas nacionais (sem vírgula)
encolheram 25%. (não se separa sujeito e predicado)
29) c)
Não se separa sujeito do verbo.
30) CERTO
Sem as alterações, os travessões isolam aposto explicativo e a vírgula separa
termos, porém, quando suprimidos os travessões e acrescentada uma vírgula, a
segunda vírgula acumula a função que até então era exercida pelo travessão.
31) b)
a) Ocorre alteração semântica;
b) travessão - serve para indicar mudança de interlocutor e para isolar palavras,
frases ou expressões parentéticas (como entre parênteses).
c) embora: Indica concessão, ou ausência de condição ou = alternância.
d) Na linha 17, após o vocábulo “outras”, está subentendida a palavra
“pessoas”.
e) Normalmente = Adjunto adverbial deslocado
Normalmente ( De modo normal; segundo as normas; segundo o uso) as pessoas
se mostram divididas - Normalmente, as pessoas se mostram divididas - não
houve alteração gramatical.
32) ERRADO
Houve uma inversão entre a oração subordinada adverbial condicional (iniciada
com conjunções como 'se, caso, salvo se, etc.) e sua oração principal. Em tal
situação a vírgula é obrigatória
33) b)
Dois pontos (:) — Marcam uma pausa para anunciar uma citação, uma fala, uma
enumeração, um esclarecimento ou uma síntese.
Ponto de exclamação (!) — Usa-se no final de qualquer frase que exprime
sentimentos, emoções, dor, ironia, surpresa e estados de espírito.
34)a)
a) Ponto e vírgula e os dois pontos são usados para se dar uma pausa maior e em
seguida vem uma determinada explicação.
b) A frase passaria a ser restritiva (NÃO preservaria a coerência do texto, mudaria
o sentido - gramaticalmente estaria correta)
Lembrando: Orações subordinadas adjetivas restritivas são aquelas que
delimitam, em um universo de seres, os que possuem determinadas
características.
c) "e levavam o mesmo tempo para se deslocarem de um lugar a 10 outro, por
mais que o fizessem sobre o ombro dos servos, finalmente, a imposição da
igualdade, em um tempo de graves problemas ecológicos, elimina a liberdade de
escolha que o mercado oferece e limita os sonhos de riqueza, mesmo que em
nome do fim da pobreza."
O ponto final está sendo usado para indicar o final de um período, marcando uma
pausa absoluta, não comportaria, portanto a vírgula. Prejudica a clareza, a
coerência...
d) Finalmente, a imposição da igualdade, em um tempo de graves problemas
ecológicos, elimina a liberdade de escolha 13 que o mercado oferece e limita os
sonhos de riqueza, mesmo que em nome do fim da pobreza.
Incoerente -> a igualdade está sendo aplicada ao tempo.
35) ERRADO
A vírgula indica a omissão de "depende".
36) CERTO
O uso na vírgula demarcando "novas" tem o papel de reiterar, reforçar a
informação destacada.
à s 1 8 : 1 7
Regência Nominal
A regência nominal estuda os casos em que nomes (substantivos,adjetivos e advérbios) exigem
uma outra palavra para completar-lhes o sentido. Em geral, a relação entre um nome e o seu
complemento é estabelecida por uma preposição.
É bacharel em direito.
Tenho aversão à altura.
É preciso ter amor à vida.
Fico feliz por você.
Quero sempre estar junto a ti.
O complemento de um nome (substantivos, adjetivos e advérbios) pode ser um "complemento
nominal" ou um "adjunto adnominal". Ambos introduzidos por preposição. Ex:
Ele é útil à comunidade.
Termo regente: útil.
Termo regido: à comunidade (complemento nominal).
Fiz uma casa de madeira.
Termo regente: casa.
Termo regido: de madeira (adjunto adnominal)
Cabe observar, que certos substantivos e adjetivos admitem mais de uma regência, ou seja,
mais de uma preposição. A escolha desta ou daquela preposição deve, no entanto, obedecer às
exigências da clareza, da eufonia e adequar-se às diferentes nuanças do pensamento.
Estou acostumado a correr todos os dias.
Não estou acostumado com o trânsito de São Paulo.
Dica: Ao aprender a regência do verbo, você estará praticamente aprendendo a regência
do nome cognato (que vem da mesma raiz doverbo). É o caso, por exemplo, do
verbo obedecer e do nome obediente. O verbo obedecer exige a preposição a, que é a mesma
exigida pelo nome obediente.
Devemos obedecer a lei.
Devemos ser obedientes a lei.
Regência de advérvios
Todos os advérbios formados de adjetivos + [mente], tendem a apresentar a mesma regência
dos adjetivos: Ex:
· compatível [com] => compativelmente [com]
· relativo [a] => relativamente [a]
· próximo [a, de] => proximamente [a, de]
Preposição + Conjunção Integrante
Quando uma conjunção integrante está ligada a um nome pedindocomplemento
nominal ou verbo pedindo um objeto indireto, o uso dapreposição é obrigatório. Ex:
Eu tenho esperança de que ela volte.
Eu gosto de que me agarre com força.
Neste caso, o que é conjunção integrante porque ele introduz uma oração subordinada
substantiva completiva nominal, no primeiro caso, e uma oração subordinada substantiva
objetiva indireta, no segundo caso. Nestes dois tipos de oração, o uso de preposição é
obrigatório.
Preposição + Pronome Relativo
1. O pronome relativo quem deve ser utilizado antecedido de preposição quando funcionar
como objeto direto. Nesse caso, haverá a anteposição obrigatória da preposição a, e o
pronome passará a exercer a função sintática de objeto direto preposicionado. Por exemplo:
A garota a quem conheci ontem está em minha sala.
1. A garota está em minha sala. Conheci a garota ontem.
2. A garota a quem conheci ontem está em minha sala.
No primeiro período, o termo <garota> funciona como sujeito na primeira oração e objeto
direto na segunda oração. No segundo período, funciona como sujeito. Como a oração do
segundo período é uma fusão das duas orações do primeiro período, falta algo que represente
o termo <garota> como objeto direto, esta é a função do quem para este caso. Como regra
prática, pode-se verificar se é adequado usar <o qual, a qual, os quais, as quais>.
A garota a quem onheci ontem está em minha sala.
A garota a qual conheci ontem está em minha sala.
O pronome quem não será precedido de preposição quando funcionar como sujeito. Veja no
exemplo seguinte que o termo <ele> funciona como objeto direto na primeira oração e como
sujeito na segunda oração do período 1. No período 2, funciona como objeto direto, faltando
um termo que o substitua e funcione como sujeito na fusão das duas orações, esta é a fução do
pronome relativo quem no exemplo seguinte.
1. Foi ele. Ele me disse a verdade.
2. Foi ele quem me disse a verdade.
Isso ocorrerá quando possuir o mesmo valor de o(s) que, a(s) que,aquele(s) que, aquela(s) que.
Ex:
Foi ele quem me disse a verdade.
Foi ele o que me disse a verdade.
Nesses casos o pronome quem será denominado de Pronome Relativo Indefinido.
OBS: Também não será precedido por preposição quando tratar-se de pronome interrogativo.
Ex:
Quem faltou hoje?
2. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome
relativo que. Com preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões).
Aquele é o machado com que trabalho.
Aquele é o empresário para o qual trabalho.
Erros Comuns
“Quanto você pagaria por um disco em vinil com uma música de grande sucesso?”
O emprego da preposição em onde ela não cabe é um erro comum. Com o verbo <resistir> e o
substantivo <resistência>, por exemplo, não se deve usar esta preposição. Em vez de
“resiste em fazer algo”, o correto é “resiste a fazer algo. Na situação do notícia acima, é
clara a necessidade da preposição de. Dizemos que um disco é feito de vinil, que um anel é
feito de ouro ou de prata etc. É um erro usar a preposição em indicando a matéria de que algo é
constituído. Logo, a frase correta é
"Quanto você pagaria por um disco de vinil com uma música de grande sucesso?"
Vejamos outro exemplo de erro comum:
“A intenção do governo em aumentar a arrecadação é absurda.”
Um caso relativamente corriqueiro é o de construções em que um substantivo comporta dois
complementos diferentes regidos pela mesma preposição, mas o redator troca um desses por
outra preposição para “evitar a repetição”. Atenção: evita-se a repetição de nomes, mas não
a de elementos de coesão, que têm função de articular sintaticamente as partes do texto. Não é
correta uma construção como a apresentada acima porque os dois complementos
(“governo” e “aumentar a arrecadação”), ambos ligados ao substantivo “intenção”,
devem ser introduzidos pela preposição de. Assim, a construção adequada é :
“A intenção do governo de aumentar a arrecadação é absurda.”
A regência nominal não é um assunto tão cobrado em provas, como a regência verbal. Mas
pode aparecer. Segue abaixo uma relação de erros comuns de nomes que pedem
complementos ou adjuntos com preposição e a forma que está de acordo com a norma culta.
TV (em)
Estamos na era da TV a cores. (errado)
Estamos na era da TV em cores.
Igual (a)
Outro igual eu você não encontrará. (errado)
Outro igual a mim você não encontrará.
Bacharel (em)
Se formou como bacharel de ciência da computação. (errado)
Se formou como bacharel em ciência da computação.
Alienado (de, a, para)
Estão todos alienados com os últimos acontecimentos. (errado)
Estão todos alienados dos últimos acontecimentos.
O veículo está alienado a um banco.
O veículo está alienado para um banco.
Curioso (de, sobre, por)
Fiquei curioso com o que aconteceu. (errado)
Fiquei curioso do que aconteceu.
Fiquei curioso sobre o que aconteceu.
Fiquei curioso pelo que aconteceu.
Recurso (de, contra)
Não cabe recurso à decisão. (errado)
Não cabe recurso contra a decisão.
Não cabe recurso da decisão.
Acostumado / Habituado (a, com)
Fiquei acostumado de lanches na hora do almoço. (errado)
Fiquei acostumado a lanches na hora do almoço.
Fiquei acostumado com lanches na hora do almoço.
Ansioso (por, para, de)
Estava ansioso em conhecê-la. (errado)
Estava ansioso de ver o cometa.
Está ansioso por uma nova oportunidade.
Permaneceu ansioso para falar.
Confiante (em)
Continuava confiante da vitória. (errado)
Continuava confiante em vitória.
Compatível (com, entre)
O doador tinha o sangue compatível ao da vítima. (errado)
O doador tinha o sangue compatível com o da vítima.
Os sangues de doador e vítima eram compatíveis entre si.
Entendido, Perito (em)
Era entendido de Mecânica. (errado)
Era entendido em Mecânica.
Era perito em construções.
Incluído (em, entre)
Foi incluído ao grupo. (errado)
Foi incluído no grupo.
Estava incluído entre os mais capacitados.
Morador / Residente / Situado/ Estabelecido (em, de)
Residente à rua Vila Bernadete. (errado)
Era morador na Rua do Lavradio.
Foi morador da Rua Santa Clara.
Junto (de, a)
A cadeira junto da porta estava desocupada. (correto)
A arma se encontrava junto ao corpo da vítima. (correto)
O ex-presidente foi nomeado embaixador junto ao (= adido ao) governo italiano.
O empresário não conseguiu quitar sua dívida junto ao banco. (errado)
O empresário não conseguiu quitar sua dívida com o banco.
Pediu vários empréstimos junto ao banco. (errado)
Pediu vários empréstimos ao banco.
A audiência da novela cresceu assustadoramente junto aos espectadores. (errado)
A audiência da novela cresceu assustadoramente entreos espectadores.
O Vasco prometeu a Serginho comprar seu passe junto à Portuguesa. (errado)
O Vasco prometeu a Serginho comprar seu passe da Portuguesa.
O advogado entrou com um recurso junto ao tribunal. (errado)
O advogado entrou com um recurso no tribunal.
Próximo (a, de)
Fiquei próximo ao muro.
Deixamos o carro próximo da árvore.
Apaixonado (por, de)
Era um apaixonado da natureza.
Estava apaixonada pelo colega de trabalho.
Apto/Aptidão (a, para)
Farei o teste de aptidão a pilotagem militar
Sempre teve aptidão para as artes
Sentia-se apto ao trabalho externo.
Considerei-o apto para exercer a profissão.
Conforme (a, com)
Assumiu uma postura conforme às suas raízes. (semelhante)
Essa atitude é mais conforme com seus ideais. (coerente)
Estudante, Estudioso (de)
O jornalista é estudioso de ufologia.
Parecido (com, a)
Era parecido com o avô.
Sendo parecido ao pai, foi aceito logo.
Grato (a, para, por)
Sou grato a todos neste dia especial.
Sua ajuda é sempre grata para meus filhos.
Mostrou-se grato pelo conselho que lhe dei.
Medo (de, a)
O menino tem medo do escuro.
Tive medo ao inspetor.
Regência verbal é a relação de subordinação que ocorre entre um verbo e seus
complementos.
Há pouco tempo foi exibido na televisão um anúncio cujo texto dizia:
“… a marca que o mundo confia.”
Acontece que quem confia, "confia em”. Logo, o correto seria dizer:
“… a marca em que o mundo confia.”
As pessoas falam “A rua que eu moro”, “Os países que eu fui”, “A comida
que eu mais gosto”. O correto seria dizer “A rua em que moro” (quem mora,
mora em...), “Os países a que fui” (quem vai, vai a...), “A comida de que mais
gosto” (quem gosta, gosta de...).
O problema também está presente em uma letra da dupla Roberto e Erasmo
Carlos, “Emoções”.
“… são tantas já vividas são momentos que eu não me esqueci…”
Se eu me esqueci, eu "me esqueci de". Quem esquece, "esquece algo".
Quem se esquece, "esquece-se de algo". Logo, o correto seria “são
momentos de que não me esqueci.” Pode-se, também, eliminar a
preposição de e o pronome me. Ficaria “são momentos que eu não esqueci”.
Em um jornal de grande circulação o texto de uma campanha afirmava:
"A gente nunca esquece do aniversário de um amigo.”
O que poderia ser corretamente escrito das seguintes formas:
“A gente nunca esquece o aniversário de um amigo.”
(quem esquece, esquece algo)
“A gente nunca se esquece do aniversário de um amigo.”
(quem se esquece, esquece-se de...)
Verbos Intransitivos
São os verbos que não necessitam ser completados. Sozinhos, indicam a ação ou
o fato.
Comparecer, Chegar, Ir, Vir, Voltar, Cair e Dirigir-se:
Estes verbos aparentam ter complemento, por exemplo, “Quem vai, vai a algum
lugar”. Porém a indicação de lugar é circunstância, não complementação.
Classificamos este complemento como Adjunto Adverbial de Lugar. É importante
observar que a regência destes verbos exige a preposição a na indicação de
destino e de na indicação de procedência. Só se usa a preposição em na indicação
de meio, instrumento.
Irei em Santiago de Cuba; (errado)
Irei a Santiago de Cuba;
Vou em São Paulo; (errado)
Vou a São Paulo;
Muitos não compareceram na prova do Enem; (errado)
Muitos não compareceram à prova do Enem;
Jesus dirigiu-se aos apóstolos andando sobre o mar;
A comida caiu no chão; (errado)
A comida caiu ao chão;
Você caiu do céu;
Voltei de lá;
Cheguei de Curitiba há meia hora;
OBS: O fenômeno denominado crase também ocorrerá quando houver um verbo
intransitivo regendo a preposição a, seguido de um substantivo feminino, que
exija o artigo a, como no terceiro exemplo acima.
Morar, Residir e Situar-se:
São intransitivos mas costumam estar acompanhados de adjunto adverbial,
regendo a preposição em.
Moro / Resido em Londrina;
Minha casa situa-se no Jardim Petrópolis;
Não utilize a preposição a para logradouros.
Minha casa situa-se à rua Pero Vaz; (errado)
Moro a cem metros da estrada;
Deitar-se e Levantar-se:
Deito-me às 22h e levanto-me bem cedo.
Verbos Transitivos Diretos
São verbos que indicam que o sujeito pratica a ação, sofrida por outro termo,
denominado <objeto direto>. Por essa razão, uma das maneiras mais fáceis de
analisar se um verbo é transitivo direto é passar a oração para a voz passiva, pois
somente verbo transitivo direto admite tal transformação, além dos
verbos (des)obedecer, pagar, perdoar, aludir, apelar, responder,
assistir(ver), que admitem a passiva mesmo não sendo VTD. (Motivo: eram diretos
antigamente.)
O objeto direto pode ser representado por um substantivo, palavra substantivada,
oração (oração subordinada substantiva objetiva direta) ou pronome oblíquo.
Uma vez que pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas) só
são usados com preposição, quando estes representam objeto direto, tem-se um
objeto direto preposicionado.
ENTENDENDO O OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO
Sabemos que objeto direto é o complemento que se liga ao verbo diretamente, isto é, sem o auxílio
de preposição. Assim, em “Devemos respeitar nossos pais”, nossos pais é objeto direto do verbo
respeitar porque se liga a ele sem a presença de preposição.(X respeita Y)
Entretanto, às vezes, o objeto direto pode aparecer precedido de preposição – e essa preposição,
geralmente, é “a” – sem que isso o transforme em objeto indireto (que, como você já sabe,
é complemento ligado ao verbo através de uma preposição). Neste caso, temos o objeto direto
preposicionado, como em “Amar a Deus sobre todas as coisas”. “Amar”, no contexto, é transitivo
direto (X ama Y), mas mesmo assim apareceu a preposição “a” (amar a Deus).
Como você vê, existem contextos em que podemos empregar a preposição em relação a complementos
que se ligam a verbos transitivos diretos. Normalmente, quando isso acontece, há razões semânticas por
trás do preposicionamento desse objeto direto. Há casos em que o uso do objeto direto preposicionado é
facultativo, e outros em que tal uso pode ser considerado até mesmo "obrigatório", uma vez que sua
função é promover a desambiguação da frase. Vejamos mais detalhadamente como isso se processa:
Uso facultativo:
• Com certos pronomes: “Márcia beneficiava a todos a sua volta”".
• Com verbos que exprimem sentimentos: “A garota amava aos que a rodeavam”; “Detesto a Paulo
e à sua corja.”;
• Nas antecipações do objeto, comuns em provérbios: “Ao boi, pega-se pelo corno e ao homem, pela
palavra".
• Como reforço à clareza: “Cumprimentei-o e aos que com ele estavam”; “Expulsou-o e aos comparsas”.
Sem a preposição, podemos imaginar ser o segundo elemento do objeto direto sujeito de algum verbo,
que na realidade não existe.
Uso obrigatório:
• Para evitar ambiguidade, mais precisamente, para não haver confusão entre o sujeito e o objeto: Como
em “A Daniel Mariana contratou” e “O urso ao caçador surpreendeu”. Sem a preposição, teríamos as
construções ambíguas “Daniel Mariana contratou” e “O urso o caçador surpreendeu”. Nelas, não se sabe
quem contratou quem nem quem surpreendeu quem. É claro que, como você já deve ter se questionado
a essa altura, a ordem direta das frases resolveria muito bem a dificuldade: “Mariana contratou Daniel” e
“O urso surpreendeu o caçador” –, mas se o escritor quiser manter a ordem inversa, a preposição
é indispensável para a clareza da frase.
• Quando o objeto direto é constituído de formas pronominais: “Viu-me e a si própria refletidos nas
águas da lagoa” e “Escolheu a eles seus conselheiros”. Sem a preposição, impõe-se o pronome oblíquo:
“Escolheu-os seus conselheiros”. Veja ainda que as formas a mim, a si, a nós, etc. podem,
pleonasticamente, reforçar os objetos representados pelos pronomes me, te, se, nos e vos, como em
“Concluí que me feri a mim mesmo” e “Prejudicou-se a si próprio com o ato”. Como se vê, é também
possível reforço adicional mediante o auxílio dos demonstrativos mesmo e próprio com propósito
enfático.
Outra particularidade é a que se refere a verbos como comer e beber. Em “Gertrudes comeu a torta” e
“Miguel bebeu o chá”, esses verbos são claramente transitivos diretos e consideramos que os
sujeitos consumaram a ação, ou seja, comeram e beberam tudo. O que dizer, porém, de “Gertrudes
comeu da torta” e “Miguel bebeu do chá”? Entendemos, nessas novas versões, que ambos os sujeitos
comeram e beberam parte da torta e um pouco do chá, funcionando o objeto direto preposicionado,
nesse caso, como um indicador de partitivo.
Vamos à lista, então, dos mais importantes verbos transitivos diretos:
Desfrutar e Usufruir:
São VTD, apesar de serem muito usados com a preposição de.
Desfrutei os bens deixados por meu pai.
Pagam o preço do progresso aqueles que menos ousufruem.
Desfrutaremos da aposentadoria na velhice.
Compartilhar:
É VTD, apesar de ser muito usado com a preposição de.
Berenice compartilhou o meu sofrimento.
Compartilharam de tudo durante a vida.
Verbos Transitivos Indiretos
São verbos que se ligam ao complemento por meio de umapreposição. O
complemento é denominado <objeto indireto>. O objeto indireto pode ser
representado por substantivo, palavra substantivada, oração (oração subordinada
substantiva objetiva indireta) ou pronome oblíquo.
OBS: Estes verbos admitem os pronomes lhe, lhes como objeto indireto; alguns,
porém, não.
Obedeceu ao chefe => Obedeceu a ele => Obedeceu-lhe.
Mas há exceções: assistir, aludir, referir-se, aspirar, recorrer, depender. Os
gramáticos não trazem as razões históricas para esse modo peculiar de
construção de alguns verbos. Nem precisariam fazê-lo, assim como não precisam
justificar o motivo de um determinado verbo ser hoje transitivo direto e outro,
transitivo indireto. Às vezes, os verbos são sinônimos, mas apresentam diferentes
transitividades. Em verdade, a função primordial da Gramática não é fixar regras
impositivas de cima para baixo, mas sistematizar os fatos e as condutas que
encontra na língua como manifestação.
Assistir(ver), Aspirar, Visar, Aludir, Referir-se (a):
Todos falam desse filme, mas eu não assiti a ele ainda.
Constar (de, em):
Quando se usa o verbo constar com o sentido de “estar escrito, registrado ou
mencionado” ou “fazer parte, incluir-se”, as preposições – de e em – são
corretas :
Seu nome consta da lista de aprovados.
Consta nos autos que...
Consta dos autos que...
Vou fazer constar o incidente em meu relatório.
Já quando constar tem o significado de “ser composto, constituído ou formado;
consistir em algo”, usa-se apenas a preposição de:
A casa consta de partes grandes e arejadas.
Seu relatório constava de 50 páginas.
Obedecer e Desobedecer (a):
Obedeço a todas as regras da empresa.
Revidar (a):
Ele revidou ao ataque instintivamente.
Responder (a):
Responda aos testes com atenção.
Simpatizar e Antipatizar (com):
Não são verbos pronominais, portanto não se deve dizer simpatizar-se,
nem antipatizar-se.
Sempre simpatizei com ele, mas antipatizo com seu irmão.
Sobressair (em):
Não é verbo pronominal, portanto não se deve usarsobressair-se.
No colegial, sobressaía em todas as matérias.
Torcer (por, para):
Pode ser também verbo intransitivo. Somente neste caso, usa-se com a
preposição para, que dará início a Oração Subordinada Adverbial de Finalidade.
Para ficar mais fácil, memorize assim:
Torcer por + substantivo ou pronome.
Torcer para + oração (com verbo).
Estamos torcendo por você.
Estamos torcendo para você conseguir seu intento.
Verbos bitransitivos
Também chamados de transitivo diretos e indiretos. São os verbos que possuem
os dois complementos - objeto direto e objeto indireto.
Agradecer, Pagar e Perdoar:
São VTDI, com a preposição a. O objeto direto sempre será a coisa, e o objeto
indireto, a pessoa.
Agradeci a ela o convite.
Paguei a conta ao Banco.
Se o time rival ganhasse, a torcida não perdoaria aosjogadores a derrota em casa.
Pedir:
É VTDI, com a preposição a. A frase deve ser sintaticamente estruturada assim:
“Quem pede, pede algo a/para alguém”;
“Quem pede, pede que alguém faça algo”;
Pedimos a todos que trouxessem os livros.
Pedimos que todos trouxessem os livros.
É inadequado ao padrão culto da língua:
"Pedir para que alguém faça algo".
Preferir:
É VTDI, com a preposição a. Não admite ênfase, como: mais, muito mais, mil
vezes.
Prefiro estar só a ficar mal acompanhado.
Informar, avisar, advertir, certificar, comunicar, lembrar,
noticiar, notificar, prevenir:
São VTDI, admitindo duas construções:
“Quem informa, informa algo a alguém”;
“Quem informa, informa alguém de/sobre algo.”
Informamos aos usuários que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.
Informamos os usuários de que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.
Regência oscilante / Mais de uma Regência
Aspirar:
Será VTD, quando significar sorver, absorver.
Como é bom aspirar a brisa da tarde.
Será VTI, com a preposição a, quando significar almejar, objetivar.
Aspiramos a uma vaga naquela universidade.
Agradar:
Será VTI, com a preposição a, quando significar ser agradável; satisfazer.
Para agradar ao pai, estudou com afinco o ano todo.
Será VTD, quando significar acariciar ou contentar.
A garotinha ficou agradando o cachorrinho por horas.
Assistir:
Pode ser VTD ou VTI com a preposição a quando significar ajudar, prestar
assistência.
Minha família sempre assistiu o Lar dos Velhinhos.
Minha família sempre assistiu ao Lar dos Velhinhos.
Será VTI com a preposição a quando significar ver ou ter direito.
Gosto de assistir aos jogos do Santos.
O descanso semanal remunerado assiste ao trabalhador.
Será VI quando implicar morada.
Assisto em Londrina desde que nasci.
O papa assiste no Vaticano.
Chamar:
Pode ser VTD ou VTI com a preposição a quando significar dar qualidade. A
qualidade pode vir precedida da preposição de, ou não.
Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo)
Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de bobo)
Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo)
Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo)
Será VTI com a preposição por quando significar invocar.
Chamei por você insistentemente, mas não me ouviu.
