Wilhelm Maximilian Wundt,
alemão nasceu em 1832, estudou medicina, filosofia e psicologia. De 1875-1917 atuou
como professor de filosofia e psicologia; por suas inúmeras contribuições
acadêmicas e a criação do primeiro laboratório experimental
de Psicologia
foi considerado o fundador da Psicologia, realizando a descrição e demarca ndo
o domínio da nova ciência em 1879 com a publicação de Principles of Physiological Psychology. Dedicou principalmente ao estudo de
reações simples a estímulos realizados sob condições controladas. Seu método de
trabalho foi chamado de ESTRUTURALISMO, e o objeto de
estudo era a estrutura consciente da mente e do comportamento, sobretudo as
experiencias sensoriais.Wundt faleceu em 1920.
William James nasceu em 1842 nos EUA. Para ele a mente consciente é um constante fluxo, em constante interação com o meio
ambiente. Por isso sua atenção estava mais voltada para a função - seu trabalho
foi chamado de FUNCIONALISMO - dos processos mentais conscientes. Contestou e defendeu maior espaço
para as emoções, a vontade, os valores, enfim, tudo o que faz
cada ser humano ser único, em detrimento dos processos
estruturantes, James não se limitaou a uma descrição de elementos, conteúdos e
estruturas. William James faleceu em 1910.
Max Wertheimer nasceu em 1880 na Tchecoslováquia um dos fundadores da TEORIA DA GESTALT juntamente com Kurt Koffka e Wolfgang Köhler. Juntos,
dedicaram-se ao estudo de processos perceptivos, corrente da psicologia que entendem
que os fenômenos psíquicos só podem ser compreendidos, se forem vistos como um
todo e não através da divisão em simples elementos perceptuais. A palavra gestalt significa "forma",
"formato", "configuração" ou ainda "todo",
"cerne". O gestaltismo assume assim o lema: "O todo é mais que a
soma das suas partes". Max Wertheimer faleceu em 1943.
Seu verdadeiro nome era Sigismund Schlomo Freud, nasceu em 06/05/1856
em Freiberg, Morávia, na época pertencente ao Império Austríaco, atualmente a região é denomimada Pribor, na República Tcheca. Em 1877 abreviou seu nome para Sigmund Freud. Publicou muitas obras dando origem a perspectiva da PSICODINÂMICA, afirmou que a natureza humana não é sempre racional e que as ações podem ser
motivadas por fatores não acessíveis à consciência, ou seja, pelo inconsciente; dava muita importância à infância, a origem de sua teoria teve base na observaçãodireta de atendimentos e é considerado o pai da Psicanálise. Morreu em 23/09/1939
de câncer.
Carl Gustav Jung nasceu em Kesswil, Suíça em de 26/06/1875 e faleceu em 06/06/1961. Suas
divergências de Freud surgiram em 1912. E a partir daí Jung publicou seus
estudos sobre o inconsciente coletivo e apresentou os conceitos de introversão
e extroversão na obra "Tipos Psicológicos". A partir daí, construiu
as bases da psicologia analítica, seguindo a perspectiva da PSICODINÂMICA desenvolvendo a teoria dos arquétipos e
incorporando conhecimentos das religiões orientais, da alquimia e da mitologia.
Ivan Petrovich Pavlov, nasceu em 1849 na
Rússia. Fisiologista realizou descobertas sobre os processos
digestivos de animais, e observou o condicionamento por estímulos e respostas,
levando-o a se aprimorar na perspectiva COMPORTAMENTAL, também denominada deBEHAVIORISMO linha da Psicologia que compreende o comportamento humano através
da relação de estímulos do meio ambiente que o influenciam. A atenção do
pesquisador é assim dirigida às condições ambientais e iniciou sobretudo
com experimentos feitos com animais, descobrindo muitos princípios
válidos para o ser humano. Inclusive, Skinner autor Behaviorista não aceitou a
existência do inconsciente... Enfim, Pavlov faleceu em 1936.
Jean-Paul Charles Aymard Sartre nasceu na França em 1905 artista, militante, e apoiador de
causas políticas da esquerda em sua vida e obra. Recusou-se a receber o Nobel
de literatura em 1964, considerava as obras literárias como diferentes e
não talentos. Teve grande influência nos anos 50 na
perspectiva HUMANISTA e compreende o homem não como um ser controlado pelo insconsicente como
a Psicodinâmica, ou controlado pelo ambiente como a Comportamental, mas
sim como um ser ativo, que busca seu próprio crescimento e desenvolvimento. A
principal fonte de conhecimento desta perspectiva é o estudo biográfico, com o
fim de descobrir como essa pessoa vivencia sua existência. Sim Sartre era
estrábico, e faleceu em 1980.
Carl Ransom Rogers nasceu em 08/01/1902 em Illinoi, EUA. Psicólogo norte-americano, foi um
precursor da Psicologia HUMANISTA e recusou a compreensão de que o núcleo básico de todo ser humano é a
neurose, defendendo que, o núcleo básico da
personalidade humana era tendente à saúde, ao bem-estar. Tal conclusão
sobreveio do processo meticuloso de investigação científica. Para Roger, cada pessoa possui em si mesmo as respostas para as suas
inquietações e a habilidade necessária para resolver os seus problemas, o
psicoterapeuta é apenas a faisca, para potencializar esta habilidade. Criou a linha teórica conhecida como abordagem centrada na pessoa. Rogers faleceu em 04/02/1987.
Nise da Silveira, brasileira, nasceu em Maceió 15/02/1905 e faleceu em 30/10/1999, Apontou
as relações entre pobreza, desigualdade, e a necessidade da promoção em saúde e
prevenção no Brasil. Transformou as relações no tratamento de transtornos
graves em humanizados e dignos; fez a verdadeira terapia ocupacional,
criou ateliês de pintura e modelagem na intenção dos pacientes reatarem
vínculos e elos com a realidade através da expressão simbólica e da
criatividade, revolucionando a Psiquiatria no Brasil.