Será VTD, quando significar convocar.
Chamei todos os sócios para participarem da reunião.
Será VTDI, com a preposição a, quando significar repreender.
Chamei os meninos à atenção, pois conversavam na sala de aula.
Chamei-o à atenção.
Obs.: Não confundir com a express]ao sem crase “chamar a atenção”, que não
significa repreender, mas fazer ser notado.
O cartaz chamava a atenção de todos que por ali passavam.
Casar:
Será VI quando por si só apresentar sentido completo.
Eles casaram (ou se casaram – na qualidade de pronome reflexivo).
Será VTI quando requisitar um complemento regido pelo uso da preposição:
Ele se casou com a melhor amiga.
Será VTDI quando requisitar os dois complementos:
O vizinho casou sua filha com meu primo.
Custar:
Será VI quando significar ter preço.
Estes sapatos custaram muito.
Será VTDI, com a preposição a, quando significar causar trabalho, transtorno.
Sua irresponsabilidade custou sofrimento a toda a família.
Será VTI com a preposição a quando significar ser difícil. Nesse caso o verbo
custar terá como sujeito aquilo que é difícil. A pessoa a quem algo é difícil será
objeto indireto.
Custou-lhe acreditar em Maria.
Custou a ele acreditar em Maria.
Ele custou a acreditar... (está errado)
Atender:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Atenderam o meu pedido prontamente.
Atenderam ao meu pedido prontamente.
Anteceder:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
A velhice antecede a morte.
A velhice antecede à morte.
Esquecer e Lembrar:
Serão VTD quando não forem pronominais, ou seja, quando não forem
acompanhados de pronome oblíquo átono (esquecer-se, lembrar-se):
Esqueci que havíamos combinado sair.
Ela não lembrou o meu nome.
Esquecer-se e Lembrar-se:
Serão VTI, com a preposição de, quando forem pronominais:
Esqueci-me de que havíamos combinado sair.
Ela não se lembrou-se do meu nome.
Implicar:
Será VTD, quando significar fazer supor, dar a entender, produzir como
consequência, acarretar.
Os precedentes daquele juiz implicam grande honestidade.
Suas palavras implicam denúncia contra o deputado.
As despesas extras implicam em gastos desnecessários.
Será VTI, com a preposição com, quando significar antipatizar.
Não sei por que o professor implica comigo.
Os alunos implicaram com o professor.
Será VTDI, com a preposição em, quando significar envolver alguém em algo.
Implicaram o advogado em negócios ilícitos.
Ela implicou-se em atos ilícitos.
Namorar:
Apesar de ser muito usado com a preposição com, que só deveria ser usada para
iniciar adjunto adverbial de companhia, será VTD quando possuir os significados
de inspirar amor a, galantear, cortejar, apaixonar, seduzir, atrair, olhar com
insistência, cobiçar.
Joana namorava o filho do delegado.
O mendigo namorava a torta que estava sobre a mesa.
Eu estava namorando este cargo há anos.
Pode ser também VI:
Comecei a namorar muito cedo.
Presidir:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Presidir o país.
Presidir ao país.
Proceder:
Será VTI, com a preposição de, quando significar derivar-se, originar-se.
Esse mau humor de Pedro procede da educação que recebeu.
Será VTI, com a preposição a, quando significar dar início.
Os fiscais procederam à prova com atraso.
Será VI quando significar ter fundamento.
Suas palavras não procedem.
Renunciar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Nunca renuncie seus sonhos.
Nunca renuncie a seus sonhos.
Satisfazer:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Não satisfaça todos os seus desejos.
Não satisfaça a todos os seus desejos.
Abdicar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição de, e também VI.
O Imperador abdicou o trono.
O Imperador abdicou do trono.
O Imperador abdicou.
Gozar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição de.
Ele não goza sua melhor forma física.
Ele não goza de sua melhor forma física.
Atentar:
Pode ser VTD ou VTI, com as preposições em, para ou por.
Atente o ouvido.
Deram-se bem os que atentaram nisso.
Não atentes para os elementos supérfluos.
Atente por si, enquanto é tempo.
Cogitar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição em ou de:
Começou a cogitar uma viagem pelo litoral brasileiro.
Hei de cogitar no caso.
O diretor cogitou de demitir-se.
Consentir:
Pode se VTD ou VTI, com a preposição em.
Como o pai desse garoto consente tantos agravos?
Consentimos em que saíssem mais cedo.
Ansiar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição por:
Ansiamos dias melhores.
Ansiamos por dias melhores.
Almejar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição por, ou VTDI, com a preposição a.
Almejamos dias melhores.
Almejamos por dias melhores.
Almejamos dias melhores ao nosso país.
Faltar, Bastar e Restar:
Podem ser VI ou VTI, com a preposição a.
Muitos alunos faltaram hoje.
Três homens faltaram ao trabalho hoje.
Resta aos vestibulandos estudar bastante.
Pisar:
Pode ser VI ou VTD. Quando for VI, admitirá a preposição em, iniciando Adjunto
Adverbial de Lugar.
Pisei a grama para poder entrar em casa.
Não pise no tapete, menino!
Prevenir
Pode ser VTD fazendo referência a evitar dano:
A precaução previne acontecimentos inesperados.
Pode ser VTDI referindo-se ao ato de avisar com antecedência.
Prevenimos os moradores de que haveria corte de energia.
Querer:
Será VTI, com a preposição a, quando significar estimar.
Quero aos meus amigos, como aos meus irmãos.
Será VTD, quando significar desejar, ter a intenção ou vontade de, tencionar.
Sempre quis seu bem.
Quero que me digam quem é o culpado.
Visar:
Será VTI, com a preposição a, quando significar almejar, objetivar.
Sempre visei a uma vida melhor.
Será VTD, quando significar mirar, ou dar visto.
O atirador visou o alvo, mas errou o tiro.
O gerente visou o cheque do cliente.
Proibir:
Pode ser VTD. Proibir alguma coisa:
A lei brasileira proíbe o aborto.
Pode ser VTDI. Proibir alguém de alguma coisa / Proibir alguma coisa a alguém:
O pai proibiu o filho de viajar.
A ANVISA proíbe oferecer premios à indústria farmacêutica.
Verbos que podem ser usados como TD ou TI, sem alteração de sentido:
· abdicar (de)
· acreditar (em)
· almejar (por)
· ansiar (por)
· anteceder (a)
· atender (a)
· atentar (em, para)
· cogitar (de, em)
· consentir (em)
· crer (em)
· deparar (com)
· desfrutar (de)
· desdenhar (de)
· gozar (de)
· necessitar (de)
· preceder (a)
· precisar (de)
· presidir (a)
· renunciar (a)
· satisfazer (a)
· versar (sobre).
Exemplos:
· Precisamos pessoas honestas.
· Precisamos de pessoas honestas.
· Nunca cri pessoas que falam muito de si próprias.
· Nunca cri em pessoas que falam muito de si próprias.
Erros comuns
Existem algumas variáveis na conjugação de alguns verbos. Os linguistas os
chamam desvios de variáveis, enquanto os gramáticos tratam-nos como erros.
verbo VER e derivados.
Forma popular: se eu ver, se eu rever, se eu revesse.
Forma padrão: se eu vir, se eu revir, se eu revisse.
verbo VIR e derivados.
Forma popular: se eu vir, se eu intervir, eu intervi, eleinterviu, eles proviram.
Forma padrão: se eu vier, se eu intervier, eu intervim, eleinterveio,
eles provieram.
verbo TER e derivados.
Forma popular: quando eu obter, se eu mantesse, ele deteu.
Forma padrão: quando eu obtiver, se eu mantivesse, eledeteve.
verbo PÔR e derivados.
Forma popular: quando eu compor, se eu disposse, elesdisporam.
Forma padrão: quando eu compuser, se eu dispusesse, elesdispuseram.
verbo REAVER
Forma popular: eu reavi, eles reaveram, ela reavêu.
Forma padrão: eu reouve, eles reouveram, ela reouve.
Regência Exercícios Resolvidos Gabarito
1) CESPE - 2007 - ANVISA
Na linha 3, a inserção da preposição de logo após “farmacêutica” atenderia à
regência do verbo proibir, que exige complemento preposicionado.
Certo Errado
2) CESPE - 2012 - PC-AL
Seriam mantidos o sentido original do texto e a sua correção gramatical, caso a
preposição de fosse inserida logo após a forma verbal ‘difere’ (L.11).
Certo Errado
3) CESPE - 2012 - ANCINE
Na linha 2, a eliminação da preposição “com”, que se segue à forma verbal
“rompendo”, cujo significado no contexto é o de afastar; desfazer; eliminar,
prejudicaria a correção gramatical do período em que se encontra.
Certo Errado
4) Prova: CESPE - 2012 - ANCINE
As relações de coerência e a correção gramatical do texto seriam preservadas se a
preposição “a”, logo depois da forma verbal “limita-se” (L.6), fosse
substituída pela preposição de.
Certo Errado
5) CESPE - 2012 - MPE-PI
A respeito das ideias e das estruturas do texto acima, julgue os itens
subsequentes. Seria mantida a correção gramatical do período caso a preposição
“de”, em “chamado de ‘o filósofo que ri’” (L.4-5), fosse omitida.
Certo Errado
6) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
Na linha 8, o emprego da preposição em ‘do qual’ é exigido pela presença da
palavra ‘sistema’.
Certo Errado
7) CESPE - 2012 - Polícia Federal
Na linha 24, considerando-se a dupla regência do verbo impor e a presença do
pronome “mesmas”, seria facultado o emprego do acento indicativo de crase
na palavra “as” da expressão “as mesmas renúncias”.
Certo Errado
8) CESPE - 2011 - FUB
A retirada da preposição “de” em “A indicação inicial é a de que, sim, a
Internet está alterando a forma como pensamos(...)” não implicaria alteração do
texto, quer do ponto de vista semântico, quer sintático.
Certo Errado
9) CESPE - 2011 - Instituto Rio Branco
Os vocábulos “decorrência” (l.11), “condizente” (l.25) e “irreprimível” (l.26)
regem termos que lhes complementam, necessariamente, o sentido.
Certo Errado
10) CESPE - 2007 - TRE-AP
Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma adaptação de um trecho de
texto. Assinale a opção em que o trecho adaptado está gramaticalmente correto.
a) O voto materialisa às nossas concepções e maturidades, é resultante do
trato que queremos dar ao futuro da nação.
b) O arrependimento de cada eleitor é lícito, mas a teimosia alienada que
esquece os desvios de conduta dos representantes é imperdoável e
inconseqüente.
c) Sabe-se de que fica muito fácil apontar aos políticos, ou a elite dominante,
como quem não tira o país das constantes crises de confiança.
d) É hora de pensar-mos no voto não só a caminho da zona eleitoral, mas
sempre, deixando de lado os que enquadram a política no campo do
imponderável.
e) Cada vez mais os jovens são parte importante para à democracia e para à
soberania nacional.
11) CESPE - 2009 - TRE-GO
É correto afirmar que, no texto acima, a preposição no termo
a) “com que” (L.2) é exigida por “se defronta” (L.3).
b) “do que” (L.9) é exigida por “prazeres” (L.8).
c) “de que” (L.12) é exigida por “necessária” (L.12).
d) “de que” (L.14) é exigida por “Fundamo-nos” (L.14).
12) CESPE - 2008 - Instituto Rio Branco
Em “de que a OEA” (L.7), o emprego de preposição “de” se deve à regência
de “avisado” (L.6).
Certo Errado
13) CESPE - 2010 - TRE-BA
A preposição presente em “na” no trecho “cuja tecla deveria constar na
máquina utilizada para votação” (L.8-9) poderia ser alterada para de,
respeitando-se as normas de regência e mantendo-se a acepção do verbo.
Certo Errado
14) CESPE - 2010 - ABIN
Na linha 31, a preposição “de” empregada antes de “que” é exigência
sintática da forma verbal “dispõe”; portanto, sua retirada implicaria prejuízo à
correção gramatical do período.
Certo Errado
15) CESPE - 2010 - ABIN
Estaria gramaticalmente correto o emprego da preposição a antes de “toda a
população” (L.6) — a toda a população — visto que a forma verbal “afetam”
(L.5) apresenta dupla regência.
Certo Errado
16) CESPE - 2009 - DETRAN-DF
Nas linhas 6 e 7, o emprego de preposição “a” em “a que ainda se viam
submetidas” justifica-se pela regência de “submetidas”.
Certo Errado
17) CESPE - 2009 - Instituto Rio Branco
A preposição em “pelo elo” (L.11) é exigida pelo termo “organizada” (L.10); e
a preposição em “por aquele” (L.11-12) é exigida por “enquadrada” (L.11); o
que mostra o paralelismo que se estabelece entre as ideias de organizar e
“Medir” (L.1), por um lado, e enquadrar e “avaliar” (L.2), por outro.
Certo Errado
18) CESPE - 2009 - MMA
Na linha 5, o vocábulo "públicos" está no plural por se tratar de caso de regência
nominal.
Certo Errado
19) CESPE - 2010 - MPU
A repetição da preposição de em "do acréscimo" (L.3), "de bens materiais" (L.3) e
"de coisas" (L.4) indica que esses termos são empregados, no texto, como
complementos de "cultura" (L.2), vocábulo que tem como primeiro complemento
"do excesso" (L.2-3).
Certo Errado
20) CESPE – 2010 - MPU
O uso da preposição "em", na linha 16, é obrigatório para marcar a relação
estabelecida com a forma verbal "vivencia" (L.15); por isso, a omissão dessa
preposição provocaria erro gramatical e impossibilitaria a retomada do referente
do pronome "que" (L.16).
Certo Errado
21) CESPE - 2010 - AGU
Na linha 45, o termo "da" pode ser trocado por à, o que, embora altere a regência
do nome, mantém seu sentido no texto.
Certo Errado
22) CESPE - 2008 - STJ
Mantendo-se as idéias originalmente expressas no texto, assim como a sua
correção gramatical, o complemento da forma verbal "visam" (L.8) poderia ser
introduzido pela preposição a: ao controle.
Certo Errado
23) CESPE - 2010 - TRE-MT
Em relação às estruturas e às ideias do texto acima, assinale a opção correta.
a) O emprego do acento grave em "à informatização" (L.3) justifica-se pela
regência de "necessária" (L.1).
b) Altera-se a informação original do texto ao se substituir o trecho "A falta de"
(L.3) por Isso porque a falta de.
c) A forma verbal "acarretam" (L.4) está no plural porque concorda com
"trâmites" (L.5).
d) Na linha 5, o emprego de preposição em "aos trâmites" justifica-se pela
regência de "ineficiência".
e) Na linha 10, o emprego de preposição em "no funcionamento" justifica-se
pela regência de "melhorias".
24) CESPE - 2004 - Polícia Federal
Os fragmentos contidos nos itens seguintes, na ordem em que são apresentados,
constituem reescrituras sucessivas de parágrafos de notícia assinada por Julita
Lemgruber e publicada no Jornal do Brasil. Julgue-os quanto ao emprego do sinal
indicativo de crase, à regência, à concordância e à grafia.
Este trabalho que obriga a reflexão, provoca questionamento: ajuda a alguns
meninos e meninas a concluírem que na vida do crime eles e elas mais perdem
que ganham, acaba de ser suspenso. Foi determinado ao grupo de profissionais
que vinha trabalhando com os jovens, que, em futuras encenações, estaria
proibido o assunto de polícia, de tráfico de drogas, de violência, das lamentáveis
condições que são submetidos os adolescentes-infratores privados da liberdade,
enfim, de seu trágico cotidiano.
Certo Errado
25) CESPE - 2005 - Instituto Rio Branco
Quanto à descrição gramatical de elementos do texto I, assinale a opção correta.
a) Em "por muito que isso pese a Fernando Pessoa" (l.5-6), a forma "pese"
remete a peso e está empregada como verbo transitivo direto.
b) É opcional a regência como transitivo direto ou transitivo indireto do verbo
chamar com o sentido empregado em "que vai chamando a todas as portas"
(L.12-13).
c) O emprego da conjunção alternativa em "todos os autores tiveram ou terão
de ser Luís de Camões" (L.20-21) implica alusão a fases do fenômeno temporal.
d) Os vocábulos "redondilhas" (L.22) e "antanho" (L.24) estão em desuso no
português contemporâneo.
e) No último parágrafo, a menção ao sofrimento de Luís de Camões está
construída por meio do paralelismo sintático introduzido pela forma "foi a este".
GABARITO
1) E
O erro da questão é que não cabe a preposiçao "de" regido pelo verbo proibir
porque ele já está regido pela preposição "a" (de: "à (a + a) indústria
farmacêutica") hipóteses de regência do verbo proibir:
a) Proibir alguma coisa: A lei brasileira proíbe o aborto.
b) Proibir alguém de alguma coisa: O pai proibiu o filho de viajar.
c) Proibir alguma coisa a alguém: Os médicos lhe proibiram as visitas.
No caso utilizou-se o caso nº 3 em vista que "a ANVISA proibe oferecer premios
(...) (alguma coisa) à indústria farmacêutica (a alguém).
2) E
Esse verbo, no mesmo sentido de dierenciar (e mesma regência nesse caso), será
transitivo direto e indireto. A falta de materialidade do corpo
difere o desaparecimento (OD) de qualquer outro crime(OI). Logo, não deve-se
colocar preposição no objeto direto.
3) E
Como o próprio enunciado diz: romper está no sentido de afastar, desfazer,
eliminar. Esses verbos são transitivos diretos e a preposição 'com' é estilística,
podendo ser suprimida do contexto sem prejuízo gramatical. Complementando
"com as pessoas..." é objeto direto preposicionado.
4) E
O verbo limitar pede como regência preposição "a" ou "com", não é correto
relacionar com a preposição "de".
5) E
O verbo chamar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto.
É transitivo direto quando significa “convocar”, “fazer vir” e exige
complemento sem preposição. Ex: - O professor chamou o aluno.
É transitivo indireto quando significa “invocar” e é usado com a preposição
“por”. Ex: - Ela chamava por Jesus.
Com o sentido de “apelidar” pode exigir ou não a preposição, ou seja, pode ser
transitivo direto ou transitivo indireto. Admite as seguintes construções:
- Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo)
- Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de bobo)
- Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo)
- Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo)
6) A preposição é exigência de todo nome que pede complemento. Na frase, o
nome “orgulho” pede complemento nominal (orgulho de algo, orgulho de o
sistema financeiro).
Obs.: A maior dificuldade da questão acontece porque o CN - complemento
nominal - de orgulho (o sistema financeiro) está deslocado na frase, ele antecede
o nome regente (orgulho), ficando logo adiante da palavra "sistema". Isso
confundi mesmo.
Frase em ordem normal e com repetição de CN: "Temos um sistema financeiro.
Devemos ter orgulho do sistema financeiro."
Frase com CN deslocado e com repetição dele: "Temos um sistema financeiro. Do
sistema financeiro devemos ter orgulho."
Frase com CN deslocado e sem repetição dele (substituição por pronome
relativo):"Temos um sistema financeiro do qual devemos ter orgulho."
Ou seja, a questão está errada ao afirmar que a preposição em "do qual" é
exigência da palavra "sistema", pois como vimos é exigência da palavra "orgulho".
7) E
Na redação do item, "as mesmas renúncias" funciona como objeto direto da
oração e " se impõem " funciona como objeto indireto. Com o emprego de crase,
o verbo passaria a reger dois objetos indiretos: "impõem a si" e " impõem às
mesmas renúncias". Por isso, o item está errado.
8) E
"A indicação inicial é a (indicação) de que, sim, a rede..." Oração Subordinada
Substantiva Completiva Nominal. Atua como complemento nominal do pronome
demonstrativo (a) que substitui a palavra indicação. Logo o “de” é exigido pela
regência de indicação e não pode ser suprimido. Mas poderia ocorrer se fosse da
seguinte forma:
"A indicação inicial é que sim, a rede..." Oração subordinada substantiva
Predicativa do Sujeito. " A indicação inicial é (Verbo de ligação) ESSA.
9) E
Quem decorre, decorre DE ALGO -> "É a decorrência natural DA SUA
CONSTITUIÇÃO..." Exige complemento!
Quem condiz, condiz COM ALGO -> "...a forma condizente COM SUA
MENSAGEM..." Exige complemento!
Irreprimível está caracterizando a voz dos fantasmas, portanto um adjetivo. Não
Exige complemento!
10)
a) O voto materialisa (materializa) às (as - materealizar é VTD não pede
preposição) nossas concepções e maturidades, é resultante do trato que
queremos dar ao futuro da nação.
b) O arrependimento de cada eleitor é lícito, mas a teimosia alienada que esquece
os desvios de conduta dos representantes é imperdoável e
inconseqüente.(correta)
c) Sabe-se de que fica muito fácil apontar aos (os) políticos, ou a elite dominante,
como quem não tira o país das constantes crises de confiança. (saber/apontar-
VTD)
d) É hora de pensar-mos (pensarmos) no voto não só a caminho da zona eleitoral,
mas sempre, (sem vírgula) deixando de lado os que enquadram a política no
campo do imponderável.
e) Cada vez mais os jovens são parte importante para à democracia e para
à soberania nacional (o PARA já é preposição, logo a ocorrência da crase é
errônea).
11) A
a) “com que” (L.2) é exigida por “se defronta” (L.3). CORRETO. Defrontar, no
sentido de estar situado defronte, é verbo transitivo indireto exigindo a
preposição “com”.
b) “do que” (L.9) é exigida por “prazeres” (L.8). Incorreto. A expressão “do
que” é exigida pelo adjetivo comparativo “maiores”;
c) “de que” (L.12) é exigida por “necessária” (L.12). Incorreto. A expressão
“de que” é exigida pela expressão “postulação”;
d) “de que” (L.14) é exigida por “Fundamo-nos” (L.14). Incorreto, a expressão
“de que” é exigida pela expressão crença.
12) C
Já fora (verbo) avisado (nome)
“Avisado” está como complemento do verbo ser, logo é um nome. Toda
regência nominal usa preposição. Nesse sentido: ele foi avisado, avisado DE que?
13) C
As duas preposições – de e em – são corretas quando se usa o verbo constar com
o sentido de “estar escrito, registrado ou mencionado” ou “fazer parte, incluirse”:
Seu nome consta da lista de aprovados.
Consta nos autos que...
Consta dos autos que...
Tal vocábulo nunca constou nos dicionários.
Vou fazer constar o incidente em meu relatório.
14) C
Quem dispõe, dispõe DE alguma coisa. Regência do verbo dispor.
15) E
Na questão, a forma verbal AFETAR está no sentido de causar, produzir lesão,
lesar. Dessa forma sua regência será transitiva direta.
16) C
Reescritura da oração.
"As regiões brasileiras ainda se viam submetidas aos problemas de isolamento..."
17) E
A regência da preposição "pelo elo" (linha 11) é exigida pelos termos
"organizada"e "enquadrada", pois se "algo é/foi organizado, então é ou foi
organizado por algo ou alguém. Regência idêntica se infere de
"enquadrada". Além disso, o erro se repete em "por aquele" em que também é
exigida regência por "organizada" e "enquadrada".
18) E
Trata-se de concordância nominal e não de caso de regência nominal.
19) E
pela cultura ......do excesso (linha 3)
pela cultura.....do acrescimo sempre quantitativo de bens materiais (linha 3)
pela cultura.... de coisas consumiveis e descartaveis (linha 4)
assim, a repetição da preposição DE em "DE bens materiais" nao se refere a
cultura mas sim ao termo "acrescimo".
20) E
A preposicao “em” é exigida pela palvra tempo e nao é facultativa. E não pela
palavra vivência, e muito menos afetar.
21) C
Embora altere a regência: defesa de, por, defesa a, mantém a sentido do texto.
Não muda o sentido pois ambas dizem a mesma coisa, só que no primeiro caso
"estagnação" é complemento nominal e na segunda é complemento verbal.
No primeiro caso ele reforça a defesa da estagnação, no segundo ele reforça a
própria estagnação, que no final quer dizer o mesmo.
22) C
O verbo visar no sentido de ter em vista, ter como objetivo, pretender, objetivar
rege objeto indireto (preposição a). Entretanto, os escritores mais modernos
também usam o verbo visar, nessa acepção, sem preposição, com objeto direto.
Resumindo, podemos usar o verbo nessa acepção tanto com preposição quanto
sem preposição.
23) E
a) errada: o acento grave justifica-se pela regência de "diz respeito".
DIZ RESPEITO À INFORMATIZAÇÃO.
b) errada: não altera-se a informação do texto.
c) errada: ACARRETAM está no plural pq concorda com FATORES.
d) errada: a preposição em "aos trâmites" justifica-se pela regência de
ACARRETAM.
24) E
O verbo ajudar nesse texto é VTDI. Entretanto, há emprego duplo da preposição
"a", o que torna a questão errada.
Ex: Eu ajudei você a pensar com mais critério.
você -> Objeto direto
a pensar com mais critério -> objeto indireto.
No período: "Ajuda(a)alguns meninos e meninas (a) concluírem que na vida do
crime eles e elas mais perdem que ganham" a primeira preposição destacada
deve ser retirada.
25) E
A) ERRADA: o verbo é transitivo indireto, observe a preposição "a" na frente de
Fernando Pessoa.
B) ERRADA: Não é opcional, o verbo é transitivo direito e indireito pelo fato da
preposilção "a" em a todas , e o O.D "as" em as portas.
C)Sinceramente, também acho correta.
D) ERRADA: não, são palavras usuais: Redondilhas são versos de 5 ou 7 sílabas e
antanho seria "nos tempos passados".
E) Correta, foi usado este paralelo sintático como elemento de coesão entre as
orações que a partir dele começa a contar sobre o sofrimento dele.
A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a
relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor procura transmitir um significado completo
e compreensível. Para isso, as palavras são relacionadas e combinadas entre si.
Frase
A frase se define pelo seu propósito comunicativo, ou seja, pela sua capacidade de, num intercâmbio linguístico,
transmitir um conteúdo satisfatório para a situação em que é utilizada. É todo enunciado de sentido completo, podendo
ser formada por uma só palavra ou por várias, podendo ter verbos ou não.