Sigmund Freud
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
|
Sigmund Freud
|
|
|
Sigmund Freud, por Max Halberstadt, em 1922.1
|
|
|
Nome completo
|
Sigmund Schlomo
Freud
|
|
Nascimento
|
6 de maio de 1856
Freiberg in Mähren, Morávia,Império Austríaco (atualmente pertencente à República Tcheca) |
|
Morte
|
|
|
Nacionalidade
|
|
|
Influências
|
Influências[Expandir]
|
|
Influenciados
|
Influenciados[Expandir]
|
|
Prêmios
|
|
|
Escola/tradição
|
|
|
Principais interesses
|
|
Sigismund Schlomo
Freud2 (Příbor, 6 de maio de 1856 — Londres, 23 de setembro de 19393 ), mais conhecido
como Sigmund
Freud, formou-se em medicina e especializou-se
em Neurologia, tendo
logo a seguir criado a Psicanálise.2 Freud nasceu numa
família judaica, emFreiberg
in Mähren, na época pertencente ao Império
Austríaco. Atualmente a localidade é denominada Příbor, na República
Tcheca.3
Freud iniciou seus
estudos pela utilização da técnica da hipnose como forma de
acesso aos conteúdos mentais no tratamento de pacientes com histeria. Ao
observar a melhoria de pacientes de Charcot,
elaborou a hipótese de que a causa da
doença era psicológica, não orgânica. Essa
hipótese serviu de base para seus outros conceitos, como o do inconsciente.4 Freud também é
conhecido por suas teorias dosmecanismos
de defesa, repressão psicológica e por criar a
utilização clínica da psicanálise como tratamento da psicopatologia,
através do diálogo entre o paciente e o psicanalista. Freud acreditava que a desejo sexual era a energia
motivacional primária da vida humana, assim como suas técnicas terapêuticas.
Ele abandonou o uso de hipnose em pacientes com histeria, em favor da
interpretação de sonhos e
da livre
associação, como vias de acesso ao inconsciente.5
Suas teorias e seu
tratamento com seus pacientes foram controversos na Viena do século XIX, e
continuam a ser muito debatidos hoje. Suas ideias são frequentemente discutidas
e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo
debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.
Índice
·
6 Libido
Nascido Sigmund Schlomo
Freud, em 1856 abreviou
seu nome para Sigmund
Freud. Aos quatro anos de idade sua família
transferiu-se para Viena por
problemas financeiros e problemas de saúde. Morou em Viena até 1938 quando,
após o Anschluss (em razão de sua
etnia judaica), refugia-se
na Inglaterra, onde já
se encontrava parte de sua família.
Freud ingressou na Universidade de Viena aos 17 anos. Ele
planejava estudar direito mas, ao invés
disso, entrou para a faculdade de medicina, onde seus
estudos incluíram filosofia, com o
professor Franz Brentano, fisiologia, com o
professor Ernst Brücke e zoologia, com o
professor Darwinista Carl
Friedrich Claus. 6 Em 1876, Freud
passou quatro semanas na estação zoológica de Claus em Trieste, dissecando
o sistema reprodutor masculino de centenas de enguias, num estudo
que se revelou inconclusivo. Graduou-se em medicina em 1881.
Sigmund Freud é
filho de Jacob Freud e de sua terceira
mulher Amalie Nathanson (1835-1930). Jacob, um judeu proveniente da Galícia e
comerciante de lã, muda-se a Viena em 1860.7
Os primeiros anos
de Freud são pouco conhecidos, já que ele destruíra seus escritos pessoais em
duas ocasiões: a primeira em 1885 e
novamente em 1894. Além disso, seus escritos posteriores
foram protegidos cuidadosamente nos Arquivos de Sigmund Freud, aos quais só
tinham acesso Ernest Jones (seu biógrafo
oficial) e uns poucos membros do círculo da psicanálise. O
trabalho de Jeffrey Moussaieff Masson pôs alguma luz sobre a natureza do
material oculto.8
Freud e Martha tiveram seis
filhos: Mathilde, nascida em 1887, Jean-Martin, nascido em 1889, Olivier, nascido em 1891, Ernst,
nascido em 1892, Sophie, nascida em 1893 e Anna, nascida em1895. Um deles, Martin Freud, escreveu uma memória intitulada Freud: Homem e Pai,
na qual descreve o pai como um homem que trabalhava extremamente, por longas
horas, mas que adorava ficar com suas crianças durante as férias de verão.
Anna Freud, filha de
Freud, foi também uma psicanalista destacada, particularmente no campo do
tratamento de crianças e do desenvolvimento psicológico. Sigmund Freud foi avô
do pintorLucian
Freud e
do ator e escritor Clement Freud, e
bisavô da jornalista Emma Freud, da desenhista de moda Bella Freud e do relacionador
público Matthew Freud.
Por sua vida
inteira Freud teve uma posição financeira modesta. Josef Breuer foi no início um
aliado de Freud em suas ideias e também um aliado financeiro.
Freud criou o
termo "psicanálise" para designar um método para investigar os
processos inconscientes e de outro modo inacessíveis do psiquismo.
Nos tempos do nazismo, Freud
perdeu quatro irmãs (Rosa, Dolfi, Paula, e Marie Freud). Embora Marie Bonaparte
tenha tentado retirá-las do país, elas foram impedidas de sair de Viena pelas
autoridades nazistas10 e morreram nos campos de concentração de Auschwitz e de Theresienstadt.