Exemplos:
O Brasil possui um grande potencial turístico.
Espantoso!
Rua!
Ai!
O telefone toca.
Na língua escrita, a entoação é representada pelos sinais de pontuação, os quais procuram sugerir a melodia frasal. O
contexto é fornecido pelo próprio texto, o que acaba tornando necessário que as frases escritas sejam linguisticamente
mais completas que as expressas pela fala auxiliada por gestos e outras formas de comunicação. Essa maior complexidade
linguística leva a frase a obedecer as regras gerais da língua. Portanto, a organização e a ordenação dos elementos
formadores da frase devem seguir os padrões da língua. Por isso é que:
As meninas estavam alegres.
constitui uma frase, enquanto:
Alegres meninas estavam as.
não é considerada uma frase da língua portuguesa.
De acordo com a construção, as frases classificam-se em:
Frase Nominal: é a frase construída sem verbos.
Exemplos:
Fogo!
Belo serviço o seu!
Trabalho digno desse feirante.
Frase Verbal: é a frase construída com verbo.
Exemplos:
O sol ilumina a cidade e aquece os dias.
Os casais saíram para jantar.
A bola rolou escada abaixo.
Oração
Uma frase verbal pode ser também uma oração. Para isso é necessário:
- que o enunciado tenha sentido completo;
- que o enunciado tenha verbo (ou locução verbal).
Por Exemplo:
Camila terminou a leitura do livro.
Uma frase pode conter uma ou mais orações. Veja:
Brinquei no parque. (uma oração)
Entrei na casa e sentei-me. (duas orações)
Cheguei, vi, venci. (três orações)
Período
Período é a frase constituída de uma ou mais orações, formando um todo, com sentido completo. O período pode
ser simples ou composto.
Período Simples: é aquele constituído por apenas uma oração, que recebe o nome de oração absoluta.
Exemplos:
O amor é eterno.
As plantas necessitam de cuidados especiais.
Quero aquelas rosas.
O tempo é o melhor remédio.
Período Composto: é aquele constituído por duas ou mais orações.
Exemplos:
Quando você partiu minha vida ficou sem alegrias.
Quero aquelas flores para presentear minha mãe.
Vou gritar para todos ouvirem que estou sabendo o que acontece aoanoitecer.
Cheguei, jantei e fui dormir.
Saiba que:
Como toda oração está centrada num verbo ou numa locução verbal, a maneira prática de saber quantas orações existem
num período é contar os verbos ou locuções verbais.
Estrutura de um Período
Observe:
Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando.
Ao analisarmos a estrutura do período acima, é possível identificar duas orações:Conhecemos mais pessoas e quando
estamos viajando.
Termos da Oração
No período "Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando", existem seis palavras. Cada uma delas exerce uma
determinada função nas orações. Em análise sintática, cada palavra da oração é chamada de termo da oração. Termo é a
palavra considerada de acordo com a função sintática que exerce na oração.
Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, os termos da oração podem ser:
1) Essenciais
Também conhecidos como termos "fundamentais", são representados pelo sujeito epredicado nas orações.
2) Integrantes
Completam o sentido dos verbos e dos nomes, são representados por:
complemento verbal - objeto direto e indireto;
complemento nominal;
agente da passiva.
3) Acessórios
Desempenham função secundária (especificam o substantivo ou expressam circunstância). São representados por:
adjunto adnominal;
adjunto adverbial;
aposto.
Obs.:
O vocativo, em análise sintática, é um termo à parte: não pertence à estrutura da oração.
Parágrafo
Um texto é um conjunto de enunciados significativos que se organizam em parágrafos. Os parágrafos, por sua vez, são
compostos de períodos. Os períodos são compostos de orações. O período é um conjunto frasal estruturado em torno de
uma ou mais orações. O período simples compreende uma única oração. O período composto estrutura‐se em torno de
duas ou mais orações. Em um parágrafo, os períodos são separados por pontos.
PERÍODO COMPOSTO
Coordenação e Subordinação
Quando um período é simples, a oração de que é constituído recebe o nome de oração absoluta.
Por Exemplo:
A menina comprou chocolate.
Quando um período é composto, ele pode apresentar os seguintes esquemas de formação:
a) Composto por Coordenação: ocorre quando é constituído apenas de orações independentes, coordenadas entre si, mas sem
nenhuma dependência sintática.
Por Exemplo:
Saímos de manhã e voltamos à noite.
b) Composto por Subordinação: ocorre quando é constituído de um conjunto de pelo menos duas orações, em que uma delas
(Subordinada) depende sintaticamente da outra (Principal).
Por Exemplo:
Não fui à aula porque estava doente.
Oração Principal Oração Subordinada
c) Misto: quando é constituído de orações coordenadas e subordinadas.
Por Exemplo:
Fui à escola e busquei minha irmã que estava esperando.
Oração Coordenada Oração Coordenada Oração Subordinada
Obs.: qualquer oração (coordenada ou subordinada) será ao mesmo tempo principal, se houver outra que dela dependa.
Por Exemplo:
Fui ao mercado e comprei os produtos que estavam faltando.
Oração Coordenada (1)
Oração Coordenada (2) (Com relação à
1ª.) e Oração Principal (Com relação à 3ª.)
Oração Subordinada (3)
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO
Já sabemos que num período composto por coordenação as orações são independentes e sintaticamente equivalentes.
Observe:
As luzes apagam-se, abrem-se as cortinas e começa o espetáculo.
O período é composto de três orações:
As luzes apagam-se;
abrem-se as cortinas;
e começa o espetáculo.
As orações, no entanto, não mantêm entre si dependência gramatical, são independentes. Existe entre elas, evidentemente, uma
relação de sentido, mas do ponto de vista sintático, uma não depende da outra. A essas orações independentes, dá-se o nome
de orações coordenadas, que podem ser assindéticas ou sindéticas.
A conexão entre as duas primeiras é feita exclusivamente por uma pausa, representada na escrita por uma vírgula. Entre a segunda
e a terceira, é feita pelo uso da conjunção "e". As orações coordenadas que se ligam umas às outras apenas por uma pausa, sem
conjunção, são chamadas assindéticas. É o caso de "As luzes apagam-se" e "abrem-se as cortinas". As orações coordenadas
introduzidas por uma conjunção são chamadas sindéticas. No exemplo acima, a oração "e começa o espetáculo" é coordenada
sindética, pois é introduzida pela conjunção coordenativa "e".
Obs.: a classificação de uma oração coordenada leva em conta fundamentalmente o aspecto lógico-semântico da relação
que se estabelece entre as orações.
Classificação das Orações Coordenadas Sindéticas
De acordo com o tipo de conjunção que as introduz, as orações coordenadas sindéticas podem ser: aditivas, adversativas,
alternativas, conclusivas ou explicativas.
a) Aditivas
Expressam ideia de adição, acrescentamento. Normalmente indicam fatos, acontecimentos ou pensamentos dispostos em
sequência. As conjunções coordenativas aditivas típicas são "e" e "nem" (= e + não). Introduzem as orações coordenadas
sindéticas aditivas.
Por Exemplo:
Discutimos várias propostas e analisamos possíveis soluções.
As orações sindéticas aditivas podem também estar ligadas pelas locuções não só... mas (também), tanto...como, e semelhantes.
Essas estruturas costumam ser usadas quando se pretende enfatizar o conteúdo da segunda oração. Veja:
Chico Buarque não só canta, mas também (ou como também) compõe muito bem.
Não só provocaram graves problemas, mas (também) abandonaram os projetos de reestruturação social do país.
Obs.: como a conjunção "nem" tem o valor da expressão "e não", condena-se na língua culta a forma "enem" para introduzir
orações aditivas.
Por Exemplo:
Não discutimos várias propostas, nem (= e não) analisamos quaisquer soluções.
b) Adversativas
Exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao que se declara na oração coordenada anterior,
estabelecendo contraste ou compensação. "Mas" é a conjunção adversativa típica. Além dela, empregam-se: porém, contudo,
todavia, entretanto e as locuções no entanto, não obstante, nada obstante. Introduzem as orações coordenadas
sindéticas adversativas.
Veja os exemplos:
"O amor é difícil, mas pode luzir em qualquer ponto da cidade." (Ferreira Gullar)
O país é extremamente rico; o povo, porém, vive em profunda miséria.
Tens razão, contudo controle-se.
Janaína gostava de cantar, todavia não agradava.
O time jogou muito bem, entretanto não conseguiu a vitória.
Saiba que:
- Algumas vezes, a adversidade pode ser introduzida pela conjunção "e". Isso ocorre normalmente em orações coordenadas
que possuem sujeitos diferentes.
Por Exemplo:
Deus cura, e o médico manda a conta.
Nesse ditado popular, é clara a intenção de se criar um contraste. Observe que equivale a uma frase do tipo: "Quem cura é
Deus, mas é o médico quem cobra a conta!"
- A conjunção "mas" pode aparecer com valor aditivo.
Por Exemplo:
Camila era uma menina estudiosa, mas principalmente esperta.
c) Alternativas
Expressam ideia de alternância de fatos ou escolha. Normalmente é usada a conjunção "ou". Além dela, empregam-se também
os pares: ora...ora, já...já, quer...quer..., seja...seja, etc. Introduzem as orações coordenadas sindéticas alternativas.
Exemplos:
Diga agora ou cale-se para sempre.
Ora age com calma, ora trata a todos com muita aspereza.
Estarei lá, quer você permita, quer você não permita.
Obs.: nesse último caso, o par "quer...quer" está coordenando entre si duas orações que, na verdade, expressam concessão
em relação a "Estarei lá". É como disséssemos: "Embora você não permita, estarei lá".
d) Conclusivas
Exprimem conclusão ou consequência referentes à oração anterior. As conjunções típicas são: logo, portantoe pois (posposto ao
verbo). Usa-se ainda: então, assim, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso, etc. Introduzem as orações
coordenadas sindéticas conclusivas.
Exemplos:
Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar.
A situação econômica é delicada; devemos, pois, agir cuidadosamente.
O time venceu, por isso está classificado.
Aquela substância é toxica, logo deve ser manuseada cautelosamente.
e) Explicativas
Indicam uma justificativa ou uma explicação referente ao fato expresso na declaração anterior. As conjunções que merecem
destaque são: que, porque e pois (obrigatoriamente anteposto ao verbo). Introduzem as orações coordenadas
sindéticas explicativas.
Exemplos:
Vou embora, que cansei de esperá-lo.
Vinícius devia estar cansado, porque estudou o dia inteiro.
Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversário.
Atenção:
Cuidado para não confundir as orações coordenadas explicativas com as subordinadas adverbiaiscausais. Observe a
diferença entre elas:
- Orações Coordenadas Explicativas: caracterizam-se por fornecer um motivo, explicando a oração anterior.
Por Exemplo:
A criança devia estar doente, porque chorava muito. (O choro da criança não poderia ser a causa de sua doença.)
- Orações Subordinadas Adverbiais Causais: exprimem a causa do fato.
Por Exemplo:
Henrique está triste porque perdeu seu emprego. (A perda do emprego é a causa da tristeza de Henrique.)
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
Forma das Orações Subordinadas
Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:
"Eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto."
Oração Principal Oração Subordinada
Observe que na Oração Subordinada temos o verbo "existe", que está conjugado na terceira pessoa do singular do presente do
indicativo. As orações subordinadas que apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tempos do modo do indicativo, subjuntivo
e imperativo), são chamadas de orações desenvolvidas ouexplícitas.
Podemos modificar o período acima. Veja:
Eu sinto existir em meu gesto o teu gesto.
Oração Principal Oração Subordinada
Observe que a análise das orações continua sendo a mesma: "Eu sinto" é a oração principal, cujo objeto direto é a oração
subordinada "existir em meu gesto o teu gesto". Note que a oração subordinada apresenta agora verbo no infinitivo. Além disso, a
conjunção que, conectivo que unia as duas orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo surge numa das formas
nominais (infinitivo - flexionado ou não - , gerúndio ou particípio) chamamos orações reduzidas ou implícitas.
Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventualmente,
introduzidas por preposição.
1) ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
A oração subordinada substantiva tem valor de substantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção integrante (que, se).
Por Exemplo:
Suponho que você foi à biblioteca hoje.
Oração Subordinada Substantiva
Você sabe se o presidente já chegou?
Oração Subordinada Substantiva
Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também introduzem as orações subordinadas substantivas, bem como os advérbios
interrogativos (por que, quando, onde, como). Veja os exemplos:
O garoto perguntou qual era o telefone da moça.
Oração Subordinada Substantiva
Não sabemos por que a vizinha se mudou.
Oração Subordinada Substantiva
Classificação das Orações Subordinadas Substantivas
De acordo com a função que exerce no período, a oração subordinada substantiva pode ser:
a) Subjetiva
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito do verbo da oração principal. Observe:
É fundamental o seu comparecimento à reunião.
Sujeito
É fundamental que você compareça à reunião.
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Atenção:
Observe que a oração subordinada substantiva pode ser substituída pelo pronome " isso". Assim, temos um período
simples:
É fundamental isso ou Isso é fundamental.
Sujeito
Dessa forma, a oração correspondente a "isso" exercerá a função de sujeito.
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração principal:
1- Verbos de ligação + predicativo, em construções do tipo:
É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo - É claro - Está evidente - Está comprovado
Por Exemplo:
É bom que você compareça à minha festa.
2- Expressões na voz passiva, como:
Sabe-se - Soube-se - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anunciado - Ficou provado
Por Exemplo:
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
3- Verbos como:
convir - cumprir - constar - admirar - importar - ocorrer - acontecer
Por Exemplo:
Convém que não se atrase na entrevista.
Obs.: quando a oração subordinada substantiva é subjetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª. pessoa do
singular.
b) Objetiva Direta
A oração subordinada substantiva objetiva direta exerce função de objeto direto do verbo da oração principal.
Por Exemplo:
Todos querem sua aprovação no vestibular.
Objeto Direto
Todos querem que você seja aprovado. (Todos querem isso)
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas desenvolvidas são iniciadas por:
1- Conjunções integrantes "que" (às vezes elíptica) e "se":
Por Exemplo:
A professora verificou se todos alunos estavam presentes.
2- Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
Por Exemplo:
O pessoal queria saber quem era o dono do carro importado.
3- Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
Por Exemplo:
Eu não sei por que ela fez isso.
Orações Especiais
Com os verbos deixar, mandar, fazer (chamados auxiliares causativos) e ver, sentir, ouvir, perceber(chamados auxiliares
sensitivos) ocorre um tipo interessante de oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. Observe:
Deixe-me repousar.
Mandei-os sair.
Ouvi-o gritar.
Nesses casos, as orações destacadas são todas objetivas diretas reduzidas de infinitivo. E, o que é mais interesante, os
pronomes oblíquos atuam todos como sujeitos dos infinitivos verbais. Essa é a única situação da língua portuguesa em que
um pronome oblíquo pode atuar como sujeito. Para perceber melhor o que ocorre, convém transformar as orações reduzidas
em orações desenvolvidas:
Deixe que eu repouse.
Mandei que eles saíssem.
Ouvi que ele gritava.
Nas orações desenvolvidas, os pronomes oblíquos foram substituídos pelas formas retas correspondentes. É fácil
compreender agora que se trata, efetivamente, dos sujeitos das formas verbais das orações subordinadas.
c) Objetiva Indireta
A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua como objeto indireto do verbo da oração principal. Vem precedida de
preposição.
Por Exemplo:
Meu pai insiste em meu estudo.
Objeto Indireto
Meu pai insiste em que eu estude. (Meu pai insiste nisso)
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na oração.
Por Exemplo:
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
d) Completiva Nominal
A oração subordinada substantiva completiva nominal completa um nome que pertence à oração principal e também vem marcada
por preposição.
Por Exemplo:
Sentimos orgulho de seu comportamento.
Complemento Nominal
Sentimos orgulho de que você se comportou. (Sentimos orgulho disso.)
Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal
Lembre-se:
Observe que as orações subordinadas substantivas objetivas indiretas integram o sentido de um verbo,enquanto que
orações subordinadas substantivas completivas nominais integram o sentido de um nome.Para distinguir uma da outra, é
necessário levar em conta o termo complementado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o complemento
nominal: o primeiro complementa um verbo, o segundo, um nome.
e) Predicativa
A oração subordinada substantiva predicativa exerce papel de predicativo do sujeito do verbo da oração principal e vem sempre
depois do verbo ser.
Por Exemplo:
Nosso desejo era sua desistência.
Predicativo do Sujeito
Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo era isso.)
Oração Subordinada Substantiva Predicativa
Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva "de" para realce. Veja o exemplo:
A impressão é de que não fui bem na prova.
f) Apositiva
A oração subordinada substantiva apositiva exerce função de aposto de algum termo da oração principal.
Por Exemplo:
Fernanda tinha um grande sonho: a chegada do dia de seu casamento.
Aposto
(Fernanda tinha um grande sonho: isso.)
Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu casamento chegasse.
Oração Subordinada Substantiva Apositiva
Saiba mais:
Apesar de a NGB não fazer referência, podem ser incluídas como orações subordinadas substantivas aquelas que
funcionam como agente da passiva iniciadas por "de" ou "por" , + pronome indefinido. Veja os exemplos:
O presente será dado por quem o comprou.
O espetáculo foi apreciado por quantos o assistiram .
2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As orações vêm
introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto adnominal do antecedente.Observe o exemplo:
Esta foi uma redação bem-sucedida.
Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal)
Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos outra construção,
a qual exerce exatamente o mesmo papel. Veja:
Esta foi uma redação que fez sucesso.
Oração Principal Oração Subordinada Adjetiva
Perceba que a conexão entre a oração subordinada adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita pelo pronome
relativo que. Além de conectar (ou relacionar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma função sintática na oração
subordinada: ocupa o papel que seria exercido pelo termo que o antecede.
Obs.: para que dois períodos se unam num período composto, altera-se o modo verbal da segunda oração.
Atenção:
Vale lembrar um recurso didático para reconhecer o pronome relativo que: ele sempre pode ser substituído por:
o qual - a qual - os quais -as quais
Por Exemplo:
Refiro-me ao aluno que é estudioso.
Essa oração é equivalente a:
Refiro-me ao aluno o qual estuda.
Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
Quando são introduzidas por um pronome relativo e apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as orações subordinadas
adjetivas são chamadas desenvolvidas. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas reduzidas, que não são
introduzidas por pronome relativo (podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o verbo numa das formas nominais
(infinitivo, gerúndio ou particípio).
Por Exemplo:
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
No primeiro período, há uma oração subordinada adjetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome relativo "que" e
apresenta verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo. No segundo, há uma oraçãosubordinada adjetiva reduzida de
infinitivo: não há pronome relativo e seu verbo está no infinitivo.
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas
Na relação que estabelecem com o termo que caracterizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de duas maneiras
diferentes. Há aquelas que restringem ou especificam o sentido do termo a que se referem, individualizando-o. Nessas orações não
há marcação de pausa, sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem também orações que realçam um detalhe
ou amplificam dados sobre o antecedente, que já se encontra suficientemente definido, as quais denominam-se subordinadas
adjetivas explicativas.
Exemplo 1:
Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um homem
que passava naquele momento.
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
Nesse período, observe que a oração em destaque restringe e particulariza o sentido da palavra "homem":trata-se de um homem
específico, único. A oração limita o universo de homens, isto é, não se refere a todos os homens, mas sim àquele que estava
passando naquele momento.
Exemplo 2:
O homem, que se considera racional, muitas vezes age animalescamente.
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
Nesse período, a oração em destaque não tem sentido restritivo em relação à palavra "homem": na verdade, essa oração apenas
explicita uma ideia que já sabemos estar contida no conceito de "homem".
Saiba que:
A oração subordinada adjetiva explicativa é separada da oração principal por uma pausa, que, na escrita, é representada
pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação seja indicada como forma de diferenciar as orações explicativas das
restritivas: de fato, as explicativas vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não.
Obs.: ao redigir um período escrito por outrem, é necessário levar em conta as diferenças de significado que as orações
restritivas e as explicativas implicam. Em muitos casos, a oração subordinada adjetiva será explicativa ou restritiva de
acordo com o que se pretende dizer.
Exemplo 1:
Mandei um telegrama para meu irmão que mora em Roma.
No período acima, podemos afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem, no mínimo, dois irmãos, um que mora em
Roma e um que mora em outro lugar. A palavra "irmão", no caso, precisa ter seu sentido limitado, ou seja, é preciso restringir seu
universo. Para isso, usa-se uma oração subordinada adjetiva restritiva.
Exemplo 2:
Mandei um telegrama para meu irmão, que mora em Roma.
Nesse período, é possível afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem apenas um irmão, o qual mora em Roma. A
informação de que o irmão more em Roma não é uma particularidade, ou seja, não é um elemento identificador, diferenciador, e sim
um detalhe que se quer realçar.
Observações:
As orações subordinadas adjetivas podem:
a) Vir coordenadas entre si;
Por Exemplo:
É uma realidade que degrada e assusta a sociedade.
e = conjunção
b) Ter um pronome como antecedente.
Por Exemplo:
Não sei o que vou almoçar.
o = antecedente
que vou almoçar = Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
Emprego e Função dos Pronomes Relativos
O estudo das orações subordinadas adjetivas está profundamente ligado ao emprego dos pronomes relativos. Por isso, vamos
aprofundar nosso conhecimento acerca desses pronomes.
1) Pronome Relativo QUE
O pronome relativo "que" é chamado relativo universal, pois seu emprego é extremamente amplo. Esse pronome pode ser usado
para substituir pessoa ou coisa, que estejam no singular ou no plural. Sintaticamente, o relativo "que" pode desempenhar várias
funções:
a) Sujeito: Eis os artistas que representarão o nosso país.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Eis os artistas.
Os artistas (= que) representarão o nosso país.
Sujeito
b) Objeto Direto: Trouxe o documento que você pediu.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Trouxe o documento
Você pediu o documento (= que)
Objeto Direto
c) Objeto Indireto: Eis o caderno de que preciso.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Eis o caderno.
Preciso do caderno (= de que)
Objeto Indireto
d) Complemento Nominal: Estas são as informações de que ele tem necessidade.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Estas são as informações.
Ele tem necessidade das informações (= de que)
Complemento nominal
e) Predicativo do Sujeito: Você é o professor que muitos querem ser.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Você é o professor.
Muitos querem ser o professor (= que)
Predicativo do Sujeito
f) Agente da Passiva: Este é o animal por que fui atacado.
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
Este é o animal.
Fui atacado pelo animal (= por que)
Agente da Passiva
g) Adjunto Adverbial: O acidente ocorreu no dia em que eles chegaram. (adjunto adverbial de tempo).
Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:
O acidente ocorreu no dia
Eles chegaram no dia. (= em que)
Adjunto Adverbial de Tempo
Observação:
Pelos exemplos citados, percebe-se que o pronome relativo deve ser precedido de preposiçãoapropriada de acordo
com a função que exerce. Na língua escrita formal, é sempre recomendável esse cuidado.
3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce a função de adjunto adverbial do verbo da oração
principal. Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo, modo, fim, causa, condição, hipótese, etc.
Quando desenvolvida, vem introduzida por uma das conjunções subordinativas (com exclusão das integrantes).
Classifica-se de acordo com a conjunção ou locução conjuntiva que a introduz.
Por Exemplo:
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
Oração Subordinada Adverbial
Observe que a oração em destaque agrega uma circunstância de tempo. É, portanto, chamada de oração
subordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos acessórios que indicam uma circunstância
referente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto adverbial depende da exata compreensão da
circunstância que exprime. Observe os exemplos abaixo:
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de minha vida.
Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de minha vida.
No primeiro período, "naquele momento" é um adjunto adverbial de tempo, que modifica a forma verbal "senti". No
segundo período, essse papel é exercido pela oração "Quando vi a estátua", que é, portanto, uma oração
subordinada adverbial temporal. Essa oração é desenvolvida, pois é introduzida por uma conjunção
subordinativa (quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicativo ("vi", do pretérito perfeito do indicativo).
Seria possível reduzi-la, obtendo-se:
Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de minha vida.
A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma das formas nominais do verbo ("ver" no infinitivo) e nãoé
introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma preposição ("a", combinada com o artigo "o").
Obs.: a classificação das orações subordinadas adverbiais é feita do mesmo modo que a classificação
dosadjuntos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela oração.
Circunstâncias Expressas pelas Orações Subordinadas Adverbiais
a) Causa
A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que provoca um determinado fato, ao motivo do que se declara
na oração principal. "É aquilo ou aquele que determina um acontecimento".
Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE
Outras conjunções e locuções causais: como (sempre introduzido na oração anteposta à oração principal),pois,
pois que, já que, uma vez que, visto que.
Exemplos:
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte.
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve alternativa a não ser cancelá-lo.
Já que você não vai, eu também não vou.
Por ter muito conhecimento (= Porque/Como tem muito conhecimento), é sempre consultado. (Oração
Reduzida de Infinitivo)
b) Consequência
As orações subordinadas adverbiais consecutivas exprimem um fato que é consequência, que é efeito do que se
declara na oração principal. São introduzidas pelas conjunções e locuções: que, de forma que, de sorte que,
tanto que, etc., e pelas estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que.
Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE (precedido de tal, tanto, tão, tamanho)
Exemplos:
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa dor.)
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou concretizando-os.
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida de Infinitivo)
Sua fome era tanta que comeu com casca e tudo.
c) Condição
Condição é aquilo que se impõe como necessário para a realização ou não de um fato. As orações subordinadas
adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocorrer para que se realize ou deixe de se realizar o fato
expresso na oração principal.
Principal conjunção subordinativa condicional: SE
Outras conjunções condicionais: caso, contanto que, desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos
que, sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).
Exemplos:
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, certamente o melhor time será campeão.
Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o contrato.
Caso você se case, convide-me para a festa.
Não saia sem que eu permita.