Freud inicia os
estudos na universidade aos 17 anos, os quais tomam-lhe inesperadamente
bastante tempo até a graduação, em 1881. Registros de amigos que o conheciam
naquela época, assim como informações nas próprias cartas escritas por Freud,
sugerem que ele foi menos diligente nos estudos de medicina do que devia ter
sido.11 Em lugar dos
estudos, ele atinha-se à pesquisa científica, inicialmente pelos estudos dos
órgãos sexuais de enguias — um estranho, mas interessante presságio das teorias
psicanalíticas que estariam por vir vinte anos mais tarde. De acordo com os
registros, Freud completa tal estudo satisfatoriamente, mas sem distinção
especial. Em 1877, desapontado com os resultados e talvez menos excitado em
enfrentar mais dissecações de enguias, Freud vai ao laboratório de Ernst Brücke, que
torna-se seu principal modelo de ciência.
Com Brücke, Freud
entra em contato com a linha fisicalista da Fisiologia. O
interesse de Brücke não era apenas descobrir as estruturas de órgãos ou
células particulares, mas sim, suas funções.
Dentre as atribuições de Freud, nesta época, estavam o estudo da anatomia e da
histologia do cérebro humano. Durante os estudos, identifica várias semelhanças
entre a estrutura cerebral humana e a de répteis, o que o remete ao então
recente estudo deCharles
Darwin sobre
a evolução das espécies e à discussão da "superioridade" dos seres
humanos sobre outras espécies.
Freud, então,
conhece Martha Bernays, e
parece ter sido amor à primeira vista. O seu desejo de desposar Martha, o baixo
salário e as poucas perspectivas de carreira na pesquisa científica fazem-no
abandonar o laboratório e a começar a trabalhar no Hospital Geral, o principal
hospital de Viena, passando por vários departamentos do mesmo. O próprio Brücke
aconselha-o a mudar, apesar de seu bom desempenho e com razão, já que Freud
precisava ganhar dinheiro.
No hospital,
depois de algumas desilusões com o estudo dos efeitos terapêuticos da cocaína — com inclusive um
episódio de morte por overdose de um amigo da época do laboratório de Brücke —,
Freud recebe uma licença e viaja para a França, onde
trabalha com Charcot,
um respeitável psiquiatra do hospital psiquiátrico Saltpêtrière que estudava a histeria.
De volta ao
Hospital Geral e entusiasmado pelos estudos de Charcot, Freud passa a atender,
na maior parte, jovens senhoras judias que sofriam de um conjunto de sintomas
aparentemente neurológicos que compreendiam paralisia, cegueira parcial, alucinações, perda
de controle motor e que não podiam ser diagnosticados com exames. O tratamento
mais eficaz para tal doença incluía, na época, massagem, terapia de
repouso e hipnose.
Apenas em Setembro
de 1886 Freud casa-se com Martha Bernays, com
a ajuda financeira de alguns amigos mais abastados, dentre eles Josef Breuer,
um colega mais velho da faculdade de medicina. Foi com as discussões de casos
clínicos com Breuer que surgiram as ideias que culminaram com a publicação dos
primeiros artigos sobre a psicanálise.
Freud em 1905.
O primeiro caso
clínico relatado deve-se a Breuer e descreve o tratamento dado a uma paciente
(Bertha Pappenheim, chamada de "Anna O." no livro), que demonstrava
vários sintomas clássicos de histeria. O método
de tratamento consistia na chamada "cura pela fala" ou "cura
catártica", na qual o ou a paciente discute sobre as suas associações com
cada sintoma e, com isso, os faz desaparecer.11 Esta técnica
tornou-se o centro das técnicas de Freud, que também acreditava que as memórias
ocultas ou "reprimidas" nas quais baseavam-se os sintomas de histeria
eram sempre de natureza sexual. Breuer não concordava com Freud neste último
ponto, o que levou à separação entre eles logo após a publicação dos casos
clínicos.
Na verdade,
inicialmente, a classe médica em geral acaba por marginalizar as ideias de
Freud; seu único confidente durante esta época é o médico Wilhelm Fliess.
Depois que o pai de Freud falece, em outubro de 1896, segundo as cartas
recebidas por Fliess, Freud, naquele período, dedica-se a anotar e analisar
seus próprios sonhos, remetendo-os à sua própria infância e, no processo,
determinando as raízes de suas próprias neuroses. Tais anotações tornam-se a
fonte para a obra A Interpretação dos Sonhos.
Durante o curso desta auto-análise, Freud chega à conclusão de que seus
próprios problemas eram devidos a uma atração por sua mãe e a uma hostilidade
ao seu pai. É o famoso "complexo
de Édipo", que se torna o coração da teoria de Freud sobre a
origem da neurose em todos os seus
pacientes.
Essa concepção de
que a base do pensamento Freudiano está no complexo de Édipo, é contestada por Bruno Bettelheim.
Este foi um profundo conhecedor de Freud e informa, baseado nas Metamorfoses de Apuléio, a base
do pensamento de Freud está na paixão desenvolvida por Amor, filho de Júpiter por Psique, filho de Vênus (Afrodite) (estas
eram as filha dos Rei Lear do Mercador de Veneza, participantes do
julgamento de Páris, do qualPsique era
a mais bela). Mesmo tendo sido corrompido por Vênus e tendo Páris a feito vencedora,
a formosura de Psique a
tornou mais venerada do que Vênus.
Venus beijou
longamente e ardorosamente Amor para
que este destruisse Psique, mas este se apaixonou por ela e pediu
ajuda a Júpiter, o qual a aceita como noiva do seu filho. Conforme ensina Bruno Bettelheim "Em alguns
aspectos, a história de Amor e Psique é uma réplica de Édipo, mas existem
importantes diferenças" ("in" Freud e a alma humana, 14. ed. 2008,
p. 27). Ocorre que o controle dos instintos faz o final de Amor e Psique
feliz, enquanto o do Rei Édipo terminou em
tragédia.