Conhecendo os alunos (= Se conhecesse os alunos), o professor não os teria punido. (Oração Reduzida
de Gerúndio)
d) Concessão
As orações subordinadas adverbiais concessivas indicam concessão às ações do verbo da oração principal, isto é, admitem uma
contradição ou um fato inesperado. A ideia de concessão está diretamente ligada aocontraste, à quebra de expectativa.
Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA
Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locuções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, posto que, apesar
de que.
Observe este exemplo:
Só irei se ele for.
A oração acima expressa uma condição: o fato de "eu" ir só se realizará caso essa condição for satisfeita.
Compare agora com:
Irei mesmo que ele não vá.
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: irei de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A oração destacada é,
portanto, subordinada adverbial concessiva.
Observe outros exemplos:
Embora fizesse calor, levei agasalho.
Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos metade da população continua à margem do mercado de consumo.
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / embora não estudasse). (reduzida de infinitivo)
e) Comparação
As orações subordinadas adverbiais comparativas estabelecem uma comparação com a ação indicada pelo verbo da oração
principal.
Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO
Por Exemplo:
Ele dorme como um urso.
Utilizam-se com muita frequência as seguintes estruturas que formam o grau comparativo dos adjetivos e dos
advérbios: tão...como (quanto), mais (do) que, menos (do) que. Veja os exemplos:
Sua sensibilidade é tão afinada quanto a sua inteligência.
O orador foi mais brilhante do que profundo.
Saiba que:
É comum a omissão do verbo nas orações subordinadas adverbiais comparativas.
Por exemplo:
Agem como crianças. (agem)
Oração Subordinada Adverbial Comparativa
No entanto, quando se comparam ações diferentes, isso não ocorre.
Por exemplo: Ela fala mais do que faz. (comparação do verbo falar e do verbo fazer).
f) Conformidade
As orações subordinadas adverbiais conformativas indicam ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma regra, um modelo
adotado para a execução do que se declara na oração principal.
Principal conjunção subordinativa conformativa: CONFORME
Outras conjunções conformativas: como, consoante e segundo (todas com o mesmo valor de conforme).
Exemplos:
Fiz o bolo conforme ensina a receita.
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm direitos iguais.
Segundo atesta recente relatório do Banco Mundial, o Brasil é o campeão mundial de má distribuição de renda.
g) Finalidade
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a intenção, a finalidade daquilo que se declara na oração principal.
Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE
Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a locução conjuntiva para que.
Por Exemplo:
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada entrasse.
h) Proporção
As orações subordinadas adverbiais proporcionais exprimem ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao expresso na
oração principal.
Principal locução conjuntiva subordinativa proporcional: À PROPORÇÃO QUE
Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior...(maior), quanto
maior...(menor), quanto menor...(maior), quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quanto mais...(menos), quanto
menos...(mais), quanto menos...(menos).
Exemplos:
À proporção que estudávamos, acertávamos mais questões.
Visito meus amigos à medida que eles me convidam.
Quanto maior for a altura, maior será o tombo.
Lembre-se:
À medida que é uma conjunção que expressa ideia de proporção; portanto, pode ser substituída por "à proporção que".
Na medida em que exprime uma ideia de causa e equivale a "tendo em vista que" e só nesse sentido deve ser usada.
Por Exemplo:
Na medida em que não há provas contra esse homem, ele deve ser solto.
Atenção: não use as formas “à medida em que” ou “na medida que”.
i) Tempo
As orações subordinadas adverbiais temporais acrescentam uma ideia de tempo ao fato expresso na oração principal, podendo
exprimir noções de simultaneidade, anterioridade ou posterioridade.
Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO
Outras conjunções subordinativas temporais: enquanto, mal e locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas as vezes que,
antes que, depois que, sempre que, desde que, etc.
Exemplos:
Quando você foi embora, chegaram outros convidados.
Sempre que ele vem, ocorrem problemas.
Mal você saiu, ela chegou.
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando terminou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)
ORAÇÕES REDUZIDAS
Sobre as Orações Reduzidas
Observe as frases abaixo:
Ao terminar a prova, todo candidato deve aguardar.
Ouvimos uma criança chorando na praça.
Comprada a casa, a família mudou-se.
Veja que as orações em destaque não são introduzidas por conjunção. Além disso, os verbos estão em suas formas nominais
(infinitivo, gerúndio e particípio). As orações que apresentam essa forma recebem o nome deOrações Reduzidas.
Para reconhecer mais facilmente o tipo de oração que está sob a forma reduzida, podemos desenvolvê-la da seguinte maneira:
1) Substitui-se a forma nominal do verbo por um tempo do indicativo ou do subjuntivo;
2) Inicia-se a oração com um conectivo adequado (conjunção ou pronome relativo), de modo que apenas a forma da frase seja
alterada, e não o seu sentido.
Observe agora como seria o desenvolvimento das orações já vistas:
Ao terminar a prova, todo candidato deve aguardar.
Forma Desenvolvida: quando terminar a prova, todo candidato deve aguardar.
Análise da Oração: oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo.
Ouvimos uma criança chorando na praça.
Forma Desenvolvida: ouvimos uma criança que chorava na praça.
Análise da Oração: oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de gerúndio.
Comprada a casa, a família mudou-se.
Forma Desenvolvida: Assim que comprou a casa, a família mudou-se.
Análise da Oração: oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio.
Obs.: dependendo do contexto, as orações reduzidas podem permitir mais de um tipo de desenvolvimento.
Orações Reduzidas Fixas
Esteja atento às orações reduzidas fixas, pois não são passíveis de desdobramento.
Exemplos:
Tenho muita vontade de comprar este vestido.
Este homem enriqueceu vendendo pastéis.
Orações Reduzidas de Infinitivo
Podem ser:
1 -Subordinadas Substantivas
a) Subjetivas: Não é conveniente comprar todos estes materiais.
b) Objetivas Diretas: Quanto ao José, dizem ter viajado para a Europa.
c) Objetivas Indiretas: O sucesso da tua carreira depende de teres dedicação.
d) Predicativas: A única alternativa é estudarmos no exterior.
e) Completivas Nominais: Jorge tinha grande necessidade de passar no concurso.
f) Apositivas: Diante deste vexame, só nos resta uma saída: ficarmos calados.
2 -Subordinadas Adjetivas
Quando saí de casa, encontrei o vizinho a tropeçar no meio da rua.
3 -Subordinadas Adverbiais
a) Causais: Não te procurei novamente por encontrar-me doente.
b) Concessivas: Apesar de ter chorado, sorriu a todos os convidados.
c) Consecutivas: O professor se atrasou tanto a ponto de não termos aula naquele período.
d) Condicionais: Meus filhos não ganham sobremesa sem almoçar direito.
e) Finais: Estamos aqui para convidá-la para nossa festa.
f) Temporais: Ao rever o amigo, deu-lhe um longo abraço.
Orações Reduzidas de Gerúndio
Podem ser:
1- Subordinadas Adjetivas
Encontramos alguns turistas andando perdidos pelo centro da cidade.
2 -Subordinadas Adverbiais
a) Temporais: Retornando ao museu, avise-me.
b) Causais: Notando seu desânimo, pensei em outra hipótese.
c) Concessivas: Embora cozinhando diariamente, o almoço não ficou bom.
d) Condicionais: Querendo uma amiga para conversar, conte comigo.
3 -Coordenadas Aditivas
Organizou os presentes, entregando-os às crianças carentes.
Orações Reduzidas de Particípio
Podem ser:
1 -Subordinadas Adjetivas
As orações subordinadas adjetivas podem ser consideradas simples adjuntos adnominais. Veja o exemplo:
Os documentos trazidos pela secretária serão arquivados.
2 -Subordinadas Adverbiais
a) Causais: Assustado com a situação, liguei para a polícia.
b) Concessivas: Mesmo cansado, tentou cumprir os compromissos.
c) Condicionais: Desvendado este mistério, o problema será resolvido.
d)Temporais: Terminada a palestra, alunos e professores aplaudiram.
Obsevação: o infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte de uma locução
verbal.
Exemplos:
Preciso estudar mais este semestre.
Os palhaços estão divertindo as crianças.
A viagem foi cancelada pela agência.
ESTUDO COMPLEMENTAR DO PERÍODO COMPOSTO
Sobre o Período Composto
No período composto, podemos encontrar:
a) Orações subordinadas justapostas (sem conectivo):
Por Exemplo:
Ana e Gustavo já se conheciam, mostravam-se muito amigos.
b) Orações cujo verbo encontra-se elíptico (subentendido):
Por Exemplo:
O candidato promete que, se eleito, transformará o país.
c) Orações intercaladas ou interferentes:
São sintaticamente independentes, se interpõem a outras orações expressando uma ressalva, um comentário ou uma opinião. Podem
vir de forma intercalada em apenas uma oração ou ainda no meio de outras.
Exemplos:
No dia da nossa formatura - como me lembro bem! - todos estavam deslumbrantes.
Este ano, disse a torcedora, o prêmio é do Brasil!
Nenhum destes artistas, que eu saiba, gosta de dar autógrafos.
Caso não me emprestasse os livros (Devo ter comprado aproximadamente dez já) estaria muito chateada.
Formação das Palavras
Para analisar a formação de uma palavra, deve-se procurar a origem dela. Caso
seja formada por apenas um radical, diremos que foi formada por derivação; por
dois ou mais radicais, composição. Os processos de formação de palavras são os
seguintes:
Derivação:
Formação de novas palavras a partir de apenas um radical.
Derivação Prefixal
Acréscimo de um prefixo à palavra primitiva; também chamado de prefixação:
antepasto
reescrever
infeliz
Derivação Sufixal
Acréscimo de um sufixo à palavra primitiva; também chamado de sufixação.
felizmente
igualdade
florescer
A derivação sufixal pode ser:
a) Nominal, formando nomes (substantivos e adjetivos).
papel - papelaria (subs.)
riso - risonho (adj.)
b) Verbal, formando verbos.
atual - atualizar
c) Adverbial, formando advérbios de modo.
feliz - felizmente
Derivação Prefixal e Sufixal
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo independentes (prefixação e sufixação)
feliz -> infeliz -> infelizmente -> felizmente
igual -> desigual -> desigualdade -> igualdade
flor -> florescer -> reflorescer
Derivação Parassintética
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, simultaneamente; também chamado
de parassíntese.
envernizar
enrijecer
anoitecer.
OBS: Exemplo de modo de se estabelecer a diferença entre Derivação Prefixal e
Sufixal e Derivação Parassintética: retire o prefixo de <envernizar>, não existe a
palavra <vernizar>; agora, retire o sufixo: também não existe a palavra
<enverniz>. Portanto, a palavra foi formada por Parassíntese.
Derivação Regressiva
É a mudança de uma classe gramatical para substantivo. Ocorre redução da
palavra derivada.
debater -> retira-se a desinência de infinitivo <r>: formou-se o
substantivo debate.
Derivação Imprópria
É a formação de uma nova palavra pela mudança de classe gramatical.
gelo: substantivo -> camisa gelo (adjetivo).
claro: adjetivo -> ela fala claro (advérbio)
Composição:
Formação de novas palavras a partir de dois ou mais radicais.
Composição por justaposição
Na união, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura.
ponta + pé = pontapé.
manda + chuva = mandachuva
rain + maker = rainmaker
passa + tempo = passatempo
guarda + pó = guarda-pó.
pé + de + moleque = pé-de-moleque
Composição por aglutinação
Na união, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura.
água + ardente = aguardente
em + boa + hora = embora
plano + alto = planalto
Hibridismo
É a formação de novas palavras a partir da união de radicais de idiomas diferentes.
automóvel => auto (grego) + móvel (latim)
burocracia => buro (francês) + cracia (grego)
surfista => surf (ingês) + ista (grego)
sambódromo => samba (quibundo) + dromo (grego)
Onomatopéia:
Consiste em criar palavras, tentando imitar sons da natureza.
zunzumzum
cricricri
tiquetaque
pingue-pongue.
Abreviação Vocabular
Consiste na eliminação de um segmento da palavra, a fim de se obter uma forma
mais curta.
telefone -> fone
fotografia -> foto
cinematografia -> cinema -> cine.
embora -> bora -> bó.
Siglas
As siglas são formadas pela combinação das letras iniciais de uma sequência de
palavras que constitui um nome.
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística);
IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano).
Neologismo semântico
Forma-se uma palavra por neologismo semântico, quando se dá um novo
significado, somado ao que já existe:
legal -> dentro da lei; a esse significado somamos outro: pessoa boa.
Empréstimo linguístico
É o aportuguesamento de palavras estrangeiras; se a grafia da palavra não se
modifica, deve ficar entre aspas.
estresse
futebol
bife
"show"
"shopping center"
HOMÔNIMOS
São palavras iguais na forma e diferentes na significação. Há três tipos de
homônimos:
HOMÔNIMOS PERFEITOS
Têm a mesma grafia e o mesmo som.
- A manga está uma delícia.
- A manga da camisa ficou perfeita.
HOMÔNIMOS HOMÓGRAFOS
Têm a mesma grafia, mas sons diferentes.
- Eu começo a trabalhar em breve.
- O começo do filme foi ótimo.
HOMÔNIMOS HOMÓFONOS
Têm o mesmo som, mas grafias diferentes.
-Os concertos são realizados nas maiores e mais importantes salas de Viena,
como a Ópera de Viena.
-O conserto do meu celular durou uma semana.
PARÔNIMOS:
São palavras parecidas, mas com pronúncia, grafia e significação diferentes.
-Jesus ascendeu aos céus.
-A inquisição católica acendeu fogueiras.
Emprego do C, Ç, S e SS
Acender atear fogo Ascender subir
Acento inflexão da voz; sinal
gráfico
Assento lugar onde a gente
se assenta
Acerto ajuste Asserto afirmação;
asserção;
Acessório que não é
fundamental
Assessório relativo ao assessor
Anticético oposto aos céticos Antissético desinfetante
Apreçar marcar ou ver o
preço
Apressar tornar rápido
Caçar perseguir a caça Cassar anular
Cessão doação;
anuência
Secção
ou
Seção
corte;
divisão
Sessão reunião
Cesta recipiente
aberto;
Sexta núm.
ordinal
Sesta hora de
descanso
Cético que ou quem duvida Sético que causa infecção
Cegar fazer perder a vista a Segar ceifar; cortar
Cela prisão Sela arreio de
cavalgadura
Celeiro depósito de
provisões
Seleiro fabricante de selas
Cenário decoração de teatro Senário que consta de seis
unidades
Censo recenseamento Senso juízo
Censual relativo ao censo Sensual relativo aos sentidos
Cerração nevoeiro espesso Serração ato de serrar
Cerrar fechar Serrar cortar
Cervo veado Servo servente
Cessação ato de cessar Sessação ato de sessar
Cessar interromper Sessar peneirar
Ciclo período Siclo moeda judaica
Cilício cinto para
penitências
Silício elemento químico
Cinemático relativo ao
movimento mecânico
Sinemático relativo aos estames
Círio vela grande de cera Sírio da síria
Concertar harmonizar; Consertar remendar; reparar
combinar
Corço cabrito selvagem Corso natural da Córsega
Empoçar formar poça Empossar dar posse a
Graça favor; elegância;
gracejo, que faz rir;
Grassa do verbo grassar;
difunde-se, propagase.
Incerto duvidoso Inserto inserido, incluído
indefeso sem defesa indefesso incansável
Incipiente principiante Insipiente ignorante
Intercessão rogo, súplica Interseção ponto em que duas
linhas se cortam
Laço laçada Lasso cansado, frouxo
Maça clava Massa quantidade de
matéria;
pasta;
Maçudo indigesto; monótono Massudo volumoso
Obcecação ato ou efeito de
obcecar, teimosia,
cegueira.
Obsessão impertinência,
perseguição, ideia
fixa.
Paço palácio Passo passada
Remição ato de remir (pagar),
resgate, quitação;
Remissão ato de remitir;
perdão, expiação.
Repressão ato de reprimir,
contenção,
impedimento,
proibição.
Repreensão ato de repreender,
enérgica
admoestação,
censura,
advertência.
Ruço pardacento; grisalho Russo natural da rússia
Sanção aprovação; pena
imposta pela lei ou
por contrato para
punir sua infração.
Sansão personagem bíblico;
certo tipo de
guindaste.
Sedento que tem sede;
sequioso;
Cedente que cede, que dá.
Tenção
Intenção
propósito Tensão intensidade
Emprego do S ou do Z
Ás exímio em sua atividade;
carta do baralho.
Az esquadrão, ala do
exército.
Asado que tem asas Azado oportuno
Asar guarnecer com asas Azar má sorte
Coser costurar Cozer cozinhar
Fúsil que pode
fundir
Fuzil carabina Fusível dispositivo
elétrico
Presar capturar, agarrar, apresar. Prezar respeitar, estimar
muito, acatar.
Revezar substituir alternadamente Revisar rever; corrigir
Traz do verbo trazer Trás advérbio de lugar
Vês forma do verbo ver Vez ocasião
Emprego do S ou X
Espectador aquele que assiste
qualquer ato ou
espetáculo, testemunha.
Expectador que tem expectativa,
que espera.
Esperto inteligente, ativo; Experto perito, entendido;
Espiar espreitar; Expiar sofrer pena ou
castigo;
Espirar respirar; soprar; Expirar expelir o ar; morrer;
Esterno osso do
peito;
Externo exterior; Hesterno relativo ao dia de
ontem;
Estrato camada sedimentar; tipo
de nuvem;
Extrato o que foi tirado de
dentro; fragmento;
Emprego do CH ou X
Arrochar apertar com arrocho, apertar muito. Arroxar
Arroxear
roxear: tornar roxo.
Brocha prego curto de cabeça larga e chata Broxa pincel
Bucho estômago de animais Buxo arbusto ornamental
Cachão borbotão; fervura Caixão caixa grande; féretro
Cachola cabeça; bestunto Caixola pequena caixa
Cartucho canudo de papel Cartuxo pertencente à ordem da cartuxa
Chá arbusto; infusão Xá título de soberano no oriente
Chácara quinta Xácara narrativa popular em verso
Chalé casa campestre em estilo suíço Xale cobertura para os ombros
Cheque ordem de pagamento Xeque incidente no jogo de xadrez;
contratempo
Cocha gamela Coxa parte da perna
Cocho vasilha feita com um tronco de madeira
escavada
Coxo aquele que manca
Luchar sujar Luxar deslocar; desconjuntar
Tacha brocha; pequeno prego Taxa imposto; preço
Tachar censurar; notar defeito em Taxar estabelecer o preço ou o imposto
Emprego do A ou I
Acidente acontecimento casual;
desastre
Incidente episódio; que
incide, que
ocorre
Amoral indiferente à moral Imoral contra a moral,
libertino, devasso
Estada ato de estar,
permanência
Estadia prazo para carga
e descarga de
navio ancorado
em porto
Induzir causar, sugerir,
aconselhar, levar a
Aduzir expor,
apresentar
Emprego do E ou I
Arrear pôr arreios Arriar abaixar
Carear atrair, ganhar,
granjear.
Cariar criar carie
Delatar
delação)
denunciar,
revelar crime ou
delito, acusar.
Dilatar (dilação) alargar, estender;
adiar, diferir
Deferir atender Diferir distinguir-se, divergir
Descrição ato de
descrever
Discrição ato de ser discreto
Descriminar inocentar Discriminar
diferenciar, distinguir
Dessecar secar bem,
enxugar, tornar
seco
Dissecar analisar
minuciosamente,
dividir
anatomicamente.
Despensa compartimento Dispensa desobrigação
Destratar insultar,
maltratar com
palavras.
Distratar desfazer um trato,
anular.
Distensão ato de
distender;
torção de
ligamento.
Distinção elegância,
nobreza;
diferença;
Dissensão desavença,
diferença
de opiniões
ou
interesses.
Elidir suprimir, eliminar. Ilidir contestar, refutar,
desmentir.
Emergir vir à tona Imergir mergulhar; adentrar
Emigrar deixar o país para
residir em outro.
Imigrar entrar em país
estrangeiro para nele
viver.
Eminente nobre, alto,
excelente
Iminente
prestes a
acontecer
Emitir
emissão)
produzir, expedir,
publicar.
Imitir
(imissão)
fazer entrar, introduzir,
investir.
Encrostar criar crosta. Incrustar cobrir de crosta,
adornar, revestir,
prender-se, arraigarse.
Entender compreender,
perceber,
deduzir.
Intender exercer vigilância,
superintender.
Enumerar numerar,
enunciar, narrar,
arrolar.
Inúmero inumerável, sem
conta, sem número.
Estância lugar onde se
está, morada,
recinto.
Instância solicitação, pedido,
rogo; foro, jurisdição,
juízo.
Elidir suprimir, eliminar. Ilidir contestar, refutar,
desmentir.
Emergir vir à tona Imergir mergulhar; adentrar
Emigrar deixar o país para
residir em outro.
Imigrar entrar em país
estrangeiro para nele
viver.
Eminente nobre, alto,
excelente
Iminente
prestes a
acontecer
Emitir
emissão)
produzir, expedir,
publicar.
Imitir
(imissão)
fazer entrar, introduzir,
investir.
Encrostar criar crosta. Incrustar cobrir de crosta,
adornar, revestir,
prender-se, arraigarse.
Entender compreender,
perceber,
deduzir.
Intender exercer vigilância,
superintender.
Enumerar numerar,
enunciar, narrar,
arrolar.
Inúmero inumerável, sem
conta, sem número.
Estância lugar onde se
está, morada,
recinto.
Instância solicitação, pedido,
rogo; foro, jurisdição,
juízo.
Evocar lembrar,
invocar
Avocar atribuirse;
chamar
Invocar pedir (a ajuda
de); chamar;
proferir
Incontinente imoderado, que
não se contém,
descontrolado.
Incontinenti imediatamente, sem
demora, logo, sem
interrupção.
Inquerir apertar (a carga
de animais),
encilhar.
Inquirir procurar informações
sobre, indagar,
investigar, interrogar.
Peão aquele que anda
a pé, domador de
cavalos
Pião
tipo de brinquedo
Prover providenciar,
dotar, abastecer,
nomear para
cargo
Provir originar-se, proceder;
resultar
Recrear proporcionar
recreio, divertir,
alegrar.
Recriar criar de novo.
Reincidir tornar a incidir,
recair, repetir.
Rescindir dissolver, invalidar,
romper, desfazer:
Subentender supor Subtender estender
por baixo
Subintender exercer
função de
subintendente
Tráfego trânsito de
veículos,
percurso,
transporte.
Tráfico negócio ilícito,
comércio, negociação.
Emprego do E ou O
Apóstrofe figura de linguagem Apóstrofo sinal gráfico
Lustre brilho, glória, fama;
abajur.
Lustro quinquênio;
polimento.
Preceder ir ou estar adiante de,
anteceder, adiantar-se.
Proceder originar-se, derivar,
provir; levar a
efeito, executar.
Preeminente que ocupa lugar elevado,
nobre, distinto.
Proeminente alto, saliente, que
se alteia acima do
que o circunda.
Preposição ato de prepor,
preferência; palavra
invariável que liga
constituintes da frase.
Proposição ato de propor,
proposta; máxima,
sentença;
afirmativa,
asserção.
Preposto aquele que representa e
tem conhecimento dos
fatos.
Proposto do verbo propor.
Prescrever
(Prescrito)
fixar limites, ordenar de
modo explícito,
determinar; ficar sem
efeito, anular-se
Proscrever
(Proscrito)
abolir, extinguir,
proibir, terminar;
desterrar.
Emprego do O ou U
Arrolhar tapar com rolha Arrulhar som feito por
rolas e pombos.
Assoar limpar nariz de
mucos;
Assuar insultar com
vaias;
Augurar prognosticar,
prever, auspiciar
Agourar pressagiar,
predizer
Bocal abertura de vaso
ou frasco;
Embocadura de
instrumento de
sopro;
Bucal relativo a boca;
Comprimento extensão Cumprimento saudação
Coro conjunto de vozes Couro pelo de animal
Costear navegar junto à
costa, contornar.
Custear pagar o custo de,
prover, subsidiar.
Florescente que floresce,
próspero, viçoso.
Fluorescente que tem a
propriedade da
fluorescência.
Poupa (Subst.) tufo de penas na
cabeça de
pássaros.
Polpa parte carnosa de
frutos. polpudo =
volumoso.
Poupa (Verbo) do verbo poupar;
economiza;
guardar em
poupança;
Popa parte posterior de
embarcação
Sortir abastecer Surtir originar
Soar produzir som Suar transpirar
Vultoso de grande vulto,
volumoso.
Vultuoso atacado de
vultuosidade
(congestão da
face).
Emprego do L ou R
Flagrante ato que surpreende
(flagrante delito); ardente,
acalorado;.
Fragrante que tem fragrância ou
perfume; cheiroso.
Inflação ato ou efeito de inflar;
aumento de preços.
Infração ato ou efeito de
infringir ou violar uma
norma.
Pleito questão em juízo, demanda,
litígio, discussão
Preito sujeição, respeito,
homenagem
Outros casos
Aderência característica
física; grudar;
Adesão fazer parte;
apoiar algo;
Aferir conferir com
padrões; avaliar,
medir
Auferir colher,
conseguir, ter
bons resultados
Cavaleiro que anda a cavalo,
cavalariano.
Cavalheiro indivíduo distinto,
gentil, nobre
Degradar deteriorar,
desgastar,
diminuir, rebaixar.
Degredar impor pena de
degredo,
desterrar, banir.
Derrogar revogar
parcialmente (uma
lei), anular.
Derrocar destruir, arrasar,
desmoronar.
Despercebido que não se notou,
para o que não se
atentou
Desapercebido desprevenido,
desacautelado
Discente relativo a alunos Docente relativo a
professores
Emenda correção de falta
ou defeito,
regeneração,
remendo
Ementa apontamento,
súmula de
decisão judicial
ou do objeto de
uma lei.
Folhar produzir folhas,
ornar com
folhagem, revestir
lâminas.
Folhear percorrer as
folhas de um
livro, compulsar,
consultar.
Fim
(substantivo)
contrário de início Final
(adjetivo)
contrário de
inicial
Friso tecido crespo;
moldura;
Frisa faixa decorativa;
Infligir aplicar pena ou
castigo
Infringir transgredir,
violar,
desrespeitar
Liberação ato de liberar,
quitação de dívida
ou obrigação.
Libertação ato de libertar ou
libertar-se.
Mandado ordem judicial Mandato procuração
Mau contrário de bom Mal contrário de bem
Ordinal numeral que indica
ordem ou série
(primeiro, segundo,
Ordinário comum,
frequente, trivial,
vulgar.
milésimo, etc.).
Original com caráter
próprio; inicial,
primordial.
Originário que provém de,
oriundo; inicial,
primitivo.
Percentual /
Porcentual
parte de um todo
de cem partes
Percentil uma das divisões
centesimais da
distribuição de
uma variável
observada
Prolatar proferir sentença,
promulgar.
Protelar adiar, prorrogar.
Retificar corrigir; deixar
exato;
Ratificar; confirmar
Sobrescritar endereçar,
destinar, dirigir.
Subscritar assinar,
subscrever.
Sustar interromper,
suspender; parar,
interromper-se
(sustar-se).
Suster sustentar,
manter; fazer
parar, deter.
Tapar fechar, cobrir,
abafar.
Tampar pôr tampa em.
Vestiário guarda-roupa; local
em que se trocam
roupas.
Vestuário as roupas que se
vestem, traje.
Emprego dos Porquês
<POR QUE>
A forma <por que> é a sequência de uma preposição (por) e um pronome
interrogativo (que). Equivale a "por qual razão", "por qual motivo".
Desejo saber por que você voltou tão tarde para casa.
Por que você comprou este casaco?
Há casos em que <por que> representa a sequência: preposição (por) + pronome
relativo (que), equivalendo a "pelo qual" (ou alguma de suas flexões (pela qual,
pelos quais, pelas quais).
Estes são os direitos por que estamos lutando.
O túnel por que passamos existe há muitos anos.
<POR QUÊ>
Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, de
interrogação, de exclamação) ou de reticências, a sequência deve ser grafada
<por quê>, pois, devido à posição na frase, o monossílabo "que" passa a ser
tônico, e recebe acentuação segundo regra dos monossílabos tônicos terminados
e A, E e O.
Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê?
Será deselegante se você perguntar novamente por quê!
<PORQUE>
A forma <porque> é uma conjunção, equivalendo a pois, já que, uma vez que,
como. Costuma ser utilizado em respostas, para explicação ou causa.
Vou ao supermercado porque não temos mais frutas.
Você veio até aqui porque não conseguiu telefonar?
<PORQUÊ>
A forma <porquê> representa um substantivo. Significa "causa", "razão", "motivo"
e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo, por
exemplo).
Não consigo entender o porquê de sua ausência.
Existem muitos porquês para justificar esta atitude.
Você não vai à festa? Diga-me ao menos um porquê.
a x há
Para marcar distância no espaço e no tempo, utiliza-se a preposição <a>.
A Lua está a vários anos luz da Terra.
Vimos o carro tombar a 30 metros de onde estávamos.
A propaganda começou a dois meses das eleições.
<Há>, do verbo haver, é utilizado para indicar existência de algo ou tempo
decorrido. Pode ser substituído por “existe” ou “faz”.
Eu nasci há (faz) dez mil anos atrás
Naquela sala, há (existem) quarenta estudantes.
Acerca de, (A) cerca de, Há cerca de
1. <Acerca de> é uma locução prepositiva, sinônimo de “a respeito de”.
Falei acerca da situação econômica do Brasil.
2. <Cerca de> é uma expressão adverbial, significa “aproximadamente”.
Seu salário é de cerca de R$ 3 mil.
3. <A cerca de> combina a preposição "a" com a expressão adverbial "cerca de",
implicando distância aproximada.
Estávamos a cerca de dois quarteirões do local do crime.
4. <Há cerca de> combina o verbo "haver" com a expressão adverbial "cerca de",
significando "existe / faz aproximadamente”.
Ele viajou há cerca de duas horas.
Não chove no Nordeste há cerca de dois meses
Nesta gaveta, há cerca de trinta revistas antigas.
Senão x Se não
1. <SENÃO> junto é principalmente conjunção alternativa, sinônimo de "do
contrário".
Coma, senão vai ficar de castigo.
Estuda, senão terás nota negativa no teste
2. <SENÃO> pode ser também conjunção adversativa, sinônimo de "mas, porém".
Não obteve aplausos nem respeito, senão vaias.
3. <SENÃO> ainda pode ser preposição, sinônimo de "com exceção de".
Todos, senão você, riram-se do tombo do Juvenal.
Não comeu nada senão chocolates.
Fazes outra coisa senão dormir?
4. Pode ainda ser substantivo, indicando “qualidade negativa”.
A casa tem apenas um senão: é muito fria no Inverno.
5. <SE NÃO> separado pode ser conjunção condicional <SE> + advérbio de
negação <NÃO>, sinônimo de "caso não".
Se não fizerem gol, vamos perder.
6. <SE NÃO> separado pode ser conjunção integrante <SE> + advérbio de
negação <NÃO>, sinônimo de "que não".
Verificou se não se esquecera de nada;
Perguntou se não havia outra solução;
7. <SE NÃO> pode ocorrer também na inversão da ordem normal do advérbio
<NÃO> e do pronome <SE>.
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas
que se não veem.
OBS: A confusão que alguns fazem entre estas construções advém
adicionalmente do fato de o uso como conjunção <senão> poder ocorrer
algumas vezes no mesmo contexto do uso da conjunção condicional <se>.
Senão eu, quem vai fazer você feliz?
Se não [for] eu, quem vai fazer você feliz?
Afim x A fim
Afim / Afim de
Sozinho, numa única palavra, corresponde a: que tem afinidade, ligação,
semelhança ou parentesco.
Eles são almas afins.
Ele é afim da Fernanda. (parente)
A fim de
No sentido de finalidade, objetivo, equivale a "para".
Chegou a fim de iniciar a reunião.
A fim de retomar a amizade, ele ligou para ela.
OBS: Coloquialmente é usado no sentido de <estar com vontade de> ou no
sentido amoroso.
Ele estava a fim de ir ao shopping.
João estava a fim dela.
Em vez de X Ao invés de
O termo <invés> é substantivo e variante de <inverso> e significa <lado
oposto>, <avesso>. Na expressão <ao invés>, o substantivo <invés> é utilizado
para indicar oposição, significa <ao contrário de>.
O Brasil importa alimentos, ao invés de exportá-los.
Amor, ao invés do ódio, eleva a alma.
Já a expressão <em vez de> é empregada com o significado de <em lugar de>,
quando há mais de uma possibilidade, podendo ser usado também com o
mesmo sentido de <ao invés de>. Sempre que se usar <em vez de> não haverá
erro, mas constitui erro usar <ao invés> quando não há oposição.
Em vez de falar, preferiu calar. (poderia usar <ao invés de>).
Viajou de carro em vez de avião. (não poderia usar <ao invés de>, pois há
multiplas possibilidades, não uma oposição de termos).
Onde x Aonde x Donde
Seja como advérbios interrogativos ou pronomes relativos, <onde> e <aonde>
são empregados da seguinte forma.
Onde = “em que lugar”. Indica permanência, lugar sem movimento. O lugar em
que se está ou em que se passa algum fato. É usado com verbos que expressam
estado ou permanência.
Onde está a mala? (= em que lugar está a mala?)
A mala está onde a viste ontem. (= no lugar em que)
Aonde = “a que lugar”, “para que lugar”. Aonde indica ideia de movimento
ou aproximação. Normalmente, empregado com verbos de movimento (ir, vir,
voltar, regressar, retornar, sair, subir, levar, etc.) e outros que pedem a preposição
[a].
Aonde vais? (= a que lugar vais?)
O lugar aonde vou não te diz respeito. (= ao qual vou)
Donde = “de que lugar”, é a junção da preposição [de] + [onde]. Usado apenas
quando se vem de algum lugar. De modo que pode ser substituído por “de que
lugar”.
Donde é que ele veio? (= De que lugar ele veio?)
Donde vens, aonde vais? (Castro Alves)
Ao encontro de X De encontro a
<Ao encontro de> tem significado de “para junto de”, “estar de acordo
com”, “favorável a”.
Vamos ao encontro de nossa turma. (para junto)
Essa lei vem ao encontro dos interesses do povo. (vem a favor)
<De encontro a> tem significado de “contra”, “em oposição a”, “para
chocar-se com”.
O jovem dirigiu bêbado e foi de encontro à árvore. (chocou-se com a árvore).
Esta questão está indo de encontro aos interesses da empresa. (contra os
interesses).
Aparte X À parte
<Aparte> é um substantivo masculino que designa um comentário à margem,
uma interrupção ou observação.
Os apartes dele são sempre muito inconvenientes.
<À parte> pode ser sinônima de “em particular” ou “exceto”.
O patrão chamou-o para uma conversa à parte.
A viagem correu bem, à parte um pequeno problema com malas;
A princípio X Em princípio
Ambas são locuções adverbiais que se parecem na forma e por isso são
frequentemente confundidas, mas têm empregos diferentes. <A princípio>
equivale a "no começo", "inicialmente". <Em princípio> significa "em tese",
"preliminarmente", "de modo geral".
A princípio, o time estava nervoso, mas surgiram os gols.
A princípio, a seleção peruana respeitou o Brasil, mas depois começou a gostar
do jogo.
Em princípio, concordo com o esquema tático da seleção.
Em princípio, o jogo foi equilibrado.
A ver x Haver
<A ver> é uma expressão formada pela preposição “a” e o verbo “ver”,
geralmente associada ao verbo “ter” (ter a ver com). Já o verbo <haver> é
sinônimo de “existir”, “acontecer”, “ter passado”.
Eu não tenho nada a ver com isso.
Haver muito desemprego é algo que nos preocupa.
Decerto x De certo
<DECERTO>: Quando tem o sentido de “certamente” ou "por certo" devemos
empregar o advérbio decerto. (=certamente)
O professor decerto aceitará nossa proposta de emprego.
<DE CERTO>: Preposição “de” e pronome indefinido “certo”. (=de
determinado)
Não gosto do ar de certo indivíduo que costuma passar aqui.
<DE CERTO>: Preposição de e substantivo certo. (=de certeza)
O que temos de certo nessa história é que ela não compareceu.
<DE CERTO>: Locução adverbial. (=modo)
De certo modo, tudo ocorreu bem.
À medida que X Na medida em que
<À medida que> é uma locução conjuntiva proporcional, expressa ideia de
proporção, pode ser substituída por “à proporção que”. Uma oração que
contenha “à medida que” é subordinada à principal e mantém uma
comparação com a mesma de igualdade, de aumento ou diminuição.
À medida que nós subimos, ficamos mais cansados.
À medida que convivemos com pessoas, tornamo-nos mais maduros. (Tornamonos
mais maduros à proporção que convivemos com pessoas.)
<Na medida em que> é uma locução conjuntiva causal, haverá noções de
causa/consequência ou efeito nas orações que tiverem tal expressão. Pode ser
substituída pelas equivalentes “uma vez que”, “porque”, “visto que”, “já
que” e “tendo em vista que”.
Nós precisamos ler mais na medida em quecrescemos, pois temos maior
entendimento ao passar dos anos. (visto que)
A pesquisa dever ser feita antes de dezembro na medida em que vamos estar de
férias nesse período. (porque)
Na medida em que convivemos com pessoas, tornamo-nos mais maduros.
(Tornamo-nos mais maduros porque convivemos com pessoas.)
De trás X detrás
A expressão <de trás> representa uma locução adverbial designativa de lugar
e/ou espaço, faz referência à “de onde”, com verbos expressando sempre
movimento.
O objeto foi retirado de trás do armário. (de onde o objeto foi retirado?)
Ela saiu de trás da porta. (de onde ela saiu?)
Já o vocábulo <detrás> se classifica como um advérbio, fazendo referência a
“lugar onde”, representando o sinônimo de “atrás”.
O garoto se escondeu detrás da porta. (onde o garoto se escondeu?)
As crianças devem viajar no banco detrás. (onde as crianças devem viajar?)
Polissemia – Valor dos Conectivos
O valor significativo dos conectivos é definido quando se consegue compreender
o caráter e o papel desempenhados por eles na estrutura oracional. As orações
conectadas traduzirão por si mesmas, com a presença do conector sintático, o
valor semântico, isto é, o significado do período por elas composto.
Valor semântico da conjunção “e”.
Valor aditivo:
Ele é aplicado e muito inteligente.
Valor adversativo:
Ela me deve um dinheirão, e não paga.
Estudou muito e foi reprovado.
“Tudo é mistério e tudo está cheio de significado.” (PESSOA, 1986)
Valor conclusivo:
Estudou muito e passou.
Valor final:
O garoto ia buscar o livro e entregá-lo à diretora.
Valor semântico da conjunção “mas”.
Valor aditivo:
Não só é aplicado, mas inteligente.
É um aluno estudioso, mas principalmente dedicado.
Valor de compensação:
Perdeu o ano, mas conheceu vários países.
Valor de não compensação:
Estudou muito, mas foi reprovada.
Valor de restrição:
Terás o dinheiro, mas apenas parte dele.
Valor de atenuação:
Estava triste, mas disfarçava.
Valor de retificação:
Super-heróis são famosos, mas os verdadeiros heróis poucos conhecem.
Valor semântico da conjunção “como”.
Valor aditivo:
Não apenas é aplicado, como inteligente.
Valor comparativo:
Simples e rápido como um passe de mágica.
Valor conformativo:
Faço o trabalho como o regulamento prescreve.
Valor causal:
Como estava chovendo, não fui ao trabalho.
Valor semântico da conjunção “se”.
Valor condicional:
Se você estudar, conseguirá seu intento. (equivale a "caso");
Valor causal:
Se você sabia que era proibido entrar lá, por que não me avisou. (equivale a "já
que");
Valor concessivo:
Se não ofendeu a todos, ainda assim insultou os mais velhos. (equivale a “apesar
de”)
Valor temporal
Se fala, irrita a todos. (equivale a “quando”)
Conjunção integrante:
Não sei se ficarei lá muito tempo. (se funciona como objeto direto do verbo
"saber".)
Valor da conjunção “que”.
a) QUE = CONJUNÇÃO COORDENATIVA
1. Conjunção coordenativa aditiva – O <que> como conjunção coordenativa
aditiva aparecerá sempre entre duas formas verbais de idêntico valor,
correspondendo ao conectivo e.
a) Reclama que reclama, mas não toma nenhuma atitude séria.
b) A mim que não a ti cabe intervir na empresa.
2. Conjunção coordenativa explicativa – O <que> como conjunção coordenativa
explicativa pode ser substituído por pois ou porque (também conjunções
coordenativas explicativas).
a) Levante-se, que o sol já vai alto.
b) Apressemos o passo, que a noite já vai chegar.
c) Ande na ponta dos pés, que os músculos serão reforçados.
3. Conjunção coordenativa adversativa – O <que> como conjunção coordenativa
adversativa corresponde a mas, porém.
a) Outros livros, que não estes aqui, poderiam ajudá-los na prova de vestibular.
b) Preciso de dinheiro, que não essa quantia exagerada.
c) Você pode chorar bem alto, que ninguém virá socorrê-lo.
b) QUE = CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
1. Conjunção subordinativa integrante – O <que> como conjunção subordinativa
integrante estará sempre iniciando uma oração subordinada substantiva, a qual
vai exercer, em relação à oração anterior, uma das funções do substantivo (sujeito,
predicativo do sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e
aposto).
a) Foi preciso que a polícia interviesse.
<que a polícia interviesse> é sujeito de <Foi preciso>.
que = Sujeito.
b) O importante é que façamos tudo com muita cautela.
<que façamos tudo com muita cautela> é predicativo do sujeito <O importante>.
que = Predicativo do sujeito.
c) Quero que você me perdoe.
<que você me perdoe> é objeto direto de <Quero>.
que = Objetdo direto.
d) É conveniente esquecer-se de que ela já foi sua esposa.
<de que ela já foi sua esposa> é objeto indireto de <esquecer-se>
que = Objeto indireto.
e) Sempre haverá necessidade de que o povo fiscalize as ações dos políticos.
<de que o povo fiscaliza as ações dos políticos> é complemento nominal de
<necessidade>.
que = Complemento nominal.
f) Só desejamos uma coisa: que a nova geração seja melhor que a anterior.
<que a nova geração seja melhor que a anterior> é amposto de <coisa>.
que = Aposto.
2. Conjunção subordinativa consecutiva - O <que> tem este valor, normalmente,
quando aparece nas expressões tão… que, tanto… que, tamanho… que e tal… que.
a) Tanto perseguiu o sonho que conseguiu realizá-lo.
Oração subordinada adverbial consecutiva: “que conseguiu realizá-lo”.
b) Ficou tão cansada de caminhar que prostrou-se no outro dia.
Oração subordinada adverbial consecutiva: “que prostrou-se no outro dia”.
3. Conjunção subordinativa comparativa - O <que> tem este valor, normalmente,
nas expressões <mais que, menos que>. Fora dessas expressões, corresponde a
<do que ou como>.
a) Em situação normal, ela corre mais que o irmão.
Oração subordinada adverbial comparativa: “mais que o irmão (corre)”.
b) Pegada em flagrante, ela ficou corada que nem pimentão maduro.
Oração subordinada adverbial comparativa: “que nem pimentão maduro (fica)”.
4. Conjunção subordinativa concessiva - O <que> tem este valor
quando corresponde a <embora> ou a <ainda que, por mais que>.
a) Boa que seja a moça, ela não é nenhuma santa.
Oração subordinada adverbial concessiva: “Boa que seja a moça”.
b) Algumas mudanças que fossem, ainda assim seria muita conquista para os
operários.
Oração subordinada adverbial concessiva: “Algumas mudanças que fossem”.
5. Conjunção subordinativa temporal – O <que> tem este valor
quando corresponde a <depois que, logo que, antes que, assim que, depois que,
sempre que>.
a) Convocados que fomos, dirigimo-nos à sala do diretor.
Oração subordinada adverbial temporal: “Convocados que fomos”.
b) Sempre que lhe conto uma história, ela adormece.
Oração subordinada adverbial temporal: “Sempre que lhe conto uma história”.
6. Conjunção subordinativa final – O <que> tem este valor quando corresponde a
<para que, a fim de que>.
a) Ganharam o matagal para que ninguém os perturbasse.
Oração subordinada adverbial final: “para que ninguém os perturbasse”.
b) Enxergando-a sobre a árvore, fez sinal que descesse.
Oração subordinada adverbial final: “fez sinal que descesse”.
7. Conjunção subordinativa causal – O <que> tem este valor quando corresponde
a <porque, visto que, já que>.
a) Desconfiado que era, mandou instalar câmeras até nos banheiros da residência.
Oração subordinada adverbial causal: “Desconfiado que era”.
b) Já que todos exigiam, candidatou-se a prefeito.
Oração subordinada adverbial causal: “Já que todos exigiam”.
8. Conjunção subordinativa modal – O <que> tem este
valor quando corresponde a <sem que>.
a) Farás tudo com normalidade sem que desconfiem de ti.
Oração subordinada adverbial modal: “sem que desconfiem de ti”.
b) Sem que percebas, ela irá subtraindo as tuas energias.
Oração subordinada adverbial modal: “sem que percebas”.
Valor semântico de A
A persistirem os sintomas, o médico deve ser consultado. (condição)
O filho puxou ao pai. (conformidade, semelhança)
Nas férias passadas, viajamos a Roma. (destino)
A prova deve ser feita a caneta. (instrumento)
Valor semântico de COM
Com as enchentes, eles perderam tudo. (causa)
Amanhã sairei com amigos. (companhia)
Na final, o Bahia jogará com o Vitória. (oposição)
A idosa bateu no ladrão com a bengala. (instrumento)
A moça estava atrasada, caminhava com pressa. (modo)
Com certeza, iremos ao teatro no feriado. (afirmação)
No sistema capitalista, as pessoas somente sobrevivem com recursos. (condição)
Valor semântico de DE
Saí de casa. (origem)
Falaram de você. (assunto)
Veio de táxi. (meio)
A menina chorou de raiva. (causa)
Os siris andam de lado. (modo)
Voltemos de noite. (tempo)
Comprei um relógio de ouro. (matéria)
Aquele livro é de Marcelo. (posse)
Ontem, bebemos dois copos de vinho. (conteúdo)
Escondeu-se embaixo de uma mesa. (lugar)
Valor semântico de EM
Hoje à noite, estarei em casa. (lugar)
Formou-se em Direito. (especialidade)
O relógio é feito em ouro. (matéria)
Tenho que apresentar o tema em quinze minutos. (tempo)
Valor semântico de PARA
O bombeiro veio para socorrê-lo. (finalidade)
Viajou para a Itália. (destino)
Para João, o Flamengo é o melhor time. (conformidade)
É proibida a venda de bebidas para menores. (restrição)
Chegarei lá para as oito da noite. (tempo)
Valor semântico de preposição POR
Soube por telefone. (meio)
Sofreu muito por amor. (causa)
“Eu sei que vou te amar por toda a minha vida” (tempo)
Viajamos por diversas cidades. (lugar)
Fiz isso por te querer muito. (finalidade)
Comprei o livro por cem reais. (preço)
O Brasil foi colonizado por portugueses. (agente da passiva)
Cuidado para não levar gato por lebre. (troca)
Significado das Palavras: Exercícios Resolvidos
1) CESPE - 2011 - EBC
O segmento “Ao analisar" (L.7) poderia ser substituído por Quando
analisou, sem prejuízo para o sentido original e para a correção gramatical do
texto.
Certo Errado
2) CESPE - 2011 - TJ-ES
Acerca das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue os próximos itens.
No texto, o valor semântico do sintagma "uma vez corrigidas" (L.7) corresponde ao de ao corrigi-las.
Certo Errado
3) CESPE - 2010 - TRT
<Ora, se o campo se encontra mais perto do natural, pode ser associado à paz, à inocência, à virtude, a cidade, então, por
sua vez, seria a expressão de "barbárie" - e isso deriva do entrelaçamento de significados que podem ser atribuídos aos
qualificativos, ou seja, aos polos, a depender do sentido que se lhes atribui ou ao sentimento a eles associado, ou, ainda, ao
que está, momentaneamente, sendo entrevisto.>
Mantêm-se a correção gramatical e o sentido original do texto ao se substituir “podem ser atribuídos aos qualificativos”
por atribuem aos qualificativos.
Certo Errado
4) CESPE - 2012 - TJ-AC - Analista Judiciário
Os elementos “bem vital” (L.4), “líquido precioso” (L.6) e “recurso” (L.10) referem-se a “água” (L.1).
Certo Errado
5) CESPE - 2006 - ANCINE
<O acesso equitativo a uma rica e diversificada gama de expressões culturais provenientes de todo o mundo e o acesso das
culturas aos meios de expressão e de difusão constituem importantes elementos para a valorização da diversidade cultural
e o incentivo ao entendimento mútuo.>
Com referência ao texto acima, julgue os itens a seguir.
A substituição de “equitativo” por equânime mantém a correção gramatical e as idéias originais do período.
Certo Errado
6) CESPE - 2005 - Instituto Rio Branco
Com base no texto acima, julgue os itens subseqüentes.
A expressão coloquial “em pé de igualdade” (L.10) significa o mesmo que regidas por equidade.
Certo Errado
7) CESPE - 2011 - FUB
O vocábulo “confluência” (L.27) é sinônimo de convergência.
Certo Errado
8) CESPE - 2011 - Instituto Rio Branco
Pelo emprego da expressão “todo mundo” (l.14), pressupõe-se que, além do embaixador, outros amigos e colegas de
trabalho de Vinicius de Moraes, sem que se possa saber quantos, telefonaram-lhe do Brasil.
Certo Errado
9) CESPE - 2012 - PRF
Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
Conforme os sentidos do texto, a palavra “acintosamente” (L.5) está sendo empregada com o sentido
de atenuadamente.
Certo Errado
10) CESPE - 2011 - STM
A inserção do artigo definido plural os imediatamente antes da palavra “policiais” (L.6) não alteraria o sentido original do
período.
Certo Errado
11) CESPE - 2011 - BRB
<A crise financeira mundial desencadeada no último trimestre de 2008 e que se estendeu ao ano seguinte contribuiu, e
muito, para uma forte mudança no cenário econômico.>
O texto acima período poderia ser reescrito, sem prejuízo semântico ao texto e sem erro gramatical, da seguinte forma: A
ocorrência de uma crise financeira mundial nos últimos três meses do ano de 2008 e sua extensão ao longo de 2009
constituíram fator preponderante na transfiguração do panorama econômico então vigente.
Certo Errado
12) CESPE - 2011 - Correios
No texto, há correspondência de sentido entre
a) “comportamento canino” (L.4) e “vida de cachorro” (L.7).
b) “alegria” (L.4) e “contentamento” (L.8).
c) “constante” (L.4) e “desmesurado” (L.8).
d) “impertinência” (L.8) e “desventura” (L.10).
e) “diariamente” (L.3) e “24 horas por dia” (L.6).
13) CESPE - 2010 - TRT
<(...) não previu que o desenvolvimento capitalista chegasse à sua atual etapa de globalização e de capitais voláteis
especulativos que, sem controle, entram e saem de diferentes paíse, gerando instabilidade permanente nas economias
periféricas. (...).>
Preservam-se a correção gramatical e o sentido original do texto ao se substituir “sem controle” por aleatoriamente.
Certo Errado
14) CESPE - 2012 - ANCINE
Acerca das ideias, dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto, julgue os próximos itens.
No texto, o vocábulo “metamorfose” (L.11) tem o sentido de alteração de forma, referindo-se, portanto, a
características corporais.
Certo Errado
15) CESPE - 2010 - TRT
<(...) Logo descobrimos que a tecnologia, na verdade, nos trazia um número maior de atribuições e, em lugar das 8 horas,
passamos a trabalhar muito mais. (...) >
Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos gramaticais e semânticos do texto.