O exposto
evidencia que a base do pensamento de Freud não está no complexo
de Édipo porque
este não soube controlar seus sentimentos e agiu contra a natureza, mas em Amor
e Psique ouAlma.
Nos primeiros anos
do século XX, são
publicadas suas obras A
Interpretação dos Sonhos e A psicopatologia da vida cotidiana.
Nesta época, Freud já não mantinha mais contato nem com Josef Breuer, nem com
Wilhelm Fliess. No início, as tiragens das obras não animavam Freud, mas logo
médicos de vários lugares — Eugen Bleuler, Carl Jung, Karl
Abrahams, Ernest Jones, Sandor Ferenczi — mostram respaldo às suas ideias e
passam a compor o Movimento Psicanalítico.12
Freud morre de cancro no palato aos
83 anos de idade (passou por trinta e três cirurgias). Supõe-se que tenha
morrido de uma overdose de morfina.11 Freud sentia muita
dor, e segundo a história contada, ele teria dito ao médico que lhe aplicasse
uma dose excessiva de morfina para terminar com o sofrimento, o que seria eutanásia.
Em suas teorias,
Freud afirma que os pensamentos humanos são desenvolvidos, obtendo acesso à
consciência, por processos diferenciados, relacionando tal ideia à de que a
sistemática do nosso cérebro trabalha essencialmente com o campo da semântica,
isto é, a mente desenvolve os pensamentos num sistema intrincado de linguagem
baseados em imagens, as quais são meras representações de significados
latentes.
Rede de neurônios associados
O fenômeno
representacional psíquico está relacionado ao sistema nervoso humano. As
representações, segundo Freud, são analógicas e imagéticas. Estas se
inter-relacionam através de redes associativas. As redes associativas das
representações são provenientes do processo fisiológico cerebral, o qual se
baseia em uma rede de neurônios.11 Esse processo
ocorre através de um mecanismo reflexo: a informação parte por uma rede
associativa de neurônios até chegar à
região motora e sensorial. Ela provoca então, modificações nas células
centrais, causando a formação das representações.
Enquanto
elementos, as representações são originadas da percepção sensorial do
indivíduo. São unidades mentais tanto de objetos, como de situações, sensações,
relações.
A representação de
objeto, também chamada de representação da "coisa", é “... um
complexo de associações, formado por uma grande variedade de apresentações
visuais, acústicas, táteis, cenestésicas e outras", de acordo com Freud.
As emoções, por
exemplo, são processos de descarga de energia, que são percebidos como os
sentimentos. São as chamadas representações imagéticas, que não formam imagens
psíquicas, e sim traços mnésicos de sensações.
É preciso destacar
que as relações entre as representações não são a demonstração e a manifestação
dos sentimentos, dos afetos, das emoções. A relação entre os tipos de
representação formam as ideias, ou seja, as relações associativas contidas nas
representações de objeto (captadas pelos processos perceptivos) formam os
complexos de sensações associados dando origem a uma representação completa.
Portanto, um único objeto representado na mente é constituído por seus vários
aspectos sensoriais da realidade externa: cor, gosto, textura, cheiro e coisas
do gênero. [3]
Segundo Freud, o
processo de pensamento é a ativação ou inibição dos complexos de sensações
associadas que tornam possível o fenômeno representacional psíquico, o que se
dá através da energia que flui no sistema nervoso pelos sistemas de neurônios.
Podemos distinguir, neste processamento, um primário e um secundário.
Associado ao
inconsciente, o processamento primário do pensamento é aquele que dirige ações
imediatas ou reflexas, sendo associado, assim, ao prazer, ao emocional do
indivíduo e ao fenômeno de arco reflexo. Nele,
a energia presente no aparelho mental flui livremente pelas representações, do
pólo do estímulo ao da resposta.
O processo de
pensamento secundário, por outro lado, está associado ao pré-consciente, também
chamado de "ação interiorizada" ou, ainda, de "processo racional
do pensamento". Nele, o escoamento de energia mental fica retido, só
acontecendo após uma série de associações, as quais refletem no aparelho
psíquico. As ações decorrentes dessa forma de processamento devem ser tomadas
com base no mundo externo, no contexto em que a pessoa se encontra e em seus
objetivos. Assim, ao contrário da energia do processo primário, que é livre, a
energia do secundário é condicional. [4]
Em diversas obras,
como "A Interpretação dos Sonhos", "A
Psicopatologia da Vida Cotidiana" e "Os Chistes e suas Relações com o
Insconsciente", Freud não só desenvolve sua teoria sobre o inconsciente da
mente humana, como articula o conteúdo do inconsciente ao ato da fala, especialmente
aos atos falhos. [5]
Para Freud, a
consciência humana subdivide-se em três níveis, Consciente, Pré-Consciente e
Inconsciente – o primeiro contém o material perceptível; o segundo o material
latente, mas passível de emergir à consciência com certa facilidade; e o
terceiro contém o material de difícil acesso, isto é, o conteúdo mais profundo
da mente do homem, que está ligado aos instintos primitivos do homem.
Os níveis de
consciência estão distribuídos entre as três entidades que formam a mente
humana, ou seja, o Id, o Ego e
o Superego.
Segundo Freud, o
conteúdo do inconsciente é, muitas vezes, reprimido pelo Ego. Para driblar a
repressão, as ideias inconscientes apelam aos mecanismos definidos por Freud em
sua obra “A Interpretação dos Sonhos”, como deslocamento e condensação. Estes
dois, mais tarde, seriam relacionados por Jacobson à metonímia e metáfora,
respectivamente. [6] [7]
Portanto, as
representações de ideias inconscientes manifestam-se nos sonhos como símbolos
imagéticos, tanto metafóricos quanto metonímicos. Aplicando o conceito à fala,
o inconsciente consegue expelir ideias recalcadas através dos chistes ou atos falhos. Freud
propõe que as piadas ou as “trocas de palavras por acidente” nem sempre são
inócuas. Antes, são mecanismos da fala que articulam ideias aparentes com
ideias reprimidas, são meios pelos quais é possível exprimir os instintos
primitivos.
Semelhante à
análise dos sonhos, a análise da fala seria um caminho psicanálitco para
investigar os desejos ocultos do homem e as causas das psicopatologias. [8]
Deste modo, Freud
cria uma interrelação entre os campos da linguística e da psicanálise, as quais
serão retomadas por estudiosos posteriores, como Jacques-Marie Émile Lacan.
Freud inovou em
dois campos. Simultaneamente, desenvolveu uma teoria da mente e da conduta
humana, e uma técnica terapêutica para ajudar pessoas afetadas psiquicamente.
Alguns de seus seguidores afirmam estar influenciados por um, mas não pelo outro
campo.
Provavelmente a
contribuição mais significativa que Freud fez ao pensamento moderno é a de
tentar dar ao conceito de inconsciente um status científico (não
compartilhado por várias áreas daciência e da psicologia). Seus
conceitos de inconsciente, desejos inconscientes e repressão foram
revolucionários; propõem uma mente dividida em camadas ou níveis, dominada em
certa medida por vontades primitivas que estão escondidas sob a consciência e
que se manifestam nos lapsos e nos sonhos.
Em sua obra mais
conhecida, A
Interpretação dos Sonhos, Freud explica o
argumento para postular o novo modelo do inconsciente e desenvolve um método
para conseguir o acesso ao mesmo, tomando elementos de suas experiências
prévias com as técnicas de hipnose.
Como parte de sua
teoria, Freud postula também a existência de um pré-consciente, que
descreve como a camada entre o consciente e o inconsciente (o termo subconsciente é utilizado
popularmente, mas não é parte da terminologia psicanalítica). A repressão em si
tem grande importância no conhecimento do inconsciente. De acordo com Freud, as
pessoas experimentam repetidamente pensamentos e sentimentos que são tão
dolorosos que não podem suportá-los. Tais pensamentos e sentimentos (assim como
as recordações associadas a eles) não podem ser expulsos da mente, mas, em
troca, são expulsos do consciente para formar parte do inconsciente.
Embora ao longo de
sua carreira Freud tenha tentado encontrar padrões de repressão entre seus
pacientes que derivassem em um modelo geral para a mente, ele observou que
pacientes diferentes reprimiam fatos diferentes. Observou ainda que o processo
da repressão é em si mesmo um ato não-consciente (isto é, não ocorreria através
da intenção dos pensamentos ou sentimentos conscientes). Em outras palavras, o
inconsciente era tanto causa como efeito da repressão.
Como um
pesquisador da área médica, Freud foi um dos primeiros usuários e proponentes
da cocaína como um
estimulante, bem como analgésico. Ele
escreveu vários artigos sobre as qualidades antidepressivas do medicamento e
ele foi influenciado por seu amigo e confidente Wilhelm Fliess, que
recomendou a cocaína para o tratamento da "neurose nasal reflexa".
Fliess operou Freud e o nariz de vários pacientes de Freud que ele acreditava
estarem sofrendo do transtorno, incluindo Emma Eckstein, cuja
cirurgia foi desastrosa.14
Freud achava que a
cocaína iria funcionar como uma panacéia para muitos transtornos e escreveu um
artigo científico bem recebido, "On Coca", explicando as suas
virtudes. Prescreveu-o para seu amigo Ernst von Fleischl-Marxow para ajudá-lo a
superar o vício da morfina que tinha
adquirido ao tratar uma doença do sistema nervoso.15
Freud procurou uma
explicação à forma de operar do inconsciente, propondo uma estrutura
particular. No primeiro tópico recorre à imagem do "iceberg" em que o
consciente corresponde à parte visivel, e o inconsciente corresponde à parte
não visivel, ou seja, a parte submersa do "iceberg". De sua teoria
ele estava preocupado em estudar o que levava à formação dos sintomas
psicossomáticos (principalmente a histeria, por isso
apenas os conceitos de inconsciente, pré-consciente e consciente eram
suficientes). Quando sua preocupação se virou para a forma como se dava o
processo da repressão, passou a adotar os conceitos de id, ego e superego.
·
O id representa
os processos primitivos do pensamento e constitui, segundo Freud, o
reservatório das pulsões, dessa forma
toda energia envolvida na atividade humana seria advinda do Id. Inicialmente,
considerou que todas essas pulsões seriam ou de origem sexual, ou que atuariam
no sentido de auto-preservação. Posteriormente, introduziu o conceito das pulsões de morte, que
atuariam no sentido contrário ao das pulsões de agregação e preservação da
vida. O Id é
responsável pelas demandas mais primitivas e perversas.
·
O Ego, permanece entre ambos, alternando nossas
necessidades primitivas e nossas crenças éticas e morais. É a instância na que
se inclui a consciência. Um eu saudável proporciona a habilidade para
adaptar-se à realidade e interagir com o mundo exterior de uma maneira que seja
cômoda para o id e o superego.
·
O Superego, a parte
que contra-age ao id, representa os pensamentos morais e éticos internalizados.
Freud estava
especialmente interessado na dinâmica destas três partes da mente. Argumentou
que essa relação é influenciada por fatores ou energias inatas, que chamou de
pulsões. Descreveu duas pulsões antagónicas: Eros, uma pulsão sexual com tendência à
preservação da vida, e Tanatos, a pulsão da morte, que
levaria à segregação de tudo o que é vivo, à destruição. Ambas as pulsões não
agem de forma isolada, estão sempre trabalhando em conjunto. Como no exemplo de
se alimentar, embora haja pulsão de vida presente, afinal a finalidade de se
alimentar é a manutenção da vida, existe também a pulsão de morte presente,
pois é necessário que se destrua o alimento antes de ingeri-lo, e aí está
presente um elemento agressivo, de segregação.