A expressão “em lugar” poderia ser substituída por em vez, sem prejuízo para o sentido e a clareza do texto.
Certo Errado
16) CESPE - 2012 - TC-DF
Julgue os itens subsequentes, relativos a aspectos gramaticais do texto.
A substituição das formas verbais “ordena” (L.13), “recomenda” (L.14), “deita” (L.14), “erige” (L.15) e “tilinta” (L.16)
por ordenou, recomendou, deitou, erigiu, e tilintou, respectivamente, não acarretaria prejuízo sintático nem
semântico ao texto.
Certo Errado
17) CESPE - 2008 - SERPRO
Preservam-se a correção gramatical do texto e as relações semânticas entre as expressões “sentido” (L.3) e “superfície
perceptual” (L.5), ao se retirar a preposição do termo “de onde” (L.7).
Certo Errado
18) CESPE - 2012 - TRE-RJ
Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue
os itens que se seguem.
A palavra “para” (L.9 e 13), nas suas duas ocorrências, expressa a noção de movimento, direção, destino.
Certo Errado
19) CESPE - 2011 - EBC
<Por princípio, todo o sistema de comunicação deveria ser público, uma vez que a sua missão é prestar um serviço
público.>
Com base no texto acima, julgue os itens a seguir.
Seria mantida a relação sintático-semântica entre as orações que compõem o terceiro período do texto ao se substituir
“uma vez que” por qualquer um dos termos a seguir: porque, porquanto, já que, visto que, conquanto.
Certo Errado
20) CESPE - 2012 - ANCINE
Acerca das ideias, dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto, julgue os próximos itens.
Na linha 2, a eliminação da preposição “com”, que se segue à forma verbal “rompendo”, cujo significado no contexto é o
de afastar; desfazer; eliminar, prejudicaria a correção gramatical do período em que se encontra.
Certo Errado
21) CESPE - 2011 - STM
Entre as orações que compõem o período “não é preciso trabalhar com esses temas, ou sequer saber que existem” (L.14-
15) estabelece-se uma relação sintático-semântica de alternância.
Certo Errado
22) CESPE - 2011 - FUB
<Há gente no Brasil interessada em importar dos Estados Unidos da América (EUA) o Teach for America.>
No texto acima, a preposição de, contida em “dos”, expressa ideia de procedência.
Certo Errado
23) CESPE - 2008 - SERPRO
Declaração sobre o uso do progresso científico e tecnológico no interesse da paz e em benefício da
humanidade
(...)
Proclama solenemente que:
Todos os Estados promoverão a cooperação internacional com o objetivo de garantir que os resultados do progresso
científico e tecnológico sejam usados para o fortalecimento da paz e da segurança internacionais, a liberdade e a
independência,assim como para atingir o desenvolvimento econômico e social dos povos e tornar efetivos os direitos e
liberdades humanas de acordo com a Carta das Nações Unidas.
(...)
Por causa das ocorrências da conjunção "e" no mesmo período sintático, o conectivo "assim como" tem a dupla função de
marcar a relação de adição entre as orações e deixar clara a hierarquia das relações semânticas.
Certo Errado
24) CESPE - 2011 - EBC
Com relação ao texto acima, julgue os itens a seguir.
O efeito coesivo causado pelo emprego de ‘mas’ (l.9) depende da recuperação semântica de “escrita colaborativa” (l.8)
como referente do sujeito implícito de ‘Pode parecer uma difícil realidade agora’ (l.9).
Certo Errado
25) CESPE - 2011 - EBC
Sem prejuízo para a correção gramatical do texto e o seu sentido original, feitas as necessárias adaptações na pontuação e
no emprego de maiúscula e minúscula, os dois últimos períodos do primeiro parágrafo do texto poderiam ser unidos
mediante o emprego da conjunção mas entre eles.
Certo Errado
26) CESPE - 2011 - Correios
No processo de formação dos vocábulos “integração”, “impulsiona”, “indefectivelmente” e “imprudências”, identifica-se o
prefixo in-, que neles expressa a noção de mudança de estado.
Certo Errado
27) CESPE - 2011 - Correios
Considerando palavras do texto, julgue os itens seguintes, com relação à estrutura e formação de palavras da língua
portuguesa.
Têm sentidos semelhantes o prefixo dos vocábulos “internacionalizados” (L.8) e “intertemporais” (L.19) e a preposição
“entre” (L.25).
Certo Errado
28) CESPE - 2011 - Correios
<Os textos não escondem o seu caráter de compromisso, diante das desavenças entre os representates dos emergentes e
dos desenvolvidos.>
Considerando palavras do texto, julgue os itens seguintes, com relação à estrutura e formação de palavras da língua
portuguesa.
O sufixo identificado na formação dos vocábulos “representantes” e “emergentes” expressa a noção de paciente das ações
de representar e emergir,respectivamente.
Certo Errado
29) CESPE - 2011 - Correios
Considerando palavras do texto, julgue os itens seguintes, com relação à estrutura e formação de palavras da língua
portuguesa.
Os vocábulos “responsabilidade”, “alternância”, “sucessão” e “efetividade” são exemplos de substantivos derivados de
verbos abstratos e indicam resultado de ação.
Certo Errado
30) CESPE - 2011 - CBM-ES
Os vocábulos “Repartição”, “reproduzidos” e “recebiam” são formados por prefixação.
Certo Errado
31) CESPE - 2011 - Correios
A palavra “trem-bala” é composta por justaposição, tal qual o vocábulo:
a) governança.
b) ilimitado.
c) passatempo.
d) superprodução.
e) faturamento.
Certo Errado
32) CESPE - 2005 - Instituto Rio Branco
A composição por justaposição, como processo de formação de palavras, tem como exemplos: “neoliberal”,
“multinacionais”, “terratenentes” e “terrapotentes”.
Certo Errado
33) CESPE - 2009 - Instituto Rio Branco
Vocábulos como “blogs, fotologs, videologs” (L.12) são exemplos de como a variedade de morfemas da língua portuguesa
é usada para formar novas unidades significativas, construídas a partir de unidades já existentes.
Certo Errado
GABARITO
1) CERTO
"Ao analisar" incita a idéia de temporalidade; refere-se a um momento determinado, sentido mantido pela espressão
quando analisou, restando, desta forma, correta a alternativa.
2) ERRADO
"uma vez" que = se corrigidas (idéia de condição)
ao corrigí-las = quando são corrigidas (idéia de tempo)
3) ERRADO
O sentido original do texto é alterado.
e isso deriva do entrelaçamento de significados que podem ser atribuídos aos qualificativos
(possibilidade)
e isso deriva do entrelaçamento de significados que atribuem aos qualificativos (certeza)
4) CERTO
5) CERTO
6) CERTO.
"em pé de igualdade" tem o sentido de "equivalente". Então, "regidas por equidade" teria o mesmo significado da
expressão do texto, sem prejuízo do entendimento do mesmo.
7) CERTO
A definição de Confluir é :
1 - Contribuir para aumentar uma corrente
2 - Correr para o mesmo ponto
3 - Convergir
8) ERRADO
Na verdade, subentende-se do texto que além do embaixador, outros amigos e colegas de trabalho de Vinicius de Moraes,
sem que se possa saber quantos, falaram com ele ao telefone.
9) ERRADO
Acintosamente: Propositalmente; de caso pensado.
Atenuadamente: Diminuído; enfraquecido.
10) ERRADA
Policiais apreenderam (quais policiais?)
Policiais da delegacia antipirataria apreenderam (alguns policiais, policiais que pertencem a ...)
Os policiais da delegacia antipirataria apreenderam (todos os policiais)
11) CERTO
12) b)
a) “comportamento canino” (Alegre e brincalhão) (L.4) e “vida de cachorro” (Vida de cão, vida difícil) (L.7). ERRADO.
b) “alegria” (L.4) e “contentamento” (L.8). CORRETO, pois é correspondente.
c) “constante” (invariável, estável) (L.4) e “desmesurado” (Colossal, enorme) (L.8).ERRADO.
d) “impertinência” (Insolência) (L.8) e “desventura” (Infortúnio) (L.10). ERRADO.
e) “diariamente” (Todos os dias da semana ou mês) (L.3) e “24 horas por dia” (Todas as horas do dia) (L.6). ERRADO.
13) ERRADO
O termo 'aleatoriamente' temo sentido de que os capitais entram e saem sem uma lógica, como se fosse uma questão de
sorte, deste modo, o sentido do texto é modificado.
14) ERRADO
A metamorfose aqui não se refere ao corpo humano estruturado fisicamente, mas sim ao ser da pessoa, ao modo de
pensar, sua experiência com o passar do tempo.
15) CERTOA expressão "em lugar" é equivalente a "em vez".
16) ERRADO
Os verbos ordenou, recomendou, deitou, erigiu, e tilintou estão conjugados na terceira pessoa do singular, no
pretérito perfeito do indicativo, indicando passado concluído, mudando completamente o sentido da frase. Além disso,
observe que:
Texto original:
Ordena (presente do indicativo) – compre (imperativo afirmativo)
Recomenda (presente do indicativo) – seja, deita, erige e tilinta (imperativo afirmativo)
Caso mude ordena por ordenou e recomenda por recomendou, pela correlação verbal, teria que ficar assim:
Texto alterado:
Ordenou (pretérito perfeito do indicativo) – comprasse (pretérito imperfeito do subjuntivo)
Recomendou (pretérito perfeito do indicativo) – fosse, deitasse, erigisse, tilintasse(pretérito imperfeito do subjuntivo).
17) CERTO
As relações semânticas são preservadas, pois com ou sem a preposição a idéia é a mesma.
Com relação a gramática, a preposição não é obrigatória, pois "de onde" não é objeto indireto, mas complemento verbal
(adjunto adverbial de lugar).
18) ERRADO
Na 1° ocorrência (l. 9) = finalidade
Na 2° ocorrência (l. 13) = destino.
19) ERRADA
As conjunções: 'uma vez que', 'porque', 'porquanto', 'já que', 'visto que', transmitiriam o sentido de causa. São Conjunções
Subordinadas Causais. Entretanto, 'conquanto' transmite o sentido de uma ressalva, conceção em relação à oração
princiapal. É uma Conjunção Subordinada Concessiva.
20) ERRADO
Como o próprio enunciado diz: romper está no sentido de afastar, desfazer, eliminar. Estes verbos são verbos transitivos
diretos - não necessitam de preposição. A preposição 'com' é estilística, podendo ser suprimida do contexto sem prejuízo
gramatical.
21) ERRADO
Quando o trecho diz "...ou sequer saber que existem" transmite uma ideia de adição. Percebam que a noção que é
transmitida é de que não é preciso "trabalhar com esses temas" e também não é preciso "saber que existem". Ou seja,
não é preciso aquilo E NEM isso. Tem-se, portanto, uma ideia de adição.
22) CERTO
Ideia de procedência significa ideia de origem, ou seja, o termo "importar dos Estados Unidos...", dá a ideia de importar
de algum lugar, de alguma origem.
23) CERTO
No primeiro conjunto de orações temos objetivos imediatos da cooperação internacional, objetivos aos quais os Estados
devem buscar atingir de forma mais urgente. Após o "assim como" (que nos dá uma idéia de "bem como", "e também") o
objetivo, apesar de importante, é mais amplo, figurando em um segundo plano de concretização de objetivos.
24) CERTO
A escrita colaborativa (sujeito implícito) de "Pode parecer uma difícil realidade agora..."
"...mas (conjunção adversativa referente à 'escrita colaborativa'), na Idade Média, os monges escreviam em conjunto os
livros para a posteridade".
25) ERRADO
No trecho há uma ideia de explicação, não de oposição. Consequentemente, teria que ser unida por
uma conjunção explicativa, vejamos:
Não eram jornalismo, porque eram manifestações oficiais de uma instituição política.Elas eram discurso oficial - e
discurso oficial é o oposto de jornalismo.
Percebam que a parte amarela é uma explicação da vermelha, então ficaria correta se fosse substituida da seguinte
forma, com as adaptações:
Não eram jornalismo, porque eram manifestações oficiais de uma instituição política,visto que elas eram discurso
oficial - e discurso oficial é o oposto de jornalismo.
O "mas" poderia configurar sentido de adição, uma vez que a questão não se restrigiu ao sentido adversativo. Então
devemos investigar a possibilidade d sua colocação tanto no sentido adversativo como no sentido aditivo. No caso, em
ambos não se faz possível.
26) ERRADO
Algumas palavras não existem sem o prefixo de negação. É o mesmo caso da palavraindefectivelmente.
Por isso o item esta errado, não podemos afirmar que em todos é mudança de estado.
27) CERTO
Internacional significa "entre nações".
Intertemporais significa "entre tempos".
28) ERRADO
Ao contrário do que é afirmado na questão, o sufixo usado nas palavras em questão denota um sentido de agente da ação.
29) ERRADO
Primeirmente, não existem "verbos abstratos". Os substantivos abstratos derivam de verbo e não o contrário. Em
segundo lugar, o sufixo “-dade” é acrescido a adjetivos para formar substantivos que expressam a idéia de estado,
situação ou quantidade, não indicam resultado de ação. ex: "responsabilidade" - “efetividade”
30) ERRADO
Re - patir (tem prefixo)
Re - produzir (tem prefixo)
Receber (não é formado por prefixo)
31) c)
Composição por justaposição:
Na união, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura.
Por exemplo: ao se unirem os radicais ponta e pé, obtém-se a palavra pontapé. O mesmo ocorre com passatempo.
32) CERTO
1. Composição por justaposição: os elementos de uma palavra composta estão justapostos, conservando cada qual
sua integridade: Ex: segunda-feira; chapéu-de-sol; passatempo.
Observe que "neo" e "multi" são considerados pseudoprefixos, ou seja, radicais que parecem prefixos. Como são
radicais, não há composição por prefixação. Junção de palavras ou radicais é composição, e como não sofreram alteração
fonética ou gráfica, é uma justaposição.
Alguns outros pseudoprefixos são: pseudo, retro, semi, tele, micro, uni, mono, tri, pluri.
33) ERRADO
São neologismos.
/ C0056/
MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS
1. ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL
O que é Redação Oficial
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder
Público redige atos normativos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de
vista do Poder Executivo.
A redação oficial deve caracterizar-se pelaimpessoalidade, uso do padrão
culto de linguagem,clareza, concisão, formalidade e uniformidade.
Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo
37: "A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios
de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)". Sendo
a publicidade e aimpessoalidade princípios fundamentais de toda administração
pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e
comunicações oficiais.
Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de
forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência do
sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio
Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos
cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.
Além de atender à disposição constitucional, a forma dos atos normativos
obedece a certa tradição. Há normas para sua elaboração que remontam ao período
de nossa história imperial, como, por exemplo, a obrigatoriedade – estabelecida por
decreto imperial de 10 de dezembro de 1822 – de que se aponha, ao final desses
atos, o número de anos transcorridos desde a Independência. Essa prática foi mantida
no período republicano.
Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso
de linguagem formal) aplicam-se às comunicações oficiais: elas devem sempre
permitir uma única interpretação e ser estritamente impessoais e uniformes, o que
exige o uso de certo nível de linguagem.
Nesse quadro, fica claro também que as comunicações oficiais são
necessariamente uniformes, pois há sempre um único comunicador (o Serviço
Público) e o receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso
de expedientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou
instituições tratados de forma homogênea (o público).
Outros procedimentos rotineiros na redação de comunicações oficiais foram
incorporados ao longo do tempo, como as formas de tratamento e de cortesia, certos
clichês de redação, a estrutura dos expedientes, etc. Mencione-se, por exemplo, a
fixação dos fechos para comunicações oficiais, regulados pela Portaria no 1 do
Ministro de Estado da Justiça, de 8 de julho de 1937, que, após mais de meio século
de vigência, foi revogado pelo Decreto que aprovou a primeira edição deste Manual.
Acrescente-se, por fim, que a identificação que se buscou fazer das
características específicas da forma oficial de redigirnão deve ensejar o entendimento
de que se proponha a criação – ou se aceite a existência – de uma forma específica
de linguagem administrativa, o que coloquialmente e pejorativamente se
chama burocratês. Este é antes uma distorção do que deve ser a redação oficial, e
se caracteriza pelo abuso de expressões e clichês do jargão burocrático e de formas
arcaicas de construção de frases.
A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à evolução da
língua. É que sua finalidade básica – comunicar com impessoalidade e máxima
clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa
daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular, etc.
Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial, passemos à
análise pormenorizada de cada uma delas.
A Impessoalidade
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que
haja comunicação, são necessários: a) alguém que comunique, b) algo a ser
comunicado, e c) alguém que receba essa comunicação. No caso da redação oficial,
quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério, Secretaria,
Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto
relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatário dessa comunicação ou
é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou
dos outros Poderes da União.
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos
que constam das comunicações oficiais decorre:
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate,
por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de determinada Seção, é
sempre em nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Obtém-se, assim,
uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em
diferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade;
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas
possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre concebido como público,
ou a outro órgão público. Nos dois casos, temos um destinatário concebido de forma
homogênea e impessoal;
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático
das comunicações oficiais se restringe a questões que dizem respeito ao interesse
público, é natural que não cabe qualquer tom particular ou pessoal.
Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as
que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de
jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta da
interferência da individualidade que a elabora.
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para
elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a
necessária impessoalidade.
A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais
A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e
expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público desses atos e
comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como
atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou
regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em sua
elaboração forempregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os
expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e
objetividade.
As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser
compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há
que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há
dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria,
os regionalismos vocabularesou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada.
Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a língua falada e a
escrita. Aquela é extremamente dinâmica, reflete de forma imediata qualquer
alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros elementos que
auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc., para mencionar
apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita
incorpora mais lentamente as transformações, tem maior vocação para a
permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar.
A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o
uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de
determinado padrão de linguagem que incorpore expressões extremamente pessoais
ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do
vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que
atende ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos.
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráterimpessoal, por sua
finalidade de informar com o máximo declareza e concisão, eles requerem o uso
do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que a)
se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum
ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do
uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das
diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares,
das idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida
compreensão por todos os cidadãos.
Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão,
desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso
do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos
sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária.
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um "padrão oficial de
linguagem"; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É
claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será
obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica,
necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem
burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá
sempre sua compreensão limitada.
A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam,
sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e
mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil entendimento por
quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitálos
em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em
expedientes dirigidos aos cidadãos.
Formalidade e Padronização
As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a
certas regras de forma: além das já mencionadas exigências de impessoalidade e
uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de
tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste
ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível (v. a esse
respeito 2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento); mais do que isso,
aformalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto
do qual cuida a comunicação.
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à
necessária uniformidade das comunicações. Ora, se aadministração federal é una, é
natural que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O
estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente
para todas as características da redação oficial e que se cuide, ainda, da
apresentação dos textos.
A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a
correta diagramação do texto são indispensáveis para a padronização.
Concisão e Clareza
A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial.
Conciso é o texto que conseguetransmitir um máximo de informações com um
mínimo de palavras. Para que se redija com essa qualidade, é fundamental que se
tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o necessário tempo
para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se
percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de idéias.
O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princípio de economia
linguística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras para
informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como economia de
pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de
reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras
inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já foi dito.
Procure perceber certa hierarquia de idéias que existe em todo texto de alguma
complexidade: idéias fundamentais e idéias secundárias. Estas últimas podem
esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas existem também
idéias secundárias que não acrescentam informação alguma ao texto, nem têm maior
relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas.
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial, conforme já
sublinhado na introdução deste capítulo. Pode-se definir como claro aquele texto que
possibilitaimediata compreensão pelo leitor. No entanto a clareza não é algo que se
atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação
oficial. Para ela concorrem:
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia
decorrer de um tratamento personalista dado ao texto;
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, deentendimento geral e
por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão;
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível
uniformidade dos textos;
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada
lhe acrescentam.
É pela correta observação dessas características que se redige com clareza.
Contribuirá, ainda, a indispensável releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em
textos oficiais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém principalmente da
falta da releitura que torna possível sua correção.
Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil
compreensão por seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser desconhecido
por terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos assuntos em decorrência de
nossa experiência profissional muitas vezes faz com que os tomemos como de
conhecimento geral, o que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça,
precise os termos técnicos, o significado das siglas e abreviações e os conceitos
específicos que não possam ser dispensados.
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são
elaboradas certas comunicações quase sempre compromete sua clareza. Não se
deve proceder à redação de um texto que não seja seguida por sua revisão. "Não há
assuntos urgentes, há assuntos atrasados", diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso,
com sua indesejável repercussão no redigir.
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS
2. Introdução
A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos
explicitados no Capítulo I, Aspectos Gerais da Redação Oficial. Além disso, há
características específicas de cada tipo de expediente, que serão tratadas em detalhe
neste capítulo. Antes de passarmos à sua análise, vejamos outros aspectos comuns a
quase todas as modalidades de comunicação oficial: o emprego dos pronomes de
tratamento, a forma dos fechos e a identificação do signatário.
2.1. Pronomes de Tratamento
2.1.1. Breve História dos Pronomes de Tratamento
O uso de pronomes e locuções pronominais de tratamento tem larga tradição na
língua portuguesa. De acordo com Said Ali, após serem incorporados ao português os
pronomes latinos tue vos, "como tratamento direto da pessoa ou pessoas a quem se
dirigia a palavra", passou-se a empregar, como expediente lingüístico de distinção e
de respeito, a segunda pessoa do plural no tratamento de pessoas de hierarquia
superior. Prossegue o autor:
"Outro modo de tratamento indireto consistiu em fingir que se dirigia a palavra a um
atributo ou qualidade eminente da pessoa de categoria superior, e não a ela própria.
Assim aproximavam-se os vassalos de seu rei com o tratamento de vossa
mercê, vossa senhoria (...); assim usou-se o tratamento ducal de vossa excelência e
adotaram-se na hierarquia eclesiástica vossa reverência, vossa paternidade, vossa
eminência, vossa santidade."
A partir do final do século XVI, esse modo de tratamento indireto já estava em
voga também para os ocupantes de certos cargos públicos. Vossa mercê evoluiu
para vosmecê, e depois para o coloquial você. E o pronome vós, com o tempo, caiu
em desuso. É dessa tradição que provém o atual emprego de pronomes de
tratamento indireto como forma de dirigirmo-nos às autoridades civis, militares e
eclesiásticas.
2.1.2. Concordância com os Pronomes de Tratamento
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas
peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se
refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se
dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo
concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático:
"Vossa Senhoria nomeará o substituto"; "Vossa Excelênciaconhece o assunto".
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de
tratamento são sempre os da terceira pessoa:
"Vossa Senhoria nomeará seu substituto" (e não "Vossa ... vosso...").
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve
coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que
compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é "Vossa
Excelência está atarefado", "Vossa Senhoria deve estarsatisfeito"; se for mulher,
"Vossa Excelência está atarefada", "Vossa Senhoria deve estar satisfeita".
2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento
Como visto, o emprego destes obedece a secular tradição. São de uso
consagrado:
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
a) do Poder Executivo;
Presidente da República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado;
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores;
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza
especial;
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.
b) do Poder Legislativo:
Deputados Federais e Senadores;
Ministro do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores;
Membros de Tribunais;
Juízes;
d) outros: Auditores da Justiça Militar.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder
é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.
As demais autoridades serão tratadas com o vocativoSenhor, seguido do cargo
respectivo:
Senhor Senador,
Senhor Juiz,
Senhor Ministro,
Senhor Governador,
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades
tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma:
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70.064-900 – Brasília. DF
A Sua Excelência o Senhor
Senador Fulano de Tal
Senado Federal
70.165-900 – Brasília. DF
Senhor Ministro,
Submeto a Vossa Excelência projeto (...)
Em comunicações oficiais, ESTÁ ABOLIDO O USO DO
TRATAMENTO DIGNÍSSMO (DD), às autoridades arroladas na lista anterior. A
dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo
desnecessária sua repetida evocação.
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares.
O vocativo adequado e o endereçamento que deve constar no envolope são:
Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua ABC, no 123
70.123 – Curitiba. PR
Senhor Fulano de Tal,
Escrevo a Vossa Senhoria (...)
Como se depreende do exemplo acima, FICA DISPENSADO O EMPREGO DO
SUPERLATIVOILUSTRÍSSIMO para as autoridades que recebem o tratamento
de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de
tratamento Senhor.
Acrescente-se que DOUTOR NÃO É FORMA DE TRATAMENTO, e sim título
acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas
em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído
curso universitário de doutorado. É costume indevido designar por doutor os
bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos,
o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da
tradição, em comunicações dirigidas areitores de universidade. Corresponde-lhe o
vocativo:
Magnífico Reitor,
Agradeço a Vossa Magnificência por (...)
Os pronomes de tratamento e vocativos para religiosos, de acordo com a
hierarquia eclesiástica, são:
Em comunicações dirigidas ao Papa:
Santíssimo Padre,
Rogo a Vossa Santidade que (...)
Em comunicações aos Cardeais:
Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,
Rogo a Vossa Eminência ( Reverendíssima ) que (...)
Em comunicações a Arcebispos e Bispos:
Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Arcebispo / Bispo,
Rogo a Vossa Excelência Reverendíssima que (...)
Em comunicações a Monsenhores, Côneco e superiores religiosos:
Reverendíssimo Senhor Monsenhor / Cônego / Superior religioso
Rogo a Vossa ( Senhoria ) Reverendíssima que (...)
Em comunicações a Sarcedotes, Clérigos e Demais religiosos:
Reverendo Sarcedote / Clérigo / Demais religiosos,
Rogo a Vossa Reverência que (...)
2.2. Fechos para Comunicações
O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar
o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo
utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministério da Justiça, de 1937, que
estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual
estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades
de comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:
Atenciosamente,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades
estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados
no Manual de Redação doMinistério das Relações Exteriores.
2.3. Identificação do Signatário
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as
demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as
expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a
seguinte:
(espaço para assinatura)
Nome
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
(espaço para assinatura)
Nome
Ministro de Estado da Justiça
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página
isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior
ao fecho.
3. O Padrão Ofício
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que
pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se
adotar uma diagramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício. As
peculiaridades de cada um serão tratadas adiante; por ora busquemos as suas
semelhanças.
3.1. Partes do documento no Padrão Ofício
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes:
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgãoque o expede. Ex::
Mem. 123/2013-MF
Aviso 123/2013-SG
Of. 123/2013-MME
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita. Ex:
Brasília, 15 de março de 1991.
c) assunto: resumo do teor do documento. Ex:
Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No
caso do ofício deve ser incluídotambém o endereço.
e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o
expediente deve conter a seguinte estrutura:
– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é
apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas: "Tenho a
honra de", "Tenho o prazer de", "Cumpre-me informar que", empregue a forma direta;
– desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de
uma idéia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que
confere maior clareza à exposição;
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição
recomendada sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, excetonos casos em que estes
estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos.
Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentosa estrutura é a
seguinte:
– introdução:
Se [remessa do documento foi solicitada] então
iniciar com referência ao expediente que solicitou;
"Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia do
Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral de Administração, que
trata da requisição do servidor Fulano de Tal."
Caso contrário
iniciar informando que o motivo da comunicação
éencaminhar documento, indicando a seguir os dados do documento encaminhado
(tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está
sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
"Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 12, de
1o de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a
respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste."
– desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a
respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos
de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em
aviso ou ofício de mero encaminhamento.
f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações);
g) assinatura do autor da comunicação; e
h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do Signatário).
3.2. Forma de diagramação
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma de
apresentação:
a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em
geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé;
b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-á utilizar as
fontes Symbol e Wingdings;
c) é obrigatória constar a partir da segunda página o número da página;
d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos em ambas as
faces do papel. Neste caso, as margens esquerda e direta terão as distâncias
invertidas nas páginas pares ("margem espelho");
e) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0 cm de
largura;
f) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem
esquerda;
g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;
h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após
cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma
linha em branco;
i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas,
sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete
a elegância e a sobriedade do documento;
j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A
impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos e ilustrações;
l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel
de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm;
m) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Text nos
documentos de texto;
n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de
texto preservado para consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos
análogos;
o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da
seguinte maneira:
tipo do documento + número do documento + palavras-chaves do conteúdo
Ex.: "Of. 123 - relatório produtividade ano 2002"
3.3. Aviso e Ofício
3.3.1. Definição e Finalidade
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A
única diferença entre eles é que oaviso é expedido exclusivamente por Ministros de
Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que
o ofícioé expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o
tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no
caso do ofício, também com particulares.
3.3.2. Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, com
acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento),
seguido de vírgula.
Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Senhora Ministra
Senhor Chefe de Gabinete
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações
do remetente:
– nome do órgão ou setor;
– endereço postal;
– telefone e e-mail.
OBS: Estas informações estão ausentes no memorando pois trata-se de comunicação
interna, destinatário e remetente possuem o mesmo endereço. No caso do aviso é de
um Ministério para outro Ministério, também não precisa especificar o endereço.
O ofício é enviado para outras instituições, logo, faz-se necessário as informações do
remetente e o endereço do destinatário para que o ofício possa ser entregue e o
remetente possa receber resposta.
Exemplo de Ofício
(297 x 210mm)
Exemplo de Aviso
3.4. Memorando
3.4.1. Definição e Finalidade
O memorando é a modalidade de comunicação entreunidades administrativas de
um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível
diferente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna.
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição
de projetos, idéias, diretrizes, etc. a serem adotados por determinado setor do serviço
público.
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em
qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos
burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações,
osdespachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de
falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma
espécie de processo simplificado, assegurando maior transparência à tomada de
decisões, e permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no
memorando.
3.4.2. Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a
diferença de que o seu destinatáriodeve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Ex:
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
Exemplo de Memorando
(297 x 210mm)
4. Exposição de Motivos
4.1. Definição e Finalidade
Exposição de motivos é o expediente dirigido aoPresidente da República ou
ao Vice-Presidente para:
a) informá-lo de determinado assunto;
b) propor alguma medida; ou
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um
Ministro de Estado.
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição
de motivos deverá ser assinada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa
razão, chamada de interministerial.
4.2. Forma e Estrutura
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão
ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo que acompanha a exposição de motivos que
proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normativo, segue o modelo
descrito adiante.
A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas
formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter
exclusivamente informativo e outra para a
queproponha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que
simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presidente da República, sua
estrutura segue o modelo antes referido para opadrão ofício.
Exemplo de Exposição de Motivos de caráter informativo
(297 x 210mm)
Já a exposição de motivos que submeta à consideração do Presidente da
República a sugestão de alguma medida a ser adotada ou a que lhe apresente projeto
de ato normativo – embora sigam também a estrutura do padrão ofício –, além de
outros comentários julgados pertinentes por seu autor, devem, obrigatoriamente,
apontar:
a) na introdução: o problema que está a reclamar a adoção da medida ou do ato
normativo proposto;
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou aquele ato normativo o
ideal para se solucionar o problema, e eventuais alternativas existentes para
equacioná-lo;
c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, ou qual ato normativo
deve ser editado para solucionar o problema.
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição de motivos,
devidamente preenchido, de acordo com o seguinte modelo previsto no Anexo II do
Decreto no 4.176, de 28 de março de 2002.
Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do Ministério ou órgão
equivalente) no YYY, de (dia) de (mês) de 20XX.
1. Síntese do problema ou da situação que reclama providências
2. Soluções e providências contidas no ato normativo ou na medida proposta
3. Alternativas existentes às medidas propostas
Mencionar:
se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
outras possibilidades de resolução do problema.
4. Custos
Mencionar:
se a despesa decorrente da medida está prevista na lei orçamentária anual; se não, quais as alternativas para
custeá-la;
se é o caso de solicitar-se abertura de crédito extraordinário, especial ou suplementar;
valor a ser despendido em moeda corrente;
5. Razões que justificam a urgência (a ser preenchido somente se o ato proposto for
medida provisória ou projeto de lei que deva tramitar em regime de urgência)
Mencionar:
se a despesa decorrente da medida está prevista na lei orçamentária anual; se não, quais as alternativas para
custeá-la;
se é o caso de solicitar-se abertura de crédito extraordinário, especial ou suplementar;
valor a ser despendido em moeda corrente;
6. Impacto sobre o meio ambiente (sempre que o ato ou medida proposta possa vir a
tê-lo)
7. Alterações propostas
Texto atual Texto proposto
8. Síntese do parecer do órgão jurídico
A falta ou insuficiência das informações prestadas pode acarretar, a critério da
Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, a devolução do projeto de ato
normativo para que se complete o exame ou se reformule a proposta.
O preenchimento obrigatório do anexo para as exposições de motivos que
proponham a adoção de alguma medida ou a edição de ato normativo tem como
finalidade:
a) permitir a adequada reflexão sobre o problema que se busca resolver;
b) ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do problema e dos
efeitos que pode ter a adoção da medida ou a edição do ato, em consonância com as
questões que devem ser analisadas na elaboração de proposições normativas no
âmbito do Poder Executivo (v. 10.4.3.).
c) conferir perfeita transparência aos atos propostos.
Dessa forma, ao atender às questões que devem ser analisadas na elaboração
de atos normativos no âmbito do Poder Executivo, o texto da exposição de motivos e
seu anexo complementam-se e formam um todo coeso: no anexo, encontramos uma
avaliação profunda e direta de toda a situação que está a reclamar a adoção de certa
providência ou a edição de um ato normativo; o problema a ser enfrentado e suas
causas; a solução que se propõe, seus efeitos e seus custos; e as alternativas
existentes. O texto da exposição de motivos fica, assim, reservado à demonstração da
necessidade da providência proposta: por que deve ser adotada e como resolverá o
problema.
Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal (nomeação, promoção,
ascensão, transferência, readaptação, reversão, aproveitamento, reintegração,
recondução, remoção, exoneração, demissão, dispensa, disponibilidade,
aposentadoria), não é necessário o encaminhamento do formulário de anexo à
exposição de motivos.
Ressalte-se que:
– a síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico não dispensa o
encaminhamento do parecer completo;
– o tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos pode ser alterado de
acordo com a maior ou menor extensão dos comentários a serem ali incluídos.
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que a atenção aos
requisitos básicos da redação oficial (clareza, concisão, impessoalidade, formalidade,
padronização e uso do padrão culto de linguagem) deve ser redobrada. A exposição
de motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida ao Presidente da
República pelos Ministros. Além disso, pode, em certos casos, ser encaminhada cópia
ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário ou, ainda, ser publicada no Diário
Oficial da União, no todo ou em parte.
5. Mensagem
5.1. Definição e Finalidade
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos,
notadamente as mensagensenviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder
Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública; expor oplano de
governo por ocasião da abertura de sessão legislativa;submeter ao Congresso
Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto;
enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes
públicos e da Nação.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência da
República, a cujas assessorias caberá a redação final.
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as
seguintes finalidades:
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou financeira.
Os projetos de lei ordinária ou complementar são enviados em regime normal
(Constituição, art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1o a 4o). Cabe lembrar
que o projeto pode ser encaminhado sob o regime normal e mais tarde ser objeto de
nova mensagem, com solicitação de urgência.
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do Congresso
Nacional, mas é encaminhada com aviso do Chefe da Casa Civil da Presidência da
República ao Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, para que tenha início
sua tramitação (Constituição, art. 64, caput).
Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem plano plurianual,
diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais), as mensagens de
encaminhamento dirigem-se aos Membros do Congresso Nacional, e os respectivos
avisos são endereçados ao Primeiro Secretário do Senado Federal. A razão é que o
art. 166 da Constituição impõe a deliberação congressual sobre as leis financeiras
em sessão conjunta, mais precisamente, "na forma do regimento comum". E à frente
da Mesa do Congresso Nacional está o Presidente do Senado Federal (Constituição,
art. 57, § 5o), que comanda as sessões conjuntas.
As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido no âmbito do
Poder Executivo, que abrange minucioso exame técnico, jurídico e econômicofinanceiro
das matérias objeto das proposições por elas encaminhadas.
Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos órgãos interessados no
assunto das proposições, entre eles o da Advocacia-Geral da União. Mas, na origem
das propostas, as análises necessárias constam da exposição de motivos do órgão
onde se geraram (v. 3.1. Exposição de Motivos) – exposição que acompanhará, por
cópia, a mensagem de encaminhamento ao Congresso.
b) encaminhamento de medida provisória.
Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presidente da
República encaminha mensagem ao Congresso, dirigida a seus membros, com aviso
para o Primeiro Secretário do Senado Federal, juntando cópia da medida provisória,
autenticada pela Coordenação de Documentação da Presidência da República.
c) indicação de autoridades.
As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de pessoas para
ocuparem determinados cargos (magistrados dos Tribunais Superiores, Ministros do
TCU, Presidentes e Diretores do Banco Central, Procurador-Geral da República,
Chefes de Missão Diplomática, etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52,
incisos III e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência privativa para
aprovar a indicação.
O curriculum vitae do indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem.
d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República
se ausentarem do País por mais de 15 dias.
Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, III, e 83), e a
autorização é da competência privativa do Congresso Nacional.
O Presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando a ausência é
por prazo inferior a 15 dias, faz uma comunicação a cada Casa do Congresso,
enviando-lhes mensagens idênticas.
e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de
concessão de emissoras de rádio e TV.
A obrigação de submeter tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta
no inciso XII do artigo 49 da Constituição. Somente produzirão efeitos legais a outorga
ou renovação da concessão após deliberação do Congresso Nacional (Constituição,
art. 223, § 3o). Descabe pedir na mensagem a urgência prevista no art. 64 da
Constituição, porquanto o § 1o do art. 223 já define o prazo da tramitação.
Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a mensagem o correspondente
processo administrativo.
f) encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior.
O Presidente da República tem o prazo de sessenta dias após a abertura da
sessão legislativa para enviar ao Congresso Nacional as contas referentes ao
exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da Comissão
Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1o), sob pena de a Câmara dos Deputados
realizar a tomada de contas (Constituição, art. 51, II), em procedimento disciplinado no
art. 215 do seu Regimento Interno.
g) mensagem de abertura da sessão legislativa.
Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País e
solicitação de providências que julgar necessárias (Constituição, art. 84, XI).
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidência da República.
Esta mensagem difere das demais porque vai encadernada e é distribuída a todos os
Congressistas em forma de livro.
.
h) comunicação de sanção (com restituição de autógrafos).
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Nacional, encaminhada por
Aviso ao Primeiro Secretário da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se
informa o número que tomou a lei e se restituem dois exemplares dos três autógrafos
recebidos, nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho de sanção.
i) comunicação de veto.
Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1o), a
mensagem informa sobre a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições
vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai publicado na íntegra no Diário Oficial da
União (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao contrário das demais mensagens, cuja
publicação se restringe à notícia do seu envio ao Poder Legislativo. (v. 19.6.Veto)
j) outras mensagens.
Também são remetidas ao Legislativo com regular freqüência mensagens com:
– encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos ou
compromissos gravosos (Constituição, art. 49, I);
– pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis às operações e
prestações interestaduais e de exportação (Constituição, art. 155, § 2o, IV);
– proposta de fixação de limites globais para omontante da
dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI);
– pedido de autorização para operações financeiras externas (Constituição, art.
52, V); e outros.
Entre as mensagens menos comuns estão as de:
– convocação extraordinária do Congresso Nacional(Constituição, art. 57, § 6o);
– pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geralda República (art. 52,
XI, e 128, § 2o);
– pedido de autorização para declarar guerra e decretarmobilização
nacional (Constituição, art. 84, XIX);
– pedido de autorização ou referendo para celebrar a paz(Constituição, art. 84,
XX);
– justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua prorrogação
(Constituição, art. 136, § 4o);
– pedido de autorização para decretar o estado de sítio(Constituição, art. 137);
– relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio ou de defesa
(Constituição, art. 141, parágrafo único);
– proposta de modificação de projetos de leis financeiras (Constituição, art. 166,
§ 5o);
– pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem despesas
correspondentes, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei
orçamentária anual (Constituição, art. 166, § 8o);
– pedido de autorização para alienar ou conceder terras públicas com área
superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, § 1o); etc.
5.2. Forma e Estrutura
As mensagens contêm:
a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmente, no início
da margem esquerda:
Mensagem no
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do
destinatário, horizontalmente, no início da margem esquerda;
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto,
e horizontalmente fazendo coincidir seu final com a margem direita.
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não
traz identificação de seu signatário.
Exemplo de Mensagem
(297 x 210mm)
6. Telegrama
6.1. Definição e Finalidade
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimentos
burocráticos, passa a receber o título de telegrama toda comunicação oficial expedida
por meio de telegrafia, telex, etc.
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públicos e
tecnologicamente superada, deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas
situações que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que a urgência
justifique sua utilização e, também em razão de seu custo elevado, esta forma de
comunicação deve pautar-se pelaconcisão (v. 1.4. Concisão e Clareza).
6.2. Forma e Estrutura
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos formulários
disponíveis nas agências dos Correios e em seu sítio na Internet.
7. Fax
7.1. Definição e Finalidade
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de
comunicação que está sendo menos usada devido ao desenvolvimento da Internet. É
utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o envio antecipado de
documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não há condições de envio
do documento por meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue
posteriormente pela via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não
com o próprio fax, cujo papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente.
7.2. Forma e Estrutura
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que lhes são
inerentes.
É conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de folha de rosto,
i. é., de pequeno formulário com os dados de identificação da mensagem a ser
enviada, conforme exemplo a seguir:
[Órgão Expedidor]
[setor do órgão expedidor]
[endereço do órgão expedidor]
Destinatário:____________________________________
No do fax de destino:_______________ Data:___/___/___
Remetente: ____________________________________
Tel. p/ contato:____________ Fax/correio eletrônico:____
No de páginas: ________No do documento:____________
Observações:___________________________________
______________________________________________________________________________
8. Correio Eletrônico
8.1 Definição e finalidade
O correio eletrônico ("e-mail"), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se
na principal forma de comunicação para transmissão de documentos.
8.2. Forma e Estrutura
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade.
Assim, não interessa definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar
o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial (v. 1.2 A Linguagem
dos Atos e Comunicações Oficiais).
O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem deve ser
preenchido de modo a facilitar a organização documental tanto do destinatário quanto
do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, preferencialmente, o
formato Rich Text. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer
informações mínimas sobre seu conteúdo.
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso
não seja disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de
recebimento.
8.3 Valor documental
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico
tenha valor documental, i. é, para que possa ser aceito como documento original, é
necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na
forma estabelecida em lei.
ELEMENTOS DE ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA
Introdução
Nesta seção aplicam-se os princípios da ortografia e de certos capítulos da
gramática à redação oficial. Em sua elaboração, levou-se em conta amplo
levantamento feito das dúvidas mais freqüentes com relação à ortografia, à sintaxe e à
semântica. Buscou-se, assim, dotar o Manual de uma parte eminentemente prática, à
qual se possa recorrer sempre que houver incerteza quanto à grafia de determinada
palavra, à melhor forma de estruturar uma frase, ou à adequada expressão a ser
utilizada.
As noções gramaticais apresentadas neste capítulo referem-se à gramática
formal, entendida como o conjunto de regras fixado a partir do padrão culto de
linguagem. Optou-se, assim, pelo emprego de certos conceitos da Gramática
dita tradicional (ou normativa). A aplicação de conceitos da Gramática gerativa
implicaria, forçosamente, em discussão de teoria lingüística, o que não parece
apropriado em um Manual que tem óbvia finalidade prática.
Sublinhemos, no entanto, que a Gramática tradicional, ou mesmo toda teoria
gramatical, são sempre secundárias em relação à gramática natural, ao saber intuitivo
que confere competência lingüística a todo falante nativo. Não há gramática que
esgote o repertório de possibilidades de uma língua, e raras são as que contemplam
as regularidades do idioma.
Saliente-se, por fim, que o mero conhecimento das regras gramaticais não é
suficiente para que se escreva bem. No entanto, o domínio da correção ortográfica, do
vocabulário e da maneira de estruturar as frases certamente contribui para uma
melhor redação. Tenha sempre presente que só se aprende ou se melhora a escrita
escrevendo.
SINTAXE
(do grego syntáxis ‘arranjo, disposição’)
É a parte da Gramática que estuda a palavra, não em si, mas em relação às
outras, que com ela se unem para exprimir o pensamento. É o capítulo mais
importante da Gramática, porque, ao disciplinar as relações entre as palavras,
contribui de modo fundamental para a clareza da exposição e para a ordenação do
pensamento.
É importante destacar que o conhecimento das regras gramaticais, sobretudo
neste capítulo da sintaxe, é condição necessária para a boa redação, mas não
constitui condição suficiente. A concisão, clareza, formalidade e precisão, elementos
essenciais da redação oficial, somente serão alcançadas mediante a prática da escrita
e a leitura de textos escritos em bom português.
Dominar bem o idioma, seja na forma falada, seja na forma escrita, não significa
apenas conhecer exceções gramaticais: é imprescindível, isso sim, conhecer em
profundidade as regularidades da língua. No entanto, como interessa aqui aplicar
princípios gramaticais à redação oficial, trataremos, forçosamente, das referidas
exceções e dos problemas sintáticos que com mais freqüência são encontrados nos
textos oficiais.
Veremos, a seguir, alguns pontos importantes da sintaxe, relativos à construção
de frases, concordância, regência, colocação pronominal e pontuação.
Problemas de Construção de Frases
A clareza e a concisão na forma escrita são alcançadas principalmente pela
construção adequada da frase, "a menor unidade autônoma da comunicação", na
definição de Celso Pedro Luft.
A função essencial da frase é desempenhada pelo predicado, que para Adriano
da Gama Kury pode ser entendido como "a enunciação pura de um fato
qualquer". Sempre que a frase possuir pelo menos um verbo, recebe o nome
de período, que terá tantas orações quantos forem os verbos não auxiliares que o
constituem.
Outra função relevante é a do sujeito – mas não indispensável, pois há orações
sem sujeito, ditas impessoais –, de quem se diz algo, cujo núcleo é sempre
um substantivo. Sempre que o verbo o exigir, teremos nas orações substantivos
(nomes ou pronomes) que desempenham a função de complementos (objetos direto e
indireto, predicativo e complemento adverbial). Função acessória desempenham os
adjuntos adverbiais, que vêm geralmente ao final da oração, mas que podem ser ou
intercalados aos elementos que desempenham as outras funções, ou deslocados para
o início da oração.
Temos, assim, a seguinte ordem de colocação dos elementos que compõem
uma oração (os parênteses indicam os elementos que podem não ocorrer):
(sujeito) - verbo - (complementos) - (adjunto adverbial).
Podem ser identificados seis padrões básicos para as orações pessoais (i. é,
com sujeito) na língua portuguesa (a função que vem entre parênteses é facultativa e
pode ocorrer em ordem diversa):
1. Sujeito - verbo intransitivo - (Adjunto Adverbial)
O Presidente - regressou - (ontem).
2. Sujeito - verbo transitivo direto - objeto direto - (adjunto adverbial)
O Chefe da Divisão - assinou - o termo de posse - (na manhã de terça-feira).
3. Sujeito - verbo transitivo indireto - objeto indireto - (adjunto adverbial).
O Brasil - precisa - de gente honesta - (em todos os setores).
4. Sujeito - verbo transitivo direto e indireto - obj. direto - obj. indireto - (adj. Adv.)
Os desempregados - entregaram - suas reivindicações - ao Deputado - (no
Congresso).
5. Sujeito - verbo transitivo indireto - complemento adverbial - (adjunto adverbial)
A reunião do Grupo de Trabalho - ocorrerá - em Buenos Aires - (na próxima
semana).
O Presidente - voltou - da Europa - (na sexta-feira)
6. Sujeito - verbo de ligação - predicativo - (adjunto adverbial)
O problema - será - resolvido - prontamente.
Esses seriam os padrões básicos para as orações, ou seja as frases que
possuem apenas um verbo conjugado. Na construção de períodos, as várias funções
podem ocorrer em ordem inversa à mencionada, misturando-se e confundindo-se.
Não interessa aqui análise exaustiva de todos os padrões existentes na língua
portuguesa. O que importa é fixar a ordem normal dos elementos nesses seis padrões
básicos. Acrescente-se que períodos mais complexos, compostos por duas ou mais
orações, em geral podem ser reduzidos aos padrões básicos (de que derivam).
Os problemas mais freqüentemente encontrados na construção de frases dizem
respeito à má pontuação, à ambigüidade da idéia expressa, à elaboração de falsos
paralelismos, erros de comparação, etc. Decorrem, em geral, do desconhecimento da
ordem das palavras na frase. Indicam-se, a seguir, alguns desses defeitos mais
comuns e recorrentes na construção de frases, registrados em documentos oficiais.
Sujeito
Como dito, o sujeito é o ser de quem se fala ou que executa a ação enunciada na
oração. Ele pode ter complemento, mas não ser complemento. Devem ser evitadas,
portanto, construções como:
Errado: É tempo do Congresso votar a emenda.
Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda.
Errado: Apesar das relações entre os países estarem cortadas, (...).
Certo: Apesar de as relações entre os países estarem cortadas, (...).
Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim.
Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim.
Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...).
Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...).
Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...).
Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo, (...).
Frases Fragmentadas
A fragmentação de frases "consiste em pontuar uma oração subordinada ou uma
simples locução como se fosse uma frase completa". Decorre da pontuação errada de
uma frase simples. Embora seja usada como recurso estilístico na literatura, a
fragmentação de frases devem ser evitada nos textos oficiais, pois muitas vezes
dificulta a compreensão. Ex.:
Errado: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional. Depois de ser
longamente debatido.
Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional, depois de ser
longamente debatido.
Certo: Depois de ser longamente debatido, o programa recebeu a aprovação do
Congresso Nacional.
Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da
República, que o aprovou. Consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto
legal.
Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da
República, que o aprovou, consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto
legal.
Erros de Paralelismo
Uma das convenções estabelecidas na linguagem escrita "consiste em
apresentar idéias similares numa forma gramatical idêntica" , o que se chama
de paralelismo. Assim, incorre-se em erro ao conferir forma não paralela a elementos
paralelos. Vejamos alguns exemplos:
Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministérios economizar energia e
que elaborassem planos de redução de despesas.
Nesta frase temos, nas duas orações subordinadas que completam o sentido da
principal, duas estruturas diferentes para idéias equivalentes: a primeira oração
(economizar energia) é reduzida de infinitivo, enquanto a segunda (que elaborassem
planos de redução de despesas) é uma oração desenvolvida introduzida pela
conjunção integrante que. Há mais de uma possibilidade de escrevê-la com clareza e
correção; uma seria a de apresentar as duas orações subordinadas como
desenvolvidas, introduzidas pela conjunção integrante que:
Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios que economizassem
energia e (que) elaborassem planos para redução de despesas.
Outra possibilidade: as duas orações são apresentadas como reduzidas de
infinitivo:
Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios economizar energia e
elaborar planos para redução de despesas.
Nas duas correções respeita-se a estrutura paralela na coordenação de orações
subordinadas.
Mais um exemplo de frase inaceitável na língua escrita culta:
Errado: No discurso de posse, mostrou determinação, não ser
inseguro, inteligência e ter ambição.
O problema aqui decorre de coordenar palavras (substantivos) com orações
(reduzidas de infinitivo).
Para tornar a frase clara e correta, pode-se optar ou por transformá-la em frase
simples, substituindo as orações reduzidas por substantivos:
Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, segurança, inteligência e
ambição.
Ou empregar a forma oracional reduzida uniformemente:
Certo: No discurso de posse, mostrou ser determinado e seguro, ter inteligência
e ambição.
Atentemos, ainda, para o problema inverso, o falso paralelismo, que ocorre ao se
dar forma paralela (equivalente) a idéias de hierarquia diferente ou, ainda, ao se
apresentar, de forma paralela, estruturas sintáticas distintas:
Errado: O Presidente visitou Paris, Bonn, Roma e o Papa.