Freud, em foto de 1900: O primeiro investimento
objetal da libido, segundo ele, ocorreria no progenitor do sexo oposto, esta
fase caracterizada pelo investimento libidinal em um dos progenitores se chama
(complexo
de Édipo.
Freud também
acreditava que a libido amadurecia
nos indivíduos por meio da troca de seu objeto (ou objetivo). Argumentava que
os humanos nascem "polimorficamente perversos", no sentido de que uma
grande variedade de objetos possam ser uma fonte de prazer, sem ter a pretensão
de se chegar à finalidade última, ou seja, o ato sexual. O desenvolvimento
psicosexual ocorreria em etapas, de acordo com a área na qual a libido está mais
concentrada: a etapa oral (exemplificada pelo prazer dos bebês ao chupar a
chupeta, que não tem nenhuma função vital, mas apenas de proporcionar prazer);
a etapa anal (exemplificada pelo prazer das crianças ao controlar sua
defecação); e logo a etapa fálica (que é demonstrada pela manipulação dos
órgãos genitais). Até então percebe-se que a libido é voltada para o próprio
ego, ou seja, a criança sente prazer consigo mesma. O primeiro investimento
objetal da libido, segundo Freud, ocorreria no progenitor do sexo oposto, esta
fase caracterizada pelo investimento libidinal em um dos progenitores (se chama complexo
de Édipo). A criança percebe então que entre ela e a mãe (no caso de
um menino) existe o pai, impedindo a comunhão por ele desejada. A criança passa
então a amar a mãe e a experienciar um sentimento antagônico de amor e ódio com
relação ao pai. Ela percebe então que tanto o amor vivido com a mãe como o ódio
vivido com o pai são proibidos e o complexo de Édipo é então finalizado com o
surgimento do superego, com a desistência da criança com relação à mãe e com a
identificação do menino com o pai.
O modelo
psicossexual que desenvolveu tem sido criticado por diferentes frentes. Alguns
têm atacado a afirmação de Freud sobre a existência de uma sexualidade infantil
(e, implicitamente, a expansão que se fez na noção de sexualidade). Outros
autores, porém, consideram que Freud não ampliou os conhecimentos sobre
sexualidade (que tinham antecedentes na psiquiatria e na filosofia, em
autores como Schopenhauer); senão
que Freud "neurotizou" a sexualidade ao relacioná-la com conceitos
como incesto, perversão e transtornos
mentais. Ciências como a antropologia e a sociologia argumentam que o
padrão de desenvolvimento proposto por Freud não é universal nem necessário no
desenvolvimento da saúde mental,
qualificando-o de etnocêntrico por omitir determinantes sócio-culturais.
Freud esperava
provar que seu modelo, baseado em observações da classe média austríaca, fosse
universalmente válido. Utilizou a mitologia grega e aetnografia contemporânea como
modelos comparativos. Recorreu ao "Édipo Rei" de Sófocles para indicar que o
ser humano deseja o incesto de forma natural e como é reprimido este desejo. O
complexo de Édipo foi descrito como
uma fase do desenvolvimento psicossexual e de amadurecimento. Também fixou-se
nos estudos antropológicos de totemismo,
argumentando que reflete um costume ritualizado do complexo de Édipo (Totem e Tabu). Incorporou também em sua teoria
conceitos da religião
católica e
da judaica; assim como princípios da Sociedade Vitoriana sobre repressão, sexualidade e moral; e outros da biologia e da hidráulica.
Esperava que sua
investigação proporcionasse uma sólida base científica para seu método
terapêutico. O objetivo da terapia freudiana ou psicanálise é, relacionando
conceitos da mente cartesiana e da hidráulica, mover (mediante a associação
livre e da interpretação dos sonhos) os pensamentos e sentimentos reprimidos
(explicados como uma forma de energia) através do consciente para permitir ao
sujeito a catarse que provocaria a
cura automática.
Outro elemento
importante da psicanálise é a pouca intervenção do psicanalista para que o
paciente possa projetar seus pensamentos e sentimentos no psicanalista. Através
deste processo, chamado de transferência, o paciente pode reconstruir e resolver
conflitos reprimidos (causadores de sua doença), especialmente conflitos da
infância com seus pais.
É menos conhecido
o interesse de Freud pela neurologia. No
início de sua carreira investigou a paralisia
cerebral. Publicou numerosos artigos médicos neste campo. Também
mostrou que a doença existia muito antes de outros pesquisadores de seu tempo
terem notícia dela e de a estudarem. Também sugeriu que era errado que esta
doença, segundo descrito por William Little(cirurgião ortopédico
britânico), tivesse como causa uma falta de oxigênio durante o
nascimento. Ao invés disso, Freud afirmou que as complicações no parto eram
somente um sintoma do problema. Somente na década de 1980 suas
especulações foram confirmadas por pesquisadores modernos.
Do ponto de vista
da medicina, a teoria e prática freudiana têm sido substituídas pelas
descobertas empíricas ao longo dos anos. A psiquiatria e a psicologia como
ciências hoje apresentam questionamentos relevantes à maior parte do trabalho
de Freud.[carece de fontes] Sem dúvida, muitas
pessoas continuam aprendendo e praticando a psicanálise freudiana tradicional.
No âmbito da psicanálise moderna, a palavra de Freud continua ocupando um lugar
determinante, embora suas teorias frequentemente apareçam reinterpretadas por autores
como Jacques Lacan e Melanie Klein.
Atualmente, muitas
críticas tem sido feitas ao método psicanalítico, porém, por mais que a ciência
moderna avance, muitos dos conceitos estruturadores da psique humana e os
resultados obtidos pela aplicação do método continuam melhorando a qualidade de
vida de muitas pessoas. Nota-se que a revolução promovida por Freud abriu
caminhos para estudos que antigamente se encontravam em um plano imaginário. A
criação de um método clínico a serviço do diagnóstico e tratamento de doenças
da psique é
um fato sem igual em toda a história
da ciência. Porém é de se constatar certamente que em muitos
escritos de Montaigne e de Pascal a
ideia da auto-análise já era usada para explicar problemas subjetivos usando a lógica vigente,
transformando os problemas do ser e de seu inconsciente em desafios universais,
com os quais todos os homens se deparam.
Uma das mais
severas críticas sofridas pelo método psicanalítico foi feita pelo filósofo da
ciência Karl Popper. Segundo
ele, a psicanálise é pseudociência, pois uma teoria seria científica apenas se
pudesse ser falseável pelos fatos.
Um exemplo é a
teoria freudiana do "Complexo
de Édipo". Freud afirmava
que esse complexo era universal, mas com que base de dados chegou a essa
conclusão? Na época da formulação dapsicanálise, a sua
"amostra" era bastante limitada; parte dela vinha de sua experiência
subjetiva (a sua "auto-análise" precedendo a publicação de A Interpretação dos Sonhos)
e da sua prática clínica, feita na maioria das vezes com pacientes burgueses de
uma Áustria vitoriana. Ou
seja: uma amostra retirada de contextos bem específicos e que não podem fundamentar
a universalidade pretendida pelo autor.
Outra crítica
robusta foi feita pelo psiquiatra inglês Willian Sargant no livro "A
possessão da mente". O autor relata suas experiências com pacientes com
traumas de guerra, em que ele se deparou com situações nas quais estes se
tornavam altamente sugestionáveis. O método psicanalítico, segundo Sargant
atuaria de forma semelhante a estes fenômenos, o que tornava não críveis os
relato dos pacientes que supostamente confirmavam o pensamento freudiano. Como
a relação psicanalista-paciente pode provocar estados de alta
sugestionabilidade, estes estariam, na verdade, expressando as crenças do
próprio psicanalista.
Esta é uma lista
parcial de pacientes cujos estudos de caso foram publicados por Freud.
·
Anna O. = Bertha Pappenheim (1859-1936),
paciente de Breuer, tratada pelo método catártico (livre
associação de
ideias).
·
Cäcilie M. = Anna von Lieben
·
Dora = Ida Bauer (1882-1945)
·
Frau Emmy von
N. = Fanny Moser
·
Fräulein Elizabeth von R.
·
Fräulein Katharina = Aurelia
Kronich
·
Fräulein Lucy R.
·
O pequeno Hans = Herbert Graf
(1903-1973)
Referências
3.
↑ a b Historic Figures - Sigmund Freud (1856-1939) (em inglês). BBC.
Página visitada em 02-04-2010.
4.
↑ Tratamento de pacientes histéricas por hipnose
revolucionou o pensamento de Freud (em inglês).
Folha Online (23-09-2008). Página visitada em 02-04-2010.
5.
↑ Kennard, Jerry (12-02-2008). Freud 101:
Psychoanalysis (em inglês). HealthCentral.
Página visitada em 02-04-2010.
Vigotski
Lev Semenovich Vigotski foi um
psicólogo bielo-russo, descoberto nos meios acadêmicos ocidentais depois da sua morte, aos 38
anos. Pensador importante foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento
intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de
vida.
Cronologia
- 1896
– Nasceu em Orsha, na Bielo-Rússia;
- 1917
– Quando estudante na Universidade de Moscou foi um leitor ávido e
assíduo de temas como Linguística, Ciências Sociais, Psicologia, Filosofia
e Artes;
- 1917
– Conclui seus estudos em Direito e Filologia
(conjunto de conhecimentos necessários para se interpretar um texto);
- 1917
– 1924 – Lecionou Literatura e Psicologia em Gomel e fundou a revista
literária Verask;
- 1924
– Inicia seu trabalho sistemático com auxilio de estudantes e
colaboradores, com uma série de pesquisas em Psicologia do Desenvolvimento,
Educação e Psicopatologia.
- Participa
do II Congresso de Psiconeurologia (estudo das interações entre cérebro e
mente) em Leningrado, onde expõe com uma clareza impressionante para um
jovem de 28 anos, o tema da relação entre reflexos condicionados e comportamento
consciente do homem;
- 1925
– 1934 – Lecionou Psicologia e Pedagogia em Moscou e Leningrado;
- 1934
– Morre vítima de Tuberculose.
Alguns conceitos
Para Vigotski, o desenvolvimento mental da criança é um processo
contínuo de aquisição de controle ativo sobre funções inicialmente passivas.
Desenvolvimento intelectual e lingüístico da criança relacionado à
interiorização do diálogo em fala interior e pensamento.
Desenvolvimento do agrupamento conceitual das crianças, onde
inicialmente há um amontoado de conceitos, depois um complexo de conceitos,
pseudoconceitos e, finalmente, conceitos verdadeiros.
A capacidade de impor estruturas superiores no interesse de ver as
coisas de modo mais simples e profundo é tida como um dos poderosos
instrumentos da inteligência humana. Essa capacidade evita que, ao contato com
novos conceitos, a criança tenha de reestruturar os conceitos já incorporados.
Para Vigotski o brinquedo é o mundo imaginário onde a criança pode
realizar seus desejos.
Zona de desenvolvimento proximal – é a “lacuna” entre aquilo que o
indivíduo pode realizar sozinho e aquilo em que ele vai precisar da ajuda de
alguém.
Vida
Quando Iniciou sua carreira como psicólogo após a Revolução Russa de 1917,
Vigotski já havia contribuído com vários ensaios para crítica literária. Em
1924 proferiu uma palestra intitulada “Consciência como um Objeto da Psicologia
do Comportamento”, causando impacto nas teorias behavioristas existentes na época.