Nesta frase, colocou-se em um mesmo nível cidades (Paris, Bonn, Roma) e uma
pessoa (o Papa). Uma possibilidade de correção é transformá-la em duas frases
simples, com o cuidado de não repetir o verbo da primeira (visitar):
Certo: O Presidente visitou Paris, Bonn e Roma. Nesta última capital, encontrouse
com o Papa.
Errado: O projeto tem mais de cem páginas e muita complexidade.
Aqui repete-se a equivalência gramatical indevida: estão em coordenação, no
mesmo nível sintático, o número de páginas do projeto (um dado objetivo,
quantificável) e uma avaliação sobre ele (subjetiva). Pode-se reescrever a frase de
duas formas: ou faz-se nova oração com o acréscimo do verbo ser, rompendo, assim,
o desajeitado paralelo:
Certo: O projeto tem mais de cem páginas e é muito complexo.
Ou se dá forma paralela harmoniosa transformando a primeira oração também
em uma avaliação subjetiva:
Certo: O projeto é muito extenso e complexo.
O emprego de expressões correlativas como não só ... mas (como) também;
tanto ... quanto (ou como); nem ... nem; ou ... ou; etc. costuma apresentar
problemas quando não se mantém o obrigatório paralelismo entre as estruturas
apresentadas.
Nos dois exemplos abaixo, rompe-se o paralelismo pela colocação do primeiro
termo da correlação fora de posição.
Errado: Ou Vossa Senhoria apresenta o projeto, ou uma alternativa.
Certo: Vossa Senhoria ou apresenta o projeto, ou propõe uma alternativa.
Errado: O interventor não só tem obrigação de apurar a fraude como também a
de punir os culpados.
Certo: O interventor tem obrigação não só de apurar a fraude, como também de
punir os culpados.
Mencionemos, por fim, o falso paralelismo provocado pelo uso inadequado da
expressão e que num período que não contém nenhum que anterior.
Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que tem sólida formação
acadêmica.
Para corrigir a frase, ou suprimimos o pronome relativo:
Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem sólida formação acadêmica.
Ou suprimimos a conjunção, que está a coordenar elementos díspares:
Certo: O novo procurador é jurista renomado, que tem sólida formação
acadêmica.
Outro exemplo de falso paralelismo com e que:
Errado: Neste momento, não se devem adotar medidas precipitadas, e que
comprometam o andamento de todo o programa.
Da mesma forma com que corrigimos o exemplo anterior aqui podemos ou
suprimir a conjunção:
Certo: Neste momento, não se devem adotar medidas precipitadas, que
comprometam o andamento de todo o programa.
Ou estabelecer forma paralela coordenando orações adjetivas, recorrendo ao
pronome relativo que e ao verbo ser:
Certo: Neste momento, não se devem adotar medidas que sejam precipitadas e
que comprometam o andamento de todo o programa.
Erros de Comparação
A omissão de certos termos ao fazermos uma comparação, omissão própria da
língua falada, deve ser evitada na língua escrita, pois compromete a clareza do texto:
nem sempre é possível identificar, pelo contexto, qual o termo omitido. A ausência
indevida de um termo pode impossibilitar o entendimento do sentido que se quer dar a
uma frase:
Errado: O salário de um professor é mais baixo do que um médico.
A omissão de termos provocou uma comparação indevida: "o salário de um
professor" com "um médico".
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o salário de um médico.
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o de um médico.
Errado: O alcance do Decreto é diferente da Portaria.
Novamente, a não repetição dos termos comparados confunde. Alternativas para
correção:
Certo: O alcance do Decreto é diferente do alcance da Portaria.
Certo: O alcance do Decreto é diferente do da Portaria.
Errado: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que os Ministérios
do Governo.
No exemplo acima, a omissão da palavra "outros" (ou "demais") acarretou
imprecisão:
Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que
os outros Ministérios do Governo.
Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que os
demais Ministérios do Governo.
Ambigüidade
Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em mais de um sentido.
Como a clareza é requisito básico de todo texto oficial (v. 1.4. Concisão e Clareza),
deve-se atentar para as construções que possam gerar equívocos de compreensão.
A ambigüidade decorre, em geral, da dificuldade de identificar-se a que palavra
se refere um pronome que possui mais de um antecedente na terceira pessoa. Pode
ocorrer com:
a) pronomes pessoais:
Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretariado que ele seria exonerado.
Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu secretariado.
Ou então, caso o entendimento seja outro:
Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exoneração deste.
b) pronomes possessivos e pronomes oblíquos:
Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da República, em seu discurso, e
solicitou sua intervenção no seu Estado, mas isso não o surpreendeu.
Observe-se a multiplicidade de ambigüidade no exemplo acima, as quais tornam
virtualmente inapreensível o sentido da frase.
Claro: Em seu discurso o Deputado saudou o Presidente da República. No
pronunciamento, solicitou a intervenção federal em seu Estado, o que não
surpreendeu o Presidente da República.
c) pronome relativo:
Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu costumava trabalhar.
Não fica claro se o pronome relativo da segunda oração se refere a mesa ou
a gabinete, essa ambigüidade se deve ao pronome relativo que, sem marca de
gênero. A solução é recorrer às formas o qual, a qual, os quais, as quais, que marcam
gênero e número.
Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu costumava trabalhar.
Se o entendimento é outro, então:
Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu costumava trabalhar.
Há, ainda, outro tipo de ambigüidade, que decorre da dúvida sobre a que se
refere a oração reduzida:
Ambíguo: Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o funcionário.
Para evitar o tipo de ambigüidade do exemplo acima, deve-se deixar claro qual o
sujeito da oração reduzida.
Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser este indisciplinado.
Ambíguo: Depois de examinar o paciente, uma senhora chamou o médico.
Claro: Depois que o médico examinou o paciente, foi chamado por uma senhora.
Redação Oficial Exercícios Resolvidos
1) CESPE - 2006 - MPE-TO
Com base nesse texto, julgue o próximo item.
Caso um chefe de departamento do serviço público resolvesse recomendar aos
funcionários o emprego da linguagem simples, sem floreios, o expediente de
comunicação oficial mais adequado e ágil para tal seria o parecer técnico
acompanhado da exposição de motivos.
Certo Errado
2) CESPE - 2012 - PC-AL
Os documentos do padrão ofício têm por finalidade exclusiva estabelecer
comunicação de temas oficiais de forma eminentemente interna a um órgão
público, primando pela agilidade e objetividade no trato de suas matérias.
Certo Errado
3) CESPE - 2012 - TJ-AC
Julgue os itens seguintes, acerca das correspondências oficiais.
O documento utilizado por ministro de Estado que desejar convidar outro
ministro para a mesa de abertura de um seminário é a mensagem.
Certo Errado
4) CESPE - 2012 - PC-AL
Caso o chefe do setor de comunicação social de uma autarquia federal vinculada
a determinado ministério queira comunicar-se com o ministro de Estado
respectivo, para tratar de assunto de interesse público, o documento oficial a ser
por ele utilizado para esse fim será a mensagem, cujo fecho deverá conter a
expressão Respeitosamente, por se dirigir a autoridade hierarquicamente
superior.
Certo Errado
5) CESPE - 2012 - ANCINE
Em memorando para o encaminhamento de informações ou para a solicitação de
providências, o destinatário deve ser identificado apenas pelo cargo que ocupa;
caso se trate de memorando que contenha documento anexo, o destinatário deve
ser identificado pelo nome e pelo cargo que ocupa.
Certo Errado
6) CESPE - 2012 - TCE-ES
Para que a mensagem de correio eletrônico, cada vez mais empregada no serviço
público, tenha valor documental, é necessário existir certificação digital que ateste
a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.
Certo Errado
7) CESPE - 2012 - TCE-ES
Avisos destinados unicamente a encaminhar documentos devem ser iniciados
com a referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se não tiver
havido solicitação da remessa, deve constar no campo Assunto a expressão Sem
solicitação prévia.
Certo Errado
8) CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO)
A impessoalidade e o emprego do padrão culto de linguagem garantem a clareza
textual, pois evitam que haja ambiguidade no texto.
Certo Errado
9) CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO)
O emprego de linguagem simples e vocabulário acessível denota coloquialidade,
razão por que deve ser evitado em correspondências oficiais.
Certo Errado
10) CESPE - 2012 - PC-AL
A redação da correspondência oficial deve se pautar pela correção gramatical e
pelo uso de linguagem clara; por isso, expressões de cunho regional devem ser
utilizadas em documentos expedidos pelo poder público.
Certo Errado
1) Errado
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um
Ministro de Estado. Nesse caso o meio mais adequado seria o memorando circular.
Memorando: É a modalidade de texto oficial utilizada para comunicação entre
unidades administrativas de um mesmo órgão.
Memorando Circular: Correspondência remetida ao mesmo tempo a vários
destinatários internos. Adota a mesma forma do memorando.
2) Errado.
A correspondência com finalidade eminentemente interna é o memorando.
3) Errado
A correspondência adequada é o Aviso.
Como rege no Manual da Redação Oficial: "o aviso é expedido exclusivamente por
Ministros de Estado, para autoridade de mesma hierarquia, ..."
4) Errado
O termo Respeitosamente seria corretamente empregado se não fosse o erro da
questão ao dizer que a mensagem seria o instrumento adequado para a comunicação
entre o chefe de comunicação social da autarquia e o ministro de Estado. O
instrumento correto a ser utilizado seria o OFÍCIO.
Mensagem: É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes
Públicos , notadamente as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao
Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública;
5) Errado
No memorando, a forma de se designar o destinatário é sempre a mesma,
independente do assunto a ser tratado ou de conter anexos. O destinatário será
mencionado apenas pelo cargo que ocupa.
6) Certo
O Certificado Digital serve para garantir a autenticidade do emissor do e-mail.
7) Errado
Quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte:
– introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o
encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar
com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os
dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e
assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte
fórmula:
8) Errado
O problema aqui está em "garantem". O emprego da impessoalidade e o emprego do
padrão culto de linguagem favorecem, certamente, a clareza textual, mas não podem
garantir que um texto estará livre de ambiguidade.
9) Errado
Linguagem simples e vocabulário acessível não implica em coloquialidade. A
coloquialidade é uma linguagem utilizada no cotidiano em que não se exige a
observância do padrão culto de linguagem. Lembre-se que o padrão culto nada tem
contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de
expressão.
10) Errado
As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas
por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso
de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida que um texto
marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos
vocabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada.
11) CESPE - 2012 - TJ-AC
Considere que um servidor de determinado tribunal tenha de redigir um ofício
dirigido a outro órgão do Judiciário. A respeito das características desse tipo de
documento, julgue os itens que se seguem.
O campo assunto pode ser dispensado caso o ofício seja de mero
encaminhamento de documento, uma vez que não há necessidade de resumir o
texto.
Certo Errado
12) CESPE - 2011 - PC-ESs
Julgue os itens seguintes, acerca das correspondências oficiais.
Os adjetivos referidos aos pronomes de tratamento concordam com o gênero do
interlocutor.
Certo Errado
13) CESPE - 2012 - PC-CE
Em um memorando expedido no primeiro dia do mês de fevereiro do corrente
ano, a forma correta de indicar a data seria “Em 1.º de fevereiro de 2012”.
Certo Errado
14) CESPE - 2010 - AGU - Contador
Todos os expedientes oficiais devem conter, após o fecho, a assinatura e a
identificação do signatário.
Certo Errado
15) CESPE - 2010 - TRT - 21ª Região (RN)
Memorando, ofício e aviso, expedientes da comunicação oficial que servem ao
mesmo propósito funcional, são usados, geralmente, no padrão formal
denominado "padrão ofício", em virtude de poderem adotar a mesma
diagramação na distribuição das partes.
Certo Errado
16) CESPE - 2009 - DETRAN-DF - Auxiliar de Trânsito
A troca de mensagens por correio eletrônico adquire valor documental, em
órgãos do Poder Executivo, a partir do momento em que o destinatário confirma
o recebimento da mensagem.
Certo Errado
17) CESPE - 2009 - DETRAN-DF
Utilizado para o envio antecipado de documentos, o fax pode ser arquivado tal
como recebido, desde que substituído pelo documento original no prazo de 3
meses.
Certo Errado
18) CESPE - 2013 - CNJ
Para que o ofício hipotético acima esteja de acordo com os padrões estabelecidos
no Manual de Redação da Presidência da República, a identificação do tipo e do
número do expediente deve ser alterada para: Ofício n.º 265/2013/GC-EAS.
Certo Errado
19) CESPE - 2013 - CNJ
Para que o ofício hipotético acima esteja de acordo com os padrões estabelecidos
no Manual de Redação da Presidência da República, o parágrafo e o fecho devem
ser numerados.
Certo Errado
20) CESPE - 2013 - CNJ
Para que o ofício hipotético acima esteja de acordo com os padrões estabelecidos
no Manual de Redação da Presidência da República, o nome do órgão em que
trabalha a pessoa que subscreve o documento deve ser retirado do espaço
destinado à identificação do signatário, permanecendo, nesse espaço, apenas o
nome e o cargo de quem assina o expediente.
Certo Errado
11) Errado
As correspondências oficiais do padrão ofício deverão ter o campo "assunto" sempre.
Observe que o campo "assunto" não é exigido em todas as correspondências oficiais,
como exemplo, temos a Exposição de Motivos (enviada por Ministro ao Presidente ou
Vice-Presidente da República), a qual não traz destinatário nem assunto.
12) Certo
Os adjetivos referidos aos pronomes de tratamento concordam com o gênero do
interlocutor e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se o interlocutor
for homem, o correto é "Vossa Excelência está atarefado"; se mulher, "Vossa Excelência
está atarefada".
13) Certo
14) Errado
Todas as comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as
expede, abaixo do local de sua assinatura, exceto as comunicações assinadas pelo
Presidente da República.
15) Errado
O que torna a questão errada é afirmar que atendem ao mesmo propósito funcional.
Possuem finalidades diferentes.
16) Errado
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha
valor documental, i. é, para que possa ser aceita como documento original, é necessário
existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida
em lei.
17) Errado
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com o
próprio fax, cujo papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente.
18) Certo
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes: tipo e número do
expediente, seguido da sigla do órgão que o expede
19) Errado
Nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve
conter em sua estrutura os parágrafos do texto numerados. Uma vez que o ofício é para
encaminhamento de documentos, não é exigida a numeração. Além disso, o fecho
nunca é enumerado.
20) Certo
O nome do órgão vem no cabeçalho de quem emiti o ofício. Por isso não é necessário
repetir novamente o nome do órgão após a identificação do signatário.
21) CESPE - 2012 - MPE-PI
No memorando, no aviso e no ofício, a presença do vocativo é imprescindível e,
neste último, o destinatário é mencionado pelo cargo que ocupa.
Certo Errado
22) CESPE - 2012 - MPE-PI
Recomenda-se não deixar em página isolada a assinatura de quem expede um
documento oficial, devendo-se, nesse caso, transferir para essa página a última
frase anterior ao fecho.
Certo Errado
23) CESPE - 2012 - PM-AL
Assinale a opção correta no que diz respeito à forma e à estrutura da mensagem,
conforme estabelece o Manual de Redação da Presidência da República.
a) A mensagem deve conter a indicação do tipo de expediente e de seu
número, horizontalmente, no início da margem esquerda.
b) Na mensagem, o local e a data de expedição do documento devem estar
alinhados, no início do texto, à margem direita.
c) Quando direcionada ao presidente do Congresso Nacional, a mensagem
deve indicar o vocativo “Excelentíssimo Presidente do Congresso Nacional”,
centralizado no início do expediente, logo após a data de expedição da
correspondência.
d) O texto do corpo da mensagem deve ser numerado, e deve estar
organizado em itens ou títulos e subtítulos.
e) A mensagem, assim como os demais expedientes oficiais, sobretudo os
emitidos pelo presidente da República, deve conter a identificação do signatário.
24) CESPE - 2012 - TJ-AL
Entre as ações necessárias para a adequação ou manutenção do documento
apresentado às normas gerais e específicas das correspondências oficiais se inclui
a) a substituição de “A Sua Excelência o Senhor” por A Vossa Excelência o Senhor.
b) a substituição de FIFA, no corpo do texto, por fifa.
c) a inserção, ao final do texto, do local e da data, em que o documento foi assinado,
com a seguinte forma: Em 10 de junho de 2012.
d) o detalhamento do teor do documento, que foi expresso de forma muito
resumida no item “Assunto”, em desacordo, portanto, com os princípios que orientam
a redação de correspondências oficiais.
e) o deslocamento do fecho, de modo a alinhá-lo com o início do parágrafo do corpo
do texto.
25) CESPE - 2012 - TJ-AL
Com base no exemplo de documento oficial apresentado, assinale a opção
correta acerca da redação de correspondências oficiais.
a) A referência à data atende às normas estabelecidas para a redação de
correspondências oficiais.
b) O vocativo está corretamente empregado, dado que a correspondência é
endereçada a autoridade do Poder Executivo.
c) O documento apresenta as características de um ofício, expediente a ser
utilizado para a comunicação entre autoridades de mesma hierarquia.
d) O fecho empregado no documento está adequado, considerando-se os
cargos ocupados pelo seu emissor e pelo seu destinatário.
e) O emprego da primeira pessoa em “Convido-o” não atende a exigência
de impessoalidade que deve caracterizar os expedientes oficiais.
26) CESPE - 2012 - PM-AL
Considerando as normas do Manual de Redação da Presidência da República
referentes às correspondências oficiais que adotam a diagramação do padrão
ofício, assinale a opção correta.
a) Em tais documentos, no campo assunto, deve-se apresentar
detalhadamente o assunto que motiva a comunicação; no caso de haver mais de
uma ideia a ser exposta, cada sentença deve ser separada da outra por ponto
final.
b) Em se tratando de memorando ou de aviso, devem ser incluídos, no campo
destinatário, o nome, o cargo e o endereço da pessoa a quem se direciona a
comunicação oficial.
c) No ofício, o alinhamento do vocativo coincide com o do endereço do
signatário.
d) A mensagem, o ofício e o memorando adotam a mesma diagramação,
diferenciando-se apenas porque, no memorando, a data e o local de expedição
do documento se encontram alinhados à direita, no início do documento.
e) Tipo e número do expediente seguidos da sigla do órgão expedidor,
assunto, texto, destinatário, assinatura e identificação do signatário são elementos
comuns às correspondências que seguem o padrão ofício.
27) CESPE - 2012 - TJ-AL
Acerca da redação de correspondências oficiais, assinale a opção correta.
a) Nas correspondências expedidas pelo Presidente da República, é
dispensável a assinatura do signatário logo após sua identificação, que deve ser
feita apenas pelo nome do cargo: Presidente da República Federativa do Brasil.
b) Deve constar do ofício o endereço da pessoa a quem é dirigido, que deve
ser identificada por nome e cargo.
c) Tanto no memorando quanto no aviso, é dispensável a inclusão do local em
que o documento foi assinado, haja vista que tal informação, referente ao local, já
consta no envelope de endereçamento do expediente.
d) A estrutura de um memorando cuja finalidade seja o encaminhamento de
documentos compõe-se de introdução, desenvolvimento e conclusão
e) Devem-se empregar na introdução das comunicações oficiais formas como
Tenho a honra de... e Tenho o prazer de..., em razão da cordialidade e cortesia que
devem pautar o tratamento pessoal na administração pública.
28) CESPE - 2012 - Banco da Amazônia
Considerando as características dos documentos oficiais, sobretudo a
impessoalidade, a clareza, a concisão, a formalidade e a uniformidade, julgue os
itens subsequentes.
A fim de simplificar e de tornar mais célere e ágil a tramitação do memorando, os
despachos a esse documento oficial devem ser dados no próprio documento, o
que assegura maior transparência à tomada de decisões e permite que se
mantenha um histórico do andamento do assunto tratado no expediente.
Certo Errado
29) CESPE - 2012 - TJ-AC
Considere que um servidor de determinado tribunal tenha de redigir um ofício
dirigido a outro órgão do Judiciário. A respeito das características desse tipo de
documento, julgue os itens que se seguem.
Caso o destinatário ocupe um cargo hierarquicamente inferior ao do remetente, o
fecho adequado para o documento será “Cordialmente”.
Certo Errado
30) CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO)
Em comunicações dirigidas a chefes de poder, o vocativo adequado é
“Excelentíssimo Senhor”, seguido do nome do cargo correspondente.
Certo Errado
21) Errado
O erro encontra-se na parte da afirmativa que diz que no ofício o destinatário é
mencionado pelo cargo que ocupa, o que está errado. Na modalidade memorando é
onde isto ocorre.
22) Certo
23) A)
a) Certo . Ex:
Mensagem n°
b) Deve estar alinhado à margem direita.
c) O correto é “Excelentíssimo Senhor”
d) O texto do corpo da mensagem NÃO deve ser numerado.
e) A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não traz
identificação de seu signatário.
24) E)
O fecho deve estar alinhado com o início do parágrafo.
25) A)
a) Certo
b) O vocativo correto é “Senhor”, apenas.
d) Trata-se de AVISO: Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial
praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido
exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao
passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como
finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública
entre si e, no caso do ofício, também com particulares.
d) Por se tratar de mesmo cargo, deveria ser “Atenciosamente”.
e) O uso da primeira pessoa do singular não fere, necessariamente, a impessoalidade
do texto. Embora tenha sido usada a primeira pessoa, foi usada em nome do Serviço
Público, sem passar impressões pessoais. Para verificar se há violação da
impessoalidade deve-se verificar o contexto. O uso da primeira pessoa não é incomum
em correspondências oficias, ex: “Submeto projeto...”, “Convido-o...”, etc.
26) E)
27) B)
a) Em comunicação oficial expedida pelo Presidente da República, o espaço relativo à
identificação deve conter apenas a assinatura.
b) Certo
c) O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes: local e data em
que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita.
d) Compõe-se de introdução e, opcionalmente, desenvolvimento, caso haja algo para
acrescentar no texto do encaminhamento. O manual não menciona “conclusão”.
e) Não deve-se empregar tais formas.
28) Certo
29) Errado
O fecho adequado é “Atenciosamente”.
30) Certo
AS DEZ CLASSES GRAMATICAIS:
1. Artigo
2. Numeral
3. Pronome
4. Substantivo
5. Adjetivo
6. Verbo
7. Advérbio
8. Preposição
9. Conjunção
10. Interjeição
Classes de Palavras
Por Ana Paula de Araújo
A Primeira gramática do Ocidente foi de autoria de Dionísio de Trácia, que identificava oito partes do discurso: nome,
verbo, particípio, artigo, preposição, advérbio e conjunção. Atualmente, são reconhecidas dez classes
gramaticais pela maioria dos gramáticos: substantivo, adjetivo, advérbio, verbo, conjunção, interjeição, preposição,
artigo, numeral e pronome.
Como podemos observar, houve alterações ao longo do tempo quanto às classes de palavras. Isso acontece porque
a nossa língua é viva, e portanto vem sendo alterada pelos seus falantes o tempo todo, ou seja, nós somos os
responsáveis por estas mudanças que já ocorreram e pelas que ainda vão ocorrer. Classificar uma palavra não é fácil,
mas atualmente todas as palavras da língua portuguesa estão incluídas dentro de uma das dez classes gramaticais
dependendo das suas características. A parte da gramática que estuda as classes de palavras é a MORFOLOGIA
(morfo = forma, logia = estudo), ou seja, o estudo da forma. Na morfologia, portanto, não estudamos as relações
entre as palavras, o contexto em que são empregadas, ou outros fatores que podem influenciá-la, mas somente a
forma da palavra.
Há discordância entre os gramáticos quanto a algumas definições ou características das classes gramaticais, mas
podemos destacar as principais características de cada classe de palavras:
SUBSTANTIVO – é dita a classe que dá nome aos seres, mas não nomeia somente seres, como também
sentimentos,estados de espírito, sensações, conceitos filosóficos ou políticos, etc.
Exemplo: Democracia, Andréia, Deus, cadeira, amor, sabor, carinho, etc.
ARTIGO – classe que abriga palavras que servem para determinar ou indeterminar os substantivos, antecedendo-os.
Exemplo: o, a, os, as, um, uma, uns, umas.
ADJETIVO – classe das características, qualidades. Os adjetivos servem para dar características aos substantivos.
Exemplo: querido, limpo, horroroso, quente, sábio, triste, amarelo, etc.
PRONOME – Palavra que pode acompanhar ou substituir um nome (substantivo) e que determina a pessoa do
discurso.
Exemplo: eu, nossa, aquilo, esta, nós, mim, te, eles, etc.
VERBO – palavras que expressam ações ou estados se encontram nesta classe gramatical.
Exemplo: fazer, ser, andar, partir, impor, etc.
ADVÉRBIO – palavras que se associam a verbos, adjetivos ou outros advérbios, modificando-os.
Exemplo: não, muito, constantemente, sempre, etc.
NUMERAL – como o nome diz, expressam quantidades, frações, múltiplos, ordem.
Exemplo: primeiro, vinte, metade, triplo, etc.
PREPOSIÇÃO – Servem para ligar uma palavra à outra, estabelecendo relações entre elas.
Exemplo: em, de, para, por, etc.
CONJUNÇÃO – São palavras que ligam orações, estabelecendo entre elas relações de coordenação ou subordinação.
Exemplo: porém, e, contudo, portanto, mas, que, etc.
INTERJEIÇÃO – Contesta-se que esta seja uma classe gramatical como as demais, pois algumas de suas palavras
podem ter valor de uma frase. Mesmo assim, podemos definir as interjeições como palavras ou expressões que
evocam emoções, estados de espírito.
Exemplo: Nossa! Ave Maria! Uau! Que pena! Oh!
Fonte:
DUARTE, Paulo Mosânio Teixeira. Classes e categorias em português. 2. ed. rev. E ampl. / Paulo Mosânio Teixeira
Duarte e Maria Claudete Lima. – Fortaleza: Editora UFC, 2003.
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