Ele buscava uma descrição e uma explicação das funções psicológicas
superiores (pensamento, lembrança voluntária, raciocínio dedutivo, por
exemplo), contrapondo-se à teoria baseada no estímulo-resposta. Criticou a
teoria de que os processos mentais adultos estão latentes na criança, bastando
apenas sua maturação.
Foi um dos primeiros defensores da associação da psicologia cognitiva
experimental com a neurologia e a fisiologia, ao insistir que as funções
psicológicas são produtos da atividade cerebral.
- Materialismo Dialético – simultaneidade entre corpo
e alma. Todo fenômeno tem uma história, que se modifica quantitativa e
qualitativamente e essa mudança pode explicar a evolução dos processos
psicológicos elementares em processos complexos.
- Materialismo histórico – mudanças na sociedade
produzem mudanças no ser humano. Vigotski desenvolveu a teoria de que a
sociedade afeta diretamente a evolução dos processos psicológicos
superiores do homem.
Para Vigotski, os processos mentais devem ser entendidos historicamente.
Foi um dos fundadores do Instituto de Estudos das Deficiências, em Moscou.
Lecionou e escreveu extensamente sobre problemas da educação. Utilizava o termo
pedologia (do Gr. pais, paidós, criança + lógos, tratado), que pode,
grosseiramente, ser traduzido por psicologia educacional.
Foi acusado de chauvinista russo, por ter declarado que a população
iletrada da região não industrializada da Ásia Central, ainda não tinha a
capacidade intelectual da civilização moderna.
Escreveu sobre o método genético-experimental, que é um experimento que,
se adequadamente concebido, pode dar ao experimentador condições de saber o
curso real do desenvolvimento de uma determinada função. Uma técnica usada por
Vigotski era a de introduzir obstáculos e dificuldades na tarefa a fim de
quebrar o método rotineiro de solução de problemas. Nesse estudo o mais
importante não era o nível de desempenho, mas os métodos usados pela criança.
Principais
contribuições de Vigotski
Os resultados experimentais podem ser tanto quantitativos, quanto
qualitativos;
Ruptura das barreiras entre estudo de “campo” e em “laboratório”;
Método de estudo que procura traçar a história do desenvolvimento das
funções psicológicas, alinhando-as ao ambiente social, cultural e econômico de
crescimento do sujeito.
Dois anos após sua morte, o Comitê Central do Partido Comunista baixou
um decreto proibindo todos os testes psicológicos na União Soviética e todas as
revistas de Psicologia deixaram de ser publicadas durante 20 anos.
Um grande movimento de experimentação e
fermentação intelectual chegava ao fim.
Algumas publicações
de Vigotski
1915 – A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca. Arquivo pessoal,
manuscrito;
1922 – Sobre os métodos do ensino de literatura nas escolas secundárias.
Relatório à Conferência Distrital de Metodologia Científica, 07 de agosto de
1922. Arquivo pessoal, manuscrito;
1923 – A investigação do processo de compreensão de linguagem utilizando
a tradução múltipla de texto de uma língua para outra. Arquivo pessoal;
1924 – Problemas de educação de
crianças cegas, surdas-mudas e retardadas. Moscou, SPON NKP Publicações, 1924;
Métodos de investigação psicológica e reflexológica. Relatório
apresentado no Encontro Nacional de Psiconeurologia, Leningrado, 2 de janeiro
de 1924. In: Problemas da Psicologia contemporânea, II, 26- 46, Leningrado.
Casa de Publicações do Governo, 1926;
Os princípios de educação de crianças com defeitos físicos, 1924, nº. 1,
pp. 112-20;
1925 – Os princípios de educação social de crianças surdas-mudas. Arquivo
pessoal, manuscrito, 26 pp.
Prefácio de Além do princípio do prazer de S. Freud. Moscou,
Problemas Contemporâneos, 1925 (em colaboração com A.R. Luria).
O consciente como problema da psicologia experimental. In Psicologia e marxismo, I. 175-98. Moscou-Leningrado.
Casa de Publicações do Governo, 1925;
1926 – 1927 – Prefácio de Princípios de aprendizagem
baseadas na psicologia, de E.L. Thorndike (traduzido do inglês), pp. 5-23. Moscou, Casa de
Publicações O Trabalhador da Educação, 1926;
O significado histórico da crise na Psicologia. Arquivo pessoal,
manuscrito, 430 pp.;
Psicologia contemporânea e arte. Arte
Soviética, 1927, nº. 8, pp. 5-8, 1928, nº. 1, 99. 5-7;
1928 – O método instrumental em psicologia. In: Os problemas da pedologia da URSS, pp. 158-9. Moscou,
1928;
1929 – Raízes do desenvolvimento do pensamento e da fala. Ciências naturais e marxismo, 1929, nº. 1, pp.
106-33;
1930 – A relação entre trabalho e desenvolvimento intelectual na
criança. Pedologia, 1930, nº. 5-6, pp.
588-96;
Referências:
Vigotsky, Lev Semenovich, 1896-1934. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores/ L.S. Vigotsky ; organizadores Michael Cole.. {et al.}; tradução José Cipolla Neto, Luis Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche. 7ª ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Vigotsky, Lev Semenovich, 1896-1934. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores/ L.S. Vigotsky ; organizadores Michael Cole.. {et al.}; tradução José Cipolla Neto, Luis Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche. 7ª ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Vigotsky, Lev Semenovich, 1896-1934. Pensamento e Linguagem/ L.S.
Vigotsky: tradução Jéferson Luis Camargo. 3ª ed. – São Paulo: Martins Fontes,
2005.
Vigotsky, Lev Semenovich, 1896-1934. Linguagem, desenvolvimento e
aprendizagem – São Paulo – Ícone – Ed. Universidade de São Paulo – 1998.




Nenhum comentário:
Postar um comentário